Lula tem 50% e Flávio Bolsonaro 50%, mostra pesquisa PoderData/Aya

A pesquisa foi realizada entre 13 e 15 de outubro e teve entrevistas após votação do fim da escala 6×1

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados, com 50% dos votos válidos cada um, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta sexta-feira (16). O levantamento indica uma redução da vantagem do candidato do PL desde o primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

A pesquisa foi realizada entre 13 e 15 de outubro, com 3 mil entrevistados por telefone em 644 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-04258/2026….

No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Desde então, a diferença diminuiu nas pesquisas de intenção de voto, até chegar ao empate registrado no levantamento mais recente.

A campanha petista intensificou a mobilização nas ruas e nas redes sociais e passou a destacar pautas como o fim da escala 6×1, aprovado pelo Congresso na quarta-feira (14). Lula também anunciou a intenção de implementar transporte público urbano gratuito aos fins de semana caso seja reeleito.

Flávio, por sua vez, concentrou esforços em articulações políticas e na busca por novos apoios. Apesar do empate nas intenções de voto, 51% dos entrevistados acreditam que o senador vencerá a eleição, enquanto 42% apostam na vitória de Lula.

A pesquisa também aponta diferenças entre os eleitorados. Lula tem 55% das intenções de voto entre as mulheres, contra 39% de Flávio. O senador apresenta desempenho mais forte nas regiões Sul, com 57%, e Centro-Oeste, com 54%.

Em relação à rejeição, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto o índice de Flávio é de 45%.

A avaliação do governo federal também foi medida: 49% desaprovam a administração, 46% aprovam e 5% não souberam responder.

Fonte: ICL

PF aponta que empresa ligada a investigado no caso INSS pagou voos de Flávio Bolsonaro na Europa

Uma investigação da Polícia Federal apontou que a Cathedral Holdings, empresa portuguesa ligada ao advogado Willer Tomaz e proprietária da bet Rede Loto, contratou voos entre Portugal e França para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2025. Willer é investigado sob suspeita de repassar recursos obtidos em fraudes contra a Previdência no caso do INSS. Com informações de Folha de S.Paulo.

Documentos reunidos pela PF incluem canhotos de passagens encontrados no computador de Willer. Um dos trajetos ocorreu em 11 de abril de 2025, de Lisboa a Nice, na França, com contratação da empresa de táxi aéreo NetJets para Willer e Flávio.

Em 23 de maio daquele ano, os dois viajaram de Cascais, cidade próxima a Lisboa, a Nice acompanhados por familiares. O grupo seguiu depois para Paris em outro voo.

Flávio disse que mantém com Willer uma relação “exclusivamente de amizade” e rejeitou qualquer associação entre os deslocamentos e irregularidades. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirmou.

Defesa diz que viagens foram custeadas pessoalmente por Willer

O advogado de Willer declarou que o próprio empresário pagou as viagens, e não a Rede Loto. A defesa classificou os deslocamentos como “passeios de lazer entre amigos e suas famílias, custeados por Willer e sem contrapartida de qualquer natureza”.

A Cathedral Holdings foi aberta em Portugal em 16 de janeiro e tem como acionistas Willer, a mulher dele, Flávia Oliveira Corrêa, a irmã do advogado, Jorge Barbosa Dias e Igor Mateus Barbosa Moura, parente de Dias. A empresa é a única sócia da Rede Loto.

Willer divide a propriedade da Rede Loto com Dias, que enfrentou processo por jogo ilegal e lavagem de dinheiro em 2022 e foi absolvido em 2023, quando a decisão transitou em julgado. A empresa obteve em maio de 2023 a primeira autorização para uma casa de apostas operar no país, sob a marca BestBet.

A Loteria do Estado do Rio de Janeiro autorizou a operação em despacho assinado por Hazenclever Cançado, então presidente da autarquia. Pessoas que acompanharam os procedimentos da Loterj afirmaram que Flávio indicou Cançado para o cargo; procurado, o ex-presidente da loteria não comentou.

A Loterj declarou que a Rede Loto entregou todos os documentos exigidos no edital e que seus integrantes não apresentaram impedimentos legais. Dados da autarquia apontam que uma empresa da qual Willer é beneficiário final faturou R$ 188 milhões em contratos com a Loterj entre junho de 2023 e agosto de 2026.

Fonte: DCM

Lula vira placar e supera Flávio Bolsonaro entre jovens, diz Datafolha

Presidente alcança 50% das intenções de voto entre eleitores de 16 a 24 anos, contra 43% do senador; petista também lidera entre mulheres e mais pobres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores de 16 a 24 anos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). O levantamento mostra que o petista registra 50% das intenções de voto nesse segmento, enquanto o filho do ex-mandatário Jair Bolsonaro aparece com 43%.

Lula amplia vantagem entre os mais pobres e lidera no Nordeste

O levantamento também aponta um desempenho superior do presidente entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos. Nesse segmento, Lula registra 53% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 15 pontos percentuais.

A maior vantagem regional do petista aparece no Nordeste, onde alcança 61%, enquanto o senador soma 32%. A distância entre os dois candidatos chega a 29 pontos percentuais.

Flávio Bolsonaro lidera entre homens, evangélicos e eleitores de renda intermediária

O senador apresenta desempenho superior ao do presidente entre os homens, grupo no qual registra 52% das intenções de voto, contra 40% de Lula.

A vantagem de Flávio Bolsonaro é ainda maior entre os evangélicos. Nesse segmento, o parlamentar alcança 62%, enquanto o petista aparece com 29%, uma diferença de 33 pontos percentuais.

O senador também lidera entre os eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos. Nesse grupo, Flávio Bolsonaro registra 55% das preferências, ante 40% de Lula.

Regionalmente, o senador apresenta resultados superiores aos do presidente no Sudeste e no Sul.

Levantamento tem margem de erro geral de dois pontos

A pesquisa Datafolha foi contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro geral de dois pontos percentuais. Para o segmento de eleitores de 16 a 24 anos, a margem é de seis pontos percentuais.

Fonte: Brasil 247

Lula anuncia PEC para garantir transporte gratuito nos fins de semana

Proposta será enviada ao Congresso Nacional e prevê passe livre aos sábados e domingos em cidades brasileiras que contam com transporte coletivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (15/10), que enviará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir a gratuidade do transporte público nos fins de semana. A iniciativa, divulgada pelo petista nas redes sociais, ocorre um dia após a aprovação, pelo Senado Federal, da proposta que põe fim à escala de trabalho 6×1.

A medida, batizada de PEC da Tarifa Zero, pretende assegurar passe livre aos sábados e domingos em todas as cidades brasileiras que disponham de transporte coletivo. O anúncio integra a estratégia do presidente de associar a redução da jornada de trabalho à ampliação do tempo destinado ao lazer, à convivência familiar e ao descanso.

  • “Conquistamos o fim da escala 6×1 e agora é hora de avançar ainda mais! Vou enviar ao Congresso Nacional uma PEC para garantir passe livre nos finais de semana em todas as cidades brasileiras que tenham transporte coletivo. Porque o trabalhador e a trabalhadora merecem mais do que tempo para descansar”, escreveu Lula.
  • Ao defender a iniciativa, o chefe do Executivo argumentou que a redução do tempo dedicado ao trabalho deve ser acompanhada de condições para que a população possa usufruir dos períodos de folga. A proposta também busca colocar o acesso ao transporte público no centro do debate sobre qualidade de vida e direitos dos trabalhadores.

“Merecem tempo para passear, levar os filhos ao parque, visitar os amigos, conhecer a cidade e aproveitar a vida ao lado de quem amam. Menos tempo trabalhando, mais tempo vivendo com a família!”, acrescentou o presidente.

O anúncio ocorre em meio à campanha pela reeleição de Lula e amplia a agenda trabalhista defendida pelo governo na reta final da disputa presidencial. Diferentemente da proposta sobre a escala 6×1, a PEC da Tarifa Zero ainda será encaminhada ao Legislativo e precisará passar pela análise da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Para entrar em vigor, uma emenda constitucional necessita do apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares de cada Casa, em dois turnos de votação.

Fonte: Correio Braziliense

Flávio discute com empresários plano para elevar idade de aposentadoria e rever Bolsa Família

Plano prevê aposentadoria aos 67 anos e mudanças que podem reduzir benefícios previdenciários

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com cerca de 500 empresários nesta terça-feira (13), em São Paulo, e recebeu um plano econômico que propõe aumentar a idade mínima de aposentadoria para 67 anos, desvincular o piso previdenciário do salário mínimo e revisar os critérios de concessão e permanência no Bolsa Família. As medidas fazem parte do Projeto Brasil de Amanhã, apresentado ao senador durante o Grande Encontro do Associativismo, no Clube Monte Líbano.

Pelas regras gerais atuais, os homens podem se aposentar aos 65 anos e as mulheres aos 62. O plano elevaria essa exigência em dois anos para eles e cinco para elas, com períodos de transição de quatro e dez anos, respectivamente.

Outra proposta pode atingir diretamente o valor das aposentadorias. Os empresários defendem retirar a vinculação do piso previdenciário ao salário mínimo, garantia prevista na Constituição. A mudança abriria caminho para benefícios futuros inferiores ao mínimo nacional e reajustes menores, com possível perda de renda em relação às regras atuais. Não significa, porém, um corte automático nas aposentadorias já concedidas.

As medidas integram um pacote de reformas fiscais e orçamentárias com impacto estimado pelos autores em R$ 139,9 bilhões no curto prazo. O material divulgado não detalha quanto desse valor corresponderia às mudanças previdenciárias.

Plano também prevê revisão do Bolsa Família

O documento propõe revisar os critérios de concessão e permanência no Bolsa Família, com cruzamento de bases de dados, revisões cadastrais e verificações domiciliares. Dependendo das exigências adotadas, as medidas poderiam resultar na exclusão de beneficiários, embora não haja estimativa de quantas famílias seriam atingidas.

As propostas surgem em meio a discussões sobre ajustes fiscais na campanha de Flávio, que tem prometido preservar os benefícios sociais e os direitos dos aposentados.

Questionada anteriormente pela Folha de S.Paulo sobre medidas estudadas por integrantes de sua equipe econômica, a campanha reconheceu a existência de conversas informais, mas negou que representassem posições oficiais da candidatura.

“Não se pode transformar conversas informais, interpretação de terceiros ou especulação sobre o cenário econômico em posição oficial de uma candidatura, ocorridas antes mesmo do início do período eleitoral”, afirmou em nota.

Flávio e aliados sinalizaram possíveis mudanças na escala 6×1

Durante o encontro, Flávio e integrantes de sua articulação política teriam sinalizado a empresários a possibilidade de rever pontos da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, caso o senador seja eleito presidente.

A sinalização ocorreu no mesmo dia em que Flávio anunciou publicamente que votaria a favor do fim da escala, depois de meses de críticas à medida. Apesar da mudança de posição, o candidato defendeu maior liberdade para negociações entre trabalhadores e empregadores, inclusive com possibilidade de remuneração por hora trabalhada.

O posicionamento contrasta com declarações anteriores do senador, quando afirmava que o fim da escala 6×1 poderia provocar desemprego e aumentar os custos das empresas. Ao anunciar apoio à proposta, passou a defender compensações financeiras do governo para o setor produtivo, sob o argumento de que a redução da jornada aumentaria as contratações.

O encontro também contou com a participação de Daniella Marques, porta-voz econômica da campanha.

Fundação ligada a Paulo Guedes participou da elaboração

O Projeto Brasil de Amanhã foi elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, ligado à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e pela Fundação Internacional para a Liberdade (FIL Brasil), que tem como presidente de honra Paulo Guedes, ministro da Economia durante o governo de Jair Bolsonaro.

A fundação também reúne ex-integrantes da equipe econômica bolsonarista, como Marcelo Guaranys, Esteves Colnago e Waldery Rodrigues.

Não é a primeira vez que propostas para modificar a proteção dos rendimentos dos aposentados aparecem no entorno político da família Bolsonaro. Em outubro de 2022, durante a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, veio a público um plano da equipe econômica comandada por Guedes para deixar de corrigir o salário mínimo e os benefícios previdenciários pela inflação passada.

A proposta permitiria reajustes inferiores à inflação efetivamente registrada, reduzindo o poder de compra dos aposentados. A revelação provocou uma crise política na reta final da eleição, levando Bolsonaro a prometer aumentos acima da inflação. Guedes negou que pretendesse alterar as regras naquele momento.

Quatro anos depois, a proteção do valor das aposentadorias volta a aparecer em uma proposta apresentada a um candidato da família Bolsonaro. Desta vez, a medida prevê retirar a vinculação do piso previdenciário ao salário mínimo, mecanismo diferente do discutido em 2022, mas que também pode reduzir a renda dos beneficiários em relação às garantias atuais.

O plano foi entregue por Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno, também foi convidado para o encontro, mas não participou.

Fonte: ICL

PF prende deputado bolsonarista eleito e delegado do RJ por ligação com crime organizado

A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (15) o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella. Presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, Canella foi o segundo deputado estadual com mais votos no Rio (197.178).

Também foi preso o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, indicado ao cargo pelo próprio Canella. Ele também foi presidente do Detran-RJ.

Segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado postos de combustíveis para lavar dinheiro do tráfico de drogas com a participação de agentes públicos e articulação política. A corporação apura uma movimentação de R$ 7,6 bilhões em 96 estabelecimentos ao longo de seis anos.

“Com o objetivo de desarticular organização criminosa armada suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional”, afirmou a autoridade policial em um comunicado.

Redação com Uol

Em vitória de Lula, Senado aprova fim da escala 6×1 e trabalhador terá dois dias de folga

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário.

A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou nas redes sociais a aprovação, classificando a medida como uma conquista para os trabalhadores brasileiros.

Em uma publicação no X, antigo Twitter, Lula anunciou o resultado e destacou os efeitos que a mudança poderá ter na rotina dos profissionais. “É oficial: a escala 6×1 acabou! Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras”, escreveu.

Na sequência, o presidente ressaltou que a redução da jornada representa uma oportunidade de ampliar o tempo dedicado à vida pessoal e à convivência familiar. “O fim da 6×1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida. Quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver”, publicou.

No Instagram, Lula compartilhou um vídeo em que acompanhava a votação no Senado e reage à aprovação da proposta. Na gravação, ele também destacou a mobilização popular em torno da pauta e afirmou que a mudança é resultado de uma reivindicação histórica dos trabalhadores.

“Foi um momento extraordinário para o povo brasileiro. Eu tenho certeza que uma conquista como essa jamais será revogada, porque não foi uma conquista burocrática, foi uma conquista que saiu da rua e de um desejo histórico do povo trabalhador”, declarou.

Ao final, o presidente agradeceu aos brasileiros que participaram de manifestações em defesa da redução da jornada e aos senadores que votaram favoravelmente à proposta. “O povo merece respeito e conquistar esse respeito”, afirmou.

Fonte: G1 e ICL

Governo anuncia perdão de dívidas e pacote de estímulo para MEIs

“Vamos ajudar vocês a saírem do sufoco”, diz Lula ao anunciar pacote

O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de cinco medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs), com foco na redução do endividamento, ampliação do acesso a recursos para investimento, aumento do teto de faturamento e simplificação de regras para pequenos negócios.

A principal iniciativa é o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei complementar que prevê o perdão das dívidas acumuladas pelos MEIs com o governo federal. A proposta poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e alcançar aproximadamente R$ 12,6 bilhões em débitos acumulados.

Ao anunciar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a manutenção dessas dívidas dificulta o acesso ao crédito e o crescimento dos negócios. Segundo o presidente, a iniciativa busca permitir que os empreendedores retomem suas atividades em melhores condições.

“Nós vamos ajudar vocês a saírem do sufoco. Vamos dar oxigênio para vocês não morrerem asfixiados”, disse Lula durante a cerimônia de anúncio das medidas no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta também permitirá extinguir cobranças e ações judiciais relacionadas a esses débitos, além de retirar restrições decorrentes da inadimplência, possibilitando a regularização dos empreendedores perante o Poder Público.

Desenrola 3.0

Outra medida anunciada é a negociação das dívidas privadas dos MEIs. O governo pretende utilizar os instrumentos do Desenrola 3.0 para comprar débitos junto a bancos e instituições financeiras. Segundo Durigan, o estoque dessas dívidas soma cerca de R$ 6 bilhões.

A operação será realizada por meio de edital e exigirá descontos mínimos de 90% por parte dos credores. A expectativa é que a retirada simultânea das pendências públicas e privadas facilite o acesso dos empreendedores a novas linhas de crédito.

Pix MEI

O pacote também prevê a criação do Pix MEI, programa de transferência direta de recursos para investimento produtivo. A proposta é repassar até R$ 5 mil para aquisição de equipamentos e melhorias capazes de ampliar a produção, a renda e o faturamento dos negócios.

Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, o recurso não terá caráter de empréstimo e será acompanhado por ações de orientação e apoio aos beneficiários para a estruturação de projetos.

Teto de faturamento

Outra iniciativa é a ampliação do teto de faturamento anual do MEI, sem reajuste há oito anos. A proposta enviada ao Congresso prevê elevação para R$ 110 mil no próximo ano e para R$ 140 mil em 2028.

O governo argumenta que a atualização permitirá a expansão dos negócios sem que empreendedores precisem limitar atividades para permanecer enquadrados na categoria. Durante o anúncio, também foi mencionada a possibilidade de uma segunda contratação por parte dos MEIs.

Dispensa de nota fiscal para pessoa física

A quinta medida é um decreto para dar segurança jurídica à não obrigatoriedade de emissão de nota fiscal em operações com pessoas físicas.

A norma busca esclarecer dúvidas surgidas durante o debate das mudanças tributárias e também alcançará os chamados nanoMEIs, grupo com faturamento de até metade do teto da categoria.

Prosperidade
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia medidas para microempreendedores individuais (MEIs) em cerimônia no Palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ao encerrar o evento, Lula afirmou que as iniciativas resultaram de demandas apresentadas pelos próprios empreendedores e serão formalizadas por meio de projetos de lei e decretos.

“Essas soluções a gente vai encaminhando, vai transformando em projeto de lei, vai transformando em decreto.”

Segundo o presidente, o objetivo é criar condições para que mais brasileiros possam ampliar seus negócios, gerar renda e melhorar de vida.

“A palavra prosperidade não é privilégio, é direito de todo mundo prosperar.”

Fonte: Agência Brasil

Multidão ocupa Brasília pela reeleição de Lula e fim da escala 6 x 1

Nesta terça-feira (13), milhares de pessoas realizaram um ato em defesa da democracia e em apoio a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF).

A mobilização teve concentração a partir das 16h, no Museu da República, na área central de Brasília, e foi aprovada por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) na última quinta, durante assembleias organizadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Além da escala 6×1, o combate ao fascismo, e a defesa da soberania nacional, da democracia e da universidade pública estavam entre as pautas apresentadas pelos presentes na manifestação.

Os participantes se reuniram no local com manifestações de apoio ao presidente e à candidatura de Lula à reeleição; além de críticas à extrema direita. Profissionais da saúde, estudantes e movimentos sociais capitanearam o evento. Políticos ligados a Lula como a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), o deputado federal e ex-governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e os deputados distritais Fabio Felix (PSOL-DF) e Max Maciel (PSOL-DF) marcaram presença.

Ao longo da manifestação, os participantes cantaram “Olê, olê, olá, Lula, Lula” e entoaram palavras de ordem contra a escala 6×1. “Trabalhador, presta atenção: a escala 6 x 1 só é boa para o patrão”, cantou o grupo. Também houve gritos de “Ele não”, direcionados a Flávio Bolsonaro (PL).

Em publicação nas redes sociais, o DCE da UnB convocou estudantes a ocupar as ruas para enfrentar a extrema direita. A entidade também manifestou preocupação com possíveis ameaças à universidade pública e gratuita.

“Só existe uma forma de derrotarmos a extrema direita: é hora de retomar as ruas. Sabemos que as universidades correm o risco de deixar de existir, de serem privatizadas, de a educação pública e gratuita ser trocada por um projeto elitista e que cala as dissidências. Não vamos deixar”, disse o DCE da UnB nas redes sociais.

Fonte: Hora do Povo

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