ONU alerta para colapso da saúde em Gaza

Cerco do estado genocida de Israel bloqueia suprimentos vitais e agrava crise hospitalar em Gaza

A ONU alertou que o sistema de saúde em Gaza segue sob pressão extrema, enquanto o cerco israelense bloqueia suprimentos vitais necessários para manter hospitais e equipamentos críticos em funcionamento.

Segundo a Al Jazeera, a situação é agravada pela interrupção do acesso a itens essenciais para a operação hospitalar, em meio a um cenário de crescente dificuldade para o transporte médico e para a continuidade dos atendimentos à população palestina.Play Video

Pressão sobre hospitais e serviços médicos

A Organização Mundial da Saúde documentou 22 ataques contra instalações e serviços de saúde em Gaza. De acordo com o levantamento, as ações causaram vítimas e afetaram diretamente o funcionamento de hospitais, além de prejudicar o transporte médico.

O impacto sobre o sistema de saúde ocorre em um contexto de bloqueio de suprimentos considerados indispensáveis para manter equipamentos críticos em operação. A falta desses itens amplia a pressão sobre unidades médicas já submetidas a um quadro de emergência.

Crise de acesso à água atinge famílias palestinas

Além da deterioração dos serviços de saúde, os palestinos enfrentam sérias dificuldades para obter água. Três em cada quatro famílias passaram a depender de abastecimento por caminhões, de acordo com as informações divulgadas.

Grupos de ajuda humanitária distribuem cerca de 24 mil metros cúbicos de água por dia em aproximadamente 2 mil pontos. A operação busca atender parte da demanda em meio à crise provocada pela escassez e pelas restrições impostas à entrada de suprimentos.

A combinação entre ataques a serviços médicos, bloqueio de insumos hospitalares e dificuldade de acesso à água aprofunda a emergência humanitária em Gaza, onde hospitais e famílias seguem sob pressão crescente.

Fonte: Brasil 247

O Caso K: as acusações contra os fundadores das Casas Bahia

Por Alexandre Rangel

As acusações de crimes sexuais envolvendo a família Klein, fundadora da rede de varejo Casas Bahia, constituem um dos episódios mais graves e complexos do cenário empresarial brasileiro. O escândalo permaneceu sob forte silêncio institucional e midiático por décadas, vindo à tona de forma detalhada a partir de abril de 2021, por meio de uma série de reportagens investigativas da Agência Pública (posteriormente aprofundadas no podcast O Caso K).

As denúncias dividem-se em dois eixos centrais: as acusações póstumas contra o patriarca e fundador da empresa, Samuel Klein (morto em 2014), e o processo criminal e cível contra um de seus filhos, Saul Klein. Não há denúncias dessa natureza de conhecimento público contra Michael Klein, o outro filho do fundador que assumiu o comando dos negócios da família após a fusão que originou a Via Varejo.

Abaixo, os fatos apurados em investigações jornalísticas, depoimentos e decisões judiciais sobre o caso.

1. O Esquema Atribuído a Samuel Klein (O Patriarca)

A investigação jornalística revelou que Samuel Klein utilizou, durante pelo menos três décadas (entre o final dos anos 1980 e os anos 2000), a estrutura de poder da própria empresa e recursos pessoais para manter uma rede de exploração sexual que envolvia crianças e adolescentes.

  • O Modus Operandi: Meninas de baixa renda, muitas vezes moradoras da região do ABC Paulista ou da Baixada Santista, eram atraídas à sede administrativa das Casas Bahia, em São Caetano do Sul (SP). O chamariz inicial consistia em promessas de presentes (como calçados e roupas), cestas básicas ou dinheiro para ajudar famílias vulneráveis.
  • Abusos na Sede da Empresa: Relatos colhidos pela reportagem, incluindo o de uma mulher abusada pela primeira vez aos 9 anos de idade em 1989, indicam que os crimes ocorriam em um quarto anexo ao escritório particular da presidência, equipado com uma cama de aspecto hospitalar.
  • Estrutura de Apoio: Testemunhas e ex-funcionários apontaram que seguranças, motoristas e secretárias particulares do empresário davam suporte logístico. Havia o transporte de meninas em helicópteros particulares e carros oficiais para imóveis da família em Angra dos Reis (RJ) e Santos (SP), onde eram realizadas festas com conotação sexual.
  • Logística de Pagamento: Ex-gerentes e funcionárias do setor financeiro confirmaram à Justiça e à imprensa que o dinheiro e as mercadorias retirados pelas jovens eram autorizados por meio de bilhetes e memorandos internos da presidência, pagos diretamente pelos caixas das lojas físicas.

Desfecho Jurídico de Samuel Klein

Como as investigações e a exposição pública detalhada dos casos só ganharam tração anos após a sua morte (ocorrida em 2014, aos 91 anos), Samuel Klein nunca foi condenado criminalmente. No Brasil, a morte do acusado extingue a punibilidade. Na esfera cível, processos de pedido de indenização movidos por vítimas sobreviventes enfrentaram barreiras técnicas e prescrições temporais; defesas da família argumentaram que em determinados períodos o empresário já se encontrava acamado ou incapacitado.

2. A Condenação de Saul Klein (O Herdeiro)

As denúncias contra o filho, Saul Klein, emergiram no segundo semestre de 2020 e serviram como estopim para que as vítimas do pai também rompessem o silêncio. O padrão de atuação de Saul guardava fortes semelhanças com o esquema atribuído ao pai, mas operava em uma estrutura ainda mais sistematizada e voltada para o público jovem-adulto e adolescente.

  • O Aliciamento: Saul organizava falsos eventos, como testes para marcas de cosméticos, ensaios fotográficos e desfiles de moda internacionais para atrair mulheres jovens e adolescentes.
  • A Exploração: Uma vez inseridas no ciclo do empresário, as vítimas eram levadas para o seu sítio em Alphaville (Barueri/SP), onde eram confinadas sob forte vigilância de seguranças armados, forçadas a manter relações sexuais diárias e submetidas a exames ginecológicos regulares de controle.

Linha do Tempo das Decisões Judiciais

Início das Investigações

Outubro de 2020

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaura inquérito após mais de 30 mulheres denunciarem formalmente Saul Klein por estupro, aliciamento e lesão corporal.

Ação Civil Pública do MPT

2021 – 2022

O Ministério Público do Trabalho (MPT) entra com ação civil coletiva, apontando que o esquema de Saul Klein configurava tráfico de pessoas e exploração de vulneráveis em condições análogas à escravidão.

Condenação Histórica na Esfera Trabalhista

Julho de 2023

A Justiça do Trabalho condena Saul Klein ao pagamento de R$ 30 milhões em indenização por dano moral coletivo. A sentença determinou que ele mantinha uma estrutura de “escravidão sexual” e tráfico de mulheres. Trata-se da maior condenação por tráfico de pessoas da história do país.

Abertura do Processo Criminal

Maio de 2026

A 2ª Vara Criminal de Barueri (TJ-SP) acolhe parcialmente a denúncia criminal oferecida pelo MP-SP, tornando Saul Klein réu formal por crimes de exploração sexual.

3. Posicionamento Institucional da Casas Bahia

A atual administração da rede de varejo (que passou por profundas reestruturações societárias e de governança ao longo dos anos, operando sob o nome de Grupo Casas Bahia, antigo Via) manifestou-se publicamente repudiando veementemente os atos denunciados.

A companhia declarou formalmente que os fatos relatados estão estritamente vinculados às pessoas físicas dos antigos acionistas históricos, não possuindo qualquer ligação com as diretrizes, a operação atual ou o corpo de executivos que hoje gerencia a marca. A empresa também se colocou à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e auditorias internas necessárias sobre o uso de suas dependências no passado.

Paulão fica: deputado reconquista o mandato no TSE

Fracassa plano para cassar o mandato popular do deputado federal Paulão (PT/AL)

O deputado federal Paulão conquistou o direito de se manter no mandato, após a decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que como relator o ministro Dias Toffolli.

Em sua decisão o ministro do TSE, Dias Toffolli, considerou que o deputado Paulão foi vítima de um processo estranho, onde sequer era réu e ainda foi conduzido, em grande parte, em segredo de justiça.

Pela decisão, a posse de Nivaldo Albuquerque, no lugar de Paulão, está suspensa. Alem disso, o tribunal só tratará sob a autorização do ministro relator à luz do bom  direito.

Para o deputado Paulão, essa é uma vitória da justiça, que recoloca os fatos em seis devidos lugares e longe da teratologia.

Durante todo o processo, o deputado Paulão contou com a solidariedade dos movimentos sociais, para quem o deputado Paulão é um incansável defensor dos direitos sociais e da luta do povo brasileiro.

Redação com É Assim

Primeiro-ministro do Canadá condena tratamento de Israel a detidos da Flotilha

Mark Carney criticou imagens de ativistas ajoelhados e com mãos amarradas divulgadas pelo ultradireitista Itamar Ben-Gvir

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, criticou nesta quarta-feira (20) o tratamento dado por Israel aos ativistas da flotilha humanitária interceptada em águas internacionais a caminho da Faixa de Gaza. Em publicação nas redes sociais, o premiê classificou como “abominável” a conduta das forças israelenses contra os civis sequestrados. As informações são da agência Reuters.

Carney também condenou imagens divulgadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, nas quais os ativistas aparecem ajoelhados, alinhados no chão e com as mãos amarradas para trás. “O tratamento abominável dado aos civis a bordo da flotilha, incluindo o que foi documentado em imagens compartilhadas por Itamar Ben-Gvir, é inaceitável”, afirmou.Play Video

O governo canadense informou anteriormente que convocaria o embaixador de Israel para apresentar um protesto formal após a divulgação do vídeo. Carney também lembrou que o Canadá já impôs sanções contra o ultradireitista Ben-Gvir. Segundo o premiê, as medidas incluem congelamento de bens e proibição de entrada no país devido a “repetidos incentivos à violência”.

O governo canadense vem adotando uma postura mais dura em relação a Israel desde que Carney assumiu a liderança do Partido Liberal e o cargo de primeiro-ministro, em março de 2025, substituindo Justin Trudeau.

Fonte: Brasil 247

Campanha de Flávio Bolsonaro sofre desgaste entre evangélicos e empresários do agro

A crise na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, aberta pela revelação de sua proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, interrompeu a tentativa do senador de se aproximar de setores estratégicos do bolsonarismo. Nos bastidores, aliados admitem desgaste com lideranças evangélicas, empresários, investidores e representantes do agronegócio.

A insatisfação também provocou mudança na comunicação da pré-campanha. O publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, deixou o entorno de Flávio após uma semana considerada crítica para a imagem do senador. Ele estava nos Estados Unidos durante o período mais sensível da crise, o que gerou contrariedade entre aliados. A função passa a ser ocupada por Eduardo Fischer, que trabalhou na campanha de Alvaro Dias em 2018.

Entre evangélicos, o impacto foi imediato, segundo o Globo. O áudio em que Flávio cobra dinheiro de Vorcaro irritou parte das lideranças religiosas, especialmente porque o senador vinha minimizando publicamente sua relação com o banqueiro. No grupo de WhatsApp “Aliança”, que reúne nomes como Silas Malafaia, Robson Rodovalho, Renê Terra Nova e Estevam Hernandes, o caso passou a dominar as conversas.

O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, classificou o episódio como um “balde de água fria” na pré-campanha. “Foi muito negativo tanto o fato em si, da aproximação com Vorcaro, como a explicação em prestações. Claro que abalou o segmento, mas estamos todos em modo de espera para ver o que é crime e o que é apenas narrativa. Os próximos dias e semanas vão ser importantes”.

Silas Malafaia, aliado da família Bolsonaro, também adotou tom de cautela. “A relação de Flávio com evangélicos esfria, sim, se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme. Por enquanto, estamos todos com cautela. Se tiver mais coisa, será difícil apoiar; mas, se não tiver, vamos com Flávio”, afirmou.

Rodovalho disse ainda que Michelle Bolsonaro voltou a ganhar força nas conversas internas como alternativa caso a situação de Flávio se agrave. “Michelle não perderia nada do que já foi conquistado da transferência de votos do Bolsonaro pai. Ela está no partido e é viável, mas vamos esperar o presidente Bolsonaro decidir”.

No mercado financeiro, o caso repercutiu durante a Brazil Week, em Nova York, e ampliou dúvidas entre empresários e investidores que vinham tratando Flávio como o nome mais competitivo da direita contra Lula. O desgaste aumentou após a revelação de que o senador procurou Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro, quando ele cumpria medidas restritivas em São Paulo.

Para tentar conter a deterioração, Flávio cumpriu agenda em São Paulo com executivos da Faria Lima e empresários dos setores de turismo, hotelaria, aviação e serviços. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, evitou antecipar qualquer mudança de posição: “Está cedo”.

No agronegócio, o apoio ao bolsonarismo segue majoritário, mas interlocutores admitem que cresceu a busca por uma alternativa de direita menos exposta a crises. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) passaram a ser mais citados.

Ainda assim, o deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), da Frente Parlamentar Agropecuária, minimizou o impacto: “O Vorcaro é tóxico, mas nosso entendimento é que isso é uma marola que passa”.

Dirigentes do PL admitem que os próximos dias serão decisivos. O partido trabalha com um prazo de 15 dias para medir o impacto da crise e avaliar a viabilidade eleitoral de Flávio. Valdemar Costa Neto chegou a admitir o prazo, mas depois afirmou que a força política do senador está “mais sólida do que nunca”.

Fonte: DCM

Lula assina decretos para responsabilizar big techs por crimes digitais

Medidas atualizam regras do Marco Civil da Internet, exigem retirada imediata de conteúdos ilegais e criam proteção específica para mulheres e meninas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos que estabelecem novas regras para a atuação das plataformas digitais no Brasil, em uma ofensiva do governo para ampliar a responsabilização das big techs diante da circulação de conteúdos criminosos na internet.

As informações são da Reuters, em reportagem de Lisandra Paraguassu. Segundo o Palácio do Planalto, uma das medidas atualiza a regulamentação do Marco Civil da Internet e poderá permitir a responsabilização das plataformas em casos de atividades criminosas, seguindo parâmetros definidos pelo Supremo Tribunal Federal.Play Video

Pelas novas regras, as empresas deverão criar canais para denúncias de crimes e práticas ilícitas, verificar os conteúdos apontados e retirar imediatamente o que for considerado ilegal. As plataformas também terão de preservar dados que permitam a eventual identificação e responsabilização dos autores.

O decreto determina ainda que as big techs adotem medidas preventivas para impedir a circulação de conteúdos ligados a crimes graves, como terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

No caso de publicidade paga que incentive crimes, as empresas de mídias digitais poderão ser responsabilizadas quando houver “falhas recorrentes” na adoção de medidas de prevenção e retirada de conteúdos.

Ficam fora das novas regras serviços como WhatsApp, outros aplicativos de mensagens, e-mails e plataformas de videoconferência. Segundo nota do Palácio do Planalto citada pela Reuters, a exclusão ocorre porque “a Constituição preserva o direito ao sigilo das comunicações”.

Proteção contra crimes digitais contra mulheres

O segundo decreto assinado por Lula tem foco específico no combate a crimes contra mulheres nos ambientes digitais. A norma obriga as plataformas a criarem canais próprios para denúncia de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento, ameaças, perseguição e assédio contra mulheres e meninas.

Nesses casos, as empresas deverão retirar o conteúdo em até duas horas, preservando as informações necessárias para que os autores possam ser identificados em investigações.

O decreto também proíbe o uso de inteligência artificial para “produção de imagens íntimas falsas ou sexualizadas de mulheres” e obriga as plataformas a atuarem preventivamente para impedir esse tipo de prática.

As medidas reforçam a tentativa do governo Lula de regular a atuação das big techs no país em temas relacionados à segurança digital, proteção de direitos fundamentais e combate a crimes cometidos ou disseminados por meio das plataformas.

Fonte: Brasil 247

Protestos de camponeses na Bolívia ampliam pressão por renúncia de Rodrigo Paz

Agricultores aimarás de províncias de La Paz decidiram manter os protestos contra o governo da Bolívia e reforçaram a exigência de renúncia do presidente Rodrigo Paz Pereira. As mobilizações incluem bloqueios de estradas, adesão de sindicatos do transporte urbano à greve por tempo indeterminado e atos convocados por organizações sociais, as informações são da teleSUR.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Segundo a Telesur, a decisão foi reafirmada nesta terça-feira (19), durante uma assembleia realizada em El Alto, cidade vizinha à capital La Paz. Os manifestantes defenderam a consolidação dos bloqueios que, há cerca de duas semanas, afetam rotas para o interior do país e também a estrada que liga a região ao Peru.Play Video

O correspondente da teleSUR na Bolívia, Freddy Morales, informou que sindicatos de transporte urbano de El Alto anunciaram nas últimas horas sua adesão à greve por tempo indeterminado e aos bloqueios na cidade. A medida foi tomada em resposta ao que os setores mobilizados apontam como descumprimento de acordos anteriores pelo governo.

As reivindicações também acompanham a pauta da Central Operária Boliviana (COB) e de conselhos de bairro, que aderiram de forma ampla às mobilizações registradas na segunda-feira (18). Apesar da tensão política, o centro de La Paz manteve parte de suas atividades, ainda que com circulação reduzida de veículos em razão da escassez de combustível.

A crise ganhou força depois que uma marcha chegou a La Paz na segunda-feira, somando-se a atos convocados pela COB, por camponeses aimarás e por organizações sociais de El Alto. Os grupos tinham como principal palavra de ordem a saída de Rodrigo Paz da Presidência.

Durante os protestos na capital boliviana, forças de segurança prenderam 124 pessoas. Os manifestantes tentaram avançar em direção à Praça Murillo, área central do poder político boliviano, mas foram contidos com gás lacrimogêneo. O Ministério Público informou posteriormente que 95 dos detidos foram libertados.

Em meio à escalada das manifestações, o ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, afirmou que adotará uma “linha dura” contra bloqueios e contra qualquer ação que, segundo ele, busque desestabilizar a democracia ou o governo. A declaração ocorreu no contexto da política de endurecimento da resposta estatal aos protestos.

A Procuradoria-Geral da Bolívia também emitiu um mandado de prisão contra Mario Argollo, secretário-executivo da COB. Ele é acusado de supostos crimes como incitação à violência pública e terrorismo, entre outros. De acordo com as informações divulgadas, o dirigente sindical está foragido para evitar a captura.

As mobilizações são lideradas pela Central Operária Boliviana, pela Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bolívia (FSTMB), por organizações camponesas e por setores ligados ao ex-presidente Evo Morales. A articulação desses grupos transformou La Paz e El Alto nos principais focos da pressão social contra o governo.

Nos últimos dias, os bloqueios e protestos provocaram impactos no abastecimento de alimentos, medicamentos e combustível, afetando diretamente milhares de pessoas. A situação expôs o agravamento das tensões políticas e sociais no país, em meio a disputas dentro do movimento popular, críticas à condução econômica e cobranças relacionadas ao custo de vida.

A continuidade das manifestações indica que a crise boliviana segue sem solução imediata. Com a adesão do transporte urbano, a manutenção dos bloqueios e o avanço de medidas judiciais contra lideranças sindicais, o conflito entre o governo de Rodrigo Paz e os setores mobilizados tende a permanecer no centro da vida política do país.

Fonte: Brasil 247

Lula dispara e abre distância de 9 pontos para Flávio Bolsonaro no 2° turno, diz pesquisa Vox Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Vox Brasil divulgada nesta quarta-feira (20). O petista tem 46,8% das intenções de voto, contra 38,1% do senador, uma vantagem de 8,7 pontos percentuais.

O levantamento é a segunda pesquisa nacional realizada após a divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A conversa veio a público em 13 de maio, em reportagem do Intercept Brasil, e passou a ocupar o centro da pré-campanha presidencial do PL.

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No diálogo, datado do início de 2025, Flávio negociava com Vorcaro o pagamento de US$ 24 milhões. O valor, segundo a versão apresentada pelo senador, seria destinado ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa da Vox Brasil confirma o movimento de desgaste do senador já apontado pela AtlasIntel/Bloomberg na terça-feira (19). No levantamento anterior da Vox, Flávio aparecia numericamente à frente, com 43,8%, enquanto Lula tinha 40,2%. Agora, o senador perdeu 5,7 pontos, e o presidente subiu 6,6 pontos no mesmo intervalo.

A AtlasIntel também mostrou impacto negativo do caso entre os eleitores. Segundo a pesquisa, a candidatura de Flávio foi considerada “muito enfraquecida” por 45,1% dos entrevistados e “um pouco enfraquecida” por 19%. Outros 15% disseram que o episódio não afetou a pré-candidatura.

Ainda na AtlasIntel, 51,7% dos participantes avaliaram que a conversa entre Flávio e Vorcaro representa evidência de envolvimento direto do senador no caso. Após a divulgação do levantamento, o PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral para contestar a pesquisa, sob o argumento de que o questionário teria induzido respostas negativas sobre Flávio.

A Vox Brasil também testou cenários de segundo turno com Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), mas o principal dado político do levantamento é a inversão no confronto direto entre Lula e Flávio após a repercussão do caso Vorcaro. O resultado amplia a pressão sobre o senador em um momento de cobranças internas no PL.

Créditos na imagem

A pesquisa ouviu 2.100 pessoas em todo o país entre os dias 17 e 19 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02416/2026. O estudo custou R$ 50 mil e foi pago com recursos próprios.

Fonte: DCM

Lula cria programa de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativos

Presidente Lula assinou nesta terça (19/5) Medida Provisória que prevê crédito a juros baixos para aquisição de veículos novos e sustentáveis com preço de até R$ 150 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (19), em São Paulo, a medida provisória que cria o Move Aplicativos, iniciativa que faz parte do programa Move Brasil, que vai oferecer linhas especiais de financiamento para compra de carros novos a juros mais baixos para motoristas de aplicativos e taxistas. 

“Um carro que custa R$ 143 mil, financiado em 72 meses, vai permitir que vocês paguem R$ 3 mil de financiamento”, explicou Lula. 

“Muitas vezes um companheiro que trabalha de Uber prefere alugar o carro porque a manutenção é muito cara. Mas com o carro novo, a manutenção vai ser mais rara. E o que vai acontecer é que você estará pagando metade do que você pagava e com um patrimônio que será seu. Esse dinheiro vai sobrar para o seu filho, para a sua mulher e para a sua filha. Ele será extraordinariamente vantajoso para vocês”, acrescentou.

O presidente Lula também assinou a medida provisória que reduz as exigências e os requisitos necessários para o trabalho de mototaxistas e motoboys. 

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, no lançamento do Move Aplicativos – Foto: Ricardo Stuckert/PR

“A medida provisória vai acabar com a obrigatoriedade do curso do motofrete, com a obrigatoriedade da placa vermelha e com a obrigatoriedade do mínimo de 20 anos para trabalhar como motofrete”, explicou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

O Move Aplicativos será voltado para taxistas registrados, ativos e com regularidade fiscal, e para motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos um ano e com, no mínimo, 100 corridas pelo mesmo período, na mesma plataforma.

A nova linha de crédito vai oferecer até R$ 30 bilhões para os motoristas, com condições especiais para financiamento de veículos novos e sustentáveis. 

Os recursos, segundo o governo federal, vão ser repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai operacionalizar o programa.

“Nossa estimativa é que em torno de 1,4 milhão de trabalhadores vão poder acessar o programa. As empresas de aplicativos vão nos passar o cadastro e demonstrar que esse motorista trabalhou pelo menos um ano e que ele fez pelo menos 100 corridas. E daí esse motorista poderá então participar desse empréstimo. Os táxis serão a mesma coisa”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os carros novos poderão custar até R$ 150 mil e precisa ser de montadora habilitada no programa e enquadrado como sustentável, podendo ser flex, elétrico ou híbrido a etanol. 

Os valores das taxas de juros e prazos ainda vão ser definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda esta semana.

Segundo Mercadante, as montadoras que vão participar do programa também precisarão atender a algumas exigências, como o preço do veículo, que terá que ser abaixo da tabela. 

Confira mais informações sobre o Mova Brasil no Repórter Brasil, da TV Brasil

A expectativa do governo é que sejam comercializados, no mínimo, 200 mil carros, disse Mercadante.

“A taxa de juros [para o financiamento] vai ser de 12,6% ao ano para homens. Para mulheres, será de 11,5%, e elas também vão poder financiar equipamentos de segurança”, anunciou Mercadante.

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o programa “é um pacote de pai para filho” e vai oferecer também seis meses de carência para os motoristas. 

“Você pega um carro agora e só vai pagar a primeira parcela daqui a seis meses. E terá 72 meses para pagar [o financiamento]”, explicou.

Essa nova linha de financiamento, de acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Elias Rosa, estará disponível a partir do dia 19 de junho.

“Quem, eventualmente, financiar R$ 100 mil para comprar um carro, pagaria hoje em torno de R$ 4,2 mil de locação. Mas financiando o seu carro próprio em 72 meses, a parcela paga ficará em torno de R$ 2,5 mil. Se ele comprar um carro financiado de R$ 149 mil, com esse financiamento de 72 meses e carência de seis meses, ele vai pagar em torno de R$ 3.850 mil de prestação, enquanto a locação desse carro seria em torno de R$ 6 mil. Ou seja, ele vai pagar de prestação ao longo de 72 meses a metade do que pagaria de locação hoje”, disse o ministro.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher um cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, será informado se poderá participar do programa. 

A partir do dia 18 de junho, quem recebeu a confirmação de participação no programa poderá procurar as concessionárias e instituições financeiras para análise de crédito.

Outras medidas

Segundo Boulos, o governo federal também planeja criar outras medidas para beneficiar motoristas de aplicativos, especialmente os mototaxistas e motoboys. 

Entre as medidas está a criação de 100 pontos de apoio para motoristas de aplicativos, equipados com banheiros, áreas de descanso e pontos de carregamento de celulares. 

Outra medida que o governo pretende adotar, segundo Boulos, é incorporar como acidente de trabalho os acidentes ocorridos com motoristas de aplicativos.

“Infelizmente é muito frequente o acidente com moto nas grandes cidades e hoje isso é tratado como acidente comum. A partir dessa nova definição, que foi tomada e assinada pelo SUS, todas as UPAs e prontos socorros do país vão estar orientados a colocar o prontuário desse acidente como acidente de trabalho, para que você possa buscar o seu direito pela justiça”, explicou Boulos.

Em discurso durante o lançamento do programa, o presidente Lula anunciou que o governo federal está planejando criar também um programa de financiamento para os mototaxistas e motoboys. 

“Conversamos com várias empresas aqui, mas ainda não foi possível a gente acertar o ponto. As motos aqui no Brasil são mais caras. Mas eu ainda sonho em poder dar aos motoqueiros deste país o direito de comprar uma moto boa, de qualidade, e com preço mais acessível financiado pelo governo”, afirmou.

O evento, na Casa de Portugal, reuniu ministros, sindicalistas, presidentes de bancos e de entidades patronais como Febraban e Anfavea, além de ex-ministros e pré-candidatos às eleições. 

Também esteve presente ao evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a primeira-dama, Janja da Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi bastante aplaudido pelo público presente.

Fonte: Agência Brasil

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