PF prende deputado bolsonarista eleito e delegado do RJ por ligação com crime organizado

A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (15) o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella. Presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, Canella foi o segundo deputado estadual com mais votos no Rio (197.178).

Também foi preso o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, indicado ao cargo pelo próprio Canella. Ele também foi presidente do Detran-RJ.

Segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado postos de combustíveis para lavar dinheiro do tráfico de drogas com a participação de agentes públicos e articulação política. A corporação apura uma movimentação de R$ 7,6 bilhões em 96 estabelecimentos ao longo de seis anos.

“Com o objetivo de desarticular organização criminosa armada suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional”, afirmou a autoridade policial em um comunicado.

Redação com Uol

Em vitória de Lula, Senado aprova fim da escala 6×1 e trabalhador terá dois dias de folga

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário.

A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou nas redes sociais a aprovação, classificando a medida como uma conquista para os trabalhadores brasileiros.

Em uma publicação no X, antigo Twitter, Lula anunciou o resultado e destacou os efeitos que a mudança poderá ter na rotina dos profissionais. “É oficial: a escala 6×1 acabou! Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras”, escreveu.

Na sequência, o presidente ressaltou que a redução da jornada representa uma oportunidade de ampliar o tempo dedicado à vida pessoal e à convivência familiar. “O fim da 6×1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida. Quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver”, publicou.

No Instagram, Lula compartilhou um vídeo em que acompanhava a votação no Senado e reage à aprovação da proposta. Na gravação, ele também destacou a mobilização popular em torno da pauta e afirmou que a mudança é resultado de uma reivindicação histórica dos trabalhadores.

“Foi um momento extraordinário para o povo brasileiro. Eu tenho certeza que uma conquista como essa jamais será revogada, porque não foi uma conquista burocrática, foi uma conquista que saiu da rua e de um desejo histórico do povo trabalhador”, declarou.

Ao final, o presidente agradeceu aos brasileiros que participaram de manifestações em defesa da redução da jornada e aos senadores que votaram favoravelmente à proposta. “O povo merece respeito e conquistar esse respeito”, afirmou.

Fonte: G1 e ICL

Governo anuncia perdão de dívidas e pacote de estímulo para MEIs

“Vamos ajudar vocês a saírem do sufoco”, diz Lula ao anunciar pacote

O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de cinco medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs), com foco na redução do endividamento, ampliação do acesso a recursos para investimento, aumento do teto de faturamento e simplificação de regras para pequenos negócios.

A principal iniciativa é o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei complementar que prevê o perdão das dívidas acumuladas pelos MEIs com o governo federal. A proposta poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e alcançar aproximadamente R$ 12,6 bilhões em débitos acumulados.

Ao anunciar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a manutenção dessas dívidas dificulta o acesso ao crédito e o crescimento dos negócios. Segundo o presidente, a iniciativa busca permitir que os empreendedores retomem suas atividades em melhores condições.

“Nós vamos ajudar vocês a saírem do sufoco. Vamos dar oxigênio para vocês não morrerem asfixiados”, disse Lula durante a cerimônia de anúncio das medidas no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta também permitirá extinguir cobranças e ações judiciais relacionadas a esses débitos, além de retirar restrições decorrentes da inadimplência, possibilitando a regularização dos empreendedores perante o Poder Público.

Desenrola 3.0

Outra medida anunciada é a negociação das dívidas privadas dos MEIs. O governo pretende utilizar os instrumentos do Desenrola 3.0 para comprar débitos junto a bancos e instituições financeiras. Segundo Durigan, o estoque dessas dívidas soma cerca de R$ 6 bilhões.

A operação será realizada por meio de edital e exigirá descontos mínimos de 90% por parte dos credores. A expectativa é que a retirada simultânea das pendências públicas e privadas facilite o acesso dos empreendedores a novas linhas de crédito.

Pix MEI

O pacote também prevê a criação do Pix MEI, programa de transferência direta de recursos para investimento produtivo. A proposta é repassar até R$ 5 mil para aquisição de equipamentos e melhorias capazes de ampliar a produção, a renda e o faturamento dos negócios.

Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, o recurso não terá caráter de empréstimo e será acompanhado por ações de orientação e apoio aos beneficiários para a estruturação de projetos.

Teto de faturamento

Outra iniciativa é a ampliação do teto de faturamento anual do MEI, sem reajuste há oito anos. A proposta enviada ao Congresso prevê elevação para R$ 110 mil no próximo ano e para R$ 140 mil em 2028.

O governo argumenta que a atualização permitirá a expansão dos negócios sem que empreendedores precisem limitar atividades para permanecer enquadrados na categoria. Durante o anúncio, também foi mencionada a possibilidade de uma segunda contratação por parte dos MEIs.

Dispensa de nota fiscal para pessoa física

A quinta medida é um decreto para dar segurança jurídica à não obrigatoriedade de emissão de nota fiscal em operações com pessoas físicas.

A norma busca esclarecer dúvidas surgidas durante o debate das mudanças tributárias e também alcançará os chamados nanoMEIs, grupo com faturamento de até metade do teto da categoria.

Prosperidade
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia medidas para microempreendedores individuais (MEIs) em cerimônia no Palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ao encerrar o evento, Lula afirmou que as iniciativas resultaram de demandas apresentadas pelos próprios empreendedores e serão formalizadas por meio de projetos de lei e decretos.

“Essas soluções a gente vai encaminhando, vai transformando em projeto de lei, vai transformando em decreto.”

Segundo o presidente, o objetivo é criar condições para que mais brasileiros possam ampliar seus negócios, gerar renda e melhorar de vida.

“A palavra prosperidade não é privilégio, é direito de todo mundo prosperar.”

Fonte: Agência Brasil

Multidão ocupa Brasília pela reeleição de Lula e fim da escala 6 x 1

Nesta terça-feira (13), milhares de pessoas realizaram um ato em defesa da democracia e em apoio a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF).

A mobilização teve concentração a partir das 16h, no Museu da República, na área central de Brasília, e foi aprovada por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) na última quinta, durante assembleias organizadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Além da escala 6×1, o combate ao fascismo, e a defesa da soberania nacional, da democracia e da universidade pública estavam entre as pautas apresentadas pelos presentes na manifestação.

Os participantes se reuniram no local com manifestações de apoio ao presidente e à candidatura de Lula à reeleição; além de críticas à extrema direita. Profissionais da saúde, estudantes e movimentos sociais capitanearam o evento. Políticos ligados a Lula como a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), o deputado federal e ex-governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e os deputados distritais Fabio Felix (PSOL-DF) e Max Maciel (PSOL-DF) marcaram presença.

Ao longo da manifestação, os participantes cantaram “Olê, olê, olá, Lula, Lula” e entoaram palavras de ordem contra a escala 6×1. “Trabalhador, presta atenção: a escala 6 x 1 só é boa para o patrão”, cantou o grupo. Também houve gritos de “Ele não”, direcionados a Flávio Bolsonaro (PL).

Em publicação nas redes sociais, o DCE da UnB convocou estudantes a ocupar as ruas para enfrentar a extrema direita. A entidade também manifestou preocupação com possíveis ameaças à universidade pública e gratuita.

“Só existe uma forma de derrotarmos a extrema direita: é hora de retomar as ruas. Sabemos que as universidades correm o risco de deixar de existir, de serem privatizadas, de a educação pública e gratuita ser trocada por um projeto elitista e que cala as dissidências. Não vamos deixar”, disse o DCE da UnB nas redes sociais.

Fonte: Hora do Povo

PT aciona STF contra Nunes Marques por suspeita de corrupção, no caso Master

A representação aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa contra o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O deputados Rui Falcão (PT/SP) e Rogério Correia (PT/MG), apresentaram, nesta segunda-feira, notícia de fato ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A representação pede a abertura de inquérito para investigar possíveis crimes relacionados ao liquidado Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro; além de diligências para esclarecer a participação do magistrado em julgamentos de interesse da instituição financeira.

A representação aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa. Entre os fatos que fundamentam o pedido estão supostos pagamentos mensais de R$ 500 mil associados ao filho do ministro, contratos advocatícios de até R$ 427 milhões envolvendo pessoas próximas e hospedagem em mansão de luxo custando aproximadamente R$ 1,45 milhão.

Sexo pago

No documento encaminhado ao STF, os parlamentares citam, ainda, “um suposto encontro com garota de programa pago por Vorcaro; viagem em aeronave particular custeada por advogada do banco; voto decisivo em julgamento bilionário após a retirada de registro de impedimento e demora na apreciação do pedido de instalação da CPI do Banco Master”.

A notícia de fato também alerta para a gravidade institucional de Nunes Marques presidir o TSE às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Os deputados sustentam que as suspeitas exigem investigação imediata, independente e rigorosa, para preservar a imparcialidade do Judiciário e a confiança pública na Justiça Eleitoral.

NotíciasEleições

O pedido requer a atuação do STF, da Procuradoria-Geral da República e o encaminhamento das informações ao Senado, onde já foi apresentada denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro.

Fonte: Correio do Brasil

Atos em apoio a Lula são realizados em todo o país

O fim de semana de feriadão foi marcado por grandes manifestações em apoio à candidatura à reeleição do presidente Lula em várias cidades. A orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi palco de em favor do petista nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O ato reuniu parlamentares, estudantes, sindicalistas e famílias, que ocuparam vários quarteirões da avenida Atlântica.

Entre as principais pautas da mobilização estavam o fim da escala de trabalho 6×1 e as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, marcado para o próximo dia 25. Os discursos também expressaram confiança na possibilidade de o presidente reverter a desvantagem registrada no primeiro turno.

Durante o evento, manifestantes associaram a candidatura de Flávio a riscos para a democracia, a Constituição e políticas públicas. Também houve críticas à relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília, e às manifestações de aproximação do candidato com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.

A concentração estava prevista para o meio-dia. Por volta das 12h40, os participantes já ocupavam quatro quarteirões da avenida Atlântica, entre as ruas Sá Ferreira e Xavier da Silveira. Com o avanço da programação e a circulação dos trios elétricos, o público aumentou e parte dos manifestantes também se espalhou pela faixa de areia da praia.

Presença de parlamentares

A manifestação no Rio integrou uma série de atos organizados por apoiadores de Lula para ampliar a mobilização em torno da candidatura. No domingo (11), o presidente participou de um evento na avenida Paulista, em São Paulo, que também reuniu uma multidão. Nesta segunda-feira, Lula permaneceu em Brasília e não compareceu ao encontro em Copacabana.

O público era formado por pessoas de diferentes idades, de jovens a idosos, com predominância de roupas vermelhas associadas ao PT. A defesa dos direitos dos trabalhadores e o fim da escala 6×1 apareceram em diferentes momentos dos discursos e nas mensagens exibidas em cartazes.

Entre os políticos presentes estavam os deputados federais fluminenses Benedita da Silva (PT), Glauber Braga (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB) e Lindbergh Farias (PT). Uma segunda manifestação em apoio ao presidente também havia sido convocada para esta segunda-feira, em frente aos Arcos da Lapa, na região central da cidade.

Outra grande manifestação em favor de Lula aconteceu na Lapa, no Centro da cidade, organizada por artistas do samba, também com a presença de parlamentares.

Manifestação na Lapa a favor de Lula. Foto: Midia Ninja
Manifestação na Lapa a favor de Lula. Foto: Midia Ninja

Avenida Paulista lotada no domingo

No domingo (11) a manifestação chamada de Marcha pela Democracia, reuniu militantes, estudantes, artistas e lideranças políticas na Avenida Paulista. O ato, que teve a presença de Lula, ocupou sete quarteirões, em uma tentativa de ampliar a mobilização para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Durante o discurso, Lula destacou a necessidade de dialogar com os eleitores que se abstiveram, incluindo pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar. Portanto, temos que convencer as pessoas”, declarou.

Lula chega ao segundo turno numericamente atrás de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. Diante desse cenário, a estratégia petista inclui estimular a participação dos eleitores que não compareceram às urnas na primeira votação e mobilizar apoiadores para tentar conquistar votos de pessoas que escolheram outros candidatos no primeiro turno.

A sequência de atos em diferentes cidades faz parte desse esforço para ampliar a presença nas ruas e fortalecer a campanha do presidente até a votação do dia 25.

Outros atos no país

Manifestações, caminhadas, carreatas e panfletagens seguem ocorrendo em diferentes regiões do país.

No sábado, houve grande manifestação em Belo Horizonte. No domingo, além da Paulista, manifestantes foram às ruas em Maceió, no Amazonas e em Rondônia.

Também nesta segunda-feira, um ato pró-Lula reuniu apoiadores na região da Barra, em Salvador.

O mesmo local recebeu uma passeata no domingo. “Precisamos virar o jogo, derrotar a extrema direita e garantir mais democracia, direitos, soberania e desenvolvimento para o nosso povo”, declarou a Frente Brasil Popular da Bahia ao convocar o ato.

No domingo, apoiadores do presidente saíram em passeata do parque 13 de Maio até o Marco Zero, na área central do Recife.

A manifestação foi convocada por estudantes ligados a UNE (União Nacional dos Estudantes), UEP (União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto), DCE-UFPE (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco), APG-UFPE (Associação de Pós-Graduandos da UFPE) e ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).

“Não existe universidade pública forte sem democracia, não existe futuro sem educação e não existe transformação sem juventude organizada”, dizia a convocação do ato no Recife.

Nesta segunda-feira estava prevista uma caminhada em Fortaleza. Na terça-feira (13), segundo o Comitê Popular de Luta, que tem reunido a agenda, são aguardados atos em locais como Belém, Salvador, Fortaleza, Riacho Dantas (SE), Brasília, Campo Grande, Divinópolis (MG), São Paulo e Porto Alegre.

Fonte: ICL

Pastor bolsonarista mata ex-esposa a facadas na festa de aniversário do filho em SP

O pastor Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, foi preso após esfaquear sete vezes e matar a ex-esposa Jeane Cristina Mattes, de 43, nesse domingo (11/10), em Americana, interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o crime foi durante a festa de aniversário do filho mais velho do casal.

O feminicídio foi por volta do meio-dia desse domingo, na Rua Nereu Seleghini. A mulher tinha medida protetiva contra o homem, mas estava na casa do ex para a festa de aniversário do filho mais velho — o ex-casal também tem outro filho de 8 anos.

Familiares como pai, mãe e irmã do pastor participavam da confraternização.

Segundo a polícia, Batista discutiu com Jeane e, então, a esfaqueou. Os golpes foram principalmente na região do peito. Os filhos de vítima e acusado presenciaram tudo.

A mulher foi levada ao Hospital de Americana após o ataque, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Batista precisou ser escoltado para sair do local porque moradores tentavam linchá-lo. Equipes da Polícia Militar localizaram a faca usada no crime e isolaram a cena do crime.

De acordo com a PM, Batista tinha sido preso por um episódio de violência doméstica contra a vítima recentemente.

Em depoimento, o pastor afirmou que usou drogas entre às 21h do último sábado (10/10) e a manhã desse domingo, além de bebidas alcoólicas.

O homem foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio. O Metrópoles não localizou a defesa do pastor Batista.

Fonte: Metrópoles

Lula reúne mais de um milhão na Paulista e convoca juventude a defender a democracia

Em ato por democracia, presidente defende presença dos jovens em decisões do país, pede votações da 6×1 e a PEC da Segurança e critica destruição de Bolsonaro e tesouraço de Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido por uma multidão na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 11, durante ato em defesa da democracia. Em seu discurso, Lula convocou a juventude a participar das decisões políticas, alertou para o risco de retrocessos sociais e cobrou explicações de seu adversário sobre o “tesouraço” que pretende promover nos gastos públicos. O presidente também chamou à mobilização os cerca de 30 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno, com atenção especial às pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

Lula associou a disputa eleitoral à preservação de direitos e às condições de vida da população, citando como exemplos os possíveis cortes nos direitos dos mais pobres e dos aposentados. Ao comparar o cenário que teme para o Brasil com as medidas adotadas pelo presidente argentino Javier Milei, afirmou que o país não pode voltar a uma situação de miséria.

“Vocês sabem, na vida de vocês e na casa de vocês, que construir qualquer coisa é muito difícil. Mas destruir é muito simples. Para destruir, qualquer um destrói”, disse o presidente, ao defender a participação popular na construção das políticas públicas e na preservação da democracia.

O presidente também convocou os jovens a assumir responsabilidades na vida política. “Ou vocês participam da vida política, ou ela não tem conserto. Vocês têm que assumir a responsabilidade. Enquanto são jovens, enquanto têm energia, enquanto têm disponibilidade de ir à luta”, afirmou.

Ao abordar a mobilização para o segundo turno, Lula destacou que a abstenção no primeiro turno exige diálogo com quem não compareceu às urnas. Ele citou especialmente os eleitores com mais de 70 anos, que não são obrigados a votar, e defendeu que a idade não deve ser motivo para afastamento da participação política.

O presidente ressaltou que a participação popular precisa ir além da escolha de representantes nas eleições e alcançar as decisões de governo, destacando, inclusive, o protagonismo da sociedade nesta campanha eleitoral.

“Hoje vocês estão me dizendo, o povo está me dizendo. Nessa campanha foi a voz do povo a que eu mais ouvi. ‘Ô Lula, a gente não quer só comida. A gente quer cultura, cinema, estudar. A gente quer emprego de qualidade. A gente quer liberdade. A gente quer democracia’”, salientou o presidente.

Lula também criticou a atuação da Justiça Eleitoral e afirmou perceber decisões tendenciosas contra sua campanha. Sem citar nominalmente Kássio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente questionou a condução da Corte e apontou o que considera um desequilíbrio no tratamento dado às campanhas nas redes sociais. Lula afirmou que pretende recorrer à Justiça para pedir explicações e contestar decisões que, segundo ele, têm bloqueado perfis ligados à sua campanha, enquanto conteúdos de seu adversário continuam circulando.

Lula associou a defesa da democracia à garantia de condições dignas de vida e à proteção dos direitos sociais. e  criticou a condução do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia, lembrando as mortes provocadas pela doença, a falta de oxigênio enfrentada por pacientes e o desprezo pela ciência.

↑ Uma multidão ocupou a Avenida Paulista neste domingo

Semana de votações no Congresso

Lula apontou a próxima semana como decisiva para a disputa política e para a agenda de garantia de direitos sociais. Entre os temas destacados, está a votação do fim da escala 6×1, prevista para quarta-feira,14, que deverá colocar em evidência a posição dos partidos sobre a redução da jornada de trabalho e a ampliação do descanso semanal.

rO presidente cobrou que o Partido Liberal (PL), ligado ao seu adversário, explicite seu voto. “Agora é a hora da verdade. O PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores descansarem mais ou quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”, afirmou.

Lula também citou a tramitação da PEC da Segurança Pública, que busca definir as atribuições da União, dos estados e dos municípios na área, e voltou a cobrar esclarecimentos sobre os cortes de gastos defendidos por seu adversário, alertando para possíveis impactos sobre os direitos sociais.

Lideranças políticas participam do ato

O comício reuniu lideranças políticas e representantes de diferentes regiões do país. Estiveram ao lado de Lula o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Janja Lula da Silva, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o governador do Ceará, Elmano de Freitas, além de outras lideranças políticas e parlamentares.

Ao encerrar sua fala, Lula reforçou o chamado à mobilização e à defesa das instituições democráticas. O presidente contrastou o projeto que defende, centrado na participação popular, na ampliação de oportunidades e na proteção de direitos, com a atuação da família Bolsonaro, que associou à condução da pandemia e aos riscos de retrocessos sociais. A democracia, afirmou, exige compromisso permanente da sociedade e participação ativa das novas gerações.

Fonte: pt.org.br

Corregedor do TSE derruba suspensão do canal ‘Exército do Lula’ em derrota para Kássio Nunes

Corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu decisão de Nunes Marques e restabeleceu provisoriamente canal com mais de 3 milhões de seguidores

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia determinado a derrubada do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Com a nova decisão, o espaço, que reúne mais de 3 milhões de seguidores, poderá voltar a funcionar até que o plenário da Corte analise o caso.

A medida reverte, de forma provisória, uma determinação tomada horas antes por Nunes Marques, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o g1, a decisão provocou divergências dentro do TSE, especialmente porque o pedido de suspensão já estava sob análise de Cueva, relator da ação apresentada pela equipe do senador.

Ao justificar a retomada do canal, o corregedor destacou a necessidade de preservar a liberdade de expressão e evitar restrições que ultrapassem o necessário para combater eventuais irregularidades eleitorais.

“Entendo que a preservação da liberdade de expressão e a necessidade de evitar restrições mais amplas do que aquelas estritamente justificadas pelos elementos disponíveis recomendam a apreciação imediata da questão pelo Plenário desta Corte”, afirmou Cueva.

Corregedor questiona interferência de Nunes Marques

O canal “Exército do Lula” é coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e utilizado para compartilhar vídeos, áudios e orientações de campanha entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao determinar a suspensão, Nunes Marques argumentou que a plataforma estaria sendo utilizada para disseminar conteúdos já considerados falsos pelo TSE. Para o ministro, o alcance do canal, que reúne milhões de pessoas, ampliaria os efeitos da circulação dessas publicações.

Cueva, no entanto, questionou a atuação da Presidência do Tribunal em um processo que já estava sob responsabilidade da Corregedoria Eleitoral.

“Não desconheço as atribuições administrativas conferidas à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral para supervisionar os planos de conformidade apresentados pelos provedores de aplicação de internet. Tais atribuições, contudo, devem ser exercidas em harmonia com a competência jurisdicional dos órgãos desta Corte”, escreveu.

O corregedor também apontou que documentos utilizados para justificar a suspensão perante Nunes Marques não haviam sido apresentados inicialmente na ação judicial sob sua relatoria.

Antes da decisão de Nunes Marques, Cueva havia dado prazo de 72 horas para que a campanha de Flávio Bolsonaro apresentasse informações complementares e esclarecesse o alcance das medidas solicitadas. Em vez de aguardar a conclusão dessa etapa, a equipe do senador recorreu à Presidência do TSE para pedir a suspensão do canal.

Suspensão de todo o canal foi considerada excessiva

Outro ponto central da decisão foi a ausência de elementos suficientes para justificar o bloqueio integral do canal.

Para Cueva, mesmo que determinadas publicações contenham informações falsas, isso não significa que todas as mensagens compartilhadas no espaço sejam irregulares.

“Embora contenham referências a publicações, identificadores de mensagens e dados de circulação, tais documentos não demonstram, por si sós, que a totalidade da atividade comunicativa desenvolvida no canal seja ilícita ou que providências menos restritivas sejam insuficientes”, afirmou.

O ministro ressaltou que a suspensão havia sido determinada antes da conclusão das diligências necessárias para avaliar as provas apresentadas.

“Considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva”, decidiu.

A determinação não encerra a discussão sobre possíveis irregularidades no conteúdo divulgado. A decisão definitiva caberá ao plenário do TSE.

Lula critica suspensão e campanha fala em censura

Antes da decisão de Cueva, Lula havia criticado a derrubada do canal durante conversa com jornalistas, pouco antes de participar de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo.

O presidente afirmou que sua campanha pediria explicações à Justiça Eleitoral e questionou o que considera uma sequência de decisões desfavoráveis à sua candidatura.

“Acho um absurdo. Acho que os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação do critério, porque já há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura”, declarou.

Lula também criticou a interferência no funcionamento do canal, utilizado para mobilizar eleitores na disputa do segundo turno.

Após a decisão que restabeleceu o espaço, a campanha petista divulgou uma nota classificando a suspensão inicial como censura e acusando Nunes Marques de ultrapassar as atribuições da Presidência do TSE.

O comunicado também criticou a tentativa de impedir a comunicação de mais de 3,4 milhões de pessoas que aderiram voluntariamente ao canal.

Flávio Bolsonaro acusa adversários de espalhar mentiras

A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, sustenta que o canal era utilizado para disseminar desinformação contra o senador.

Durante agenda em São Paulo, neste domingo, Flávio cobrou maior rapidez da Justiça Eleitoral no combate a conteúdos que considera falsos.

“Espero que a Justiça Eleitoral seja mais ágil, porque os caras criaram até um canal de divulgação de mentiras em massa. É um absurdo. E, como foi dito, algumas pessoas acreditam nisso, que o Flávio vai acabar com a luz do sol, e tem gente que acredita, né?”, afirmou.

O canal ganhou milhões de seguidores após o primeiro turno. Segundo informações apresentadas pela campanha de Flávio, o espaço passou de cerca de 55 mil inscritos, em 5 de outubro, para mais de 3 milhões neste fim de semana.

A disputa ocorre a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro voltarão a se enfrentar nas urnas.

Fonte: ICL

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