Pesquisa de professor da UNEAL revela como o crédito aprofunda desigualdades no cotidiano das cidades brasileiras

Tese defendida na USP analisou formas bancárias, não bancárias e informais de crédito, com destaque para a agiotagem em suas múltiplas expressões

O crédito costuma ser apresentado como solução para o consumo, o empreendedorismo e a inclusão financeira. Mas, em muitos contextos, ele também pode funcionar como mecanismo de dependência, endividamento e drenagem da renda das populações mais pobres. Essa é uma das questões centrais analisadas pelo professor Dhiego Antonio de Medeiros, da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL/Campus III, em tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo – USP.

A pesquisa, intitulada “Mercados de crédito e circuitos da economia urbana no território brasileiro: desigualdades e financeirização na era da globalização”, foi defendida no dia 8 de maio de 2026, no Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP.

Na tese, o professor analisou os mercados de crédito como fenômenos urbanos e territoriais, articulados à financeirização da economia, às desigualdades socioespaciais e aos diferentes circuitos da economia urbana no Brasil. O estudo parte da compreensão de que o crédito não pode ser visto apenas como instrumento financeiro, mas como uma mediação concreta da vida cotidiana.

“O crédito não é apenas um instrumento financeiro. Ele é uma mediação concreta da vida cotidiana que atravessa o consumo, o trabalho, a moradia, a circulação e as formas de permanência das pessoas nos lugares”, afirma o professor Dhiego Antonio de Medeiros.

Ao longo da pesquisa, o professor investigou como o crédito, ao incorporar o preço do dinheiro por meio dos juros, participa da drenagem das rendas das economias urbanas pobres. A tese mostra que a expansão do crédito no território brasileiro não eliminou as desigualdades de acesso ao dinheiro. Ao contrário, revelou mercados de crédito interdependentes, hierarquizados e marcados por forte seletividade territorial.

O trabalho propõe uma leitura plural dos mercados de crédito, considerando não apenas bancos e instituições financeiras tradicionais, mas também financeiras, correspondentes bancários, fintechs, Empresas Simples de Crédito e práticas populares, não bancárias e informais. Entre elas, aparecem o fiado, as rifas, a conversão de limites de cartão em dinheiro, a agiotagem em suas múltiplas expressões e modalidades como o chamado “gota a gota”, prática de empréstimo informal difundida em diferentes países sul-americanos.

A investigação evidencia ainda que essas formas de crédito não se restringem às relações econômicas imediatas. Em determinados contextos, elas se articulam a estruturas de poder local, oligarquias, relações de dependência pessoal e dinâmicas político-eleitorais, incluindo a problemática do “preço do voto”. Nesse sentido, a tese contribui para compreender como juros, endividamento e acesso desigual ao dinheiro podem reforçar formas de subordinação social e territorial.

O trabalho foi orientado pelo professor Dr. Fabio Betioli Contel, da FFLCH/USP. A banca examinadora foi composta pelo professor Dr. Ricardo Méndez Gutiérrez del Valle, da Universidad Complutense de Madrid; pela professora Dra. Marina Regitz Montenegro, da FFLCH/USP; e pela professora Dra. María Laura Silveira, da Universidad de Buenos Aires/CONICET.

Durante a defesa, a banca destacou o caráter original e inédito da tese, ressaltando sua contribuição para os debates sobre crédito, financeirização, desigualdades territoriais e circuitos da economia urbana. Os examinadores também recomendaram a publicação do trabalho em forma de livro.

A pesquisa contou com apoio da CAPES/PROEX e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. O percurso incluiu bolsa regular de doutorado e estágio de pesquisa no exterior, por meio da modalidade BEPE/FAPESP, realizado na Universidad Complutense de Madrid, na Espanha, sob a supervisão do professor Dr. Simón Guillermo Sánchez Moral. O professor também atuou como pesquisador visitante na Universidad del Valle, em Cali, na Colômbia, ampliando a interlocução internacional da pesquisa.

A conclusão do doutorado reforça a inserção acadêmica da UNEAL em redes nacionais e internacionais de pesquisa e amplia as contribuições do Curso de Licenciatura em Geografia do Campus III para o debate sobre território, economia urbana, financeirização e desigualdades no Brasil. Também fortalece as atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas no âmbito do Laboratório de Geografia Econômica e Planejamento Territorial – LAGEP.

Atlas: Lula tem 47% das intenções de voto no 1º turno; Flávio, 34,3%

Senador recuou 5,4 pontos percentuais desde o último levantamento; pesquisa foi feita após a divulgação do áudio entre pré-candidato do PL e ex-banqueiro Daniel Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera cenários de primeiro turno testados pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).

O levantamento mostra o petista à frente dos principais nomes da direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD); e o líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão).

A pesquisa também testou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no lugar de Flávio em um dos cenários.

Na primeira simulação, Lula tem 47% das intenções de voto contra 34,3% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece com 6,9%, empatado tecnicamente com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem 5,2%; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) surge com 2,7%. O escritor Augusto Cury (Avante) soma 0,4% das intenções de voto, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 0,2%. Brancos e nulos são 1,4%, e 1,9% não soube responder.

Na série histórica, Lula oscilou 0,4 ponto percentual para cima, enquanto Flávio recuou 5,4 pontos percentuais após a divulgação do áudio em que pede recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Com isso, a distância entre Lula e Flávio quase dobrou numericamente: passou de 6,9 pontos percentuais em abril para 12,7 pontos em maio.

Outro destaque do levantamento é o crescimento de Renan Santos. O pré-candidato tinha 2,9% em abril e agora aparece com 6,9%, assumindo a terceira colocação.

No segundo cenário, Lula marca 46,7% das intenções de voto. Zema aparece com 17%; Caiado, com 13,8%; e Renan Santos, com 8%.  Aldo Rebelo registra 1,8%, e Augusto Cury, 1,2%. Brancos e nulos somam 6,8%, enquanto 4,6% não souberam responder.

Já no terceiro cenário, com Michelle Bolsonaro na disputa, Lula mantém 47%. Michelle aparece com 23,4%; Zema, com 10%; Renan Santos, com 7,8%; e Caiado, com 6%.

Aldo Rebelo soma 0,7%, e Augusto Cury, 0,5%. Brancos e nulos totalizam 2,3%, mesmo percentual dos indecisos.

Metodologia

Foram ouvidas 5.032 pessoas, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06939/2026.

Fonte: CNN Brasil

Contra o fim da escala 6×1, Tarcísio diz que é preciso “cuidar dos patrões”

Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu que a proposta sobre o fim da escala 6×1 mantenha a jornada semanal de 44 horas para evitar impacto sobre empresas. A fala ocorreu nesta segunda-feira (18), durante a abertura da APAS Show, feira do setor de supermercados, diante de uma plateia de empresários.

A proposta em discussão no Congresso prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com duas folgas remuneradas. O governador de São Paulo, porém, afirmou que “trabalhador e empreendedor funcionam juntos” e que “não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador”.

A declaração desloca o centro de uma pauta trabalhista para a preocupação empresarial. A escala 6×1 virou símbolo de desgaste entre trabalhadores justamente por impor seis dias de atividade para apenas um de descanso, modelo que reduz tempo de convivência familiar, lazer e recuperação física.

Tarcísio também defendeu a desoneração de encargos trabalhistas como forma de “cuidar do empregador”. Segundo ele, há empresários que gostariam de pagar mais, mas não conseguem porque parte do dinheiro é consumida por encargos considerados pesados.

O governador afirmou ainda que a redução da jornada poderia levar trabalhadores a perderem o tempo livre fazendo “bico” para complementar renda. O argumento, porém, reforça a crítica de que o debate não pode ser tratado apenas como custo para empresas, já que a renda baixa e a sobrecarga de trabalho são justamente parte do problema que impulsionou a proposta.

Geraldo Alckmin (PSB) e Ricardo Nunes (MDB) também participaram do evento. O vice-presidente disse que o governo buscará entendimento entre trabalhadores e setor produtivo, enquanto o prefeito de São Paulo afirmou ter ouvido preocupação de lideranças empresariais e defendeu amadurecimento da proposta.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que caberá ao Legislativo definir se haverá período de transição ou aplicação imediata da mudança. Na Câmara, a expectativa é que a PEC da escala 6×1 seja votada na comissão especial em 26 de maio e levada ao plenário no dia seguinte.

Fonte: DCM

Delegado Fabio Costa é contra o fim da escala 6×1 e defende jornada de 52 horas semanais

O deputado federal Delegado Fabio Costa (PP-AL) assinou a emenda protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS)

Seguindo orientação dos bolsonaristas, que são contra o fim da escala 6×1, parlamentar alagoano assinou emenda que visa derrotar a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais com dois dias de folga na semana.

A emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das mudanças por dez anos.

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para apresentação formal da emenda.

Entre os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Na prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada, flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.

A primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.

Além disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.

Na prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.

O trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais, a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.

O mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.

O texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.

Contra o fim da escala 6×1, bolsonaristas querem ampliar jornada para 52 horas semanais

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e tem o apoio de Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Uma emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das mudanças por dez anos.

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para apresentação formal da emenda.

Entre os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Na prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada, flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.

A primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.

Além disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.

Na prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.

O trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais, a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.

O mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.

O texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.

Principais pontos da proposta

  • Cria brecha para jornadas de até 52 horas semanais
  • Adia implementação do fim da escala 6×1 por dez anos
  • Troca meta original de 36 horas por 40 horas semanais
  • Amplia poder de acordos individuais sobre direitos trabalhistas
  • Permite flexibilizações sem necessidade de compensações ao trabalhador
  • Mantém jornadas maiores para setores considerados essenciais
  • Reduz encargos trabalhistas e cria benefícios fiscais para empresas
  • Condiciona toda mudança futura à aprovação de lei complementar

Na prática, a emenda amplia o poder de negociação das empresas em um país marcado por desemprego elevado, informalidade e fragilidade sindical. Especialistas ouvidos reservadamente pela reportagem avaliam que isso tende a aumentar a pressão sobre trabalhadores para aceitarem condições mais flexíveis de jornada.

Outro ponto que chamou atenção é que a proposta permite essas flexibilizações independentemente da estipulação de vantagens compensatórias. Em outras palavras, a empresa poderá negociar mudanças sensíveis sem necessariamente oferecer contrapartidas adicionais ao trabalhador.

A proposta também altera a forma de contagem da jornada. O texto determina que pausas, intervalos e períodos previstos em normas regulamentadoras não serão computados como jornada efetiva de trabalho.

Na prática, isso significa que trabalhadores poderão permanecer mais tempo dentro do ambiente profissional sem que esse período seja contabilizado integralmente na jornada semanal.

Além da flexibilização das regras trabalhistas, a emenda cria uma série de compensações fiscais para empregadores que aderirem ao novo regime. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária de contribuições previdenciárias sobre novos vínculos empregatícios, redução de encargos ligados a riscos ambientais do trabalho e deduções tributárias sobre despesas com novos postos de trabalho.

A proposta transfere parte relevante do custo da transição para os cofres públicos. Enquanto trabalhadores terão flexibilização de direitos, empresas receberão benefícios tributários e redução de encargos.

O texto também estabelece que a emenda constitucional só entrará em vigor dez anos após sua publicação. Mesmo após esse prazo, a redução da jornada ainda dependerá da aprovação de uma lei complementar para regulamentação das regras de transição, metas de produtividade, fiscalização e impactos econômicos.

Na prática, o fim da escala 6×1 fica condicionado a duas etapas futuras: esperar dez anos e depois aprovar nova legislação complementar no Congresso. Parlamentares ligados à proposta argumentam que isso evitaria impactos econômicos e daria segurança jurídica às empresas.

Na justificativa da proposta, os deputados afirmam que a redução da jornada poderia gerar impacto inflacionário, aumento de custos e insegurança jurídica. O texto também defende a necessidade de preservar a livre iniciativa e criar mecanismos para adaptação das empresas.

Confira os parlamentares que assinaram a proposta:

  • Sérgio Turra (PP-RS)
  • Joaquim Passarinho (PL-PA)
  • Alceu Moreira (MDB-RS)
  • Afonso Hamm (PP-RS)
  • Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
  • Alberto Fraga (PL-DF)
  • Pedro Lupion (Republicanos-PR)
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
  • Any Ortiz (PP-RS)
  • Ana Paula Leão (PP-MG)
  • Cobalchini (MDB-SC)
  • Pedro Westphalen (PP-RS)
  • Capitão Alden (PL-BA)
  • Juarez Costa (Republicanos-MT)
  • Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
  • Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Alexandre Guimarães (MDB-TO)
  • Fernanda Pessoa (PSD-CE)
  • Rafael Simões (União Brasil-MG)
  • General Girão (PL-RN)
  • Coronel Ulysses (União Brasil-AC)
  • Mauricio do Vôlei (PL-MG)
  • Henderson Pinto (União Brasil-PA)
  • Sergio Souza (MDB-PR)
  • Lucio Mosquini (PL-RO)
  • Tião Medeiros (PP-PR)
  • José Rocha (União Brasil-BA)
  • Jorge Goetten (Republicanos-SC)
  • Vitor Lippi (PSD-SP)
  • Pastor Eurico (PSDB-PE)
  • Daniela Reinehr (PL-SC)
  • Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Daniel Freitas (PL-SC)
  • Rodrigo Valadares (PL-SE)
  • Pezenti (MDB-SC)
  • Dr. Flávio (PL-RJ)
  • Messias Donato (União Brasil-ES)
  • Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  • Adilson Barroso (PL-SP)
  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
  • Luisa Canziani (União Brasil-PR)
  • Sanderson (PL-RS)
  • Célio Silveira (MDB-GO)
  • Toninho Wandscheer (PP-PR)
  • Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)
  • Pastor Diniz (União Brasil-RR)
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Nicoletti (PL-RR)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Chris Tonietto (PL-RJ)
  • Roberta Roma (PL-BA)
  • Da Vitoria (PP-ES)
  • Felipe Francischini (Podemos-PR)
  • Beto Pereira (Republicanos-MS)
  • Zé Vitor (PL-MG)
  • Greyce Elias (PL-MG)
  • Lafayette de Andrada (PL-MG)
  • Padovani (PP-PR)
  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • Josivaldo JP (União Brasil-MA)
  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • Rodolfo Nogueira (PL-MS)
  • Dilceu Sperafico (PP-PR)
  • Luiz Nishimori (PSD-PR)
  • Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)
  • Giovani Cherini (PL-RS)
  • Nelson Barbudo (Podemos-MT)
  • Zezinho Barbary (PP-AC)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
  • Fausto Jr. (União Brasil-AM)
  • Julio Lopes (PP-RJ)
  • José Nelto (União Brasil-GO)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Marangoni (Podemos-SP)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Marussa Boldrin (Republicanos-GO)
  • Luiz Lima (Novo-RJ)
  • Clarissa Tércio (PP-PE)
  • Zé Trovão (PL-SC)
  • Geovania de Sá (Republicanos-SC)
  • Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
  • Coronel Meira (PL-PE)
  • João Carlos Bacelar (PL-BA)
  • Zé Adriano (PP-AC)
  • Simone Marquetto (PP-SP)
  • Celso Russomanno (Republicanos-SP)
  • Eli Borges (Republicanos-TO)
  • Rosângela Reis (PL-MG)
  • Marcelo Moraes (PL-RS)
  • Ismael (PL-SC)
  • Daniel Agrobom (PSD-GO)
  • Gustavo Gayer (PL-GO)
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  • Mário Heringer (PDT-MG)
  • Geraldo Mendes (União Brasil-PR)
  • Paulo Litro (União Brasil-PR)
  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Antonio Andrade (PSDB-TO)
  • Beto Richa (PSDB-PR)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • AJ Albuquerque (PP-CE)
  • Danilo Forte (PP-CE)
  • Vermelho (PL-PR)
  • Paulo Azi (União Brasil-BA)
  • Diego Coronel (Republicanos-BA)
  • José Medeiros (PL-MT)
  • Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
  • Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
  • Hugo Leal (PSD-RJ)
  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Magda Mofatto (PL-GO)
  • Sargento Gonçalves (PL-RN)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Filipe Martins (PL-TO)
  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Laura Carneiro (PSD-RJ)
  • Ricardo Salles (Novo-SP)
  • Roberto Duarte (Republicanos-AC)
  • Max Lemos (PDT-RJ)
  • Hildo Rocha (MDB-MA)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Pinheirinho (PP-MG)
  • Murillo Gouvea (PSDB-RJ)
  • Meire Serafim (União Brasil-AC)
  • Luciano Vieira (PSDB-RJ)
  • Marco Feliciano (PL-SP)
  • Lucas Redecker (PSD-RS)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Gilberto Abramo (Republicanos-MG)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Bebeto (PP-RJ)
  • Osmar Terra (PL-RS)
  • Amaro Neto (PP-ES)
  • Adriano do Baldy (PP-GO)
  • Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  • Missionário José Olimpio (PL-SP)
  • Jorge Braz (Republicanos-RJ)
  • Julio Arcoverde (PP-PI)
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  • Mauricio Neves (PP-SP)
  • Delegado Fabio Costa (PP-AL)
  • João Maia (PP-RN)
  • Vinicius Carvalho (PL-SP)
  • Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)
  • Mario Frias (PL-SP)
  • Thiago Flores (União Brasil-RO)
  • Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)
  • Zé Silva (União Brasil-MG)
  • Dr. Jaziel (PL-CE)
  • Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
  • Doutor Luizinho (PP-RJ)
  • Aline Gurgel (União Brasil-AP)
  • Claudio Cajado (PP-BA)
  • Rosangela Moro (PL-SP)
  • Rafael Fera (Podemos-RO)
  • Eunício Oliveira (MDB-CE)
  • Sargento Fahur (PL-PR)
  • Diego Andrade (PSD-MG)
  • Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)
  • Ricardo Guidi (PL-SC)
  • Luiz Gastão (PSD-CE)
  • Fabio Garcia (União Brasil-MT)
  • Jefferson Campos (PL-SP)
  • Gustinho Ribeiro (PP-SE)
  • Nikolas Ferr

Fonte: ICL

Banco de Edir Macedo é investigado por operação que teria ocultado rombo milionário

Digimais usou fundos de investimento para retirar carteiras inadimplentes do balanço e melhorar artificialmente seus resultados

O Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, enfrenta uma crise financeira agravada por suspeitas de manobras contábeis para esconder perdas milionárias. Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, documentos, auditorias e contratos indicam que a instituição utilizou fundos de investimento para retirar de seu balanço carteiras de crédito com alta inadimplência, em uma operação que teria melhorado artificialmente seus resultados.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

De acordo com o jornal, o Digimais deixou de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos que deveriam reduzir o lucro informado pela instituição. Com a operação, o banco declarou lucro de R$ 31 milhões ao fim de 2025. A Polícia Federal investiga o caso por suspeitas de fraudes.

A prática descrita por especialistas como operação “Zé com Zé” ocorre quando o banco aparece dos dois lados do negócio: vende carteiras problemáticas a fundos de investimento dos quais ele próprio é cotista. Assim, os créditos inadimplentes deixam de aparecer diretamente nas demonstrações financeiras da instituição, embora o risco econômico permaneça vinculado ao próprio banco.

O caso acendeu alerta entre auditores e agentes do mercado. Segundo o Estadão, peritos classificaram parte das operações como de “alto risco regulatório” e “sinal vermelho forte”. Procurado pela reportagem, o Digimais não quis se manifestar. A Igreja Universal também não comentou.

Fundos com alta inadimplência

Um dos fundos citados é o Tabor, que comprou carteiras de financiamento de veículos do Digimais. Em abril de 2026, o fundo tinha R$ 960 milhões em créditos, dos quais R$ 575 milhões estavam inadimplentes. Mais de R$ 200 milhões se referiam a parcelas atrasadas por até 720 dias.

O especialista em perícia contábil Alexandre Ripamonti afirmou ao Estadão: “Quando um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) fica desse jeito (com 60% de inadimplência), o caminho natural é encerrar o fundo. Dificilmente esse dinheiro será recuperado”.

Gabriel Uarian, analista de investimentos, também apontou anormalidade na estrutura. “(O banco) suspendeu originações novas e passou a fazer cessões de direitos creditórios agressivas para fundos e outras estruturas. Isso não é normal em bancos bem geridos. Os FIDCs, em geral, devem servir como uma ferramenta de gestão de capital e de diversificação de captação, com uma transparência mais verdadeira do risco”, afirmou.

Carteira de veículos concentra riscos

O Digimais tem no financiamento de veículos sua principal linha de negócios. Segundo a reportagem, vendedores credenciados relataram que o banco aceita financiar carros antigos e baratos para clientes endividados, cobrando juros elevados.

Em dezembro de 2025, o Digimais chegou a aparecer com uma das taxas mais altas do mercado para financiamento de veículos: 2,97% ao mês e 41,07% ao ano, conforme dados do Banco Central citados pelo Estadão.

Auditoria apontou ressalvas bilionárias

A situação pode ser ainda mais grave. Auditorias mencionadas na reportagem indicam que há R$ 3 bilhões em investimentos em fundos que não puderam ser plenamente verificados por falta de acesso a documentos. Esse valor equivale a cerca de 75% do total investido pelo banco em fundos.

Outro ponto sensível envolve a holding de Edir Macedo, que comprou R$ 741 milhões em cotas que o Digimais detinha em um fundo chamado Hermon. A auditoria independente registrou ressalvas sobre a operação, afirmando que ela poderia não refletir condições usuais de mercado.

BTG negocia compra do Digimais

Em meio à crise, o Digimais está à venda há mais de um ano. O BTG Pactual negocia a compra da instituição e afirmou ao Estadão que tem interesse na “carteira de clientes” do banco.

“O BTG Pactual informa que assinou documentos vinculantes para uma potencial aquisição do Banco Digimais, ainda sujeita ao cumprimento de condições precedentes e à realização de um processo competitivo”, disse o banco.

A eventual operação, porém, ainda depende de um leilão e de mecanismos de suporte financeiro, incluindo participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Fonte: Brasil 247

Acompanhado por seguranças, vereador bolsonarista cospe em homem negro em SP

Um vídeo que circula nas redes sociais neste domingo (17) mostra o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) cuspindo no rosto de um homem negro no meio da Avenida Paulista, em São Paulo. A via estava interditada para lazer, como ocorre tradicionalmente aos domingos.

Nas imagens, a vítima aparece interpelando o parlamentar sobre questões políticas. O homem não encosta no vereador nem faz gesto de agressão. Rubinho Nunes, cercado por seguranças, reage cuspindo no rosto dele.

A cena gerou revolta entre pessoas que estavam no local. Após a agressão, a vítima ficou atônita por alguns segundos e depois reagiu indignada, mas foi contida durante o tumulto. Rubinho Nunes também apareceu tentando avançar na direção do homem, enquanto seguranças faziam a contenção. O episódio levou internautas, personalidades e movimentos sociais a cobrarem a cassação do mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar.

O caso se soma a outras polêmicas envolvendo o parlamentar. Rubinho Nunes já liderou uma ofensiva contra o padre Julio Lancellotti e o trabalho de acolhimento à população em situação de rua em São Paulo, por meio de CPIs na Câmara Municipal.

Na semana passada, Rubinho também esteve envolvido na repressão a um ato de estudantes e servidores da USP, Unesp e Unicamp, na Praça da República, no Centro de São Paulo. Segundo grevistas ouvidos pelo DCM, o vereador e Adrilles Jorge foram ao protesto para provocar os manifestantes, o que deu início ao tumulto. A Polícia Militar, então, reprimiu os estudantes com gás lacrimogêneo. “A polícia protege quem nos ataca e reprime quem é pacífico”, afirmou Rodrigo Ribeira, estudante de Linguística da USP.

Fonte: DCM

Renan Calheiros joga maior calo de JHC no ventilador

Cadu Amaral – Jornalista

O senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos do Senado (CAE), jogou o envolvimento da prefeitura de Maceió, sob João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC, com o Banco Master no ventilador  durante sessão da Comissão nesta terça-feira (12). O Município de Maceió, sob o comando do neotucano, aportou R$ 117 milhões do Instituto de Previdência (Iprev) nas letras podres do banco de Daniel Vorcaro.

Este é o maior calo que JHC possui, ao ponto de ele sempre buscar cercear o debate público acerca do tema. Sites, jornais, jornalistas, comentaristas, todos que falaram sobre o tema foram processados por JHC numa clara tentativa de lawfare e para fingir que nunca teve nenhuma relação com o Master.

E nem se trata de apontar dolo, mas apenas questionar que ações a prefeitura de Maceió – ou o Iprev – tomarão para ressarcir os cofres públicos e, por óbvio, manter a população ciente do que a gestão de JHC fez com o dinheiro dos aposentados do Município.

Além do aporte de R$ 117 milhões no Banco Master, JHC vendeu a folha de pagamentos do funcionalismo público ao Banco Regional de Brasília (BRB), que faz dupla com o Master neste escândalo político-financeiro que domina o noticiário nacional.

Maceió foi a única capital de estado que pôs recursos de sua previdência no banco de Daniel Vorcaro, sendo o maior município e o terceiro ente federativo – no geral – a investir naquelas letras podres, ficando atrás somente do estado do Rio de Janeiro e do estado do Amapá.

JHC jamais veio público explicar essa movimentação financeira. Talvez por que não pegasse muito bem dizer que estava em busca da alta rentabilidade de CDI oferecida pelo Master ou pela dificuldade em convencer as pessoas de que não havia conhecimento da real situação do banco de Vorcaro.

Agora, o senador Renan Calheiros trouxe à baila mais um elemento disso tudo, que foi a participação do conselho do Iprev de Maceió na aprovação do aporte financeiro no Master. O parlamentar, durante sessão do CAE, afirmou que assinaturas de membros deste órgão forma fraudadas.

Sendo verdade, isso tudo vai a outro patamar.

Na campanha eleitoral, JHC vai ter que explicar isso tudo, ou desdenhará da inteligência de seu eleitorado.

O grau de irregularidades e dolo no aporte de dinheiro dos aposentados do Município de Maceió só saberemos com o tempo, na medida em que investigações passarem a mostrar resultado.

Mas o fato objetivo que já é possível cravar após a fala do senador Renan Calheiros é o tal acordo de Brasília – se é que se deu da forma como foi publicizado – acabou, mesmo ele nunca sendo, de fato, factível.

Além de muito ruim para JHC, que o topou para garantir sua tia Marluce Caldas no Superior Tribunal de Justiça, os bastidores da política alagoana sempre apontaram o ex-prefeito de Maceió como um não cumpridor de acordos.

Sinceramente, não fazia nem sentido esperar que essa conversa visse a luz do dia.

Agora, é preciso esperar os próximos passos: até onde a CAE do Senado, comandada por Renan Calheiros vai apurar a relação banco Master/prefeitura de Maceió; e o que fará JHC diante dessa iminente ofensiva.

Será que vai processar o senador Renan Calheiros para que a CAE do Senado não trate publicamente sobre o tema, assim como fez com sites, jornais e jornalistas? Ou processar a própria CAE ou o próprio Senado?…

ONU denuncia tortura sistemática praticada pelo estado genocida de Israel contra palestinos

A relatora da ONU Francesca Albanese afirma que abusos vão além das prisões e atingem toda a população palestina

A relatora especial da Organização das Nações Unidas para a Palestina, Francesca Albanese, denunciou o uso sistemático de tortura por Israel contra detidos palestinos e contra a população dos territórios ocupados. Segundo a HispanTV, a manifestação ocorreu no contexto de um relatório preparado para a 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. No documento, Albanese afirma que a tortura não se restringe a prisões ou salas de interrogatório, mas se expressa também por meio de deslocamentos forçados, cercos, restrições à entrada de ajuda humanitária e alimentos, violência militar e ataques das forças israelenses.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

De acordo com a relatora, essas práticas criaram do um ambiente voltado a enfraquecer a resistência, a dignidade e a determinação do povo palestino nos territórios ocupados. O relatório sustenta que a tortura sistemática de uma população inteira pode operar como mecanismo de dominação e também como evidência de intenção genocida, nos termos da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.Play Video

Relatório “Tortura e Genocídio” examina abusos contra palestinos

Intitulado “Tortura e Genocídio”, o relatório examina a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados e aborda o tratamento imposto por Israel aos palestinos desde 1967. O documento dá atenção especial ao período posterior a 7 de outubro, quando Israel lançou sua ofensiva contra a Faixa de Gaza sitiada.

O texto afirma que a tortura tem sido, há décadas, um elemento central no processo de desapropriação dos palestinos. Segundo o relatório, o regime de Tel Aviv teria empregado essas práticas em uma escala que indicaria retaliação coletiva e intenção destrutiva contra a população palestina.

O documento também menciona o ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben-Gvir. Segundo o relatório, ele determinou que prisioneiros palestinos classificados como “terroristas” fossem mantidos algemados em celas escuras e submetidos à reprodução contínua do hino nacional israelense.

Violência sexual e maus-tratos em prisões

A relatora também fez referência a uma investigação publicada em 11 de maio pelo The New York Times, segundo a qual tortura e violência sexual contra prisioneiros palestinos teriam se tornado práticas sistemáticas sob custódia israelense.

Ainda conforme o material citado, há alegações de que soldados israelenses, colonos e guardas prisionais submeteram detentos palestinos a estupro, abuso sexual infantil, tortura física, tratamento degradante e outras formas de maus-tratos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira que Israel processaria o jornal americano por causa das alegações publicadas na reportagem.

Organizações de direitos humanos denunciam abusos

Segundo os dados mencionados no texto original, cerca de 9.400 palestinos estão presos em prisões israelenses, entre eles 86 mulheres. Organizações de direitos humanos têm denunciado abusos contra prisioneiros palestinos no sistema prisional israelense, incluindo relatos de violência sexual.

As denúncias reunidas no relatório reforçam a preocupação internacional em torno da situação dos palestinos detidos e da população submetida ao cerco, aos deslocamentos e à violência nos territórios ocupados.

Fonte: Brasil 247

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