Teca Nelma do PT dispara na reta final de campanha à Assembleia Legislativa de Alagoas

Não são só as pesquisas que indicam a disparada de Teca Nelma (PT) rumo a Assembleia Legislativa de Alagoas. São as redes sociais e as ruas que atestam.

A candidatura de Teca Nelma, vereadora mais votada de Maceió a deputada estadual ganhou destaque entre setores da esquerda alagoana, com adesões de pesos em todas as forças políticas internas do Partido dos Trabalhadores, e também de quadros e lideranças do PSOL e do PCdoB, entre outras agremiações. As adesões também são enormes entre dirigentes sindicais e dos movimentos sociais.

E o que explica esse fenômeno? Para o professor Luiz Gomes, do curso de História da Universidade Estadual de Alagoas, “Teca Nelma tem um mandato que é referência para todos os movimentos sociais e sua candidatura para deputada estadual representa um polo de resistência dentro e fora do PT, levantando bandeiras como a defesa dos serviços públicos, o fim da escala 6×1, o transporte gratuito, a reforma política e a defesa da soberania nacional. Ou seja, Teca tornou-se um ponto de convergência para todos os lutadores de Alagoas”.

Teca Nelma tem uma candidatura competitiva e mais identificada com as pautas históricas do Partido dos Trabalhadores. “Além do vasto leque de apoio que ela tem recebido, existe uma aceitação fácil do seu nome e uma adesão espontânea supreendente”, destaca o também historiador Gilberto Coutinho, que finaliza dizendo: “não será surpresa, se a Teca foi a candidata mais votada do PT”

Teca chega à eleição com uma atuação parlamentar destacada como vereadora de Maceió, marcada por defesa de pautas como direitos sociais, participação popular, combate às desigualdades, inclusão de deficientes, diversidade e proteção de grupos vulneráveis e enfretamento a extrema direita golpista. Sua candidatura tem muita visibilidade nas redes sociais e uma aceitação espontânea incrível, principalmente entre a juventude que anseia por renovação e compromisso com pautas transformadoras. Sem dúvídas, Teca Nelma já é o destaque das eleições 2026 em Alagoas.

ACM Neto liderou esquema com transporte de dinheiro vivo em jatinho, aponta PF

ACM Neto liderou esquema com transporte de dinheiro vivo em jatinho, aponta PF

ACM Neto, candidato ao governo da Bahia nas eleições deste ano pelo União Brasil, era líder de uma organização criminosa que operou um esquema fraudulento dentro da prefeitura de Belo Horizonte, que teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão, em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Uma parte desse montante teria sido transportada em dinheiro vivo, em malas que foram levadas dentro de jatinhos em voos fretados. É o que aponta o relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação OverClean, ao qual o Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso. Nesta quarta-feira (30), a CNN Brasil noticiou que o político baiano liderava um esquema de desvio de verbas públicas em Minas Gerais.

O relatório da PF afirma textualmente que ACM Neto “exerce a função de liderança da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”.

Procurado por meio de sua assessoria, ACM Neto primeiramente não respondeu aos questionamentos da reportagem. Depois da publicação da matéria ele enviou nota qualificando as informações como “inverdades” que ele desmente de forma categórica. Veja a íntegra  da nota abaixo.

O Rei do Lixo

Ainda de acordo com a PF, Marcos Moura, empresário baiano conhecido como o Rei do Lixo, teria sido o intermediário das negociações com o então prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), morto em março do ano passado. 

Logo depois de ser reeleito em BH, Noman iniciou as tratativas para formar um novo secretariado e teve uma conversa com Marcos Moura, em 2 de dezembro de 2024. É o que mostra uma mensagem via WhatsApp extraída do celular do Rei do Lixo, identificada pela PF após apreender o aparelho do empresário.

Na conversa, o ex-prefeito de BH foi direto ao assunto, ao mencionar que o empresário tinha o direito de escolher quais secretarias queria indicar na nova gestão. Noman enviou uma foto de um papel escrito à mão, onde é possível ler “secretaria de combate à fome (subsecretaria 1; subsecretaria 2)” e “secretaria de mobilidade urbana (subsecretaria 1; subsecretaria 2)”. Junto à imagem, Noman escreveu duas vezes para o Rei do Lixo: “escolhe”.

Marcos Moura, então, responde: “vou conversar com Rueda e Neto e falo com o senhor”. Rueda é uma referência a Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil e candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nestas eleições.

Logo depois dessa conversa, a PF identificou uma ligação de sete minutos entre Marcos Moura e ACM Neto. O Rei do Lixo retoma a conversa com Fuad Noman e faz uma contraproposta: “pode ser as duas mais educação e abrindo mão do governo?”

Fuad Noman cita um acordo com o PT, mas se mostra disposto a rever as tratativas. Marcos Moura responde: “O senhor quer permanecer com o Bruno, né?”. E o ex-prefeito se mostra totalmente à disposição para atender o grupo: “Sim. Vocês querem mudar?”.

O relatório aponta que o Bruno mencionado é Bruno Barral, ex-secretário de educação de BH. Ele foi indicado ao cargo em março de 2024 e permaneceu no posto após a reeleição de Fuad Noman. 

Barral era assessorado por Flávia Bittencourt. De acordo com a PF, ela “desempenhou importante papel na organização criminosa ao coordenar a montagem de processos das contratações fraudulentas”. Em mensagens extraídas do celular dela, há um momento em que ela admite a um interlocutor que sua indicação havia sido aprovada por ACM Neto.

Antes de ser nomeada na Prefeitura de Belo Horizonte, Flávia Bittencourt ocupou a função de Gerente Central de Materiais e Patrimônio da prefeitura de Salvador, durante o segundo mandato de ACM Neto, entre 2020 e 2024, que corresponde ao segundo mandato de ACM Neto e o primeiro de Bruno Reis (União), afilhado político do ex-prefeito.

A defesa de Marcos Moura foi procurada para comentar a reportagem, mas não respondeu aos questionamentos. Bruno Barral e Flávia Bittencourt não foram localizados. 

Licitação direcionada na educação

Depois de ter aparelhado a secretaria de educação de BH, o grupo criminoso teria atuado para favorecer empresas, mediante fraude em licitação e pagamentos superfaturados. Uma destas empresas é a Brasil Sustentável, que atua no mercado editorial brasileiro, produzindo livros paradidáticos. 


O relatório da PF mostra que Flávia Bittencourt atuou em parceria com Alexandre Camargo, representante comercial da Brasil Sustentável, para elaborar o processo de licitação. Nas conversas entre Flávia e Alexandre, há combinação de preço e até participação do representante comercial na formulação do edital, que foi publicado no dia 25 de setembro de 2024.

Em 30 de dezembro do mesmo ano, a secretaria de educação de BH assina o contrato com a Brasil Sustentável no valor de R$40 milhões, com prazo para vigorar por 12 meses.

A mesma prática se repetiu com outras empresas, replicando o modelo de licitação direcionada e sobrepreço com as empresas favorecidas. Foi o caso da Iptech Soluções Integradas, que venceu uma licitação de R$7,8 milhões. E também da Trinity Tecnologia Educacional, cujo contrato foi no valor de R$54,2 milhões.

Segundo a PF, o Grupo Movimenta, com contrato no valor de R$30 milhões, também foi beneficiado em licitação. Assim como a empresa LarClean Saúde, dos irmãos Fábio e Alex Parente, que fechou contrato de R$24,6 milhões para prestação de serviços de controle e combate de pragas urbanas, retirando insetos, ratos, cupins e desalojando pombos, morcegos e higienizando caixas d’água.

Todas as empresas citadas nesta reportagem foram procuradas por meio do e-mail operacional que consta nos sites oficiais. Mas, até o momento, nenhuma delas emitiu nota.

Malas de dinheiro em jatinho

A Polícia Federal também identificou que a organização criminosa movimentou dinheiro vivo, transportando por meio de aeronaves fretadas, no trajeto entre São Paulo e Salvador.

No dia seguinte à vitória da empresa Brasil Sustentável na licitação dos livros paradidáticos de BH, o Rei do Lixo teria ordenado que um homem, identificado como Clebson Oliveira, viajasse no aeroporto de Congonhas levando dinheiro vivo. O valor estimado era de R$5 milhões, em espécie.

A viagem aconteceu no dia 19 de novembro de 2024, após embarque no hangar da empresa VOAR. Ouvido pela PF, o piloto da aeronave informou se lembrar “cinco ou seis malas” sendo transportadas para dentro do avião naquele dia.

A PF também identificou que, durante o voo, Marcos Moura entrou em contato com ACM Neto, em uma conversa que durou aproximadamente três minutos. Entre agosto e dezembro de 2024, o político baiano e o Rei do Lixo conversaram 232 vezes, de acordo com a PF.

Há menção também a um homem identificado como Gabriel Mascarenhas, que também teria atuado transportando dinheiro vivo em grandes quantidades em aeronaves particulares.

Mesmo após a deflagração da 1ª e 2ª fases da Operação Overclean, a PF identificou que Mascarenhas continuou transportando grande quantidade de dinheiro em espécie.

Em agosto deste ano, o Rei do Lixo e mais 24 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal sob suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro em operação sobre desvios de emendas parlamentares. Mesmo com a citação no relatório da PF que há “fundadas suspeitas de que a organização criminosa é encabeçada por ACM Neto”, o ex-prefeito não foi indiciado. O relator das investigações é o ministro Kassio Nunes Marques, do STF .

ACM Neto atualmente na frente, dentro da margem de erro, nas pesquisas de intenção de voto na eleição para o governo da Bahia. De acordo com a pesquisa Quaest, ele tem 42% contra 40% de Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição.

Posicionamento de ACM Neto

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Estou profundamente indignado e estarrecido com a quantidade de inverdades, a meu respeito, contidas na reportagem “ACM Neto liderou esquema…”, veiculada neste site, supostamente baseada em relatório da Polícia Federal. Desminto de forma categórica tudo ali noticiado e desafio o ICL e suas fontes a apresentarem as provas.

Não surpreende que tal matéria – articulada com outras notas apócrifas veiculadas pela rede de desinformação e difamação montada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) – seja veiculada na véspera da eleição para governador da Bahia, onde desponto nas pesquisas como franco favorito.

Já determinei a meus advogados que tomem as devidas providências contra os autores e disseminadores deste amontoado de fake News que visa interferir, de forma criminosa e antidemocrática, no andamento das eleições.

Envidarei todos os esforços legais para punir duramente os idealizadores, autores e divulgadores destes ataques insidiosos contra a minha honra.

ACM Neto
Candidato a governador da Bahia”

Fonte: ICL

Debate cancelado: a jogada de mestre de Lula e a derrota histórica da Globo

A Globo preparou o palco, definiu as regras, escalou os palhaços e contava com a ausência de Lula para transformar o último debate presidencial do primeiro turno em uma espécie de tribunal televisivo contra o presidente. O plano, porém, desandou antes de entrar no ar.

O cancelamento do debate que seria realizado nesta quinta-feira (1º), depois que a emissora recebeu duas decisões judiciais, desmontou o circo. Uma decisão judicial da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Globo de exibir de forma destacada o púlpito vazio destinado a Lula e suspendeu a possibilidade de os candidatos fazerem perguntas dirigidas ao ausente.

A outra, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos, do Missão, o que foi decisivo para a fuga do covarde miliciano Flávio Bolsonaro.

A Globo reagiu dizendo que as decisões de última hora produziram “insegurança jurídica” e representaram uma interferência na liberdade da emissora de organizar debates. Pouco depois, anunciou o cancelamento do programa e substituiu o horário por um capítulo inédito da novela “Quem Ama Cuida”.

Lula fez uma jogada de mestre. Foi ao Flow Podcast, denunciou a armação (e ainda bateu no oportunista Luciano Huck, irmão de Vorcaro). “Esses debates da Globo não produzem nada. Começam a fazer gracinha, fazer piada, pegadinha, presidência da República é coisa séria. Não é quem vai lacrar mais. Não dá pra levar quem tá com 45% disputar quem tá com 1%. Então decidir não ir, as pessoas me conhecem bem”, disse a Igor 3k.

Malu Gaspar e Valdo Cruz passaram a explicar o fracasso da operação diretamente de uma garagem da Mansão Wayne, defendendo os patrões e a “importância do cumprimento de contratos” etc etc. Duas crianças mimadas porque choveu na festinha e molhou o brigadeiro. A cara de Valdo, tendo de ouvir a catilinária da colega, é desde já antológica.

O programa que deveria colocar Lula como saco de pancadas acabou não acontecendo — e o presidente pôde saborear a vingança de 1989.

No primeiro debate presidencial após a redemocratização, Lula enfrentou Fernando Collor, que recebeu treinamento dos jornalistas da Globo. Boni contou como cometeu esse crime com orgulho em entrevista na própria casa. A edição exibida no Jornal Nacional, uma farsa completa, tornou-se um dos episódios mais escandalosos da história da TV brasileira.

O que aconteceu nesta quinta-feira não foi apenas o cancelamento de um debate. É um fracasso para uma emissora que construiu sua trajetória apoiando golpes e rupturas institucionais no Brasil e foi deixada com a broxa na mão.

Fonte: DCM

Flávio Bolsonaro destinou milhões em emendas para empresas investigadas pela Polícia Federal

Emendas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) financiaram pagamentos a uma entidade classificada pela Receita Federal como “inexistente de fato” e a empresas investigadas pela Polícia Federal por suspeita de fraude em licitações de equipamentos balísticos. Desde 2020, o parlamentar teve mais de R$ 300 milhões reservados no Orçamento federal para indicações de recursos.

O candidato à Presidência afirmou ao Uol que ele e sua equipe não indicam empresas para receber os valores. “A atuação do gabinete limita-se às atribuições institucionais relacionadas à indicação das emendas”, disse, acrescentando que as contratações cabem aos beneficiários e que eventuais irregularidades devem ser apuradas por órgãos de controle.

Em 2024, o senador destinou R$ 3,1 milhões para a atenção básica de saúde de Mesquita, município do Rio de Janeiro governado pelo PL. Desse total, R$ 666 mil foram pagos em agosto de 2025 ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP).

A Receita Federal enquadrou o IMP em junho de 2026 como “inexistente de fato”. Em documento, o órgão apontou razões que indicariam que a empresa foi constituída para a prática de fraude fiscal, inclusive em benefício de terceiras empresas.

Jorge Miranda, prefeito de Mesquita (RJ) até 2024, ao lado de Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

TCE-RJ apontou suspeitas em contratos do IMP com Mesquita

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro acompanha a atuação do instituto desde 2024. Mesquita firmou contratos que superaram R$ 580 milhões com a entidade entre 2019 e o fim de 2024 para a gestão da saúde pública. Em acórdão de 2025, o tribunal citou ausência de estudos técnicos antes da transferência da gestão e indícios de conluio na concorrência vencida pelo IMP.

O acórdão também registrou que uma pessoa que assinava documentos da entidade havia morrido em 2017. A Prefeitura de Mesquita declarou o instituto inidôneo por dois anos, rescindiu os contratos e aplicou multa de R$ 3 milhões após processo administrativo. A administração municipal informou que encaminhou o caso ao Ministério Público e disse que manteve os serviços temporariamente para evitar interrupção no atendimento à população.

Recursos indicados por Flávio também entraram em convênios do Governo do Rio de Janeiro que pagaram R$ 569 mil à Glágio do Brasil e R$ 1,1 milhão à Inbra-Tecnologia. As empresas foram alvo da Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2023, que apura suspeitas de divisão de contratos públicos de proteção balística e alternância de vitórias em licitações.

Outras destinações do senador também passaram a ser questionadas por órgãos de controle ou investigações jornalísticas. Uma emenda de R$ 4 milhões para projeto esportivo ligado ao Vasco entrou na mira da Controladoria-Geral da União (CGU), enquanto outra, de R$ 200 mil para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio, foi discutida por Robson Calixto, o Peixe.

Calixto, conhecido miliciano do Rio de Janeiro, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, em mensagens com uma assessora de Flávio. Em Resende, nove pagamentos à empresa Valle Sul somaram R$ 6,61 milhões para obras no aeroporto municipal.

Fonte: DCM

Governo Trump é suspeito de sequestro de procurador-geral da Bolívia

Roger Mariaca lidera as apurações contra Fernando Cerimedo, ex-assessor de Javier Milei, presidente da Argentina, e do presidente boliviano Rodrigo Paz

A Procuradoria-Geral da Bolívia denunciou o sequestro do procurador-geral do Estado, Roger Mariaca, uma das autoridades bolivianas punidas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a revogação do visto de entrada no país.

Segundo a teleSUR, agentes interceptaram Mariaca e o procurador departamental de Santa Cruz, Alberto Zeballos, na noite de quarta-feira (30), no Aeroporto Internacional de Viru Viru, sem esclarecimentos sobre os motivos, os responsáveis ou o destino dos dois.

Zeballos também integra a lista de autoridades que tiveram os vistos americanos revogados, conforme a emissora. A reportagem associa as medidas dos Estados Unidos a alegações relacionadas à corrupção e ao narcotráfico, mas não apresenta elementos que vinculem essa punição às detenções no aeroporto.

Mariaca conduz investigações sobre suspeitas de corrupção e lidera as apurações contra Fernando Cerimedo, ex-assessor de Javier Milei, presidente da Argentina, e do presidente boliviano Rodrigo Paz. Cerimedo é também ligado ao clã Bolsonaro. Ele é investigado por enriquecimento ilícito e tráfico de drogas, além de ter sido preso por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Nadia Beller. Após a punição imposta pelo governo Trump, o procurador-geral reafirmou que daria continuidade às investigações.

De acordo com as informações preliminares publicadas pela teleSUR na madrugada desta quinta-feira (1º), os agentes abordaram os dois procuradores dentro do terminal. Até aquele momento, nenhuma manifestação oficial havia identificado a instituição responsável pela operação ou esclarecido se os agentes cumpriam mandados judiciais.

A expressão “sequestro” corresponde à denúncia da Procuradoria-Geral boliviana. O relato da emissora, que também cita informações da Red Uno, descreve a detenção das autoridades, mas não informa quais acusações, caso existissem, teriam fundamentado a ação.

Após a abordagem, o aeroporto registrou intensa movimentação policial, com presença de agentes da Interpol e restrições ao acesso da imprensa. A reportagem não esclarece o papel desses agentes nem atribui à organização a responsabilidade pela detenção de Mariaca e Zeballos.

A polícia também interveio na sede da Procuradoria Departamental de Santa Cruz e realizou buscas na residência de Mariaca, na região norte da cidade. O material não detalha os objetivos das diligências, as ordens que as autorizariam ou eventuais materiais recolhidos.

Na mesma noite, o secretário departamental de Segurança Cidadã do governo de Santa Cruz, Jorge Santistevan, informou à imprensa local que policiais também haviam prendido o ex-ministro do Governo Eduardo del Castillo. Segundo as informações reproduzidas pela teleSUR, os agentes interceptaram o ex-ministro em Sopocachi.

A reportagem não esclarece o motivo da prisão de Del Castillo nem estabelece uma relação entre essa ação e a detenção dos procuradores. A informação sobre o ex-ministro tem como fonte a declaração de Santistevan à imprensa local.

Até a publicação da notícia, permaneciam desconhecidos o paradeiro de Mariaca e Zeballos, a existência de mandados judiciais contra os dois e a identidade da instituição que conduziu a operação em Viru Viru.

Fonte: Brasil 247

Lula abre 9,3% sobre Flávio Bolsonaro em pesquisa de Minas, diz DataTempo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pelo Palácio do Planalto entre eleitores de Minas Gerais, com 40,2% das intenções de voto, ante 30,9% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença de 9,3 pontos percentuais supera a margem de erro da pesquisa DataTempo, de 3,1 pontos.

Na estimativa de votos válidos, que exclui brancos, nulos, indecisos e quem não respondeu, Lula alcança 45,8%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 35,2%. Nesse recorte, a distância entre os dois sobe para 10,6 pontos percentuais.

O levantamento indica crescimento de Lula em relação à rodada anterior do instituto. Na pesquisa anterior, o petista tinha 35,6% das preferências em Minas, e Flávio Bolsonaro, 31,2%.

Os dois candidatos concentram cerca de sete em cada dez intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 5,8%, seguido pelo ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 4,3%, e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%.

Pesquisa DataTempo divulgada em 30 de setembro

Zema cai em Minas e é lembrado por 1,1% no cenário espontâneo

Zema registrava 10,8% das intenções de voto na primeira rodada da DataTempo divulgada em março e caiu para 4,3% no levantamento atual. No cenário espontâneo, sem uma lista de candidaturas apresentada ao entrevistado, ele é citado por 1,1% dos eleitores mineiros.

Lula também lidera o cenário espontâneo, com 35,9% das menções. Para a analista sênior da DataTempo Mariela Rocha, a concentração de votos nos dois primeiros colocados reduz o espaço para candidatos alternativos.

“Uma hipótese é que, à medida que a eleição se aproxima, parte do eleitorado passe a considerar com mais peso quais candidaturas percebe como efetivamente competitivas”, afirmou Rocha. A pesquisadora acrescentou que o levantamento não investigou as razões da escolha dos eleitores.

A pesquisa também apontou que 68,6% dos mineiros consideram o voto para presidente uma decisão que não deve mudar. O instituto entrevistou 1.000 pessoas em domicílios entre 24 e 27 de setembro de 2026, com intervalo de confiança de 95%; o levantamento está registrado sob os números MG-01851/2026 e BR-04527/2026.

Fonte: DCM

Operação resgata 17 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Alagoas

Por Ascom MTE

Auditores-Fiscais do Trabalho, vinculados à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE), resgataram 17 trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravo em obras de pavimentação em Marechal Deodoro e São Miguel dos Milagres (AL), em ações fiscais com inspeções em 21 e 22 de setembro de 2026, após constatarem alojamentos sem água potável e uma cama ao lado do botijão de gás.

Durante a fiscalização, a Auditoria-Fiscal do Trabalho identificou um conjunto de condições degradantes que comprometiam direitos fundamentais relacionados à dignidade, à saúde, à segurança, à higiene e ao descanso dos trabalhadores.

Dos 17 trabalhadores resgatados, 12 estavam em Marechal Deodoro, onde atuavam no assentamento de pedras, e cinco em São Miguel dos Milagres. Em Marechal Deodoro, a Inspeção do Trabalho constatou que parte dos trabalhadores não tinha registro do vínculo de emprego e recebia exclusivamente por produção, conforme os metros quadrados executados, sem remuneração fixa mensal.

Condições precárias de higiene, alimentação e descanso

Em Marechal Deodoro, os 12 trabalhadores estavam divididos em duas casas. A casa com quatro ocupantes também servia de depósito de materiais da obra e apresentava sujeira, areia e cimento.

Nessa casa, os Auditores-Fiscais do Trabalho constataram que dois trabalhadores dormiam sobre papelão, diretamente no chão de um quarto vazio. Não havia mesa, geladeira nem armários para os pertences, e as refeições eram feitas no chão.

Na casa com oito ocupantes, havia apenas dois quartos pequenos, e parte dos trabalhadores dormia na sala e na cozinha. A geladeira não funcionava, e a única mesa não comportava todos: parte das refeições era feita no chão ou sobre os próprios colchões.

Em São Miguel dos Milagres, a fiscalização verificou que o alojamento dos cinco trabalhadores não tinha camas adequadas: os colchões ficavam diretamente no chão ou empilhados sobre uma estrutura sem estrado. Sem espaço nem armários para os pertences, dois trabalhadores dormiam na sala. Havia uma única mesa, pequena, e parte do grupo fazia as refeições na cama ou no chão.

Riscos à saúde e à segurança nos alojamentos

Na casa com oito ocupantes, em Marechal Deodoro, uma das camas ficava ao lado do botijão de gás, dos mantimentos e de outros objetos. No mesmo imóvel, a Inspeção do Trabalho encontrou instalações elétricas improvisadas, além de mofo, lixo e baratas.

No alojamento de São Miguel dos Milagres, a fiação elétrica estava exposta, com uma caixa de tomada aberta.

Falta de água potável nos alojamentos e nas obras

Os Auditores-Fiscais do Trabalho constataram que a casa com quatro ocupantes, em Marechal Deodoro, não tinha água nas torneiras. Os trabalhadores usavam água da rua e da mangueira da obra e tomavam banho de balde. O banheiro estava danificado, sujo e sem funcionamento adequado. Durante o trabalho, o grupo dividia uma garrafa térmica de cinco litros.

Na casa com oito ocupantes, não havia filtro nem outro meio de fornecer água potável. No alojamento de São Miguel dos Milagres, não havia caixa d’água, bebedouro ou filtro, e os trabalhadores buscavam água para beber em um poço na rua.

A fiscalização verificou ainda que, na obra de São Miguel dos Milagres, o empregador não fornecia água potável: os trabalhadores levavam as próprias garrafas.

Frentes de trabalho sem sanitário nem abrigo

Nas obras dos dois municípios, a Auditoria-Fiscal do Trabalho constatou que não havia instalações sanitárias, local para refeições nem abrigo contra o sol. Em São Miguel dos Milagres, os trabalhadores se abrigavam sob árvores durante as pausas.

Com base nesse conjunto de fatos, os Auditores-Fiscais do Trabalho caracterizaram a submissão dos 17 trabalhadores a condições degradantes de trabalho, uma das modalidades de trabalho em condição análoga à de escravo previstas no artigo 149 do Código Penal.

Atuação conjunta garante proteção e reparação de direitos

As ações fiscais foram coordenadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, por meio do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, e contaram com a participação do Ministério Público do Trabalho, da Defensoria Pública da União e da Polícia Federal.

A atuação integrada possibilitou o resgate dos trabalhadores, a adoção das medidas trabalhistas, administrativas e jurídicas cabíveis e a articulação da proteção social necessária ao seu acompanhamento.

Nas ações, coube à Auditoria-Fiscal do Trabalho identificar e caracterizar as irregularidades trabalhistas, promover o resgate, determinar a regularização e a rescisão dos contratos, apurar as verbas devidas aos trabalhadores e adotar as medidas administrativas pertinentes.

O Ministério Público do Trabalho atua, dentro de suas atribuições institucionais, na tutela dos direitos trabalhistas individuais e coletivos, enquanto a Polícia Federal participa das ações fiscais no âmbito de suas competências, inclusive garantindo a segurança necessária à atuação da equipe e adotando as providências relacionadas às suas atribuições de polícia judiciária.

Essa atuação integrada permite que diferentes dimensões da violação sejam enfrentadas simultaneamente e fortalece a capacidade do Estado de interromper situações de exploração, proteger os trabalhadores, assegurar direitos e promover a responsabilização dos envolvidos, respeitadas as atribuições legais de cada instituição.

Direitos assegurados aos trabalhadores resgatados

Como resultado das providências adotadas, os contratos dos 17 trabalhadores foram rescindidos, e as verbas rescisórias foram pagas perante os Auditores-Fiscais do Trabalho.

A Auditoria-Fiscal do Trabalho emitiu para cada trabalhador a guia do seguro-desemprego destinado ao trabalhador resgatado de condição análoga à de escravo.

Os Auditores-Fiscais do Trabalho lavrarão ainda os autos de infração correspondentes às irregularidades constatadas, inclusive o auto específico sobre o trabalho em condição análoga à de escravo.

As ações fiscais permanecem em andamento.

O enfrentamento ao trabalho em condições análogas às de escravo constitui política permanente do Estado brasileiro e exige atuação articulada entre órgãos públicos e instituições da rede de proteção. A integração entre fiscalização, proteção social, defesa de direitos e investigação permite não apenas identificar e interromper situações de exploração, mas também proteger os trabalhadores resgatados, recompor direitos, promover a responsabilização dos envolvidos e contribuir para a prevenção de novas violações.

Entenda o que é o trabalho em condição análoga à de escravo

O trabalho em condição análoga à de escravo não exige que a pessoa esteja presa, acorrentada ou impedida fisicamente de deixar o local de trabalho.

O artigo 149 do Código Penal prevê quatro modalidades: trabalhos forçados, jornada exaustiva, condições degradantes de trabalho e restrição, por qualquer meio, da locomoção do trabalhador em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. Basta uma delas para a caracterização.

A lei também alcança quem, para reter o trabalhador no local de trabalho, cerceia o uso de qualquer meio de transporte, mantém vigilância ostensiva ou se apodera de documentos ou objetos pessoais.

Condição degradante de trabalho é qualquer forma de negação da dignidade humana pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, sobretudo os garantidos pelas normas de proteção, segurança, higiene e saúde no trabalho.

A reportagem tentou entrar em contato com as assessorias das prefeituras de Marechal Deodoro e São Miguel dos Milagres, citadas na matéria, mas não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos e posicionamentos.

Com Tarcísio, o sarampo avança em SP, soma 40 casos e maioria envolve crianças pequenas

O estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). Três novos diagnósticos foram confirmados nesta terça-feira (28), todos em moradores da capital: dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano. Não houve mortes.

Do total de casos, 36 ocorreram na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em cada uma das cidades de Guarulhos e Santo André. Cerca de 60% dos pacientes são crianças menores de 2 anos. Trinta dos 40 infectados não tinham registro de vacinação ou estavam com o esquema incompleto.

O CVE informou que os novos pacientes integram cadeias de transmissão identificadas desde junho e que a circulação do vírus apresenta tendência de redução. A vacina está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas. Crianças devem receber doses aos 12 e aos 15 meses; pessoas de 15 meses a 29 anos precisam comprovar duas doses, enquanto a faixa de 30 a 59 anos deve ter ao menos uma.

Fonte: DCM

200 mil pessoas lotam comício de Lula em Salvador

Multidão acompanhou o candidato até o farol. “Nosso quarto mandato será de grandes investimentos”, garantiu o presidente ao discursar para os baianos

O presidente Lula realizou uma caminhada nesta terça-feira (29) em Salvador, entre os bairros de Ondina e Barra. A campanha avalia que 200 mil pessoas acompanharam o presidente na Avenida Oceânica até o Farol da Barra, onde ele discursou para a multidão.

Lula apontou que em seu quarto mandato serão feitos muitos novos investimentos. Ele falou do petróleo da Margem Equatorial. “Esse petróleo será o nosso segundo pré-sal. O nosso adversário disse que foi sorte encontrar o petróleo. Só descobrimos petróleo se houver pesquisa, e nós investimos em pesquisa”, argumentou.

“Vamos usar esse dinheiro desse novo pré-sal para Educação, para Ciência e Tecnologia e para a Saúde”, disse Lula. “Nosso país não vai ficar devendo nada a nenhum país do mundo. Vamos formar as nossas meninas e nossos meninos para as novas tecnologias do mundo digital e da transição energética”, garantiu o presidente.

Ele falou sobre as terras raras e disse que elas serão processadas dentro do Brasil. Citando o escritor Eduardo Galeano, Lula destacou que durante o ciclo do ouro, “a exploração deixou buracos no Brasil para adornar os palácios de Portugal e para enriquecer a Inglaterra”. “Não vamos mais ser meros exportadores de minério de ferro. Vamos exportar inteligência. Nós vamos transformar esse país. As pessoas vão viver melhor. Nós temos condições para isso”, prosseguiu Lula.

“A escolha deste ano vai ser entre aqueles que criaram o banqueiro, dono do Master, e nós, que fizemos o banqueiro, que eles criaram, transformar-se em prisioneiro. Nós prendemos o banqueiro ladrão que eles criaram”, disse o presidente.

“É escolher entre aqueles que montaram a quadrilha da Previdência Social e nós, que prendemos a quadrilha e pagamos R$ 3,5 bilhões a cinco milhões de aposentados que foram roubados”, prosseguiu o presidente, lembrando que esses são os mesmos que defendem a privatização das praias para impedir o povo de frequentá-las.

Participaram do ato ao lado do presidente Lula, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, além de Rui Costa e Jaques Wagner, candidatos ao Senado pela legenda. A primeira-dama, Janja da Silva, também acompanhou o presidente durante toda a caminhada e o comício.

Lula começou seu discurso elogiando a Bahia, o povo baiano e a sua cultura. “O povo baiano é muito especial. A alegria de vocês, a negritude de vocês, a dança de vocês é contagiante. Para qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo que venha a Bahia, sai daqui maravilhado com a qualidade do nosso povo”, disse o presidente.

“Essa mistura de negros, indígenas e depois uma mistura com os europeus, com os árabes, que gerou essa gente bonita, inteligente e alegre”, prosseguiu Lula, destacando nomes de heroínas do “Dois de Julho” como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica.

Lula citou também Castro Alves, Jorge Amado, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Maria Betânia, Margarete Menezes, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. “Não vou nem falar de Caymmi e a família de Caymmi”, brincou o presidente. “Vocês são um povo superior, em se tratando de cordialidade, simpatia e alegria”, prosseguiu Lula.

Ele lembrou que “o governo anterior distribuiu um milhão de armas e um bilhão e 100 milhões de balas entre a população”. “O que é que eu fiz este ano? Distribuí 230 milhões de livros didáticos para o ensino médio brasileiro”, afirmou Lula, lembrando que um estudante de uma universidade custa muito mais barato que um preso num presídio.

Depois, Lula reafirmou que seu governo promoveu a inclusão social como poucos presidentes fizeram. Ele destacou dois momentos na história em que houve inclusão social. A primeira vez, segundo Lula, foi em 1936, quando Getúlio Vargas criou o salário mínimo. “Não tinha salário nesta época”, disse. “Depois, também por Getúlio, em 1943, foi criada a CLT, tirando o trabalhador da escravidão, dando jornada e direito de férias para os trabalhadores”, prosseguiu Lula.

“O outro momento aconteceu exatamente quando nós chegamos na Presidência da República. Tirando esse período de Getúlio, não tem ninguém que tenha feito nem 20% do que nós fizemos”, destacou Lula, nominando as suas realizações e seus programas e obras realizadas na Bahia.

Lula também criticou os que defendem que N.S. Aparecida não seja mais a padroeira do Brasil. “Enquanto nós existirmos, a Nossa Senhora será a padroeira do Brasil”, garantiu. “Neste país todos têm que respeitar as religiões dos outros. Têm que respeitar os católicos e estes têm que respeitar os evangélicos, assim como eles têm que respeitar as religiões de matriz africana”, defendeu Lula.

Fonte: Hora do Povo

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