Capangas da Braskem e Defesa Civil ameaçam jornalista da Tribuna

A coação a liberdade de imprensa caracteriza crime, assim, os seguranças da Braskem agiram como capangas, que desrespeitam a lei para defender os interesses de seus patões a qualquer custo. A empresa precisa ser responsabilizada.

A equipe de reportagem da Tribuna foi impedida de fazer imagens e coletar informações em local de desabamento de uma casa, no bairro do Pinheiro. Os profissionais chegaram ao local que não tinha nenhum aviso ou fitas de isolamento. Quando estavam no exercício da profissão foram coagidos por um representante da Defesa Civil Municipal e um segurança de uma empresa privada contratada pela Braskem.

Entenda o caso

Na manhã da sexta-feira (6), uma residência que já estava isolada na Rua Santa Júlia, no bairro do Pinheiro, um dos afetados pelas rachaduras nos imóveis e afundamento do solo devido à extração de sal-gema feita pela Braskem desabou e danificou outra. O desabamento assustou moradores que ainda residem na região.

Apesar do susto não houve relatos de vítimas, no entanto, o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL), foi acionado para fazer os procedimentos cabíveis. Para a ocorrência, três viaturas com sete militares foram empregados. Além disso, mesmo sem vítimas, cães farejadores foram utilizados para identificar se havia alguém soterrado pelos escombros, por ser parte de procedimento padrão nesses casos.

A Defesa Civil Municipal informou que foram duas edificações e que foi adotado o protocolo padrão de isolar a área e acionar o Corpo de Bombeiros, que, de forma diligente, diagnosticou que não havia vítimas causadas pelo evento. Na sequência, sob a supervisão a equipe da Defesa Civil e dos Bombeiros, uma equipe contratada pela Braskem iniciou a retirada dos escombros de forma mecânica.

“O desabamento – que atingiu uma casa com dois andares e outra com apenas um – foi provocado, segundo informações preliminares, pelo volume de chuvas, que nesses dias chegou a mais de 200 mm. A primeira casa de dois andares estava destelhada e, com o acúmulo de água na laje superior, a inclinação da edificação foi potencializada. Além disso, a região sofre de uma movimentação contínua. A subsidência dos bairros em Maceió é objeto de ininterrupto monitoramento da Defesa Civil, como forma de adotar as medidas necessárias para lidar com a situação e garantir a segurança da população’’, diz trecho da nota.

Com o fato, a equipe de reportagem foi até o local colher informações de moradores que ainda residem na região e fazer imagens e conseguiu entrar no local – uma vez que não havia fita de isolamento e nem segurança passando informações, após a equipe iniciar seu trabalho, um representante da Defesa Civil Municipal chegou exaltado pedindo que a equipe se retirasse do espaço, pois não havia autorização por ser uma área privada e afirmou que a equipe furou um isolamento, algo que não aconteceu porque não havia faixas de isolamento.

Intimidação

“Eles chegaram me intimidando, pediram que eu fosse para trás de um caminhão que estava estacionado em frente à casa para conversar e, falei que não ia, que conversaria, mas eles teriam que ir até o carro da reportagem. Eles foram até o carro e me pediram para apagar as imagens alegando que era uma área privada e que a imprensa não tinha autorização de estar ali. Falei que não iria apagar porque as imagens não identificavam nenhum trabalhador e outros veículos de comunicação já haviam ido até o local, até equipes de TVs. Nisso, um dos seguranças responsável pela área chamou reforços’’, relata o repórter fotográfico Edilson Omena, que estava acompanhado do diretor administrativo-financeiro, Flávio Peixoto, da Cooperativa de Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf) – detentora do jornal Tribuna Independente, portal Tribuna Hoje e TV Tribuna no Youtube, do repórter Lucas França e do motorista auxiliar Allan Rodrigues.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura para saber se de fato existia a proibição para a imprensa chegar ao local. E segundo a assessoria, a ordem de isolar o local para a retirada dos entulhos veio da Braskem.

Já a Braskem explicou que o imóvel fica em uma área já desocupada no bairro do Pinheiro e está vazio desde o dia 15 de setembro de 2020. E que no mês de novembro, um incêndio comprometeu a estrutura, situação que foi agravada com o período chuvoso. A Braskem tem um protocolo de segurança que proíbe o acesso a imóveis em situação de risco. Os três imóveis, localizados na Zona E do mapa da Defesa Civil, já ingressaram no fluxo de compensação. Por conta do colapso, a Defesa Civil foi acionada e recomendou a limpeza da área, com remoção do entulho e a demolição de outros imóveis já desocupados no entorno, o que deve ser feito nos próximos dias.

Em relação à intimidação dos seguranças, a Braskem disse que assim que foi comunicada sobre a situação relatada pela equipe de reportagem da Tribuna Independente, foi acionada imediatamente a empresa responsável pela segurança patrimonial nos bairros atingidos pelo fenômeno geológico, para que apure a situação e adote as providências necessárias. A Braskem reiterou o respeito ao trabalho da imprensa, fundamental para a cidadania e a democracia.

Sindjornal e Fenaj prestam solidariedade

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal), Izaías Barbosa prestou solidariedade aos profissionais.

“Quero manifestar solidariedade aos profissionais da Tribuna Independente/tribunahoje.com que foram intimidados e impedidos de realizar seu trabalho de cobertura jornalística no bairro do Pinheiro onde ocorreu o desabamento de uma residência, a intimidação se deu por ordem de um representante da Defesa Civil da Prefeitura de Maceió, acompanhado de seguranças da Braskem. O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas não admite intimidação contra o trabalho dos profissionais da imprensa e já informou a Federação Nacional dos Jornalistas sobre o ocorrido”, ressalta.

A Diretoria Executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Valdice Gomes, também prestou solidariedade.

Fenaj

“A Fenaj é totalmente solidária aos profissionais da Tribuna Independente e do Tribuna Hoje, que foram impedidos de realizar o seu trabalho de cobertura jornalística em Maceió. Intimidar ou impedir a imprensa de realizar o seu trabalho de informar à população é uma violência inadmissível e condenável. É lamentável que agentes públicos ou privados prefiram esconder a realidade dos fatos com intimidação a esclarecer por meio da transparência. A Fenaj repudia veementemente qualquer ataque à liberdade de imprensa’’, afirma.

NOTA

A Defesa Civil de Maceió esclarece que seus agentes não intimidaram nenhum jornalista ou tentaram impedir que seu trabalho fosse realizado. No entanto, após invadir área isolada, o profissional foi orientado a sair do local, já que há risco de desabamento de outras residências. Não houve desrespeito da parte dos agentes, mas orientação já que se trata de local de risco.

A Defesa Civil, que está sempre à disposição da população e da imprensa, reforça a importância do jornalismo e o respeito aos profissionais da área, mas ressalta que a prioridade é sempre salvaguardar vidas.

A Tribuna refrisa que a equipe de reportagem, ao chegar no local, não encontrou nenhuma sinalização de isolamento da área ou qualquer outro tipo de orientação. Veículos e pedestres circulavam, normalmente, no bairro. “A reportagem da Tribuna Independente/tribunahoje.com fez vários contatos com a assessoria da Defesa Civil da Prefeitura de Maceió no dia de ontem e somente neste sábado (7) enviaram uma nota”.

Redação com Tribuna Hoje

Peru anuncia saída do Grupo Lima

O novo governo de Pedro Castillo implementa uma política externa de não ingerência com esta medida.

O Ministro das Relações Exteriores do Peru, Héctor Béjar, anunciou a saída de seu país do denominado Grupo Lima como parte da implementação de uma política externa de não ingerência, a pedido do Presidente Pedro Castillo.

O Chanceler peruano destacou que quatro anos após a criação do Grupo Lima, que foi estabelecido para apoiar a oposição golpista venezuelana a uma mudança de governo em Caracas, seus participantes mudaram de ponto de vista.

Assim, o Peru junta-se ao México, à Bolívia e à Argentina na lista das nações que subscreveram a criação do Grupo Lima e o abandonaram, embora o caso peruano seja o mais significativo, por dar ao conclave seu nome com sua capital.

Béjar disse que assim o Peru se juntará às nações europeias e latino-americanas que já trabalham contra as políticas de bloqueios unilaterais que afetam a Venezuela, sem intervir em suas diferentes tendências políticas.

A posição da diplomacia peruana havia sido avançada há vários dias pelo próprio Béjar, que em seu discurso de posse como ministro disse que o tema prioritário não é a Venezuela, mas como buscar melhorias em todos os países latino-americanos.

Anunciou também que a diplomacia peruana retirará do Congresso o pedido de saída do tratado que instituiu a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e que, ao contrário, promoverá sua reconstituição e modernização como órgão de cooperação e consulta que afirma o entidade própria da América do Sul na política mundial.

Da mesma forma, Béjar anunciou que Lima será reintegrada à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e, nesse espírito, de acordo com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, o Peru condena os bloqueios e medidas restritivas unilaterais que só afetam povos.

Fonte: Telesur

Estado do Rio suspende aulas presenciais na rede estadual da capital e outros 35 municípios

A decisão acontece após o aumento do número de casos de contaminação de covid-19 nos últimos dias; outros 56 munícipios permanecem com o ensino híbrido

O governo do Rio de Janeiro suspendeu, nesta sexta-feira, as aulas presenciais da rede estadual de ensino para a capital e outros 35 municípios devido ao aumento do número de casos de contaminação de covid-19 nos últimos dias. A decisão fica válida no período de 9 a 13 de agosto. As unidades permanecerão com ensino exclusivamente remoto e funcionarão apenas para atividades administrativas, como a retirada de material pedagógico e do kit alimentação, além de entrega de documentos e matrícula de alunos.São elas: Aperibé, Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Carapebus, Cardoso Moreira, Cordeiro, Duas Barras, Duque de Caxias, Iguaba Grande, Italva, Itaocara, Itaperuna, Japeri, Laje do Muriaé, Mesquita, Miracema, Natividade, Nilópolis, Nova Iguaçu, Porciúncula, Queimados, Rio de Janeiro, Rio das Flores, Santo Antônio de Pádua, São João de Meriti, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, São José de Ubá, São Pedro da Aldeia, São Sebastião do Alto, Seropédica, Silva Jardim, Teresópolis, Trajano de Moraes e Varre-Sai.

As escolas estaduais de 56 municípios fluminenses estão autorizadas a oferecer aulas no modelo de ensino híbrido (presencial e remoto).

Os municípios são: Angra dos Reis; Araruama; Areal; Armação de Búzios; Arraial do Cabo; Barra do Piraí; Barra Mansa; Bom Jardim; Cabo Frio; Cachoeiras de Macacu; Campos dos Goytacazes; Cantagalo; Carmo; Casimiro de Abreu; Comendador Levy Gasparian; Conceição de Macabu; Engenheiro Paulo de Frontin; Guapimirim; Itaboraí; Itaguaí; Itatiaia; Macaé; Macuco; Magé; Mangaratiba; Maricá; Mendes; Miguel Pereira; Niterói; Nova Friburgo; Paracambi; Paraíba do Sul; Paraty; Paty do Alferes; Petrópolis; Pinheiral; Piraí; Porto Real; Quatis; Quissamã; Resende; Rio Bonito ;Rio Claro; Rio das Ostras; Santa Maria Madalena; São Fidélis; São Gonçalo; São José do Vale do Rio Preto; Sapucaia; Saquarema; Sumidouro; Tanguá; Três Rios; Valença; Vassouras; Volta Redonda.

Nesses casos, as unidades escolares poderão oferecer atividades pedagógicas presenciais, conforme prevê a Resolução nº 5.930/2021, publicada no dia 23 de abril, que estabeleceu protocolos e orientações complementares para o atendimento nas unidades escolares públicas e privadas do sistema estadual de ensino. Caberá aos responsáveis, ou alunos maiores de idade desses municípios, a opção pelo retorno presencial ou a permanência somente no ensino remoto.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE/RJ) se pronunciou sobre a decisão e fez fortes críticas à postura da Prefeitura do Rio em planejar a reabertura de 100% das unidades escolares. 

Fonte: O Dia

Há 76 anos, os EUA promoveram o maior ataque terrorista da história

Há 76 anos os EUA lançaram duas bombas atômicas contra alvo civis das cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

No dia 6 de agosto de 1945, quando o avião bombardeiro B-29 chamado de “Enola Gay” jogou uma bomba de urânio de 4,4 toneladas apelidada de “Little Boy” sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, mais de 70 mil pessoas morreram instantaneamente pela explosão, que causou um raio de destruição de cerca de 1,3 quilômetro. Dois terços dos cerca de 60 mil edifícios de Hiroshima, fora reduzidos a escombros. Até 1950, o número de vítimas aumentaria para 200 mil, em decorrência das queimaduras fatais e doenças radiativas.

Dias depois, os EUA lançaram outra bomba atômica, dessa vez sobre a cidade de Nagasaki, deixando cerca de 50 mil mortos. “O lugar se transformou em um mar de fogo. Era o inferno. Corpos queimados, vozes pedindo ajuda em edifícios derrubados, pessoas com as entranhas caindo do corpo…”, disse à BBC Sumiteru Taniguchi, sobrevivente de Nagasaki.

Os EUA nunca foram julgados, nem condenados pelo monstruoso crime de guerra provocado. Até hoje, sua hegemonia mundial segue fundamentada no terror, na violência e na exploração econômica dos países submissos.

A serviço dos interesses estrangeiros, Câmara aprova projeto de privatização dos Correios

A serviço dos interesses estrangeiros e subserviente a politica econômica de Bolsonaro, Plenário rejeitou os destaques apresentados pelos partidos ao texto que autoriza a exploração pela iniciativa privada de todos os serviços postais. Correios lucraram R$ 1,5 bilhão em 2020.

A Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei 591/21, do Poder Executivo, que autoriza a exploração pela iniciativa privada de todos os serviços postais. A proposta estabelece condições para a desestatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e remete a regulação do setor à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A matéria será enviada ao Senado.

O Plenário rejeitou os destaques apresentados pelos partidos ao texto.

Segundo o substitutivo aprovado, do deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), o monopólio para carta e cartão postal, telegrama e correspondência agrupada continuará com a ECT por mais cinco anos, podendo o contrato de concessão estipular prazo superior.

Atualmente, a iniciativa privada participa da exploração dos serviços postais por meio de franquias, mas os preços seguem tabelas da ECT, que detém o monopólio de vários serviços. Entretanto, já existe concorrência privada para a entrega de encomendas, por exemplo.

Com a privatização, cerca de 100 mil trabalhadores poderão perder o emprego. Mas, para Paulo Guedes e Bolsonaro, os interesses do mercado falam mais alto e segue o desmanche da soberania nacional.

Redação com Brasil 247

Governo Bolsonaro fecha 391 agências do Banco do Brasil e prejudica a população

Com o objetivo de reduzir o tamanho para depois privatizar o Banco do Brasil, o governo Bolsonaro fecha 391 agências, mais do o previsto pelo plano anunciado em janeiro, que era o fechamento de 112 agências. O maior prejudicado será a população que precisa dos serviços do banco, em particular nas cidades do interior.

O Banco do Brasil reduziu sua rede própria para 11.768 pontos de atendimento, uma redução de 10,8% em relação a 2020 e o número de funcionários também diminuiu no período, para 85.518 trabalhadores -uma redução de 7,5%.

Por outro lado, o lucro do BB foi de quase 10 bilhões no primeiro semestre, resultado obtido com redução de 7 mil postos de trabalho, gerando sobrecarrega de trabalho e adoecimento de funcionários, o que comprova a crueldade da política econômica de Paulo Guedes e Bolsonaro.

Deputado bolsonarista terá que indenizar todas as pessoas citadas em “dossiê antifascista”

Não há demérito qualquer em ser reconhecido como antifascista, motivo, aliás, de orgulho para muitos que assim são lembrados. Todavia, ser assim classificado em uma lista divulgada entre grupos de ideologia diversa e, por vezes, radical e violenta, nos tempos atuais, caracteriza difícil exposição e gera dever de indenizar.

Com esse entendimento, o juiz Márcio Teixeira Laranjo, da 21ª Vara Cível de São Paulo, condenou o deputado estadual Douglas Garcia (PTB) a indenizar todas as pessoas incluídas em um “dossiê antifascista” produzido e divulgado nas redes sociais por iniciativa do parlamentar.

Conforme a sentença, Garcia terá que indenizar pelos danos materiais e morais causados a todo e qualquer terceiro que teve seu nome arrolado no dossiê e se viu, por razão de tal fato, lesado. A apuração dos danos se dará por meio de feitos individuais liquidatórios.

A decisão se deu em ação civil pública em que o Ministério Público contestou a inclusão no dossiê de dados e informações privadas de aproximadamente mil pessoas. O deputado, por sua vez, afirmou não haver violação à honra dos envolvidos, uma vez que os dados seriam públicos.

No entanto, para o juiz, é “inegável” que Garcia contribuiu com a colheita e divulgação de dados de terceiros, “pois literalmente requereu, de seus seguidores, a remessa de dados de ‘antifascistas’ e o compartilhamento da publicação correlata, buscando nada menos que a máxima publicidade da campanha intentada”.

Para o magistrado, não convence o argumento do parlamentar de que os dados expostos são públicos e, por isso, não merecem proteção. Isso porque o dossiê contém, muitas vezes, endereços e telefones de terceiros, informações que, segundo Laranjo, são sensíveis e protegidas pelo direito fundamental à privacidade.

“Mesmo a exposição de dados públicos assume proporção lacerante a seus titulares, quando se dá justamente perante grupos de convicção contrária, em época tal qual a presente, sulcada por grande polarização política e radicalismo. Ainda, o fato de que a divulgação de dados privados, pelo seu titular, em rede social ou afim, não implica em tácita autorização para seu uso, por terceiros quaisquer, quão mais com o fito persecutório aqui desenhado”, completou.

Laranjo também criticou o envio do dossiê à polícia, “como se criminosos fossem todos aqueles lá enumerados”, simplesmente por terem ideologia diferente a de Garcia e seus apoiadores, “uma conduta sectária e manifestamente autoritária, que não aceita divergências típicas de uma democracia”.

“Evidente, pois, a repercussão deletéria, a mácula subjetiva, impingida àqueles cujos dados foram arrolados no dossiê e postumamente divulgados, consubstanciada pela manifesta violação a seu direito de privacidade, honra e mesmo a suas liberdades políticas e de opinião, sendo inescapável o correlato dever de indenizar”, concluiu o juiz ao decidir pela condenação de Garcia.

Por fim, o magistrado também afirmou que a imunidade parlamentar não isenta Garcia de indenizar pelos danos causados aos incluídos no dossiê, uma vez que o documento não tem relação alguma com as atividades de um deputado estadual. 

Dano coletivo e retratação
O juiz negou pedido do MP de indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 200 mil. Laranjo citou entendimento do STF de que não há lesão imaterial coletiva quando se trata de violação a direitos individuais homogêneos, como é o caso dos autos.

Ele também negou pedido para que o deputado se retratasse publicamente ou apagasse as postagens em que incitou seus seguidores a coletar dados de “antifascistas”, por se tratar de textos genéricos e que não se referem diretamente a nenhum dos incluídos no documento.

“As publicações que deram azo à controvérsia, ainda que permeadas por teor eventualmente contundente, sobremaneira ideológico e mal sopesado, não despontam, por si, como suficientemente lacerantes, vez que não vinculadas, no específico, a qualquer dos terceiros arrolados no dossiê. Inexistindo dano pela palavra, por certo descabido saneamento qualquer por igual via”, explicou.

Fonte: Conjur

O objetivo da CIA no encontro com o governo Bolsonaro

Pablo Gomes – Jornalista e cineasta

William Burns, diretor da CIA (Agência de Inteligência Americana) esteve no Brasil em julho, numa reunião com membros do governo brasileiro, incluindo General Ramos (Casa Civil) e Augusto Heleno, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional ( GSI). O diretor da CIA também se encontrou com Walter Braga Neto (Ministro da Defesa) e com o presidente Jair Bolsonaro.

A visita inusitada do diretor da CIA gerou uma série de dúvidas e especulações a respeito dos assuntos abordados nas reuniões, que ficou ainda mais nítido com o fato do governo brasileiro também não revelar o que foi discutido com o representante americano.

Enquanto setores da imprensa afirmavam que a presença da CIA no país poderia ser uma possível ponte para o governo Bolsonaro dar um golpe, Jair Bolsonaro deixou escapar parte do conteúdo da conversa com a agência de inteligência, que já foi e é responsável por orquestrar golpes políticos em diversos países do mundo, incluindo o golpe militar no Brasil em 1964.

Para um grupo de apoiadores, Bolsonaro falou que “o interesse do Brasil por [parte de] alguns poucos países é enorme. Alguns países dependem de nós, do que produzimos aqui. E esses países pensam 50, 100 anos à frente. E nós, aqui, infelizmente, quando muito, pensamos poucas semanas ou poucos dias depois”.

Bolsonaro também acrescentou “Não vou dizer que isso foi tratado com ele [Burns], mas a gente analisa na América do Sul como estão as coisas. A Venezuela a gente não aguenta falar mais, mas olha a Argentina. Para onde está indo o Chile? O que aconteceu na Bolívia? Voltou a turma do Evo Morales. E mais ainda: a presidente que estava lá no mandato tampão [Jeanine Añez] está presa, acusada de atos antidemocráticos. Estão sentindo alguma semelhança com o Brasil?”

Antes de ir ao Brasil, William Burns esteve na Colômbia. De acordo com o embaixador colombiano em Washington, Francisco Santos, a ida de Burns para o país “é resultado de três encontros prévios com a CIA para entender ‘o que está acontecendo no país’.

Reagindo ao encontro da CIA com representantes dos governos colombiano e brasileiro, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, acusou o governo americano de estar fazendo uma “tour” na América do Sul num “plano contra a Venezuela”. Maduro acrescentou “Eles estão articulando um plano para prejudicar a Venezuela”, disse o presidente em um pronunciamento pela televisão.

A presença da CIA na América do Sul faz parte da pressão de Washington aos países da região para isolar cada vez mais a influência da China. Tal estratégia consiste em sabotar qualquer influência de Pequin ou de Moscou na política e economia de países aliados dos EUA, como é o caso da Colômbia e o Brasil. Um exemplo recente é a guerra tecnológica. A vinda ao Brasil de Jake Sullivan – assessor de segurança de Biden – tem como objetivo vetar a participação da chinesa Huwaei no leilão do 5G.

Não era preciso Bolsonaro deixar escapar o conteúdo da reunião da CIA no Brasil para saber que a visita da CIA à América Latina também estava ligada aos interesses de Washington pela Venezuela. Durante o governo Trump, Washington aproveitou a crise política e a instabilidade econômica no país para tentar dar um golpe e colocar no lugar de Maduro, Juan Guaidó – um representante da direita venezuelana que chegou a ser reconhecido por vários chefes de Estado na Europa como presidente legítimo. Com o fracasso do golpe na Venezuela durante o regime Trump, Washington pretende agora usar o governo Biden para novas investidas. Para isso, conta com o apoio do Brasil e Colômbia, que além de estarem na fronteira da Venezuela, tem florestas e montanhas que podem ser usadas como bases americanas no caso de um conflito armado.

O interesse de Washington também não se limita à Venezuela. Por toda a América Latina, crises políticas e econômicas estão se desencadeando a todo momento e preocupando Washington. Os recentes protestos no Chile, Colômbia, Bolívia, Brasil, Argentina e Peru, tem levado multidões às ruas contra projetos de privatização, desmatamento e violência policial. Os protestos contra políticas neoliberais são de interesses da burguesia tanto latino americana quanto de Washington.

O fracasso do golpe da extrema direita na Bolívia, as eleições de Alberto Fernandéz na Argentina e de Pedro Castillo no Peru, e a votação de uma nova constituinte no Chile, tem acendido o sinal vermelho em Washington e na administração Biden. Na verdade, não é que Biden tema Maduro, Fernandéz ou Castillo. O que Washington mais teme é que haja uma sucessão de manifestações legítimas da classe trabalhadora, que saiam do controle dos governos e se espalhe como uma onda por toda América Latina. Mesmo nos governos não aliados de Washington, como é o caso da Bolívia e Venezuela, políticas de concessões e conciliação com a burguesia local e internacional tem gerado crises econômicas e políticas que estão levando multidões para as ruas. Washington teme que essa onda de manifestações saiam do controle a qualquer momento.

No Brasil, que tem mais de 500 mil mortos pelo COVID e mais de 14 milhões de desempregados, Bolsonaro ameaça sem nenhum pudor, dar um golpe se não for reeleito nas eleições de 2022. Embora muitos analistas políticos minimizem a aventura de um golpe de estado por Jair Bolsonaro, não é preciso ir longe para ver as recentes tentativas ou sucessões de golpes pelo mundo, na grande maioria, orquestradas pela CIA e a apoiada por Washington. As tentativas de golpe na Venezuela e Bolívia e o golpe neonazista na Ucrânia (neste último caso, apoiado pelo então vice-presidente dos EUA Joe Biden na administração Barack Obama) são exemplos recentes de que um golpe de estado no Brasil não seria algo a ser descartado. A tentativa fracassada de golpe por Donald Trump e a invasão do capitólio em janeiro é prova de que não somente golpes acontecem, mas que mesmo dentro dos EUA eles tem a cumplicidade de ambos partidos norte americanos. Até o momento, Donald Trump ainda não foi processado, julgado e condenado pela tentativa de golpe em janeiro de 2021 e o Partido Democrata tem feito de tudo para evitar que tal processo vá em frente. Da mesma forma, Biden e sua administração não moveriam um dedo para barrar qualquer investida de Jair Bolsonaro e dos militares brasileiros em um golpe no Brasil, sobretudo no atual cenário geopolítico em que Washington revive uma guerra fria com a China e a Rússia.

A crise do capitalismo global não apenas está levando a classe trabalhadora para as ruas da Europa, África, Ásia e América do Norte. A América Latina também verá uma nova onda de protestos e manifestações que intensificará ainda mais as investidas golpistas de Washington e de sua criminosa agência de inteligência contra países na região. Com a desastrosa luta contra a COVID-19 por parte dos governos no mundo inteiro e com o aumento da miséria e da violência nas cidades da América Latina, somente a classe trabalhadora organizada num projeto socialista e internacionalista poderá barrar os futuros ataques de Washington aos países latino americanos e às tentativas de golpes que continuarão acontecendo com a ajuda da famigerada Agência de Inteligência Americana.

Lançamento do documentário “A Braskem passou por aqui: a catástrofe de Maceió”

O documentário “A Braskem passou por aqui: a catástrofe de Maceió” terá lançamento hoje na capital alagoana. O filme, dirigido por Carlos Pronzato, conta as histórias de famílias que foram expulsas de suas casas por causa dos danos causados pela extração de sal-gema pela mineradora Braskem.

Enquanto a capital tem que lidar com bairros fantasmas, a Braskem encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 7,4 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 2,5 bilhões registrado um ano antes.

Por causa da pandemia, a capacidade do local será limitada a 107 pessoas por sessão e a entrada acontecerá por ordem de chegada. #ForaBraskem

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