Lula avança com indecisos após debate, diz pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu mais próximo dos eleitores indecisos após o último debate presidencial com o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na sexta-feira (23). Em pesquisa qualitativa do instituto Travessia, cinco dos seis participantes sem voto definido disseram estar mais inclinados a votar no petista; uma eleitora continuou indecisa.

O levantamento reuniu 12 eleitores em uma casa na Vila Mariana, zona sul de São Paulo: seis indecisos, três apoiadores de Lula e três de Flávio. Eles acompanharam o confronto e usaram cartões verdes, amarelos e vermelhos para indicar aprovação, neutralidade ou reprovação às falas dos candidatos. A dinâmica tem caráter analítico e não equivale a pesquisa de intenção de voto.

Para o cientista político Renato Dorgan, CEO do Travessia, a mudança entre os indecisos decorreu mais dos erros do senador do que de uma atuação forte de Lula. “Mas ninguém disse que Lula foi bem. Ele não ganhou o debate. Flávio foi quem perdeu”, afirmou.

Uma das reações mais negativas ocorreu quando Flávio tratou da morte de Ana Clara Gomes Machado, atingida por um disparo de fuzil que teria sido efetuado por um policial para quem ele atuou como advogado. Ao confundir o nome da mãe com o da menina, o senador recebeu cartões vermelhos de todos os participantes, exceto de seus próprios eleitores.

Insulto sobre acidente de trabalho também afetou avaliação de Flávio

A referência de Flávio aos “nove dedos” de Lula inicialmente provocou risos, mas mudou o humor do grupo quando o presidente lembrou que perdeu um dedo em um acidente de trabalho aos 17 anos. Uma apoiadora do senador classificou a ofensa como “chata”, enquanto indecisos a chamaram de “brincadeira desnecessária” e desrespeito a trabalhadores e pessoas com deficiência.

No conjunto das reações, Lula recebeu 54,95% de cartões verdes, contra 33,33% de Flávio. O senador concentrou 36,8% de cartões vermelhos, ante 28,71% do presidente. Flávio teve seu melhor desempenho ao prometer cooperação com governadores do Nordeste contra o crime organizado, fala que recebeu nove cartões verdes.

Lula também obteve nove avaliações positivas ao falar de investimentos no agronegócio no Centro-Oeste e ao responder ao ataque sobre sua deficiência. Ainda assim, parte do grupo criticou a resposta do presidente sobre o alto endividamento do país, considerada vazia, e apontou preocupação com sua idade e o longo tempo na política.

Os indecisos criticaram Flávio por fugir de perguntas, concentrar-se na segurança pública e não detalhar sua atuação parlamentar. O último bloco, marcado por acusações mútuas sobre o escândalo do Banco Master, teve a pior avaliação entre os participantes.

Fonte: DCM

Lula mobiliza multidão em Copacabana, em ato pela reeleição

Flávio Bolsonaro é “o candidato de mais baixo nível com quem já disputei eleições na vida”, disse Lula para a multidão. “Não pode um miliciano dentro do Palácio do Planalto”

O presidente Lula (PT) participou de outra manifestação gigantesca que acontece na manhã deste sábado (24) em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Em entrevista coletiva antes do ato, o presidente declarou que Flávio Bolsonaro (PL) é “o candidato de mais baixo nível com quem já disputei eleições na vida”.

Lula agradeceu a participação do povo na sua campanha, com milhões de pessoas comparecendo às ruas de todo o país em apoio à sua reeleição. “Eu tenho que agradecer o povo brasileiro. O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer campanha, e hoje temos um exército de democratas nesse país”, disse.

“Não pode levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto”, afirmou à imprensa. “Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade brasileira do risco que a democracia e que as pessoas de bem desse país correm. Amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez”, expressou confiança no resultado da eleição.

Do carro de som, durante a caminhada, Lula assinalou que na votação deste domingo os eleitores irão escolher entre “quem beija a bandeira do Brasil ou a dos EUA”, em referência à relação serviçal de Flávio Bolsonaro (PL) ante Donald Trump.

“A grande lição desta campanha é que sem povo a gente não ganha as eleições e não governa”, frisou o candidato da democracia e da soberania nacional.

“O povo escolhe alguém que beija a bandeira do Brasil ou alguém que beija a bandeira americana. É questão de soberania, nós não vamos permitir que o Brasil seja quintal de ninguém. O Brasil tem dono, e esse dono chama povo brasileiro”, disse.

O presidente denunciou que “está claro” que Flávio Bolsonaro “quer privatizar o SUS”. Além de querer acabar com o fim da escala 6×1.

A Praia de Copacabana está lotada neste penúltimo ato de campanha de Lula. Os apoiadores começaram a concentração a partir dês 8h no Posto 5, duas horas antes do horário marcado. O presidente falou para os apoiadores no percurso da caminhada.

À tarde, por volta de 14h, é a vez de Lula estar na Avenida Paulista, que promete outra imensa manifestação pela reeleição do candidato.

Fonte: Hora do Povo

Lula reúne milhões na maior live política da história e traça planos para a reta final de campanha

Com mais de 8 milhões de apoiadores, o Exército de Lula comemorou o avanço da campanha, mostrou que as big techs podem ser derrotadas e chamou o país inteiro a vencer o fascismo e as milícias

O presidente Lula participou na noite desta quinta-feira (22) de uma das maiores lives já realizadas no Brasil com mais de 2,1 milhões de pessoas assistindo simultaneamente. Foram 1,5 milhão no canal do presidente Lula e mais 600 mil no canal do deputado André Janones. Esta foi a maior live política já realizada no país. O presidente se reuniu com a sua tropa, o Exército de Lula, que já se aproxima do 9 milhões de integrantes.

O clima foi descontraído e num bate-papo informal e fez parte da estratégia digital da campanha de Lula para a vitória no segundo turno da eleição presidencial.

Lula criticou o comportamento da Meta e disse que vai provar que o Brasil vai derrotar o império digital. Ele afirmou que a Meta vai ter que ser reinventada, porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade todo tempo. Lula afirmou que a empresa “já enganou muito” e que, agora, vai ter que se enquadrar nos bons costumes e boas maneiras.

A condução dos debates ficou por conta do deputado André Janones, coordenador do canal “Exército do Lula” e que é chamado de “general” pelo presidente. Lula brincou em torno da linguagem militar utilizada por Janones para mobilizar apoiadores nas redes sociais. O deputado se apresenta como “general” do grupo, enquanto o presidente recebe o título de “marechal”, patente associada ao comando militar em tempos de guerra.

Durante o evento, Janones informo do avanço da campana na pesquisa DataFolha e afirmou que o presidente Lula é um dos maiores líderes democráticos do mundo. “É por essa liderança que nós estamos dominado a internet e vamos chegar a 10 milhões de apoiadores até amanhã”, disse ele. “A virada já começou”, disse.

Lula brincou que o Exército do Lula vai superar os exércitos da China, da Rússia e dos Estados Unidos a ponto desses países ficarem envergonhados. Afirmou que o Exército do Lula está em luta para construir uma sociedade harmoniosa, amorosa, que constrói e não destrói.

O presidente afirmou também que se trata de uma sociedade que vai distribuir livro, cultura e não armas e nem ódio. E frisou que é esse exército que precisa derrotar “o exército do mal”. Para isso, Lula convocou pessoas de todas as idades ao reforçar que vai precisar contar com “cada soldado, homem ou mulher, adolescente ou pessoa idosa” para conseguir vencer as eleições.

As conversas abordaram temas defendidos por Lula durante a campanha, como a reidustrialização, a melhoria dos salários, a ampliação dos programas sociais, o fim das bets, e o incentivo à cultura.

O presidente chamou os brasileiros a votarem contra o candidato das milícias. Ele garantiu que um novo Brasil vai nascer com seu quarto mandato. “O povo que saiu às ruas para defender a democracia e a soberania vai ter muito mais espaço no novo”, garantiu Lula.

Várias pessoas participaram da live como o cantor Jão, as atrizes Marieta Severo, Ângela Leal e sua mãe Leandra Leal, Camila Pitanga, Nathália Rodrigue, conhecida como Nath Finanças, e o apresentador da Globo Serginho Groisman.

Fonte: Hora do Povo

Bolsonaro foi o único deputado a defender publicamente o mandato do assassino de Ceci Cunha

27 anos depois, Célia Rocha, amiga de Ceci Cunha é eleita vice-governadora de Alagoas e declara apoio ao filho de Bolsonaro

Em 1999, o então deputado federal, Jair Bolsonaro foi o único a votar contra a cassação do colega, o deputado Talvane Albuquerque, mandante do assassinato de Ceci Cunha. O crime chocou Alagoas e logo tomou repercussão nacional. No dia da posse de Talvane Albuquerque, a Mesa da Câmara enviou pedido de cassação do mandato do parlamentar à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) por falta de decoro.

Na votação pela cassação do mandato de Talvane, Bolsonaro declarou: “Quero saber aqui quem nunca teve contato com um marginal”, se referindo à aproximação de Talvane Albuquerque com o pistoleiro Chapéu de Couro, executor de Ceci Cunha.

O crime

Ceci Cunha (PSDB-AL) e três familiares foram assassinados em 16 de dezembro de 1998, em Maceió (AL), crime que ficou conhecido como a “Chacina da Gruta”. A médica e deputada federal foi brutalmente executada a tiros na varanda da casa de sua irmã, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, após sua diplomação. Além de Ceci, foram mortos seu marido, Juvenal Cunha, seu cunhado Iran Carlos Maranhão, e a mãe deste último, Ítala Maranhão Pureza.

Após mais de 13 anos de recursos judiciais, o Tribunal do Júri em Maceió condenou Talvane Albuquerque e outros envolvidos em janeiro de 2012. Talvane foi condenado a 103 anos e 4 meses de reclusão, tendo posteriormente obtido progressão de regime para o semiaberto.

27 anos depois…

Quase 3 décadas depois, o filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, escolhe como seu vice o então deputado por Alagoas, Alfredo Gaspar e decide começar sua campanha no nordeste vindo para Maceió e Arapiraca.

O atual prefeito da capital alagoana é Rodrigo Cunha, filho de Ceci Cunha que faz parte do grupo político que elegeu JHC para governar o estado com sua vice-governadora, Célia Rocha, ex-prefeita de Arapiraca, ex-deputada federal e amiga muito próxima à Ceci Cunha. As duas médicas foram vereadoras na mesma legislatura em Arapiraca no final dos anos 80.

Célia Rocha (que na época era deputada federal) acompanhou de perto todo o julgamento que condenou Talvane no tribunal federal em Maceió.

Hoje, em 2026, Célia Rocha é cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro e faz campanha abertamente para a família que defendeu o assassino de sua amiga.

‘Exército de Lula’ chega a 7 milhões de assinantes, na reta final da campanha

O deputado, criador do canal, tem divulgado missões para os integrantes para aumentar o engajamento do presidente Lula e de seus apoiadores nas redes sociais após o primeiro turno das eleições.

O canal ‘Exército do Lula’, no WhatsApp, atingiu o número de 7 milhões de inscritos, nesta quarta-feira, após o deputado André Janones (Rede-MG) afirmar que, se o canal chegasse a esse número antes de 12h, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria garantida. Em mensagem posterior, Janones distribuiu a missão para que cada um dos ‘soldados’ leve um eleitor que não havia votado no primeiro turno, para garantir o voto para Lula. 

— Vamos cumprir essa missão e garantir a vitória de Lula, por uma larga margem de votos — determinou.

ConsultarDecretos

O deputado, criador do canal, tem divulgado missões para os integrantes para aumentar o engajamento do presidente Lula e de seus apoiadores nas redes sociais após o primeiro turno das eleições.

Simpatizantes

A marca, alcançada nas últimas 24 horas, consolida o canal como um importante espaço de articulação e circulação de conteúdos políticos no ambiente digital, aproximando apoiadores e fortalecendo a participação de militantes e simpatizantes na campanha de Lula.

Devido ao seu alcance logo nas primeiras horas em que foi lançado, após o primeiro turno, o canal foi alvo de ação que pedia sua derrubada por Flávio Bolsonaro (PL) e apoiadores. O pedido foi aceito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que derrubou o canal duas vezes.

A primeira ocorreu no dia 11 de outubro, por ordem do ministro Kássio Nunes Marques, que também determinou uma análise feita pela área técnica do TSE para verificar se não havia ‘fake news’ no canal. Após levantamento, não encontraram qualquer desinformação.

No TSE

Diante do impulso, nas últimas 24 horas, os ministros Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e André Mendonça circularam uma minuta de resolução para bloquear todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição.

NotíciasEleições

A proposta, de autoria de Mendonça, atingiria em cheio o ‘Exército do Lula’. Diante da pressão pública e de acordo com a opinião de uma série de juristas, Nunes Marques recusou-se a levar a diante a movimentação, interpretada como uma clara censura, durante as eleições.

Fonte: Correio do Povo

Rejeição de Lula cai 6 pontos, o que favorece virada, mostra pesquisa Quaest

Rejeição ao presidente Lula caiu de 53% para 47% em uma semana.

A rejeição ao candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é de 52%, aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21).

Já rejeição ao presidente Lula está em 47%. O percentual era de 53% na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro. Flávio tinha 54% de rejeição na pesquisa anterior.

As mulheres são quem mais rejeitam Flávio. 57% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 42% rejeitam Lula. Já entre os homens, a rejeição ao petista é de 53%, e a de Flávio Bolsonaro, de 46%.

No recorte por religião, entre os católicos, 58% rejeitam o candidato do PL, e 41%, o presidente. 60% dos evangélicos dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 37% rejeitam Flávio Bolsonaro.

A rejeição a Flávio Bolsonaro também é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula.

Entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, 60% rejeitam Flávio Bolsonaro, contra 39% que não votariam em Lula.

No recorte regional, a maior rejeição a Lula aparece no Sul (59%). Já Flávio Bolsonaro registra sua maior rejeição no Nordeste (65%).

Na disputa do segundo turno, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula (PT), em situação de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos. Sendo que Flávio está em queda. Na pesquisa anterior, de 13 de outubro, ele tinha 46%. Lula manteve os 44%.

“O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo, Flávio e Lula têm o mesmo percentual de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão. Dobrou. Saltou de 7% para 14%”, analisa Felipe Nunes, diretor da Quaest.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. A Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada como BR-08535/2026.

Fonte: Hora do Povo 

Estudantes e professores protestam na Grécia por mais recursos públicos

Milhares de estudantes e professores protestaram na Grécia contra a precarização do ensino público e a alta do custo de vida.

Mais de 10 mil estudantes, professores e funcionários públicos protestaram nesta quarta-feira em Atenas e em outras cidades da Grécia, segundo a polícia e a imprensa. Mobilizados contra contra o alto custo de vida, apontando semelhanças com a situação na França.

Cerca de 5 mil pessoas se reuniram na capital grega e 3 mil em Tessalônica, a segunda maior cidade do país, no norte, informou à AFP um porta-voz da polícia.

Outro protesto em Patras, no oeste do país, reuniu mais de 3 mil pessoas, segundo a emissora pública ERT.

– O nível da educação é muito baixo (…), faltam funcionários nas escolas e os prédios escolares estão deteriorados – lamentou Maria, uma trabalhadora de cerca de 50 anos de uma prefeitura nos arredores de Atenas, entrevistada pela AFP durante a manifestação que seguiu até a praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego.

Alunos e professores do ensino médio protestam contra as infraestruturas precárias das escolas e a escassez de funcionários. Segundo o sindicato dos professores Olme, faltam 15 mil profissionais nos estabelecimentos de ensino de todo o país.

– Na Grécia, assim como na França, reivindicamos uma educação pública e gratuita – afirmou Katia Koubousidou, presidente dos estudantes de Filosofia e Pedagogia da Universidade Aristóteles de Tessalônica.

Em Atenas, o estudante do ensino médio Yannis Papanikolaou elogiou as manifestações na França. “Isso nos ajuda para que haja mudanças aqui também”, acrescentou, lamentando que, em algumas salas de sua escola, “as janelas estejam quebradas e os aquecedores não funcionem”.

Revolta

“Grécia e França, revolta em toda parte, mesmos problemas, mesmo inimigo”, “Da Grécia à França, lutamos por uma educação pública e gratuita”, diziam faixas exibidas em Tessalônica.

– Temos um plano para continuar nossos protestos” porque “a situação se tornou insuportável devido ao custo exorbitante dos estudos – afirmou, indignada, Katia Koubousidou. Segundo ela, “as famílias estão se sacrificando todos os dias diante do custo de vida atual”.

Apesar dos vários aumentos salariais concedidos na Grécia desde a crise financeira nos anos 2010, o salário mínimo não ultrapassa € 920.

Na noite de terça-feira, dezenas de estudantes já haviam montado barracas em Atenas e Tessalônica.

Para Philippos Armen, estudante de Física da Universidade de Tessalônica, “os problemas gregos são comuns a muitos países da Europa”, enquanto manifestações também ocorreram, principalmente, no país vizinho, a Albânia.

A Adedy, confederação dos funcionários públicos do país, aderiu aos protestos estudantis e iniciou pela manhã uma paralisação.

Aumentos salariais 

Também saudando as “manifestações em massa do povo e da juventude na França”, a Adedy reivindica, entre outras medidas, “aumentos salariais” e “um apoio substancial aos professores”.

Durante a manifestação em Atenas, Nikos Mavroudis, de 17 anos, contou que “recentemente houve quedas de reboco nos banheiros” de sua escola, localizada no centro da capital.

Um aluno de 14 anos ficou ferido recentemente após a queda de parte do teto de sua sala de aula em Thermi, perto de Tessalônica.

Em Atenas, uma grande escola de ensino médio está fechada há duas semanas após um alerta sobre um vazamento de gás.

Em 2023, a Grécia destinava 3,3% de seu PIB à educação, contra uma média de 4,7% na União Europeia, segundo o Eurostat.

Nos últimos dias, o governo conservador grego procurou evitar qualquer comparação com os protestos e a violência registrados na França. O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis afirmou na segunda-feira que a Grécia jamais voltaria “à época de grande agitação social” vivida durante a crise financeira (2009-2018), marcada por medidas de austeridade muito impopulares que afetaram fortemente a população e provocaram protestos violentos.

Em setembro, a inflação no país foi uma das mais altas da zona do euro, chegando a 5,1% em 12 meses, contra uma média de 3,8% no bloco, segundo o Eurostat.

Fonte: Correio do Povo

Lula oficializa no TSE e STF a autorização para abrir seus sigilos e Flávio amarela

Ele autoriza divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos dele e da família, e cobra que o adversário faça o mesmo. “Se ele tiver coragem”

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, formalizou nesta terça-feira (20), desafio ao senador Flávio Bolsonaro (PL): autorizou a divulgação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 8 anos, assim como os da primeira-dama, Janja, e dos 5 filhos.

A autorização foi protocolada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e acompanhada de manifestação de teor semelhante no STF (Supremo Tribunal Federal).

A iniciativa concretiza o compromisso assumido por Lula durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), em meio à escalada de acusações de corrupção entre ambos os candidatos.

“Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão nesse país, quem é corrupto. Vamos ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, afirmou Lula nesta terça-feira, durante agenda de campanha em São Luís (MA).

FAMÍLIAS E EMPRESAS NA MIRA

A proposta abrange, pelo lado de Lula, Janja e os filhos Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio. A defesa do presidente anexou autorizações dos familiares para a liberação dos dados.

Flávio, por sua vez, teria de autorizar a divulgação dos sigilos dele e dos referentes ao pai, Jair Bolsonaro, à mãe, Rogéria, à mulher, Fernanda, e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. O documento também inclui empresas ligadas aos candidatos, nas quais sejam sócios, administradores ou responsáveis financeiros por contas bancárias.

No caso de Lula, a petição cita a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Em relação ao senador do PL, menciona 5 pessoas jurídicas, entre essas a Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, que, segundo informações divulgadas pela imprensa, mantém conta bancária na qual Flávio teria sido cadastrado como “usuário master”.

DESAFIO EM MEIO À DISPUTA ELEITORAL

A defesa de Lula sustenta que a divulgação pública dos dados permitirá ao eleitor avaliar a vida pregressa dos candidatos e decidir o voto com mais informações. O documento propõe que os registros sejam disponibilizados no sistema DivulgaCandContas, do TSE, ou em outra plataforma de acesso público.

Durante o debate da Band, Flávio afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não confirmou que autorizaria a divulgação dos sigilos dele. Até a publicação das informações consultadas, o senador não havia aceitado formalmente o desafio.

EFEITO POLÍTICO E LIMITES JURÍDICOS

A iniciativa coloca a transparência patrimonial no centro da disputa presidencial, a poucos dias do segundo turno, marcado para domingo (25).

Lula transforma as acusações lançadas contra ele e a família em uma cobrança pública de reciprocidade dirigida ao adversário.

O recado de Lula é direto: se ambos os candidatos afirmam não ter nada a esconder, que ambos permitam ao eleitor conhecer os dados. A decisão de Flávio sobre o desafio poderá alimentar o debate eleitoral justamente quando a transparência e a credibilidade dos presidenciáveis estão sob escrutínio público.

Fonte: Hora do Povo

Mais de 20 mil pessoas participam de manifestação pró-Lula na orla de Maceió

Os apoiadores da campanha de Lula fizeram o percurso pelas praias de Jatiúca e Ponta Verde animados com o crescimento da campanha na reta final do segundo turno

Estudantes, militantes políticos, artistas, sindicalistas e apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizaram neste domingo, 18, uma das maiores manifestações da atual campanha eleitoral.

A caminhada pela orla de Maceió, saindo da praça Vera Arruda, na Jatiúca, até o Marco dos Corais, na Ponta Verde, praticamente transformou a avenida em um “mar vermelho”.

Portando faixas, cartazes e bandeiras, os participantes defendiam as políticas públicas de inclusão social do presidente Lula, uma reforma política radical, mais investimentos nas universidades entre outros temas e também comemoravam o fim da escala 6×1.

Organizado com ampla participação da juventude e uma presença marcante de idosos, a manifestação encerrou com apresentações artísticas de cantores alagoanos, no trio elétrico da juventude, e logo em seguida um sambão aguardava a todos já dentro da rua fechada.

Os apoiadores da campanha de Lula fizeram o percurso pela praia animados com a possibilidade da virada eleitoral no segundo turno das eleições.

Redação com É Assim

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS