MP notifica CBF em caso polêmico envolvendo presidente da Federação Alagoana de Futebol

Família poderosa na CBF movimenta milhões em emendas através do futebol

O Ministério Público do Estado cobra da CBF explicações após reportagem de Lúcio de Castro publicada no Lance! no dia 29 de abril. Entre os questionamentos, o órgão quer saber se a CBF tem conhecimento da utilização de recursos privados em atividades relacionadas à Federação Alagoana de Futebol (FAF). O MP-AL ainda indaga se a CBF exerce algum tipo de fiscalização ou acompanhamento financeiro das federações filiadas.

O suposto esquema de corrupção envolve a movientação de R$ 6 milhões em emendas parlamentares , desviados para institutos privados controlados pelo presidente da Federação Alagoana de Futebol – filho do atual diretor de futebol masculino da CBF.

No centro das investigações está Felipe de Omena Feijó, presidente da FAF desde 2015 e filho de Gustavo Feijó, atual diretor de futebol masculino da CBF e ex-presidente da federação alagoana. Segundo a reportagem, Felipe criou, em 2017, o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP), entidade privada vinculada à FAF e destinada, conforme o estatuto, a “gerenciar e receber recursos em nome da sócia instituidora”. Em 2022, também foi criado o Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa (IFAGP), posteriormente desvinculado da federação.

Em matéria exclusiva para o Lance!, o jornalista Lúcio de Castro revela como um sobrenome poderoso do futebol brasileiro opera uma verdadeira máquina de captação de recursos. Por trás de uma estrutura que movimentou mais de R$ 6 milhões em verbas públicas no último ano, surge um sistema de institutos privados que, segundo especialistas, funciona como um drible na transparência e um escudo contra dívidas fiscais milionárias. No centro dessa engrenagem está a herança política e esportiva da família Feijó, que mantém o controle da Federação Alagoana enquanto ocupa cargos estratégicos na cúpula da CBF. Entre emendas parlamentares e empréstimos pessoais do próprio presidente para a entidade, Lúcio de Castro expõe os bastidores de um modelo de gestão que desafia os mecanismos de controle e sobrevive em meio a um prontuário robusto de escândalos.

Fonte: Lance! e o jornal Extra

Contratação de terceirizados no lugar de concursados configura preterição arbitrária

A contratação precária de trabalhadores terceirizados para as mesmas atividades previstas em edital de concurso público, durante a validade do certame, configura preterição arbitrária. Como consequência do ato, a expectativa dos aprovados em cadastro de reserva transforma-se em direito à nomeação.

Esse foi o entendimento da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho para manter uma decisão que determinou a contratação de uma candidata aprovada em cadastro de reserva em um concurso da Petrobras.

O litígio começou após a trabalhadora ser aprovada na 29ª posição no certame promovido pela estatal em 2012 para o cargo de analista de sistemas júnior.

O edital previa apenas seis vagas imediatas e a empresa convocou os classificados até a 14ª colocação. No entanto, ainda durante o prazo de validade do concurso, a companhia contratou profissionais fornecidos por prestadoras de serviço terceirizadas para desempenhar funções idênticas às do cargo disputado.

A  candidata, então, ajuizou reclamação pedindo a admissão imediata. Ela argumentou que a contratação de terceirizados em número suficiente para alcançar a sua posição representou desrespeito ao concurso e preterição do seu direito.

A Petrobras, por sua vez, argumentou que a aprovação em cadastro de reserva gera apenas expectativa e que a terceirização é lícita, não havendo obrigação de convocar os classificados.

Em primeira instância, o juízo da 20ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro atendeu ao pedido da autora da ação. Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) reformou a sentença e julgou o pedido improcedente, afirmando que cabe ao empregador julgar a conveniência da admissão e que a terceirização é permitida pelo Supremo Tribunal Federal. O caso, então, chegou à 5ª Turma do TST.

Baliza do Supremo

O relator do recurso de revista, ministro Douglas Alencar Rodrigues, confirmou a derrota da empresa. O magistrado destacou que a jurisprudência se orienta pelo Tema 784 de repercussão geral do STF, que estabelece que o direito surge quando ocorre preterição imotivada por parte da administração.

“Quando há, todavia, na vigência do concurso público, a terceirização dos serviços para o desempenho das mesmas atividades previstas em edital, resta configurada a preterição dos candidatos aprovados, ainda que para preenchimento de cadastro de reserva”, apontou o ministro.

O relator explicou que as evidências atestaram a contratação pela Petrobras para as mesmas atribuições e em quantidade superior à classificação da candidata.

“Verifica-se, pois, que a decisão agravada encontra-se em conformidade com a tese jurídica fixada pelo STF no Tema 784, item III, não havendo como divisar ofensa aos artigos de Lei e da Constituição indicados.”

O voto do relator foi acompanhado pela ministra Morgana de Almeida Richa, ficando vencido o ministro Breno Medeiros.

RR 0010662-57.2013.5.01.0020

Fonte: Conjur

Aliança de FLavio Bolsonaro e Trump ameaça o Pix, que pode sofrer sanções dos EUA

Ministro da Fazenda afirma que receio existe por causa de questionamentos do governo Trump à ferramenta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (29) que o governo brasileiro tem um temor de que o Pix seja vinculado às facções criminosas, que os EUA agora classificaram como terroristas, e que o instrumento sofra sanções do governo americano.

Em entrevista à Globonews, ele explicou que o temor do Pix surgiu porque o instrumento já tem sido questionado nos Estados Unidos por diversas frentes desde o início da gestão do republicano Donald Trump. O sistema já é alvo da principal investigação comercial aberta contra o Brasil, iniciada no ano passado.

“Pode se considerar, a partir de alguma informação que chegue aos Estados Unidos, que as facções criminosas estão usando o Pix. Assim, que haja um ataque ao Pix, uma suspensão, e que empresas que usem o Pix sofram punições”, explicou o ministro. “Faremos todo o esforço e não haverá prejuízo ao uso do Pix pela população brasileira”, complementou.

Técnicos do governo ouvidos pela Folha afirmam que um efeito sobre o Pix só ocorreria em um caso extremo, caso o governo americano entenda que a ferramenta de transação instantânea facilita a movimentação financeira das facções criminosa.

Ontem, os Estados Unidos decidiram classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, em medida que passa a valer em 5 de junho.

A medida tomada pelos Estados Unidos, disse o ministro, pode comprometer a economia brasileira e causar uma queda no investimento estrangeiro direto, que “pode ficar comprometido”. Além disso, falou que há um receio de que se impute ao Brasil, de forma artificial, de que há um risco “diferente do que existia antes”.

O ministro da Fazenda também defendeu uma maior cooperação entre as autoridades brasileiras e as americanas no combate ao crime organizado. Segundo ele, a operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e no sistema financeiro, é um exemplo de que as forças policiais brasileiras já estão combatendo as facções criminosas.

Tanto a Fazenda quanto o Banco Central, ele informou, tem conversado desde esta quinta com o sistema financeiro para que não haja diminuição de nota pelas agências de classificações de risco, bem como impacto aos bancos e fintechs.

Fonte: ICL

OSAMAS À CANARINHO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 31 de Maio/ 2026

O mês de Maio, conhecido como o mês do trabalhador, acabou, mas antes do seu término a Câmara dos Deputados votou o Fim da Escala 6×1 e o resultado foi um chocolate de 472 a favor e 22 contra a PEC. Os tempos são outros e a Direitinha Golpista tenta convencer a população que trabalhar mais é sinônimo de mais produtividade e prosperiade. Seria o mesmo que convencer o Neymar que vai para Copa do Mundo a jogar todos os jogos sem descanso, correndo os 90 minutos por todo campo ininterruptamente na velocidade 5 do Mc Creu. Com esse esforço seu time seria campeão e ele o artilheiro do evento.Será?
O povo não é bobo, pelo menos uma parte não é, pois não dão ouvidos aos espertalhões que labutam na escala 3×4 e suas únicas metas é tentar fazer o povo de otário, servindo em suas redes sociais um banquete regado com muito capim gourmet e vários drinques de detergente das melhores safras “ypesianas” como bebida requintada!

Por falar em espertalhões, os três patetas da Extrema Direita atacaram novamente. Depois de convencerem Donald Trump a impor um Tarifaço ao Brasil, Eduardo e Flavio Bolsonaro na companhia de Paulo Figueiredo estiveram na Casa Branca para que Trump classificasse o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas e assim foi feito. Agora CV e PCC se tornaram a Al Qaeda e o Estado Islâmico das terras tupiniquins, Fernandinho Beira Mar atende pelo nome de Abu Bakr al-Baghdadi e Marcola agora é Osama Bin Laden, isso na cabeça dos bolsonaristas; e é esse é o que os EUA sempre quiseram, apoio de parte da população, pois agora usarão dessa nova classificação para fazer com o Brasil o mesmo que fizeram no Iraque, Afeganistão, Palestina, Venezuela e no Irã com objetivos muito claros, livrar o povo do seu petróleo, afastar a nação das suas riquezas naturais, reorganizar suas crenças, aniquilar sua cultura e costumes, implantar o capitalismo do “sonho americano” e assassinar com bombas e mísseis milhares de civis, mulheres, idosos e crianças em escolas, hospitais e igrejas alegando que são todos terroristas.
Filme repetido, mas que agora bate em nossa porta, mas ainda bem que não temos petróleo, nem riquezas naturais, somos fiéis às nossas crenças, cultura e costumes e Trump sabe que somos capitalistas ou será que o Flavio Bolsonaro disse ao Larajão que no Brasil só tem comunistas? Agora fiquei pensativo!

Pra finalizar; Lula mais uma vez terá que desfazer as ações criminosas e inconsequentes da familia bolsonaro e a defesa da soberania não é apenas sair às ruas vestido de verde e amarelo enrolado na bandeira nacional, mas convencer a nação mais poderosa do mundo que os únicos terroristas brasileiros estão na Papuda, outros estão numa ala do Congresso e os demais em mansões compradas com dinheiro de banqueiro preso ou estão rodando os portões da Casa Branca garimpando uma oportunidade pra lamber as botas do Trump. Disse botas, mas na verdade eu queria dizer bo…!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 286

O FIM DA AVENTURA BOLSONARISTA NO PODER

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Surpresa zero em relação ao áudio do Senador Flávio Bolsonaro pedindo a “bagatela” de R$ 134 milhões ao maior estelionatário da história brasileira, o “banqueiro” e CEO do Banco Master Daniel Vorcari, preso por inúmeros crimes que causaram um imenso prejuízo a economia popular brasileira. Estamos falando de, no mínimo, R$ 12 bilhões saqueados de pequenos investidores e poupadores, sem esquecermos dos contribuintes do INSS. A publicação do vídeo no qual o Flavinho do Master pede com imensa facilidade e sem desfaçatez milhões de reais é de irrefutável contestação e revela, de forma inequívoca e irreversível, as relações promíscuas entre a família Bolsonaro e o que existe de mais podre no mundo da criminalidade no Brasil.

A celebre frase de Willian Shakespeare no primeiro ato da sua famosa peça Hamlet, na qual afirma que ” há algo de podre no reino a Dinamarca”, expressa resumidamente o contexto da existência de um Estado corrupto, com forte desvio de conduta moral e dominado pelo tráfico de influência. A frase transformou-se, ao longo do tempo, em um provérbio que traduz um sentimento de desconfiança em relação a idoneidade, a ética e a seriedade do poder de Estado, sobretudo referente à corrupção institucional e a crise moral dos governantes. Quando se fala do poder do Estado, estamos nos referindo a todos os poderes constituídos da república: executivo, legislativo e judiciário.

Este episódio envolvendo o filho escolhido por Jair Bolsonaro para representar a família nesta eleição, Flávio Bolsonaro, que está no epicentro de um dos maiores escândalos políticos da história brasileira, não representa nenhuma surpresa para mim. Como militei e fiz política por muitos anos no Rio de Janeiro e fui até candidato a prefeitura na capital do estado, não poderia, em hipótese alguma, desconhecer a natureza e vocação criminosa dos membros desta família.

O envolvimento de Flávio Bolsonaro com o maior estelionatário da república em todos os tempos, o criminoso Daniel Vorcaro, aquele que se dizia banqueiro, sempre foi algo esperado e eu diria que até um desfecho óbvio. As desculpas esfarrapadas de Flávio Bolsonaro, na tentativa de desmentir e se desvincular do bandido do Banco Master, serviram muito mais para complicar e confirmar cada vez mais a vida do candidato a presidente do PL, revelando suas depravadas e despudoradas relações, que ultrapassaram até mesmo suas confirmadíssimas ligações com as milícias cariocas, particularmente com o “Escritório do Crime “, integrada por milicianos de Rio das Pedras e que atua majoritariamente na maior comunidade da cidade do Rio de Janeiro.

Este escândalo de proporção mundial, muito provavelmente inicia a derrocada definitiva do bolsonarismo da centralidade da política nacional, cujo maior legado para a extrema direita, será o de ter dado voz aos neofascistas tupiniquins, até então execrados pela sociedade brasileira. Um legado de deservico ao país, marcado por uma síntese de ineficiência de gestão institucional, total falta de qualificação administrativa e distorção de valores humanísticos universais, tudo isso associado a um permanente ataque e desrespeito aos princípios do chamado Estado Democrático de Direito. O Brasil levará ao menos uma geração para se recuperar deste acidente histórico, fruto da nazificação de setores do judiciário, do empresariado, da política e da mídia nacional.

Acho muito pouco provável, com a enorme profusão de provas que colocam Flávio Bolsonaro praticamente no colo de Vorcaro, que a sua candidatura ao Palácio do Planalto seja mantida. Perdeu completamente a funcionalidade ante o pragmatismo do “centrão”, que avalisava esta empreitada, mesmo com um candidato tão inexpressivo e despreparado, envolvido em dezenas de falcatruas, a exemplo das Rachadinhas, lavagem de dinheiro em loja de chocolate ou compra de 51 imóveis de luxo em dinheiro vivo.

A única única “serventia” de Flávio era a de trazer o sobrenome Bolsonaro para o enfrentamento contra a candidatura à reeleição de Lula, um dos líderes mais respeitados mundialmente na atualidade. Com os últimos acontecimentos revelados pelo The Intercept, atrelar o nome a Flávio Bolsonaro, a esta altura do campeonato eleitoral, é praticamente um suicídio político para as candidaturas aos governos estaduais, senado, Câmara dos deputados e assembleias legislativas, dos candidatos do radicalismo direitista e do poderoso centrão.

O vácuo do Master também levará de arrastão muitos nomes atrelados ao bolsonarismo, a exemplo dos ex-governadores Ibaneis Rocha, de Brasília e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e muitos prefeitos e ex-prefeitos, como o senhor João Henrique Caldas, de Maceió, que se esconde atrás do Biombo JHC, que correm sérios riscos de encerrarem suas carreiras políticas em presídios, fazendo companhia ao presidiário Jair Bolsonaro. O mais encalacrado com o maior caso de corrupção financeira da história do Brasil, quiçá do mundo, que com certeza já atingiu a marca dos R$ 12 Bilhões, mas que poderá ultrapassar o assombroso montante de mais de R$ 50 Bilhões, é, sem dúvida, o liliputiano ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

Dentre os prefeitos e ex-prefeitos de capitais, um se destaca em particular: o ex-prefeito de Maceió, que atende pela alcunha de JHC. Este homúnculo público, que chegou até a chefia de uma pequena prefeitura de capital por ser integrante de um clã político altamente questionável moralmente, mas alicerçado no poder político oligárquico e financeiro, deverá responder por várias acusações de malversação e apropriação indébita (artigo 168 do Código Penal), que caracterizam claramente a situação de indevido desvio do dinheiro público. As ações do ex-prefeito devem ser investigadas com rigor, inclusive em relação aos estratoféricos shows multimionarios de cantores sertanejos, pagos sem licitação e aprovação legislativa. Uma verdadeira farra com o dinheiro do povo.

Dificilmente este cidadão sairá ileso das gravíssimas denúncias de falcatruas em parceria com o mafioso Daniel Vorcaro, que desviaram aproximadamente R$ 117 milhões do IPREV – Instituto de Previdência dos Servidores Público de Maceió, cujos investimentos no Banco Master foram realizadas de forma fraudulenta e ao arrepio da legislação, sem a devida aprovação legal do conselho do referido instituto, e pior, realizado mediante falsificações de assinaturas autorizativas para que está aplicação fosse concretizada, causando um milionário prejuízo aos munícipes pagadores de impostos maceioenses.

Que a Polícia Federal continue fazendo do seu serviço, investigando e colocando na cadeia toda esta plêiade de aventureiros e carreiristas que surgiram na vida pública brasileira, sobretudo na sequência da ascensão do bolsonarismo em todo o Brasil. Precisamos limpar os poderes executivos e legislativos desses predadores dos recurso públicos, que devem ser destinados a melhorar a qualidade de vida da população, sobretudo dos mais pobres, com investimentos em educação, saúde, segurança pública e alimentar, cultura e moradia, dentre outros. O fim da aventura bolsonarista nos poderes constituídos é apenas um primeiro passo neste processo de resignificação e limpeza da atividade política em nosso país.

Patrões e bolsonaristas armam contraofensiva para manter escala 6×1 no Senado

Na noite de quarta-feira (27/5), Câmara dos Deputados aprovou por 469 x 19 votos projeto de emenda constitucional que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho para 40h semanais. A vitória foi comemorada pelo país e é resultado da pressão popular, do engajamento do governo Lula (PT), das mobilizações de rua, dos debates realizados em associações, Câmaras de Vereadores, das ações realizadas na base das categorias pelos sindicatos e do medo da maioria reacionária do Congresso de ser punida nas eleições de outubro. Mas nada está resolvido, o projeto precisa ser aprovado no Senado e já conta com a reação dos empresários e da oposição. Vale lembrar que por ser emenda constitucional Lula não pode vetar o resultado final.

O texto prevê a extinção imediata da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e estabelece um período de 14 meses para a redução da jornada para 40h, com redução de duas horas também de forma imediata. O projeto garante dois dias de descanso, um dos quais preferencialmente aos domingos. Se aprovada, esta medida beneficiará mais de 30 milhões de trabalhadores.

O debate sobre o fim da 6×1 está presente na mesa das famílias, nos locais de trabalho e escolas. Nas panfletagens, o apoio de mais de 70% do povo ao fim da 6×1 e à redução da jornada se confirma, pessoas voltam para pegar panfletos e estudantes pegam e avisam que vão levar para casa. O medo do Congresso inimigo do povo não é de graça.

Há problemas no projeto. Apesar dele não especificar nenhuma compensação aos patrões, ele prevê uma lei ordinária que poderia enviar dinheiro público ou estabelecer novas isenções ficais. Além disso, o fim do controle de jornada para quem ganha mais de R$ 21 mil e tem nível superior também preocupa.

36 senadores preparam um golpe e empresários querem jogar para depois das eleições; pressão deve aumentar!

Deputados da oposição já anunciaram o compromisso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), de dar tramitação a uma PEC que esvaziaria o fim da escala 6×1 e a redução da jornada.

A PEC 12/2026, assinada por 36 senadores da oposição, entre eles Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e seu coordenador de campanha Rogério Marinho (PL/RN), permite contratação por hora, “negociada” diretamente entre patrão em empregado, acarretando salários abaixo do mínimo nacional e constitucionalizando o negociado sobre o legislado aprovado na reforma trabalhista de 2017 esvaziando o projeto aprovado na Câmara.

Já Paulo Skaf, presidente da Fiesp, junto com outros empresários cinicamente criticou o “açodamento” na discussão do projeto do fim da 6×1. Ocorre que faz 37 anos que na Constituinte de 1987-1988 se discutia a redução da jornada de 48h semanais para 40h, acabaram ficando as atuais 44h. O que os empresários querem é jogar a votação do Senado para depois de outubro, quando reduzir a pressão eleitoral e tentar enterrar a mudança.

Seguir nas ruas para acabar com a 6×1 e reduzir a jornada

A pressão sobre o Senado deve prosseguir, seja para garantir o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, seja para impedir o andamento do PL 12/2026. Os senadores devem ser pressionados, é hora de novos atos de rua, panfletagens nas categorias, paralisações em entradas de turno organizasdas pelos sindicatos e debates com o povo para enterrar de vez a 6×1 e conquistar mais tempo de descanso.

Marcelo CarliniDireção Estadual do PT/RS

Fonte: Petista.org.br

Rebelião popular na Bolívia

A imposição de uma agenda de choque ultraliberal reacende a histórica tradição de auto-organização popular boliviana, desafiando os limites da política institucional na América Latina

Por EVERALDO DE OLIVEIRA ANDRADE (professor do Departamento de História da USP. Autor, entre outros livros, de Bolívia: democracia e revolução. A Comuna de La Paz de 1971 [Alameda])

1.

A Bolívia volta a ocupar o centro da cena política latino-americana. Greves, bloqueios de estradas, marchas populares e assembleias de base atravessam o país em uma nova onda de mobilizações sociais contra o governo de Rodrigo Paz. Mais do que uma explosão conjuntural de descontentamento econômico, a crise atual revela contradições acumuladas ao longo de duas décadas e recoloca em movimento uma das mais profundas tradições de luta popular do continente.

A eleição de Rodrigo Paz ocorreu em meio ao desgaste político do bloco construído em torno de Evo Morales e do Movimiento al Socialismo desde 2006. Durante quase vinte anos, o MAS foi capaz de derrotar eleitoralmente as agendas neoliberais tradicionais, ampliar direitos sociais, fortalecer a presença estatal sobre recursos naturais estratégicos e criar empresas públicas fundamentais para a economia do país.

Ao mesmo tempo, porém, o projeto político do MAS buscou permanentemente uma estratégia de conciliação com setores empresariais e do agronegócio boliviano. A nova Constituição de 2009, apesar de incorporar importantes demandas indígenas e populares, já expressava os limites desse pacto. As políticas neodesenvolvimentistas implementadas nos anos seguintes permitiram crescimento econômico e certa estabilidade social, mas mantiveram forte dependência da exportação de commodities, especialmente do gás natural.

A crise internacional de 2008 atingiu duramente essa base econômica. O projeto de diversificação produtiva não chegou a produzir efeitos estruturais duradouros, e os limites do modelo tornaram-se cada vez mais evidentes. Paralelamente, medidas de ajuste implementadas ainda sob os governos do MAS, sobretudo durante a gestão econômica de Luís Arce, aprofundaram o desgaste junto a setores populares urbanos e camponeses.

Foi nesse cenário de fragmentação política e insatisfação social que Rodrigo Paz construiu sua vitória eleitoral, apresentando-se como alternativa de renovação política. Mas o novo governo rapidamente abandonou qualquer ambiguidade. Seu alinhamento com o programa liberal continental e com a extrema direita latino-americana tornou-se imediato.

2.

O decreto 5503 inaugurou um conjunto de medidas de choque contra a economia popular. Em seguida, o governo aderiu ao projeto “Escudo das Américas”, impulsionado pelos Estados Unidos, aprofundou cortes nos subsídios aos combustíveis e promoveu a chamada Lei 1720, que facilitava a concentração fundiária e ameaçava diretamente as terras comunitárias indígenas e camponesas ao permitir sua financeirização. A forte reação popular obrigou o governo a recuar parcialmente e revogar a legislação.

Ainda assim, a deterioração das condições de vida continuou avançando. Inflação, desemprego, queda do poder de compra e aumento do custo dos combustíveis produziram um cenário explosivo. O estopim veio em 1º de maio, quando o governo se recusou a conceder reajuste salarial. A partir daí, multiplicaram-se as mobilizações em todo o país.

Trabalhadores urbanos, camponeses, organizações indígenas, transportistas e sindicatos passaram a organizar marchas, paralisações e bloqueios de estradas. A Central Obrera Boliviana apresentou uma pauta unificada de 22 pontos em defesa dos salários, contra privatizações e medidas liberais, incorporando também a exigência de renúncia do presidente.

A dimensão continental da crise boliviana é evidente. Rodrigo Paz converteu-se rapidamente em aliado estratégico do projeto hemisférico impulsionado por Donald Trump e pela extrema direita latino-americana. A integração da Bolívia ao “Escudo das Américas” não possui apenas dimensão militar ou diplomática: trata-se da tentativa de enquadrar recursos estratégicos do país – gás, lítio, terras raras e territórios agrícolas – aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e das grandes corporações multinacionais.

As elites bolivianas historicamente mantiveram profunda dependência econômica e política em relação ao capital internacional. Os grandes proprietários do agronegócio em Santa Cruz e grupos financeiros urbanos acreditavam que a vitória eleitoral de Paz permitiria desmontar rapidamente as conquistas sociais e os mecanismos de organização popular construídos desde as jornadas insurrecionais da Guerra da Água e da Guerra do Gás, no início dos anos 2000.

Mas a atual rebelião demonstra justamente o contrário. A tradição de luta popular boliviana permanece viva. Os bloqueios e assembleias populares reaparecem como instrumentos centrais de resistência e auto-organização.

Os chamados comitês de bloqueio surgidos em regiões como El Alto, Senkata, Ventilla e Puente Vela possuem enorme significado político. Esses espaços articulam trabalhadores urbanos, camponeses, povos indígenas e setores populares em formas de deliberação coletiva e coordenação territorial profundamente enraizadas na história boliviana.

Não se trata apenas de instrumentos táticos de mobilização. Sua emergência revela a permanência de tradições de democracia direta e organização comunitária que remontam à Revolução de 1952, à Comuna de La Paz de 1971 e às grandes jornadas populares do início do século XXI.

3.

Esses organismos expressam uma crítica prática à burocratização de parte da Central Obrera Boliviana e de importantes sindicatos históricos. A pressão das bases e o desenvolvimento de formas autônomas de organização impulsionam uma possível recomposição do caráter combativo do movimento operário boliviano.

A própria pauta de 22 pontos da COB demonstra esse movimento ao conectar reivindicações econômicas imediatas – salários, subsídios, defesa dos serviços públicos – com uma luta política aberta contra o governo.

A experiência boliviana recoloca no centro da discussão latino-americana uma questão decisiva: os limites das estratégias exclusivamente institucionais diante do avanço da extrema direita. As eleições seguem sendo terreno importante de disputa, mas encontram-se cada vez mais condicionadas pelo poder econômico, pelo controle das plataformas digitais e pela intervenção geopolítica das grandes potências.

A vitória de Rodrigo Paz capturou momentaneamente a crise do bloco popular organizado em torno do MAS, mas não eliminou as transformações sociais e políticas produzidas desde 2006. O próprio MAS carrega limites profundos em seu modelo econômico e em suas práticas políticas, porém consolidou-se historicamente como principal instrumento de oposição às agendas neoliberais da direita boliviana.

O grande erro do novo governo foi imaginar que sua vitória eleitoral representava autorização irrestrita para aplicar um programa ultraliberal de choque. A resposta popular recoloca em cena a memória das jornadas de 2003, que derrubaram Gonzalo Sánchez de Lozada após as guerras da água e do gás e abriram caminho para a ascensão de Evo Morales.

Para o Brasil e para toda a América Latina, a rebelião boliviana traz uma lição política central: a resistência às agendas ultraliberais e autoritárias depende da capacidade de organização da classe trabalhadora, da unidade entre sindicatos, movimentos populares e coletivos territoriais, e da construção de formas concretas de poder social enraizadas nas necessidades das maiorias exploradas e oprimidas.

Fonte: O Trabalho

Câmara aprova PEC da imunidade tributária às igrejas que pode favorecer crimes e lavagem de dinheiro

Segundo especialistas, a PEC que permite a imunidade tributária para bens e serviços poderá, inclusive, ser utilizada indevidamente por organizações criadas apenas para obter benefícios fiscais.

E pior, segundo o deputado federal Pedro Uczai, a PEC pode abrir espaço para práticas ilegais e favorecer esquemas de lavagem de dinheiro por meio de instituições religiosas. “O texto abre possibilidade para diferentes empresas utilizarem denominações religiosas para esconder abusos, crimes e lavagem de dinheiro”, afirmou.

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos nesta quinta-feira (28) a PEC 5/2023, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e relatoria de Dr. Fernando Máximo (PL-RO), que amplia a imunidade tributária para a aquisição de bens e serviços por igrejas e demais templos religiosos.

A matéria recebeu orientação favorável do PL e do bloco União-PSD-MDB-PP-PSDB-Podemos-Republicanos; e contrária da federação PT-PCdoB-PV e da federação Psol-Rede, com liberação das demais bancadas. No primeiro turno, a PEC recebeu 385 votos favoráveis e 93 contrários. No segundo, foram 368 a 96.

A sessão foi presidida pelo presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Gilberto Nascimento (Podemos-SP). O texto segue ao Senado.

Fonte: Redação com Brasil 247 e Congresso em Foco

Lula: “privatização da Eletrobras foi o maior roubo da história do Brasil”

Em Manaus, presidente critica venda da Eletrobras e anuncia investimentos da Petrobras e da Transpetro no Amazonas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (27), em Manaus, que a privatização da Eletrobras foi “o maior roubo da história desse país”. A declaração ocorreu em discurso durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras e da Transpetro no Amazonas, em evento no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia.

Lula defendeu que empresas públicas estratégicas, como a Petrobras, devem atuar de acordo com os interesses do Brasil. Segundo o presidente, a estatal não pode avaliar seus projetos apenas pela lógica empresarial, mas também pela capacidade de gerar empregos, desenvolver tecnologia e formar profissionais no país.

“A Petrobras não tem que pensar só na Petrobras enquanto empresa. A Petrobras tem que pensar no Brasil. O Brasil é dono dela, não é ela que é dona do Brasil. Não é o que a Petrobras precisa; é o que o Brasil precisa”, afirmou Lula.

O presidente citou a construção de barcaças no Amazonas como exemplo de investimento que pode fortalecer a indústria nacional. Para ele, importar equipamentos que o Brasil tem condições de produzir significaria abrir mão de empregos e conhecimento tecnológico.

“Se a gente não fizer as barcaças aqui, a gente não gera emprego, não gera conhecimento tecnológico, não forma bons profissionais”, disse. “Não tem por que a gente importar. O minério de ferro é nosso, a siderúrgica é nossa, o estaleiro é nosso, a Petrobras é nossa. Por que a gente tem que comprar dos outros?”.

Lula também recuperou a história da criação da Petrobras, em 1953, e afirmou que setores da elite brasileira se opunham à formação da estatal porque defendiam a continuidade da importação de petróleo dos Estados Unidos. O presidente mencionou ainda tentativas anteriores de venda da empresa e a proposta de mudança de nome para Petrobrax.

Ao criticar privatizações realizadas no setor energético e de combustíveis, Lula citou a venda da BR Distribuidora e questionou os resultados da operação para o país. “Alguém pode me explicar o que o Brasil ganhou quando privatizaram a BR?”, afirmou.

Na sequência, o presidente direcionou a crítica à privatização da Eletrobras. “Eu vou dizer para vocês o que é a privatização: a privatização que eles estão fazendo, como fizeram com a Eletrobras, foi o maior roubo da história desse país a privatização da Eletrobras”, declarou.

Lula afirmou que a Eletrobras era a maior empresa de energia do país e criticou a diferença entre a remuneração da presidência da companhia antes e depois da privatização. “A maior empresa de energia que a gente tinha foi vendida na bacia das almas e o salário do presidente da Eletrobras quando era do governo era de R$ 60 mil por mês. Hoje é de R$ 360 mil a R$ 500 mil. Cadê a moralização?”, questionou.

O evento em Manaus marcou o anúncio de um pacote de investimentos da Petrobras no Amazonas, estimado em R$ 2,8 bilhões até 2030. Os recursos envolvem a retomada da expansão da produção de gás natural no Polo Urucu, em Coari, e a renovação da frota logística da Transpetro.

A programação prevê a construção de 18 barcaças no estado. O investimento total previsto para o Amazonas supera R$ 2,8 bilhões ao longo dos próximos cinco anos, segundo o anúncio feito na cerimônia, que contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Fonte: Brasil 247

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