JHC vence Renan Filho e é eleito governador de Alagoas no primeiro turno

João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), foi eleito neste domingo (4) governador de Alagoas e comandará o Estado pelos próximos quatro anos. O resultado foi definido ainda no primeiro turno, após uma das disputas mais acirradas da eleição estadual.

Com 100% dos votos totalizados, JHC obteve 892.484 votos (52,2%), contra 809.796 de Renan Filho (47,37%). Os brancos somaram 56.303 (2,91%) e os nulos 169.903 (8,78%). Lenilda Luna teve 4.678 votos (0,78%) e Marcio Jambo 460 (010%).

Ex-prefeito de Maceió, JHC deixa a administração da capital para assumir o Governo do Estado a partir de janeiro.

A eleição foi marcada por uma disputa polarizada entre dois grupos políticos de grande influência em Alagoas. JHC contou com o apoio de setores da direita e teve o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro entre seus principais aliados políticos durante a campanha. Renan Filho, por outro lado, recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A disputa também colocou frente a frente dois nomes com trajetórias distintas na política alagoana. JHC iniciou a carreira como deputado estadual, chegou à Câmara Federal e posteriormente foi eleito prefeito de Maceió, sendo reeleito para um segundo mandato.

Renan Filho também possui uma trajetória consolidada no Estado. Foi prefeito de Murici, governador de Alagoas por dois mandatos e ministro dos Transportes no governo federal. A eleição deste ano marcou o confronto direto entre os dois grupos políticos que há anos exercem forte influência no cenário estadual.

Durante a campanha, JHC apresentou como principais bandeiras a continuidade de projetos desenvolvidos em Maceió e a ampliação de investimentos em infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico. A candidatura também explorou a avaliação de sua gestão à frente da capital.

Renan Filho, por sua vez, buscou apresentar sua experiência administrativa como governador e ministro como um diferencial para comandar novamente o Estado. A campanha do emedebista também contou com a presença de Lula em atividades políticas e com a defesa de uma maior integração entre Alagoas e o governo federal.

A vitória de JHC ocorreu por uma margem estreita. Além de JHC e Renan Filho, também disputaram o Governo de Alagoas Lenilda Luna (UP), e Márcio Jambo (Democrata).

Com a vitória, JHC assume o desafio de ampliar sua base política para além da capital e construir uma gestão estadual capaz de atender às diferentes regiões de Alagoas.

O resultado também reorganiza o cenário político alagoano para os próximos anos. A derrota de Renan Filho interrompe o projeto de retorno do ex-governador ao comando do Estado, enquanto a vitória de JHC fortalece o grupo político que se consolidou em Maceió nos últimos anos.

Fonte: 082 Notícias

Segundo turno será entre Flávio, candidato de Trump e Lula, candidato do povo

Segundo turno das eleições presidenciais será marcado pelo embate entre soberania nacional, defendida por Lula ou subordinação colonial a Trump, defendido por Fávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições para a Presidência da República, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 98,72% das urnas apuradas, Flávio possui 47,25% dos votos válidos, enquanto o atual presidente possui 44,9%, determinando matematicamente um novo embate.

Como nenhum dos candidatos atingiu a maioria absoluta dos votos válidos (mais de 50%) e não foram ultrapassados pelos demais concorrentes, a votação do segundo turno será realizada no dia 25 de outubro.

Os resultados parciais da apuração oficial registram os seguintes números:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 47,25%
  • Lula (PT): 44,90%
  • Augusto Cury (Avante): 2,90%
  • Renan Santos (Missão): 2,26%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2,20%
  • Romeu Zema (Novo): 0,28%
  • Samara (UP): 0,10%
  • Hertz Dias (PSTU): 0,04%
  • Clariana Barão (DC): 0,03%
  • Edmilson Costa (PCB): 0,02%
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,01%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,01%
  • Votos brancos: 1,84%
  • Votos nulos: 2,93%
  • Abstenções: 21,06%

Trajetória de Lula

Luiz Inácio Lula da Silva tem 80 anos e nasceu em Caetés (PE). Ex-líder metalúrgico no ABC paulista, presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema na década de 1970, liderando greves operárias contra a ditadura militar. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980 e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1983.

Foi deputado federal constituinte entre 1987 e 1991 e concorreu à Presidência da República em seis ocasiões (1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022), sendo eleito em 2002 e reeleito em 2006. Em 2022, conquistou o terceiro mandato presidencial.

Na disputa de 2026, busca a reeleição para o quarto mandato no Palácio do Planalto.

Trajetória de Flávio Bolsonaro

Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos e nasceu em Resende (RJ). Formado em Direito, iniciou sua atuação política em 2002, quando foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, mandato que exerceu por quatro legislaturas consecutivas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Nas eleições de 2018, foi eleito senador pelo estado do Rio de Janeiro. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atuou como articulador de pautas do campo conservador no Senado Federal. Nas eleições de 2026, lançou candidatura à Presidência da República, encabeçando a chapa do Partido Liberal (PL).

Redação com Brasil de Fato

14 DE DEZEMBRO DE 1989

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 04 de Outubro/ 2026

A semana foi do balacobaco e começou com a tentativa de homicídio, um morador usando um ovo de galinha tentou suicidar o Flavio Bolsonaro em um comício em Goiânia. Até agora a campanha bolsonarista não encontrou um novo Adelio e apelou ao filho da penosa para garantir alguns votos na urna. Creio que o artefato de casca, gema e clara serviu mais como uma omelete do que uma fakeada.

Depois do Adelio do ovo, as redes mostraram mensagens do candidato Flavio Bolsonaro marcando encontros com garotas de programa. O candidato que se apresenta como cristão foi pego com a boca na botija, digo, na botija mesmo(risos). As mensagens comprovam que por trás de um candidato Deus, Patria e familia é comum encontrarmos outra familia!

Por falar em prostituição, traição, lembramos logo da Rede Globo, que tentou ressuscitar o debate de 1989, onde seus administradores televisivos armaram para cima de Lula, facilitando o caminho para Fernando Collor vencer as eleições.
Dessa vez a pornografia contava com mais participantes, Zema, Caiado, Cury e Flavio estavam prontos com sangue nos olhos esperando a confirmação do Nine para no debate, o que nao aconteceu! Correndo por fora o candidato Renan Santos pedia na justiça o direito de participação na surubada do Projac. Renan é uma metralhadora biruta de aeroporto, mas em alguns momentos de lucidez miraria no filho do seu Jair e atacaria com uma saraivada de denúncias, acusações e partiria para confronto direto atéo desmaio do 01. Cadeirada estilo Datena não haveria, creio, pois se vacilassem, Renan pegaria a cadeira do Lula que estaria ali de isca e o circo seria inesquecível.
A Justiça autorizou a ida do Renan, proibiu a cadeira do Lula, o Flavio desistiu e a Globo nunca na historia desse pais teve que colocar toda a equipe de comentaristas sobre politica para assistir ao filme Aves de Rapina, foi sugestivo demais!
Tentaram roubar mais uma eleição do Lula, mas dessa vez os Marinhos não coloriram.

Por falar em Lula, ele deixou a Globo em surto e todos os candidatos choramingando ao aparecer com o Igor do Flow. Deu uma entrevista irretocavel, assistida simultaneamente por quase 2 milhões de brasileirinhos, um sucesso absoluto de imagem, fotografia, roteiro e elenco!
Lula mostrou o quão hábil é em suas decisões e dessa vez Bony, Boninho, Tralli, Renata, Merval, Joel, Camarote e Malu Gaspar tiveram que assistir Aves de Rapina na telona da emissora, mas sem duvida estavam ligados no Flow na telinha, cuspindo fogo pela boca vendo o Lula gargalhar mais alto que o namorado da Arlequina, o Coringa!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 304

Depois de conversa com Lula, Alcolumbre vai levar PEC do fim da escala 6×1 ao plenário do Senado na terça-feira

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), agendou o início da tramitação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1 para a próxima terça-feira (6), na primeira sessão deliberativa após o primeiro turno das eleições, que acontece neste domingo (4).

Inicialmente, a PEC deve ser analisada pelo rito tradicional, que prevê cinco sessões de discussão antes de o texto ser levado à votação. Esse intervalo pode ser encurtado por acordo entre os senadores, a chamada quebra de interstício.

Por enquanto, a proposta de emenda aparece na pauta das sessões do Senado nos dias 6, 7 e 8 de outubro. Se as outras duas sessões de discussão forem marcadas para a semana seguinte, os senadores poderão votar a proposta antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Segundo o ministro José Guimarães, de Relações Institucionais, a base do governo vai trabalhar para que a votação da PEC seja feita já na terça-feira.

A proposta que reduz a jornada semanal dos trabalhadores formais no Brasil precisa de votos de 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação. Em nota, o presidente do Senado disse que o tema “será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas.”

Em seu perfil no X (ex-Twitter), o presidente Lula cumprimentou Alcolumbre e disse que o fim da escala 6×1 é uma prioridade de seu governo. “Estou convicto de que o Senado também saberá ouvir a sociedade e aprovar esse avanço histórico para milhões de trabalhadores brasileiros”, escreveu.

O encaminhamento da PEC do fim da 6×1 à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado só foi destravado depois que Lula e Alcolumbre se reaproximaram. A relação dos dois vinha estremecida desde que o Senado barrou a indicação do advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Lula, Alcolumbre e Motta
26.08.2026 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante quebra-Queixo com Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e Presidente da Câmara dos deputados, Hugo Motta, no Palácio da Alvorada, – DF. Foto: Ricardo Stuckert.

Efeito da reaproximação entre Lula e Alcolumbre

O relatório da proposta foi aprovado por maioria na CCJ no início de setembro, mas não foi pautado no plenário, apesar dos esforços da base de Lula.

No dia da votação, Alcolumbre disse, no plenário, que colocaria a proposta em votação após as eleições. Apesar da frustração de parte dos governistas, que esperavam ter o fim da escala 6×1 como bandeira de campanha, o entorno de Lula evitou confronto. A ordem foi manter a boa relação com Alcolumbre, então recém-reconstruída.

Além da 6×1, Alcolumbre fez andar o projeto de lei da política de minerais críticos, a medida provisória da taxa das blusinhas e a PEC da Segurança Pública. Esta última foi aprovada na CCJ e as outras duas já viraram lei.

Na CCJ, a PEC que reduz a jornada semanal teve como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM), um aliado do governo, que reproduziu integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio. A exemplo do que aconteceu na votação pelos deputados, a oposição tentou alterar o texto e atrasar a tramitação na comissão, mas as tentativas não avançaram.

O presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), disse no X que a decisão de Alcolumbre torna mais próximo o fim da escala 6×1. “Depois de marcos como a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e o 13º salário, o Brasil avança na legislação trabalhista com o apoio e dedicação do Congresso.”

A proposta reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.

A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal a 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

Fonte: ICL

Em São Paulo, 100 pessoas mil participam do encerramento da campanha de Lula

Em ato de encerramento da campanha que reuniu mais de 100 mil pessoas neste sábado, 3, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Avenida Paulista não será transformada em “palanque da extrema-direita”.

“A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro! Portanto, amanhã nós vamos votar e no primeiro turno nós vamos ocupar a Paulista!”, declarou o presidente no último comício da campanha eleitoral antes do primeiro turno.

Estavam na caminhonete com ele a primeira-dama, Janja, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e seus candidatos a governador e vice de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB), e ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Na sexta-feira, 2, a Prefeitura de São Paulo tentou impedir a passeata de Lula na Paulista, mas a Justiça garantiu o direito do presidente de realizar o ato.

A democracia e a barbárie

Lula afirmou que o Brasil está “a poucas horas de fazer o maior gesto da revolução democrática deste país” e que há dois lados nesta eleição: o da democracia, que defende os direitos humanos, a educação, a mobilidade urbana, a ciência, a tecnologia e a soberania; e o da barbárie, que é contra a cultura e que acabou com os ministérios da Indústria e Comércio, do Trabalho, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e das Mulheres.

 “Essa caminhada é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada por [Jair] Bolsonaro. Essa caminhada é a caminhada que tornou o banqueiro prisioneiro, o [Daniel] Vorcaro. Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade, sabendo o que está em jogo. De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção”, afirmou.

6×1, bets e sistema financeiro

Lula lembrou que na próxima terça-feira, 6, o plenário do Senado discutirá o fim da escala 6×1, uma de suas principais bandeiras de campanha, e que Flávio Bolsonaro tenta impedir de avançar. Também defendeu sua decisão de acabar com as bets: “Ninguém vai ganhar dinheiro extorquindo o povo pobre desse país”.

Ele também retomou uma fala dita durante sua entrevista para o Flow Podcast na quinta-feira, 1º, na qual demonstrou preocupação com os juros abusivos dos bancos e o impacto disso nas famílias. A declaração foi deturpada pela extrema-direita, que sugeriu que Lula queria limitar o acesso das pessoas a cartões de crédito. “Os mentirosos ontem tentaram mentir a meu respeito. O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade. Os bancos não podem ficar mandando para casa das pessoas sem elas pedirem”, explicou.

Para o próximo mandato, Lula prometeu mudanças no sistema financeiro e mais proteção aos cidadãos.

“Nós vamos no quarto mandato moralizar as coisas do sistema financeiro do Brasil. O sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe dinheiro investindo na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juros impagáveis”.

Aos 80, um menino de 15

O presidente afirmou que, apesar dos 80 anos, se sente “um menino de 15 com bastante força” e disse que o que “caduca” as pessoas é a falta de causa. Ele voltou a pedir que as pessoas com mais de 70 anos não deixem de votar “pelos seus filhos, netos e bisnetos”.

“A minha causa é o povo brasileiro, a educação e a soberania deste país”, declarou. “Enquanto o Lulinha tiver perna, eu vou andar pela minha perna! Mas quando eu não tiver mais, eu vou andar pela perna de vocês! E quando eu não puder falar, […] eu falarei pela voz de vocês! Eu vou pensar pela minha cabeça, mas quando a minha cabeça não pensar mais, eu pensarei pela cabeça de vocês! Eu vou lutar com as minhas forças, mas quando eu não tiver as minhas forças, eu lutarei pela força de vocês e do povo brasileiro que vai derrotar a extrema-direita, os fascistas e os negacionistas!”

Fonte: PT

Justiça proíbe pressão eleitoral sobre servidores da Prefeitura de Teotônio Vilela

A Justiça do Trabalho determinou que a Prefeitura de Teotônio Vilela interrompa imediatamente qualquer forma de pressão política sobre servidores e trabalhadores contratados pelo município. A liminar também proíbe convocações para carreatas, reuniões e outros atos de campanha

A decisão foi concedida pela 1ª Vara do Trabalho de São Miguel dos Campos após uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL).

Segundo o órgão, a investigação encontrou indícios de que trabalhadores, principalmente os contratados temporariamente, eram pressionados a participar de atividades eleitorais. Entre os relatos estão supostas ameaças de não renovação de contratos e outras formas de retaliação.

As informações foram reunidas durante uma inspeção realizada em 30 de setembro. Trabalhadores de unidades municipais foram ouvidos individualmente e de forma reservada.

De acordo com o MPT, foram encontradas provas de convocações e mobilizações feitas por gestores e outros agentes da administração municipal.

A prefeitura também está proibida de utilizar grupos institucionais de mensagens, veículos ou qualquer outro recurso público para mobilizar trabalhadores durante a campanha. A liminar determina ainda que o município garanta o livre exercício do voto, sem prejuízo salarial ou funcional.

Gestores, diretores e chefias deverão ser comunicados formalmente sobre as medidas. A administração também terá de divulgar um aviso aos trabalhadores reforçando a liberdade de voto e de orientação política.

Mensagens, documentos e outros registros relacionados às denúncias deverão ser preservados. A prefeitura ainda terá de criar um canal seguro e confidencial para receber novos relatos de assédio eleitoral.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 50 mil por obrigação violada, além de R$ 5 mil por trabalhador afetado.

A Justiça determinou o envio de cópias do processo ao Ministério Público Eleitoral, ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), ao Ministério Público de Alagoas e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AL), que poderão apurar possíveis irregularidades dentro de suas atribuições.

Fonte: Cada Minuto

Lula forma Mar Vermelho em BH e conclama eleitores de todas as idades a votar

Mesmo sob chuva, milhares acompanharam o presidente pelas ruas de Belo Horizonte; Lula fez apelo especial aos maiores de 70 anos e aos jovens e pediu mobilização até domingo

O presidente Lula transformou as ruas de Belo Horizonte em um “Mar Vermelho” nesta sexta-feira (2), durante uma caminhada que reuniu milhares de apoiadores na reta final da campanha presidencial. Vestida majoritariamente de vermelho, a multidão acompanhou o presidente entre a Praça da Liberdade e a Praça Tiradentes, mesmo depois da forte chuva que atingiu a capital mineira.

Lula percorreu o trajeto em carro aberto, acompanhado da primeira-dama Janja da Silva, do candidato ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias e das candidatas ao Senado Marília Campos e Áurea Carolina. A mobilização aconteceu a dois dias do primeiro turno, marcado para domingo (4).

Em seu discurso, Lula concentrou boa parte da mensagem em um chamado contra a abstenção. O presidente pediu especialmente que os brasileiros com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo, compareçam às urnas. “O Brasil precisa dos votos das pessoas de 70 anos, de quem ajudou a construir o Brasil”, afirmou.

O apelo também foi dirigido aos mais jovens. Lula pediu aos apoiadores que conversem com adolescentes de 16 e 17 anos e os estimulem a participar da eleição.

Lula aposta em vitória no primeiro turno

Diante da multidão, Lula afirmou estar confiante em uma definição da disputa já no domingo. “Eu tenho a convicção de que nós vamos ganhar as eleições no primeiro turno”, declarou. O presidente acrescentou que continuará mobilizado caso a eleição tenha uma segunda rodada.

Lula apresentou a eleição como uma das disputas políticas mais importantes de sua trajetória e relacionou o resultado das urnas à defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais.

Ao mesmo tempo, pediu aos apoiadores que não respondam a provocações de adversários durante os últimos dias da campanha. A orientação, segundo ele, deve ser concentrar as energias na mobilização eleitoral e no convencimento dos que ainda podem deixar de comparecer às urnas.

O presidente também voltou a criticar a extrema direita e o bolsonarismo, defendendo que a eleição seja usada para restabelecer um ambiente de civilidade na política brasileira.

Escala 6×1, bets e salário mínimo

Lula afirmou que a escolha feita nas urnas terá consequências concretas sobre temas que atingem diretamente a vida da população. Entre eles, destacou o debate sobre o fim da escala 6×1, as apostas on-line, a violência contra as mulheres e a política de valorização do salário mínimo.

O presidente também defendeu as políticas implementadas pelos governos do PT e pediu votos para candidatos comprometidos com a continuidade desses programas.

Em sua fala, Lula mencionou a expansão das universidades e dos institutos federais, o Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e políticas desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como exemplos de iniciativas que, segundo ele, mostram as diferenças entre os projetos políticos em disputa.

O presidente associou essas políticas à necessidade de eleger também uma bancada parlamentar capaz de sustentar no Congresso propostas de ampliação de direitos sociais.

Lula pede votos para Patrus

Em Minas Gerais, Lula fez uma defesa enfática da candidatura de Patrus Ananias ao governo estadual. O presidente lembrou a trajetória do aliado, que já foi prefeito de Belo Horizonte e ministro em seus governos.

“Companheiro que tem história, que tem biografia”, afirmou Lula ao apresentar Patrus aos apoiadores. O presidente disse acreditar que uma eventual eleição do petista poderia recolocar Minas Gerais em posição de destaque no cenário político nacional.

Lula também criticou adversários de Patrus e afirmou que a política não pode ser conduzida por meio de falsidades ou apenas pela busca de repercussão nas redes sociais. Em referência a Cleitinho Azevedo, disse que Minas não deveria trocar a experiência administrativa de Patrus por um candidato que, segundo suas palavras, “só sabe lacrar no celular”.

Além de Patrus, Lula pediu votos para Marília Campos e Áurea Carolina, candidatas ao Senado apoiadas por sua campanha.

Um Mar Vermelho sob a chuva

A chuva que atingiu Belo Horizonte atrasou o início da caminhada, mas não esvaziou a mobilização. Apoiadores permaneceram na Praça da Liberdade e novos grupos continuaram chegando enquanto aguardavam Lula. Quando o temporal perdeu força, a multidão voltou a ocupar as ruas para acompanhar o presidente.

Movimentos sociais, categorias profissionais, grupos religiosos e torcidas participaram da concentração. Entre os gritos ouvidos estavam referências a cidades da região metropolitana, manifestações religiosas e o coro “É o tetra”, em alusão à tentativa de Lula conquistar um quarto mandato presidencial.

Na reta final de seu discurso, Lula voltou ao ponto central da passagem por Minas Gerais: ninguém deve considerar seu voto dispensável.

Dos adolescentes que acabaram de conquistar o direito de participar das eleições aos brasileiros que ajudaram a construir o país e já ultrapassaram os 70 anos, o presidente pediu uma mobilização de todas as gerações nas urnas.

A mensagem que ficou do “Mar Vermelho” formado em Belo Horizonte foi a de transformar a multidão das ruas em comparecimento eleitoral no domingo.

Fonte: Brasil 247

Revolta estudantil sacode a França

O movimento de protesto começou no início de ano escolar 2026/27, na semana passada, mas cresceu muito e nesta quinta-feira, eram 640 escolas de ensino médio e 30 universidades bloqueadas, 1.793 detidos (90% menores de idade) e 119 feridos.

As reivindicações de melhores condições de ensino variam de escola em escola – estima-se em 50% sem condições ou falta de professores – e há a demanda geral dos secundaristas contra as medidas que dificultam o acesso à vagas no ensino superior.

As federações de professores da Força Operária (FO) e da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), chamaram ao apoio e à participação para proteger os jovens nas portas de escola.

Em um colégio, uma estudante segura um cartaz: “15 anos de escolaridade para terminar na lista de espera”. Em outro colégio: “De novo nos mandam a polícia ao invés de nos escutar. Mas desta vez vamos aguentar!”

Clima social, cortes e eleições presidenciais

O protesto se produz em meio a um crescente mal estar social com os cortes socais, a alguns meses das eleições presidenciais. Nesta mesma quinta-feira, o Governo apresentou um orçamento para 2027 propondo cortes históricos 54 bilhões de euros (cerca de R$ 330 bilhões).

Os serviços de inteligência “consideram que o movimento de bloqueio dos institutos é uma manobra organizada pela França Insubmissa (LFI) e seus satélites de ultra-esquerda”, assinalou em nota a equipe de Lecornu, o primeiro-ministro do presidente Macron.

“O governo provoca a juventude estudantil”, reagiu Jean-Luc Mélenchon, líder da LFI e principal candidato da esquerda às presidenciais. “Ele quer instaurar uma taxa de inscrição para os cursos técnicos superiores de dois anos ou em cursos preparatórios”.

Em nota oficial, Mélenchon convoca. “O movimento secundarista é inofensivo. O governou ordenou a repressão, cuja ferocidade tem um toque de racismo evidente. Não toquem nos jovens. Parlamentares e prefeitos insubmissos, interponham-se onde vocês puderem”. Podem-se ver os resultados.

Sindicalistas, parlamentares e prefeitos, como Bally Bagayoko, o novo prefeito LFI de Saint Denis, vizinha a Paris, estão na porta dos colégios junto com os secundaristas face à repressão, escoltando as suas marchas etc.

A federação de professores FNEC-FO foi ao Ministério da Educação exigir o fim da repressão. “Nós temos as mesmas reivindicações. Convocamos os colegas a juntar-se às mobilizações e no 6 de outubro: greve nacional!”. As centrais aderiram a mobilização. Na França, deverá ser a primeira vez que os sindicatos se manifestam junto com os estudantes. Se o governo francês não recuar, o movimento vai crescer.

Fonte: Petista

Petrobrás faz nova descoberta em águas ultra profundas no Amapá

A segunda descoberta na Margem Equatorial amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área, diz a estatal

A Petrobrás anunciou nesta sexta-feira (02) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, o que caracteriza uma nova descoberta no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. O poço está localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá e em águas ultraprofundas, em lâmina d’água de 2.886 metros. Depois da identificação de petróleo na área, este é a segunda descoberta com grande potencial exploratório. 

Em nota, a Petrobrás afirmou que a descoberta “amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”. 

“A continuidade da operação da perfuração do poço, após a descoberta divulgada em agosto de 2026, teve o objetivo de avaliar intervalos exploratórios mais profundos e permitiu a realização dessa nova descoberta, identificada por meio de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidos durante as operações”, ressalta a estatal. 

Com potencial comparado ao pré sal, a exploração na Margem Equatorial pela Petrobrás é parte da estratégia da companhia de manter o Brasil autossuficiente na produção de petróleo e gás. 

O processo para explorar a área começou em 2013, quando a britânica BP venceu a licitação do bloco. Em 2021, a Petrobrás retomou a área e recebeu do Ibama a licença para perfurar na região em outubro de 2025.

Apesar dos questionamentos sobre a segurança ambiental, a Petrobrás afirma que as operações na área são realizadas de forma “segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”. 

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que a Bacia da Foz do Amazonas pode ter até 10 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis, considerando petróleo e gás natural. Para comparação, o Brasil encerrou 2025 com cerca de 70 bilhões de barris de petróleo em reservas provadas, prováveis e possíveis, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a Petrobrás, a atuação no bloco FZA-M-59, onde está localizado o poço Morpho, “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país”.

Fonte: Hora do Povo

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