Centrais sindicais ampliam pressão no Senado pela aprovação do fim da escala 6×1

Mobilização em Brasília busca aprovar redução da jornada sem corte salarial; Flávio Bolsonaro tenta impedir votação antes do segundo turno das eleições

As centrais sindicais vão reforçar a mobilização em Brasília para pressionar o Congresso a aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários. A iniciativa ocorre na semana em que o Senado pode realizar a votação do texto em primeiro turno.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a decisão foi tomada em uma reunião das direções nacionais das entidades sindicais na sexta-feira (9). O objetivo é ampliar o apoio à proposta e pressionar por sua votação em meio à resistência de senadores da oposição.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, defendeu que o calendário eleitoral não adie a análise da mudança na jornada de trabalho.

“Os benefícios aos trabalhadores devem ser ampliados. É uma luta constante em torno da redução de jornada e fim da escala 6×1. Votar agora seria fundamental, independente da agenda eleitoral”, afirmou.

A manutenção dos salários é um ponto central da reivindicação das entidades. As centrais defendem que a redução do tempo de trabalho, com o encerramento do regime de seis dias de atividade para um de descanso, seja aprovada sem perda de renda para os trabalhadores.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessões para discutir e votar a PEC. A aprovação em primeiro turno, caso ocorra, ainda não encerra a análise: o texto precisa passar por uma segunda votação.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições. Para acelerar a tramitação, recolhe assinaturas para um requerimento que pode antecipar a votação.

A oposição, por sua vez, articula-se para impedir que a PEC seja submetida ao plenário. De acordo com a Painel, senadores contrários à mudança esvaziaram sessões nos últimos dias para dificultar o cumprimento da exigência regimental de realização de cinco sessões antes da votação.

Essa disputa pelo andamento da proposta coloca o calendário do Senado no centro da mobilização sindical. Enquanto as entidades pressionam pela redução da jornada com preservação dos salários, a realização das sessões exigidas permanece como uma etapa necessária para levar o texto à votação.

Fonte: Brasil 247

Lula e Cadu reúnem mais de 100 mil pessoas em passeata histórica em Natal

A cidade de Natal vivenciou um ato histórico na manhã deste sábado (10) quando mais de 100 mil pessoas foram às ruas do bairro Alecrim para acompanhar Cadu de Lula e o presidente Lula na maior passeata registrada na história política do Rio Grande do Norte.

O trajeto na Avenida Coronel Estevam foi marcado por um verdadeiro mar vermelho, que formou um corredor refletindo a emoção e a esperança do povo potiguar de viver dias ainda melhores com Cadu governador e Lula presidente. Caravanas de cidades de várias regiões do estado estiveram presentes compartilhando o desejo de não deixar o Brasil e nem o Rio Grande do Norte retrocederem.

“Essa é, sem sombra de dúvidas, a maior mobilização popular que Natal já viu. O Nordeste está dizendo ao Brasil que nós não vamos retroceder. O Nordeste vai continuar sendo prioridade para o Brasil com Lula presidente”, disse Cadu em meio ao povo.

“Essa é a passeata da vitória de Cadu. Essa é a passeada da vitória, da manutenção de todas as obras de infraestrutura no Rio Grande do Norte. Essa é a passeata da soberania nacional. A riqueza do Brasil é do povo brasileiro”, destacou o presidente Lula.

Fonte: Blog do Barreto

Flávio Bolsonaro quer retomar política de armas do pai para abastecer de novo o crime organizado

Candidato da extrema direita promete derrubar restrições de Lula para armamentos e facilitar porte; estudo associa flexibilização anterior ao aumento do poder de fogo de criminosos

Flávio Bolsonaro (PL) sinalizou que pretende retomar a política armamentista do pai caso seja eleito presidente. A proposta recoloca em discussão um modelo que ampliou o acesso a armas e que, segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz, ajudou a abastecer o crime organizado com armamentos mais modernos e potentes. No entorno do candidato, a promessa é desfazer restrições adotadas pelo Governo Lula.

Questionado pela Folha de S.Paulo na quarta-feira, 7, sobre o retorno dessa política, o candidato respondeu: “Legítima defesa tem que voltar, né? Só quem tá armado é bandido”. Flávio não detalhou as medidas que adotaria nem confirmou quais decretos revogaria. A declaração, porém, acompanha promessas explícitas de flexibilização feitas por seu aliado, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Aliado quer porte de arma como CNH

Durante a Shot Fair Brasil, realizada em julho, em São Paulo, Bilynskyj prometeu ao setor a reversão das medidas de controle adotadas desde 2023. “A gente vai revogar todos os decretos do Lula sobre tiro”, afirmou, conforme reportagem da Folha.

O deputado mencionou a volta do calibre 9 mm à categoria de uso permitido, do porte de trânsito e dos clubes de tiro funcionando 24 horas. Também prometeu eliminar limites de armas, a divisão de atiradores em níveis e a exigência de frequência regular à prática esportiva.

A flexibilização pretendida vai além de decretos. Bilynskyj propõe retirar do Estatuto do Desarmamento a exigência de comprovação de efetiva necessidade para obter o porte. Em declaração reproduzida pelo portal MundoBA, resumiu o objetivo: “Removendo a efetiva necessidade [da legislação], o porte de arma vira CNH”.

Pelo modelo descrito pelo parlamentar, permaneceriam exigências como ausência de antecedentes criminais e aprovação em testes. A mudança seria eliminar a necessidade de demonstrar por que a pessoa precisa andar armada.

Mais poder de fogo para o crime

Os efeitos da política que o grupo pretende recuperar já foram documentados. A pesquisa “Arsenal do Crime”, do Instituto Sou da Paz, analisou 255.267 armas apreendidas entre 2018 e 2023 no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A participação do calibre 9 mm nas apreensões passou de 7,4% para 18,8% no período. Também houve crescimento de 55,8% nas apreensões de fuzis, submetralhadoras e metralhadoras. Segundo o instituto, o afrouxamento das regras a partir de 2019 facilitou o acesso a armas que acabaram abastecendo organizações criminosas.

O problema inclui falhas na verificação de quem poderia adquirir armamento. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União sobre o período de 2019 a 2022, revelada pelo Estadão, identificou 5.235 pessoas em cumprimento de pena que puderam obter, renovar ou manter certificados de registro. Desse total, 1.504 já tinham processos de execução penal ativos quando apresentaram a documentação ao Exército; as demais foram condenadas posteriormente e não tiveram os registros cancelados.

A expansão deixou um estoque expressivo. Dados da Polícia Federal citados pela Folha apontam 1,6 milhão de armas registradas em nome de caçadores, atiradores e colecionadores, os CACs. Em 2018, antes do governo Bolsonaro, eram 350.683. Os números retratam o crescimento acumulado até o levantamento atual, não apenas os quatro anos daquela gestão.

A violência armada também atinge as mulheres. A quinta edição do estudo “Pela Vida das Mulheres”, do Sou da Paz, aponta que 47% dos 3.642 homicídios de mulheres registrados em 2024 foram cometidos com armas de fogo. O levantamento recomenda reduzir o acesso de agressores a armamentos e fortalecer a rede de proteção.

Lula retomou a fiscalização

As promessas do aliado de Flávio atingem medidas adotadas por Lula para reconstruir o controle sobre armas e munições. O Decreto 11.615, de julho de 2023, estabeleceu a comprovação de efetiva necessidade para a aquisição de armas de uso permitido e limitou a compra para defesa pessoal a duas unidades, com até 50 munições por arma ao ano.

A norma também exige capacidade técnica, aptidão psicológica e armazenamento seguro, com medidas para impedir que crianças, adolescentes e pessoas civilmente incapazes tenham acesso ao armamento.

Outra mudança foi a transferência das atribuições de registro, controle e fiscalização dos CACs do Exército para a Polícia Federal, iniciada em julho de 2025. A medida passou a concentrar na corporação funções importantes para verificar documentos e identificar irregularidades.

Esse trabalho continua. Em 30 de setembro de 2026, a PF cumpriu buscas em Osasco e Carapicuíba, em São Paulo, na Operação Guardiões de Fogo. Segundo a investigação, um suspeito teria utilizado documentação fraudulenta para conseguir registro de CAC e burlar os requisitos de aquisição e manutenção de armas.

Ao lançar o Programa de Ação na Segurança, em julho de 2023, Lula resumiu a orientação do governo: “Quem tem que estar bem armado é a polícia brasileira, as forças armadas brasileiras”.

Centena de milhares pessoas nas ruas da França por melhores condições nas escolas

As manifestações por mais professores e melhores condições nas escolas reuniram mais de 100 mil pessoas na França nesta quinta-feira (8), segundo o Ministério do Interior. Estudantes bloquearam unidades de ensino e ocuparam as ruas de diversas cidades, mantendo a pressão sobre o governo após três semanas de mobilização.

Na terça-feira, 6 de outubro, cerca de 450 mil estudantes secundaristas, universitários, professores, pais, sindicalistas e trabalhadores em geral, foram às ruas na França atendendo ao chamado das organizações juvenis e centrais sindicais. Antes disso, já haviam ocorrido duas grandes manifestações nacionais em 29 de setembro e 1º de outubro. A pauta central é o direito básico de estudar. Salas de aula superlotadas, falta de professores e dificuldades para encontrar estágio (obrigatório no país) são os principais motores dos atos.

Na mesma semana, o governo Macron apresentou um projeto de Orçamento para 2027 com 54 bilhões de euros (R$ 301,6 bilhões) a menos destinados a escolas, hospitais, seguridade social e aposentadorias, enquanto prevê 6 bilhões de euros (R$ 33,5 bilhões) à mais para as Forças Armadas, em meio à guerra na Ucrânia e à pressão de Donald Trump para ampliar os gastos militares.

A revolta da juventude foi respondida com forte repressão policial. O próprio governo afirma que prendeu 6.877 pessoas desde o início dos protestos, há duas semanas, 86% das quais menores de 18 anos. As federações sindicais de professores, convocaram para se colocar ao lado dos alunos.

Na quinta-feira, na Praça da Bastilha no Centro de Paris, dezenas de milhares de jovens bloquearam tudo com o apoio de professores. Jean-Luc Mélenchon, candidato à presidência pela França Insubmissa (LFI), foi aclamado e declarou que os estudantes haviam “retomado a Bastilha”, cenário da Revolução Francesa de 1789.

Deputados da LFI e o seu prefeito Bally Bagayoko, de Saint-Denis, também apoiaram e participaram dos atos para os jovens da repressão. A foto do prefeito pondo o corpo em frente das tropas de choque rodou o mundo. A LFI é acusada de instrumentalizar as mobilizações e incitar à violência. Macron teme e tenta impedir qualquer união entre juventude e trabalhadores.

No mesmo dia, o ministro da Educação prometeu colocar mais 3 mil professores nas escolas nos próximos dias. Sabrine Kharbach, da União dos Estudantes, reagiu afirmando que “enquanto não tivermos 10 bilhões de Euros sobre a mesa, prosseguiremos com nossas ações”.

Movimento repercute pela Europa

Na Bélgica, estudantes protestam contra o custo do ensino superior, do transporte público e contra salas de aula superlotadas. No dia 9 de outubro, 30 mil pessoas foram às ruas de Bruxelas, com 20 detidos, a maioria menores de idade. O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, planeja cortar 10 bilhões de euros (R$ 55,8 bilhões) para atender ao ajuste fiscal, outro componente comum da crise e da resistencia.

Na Itália, jovens também se mobilizam. “Inspiramo-nos na França”, afirmam estudantes secundaristas de Turim. As reivindicações são semelhantes. Na Alemanha, manifestações estudantis exigem mais investimentos em educação e contratação de professores.

Fonte: Brasil 247 e Petista.org.br

Mais de 3 mil estudantes participam de manifestação em defesa da democracia e da Ufal

A noite de ontem, 09/10, foi marcada pela grande manifestação dos estudantes em defesa da democracia e da Ufal. A manifestação começou em frente ao prédio da reitoria da Ufal, percorreu os corredores da Instituição, ganhando adesão de professores e técnicos, e depois tomou as ruas do Village, bairro próximo da universidade.

O movimento que ocorreu na Ufal se soma as manifestações que tem ocorrido na maioria das universidades brasileiras, desde a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. A comunidade acadêmica está assustada com a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) ganhar as eleições, pois sua eventual vitória significa corte no orçamento das universidades, corte nas bolsas de pesquisas, fim dos concursos públicos para professores e funcionários, entre outras medidas.

Além da ameaça dos cortes, os bolsonaristas tem provocado a comunidade acadêmica, invadido campus universitário e ameaçando professores e estudantes. Recentemente, um prédio da UFPE foi incediado, e os bolsonaristas são os principais suspeitos.

Na Ufal de Arapiraca, o campus foi invadido por bolsonaristas no dia 08/10, que além de fazeram ameaças aos estudantes e professores, também ameaçaram incendiar o prédio.

A indiganção e revolta tomou conta da comunidade acadêmica, que reagiu organizado o maior ato público da história recente da Ufal, rejeitando as ameaças da extrema direita, defendendo a democracia e a Ufal e a eleição de Lula para presidente.

Bolsonarista que disparou tiros em ato de estudantes pró-Lula em Sergipe é PM

Sargento foi afastado das funções, arma foi recolhida e Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso

Um sargento da Polícia Militar de Sergipe é o suspeito de disparar tiros para o alto durante uma manifestação de estudantes em apoio à candidatura do presidente Lula (PT), na noite de quinta-feira (8), em frente à Universidade Federal de Sergipe (UFS), na região metropolitana de Aracaju. Houve correria, mas ninguém ficou ferido.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe, o homem envolvido na ocorrência é o policial militar Manoel Messias dos Santos, que foi afastado das funções. A arma utilizada foi recolhida, e o suspeito será submetido a exame residuográfico, que pode identificar vestígios de disparo de arma de fogo.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. A investigação também prevê a coleta e análise de imagens de câmeras de segurança da região para identificar o veículo envolvido e esclarecer as circunstâncias do disparo.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas correndo após o disparo. A manifestação havia sido convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS para debater políticas públicas estudantis, o cenário político-eleitoral brasileiro, a importância do voto da juventude e a participação democrática. Os participantes usavam roupas vermelhas e referências ao PT e a Lula.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe, o homem envolvido na ocorrência é o policial militar Manoel Messias dos Santos, que foi afastado das funções. A arma utilizada foi recolhida, e o suspeito será submetido a exame residuográfico, que pode identificar vestígios de disparo de arma de fogo.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. A investigação também prevê a coleta e análise de imagens de câmeras de segurança da região para identificar o veículo envolvido e esclarecer as circunstâncias do disparo.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas correndo após o disparo. A manifestação havia sido convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS para debater políticas públicas estudantis, o cenário político-eleitoral brasileiro, a importância do voto da juventude e a participação democrática. Os participantes usavam roupas vermelhas e referências ao PT e a Lula.

Fonte: Brasil de Fato

Bolsonaristas invadem a Ufal e ameaçam incendiar o campus de Arapiraca

Comunidade acadêmica cobra ação enérgica da Polícia Federal

Estudantes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), no campus de Arapiraca, relataram ameaças e intimidação na noite desta quinta-feira (8). Segundo o relato, um grupo de homens chegou ao local em duas caminhonetes com material de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ameaçaram os estudantes.

Segundo apuração do DCM, o vereador Alisson da Tim (PP), de Arapiraca, estava entre os integrantes do grupo. O relato descreve a presença de oito homens, que tentavam descobrir quem havia colocado cartazes contra a candidatura de Flávio na universidade.

Uma professora teria intervindo na abordagem e sido ameaçada. Ainda segundo o relato, integrantes do grupo afirmaram ter porte de arma e disseram que voltariam na sexta-feira (9).

Um vídeo reúne imagens noturnas de um veículo com material eleitoral verde e amarelo e de pessoas próximas à entrada de um prédio. O áudio que acompanha a gravação relata que homens arrancaram cartazes e agiram de forma agressiva.

Segundo um estudante que não quis se identificar, os bolsonaristas estavam nervosos e ameaçaram incendiar o prédio da Ufal em Arapiraca. Ação de intimidação tem sido realizada por bolsonaristas em várias universidades brasileiras, sendo a mais grave, o incendio realizado num prédio da Universidade Federal de Pernambuco.

O reitor em exercício, Fábio Passos, informou que a instituição reforçou a segurança em todos os campi e que deve acionar a Polícia Federal.

Redação com DCM

Lula tem 44,2% e Flávio Bolsonaro, 42,7% no segundo turno, diz pesquisa Vox Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44,2% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 42,7%. Os números indicam um empate técnico entre os dois candidatos, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.

Os dados são de uma pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9). O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026 e aponta uma vantagem numérica de 1,5 ponto percentual para Lula.

Na simulação estimulada de segundo turno, 3,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Outros 9,7% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Mais de 76% dos eleitores afirmam ter voto definido

A pesquisa também investigou o grau de convicção dos brasileiros em relação à escolha para o segundo turno. Segundo o levantamento, 76,2% dos entrevistados afirmaram estar totalmente decididos sobre seu voto, enquanto 13,4% admitiram a possibilidade de mudar de candidato.

Outro indicador analisado foi a disposição dos eleitores de seguir orientações políticas de candidatos derrotados no primeiro turno. Apenas 17,2% disseram que acompanhariam a indicação de voto de seu candidato original.

Em contrapartida, 63,4% afirmaram que manteriam uma decisão independente, sem necessariamente seguir o posicionamento da liderança política apoiada anteriormente.

Os resultados indicam que a transferência de votos por meio de apoios políticos pode encontrar resistência entre parte expressiva do eleitorado, em um cenário no qual os dois candidatos aparecem separados por uma diferença inferior à margem de erro.

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam índices semelhantes de rejeição

A pesquisa Vox Brasil também identificou um equilíbrio nos índices de rejeição dos dois candidatos à Presidência.

Lula registra rejeição de 45,2%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,2%. A diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual.

Além disso, 7% dos entrevistados declararam rejeitar ambos os candidatos.

Os números mostram que os dois principais nomes da disputa enfrentam resistência de parcelas semelhantes do eleitorado. A rejeição elevada também representa um obstáculo para a conquista de novos votos em uma eventual disputa de segundo turno.

Governo Lula tem 43,2% de aprovação e 51,6% de desaprovação

O levantamento avaliou ainda a percepção dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal.

Segundo a Vox Brasil, 43,2% dos entrevistados aprovam a administração do presidente Lula, enquanto 51,6% desaprovam sua gestão.

A diferença entre desaprovação e aprovação é de 8,4 pontos percentuais. Outros 5,2% não souberam ou não quiseram avaliar o governo.

Apesar de a desaprovação superar a aprovação, Lula mantém uma vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno, embora os dois estejam tecnicamente empatados.

Pesquisa aponta maior identificação dos eleitores com a direita

O Instituto Vox Brasil também perguntou aos entrevistados sobre seu posicionamento político.

De acordo com os resultados, 39,8% dos eleitores se identificam com a direita, enquanto 33,4% afirmam ter identificação com a esquerda.

Outros 25% disseram não se identificar com nenhum dos dois campos políticos.

O levantamento apresenta ainda informações sobre o perfil socioeconômico e religioso dos entrevistados. Segundo os dados divulgados, 83,9% da amostra é composta por pessoas com renda de até dois salários mínimos.

Em relação à religião, 56,2% dos participantes se declararam católicos e 31,4%, evangélicos.

Na distribuição regional, o Sudeste concentra 41,7% dos entrevistados, seguido pelo Nordeste, com 26,9%.

Metodologia da pesquisa Vox Brasil

O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas entre 5 e 7 de outubro de 2026, com entrevistas presenciais domiciliares de 2.100 eleitores.

A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo próprio Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09623/2026.

Fonte: Brasil 247

Estudantes, professores e técnicos da Uneal se unem para defender a universidade e a democracia

Foi realizada na noite do dia 08/10, uma Plenária unificada para defender a democracia na Universidade Estadual de Alagoas. A Plenária foi convocada pelo Diretório Central dos Estudantes e os sindicatos dos docentes e dos ténicos da intiruição.

O auditório da Uneal em Arapiraca foi lotada pela comunidade acadêmica que debateu o resultado da eleição no primeiro turno e a ameaça à democracia representada pela candidatura de Flávio Bolsonaro. Estudantes, professores e técnicos usaram a palavra para defender a democracia e a soberania nacional diante da escalada de ameaças que os bolsonaristas tem feito contra as universidades públicos, como no caso do incêndio criminoso na UFPE.

Para o professor Luizinho, presidente do Sinduneal, “a candidatura de Flávio Bolsonaro representa os interesses dos EUA, dos banqueiros, do agro, do crime organizado e dos que querem destruir os direitos e as conquistas sociais do povo brasileiro, mas, serão derrotados no segundo turno”.

Depois da Plenária, os participantes saíram pelos corredores da Uneal recebendo o apoio da comunidade e puxando palavras de ordem. A manifestação terminou na quadra de esporte, onde os estudantes presentes recepcionaram com aplausos os participantes.

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