Seguidores de Flávio Bolsonaro são suspeitos de incendiaram prédio da UFPE em Recife

PF precisa investigar e o governo tomar medidas duras contra as ameaças terrorista dos bolsonaristas

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite desta quarta-feira (7), um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife. O Corpo de Bombeiros enviou cinco viaturas para atender a ocorrência.

Testemunhas relataram que o fogo começou por volta das 20h. Vídeos gravados no local mostram as chamas se espalhando pelo edifício.

O incêndio atingiu a sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), unidade que integra o Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade.

Até a última atualização, não havia informação sobre feridos. A UFPE ainda não havia se manifestado sobre as causas do incêndio ou os danos provocados pelas chamas.

UFPE registra terceiro incêndio em uma semana

O incêndio desta quarta-feira (7) é o terceiro registrado na UFPE em uma semana. Em 30 de setembro, o fogo atingiu um laboratório do Departamento de Física. Segundo a universidade, a suspeita é que tenha começado em uma câmara de alta temperatura usada para aquecer substâncias.

Já no dia 5, as chamas atingiram o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Nenhuma das duas ocorrências anteriores deixou feridos.

Fonte: DCM

Trump teve a ajuda de Eduardo Bolsonaro na operação de US$ 1 milhão para atacar o STF

Documentos do Congresso dos Estados Unidos e do governo Donald Trump relacionados a uma iniciativa de US$ 1 milhão destinada a financiar ações contra o que seus formuladores classificam como “ativismo judicial excessivo e censura no Brasil” mencionam diretamente a atuação o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro nos EUA em busca de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os registros, segundo a coluna da jornalista Mariana Sanches, do UOL, descrevem o fundo como uma ferramenta para “apoiar a sociedade civil para combater o ativismo judicial excessivo e a censura no Brasil” e indicam que o projeto teria como um de seus focos o Supremo. 

De acordo com um dos documentos, “o prêmio visa mirar o Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) e a percepção de que a Corte está atacando a liberdade de expressão nos EUA”. Os papéis citam ainda decisões para “remoção de uma publicação sobre Trump” em plataformas digitais, numa possível referência a determinações expedidas no âmbito do inquérito das fake news, relatado por Moraes, que alcançaram residentes dos Estados Unidos.

Lobby de Eduardo Bolsonaro aparece nos documentos

Ao detalhar o ambiente político relacionado à iniciativa, o material menciona nominalmente Eduardo Bolsonaro e sua ofensiva junto ao governo estadunidense contra Moraes.

“O deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, está fazendo lobby junto ao governo dos EUA para que sanções sejam impostas ao ministro Moraes”, afirma o documento.

Os registros consultados pela reportagem, contudo, não apresentam evidências de que Eduardo Bolsonaro tenha recebido recursos do fundo de US$ 1 milhão. Após a publicação da reportagem, ele enviou uma manifestação por intermédio do comentarista Paulo Figueiredo e negou ter recebido dinheiro.

“Não recebi, não poderia receber e não tenho ONG para receber”, afirmou Eduardo, de acordo com a reportagem.

Campanha nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro mudou-se para o Texas em fevereiro de 2025 e passou a atuar nos Estados Unidos em defesa da imposição de medidas contra autoridades brasileiras, tendo Alexandre de Moraes como um dos principais alvos.

A ofensiva buscava pressionar autoridades brasileiras e favorecer algum tipo de anistia ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL), condenado a mais de 27 anos de prisão no processo relacionado à trama golpista.

A movimentação política ocorreu em paralelo a medidas adotadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra integrantes do Judiciário brasileiro.

Moraes foi atingido por sanções com base na Lei Global Magnitsky, enquanto outros ministros do STF foram incluídos em restrições de vistos impostas pelo governo estadunidense.

Condenação no STF

A atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos também teve consequências judiciais no Brasil. Ele foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.

Fonte: Brasil 247

Flávio Bolsonaro ameaça o emprego de mais de 80 mil funcionários com privatização do BB

“Com Flávio, Banco do Brasil está sob ameaça”, denuncia líder dos bancários

“O Banco do Brasil está sob ameaça!”, afirma em suas redes sociais a vice-presidente da CUT, Juvandia Moreira, que também é presidente da Contraf/Cut, confederação nacional que representa os trabalhadores do ramo financeiro.

A sindicalista faz um alerta, afirmando que “no plano do governo Flávio Bolsonaro, a privatização do BB entra em pauta”, e que não podemos deixar que isso aconteça. “Patrimônio histórico e estratégico do povo brasileiro, o Banco do Brasil é motor fundamental para o desenvolvimento do nosso país, financiando a agricultura, a inovação e o crescimento nacional”, ressalta Juvandia, que faz um chamamento aos funcionários do banco, concurseiros e a todos os que defendem o desenvolvimento do Brasil para “barrar esse retrocesso nas urnas!”.

“O Banco do Brasil não é mercadoria, não é ativo para ser entregue ao mercado e não pode ficar à mercê de interesses privados. Defender o BB é defender um banco público forte, a soberania nacional e o desenvolvimento do Brasil”, destaca.

Em sua manifestação, Juvendia Moreira reforça a recente Carta Aberta, assinada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), e divulgada pouco antes do primeiro turno das eleições, em defesa do caráter público, da presença nacional e do papel social do Banco do Brasil.

Na carta, os representantes dos funcionários destacam a trajetória de mais de dois séculos da instituição e sua importância para o desenvolvimento do país.

O documento afirma a necessidade de valorização dos funcionários, a importância da recomposição do quadro de pessoal, os impactos da modernização tecnológica sobre o atendimento à população, e defende “a manutenção do caráter público da instituição”, chamando a sociedade a participar da discussão sobre o futuro do banco.

“Defender o Banco do Brasil é tarefa de todos. E essa tarefa nunca foi tão urgente”, afirma a carta, alertando sobre candidatos à Presidência da República que anunciam a intenção de privatizar o Banco do Brasil, “como quem fala de uma loja qualquer, de um bem que se vende para fechar a conta”.

E finalizam: “vender o Banco do Brasil é vender a agência que sustenta o município esquecido, o crédito que faz a safra, a tranquilidade de quem se aposentou. É entregar a banqueiros o que o povo levou mais de dois séculos para construir”.

Fonte: Hora do Povo

Nova York declara emergência após 108 casos de sarampo

Trumpistas fizeram durante anos campanha desacreditando a vacinação, agora as epidemias estão voltando nos EUA

O estado de Nova York declarou emergência por desastre após registrar 108 casos de sarampo desde o início do ano. A medida, anunciada na ontem pela governadora Kathy Hochul, foi divulgada pela Al Jazeera.

O que aconteceu
A declaração vale até 4 de novembro e amplia temporariamente a autorização para profissionais de saúde aplicarem a vacina tríplice viral. O imunizante protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Sete casos foram registrados na cidade de Nova York, e os outros 101 ocorreram em outras áreas do estado. Desde 15 de julho, 92 infecções foram identificadas em algumas comunidades rurais com baixa cobertura vacinal.

Hochul afirmou que doenças preveníveis por vacina não deveriam causar casos graves ou mortes. “Ninguém deveria ficar gravemente doente ou morrer de uma doença evitável por vacina”, disse a governadora.

Doença volta a avançar nos EUA
Os Estados Unidos (EUA) tinham eliminado a transmissão doméstica do sarampo em 2000, mas voltaram a registrar surtos desde 2025. Especialistas atribuem o avanço à queda da vacinação abaixo dos 95% considerados necessários para evitar novos focos.

A Pensilvânia superou mil casos de sarampo neste ano, no maior surto dos EUA em três décadas. Texas, Utah, Ohio e Carolina do Sul também registraram focos da doença.

A Organização Pan-Americana da Saúde vai se reunir em novembro para decidir se EUA e México mantêm o status de países livres de sarampo. A entidade defende alta cobertura vacinal, vigilância epidemiológica e resposta rápida aos surtos para interromper a transmissão.

Fonte: Uol

Flávio Bolsonaro quer impedir que o Senado vote o fim da escala 6×1 nessa semana

O alerta foi feito pela deputado Erika Hilton (PSOL/SP) em suas redes sociais

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai manter o cronograma de discussão da PEC que acaba com a escala 6×1 mesmo depois do avanço da direita nas eleições de domingo (4). A assessoria do senador confirmou nesta segunda-feira (5) que o calendário está mantido, mas, o perigo é a articulação do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, que acenando para os empresários, atua nos bastidores para impedir a votação do fim da escala 6×1.

Em suas redes sociais, a deputada alertou:

“O Senado debaterá NESSA SEMANA a nossa proposta pelo FIM da escala 6×1.

Mas temos um problema: Flávio Bolsonaro.

Ele e a sua turma já impediram, no mês passado, que o Senado votasse a proposta e acabasse com essa escala de uma vez por todas.

Agora, esse problema está ainda maior. Quem não quer que o trabalhador tenha mais um dia de descanso e conviva com sua família está com 47% dos votos para a presidência da República e com mais poder em suas mãos.

Essa semana é decisiva para o Brasil. É nela que decidiremos se o futuro nos reserva a dignidade ou a exploração.

E é papel de cada uma e cada um de nós alertar os eleitores de Flávio Bolsonaro de que o candidato deles pode impedir o fim da escala 6×1.”

Partido Verde do Reino Unido aprova moção que classifica o sionismo como racismo

Decisão histórica aprovada por 1.022 votos a 813 gera fortes reações de entidades sionistas e do governo genocida de Israel

O Partido Verde do Reino Unido aprovou, em votação realizada no domingo (4), uma moção que oficializa a classificação do sionismo como uma forma de racismo. A resolução aprovada pelos militantes partidários provocou reações imediatas e duras críticas por parte de organizações da comunidade judaica britânica e também do governo de Israel, que declarou passar a considerar a legenda política como “uma entidade que confere legitimidade ao terrorismo”, segundo reportagem da Reuters.

A sigla — que obteve 6% do total de votos nas eleições nacionais do Reino Unido em 2024 — justificou a decisão ao caracterizar o sionismo como “um projeto político etnonacionalista”. Na mesma deliberação, os membros do partido reiteraram o pedido formal para que o governo trabalhista britânico interrompa de maneira integral todo o comércio de armas e suprimentos militares mantido com o Estado de Israel.

Em comunicado oficial divulgado após o encerramento da votação, a legenda enfatizou o teor da proposta. “A moção também reafirma o apoio do Partido Verde ao direito à autodeterminação e pede o estabelecimento de um único Estado democrático em toda a Palestina histórica”, afirmou a nota emitida pela organização política.

A definição do sionismo — movimento político e ideológico que inspirou e impulsionou a criação e fundação do Estado moderno de Israel durante o século XX — e suas consequências diretas para a garantia dos direitos da população não judaica em solo israelense e nos territórios vizinhos permanecem no centro de debates intensos. Enquanto críticos apontam caráter discriminatório na iniciativa, grupos e entidades judaicas definem o conceito como a manifestação do direito fundamental do povo judeu à sua própria autodeterminação.

O texto do projeto foi chancelado pela maioria dos delegados presentes, registrando 1.022 votos favoráveis contra 813 contrários, superando a oposição declarada de lideranças de peso interno. O líder da agremiação, Zack Polanski — que concorre em pleito parlamentar complementar na vaga deixada pelo ex-primeiro-ministro Keir Starmer em um distrito eleitoral de Londres —, absteve-se e não participou da votação.

O resultado do pleito interno foi veementemente repudiado por organizações representativas locais. “O Partido Verde transformou o antissemitismo em política partidária e se tornou um partido racista”, protestou o Movimento pelo Judaísmo Progressista. A instituição acrescentou ainda que o fato de alguns integrantes judeus terem apoiado a medida não anula o potencial discriminatório da resolução contra a comunidade.

O vice-líder do Partido Verde e um dos principais defensores da moção, Mothin Ali, declarou em entrevista à emissora Sky News que o volume expressivo de mortes de civis palestinos nas operações militares promovidas por Israel na Faixa de Gaza — desdobramento que se seguiu ao ataque do grupo militante Hamas em 2023 durante um festival de música — constituiu o pano de fundo determinante para a decisão tomada na conferência.

“A moção define o sionismo de forma bastante clara. Ela o define como um movimento etnonacionalista. Ela o define como limpeza ethnic. Ela o define como genocídio”, sustentou Ali durante a entrevista.

Atualmente, a posição oficial do governo britânico classifica as ações promovidas por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada como atos equivalentes a limpeza étnica, ressaltando contudo que a avaliação sobre eventual crime de genocídio nas demais operações israelenses cabe exclusivamente às instâncias judiciais internacionais.

Em contrapartida, o governo de Israel rejeita categoricamente as acusações de limpeza étnica e genocídio. No domingo, o Executivo israelense instou os demais partidos britânicos a repudiarem publicamente a deliberação dos Verdes. “Os Verdes adotaram não apenas o verde do Hamas, mas também sua ideologia: a eliminação do Estado de Israel por meio da luta armada”, declarou a representação israelense.

Apesar das pressões, Polanski e outros quadros do Partido Verde reiteraram o posicionamento da agremiação, afirmando que prosseguirão firme no propósito de “denunciar os crimes hediondos do governo de Netanyahu”, argumentando que “não há conflito entre apoiar os direitos dos palestinos e os direitos do povo judeu”.

Fonte: Brasil 247

The Guardian expõe conexões de Flávio Bolsonaro com “máfias paramilitares”

O jornal britânico The Guardian afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “ligações com membros das máfias paramilitares do Rio”, ao publicar uma reportagem sobre a disputa presidencial brasileira e o desempenho do parlamentar no primeiro turno neste domingo (04).

O periódico abriu o texto com uma declaração de Flávio Bolsonaro após a votação: “Estou mais do que pronto para liderar este país e dar às famílias brasileiras o direito de sonhar novamente”. Na sequência, contrapôs a fala à promessa do senador de adotar uma repressão dura ao crime.

Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro teve 56.104.049 votos, equivalentes a 47,03% dos válidos. Lula recebeu 53.876.219 votos, ou 45,16%, e os dois avançaram para o segundo turno previsto para o dia 25.

Na avaliação do Guardian, uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia beneficiar seu pai, Jair Bolsonaro. O jornal escreveu que o senador espera “libertar seu pai”, a quem descreveu como condenado a 27 anos por planejar uma tentativa de golpe após a derrota eleitoral para Lula.

Homenagem a Adriano da Nóbrega e caso das rachadinhas

A reportagem retomou a relação da família Bolsonaro com o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como integrante da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio Escritório do Crime. Em 2005, Flávio e Jair Bolsonaro o visitaram na prisão e entregaram a ele a Medalha Tiradentes, da Alerj.

Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, pediu a concessão da homenagem. Em 2003, ele já havia prestado outra homenagem a Adriano da Nóbrega, que morreu durante uma operação da Polícia Militar da Bahia, em 2020, após passar mais de um ano foragido.

Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, mãe e esposa de Adriano, trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj até 2018. O Ministério Público do Rio as incluiu na investigação sobre um suposto esquema de rachadinha; o senador negou as acusações.

Os investigadores apontaram que Danielle repassou ao menos R$ 150 mil ao ex-assessor Fabrício Queiroz, com R$ 115 mil transferidos por contas controladas por Adriano da Nóbrega. O STF e o STJ anularam em 2021 as provas usadas no caso, e as investigações foram encerradas.

Fonte: DCM

JHC vence Renan Filho e é eleito governador de Alagoas no primeiro turno

João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), foi eleito neste domingo (4) governador de Alagoas e comandará o Estado pelos próximos quatro anos. O resultado foi definido ainda no primeiro turno, após uma das disputas mais acirradas da eleição estadual.

Com 100% dos votos totalizados, JHC obteve 892.484 votos (52,2%), contra 809.796 de Renan Filho (47,37%). Os brancos somaram 56.303 (2,91%) e os nulos 169.903 (8,78%). Lenilda Luna teve 4.678 votos (0,78%) e Marcio Jambo 460 (010%).

Ex-prefeito de Maceió, JHC deixa a administração da capital para assumir o Governo do Estado a partir de janeiro.

A eleição foi marcada por uma disputa polarizada entre dois grupos políticos de grande influência em Alagoas. JHC contou com o apoio de setores da direita e teve o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro entre seus principais aliados políticos durante a campanha. Renan Filho, por outro lado, recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A disputa também colocou frente a frente dois nomes com trajetórias distintas na política alagoana. JHC iniciou a carreira como deputado estadual, chegou à Câmara Federal e posteriormente foi eleito prefeito de Maceió, sendo reeleito para um segundo mandato.

Renan Filho também possui uma trajetória consolidada no Estado. Foi prefeito de Murici, governador de Alagoas por dois mandatos e ministro dos Transportes no governo federal. A eleição deste ano marcou o confronto direto entre os dois grupos políticos que há anos exercem forte influência no cenário estadual.

Durante a campanha, JHC apresentou como principais bandeiras a continuidade de projetos desenvolvidos em Maceió e a ampliação de investimentos em infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico. A candidatura também explorou a avaliação de sua gestão à frente da capital.

Renan Filho, por sua vez, buscou apresentar sua experiência administrativa como governador e ministro como um diferencial para comandar novamente o Estado. A campanha do emedebista também contou com a presença de Lula em atividades políticas e com a defesa de uma maior integração entre Alagoas e o governo federal.

A vitória de JHC ocorreu por uma margem estreita. Além de JHC e Renan Filho, também disputaram o Governo de Alagoas Lenilda Luna (UP), e Márcio Jambo (Democrata).

Com a vitória, JHC assume o desafio de ampliar sua base política para além da capital e construir uma gestão estadual capaz de atender às diferentes regiões de Alagoas.

O resultado também reorganiza o cenário político alagoano para os próximos anos. A derrota de Renan Filho interrompe o projeto de retorno do ex-governador ao comando do Estado, enquanto a vitória de JHC fortalece o grupo político que se consolidou em Maceió nos últimos anos.

Fonte: 082 Notícias

Segundo turno será entre Flávio, candidato de Trump e Lula, candidato do povo

Segundo turno das eleições presidenciais será marcado pelo embate entre soberania nacional, defendida por Lula ou subordinação colonial a Trump, defendido por Fávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições para a Presidência da República, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 98,72% das urnas apuradas, Flávio possui 47,25% dos votos válidos, enquanto o atual presidente possui 44,9%, determinando matematicamente um novo embate.

Como nenhum dos candidatos atingiu a maioria absoluta dos votos válidos (mais de 50%) e não foram ultrapassados pelos demais concorrentes, a votação do segundo turno será realizada no dia 25 de outubro.

Os resultados parciais da apuração oficial registram os seguintes números:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 47,25%
  • Lula (PT): 44,90%
  • Augusto Cury (Avante): 2,90%
  • Renan Santos (Missão): 2,26%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2,20%
  • Romeu Zema (Novo): 0,28%
  • Samara (UP): 0,10%
  • Hertz Dias (PSTU): 0,04%
  • Clariana Barão (DC): 0,03%
  • Edmilson Costa (PCB): 0,02%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,01%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,01%
  • Votos brancos: 1,84%
  • Votos nulos: 2,93%
  • Abstenções: 21,06%

Trajetória de Lula

Luiz Inácio Lula da Silva tem 80 anos e nasceu em Caetés (PE). Ex-líder metalúrgico no ABC paulista, presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema na década de 1970, liderando greves operárias contra a ditadura militar. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980 e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1983.

Foi deputado federal constituinte entre 1987 e 1991 e concorreu à Presidência da República em seis ocasiões (1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022), sendo eleito em 2002 e reeleito em 2006. Em 2022, conquistou o terceiro mandato presidencial.

Na disputa de 2026, busca a reeleição para o quarto mandato no Palácio do Planalto.

Trajetória de Flávio Bolsonaro

Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos e nasceu em Resende (RJ). Formado em Direito, iniciou sua atuação política em 2002, quando foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, mandato que exerceu por quatro legislaturas consecutivas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Nas eleições de 2018, foi eleito senador pelo estado do Rio de Janeiro. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atuou como articulador de pautas do campo conservador no Senado Federal. Nas eleições de 2026, lançou candidatura à Presidência da República, encabeçando a chapa do Partido Liberal (PL).

Redação com Brasil de Fato

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