Em vitória do governo Lula, Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1 em dois turnos

Proposta foi aprovada por 472 votos a favor e 22 contrários no 1º turno e 461 a 19 no 2º turno

Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, nesta quarta-feira (27/5), o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. Foram 472 votos a favor e 22 contrários no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.

O texto determina que a jornada de trabalho de 44 horas semanais seja reduzida para 42 horas a partir de 60 dias após a promulgação. Em 14 meses, a carga deverá ser reduzida para 40 horas semanais.

Quanto aos dias da escala, será reduzida para cinco dias de trabalho para dois de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Apesar de toda manobra para evitar a votação a bancada bolsonarista foi esmagada e a ampla maioria dos deputados seguiram a vontade das ruas, acabando com a famigerada escala 6×1.

Redação com Metrópoles

Estado genocida de Israel ataca novamente o sul do Líbano, apesar de cessar-fogo

Ondas de ataques israelenses atingiram o sul do Líbano nesta quinta-feira (28/05), tendo como alvo infraestrutura do grupo Hezbollah, segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI).

Vídeos em Tiro, uma das maiores cidades do Líbano, mostram multidões de pessoas cobertas de poeira reunidas em torno de prédios desmoronados.

Na quarta-feira, as FDI instaram os moradores a se deslocarem para o norte do Rio Zahrani, a cerca de 40 km da fronteira israelense, afirmando que atuariam “com força extrema”.

Tanto Israel quanto o Hezbollah — o poderoso grupo xiita apoiado pelo Irã — se acusam mutuamente de repetidas violações de um cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril.

Ataques israelenses atingiram Tiro e uma área ao leste da cidade na manhã de quinta-feira, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA) do Líbano.

Imagens de Tiro revelaram explosões e incêndios durante a noite e até a manhã de quinta-feira. Vídeos mostraram ruas iluminadas de laranja pelas chamas, estradas cheias de fumaça e pelo menos um veículo envolto em fogo.

Ao amanhecer, uma enorme bola de fogo foi filmada surgindo perto de um conjunto de prédios residenciais de grande altura, lançando uma coluna de fumaça em forma de cogumelo sobre o horizonte da cidade. Moradores atônitos observavam enquanto destroços se espalhavam pelas ruas ao redor.

Como sempre, a desculpa dada pelo estado genocida de Israel, é que os ataques tinham como alvo a suposta infraestrutura do Hezbollah.

Redação com BBC Brasil

Lindbergh pede investigação da PF sobre Caiado após repasse bilionário a banco

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, pediu nesta terça-feira (26) que a Polícia Federal investigue o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) em razão das transações realizadas pelo governo estadual com a BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank. O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Com informações da Folha.

O caso foi revelado em reportagem publicada nesta segunda-feira (25) e serviu de base para a solicitação apresentada por Lindbergh. Caiado deixou o governo de Goiás em março e é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

No pedido enviado à Polícia Federal, o parlamentar afirmou: “A gravidade dos fatos decore de possível inserção de recursos públicos, programas sociais e comerciantes locais em ambiente financeiro contaminado por suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e organização criminosa”.

A gestão de Caiado utilizou a BK Bank para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda. A BK é uma fintech suspeita de atuar como um banco paralelo da facção criminosa PCC, conforme as investigações da Operação Carbono Oculto. Um documento do Coaf mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK entre outubro de 2021 e agosto de 2025.

Segundo o Governo de Goiás, a conta na BK era utilizada para operacionalizar programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários. A partir dessa conta, eram realizados os repasses aos cartões dos usuários finais. Sobre as operações incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos credenciados para compras pelos beneficiários. Desse valor, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50% à BK Bank.

Em nota, o Governo de Goiás declarou: “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento”. Caiado afirmou que uma certidão do Banco Central atesta a BK como “autorizada em atividade” e questionou: “Não estaria existindo, neste momento, conivência ou omissão do Coaf na prevenção de crimes dessas organizações criminosas, deixando-as operar e informando delitos somente depois da operação policial que trouxe à tona o envolvimento da empresa com o narcotráfico? De quem parte a ordem para calar o Coaf?”. A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta.

Fonte: DCM

Senado aprova MP que estabelece piso de R$ 5.130 para professores

Valor proposto pelo governo garante ganho real com aumento de 5,4%

O Senado aprovou nesta terça-feira (26) a Medida Provisória (MP) 1.334/2026, que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida representa um aumento de 5,4% sobre o valor anterior, de R$ 4.867,77, com um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação.

A MP foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, quando as regras entraram em vigor. Pelo texto, o novo cálculo será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo o governo, a fórmula anterior teria resultado em recomposição de apenas 0,37% — a nova garante 5,4%.

De acordo com a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), relatora da proposta, a nova regra deve gerar um impacto de R$ 6,4 bilhões em 2026.

A MP também estabelece um teto e um piso para as correções futuras: o reajuste não pode superar a variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores, nem ser inferior ao INPC.

Terrenos de marinha

A relatora incorporou ao texto um pedido do governo para prorrogar até o fim de 2028 o prazo para a União identificar terrenos de sua propriedade às margens de rios e no litoral.

A proposta consta de outra medida provisória, a MP 1.332/25, que havia estabelecido esse prazo anteriormente. A MP ainda não teve comissão instalada e perderá validade em 1º de junho.

Editada pelo governo em 22 de janeiro, a MP entrou em vigor imediatamente. Para se tornar lei em definitivo, precisava ser aprovada pelo Congresso. O texto passou por uma comissão mista de deputados e senadores, depois pelo Plenário da Câmara e, nesta terça, pelo Plenário do Senado. 

Fonte: Agência Brasil

Futuro dos servidores de Maceió em risco por gestão irresponsável do dinheiro da previdência municipal

Anizio Amorim

Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) vive um momento crítico, resultado de escolhas desastrosas e da falta de zelo da gestão municipal anterior. A recente perda de R$ 117 milhões, aplicados nos chamados “ativos podres” do Banco Master — instituição que sofreu liquidação extrajudicial após a prisão do seu dono, Daniel Vorcaro — não é apenas um “imprevisto político“, mas sim um golpe profundo nas contas públicas e nos atuais e futuros aposentados e pensionistas da Prefeitura da capital.

Para entender a gravidade da situação, basta olhar para a atual realidade financeira do Iprev: o que é arrecadado mensalmente com as contribuições dos servidores e da parte patronal (da Prefeitura) não é suficiente para pagar as aposentadorias e pensões. A conta não fecha. As despesas com os aposentados e pensionistas superam o que entra de contribuição regular, obrigando o município a realizar aportes mensais de cerca de R$ 16 milhões, apenas para cobrir esse rombo e garantir os pagamentos do mês.

Com contribuições insuficientes e a Prefeitura apenas “apagando incêndio” com aportes, a única forma de o fundo previdenciário crescer e se sustentar, no longo prazo, é através dos rendimentos de seus investimentos. É aí que o cenário fica ainda mais preocupante. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a receita dos investimentos rendeu míseros 0,8%*. Isso é praticamente igual à inflação do mês (IPCA). Significa que não houve ganho real; o dinheiro investido apenas manteve o poder de compra, sem gerar riqueza ou segurança para o fundo.

Se esse rendimento já era baixo, perder R$ 117 milhões ganha contornos de tragédia. Os milhões benevolentementes entregues ao Banco Master equivalem a um ano da receita dos investimentos do Iprev. Se descontarmos a inflação e considerarmos apenas o ganho real, equivalem a cerca de uma década de rentabilidade. É revoltante para o servidor saber que esse seu dinheiro foi simplesmente jogado no lixo.

gestão temerária dos recursos do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió ficou evidente. Enquanto os servidores ativos continuam contribuindo e os aposentados dependem do benefício para sobreviver, a administração do município resolveu arriscar o patrimônio dessa instituição em um banco envolvido em fraudes financeiras.

Não somente os servidores segurados foram prejudicados, os cidadãos contribuintes de Maceió também pagarão a conta dessa irresponsabilidade. Eles ainda não sabem, mas os recursos públicos destinados a cobrir o rombo previdenciário crescerão expressivamente, deixando de serem investidos em saúde, educação e infraestrutura.

Exige-se, urgentemente, que a Polícia Federal prossiga com as investigações das denúncias de irregularidades na autorização do investimento, com possível falsificação e fraude na decisão do aporte, para assim atender aos servidores, que vivem as incertezas sobre o futuro do fundo de previdência.

Se houve crime, que os culpados sejam punidos exemplarmente. A gestão do dinheiro dos servidores e dos recursos públicos deve ser tratada seriamente.

*Fonte: Sistema Cadprev do MPS (dados de fevereiro/2026).

Fonte: Contexto Alagoas

Desesperados, bolsonaristas pedem vista e votação de relatório sobre fim da 6×1 é adiada

A comissão especial da Câmara que analisa a PEC do fim da escala 6×1 adiou a votação do parecer apresentado hoje pelo deputado Leo Prates (Republicanos – BA) após pedido de vista feito por deputado do PL.

O que aconteceu
Pedido de vista adiou votação do relatório. Após a leitura do parecer de Leo Prates, o deputado Maurício Marcon (PL-RS) solicitou mais tempo para analisar o texto. Presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP) disse que pedido é regimental e aceitou a vista coletiva. Com isso, a votação ficou impedida

Regimento prevê prazo automático de duas sessões no plenário da Câmara após pedido de vista. A expectativa de Alencar, citando acordo feito feito com Hugo Motta (Republicanos – PB), presidente da Câmara, é que o debate seja retomado na quarta-feira, a partir das 10h

Regimento prevê prazo automático de duas sessões no plenário da Câmara após pedido de vista. A expectativa de Alencar, citando acordo feito feito com Hugo Motta (Republicanos – PB), presidente da Câmara, é que o debate seja retomado na quarta-feira, a partir das 10h

Leo Prates leu relatório de 76 páginas. O processo durou quase três horas e meia na noite desta segunda-feira.

Relatório prevê transição de um ano para reduzir jornada. O texto estabelece redução inicial da carga semanal de 44 para 42 horas 60 dias após a promulgação da PEC. Depois de 12 meses, a jornada cairia para 40 horas semanais

Texto deixa negociações específicas para acordos coletivos. O parecer mantém regras gerais na Constituição e prevê que categorias com jornadas diferenciadas, como profissionais da saúde e trabalhadores embarcados, possam ajustar escalas por meio de convenções coletivas

Acordo entre Lula e Motta destravou apresentação do parecer. O presidente da Câmara, Hugo Motta, se reuniu hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fechar os últimos ajustes da proposta, principalmente sobre o prazo de transição para o fim da escala 6×1.

Fonte: Uol

Em ato histórico, papa pede perdão pelo envolvimento da Igreja na escravidão

Séculos depois de fazer parte e até autorizar a coroa portuguesa a manter pessoas escravizadas, o líder da Igreja rompe um tabu e pede ‘perdão’

Pela primeira vez na história, um papa pede perdão pelo envolvimento da Igreja Católica na escravidão de milhões de pessoas. Num texto publicado nesta segunda-feira, como parte de sua argumentação sobre os riscos da Inteligência Artificial, Leão XIV surpreendeu ao citar a situação da colonização.

Não é a primeira vez que a Santa Sé condena a escravidão. Mas pontífices, ao longo de décadas, têm sido cuidadosos em evitar implicar a própria Igreja na indústria que transformou a história do mundo. Eles tampouco anularam bulas que permitiam aos portugueses agir em suas colônias, entre elas o Brasil.

Em 1452, por exemplo, o Papa Nicolau V emitiu uma bula que concedeu ao rei português e seus sucessores o direito de “invadir, conquistar, combater e subjugar” e tomar todas as posses — incluindo terras — de “sarracenos, pagãos e outros infiéis e inimigos do nome de Cristo” em qualquer lugar. A bula também deu permissão aos portugueses para “reduzir suas pessoas à escravidão perpétua”.

A lei foi reforçada em novas bulas e decisões em 1456, em 1481 e em 1514, já com os portugueses em solo brasileiro.

Agora, o papa americano rompe com esse tabu, justamente num momento em que o presidente Donald Trump desmonta qualquer ação de proteção às minorias ou de combate ao racismo. Num trecho histórico, ele anuncia:

“É impossível não sentir profunda tristeza ao contemplar o imenso sofrimento e a humilhação suportados por tantos, em nítido contraste com sua imensurável dignidade como pessoas infinitamente amadas pelo Senhor”, escreveu Leão XIV. “Por isso, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão.”

Ancestrais negros, vivência entre indígenas

No ano passado, um genealogista nos EUA descobriu que o primeiro papa americano — cujo nome é Robert Prevost — tinha ascendência crioula e que seus bisavós maternos eram descritos como pessoas de cor nos registros do censo da Louisiana. A pesquisa revelou que Leão XIV tinha ancestrais negros e brancos, incluindo tanto pessoas escravizadas quanto proprietários de escravos.

Se não bastasse, o novo papa viveu 18 anos no Peru e liderou igrejas que compartilhavam espaço e cultura com indígenas locais. Para a diplomacia brasileira, o americano passou a ser considerado como o primeiro “papa amazônico”.

A declaração desta segunda-feira ainda ocorre semanas depois de o papa retornar de uma viagem pela África. Em Angola, ele relembrou a “dor e o grande sofrimento” que os angolanos suportaram durante séculos.

As palavras foram emitidas enquanto rezava em um santuário católico localizado em um importante centro do comércio de escravos africanos durante o domínio colonial português.

Falando em português, ele lembrou que foi ali “onde, por séculos, muitos homens e mulheres rezaram em momentos de alegria e também em momentos de tristeza e grande sofrimento na história deste país”.

O que diz a encíclica

Sua primeira encíclica, “Magnifica Humanitas” (Magnífica Humanidade), foi lançada na segunda-feira. Segundo ele, ao longo da história, milhões de pessoas foram alvo de diferentes formas de escravidão. Hoje, as novas formas de escravidão e colonialismo estão sendo alimentadas pela revolução digital, pelo trabalho não regulamentado necessário para a obtenção de minerais raros indispensáveis ​​para chips de IA.

No texto, o papa lembrou que seu homônimo, o papa Leão XIII, foi o primeiro a condenar explicitamente a escravidão em 1888.

Mas não hesitou em denunciar o papel da Santa Sé e as bulas papais que autorizavam e promoviam a escravidão.

“Já no início da Idade Moderna, a Sé Apostólica de Roma, respondendo aos pedidos dos soberanos, interveio diversas vezes para regular e legitimar formas de subjugação e, em certos casos, incluindo a escravização de ‘infiéis’”, disse.

“Não podemos negar ou minimizar a demora com que tanto a sociedade quanto a Igreja vieram a denunciar o flagelo da escravidão”, disse ele.

Para o papa, a Igreja levou “dezoito séculos para que sua plena incompatibilidade com a escravidão fosse explicitamente reconhecida”.

“Isso constitui uma ferida na memória cristã, da qual não podemos nos considerar alheios”, concluiu.

Hoje, ele pede que se condenem todas as formas de tráfico relacionadas à revolução tecnológica digital “se quisermos evitar a necessidade de pedir perdão novamente no futuro por termos falhado em respeitar o tesouro da dignidade humana que é exigido por nossa fé”.

Fonte: ICL

Alcolumbre segura BolsoMaster na gaveta após Datafolha atingir Flávio Bolsonaro

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), segurou na quinta-feira (21) a leitura dos pedidos de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master mesmo após governistas e oposicionistas cobrarem a investigação em sessão conjunta, num momento em que o Datafolha mostrou Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aumentou o custo político da gaveta.

Alcolumbre afirmou que a leitura de requerimentos de CPMI é escolha da Presidência do Congresso, amparada pelo Regimento Interno do Senado. A Agência Senado registrou que a declaração ocorreu após parlamentares governistas e da oposição cobrarem a criação da CPMI do Banco Master.

O detalhe que muda o peso político da pauta está no Paraná. A pressão por investigação não ficou restrita ao bolsonarismo nem à oposição de direita. A bancada governista também assinou pedido de CPMI, com nomes como Gleisi Hoffmann (PT), Tadeu Veneri (PT), Carol Dartora (PT), Aliel Machado (PV), Elton Welter (PT) e Zeca Dirceu (PT), segundo levantamento atualizado do Blog.

A lista paranaense atravessa campos adversários. Do outro lado, nomes da direita e do centro também aparecem na cobrança por apuração, como Filipe Barros (PL), Felipe Francischini (PODE), Pedro Lupion (Republicanos), Ricardo Barros (PP), Sargento Fahur (PL), Delegado Matheus Laiola (União), Diego Garcia (União), Luiz Nishimori (PSD), Luiz Carlos Hauly (PODE), Giacobo (PSD), Luciano Ducci (PSB), Luisa Canziani (União), Tião Medeiros (PP), Sergio Souza (MDB), Toninho Wandscheer (PP), Vermelho (PL) e outros deputados do estado.

No Senado, o recorte paranaense também pesa. Sergio Moro (PL), Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB) aparecem no campo dos que defendem investigação sobre o Banco Master. Isso deixa a gaveta de Alcolumbre mais difícil de explicar como disputa entre governo e oposição.

CPMI do Master virou uma pauta transversal porque encosta em temas que nenhum partido controla sozinho: fiscalização bancária, Fundo Garantidor de Créditos (FGC), pequenos investidores, Banco Central (BC), Congresso Nacional e a tentativa de medir quem se beneficiou da demora institucional. O FGC é o mecanismo privado que protege aplicações dentro de limites definidos pelo sistema financeiro.

O Datafolha divulgado na sexta-feira (22) deu número ao desgaste. Lula aparece com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno. No primeiro turno, Lula marca 40%, Flávio Bolsonaro fica com 31%, Ronaldo Caiado tem 4%, e Romeu Zema e Renan Santos aparecem com 3%. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 20 e 21 de maio, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

O Blog do Esmael destacou que o levantamento foi feito após reportagem do Intercept Brasil sobre a negociação de investimento de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em um filme ligado à trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro nega irregularidade, e a acusação política não substitui prova judicial.

O próprio Flávio Bolsonaro reconheceu ter se encontrado com Vorcaro depois da prisão do banqueiro e afirmou que a relação envolvia apenas um investimento privado no filme, sem contrapartida. A defesa de Vorcaro não comentou o caso.

O caso já produz efeito eleitoral, segundo os números do Datafolha que vieram à tona nesta sexta-feira (22). Sem CPMI, o debate fica entregue a pesquisa, nota pública, bate-boca no plenário e disputa de narrativa.

No Paraná, a consequência é direta. Moro tenta preservar a pose de investigador no mesmo campo nacional de Flávio Bolsonaro. Filipe Barros carrega o histórico de ter apresentado projeto sobre o FGC e diz que atuou para proteger pequenos investidores. Ratinho Junior (PSD) observa a crise atingir a direita que pode sustentar sua sucessão estadual em 2026.

Deltan Dallagnol (Novo) também entra no cálculo político, ainda que fora do mandato. O campo lavajatista paranaense depende da ideia de rigor anticorrupção, mas agora precisa explicar por que a investigação do Master deve avançar mesmo quando alcança aliados da direita.

A assinatura de governistas paranaenses muda a cobrança contra Alcolumbre. Se a CPMI sair, o Congresso abre uma arena para depoimentos, documentos e disputa pelo comando da narrativa. Se continuar parada, a gaveta deixa de ser detalhe regimental e vira escolha política diante de uma investigação pedida por adversários que quase nunca assinam a mesma coisa.

A demora beneficia quem quer esfriar o caso antes que ele vire rito parlamentar. Mas também prolonga o desgaste de Flávio Bolsonaro, mantém Lula no ataque e coloca a bancada do Paraná diante de uma pergunta simples: assinatura em requerimento vale cobrança pública ou serve apenas para registro em dia de crise?

Alcolumbre segura o relógio, mas não controla mais o custo da espera. Quando base de Lula, direita bolsonarista e centro paranaense aparecem no mesmo movimento formal por investigação, a gaveta deixa de proteger o Congresso e passa a expor quem prefere adiar a apuração.

Fonte: Blog do Esmael

Lula vence todos os adversários nos 1° e 2° turnos, diz nova pesquisa BTG/Nexus

A nova pesquisa Nexus/BTG mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial de 2026 em todos os cenários testados. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 24 de maio, com 2.045 entrevistas em todo o país, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04193/2026.

No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 35% e mantém a segunda colocação. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Romeu Zema (Novo), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Joaquim Barbosa soma 2%, enquanto Augusto Cury e Cabo Daciolo têm 1% cada.

Pesquisa BTG/Nexus feita entre 22 e 24 de maio

Em um segundo cenário estimulado, o presidente sobe para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro permanece com 35%. Renan Santos chega a 4%, Joaquim Barbosa aparece com 3%, e Caiado e Zema mantêm os mesmos percentuais, com 5% e 4%, respectivamente.

A liderança de Lula também aparece na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados.

Nesse recorte, o presidente soma 36% das intenções de voto, dez pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que tem 26%. Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 2% cada. Jair Bolsonaro (PL), mesmo fora da disputa eleitoral por causa de sua situação judicial, é citado por 1%.

Nos cenários de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente dos adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente marca 47%, ante 43% do senador. O resultado configura empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais, mas mantém Lula à frente em termos numéricos.

A vantagem é maior nos confrontos contra outros nomes da direita. Contra Romeu Zema, Lula aparece com 49%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais registra 38%. Em uma disputa com Ronaldo Caiado, o petista venceria por 46% a 40%.

Pesquisa BTG/Nexus feita entre 22 e 24 de maio

A pesquisa ouviu 2.045 pessoas em todo o Brasil entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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