23% dos profissionais de enfermagem mortos por Covid-19 no mundo são brasileiros

De janeiro a março deste ano já morreram 234 profissionais, metade dos 468 óbitos registrados em todo ano de 2020. Entidade internacional alerta para a exaustão e escassez de trabalhadores

Na linha de frente do combate à Covid-19, os profissionais de enfermagem mortos pela doença no Brasil equivalem a  23% dos  óbitos na categoria no mundo.

Segundo o Conselho Internacional de Enfermagem (ICN), que analisou 60 dos 130 países, 3 mil profissionais morreram com complicações da Covid-19 em um ano de pandemia no mundo.  

De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), 702 enfermeiros, enfermeiras, auxiliares e técnicos e técnicas de enfermagem morreram no Brasil em 365 dias.

Só entre janeiro e março deste ano, morreram 234 profissionais de enfermagem. Esse número representa metade dos 468 óbitos em todo ano de 2020 no Brasil.

A técnica de enfermagem, Roberta Garcia, que não atua diretamente com o combate à Covid no hospital privado em que trabalha, afirma que é nítida a exaustão e o impacto do dia a dia hospitalar na vida dos colegas e das colegas de profissão. Segundo ela, não teve mortes de profissionais da enfermagem onde ela trabalha, mas a mãe de uma delas faleceu esta semana.

“Quando não somos uma de nós, alguém da família ou um amigo pode ser contaminado. O que vejo em meus colegas é muito cansaço e sobrecarga com muito trabalho, pouco insumos para o atendimento aos pacientes e a empresa continua dando cada vez mais serviço e menos amparo para gente. A gestão do hospital não valoriza os funcionários e a gente não teve nenhuma gratificação. No final de ano não deram um panetone sequer”, disse Roberta.

E a realidade destes profissionais também foi constatada por um estudo sobre as condições de trabalho na saúde feito pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) em todo território nacional. De acordo com os resultados da pesquisa “Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19”, a pandemia alterou de modo significativo da vida de 95% desses trabalhadores e quase 50% admitiram excesso de trabalho ao longo desta crise mundial de saúde, com jornadas para além das 40 horas semanais.

Os participantes da pesquisa também relataram o medo generalizado de se contaminar no trabalho (18%), a ausência de estrutura adequada para realização da atividade (15%), além de fluxos de internação ineficientes (12,3%).  Mais de 10% dos profissionais denunciaram a insensibilidade de gestores para suas necessidades profissionais.

A enfermeira e conselheira-secretária do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MT), Lígia Cristiane Arfeli, afirmou em um artigo que a enfermagem sempre trabalhou acima do limite e do não cumprimento das normas técnicas por parte dos gestores públicos e privados. Segundo ela, com a pandemia do novo coronavírus isso tomou outra dimensão.

O adoecimento precoce e a morte iminente são cada vez mais reais, diz ela. E as causas disso são as condições precárias de trabalho diante da hiperlotação das unidades de saúde, pronto atendimento, enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTI), tanto as públicas quanto as privadas. Sem contar o esforço sobre-humano para proporcionar atendimento aos doentes de Covid-19, muitas vezes em macas, cadeiras e bancos. A profissionais conta que tem locais onde deveriam ser atendidos  18 pacientes e que tem hoje estão atendendo  cerca de 40. O sentimento dos profissionais é que todo esforço, dedicação e assistência parecem insuficientes, o que causa frustrações significativas e abalo emocional, afirma.

“Enfatizamos que as ações de fiscalização foram intensificadas. Gestores têm sido constantemente notificados para que cumpram as normativas. Porém, não temos o poder sobre as organizações públicas e privadas e recorremos à intervenção do Ministério Público através das Ações Civis Públicas. A sociedade precisa reconhecer nosso trabalho e os gestores garantirem condições adequadas e o dimensionamento mínimo de profissionais nas unidades de saúde”, disse Lígia, que informou que o Cofen também busca com os governantes leis para proteger a categoria.

A coordenadora do estudo da FioCruz, Maria Helena Machado, disse para uma reportagem publicada no site do Cofen que após um ano de caos sanitário, a pesquisa retrata a realidade dos profissionais que atuam na linha de frente, marcados pela dor, sofrimento e tristeza, com fortes sinais de esgotamento físico e mental.

“Eles e elas trabalham em ambientes de forma extenuante, sobrecarregados para compensar o elevado absenteísmo e ainda em gestões marcadas pelo risco de confisco da cidadania do trabalhador, como perdas dos direitos trabalhistas, terceirizações, desemprego, perda de renda, salários baixos, gastos extras com compras de EPIs, transporte alternativo e alimentação”, detalhou.

Escassez de trabalhadores

Entidade internacional alerta sobre escassez de trabalhadores

Exatamente um ano depois que a Organização Mundial da Saúde descreveu a Covid-19 pela primeira vez como uma pandemia, o Conselho Internacional de Enfermeiras disse que o esgotamento e o estresse levaram milhões de enfermeiras a pensar em abandonar a profissão.

O presidente-executivo do ICN, Howard Catton, disse que as enfermeiras passaram por “traumatização em massa” durante a pandemia, sendo levadas à exaustão física e mental. “Eles chegaram a um ponto em que deram tudo o que podiam”, disse ele aos repórteres do Japan Times.

Em um relatório, o ICN disse que a pandemia “pode desencadear um êxodo em massa da profissão”, já no segundo semestre de 2021. A escassez global de enfermeiros pode aumentar para quase 13 milhões, acrescentou.

“Podemos estar no precipício”, disse Catton, lembrando que levou de três a quatro anos de treinamento para produzir uma enfermeira novata.

Demissão em massa e falta de medicamento

O trabalho estressando, a falta de medicamentos e os hospitais superlotados levaram 27profissionais da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos, no interior de São Paulo,a pedir demissão em massa esta semana. Eles chegaram a uma “situação limite”, de acordo com uma matéria publicada no Jornal O Globo.

Sem trabalhadores, o hospital afirma que não tem mais, no estoque, analgésicos para intubação de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e solicitou a transferência de 60 pacientes com intubação, parte deles com Covid-19.

Em entrevista ao portal G1, o infectologista e gerente médico da Santa Casa, Roberto Muniz Júnior, disse que aguarda resposta do sistema do governo do estado que gerencia a transferência de pacientes, o Cross. Segundo ele, o hospital não recebeu do Ministério da Saúde os remédios que estavam previstos.

Perfil das mortes

Segundo o observatório de enfermagem, site do Cofen que registra os números de casos e mortes na categoria, São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro são os estados recordistas de óbitos entre os profissionais.

Dentre os 702 óbitos de profissionais de enfermagem levantados pelo observatório, 204 eram enfermeiros, 407 técnicos e 91 auxiliares com idade média de 48 anos e, em sua grande parte, mulheres.

A Região Sudeste é onde estes profissionais mais morrem e a Sul a que menos morre.

Casos de infecção

O número de casos entre a categoria também é grande. Das mais 12.324.765 casos de Covid-19 na população como um todo, mais de 50 mil são profissionais da enfermagem que já tiveram contato com o vírus.

São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro são os estados onde a categoria mais se contaminou. As mais infectadas são as mulheres (85,25%).

Fonte: CUT Brasil

Após 51 mortes na volta às aulas, Doria anuncia vacinação contra covid-19 para professores

VIGÍLIA PELA VIDA E NÃO À VOLTA DAS AULAS PRESENCIAIS Nesta sexta-feira 28, às 17h, na Praça da República, centro da capital, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) realizará um ato ecumênico contra o retorno das aulas presenciais e em defesa da vida! Fotos: Elineudo Meira / @fotografia.75

Além da vacinação para os professores contra covid-19, serão vacinados profissionais da segurança e a imunização de idosos de 69 a 71 anos será antecipada

Após inúmeros protestos de trabalhadores da educação, milhares de casos e 51 mortes causadas pelo novo coronavírus na volta às aulas, o governador paulista, João Doria (PSDB), anunciou no dia 24 a vacinação contra a covid-19 para professores e outros trabalhadores da educação pública e privada. No entanto, na primeira etapa, somente profissionais da área a partir de 47 anos serão vacinados, a partir de 12 de abril. O que representa cerca de 350 mil dos mais de 1 milhão de pessoas nessa categoria profissional. Antes deles, os profissionais da segurança pública começarão a ser vacinados no dia 5 de abril.

O governo Doria negou inicialmente a prioridade da vacinação contra a covid-19 para os professores considerando que isso não poderia ser uma condição para a volta às aulas. No entanto, em um mês, as escolas registraram 4.084 casos confirmados e 24.345 casos suspeitos de covid-19. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), 51 trabalhadores da educação morreram. A campanha será destinada a professores, agentes de apoio, supervisores, diretores, entre outros trabalhadores da educação, tanto nas redes públicas quanto privada.

Fonte: Rede Brasil Atual

Frente Brasil Popular mobiliza pelo Fora Bolsonaro em Arapiraca

Com o apoio da CUT, a Frente Brasil Popular foi rearticulada em Arapiraca com a participação de diversas entidades e movimentos sociais.

A primeira atividade promovida pela FBP, no dia 24, foi a distribuição de adesivos Fora Bolsonaro e a utilização de uma carro de som, que circulou pelo centro de Arapiraca, denunciando a política genocida do governo federal diante da pandemia de Covid-19.

Para Abel Vicente, da direção do Sindicato dos Servidores Públicos de Arapiraca (Sindsar), a “luta e por vacina para todos, auxílio emergencial de 600 reais e contra o aumento do preço da gasolina e do gás de cozinha”.

Brasil pode chegar a 5 mil mortes por dia entre abril e maio, alertam especialistas

Negacionismo de Bolsonaro contribuiu com essa tragédia e foi o ponto central que culminou com a sucessão de erros e a total ausência de preparação para um momento como este que o país passa

Com a pandemia fora de controle, o Brasil vive pico de mortes e de novos casos diários de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e a projeção para os próximos meses não é nada boa. Especialistas que acompanham com angústia o desastre que acontece no país, afirmam que o número de mortes pode chegar a 5 mil por dia em entre abril e maio.

Entre as razões para a tragédia, eles citam o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), que segue se recusando a decretar ou ao menos apoiar o lockdown em vigor em algumas cidades, indicando medicamentos sem eficácia e, depois de um ano de pandemia, ainda não criou uma coordenação nacional de combate a Covid-19. O comitê que ele criou nesta quarta-feira (24) parece mais algo para a foto, para melhorar a imagem desgastada do que para funcionar de fato, já que ele não mudou a postura.

Mais de 300 mil vidas perdidas

Nesta quarta-feira, o Brasil ultrapassou a triste marca de 300 mil vidas perdidas para a Covid-19. No total, 301.087 pessoas morreram por complicações da doença desde o começo da pandemia no país – 2.244 morreram entre terça e quarta-feira, ou seja, em apenas 24 horas.

Em apenas um dia, foram registradas 90.504 novas contaminações por Covid foram registrados, totalizando 12,2 milhões de casos desde o ano passado.

E os números podem ser ainda maiores. Nesta quarta os dados foram menores porque o Ministério da Saúde modificou os critérios para contagem de mortes, causando uma queda brusca nos registros de São Paulo. A mudança, que foi feita um dia após o novo ministro da pasta, Marcelo Queiroga, ter tomado posse, gerou desconfiança da imprensa e de especialistas que acompanham a situação da pandemia de Covid-19 no país. 

O Ministério da Saúde passou a exigir informações como CPF, número do cartão nacional do SUS e a nacionalidade de pacientes com Covid-19. Com as reclamações, o ministério voltou atrás.

Brasil lidera ranking da tragédia

O Brasil, que tem cerca de 210 milhões de habitantes, é o segundo país com mais mortes por Covid-19 no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem 328,2 milhões de habitantes, e registra 544.922 pessoas mortas pela doença.

Além disso, o país também ocupa o 23º lugar na taxa de total de mortes por um milhão de habitantes, segundo a plataforma Our World in Data, e o número de novos óbitos diários por um milhão de habitantes do país está crescendo desde novembro de 2020, enquanto nos Estados Unidos este número diminui desde janeiro de 2021.

Por que estamos nessa situação

O Brasil enfrenta o maior colapso sanitário e hospitalar da história, como revelou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e, segundo especialistas, o aumento de casos e mortes por Covid-19 no país piorou desde o fim do ano passado por conta do relaxamento das medidas de distanciamento social, das festas clandestinas no carnaval e do não uso de máscaras, incentivadas pelo presidente Jair Bolsonaro, que provocou. Inclusive, inúmeras cenas de aglomeração nas praias e em eventos que realizou em várias cidades do país.

Bolsonaro ignorou e subestimou a realidade da pandemia e levou o país ao colapso. Além disso, o negacionismo do presidente contribuiu com essa tragédia e foi o ponto central que culminou com a sucessão de erros e a total ausência de preparação para um momento como este que o país passa.

De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal O Globo, o Brasil pode atingir cinco mil mortes por Covid-19 num único dia entre abril e início de maio, segundo a projeção do professor do Departamento de Estatística Márcio Watanabe com base na sazonalidade da doença.

De acordo ele, a tendência é a de que as contaminações cresçam de março a maio em países do hemisfério sul, em particular no Brasil, e também em locais que seguem padrões sazonais semelhantes ao nosso, como Índia e Bangladesh.

DF bate recorde de mortes

O Distrito Federal bateu um novo recorde negativo em relação à média móvel de mortes, nesta quarta-feira (24). A taxa ficou em 49,57, a maior desde o início da pandemia. O resultado representa aumento de 173% em relação ao verificado 14 dias atrás.

A alta acompanha a confirmação de mais 50 mortes pela Secretaria de Saúde (SES-DF), notificadas entre 1º de março e esta quarta-feira (24).

Em relação aos leitos de UTI para a Covid-19, atingiu sua capacidade total nesta quinta-feira (25). Às 6h10, a taxa de ocupação desses leitos está em 100%. Há apenas sete leitos disponíveis na rede de saúde que são para atender casos pediátricos e neonatais.

Atualmente, 374 pessoas aguardam na fila por um leito de UTI no Distrito Federal. Desses, 288 são pessoas com suspeita ou confirmação da doença — e ao menos 19 pacientes aguardam pelo tipo de UTI adulto. 

Faltam leitos em Pernambuco

O aumento de pessoas internadas em Pernambuco provoca falta de leitos para pacientes, repetindo o que vem acontecendo nas últimas semanas. O governo estadual colocou um conjunto de leitos de enfermaria e terapia intensiva em operação para atender a pacientes da Covid-19 nas últimas 24 horas e, mesmo com esse aumento, a taxa de ocupação segue em patamares elevados. 

De terça (23) para esta quarta (24), as vagas de UTI aumentaram em 28 leitos, mas a taxa de ocupação permaneceu inalterada, em 97%. Já as enfermarias ganharam mais 30 leitos nas últimas 24 horas. Entretanto a ocupação subiu de 85% para 86%. 

No setor privado, os leitos de UTI somam 440 vagas e estão, no momento, com 91% de ocupação. As enfermarias reúnem 295 vagas, das quais 71% estão preenchidas. 

Fonte: CUT BR

Moradores da Guaxuma defendem o meio ambiente contra ataques da Prefeitura e de especuladores

Desde que a obra de duplicação da AL 101 norte começou, que os atritos com os moradores se aguçaram. No início, a obra ameaçava destruir a área verde do loteamento Gurgury. Mas, a resistência dos moradores impediu e a obra teve que ser desviada.

Depois foi a vez dos moradores enfrentarem uma nova batalha com a Prefeitura, devido as obras de saneamento básico que colocavam uma Estação Elevatória de Esgoto (EEE) no meio da praça da Guaxuma, prejudicando a população.

Para os moradores, que não são contra a rede de saneamento, mas, reivindicam que a Prefeitura encontre um local mais adequado, essas ações deslocadas e sem discussão com a comunidade visam favorecer a especulação imobiliária.

Com novas mobilizações eles conseguiram defender a praça, mas, segundo os moradores, a Prefeitura decidiu colocar a EEE na área verde do loteamento Gurgury, já palco de enfrentamento no início da duplicação da AL 101.

Diante das manobras, os moradores pressionam a Prefeitura para que até o dia 30, o poder público encontre uma solução que garanta a rede de esgoto, mas, preservando o meio ambiente.

Dr. Valmir defende empregos dos cobradores de ônibus e vota contra derrubada do veto ao PL 7480

O vereador Dr. Valmir (PT) votou contra a derrubada do veto ao PL 7480, na sessão da Câmara Municipal, realizada no dia 24. O vereador usou a tribuna para defender os empregos dos cobradores e reafirmar o compromisso assumido com a categoria.

Com a derrubada do veto municipal por 17 a 8 votos, o PL 7480 que permite a acumulação de função de motorista e cobradores na capital, segue para ser sancionado pelo prefeito JHC e deverá causar a demissão de cerca de 400 cobradores de ônibus em Maceió.

“Em janeiro ao assumirmos o mandato fomos procurados pelo Sindicato dos Rodoviários que estava muito preocupado com este projeto de lei e as demissões. Este projeto não foi discutido com os diversos segmentos da mobilidade urbana. A pandemia tem aprofundado o desemprego e esse projeto vai colocar 400 pais de família ao relento”, aponta Dr. Valmir.

Prefeitura de Arapiraca suspende teste Covid-19 por tempo indeterminado

Apenas pacientes com indicação hospitalar serão testados até chegada de nova remessa de testes

A prefeitura de Arapiraca suspendeu, a partir desta quarta-feira (24), a aplicação de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19 nas unidades de saúde municipais. Os profissionais que trabalham nas UBS, Unidade Sentinela e 5 Centro foram informados da decisão por meio de nota informativa, devido ao baixo estoque disponível no município.

Com isso, as pessoas que procurarem atendimento nas unidades de saúde do município com suspeita de terem sido infectadas pelo coronavírus a princípio não serão testadas. Elas serão avaliadas pelo médico, que poderá fazer diagnóstico clínico, atestando que o paciente está com Covid-19 ou não, com base nos sintomas apresentados e histórico do paciente.

Nota da prefeitura de Arapiraca sobre a suspensão da testagem de pacientes:

Arapiraca registrou um aumento significativo de atendimentos, tanto na Unidade Sentinela quanto no Centro de Triagem do 5º Centro de Saúde. Consequência disso foi o aumento no número de testes feitos.

A regulação de leitos nos hospitais de Alagoas exige a confirmação, via teste ou exame clínico, de infecção por coronavírus. Sendo assim, a Secretaria Municipal de Saúde achou por bem reduzir a disponibilidade de testes para os casos suspeitos de Síndrome Gripal que não apresentam sintomas mais graves.

Os testes existentes serão destinados aos pacientes atendidos na Unidade Sentinela que tenham indicação de internação hospitalar, devido a exigência por parte da regulação estadual.

A Prefeitura de Arapiraca já está com trâmite em andamento para compra emergencial de novos testes, mas ratifica que o atendimento aos pacientes continuam sendo feitos normalmente.

Fonte: Arapiraca 7 segundos

Em jogo combinado com JHC, vereadores derrubam veto e acabam com o emprego dos cobradores em plena pandemia

Em votação secreta ocorrida hoje (24), os vereadores de Maceió, aprovaram por 17 a 8 votos, o veto do prefeito JHC (PSB) ao projeto de lei vereador Galba Netto que acaba com a função de cobrador de ônibus na capital alagoana.

A derrubada do veto foi comandada pelo líder do Prefeito na Câmara, vereador Siderlane Mendonça, em parceria com o autor do projeto e Presidente do Parlamento Municipal, vereador Galba Netto. Com a aprovação do Projeto de Lei 7.480/20, os motoristas assumem a função de cobradores. Mais de 400 cobradores perderão seus empregos com entrada em vigor da nova Lei.

A oposição acusou o Prefeito JHC de fazer jogo combinado na derrubada do veto para não se queimar perante a opinião pública, já que foi sua base aliada que comandou a votação. O prefeito também é criticado porque a lei aprovada vai destruir empregos num momento em que o país atinge níveis de desemprego jamais vistos, o que mostra toda a contradição com o discurso oficial, já que dentre os motivos apresentados, o Projeto de Lei tinha sido vetado pois “a acumulação de funções pode ainda gerar a diminuição de postos de trabalho, o que neste momento, não pode ser admitido, ao revés”.

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sinttro), protestou contra a derrubada do veto, que tirará o sustento de centenas de trabalhadores e pretende levar o caso para a Federação Nacional da categoria, para ingresso de Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Bolsonaro promove o caos e Brasil chega a 300 mil mortes

O Brasil atingiu nesta quarta-feira 24 mais uma trágica marca na pandemia do novo coronavírus: a de 300 mil mortes, em meio a uma escalada na crise provocada pela doença. De acordo com boletim divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde, 1.999 óbitos foram registrados nas últimas 24 horas, o que leva o total de vítimas fatais a 300.675.300.000 vidas perdidas.

Este é o tamanho da tragédia brasileira em um ano de pandemia da Covid-19. Tragédia que, infelizmente, está longe de terminar e dá poucos sinais de que vai melhorar. O número de 300 mil foi atingido mesmo com mudança no sistema de notificação do Ministério da Saúde que causou atrasos no registros de mortes nesta quarta.

O país atinge nesta quarta mais uma marca assombrosa um dia depois de registrar, pela primeira vez, mais de três mil mortes em apenas 24 horas. E num momento de colapso nos hospitais, tanto públicos quanto privados. UTIs superlotadas desafiam profissionais de saúde já esgotados.

Os níveis de contágio seguem elevados, e governadores e prefeitos tentam conter o avanço do vírus com medidas mais duras de restrição. Ainda assim, o Brasil não chegou a viver nenhum tipo de lockdown completo, como ocorreu em outros países. Sem direcionamento nacional efetivo para lidar com a pandemia, medidas de isolamento seguem sendo desrespeitadas em larga escala.

COM DCM e Carta Capital

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