Acompanhado por seguranças, vereador bolsonarista cospe em homem negro em SP

Um vídeo que circula nas redes sociais neste domingo (17) mostra o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) cuspindo no rosto de um homem negro no meio da Avenida Paulista, em São Paulo. A via estava interditada para lazer, como ocorre tradicionalmente aos domingos.

Nas imagens, a vítima aparece interpelando o parlamentar sobre questões políticas. O homem não encosta no vereador nem faz gesto de agressão. Rubinho Nunes, cercado por seguranças, reage cuspindo no rosto dele.

A cena gerou revolta entre pessoas que estavam no local. Após a agressão, a vítima ficou atônita por alguns segundos e depois reagiu indignada, mas foi contida durante o tumulto. Rubinho Nunes também apareceu tentando avançar na direção do homem, enquanto seguranças faziam a contenção. O episódio levou internautas, personalidades e movimentos sociais a cobrarem a cassação do mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar.

O caso se soma a outras polêmicas envolvendo o parlamentar. Rubinho Nunes já liderou uma ofensiva contra o padre Julio Lancellotti e o trabalho de acolhimento à população em situação de rua em São Paulo, por meio de CPIs na Câmara Municipal.

Na semana passada, Rubinho também esteve envolvido na repressão a um ato de estudantes e servidores da USP, Unesp e Unicamp, na Praça da República, no Centro de São Paulo. Segundo grevistas ouvidos pelo DCM, o vereador e Adrilles Jorge foram ao protesto para provocar os manifestantes, o que deu início ao tumulto. A Polícia Militar, então, reprimiu os estudantes com gás lacrimogêneo. “A polícia protege quem nos ataca e reprime quem é pacífico”, afirmou Rodrigo Ribeira, estudante de Linguística da USP.

Fonte: DCM

Renan Calheiros joga maior calo de JHC no ventilador

Cadu Amaral – Jornalista

O senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos do Senado (CAE), jogou o envolvimento da prefeitura de Maceió, sob João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC, com o Banco Master no ventilador  durante sessão da Comissão nesta terça-feira (12). O Município de Maceió, sob o comando do neotucano, aportou R$ 117 milhões do Instituto de Previdência (Iprev) nas letras podres do banco de Daniel Vorcaro.

Este é o maior calo que JHC possui, ao ponto de ele sempre buscar cercear o debate público acerca do tema. Sites, jornais, jornalistas, comentaristas, todos que falaram sobre o tema foram processados por JHC numa clara tentativa de lawfare e para fingir que nunca teve nenhuma relação com o Master.

E nem se trata de apontar dolo, mas apenas questionar que ações a prefeitura de Maceió – ou o Iprev – tomarão para ressarcir os cofres públicos e, por óbvio, manter a população ciente do que a gestão de JHC fez com o dinheiro dos aposentados do Município.

Além do aporte de R$ 117 milhões no Banco Master, JHC vendeu a folha de pagamentos do funcionalismo público ao Banco Regional de Brasília (BRB), que faz dupla com o Master neste escândalo político-financeiro que domina o noticiário nacional.

Maceió foi a única capital de estado que pôs recursos de sua previdência no banco de Daniel Vorcaro, sendo o maior município e o terceiro ente federativo – no geral – a investir naquelas letras podres, ficando atrás somente do estado do Rio de Janeiro e do estado do Amapá.

JHC jamais veio público explicar essa movimentação financeira. Talvez por que não pegasse muito bem dizer que estava em busca da alta rentabilidade de CDI oferecida pelo Master ou pela dificuldade em convencer as pessoas de que não havia conhecimento da real situação do banco de Vorcaro.

Agora, o senador Renan Calheiros trouxe à baila mais um elemento disso tudo, que foi a participação do conselho do Iprev de Maceió na aprovação do aporte financeiro no Master. O parlamentar, durante sessão do CAE, afirmou que assinaturas de membros deste órgão forma fraudadas.

Sendo verdade, isso tudo vai a outro patamar.

Na campanha eleitoral, JHC vai ter que explicar isso tudo, ou desdenhará da inteligência de seu eleitorado.

O grau de irregularidades e dolo no aporte de dinheiro dos aposentados do Município de Maceió só saberemos com o tempo, na medida em que investigações passarem a mostrar resultado.

Mas o fato objetivo que já é possível cravar após a fala do senador Renan Calheiros é o tal acordo de Brasília – se é que se deu da forma como foi publicizado – acabou, mesmo ele nunca sendo, de fato, factível.

Além de muito ruim para JHC, que o topou para garantir sua tia Marluce Caldas no Superior Tribunal de Justiça, os bastidores da política alagoana sempre apontaram o ex-prefeito de Maceió como um não cumpridor de acordos.

Sinceramente, não fazia nem sentido esperar que essa conversa visse a luz do dia.

Agora, é preciso esperar os próximos passos: até onde a CAE do Senado, comandada por Renan Calheiros vai apurar a relação banco Master/prefeitura de Maceió; e o que fará JHC diante dessa iminente ofensiva.

Será que vai processar o senador Renan Calheiros para que a CAE do Senado não trate publicamente sobre o tema, assim como fez com sites, jornais e jornalistas? Ou processar a própria CAE ou o próprio Senado?…

ONU denuncia tortura sistemática praticada pelo estado genocida de Israel contra palestinos

A relatora da ONU Francesca Albanese afirma que abusos vão além das prisões e atingem toda a população palestina

A relatora especial da Organização das Nações Unidas para a Palestina, Francesca Albanese, denunciou o uso sistemático de tortura por Israel contra detidos palestinos e contra a população dos territórios ocupados. Segundo a HispanTV, a manifestação ocorreu no contexto de um relatório preparado para a 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. No documento, Albanese afirma que a tortura não se restringe a prisões ou salas de interrogatório, mas se expressa também por meio de deslocamentos forçados, cercos, restrições à entrada de ajuda humanitária e alimentos, violência militar e ataques das forças israelenses.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

De acordo com a relatora, essas práticas criaram do um ambiente voltado a enfraquecer a resistência, a dignidade e a determinação do povo palestino nos territórios ocupados. O relatório sustenta que a tortura sistemática de uma população inteira pode operar como mecanismo de dominação e também como evidência de intenção genocida, nos termos da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.Play Video

Relatório “Tortura e Genocídio” examina abusos contra palestinos

Intitulado “Tortura e Genocídio”, o relatório examina a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados e aborda o tratamento imposto por Israel aos palestinos desde 1967. O documento dá atenção especial ao período posterior a 7 de outubro, quando Israel lançou sua ofensiva contra a Faixa de Gaza sitiada.

O texto afirma que a tortura tem sido, há décadas, um elemento central no processo de desapropriação dos palestinos. Segundo o relatório, o regime de Tel Aviv teria empregado essas práticas em uma escala que indicaria retaliação coletiva e intenção destrutiva contra a população palestina.

O documento também menciona o ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben-Gvir. Segundo o relatório, ele determinou que prisioneiros palestinos classificados como “terroristas” fossem mantidos algemados em celas escuras e submetidos à reprodução contínua do hino nacional israelense.

Violência sexual e maus-tratos em prisões

A relatora também fez referência a uma investigação publicada em 11 de maio pelo The New York Times, segundo a qual tortura e violência sexual contra prisioneiros palestinos teriam se tornado práticas sistemáticas sob custódia israelense.

Ainda conforme o material citado, há alegações de que soldados israelenses, colonos e guardas prisionais submeteram detentos palestinos a estupro, abuso sexual infantil, tortura física, tratamento degradante e outras formas de maus-tratos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira que Israel processaria o jornal americano por causa das alegações publicadas na reportagem.

Organizações de direitos humanos denunciam abusos

Segundo os dados mencionados no texto original, cerca de 9.400 palestinos estão presos em prisões israelenses, entre eles 86 mulheres. Organizações de direitos humanos têm denunciado abusos contra prisioneiros palestinos no sistema prisional israelense, incluindo relatos de violência sexual.

As denúncias reunidas no relatório reforçam a preocupação internacional em torno da situação dos palestinos detidos e da população submetida ao cerco, aos deslocamentos e à violência nos territórios ocupados.

Fonte: Brasil 247

ROMBO 22, PROGRAMADO PARA ROUBAR

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 17 de Maio/ 2026

Luz, câmera e ação, gravando!
O cinema brasileiro tem produzido ótimos filmes nas últimas décadas, arrisco dizer que raramente os filmes nacionais são ruins, basta lembramos do Central do Brasil, Tropa de Elite, Ainda Estou Aqui, O Agente Secreto, Carandiru, Minha Mãe é uma Peça, Cidade de Deus, O Auto da Compadecida, O Pagador de Promessas são tantos, mas vem ai a maior produção nacional ou internacional, sei lá, mas sem dúvida será uma história emocionante que contará a história de um cara que tentou explodir o proprio local de trabalho, um cara que “trabalhou” 28 anos Câmara dos Deputados e num aprovou um projeto relevante, um cara que foi Presidente do Brasil e suas maiores obras foram uma ponte de madeira de 18 metros no Amazonas e 700 mil covas rasas espalhadas pela Ilha de Vera Cruz , tudo por conta de uma gripezinha.
O filme conta com o maior patrocínio financeiro secreto da história, doado por um banqueiro que ta envolvido e preso pelo maior crime financeiro do país e que tem um amigão, o Senador da República Flavio Bolsonaro.

Por falar em Flávio Bolsonaro, a semana pra ele foi bastante turbulenta.
Depois de ter dito que nunca havia tido contato com Daniel Vorcaro, surgiram conversas dele com o banqueiro cobrando repasses de milhões para o filme ” roliudianu” que conta a “incrível” história do seu pai( que ta preso) e que tem como ator principal Jim Caviezel, o mesmo que interpretou Jesus no cinema americano e agora interpreta Barrabás no Brasil. O filme ja é recordista de bilheteria sem ao menos ter estreiado, pois ja conta com um investimento que ultrapassa 100 milhões de reais, porém algumas cenas que vazaram parecem mais os episódios do Chapolim, tamanha pobreza de recursos materiais, de efeitos e figurantes.

O longa expôs uma rede de interesses que vão muito além de um set de filmagens, mostra a familia bolsonaro encenando mais um golpe financeiro no Brasil com dinheiro de outro golpe financeiro. Flavio Bolsonaro conseguiu elevar o cinema nacional a potência menos 1, ele conseguiu fazer do filme o seu titanic político.
O Senador Flavio Bolsonaro continua afirmando que não vê problema em buscar recursos privados para a produção de um filme privado, que certamente ganhará uma estrela na “privada da fama”, mas não consegue apontar onde foi parar toda essa dinheirama aplicada nesse Trash de quinta categoria.
Vamos ter que aguardar se essa obra será indicada para o Oscar e em qual categoria concorrerá, ficção científica ou facção bolsonarista. “Ouremos”

Pra finalizar; nem Quentin Tarantino poderia escrever um roteiro tão cheio de nuances, bandidos, roubos e comédia como esse filme Dark Horse, nem Alfred Hitchcock criaria tanto suspense e terror, nem Francis Ford Coppola conseguiria reunir tantos bandidos em um estúdio cinematográfico. Entao sobrou para Mário Frias a missão de transformar um miliciano condenado por Golpe de Estado em um heroi nacional. No cinema pode tudo, macaco falar, ET pedalar, homem de aço voar e até um panda que luta Kung Fu, mas o cinema jamais transformará um ladrão em mocinho num filme financiado por um ladrão e dirigido pelo mutante do Mário.
Fim!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 284

Deputado Paulão recorre ao TSE em defesa do mandato popular

Parlamentar do PT afirma que seguirá na luta política e cita apoio de aliados durante evento em Maceió

O deputado federal Paulão (PT) afirmou neste sábado (16) que não se sente intimidado por adversários políticos em Alagoas e que seguirá na disputa judicial envolvendo seu mandato na Câmara dos Deputados.

A declaração foi feita durante participação em um evento da corrente petista Construindo Um Novo Brasil (CNB), realizado em Maceió. O parlamentar comentou o processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que diplomou o candidato Nivaldo Albuquerque como possível substituto em sua vaga.

Durante o discurso, Paulão afirmou que sua trajetória política sempre foi marcada por embates e defesa de pautas sociais. Ele destacou ainda sua atuação desde a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e reforçou o compromisso com temas como direitos humanos e políticas públicas.

O deputado também criticou o que chamou de tentativas de “intimidação” no cenário político e afirmou que continuará sua atuação com apoio de parte da sociedade alagoana.

Paulão ainda mencionou o evento da CNB, realizado no auditório do Sindicato dos Bancários, e disse ter recebido apoio de aliados políticos durante a plenária.

Fonte: Tribuna Hoje

OMS declara surto de ebola na África como emergência de saúde pública internacional

Órgão internacional anuncia medida após 80 mortes na República Democrática do Congo, oito contágios confirmados e 246 casos suspeitos. Uganda também registra casos.

O gabinete do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu na noite de sábado (16) uma declaração de “emergência de saúde pública de importância internacional” devido ao novo surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo que afeta a República Democrática do Congo e Uganda.

A declaração, dada após consultas aos Estados afetados, inclui um anúncio de “emergência pandêmica”, embora o comunicado ressalte que o surto ainda “não cumpre os critérios de emergência pandêmica”, tal como são definidos no Regulamento Sanitário Internacional (RSI) de 2005.

Entre as condições que levaram o organismo internacional a qualificar a situação como emergência estão os oito casos de contágio confirmados na sexta-feira por laboratórios, 246 casos suspeitos e 80 supostas mortes na província de Ituri, na República Democrática do Congo.

Um homem é retirado de uma ambulância ao chegar ao Hospital Geral de Referência de Bunia, após a confirmação de um surto de Ebola envolvendo a cepa Bundibugyo em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, em 16 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Victoire Mukenge

Adicionalmente, dois laboratórios confirmaram casos, incluindo um óbito, sem vínculo aparente entre eles, em um período de 24 horas, em Kampala, em Uganda, entre sexta-feira e sábado.

Estes eventos constituem uma preocupação maior devido à possibilidade de “propagação internacional da doença”, da qual já foram documentados em Uganda dois casos confirmados de pessoas que viajaram da República Democrática do Congo.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África) demonstraram preocupação com a possibilidade de transmissão devido à intensa mobilidade populacional e convocaram uma reunião urgente de coordenação de alto nível com entidades regionais e internacionais, como a OMS e os CDC dos Estados Unidos, da China e da Europa.

Na declaração, a entidade sanitária afirma que se “requer coordenação e cooperação em nível internacional para compreender o alcance do surto, coordenar as medidas de vigilância, prevenção e resposta, ampliar e reforçar as operações e garantir a capacidade para aplicar medidas de controle”.

No mesmo documento, a OMS recomendou “ativar os mecanismos nacionais de gestão de desastres e emergências e estabelecer um centro de operações de emergência e envolver a comunidade – por meio de líderes locais, religiosos e tradicionais, bem como de curandeiros –, de modo que ajudem na identificação de casos, no rastreamento de contatos e na educação sobre os riscos”.

O último surto na RD Congo ocorreu no final de 2025 na província de Kasai (centro). Tratou-se do décimo sexto no país desde a descoberta do vírus em 1976.

Segundo a OMS, o ebola apresenta uma taxa de mortalidade entre 60% e 80%, é transmitido por fluidos corporais e causa febre alta, fraqueza intensa e hemorragias graves.

Fonte: G1

Mercado já descarta Flávio Bolsonaro após crise afetar dólar e Bolsa

A crise envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-SP) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso em Brasília, preocupa setores do mercado financeiro e lideranças da direita às vésperas da eleição. A divulgação de áudio em que o senador pede dinheiro ao banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL) ampliou a desconfiança sobre a viabilidade de sua candidatura ao Planalto.

Segundo o Correio Braziliense, fontes do mercado afirmam que a campanha de Flávio “morreu” após a revelação de sua proximidade com Vorcaro. Ainda assim, parte dos interlocutores prefere aguardar novas pesquisas antes de considerar encerrada a pré-candidatura do filho mais velho de jair. A reação também foi percebida nos indicadores financeiros: o dólar subiu 1,60%, voltando ao patamar de R$ 5, enquanto a Bolsa fechou a semana em queda de 0,60%, aos 177 mil pontos.

Na direita, o caso abriu uma crise interna para esse início de semana.

Romeu Zema (Novo), que era cotado para compor uma chapa como vice de Flávio, chamou a conduta do Zero Um de “imperdoável” e disse que o episódio foi “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. A fala provocou atrito com o PL e levou o próprio Flávio a afirmar que a presença do ex-governador de Minas Gerais na chapa se tornou “inviável”. Depois, Zema recuou e classificou o episódio como “página virada”, mas não pediu desculpas publicamente.

O desgaste também atingiu a articulação em torno de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em evento no interior de São Paulo, Flávio chamou o governador paulista de “meu amigo”, mas Tarcísio não compareceu à agenda, segundo sua assessoria, por causa de uma gripe. O encontro marcou o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, em Sorocaba.

Aliados de Flávio admitem preocupação com novos desdobramentos da investigação.

A apreensão aumentou depois que uma fase da Operação Compliance Zero atingiu o pai de Vorcaro, o que alimentou entre integrantes da direita a avaliação de que o caso ainda pode avançar sobre pessoas próximas ao entorno político e financeiro de Flávio. Um dirigente do Centrão ouvido reservadamente afirmou que o episódio colocou o grupo em “alerta máximo”.

Nos bastidores, a possibilidade de substituição ainda não é tratada como decisão, mas Michelle Bolsonaro passou a ser citada como alternativa caso a situação de Flávio piore até as convenções partidárias. Interlocutores avaliam que a ex-primeira-dama teria maior capacidade de preservar o capital político da família Bolsonaro em um cenário de desgaste do senador.

A hipótese Michelle também aparece em meio à busca por uma candidatura com maior apelo entre eleitoras. Setores da direita já defendiam que Flávio tivesse uma mulher na chapa, e a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) chegou a se reunir com o senador. Ligada a lideranças religiosas, ela é vista como um aceno ao eleitorado católico.

Uma fonte próxima a Michelle afirmou ao Correio que ela seria hoje o nome da família Bolsonaro com melhores condições de carregar as bandeiras do clã caso Flávio chegue enfraquecido ao início formal da campanha.

Fonte: DCM

Lula cresce no Datafolha e vence no primeiro turno na pesquisa espontânea

Lula cresce no Datafolha em pesquisa que ainda não capta o impacto do escândalo Flávio-Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou crescimento em cenários da disputa presidencial de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, mas o levantamento ainda não captou os efeitos políticos da revelação das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, caso que passou a ser chamado de escândalo “Flávio-Vorcaro” ou “Dark Horse”.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

As informações foram publicadas originalmente pela Folha de S.Paulo. A pesquisa foi realizada entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), antes da ampla repercussão da divulgação dos diálogos pelo site Intercept Brasil. O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Mesmo sem registrar ainda os possíveis impactos do caso envolvendo Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta melhora no desempenho eleitoral de Lula em comparação ao cenário de abril, especialmente nas simulações de segundo turno contra os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Lula abre vantagem sobre Zema e Caiado

Na disputa direta contra Romeu Zema, Lula aparece agora com 46% das intenções de voto, contra 40% do ex-governador de Minas Gerais. Já no confronto com Ronaldo Caiado, o presidente registra 46%, enquanto o ex-governador de Goiás soma 39%.

Nos dois cenários, 13% afirmaram votar em branco ou nulo, e 2% disseram não saber em quem votar. Na pesquisa anterior, divulgada em abril, Lula aparecia tecnicamente empatado com ambos os adversários.

O presidente também manteve estabilidade no cenário mais competitivo da pesquisa: o eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Os dois aparecem empatados com 45% das intenções de voto. Outros 9% declararam voto branco ou nulo, enquanto 1% afirmou não saber.

Escândalo envolvendo Flávio ficou fora da maior parte das entrevistas

Segundo a reportagem da Folha, a maior parte das entrevistas foi realizada antes da publicação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O episódio interrompeu uma sequência de acontecimentos politicamente favoráveis ao senador.

Nos últimos meses, Flávio vinha acumulando vitórias políticas importantes para o campo bolsonarista. Entre elas, a derrubada do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, medida que abre caminho para redução de penas e pode beneficiar juridicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, o senador tentou explorar politicamente a rejeição, pelo Senado Federal, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A derrota foi histórica: pela primeira vez desde 1894, um indicado à Corte foi barrado pelos senadores.

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Governo apostou em medidas de apelo popular

O avanço de Lula sobre parte dos adversários ocorre após o governo federal lançar medidas de forte repercussão popular nas últimas semanas. Entre elas, a revogação da chamada “taxa das blusinhas” e a medida provisória voltada à contenção do aumento do preço da gasolina.

Analistas avaliam que iniciativas com impacto direto no custo de vida ajudaram o governo a melhorar sua posição em segmentos do eleitorado mais afetados pela inflação e pelo preço dos combustíveis.

Já Romeu Zema passou a concentrar parte de seus discursos em críticas ao STF, movimento que levou o ex-governador mineiro a virar alvo de acusações da Procuradoria-Geral da República.

Primeiro turno mantém polarização

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 3% cada.

Renan Santos (Missão) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) soma 1%. Outros 9% afirmaram votar em branco ou nulo, e 3% disseram não saber.

Em uma segunda simulação de primeiro turno, com a presença de Ciro Gomes (PSDB), Lula aparece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. Ciro soma 5%, Zema tem 4%, e Caiado, Renan Santos e Augusto Cury aparecem com 2% cada.

Apesar de figurar no levantamento, Ciro Gomes já afirmou publicamente que pretende disputar o Governo do Ceará e não o Palácio do Planalto.

Lula lidera espontânea com folga

Na pesquisa espontânea — quando o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos — Lula mantém ampla liderança. O presidente foi citado por 27% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 18%.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, foi lembrado por 3% dos entrevistados. Ronaldo Caiado registrou 1%.

O índice de indecisos ainda é elevado: 39% afirmaram não saber em quem votar.

Rejeição segue elevada entre Lula e Flávio

Lula e Flávio Bolsonaro também concentram os maiores índices de rejeição da disputa. Segundo o Datafolha, 47% afirmam que não votariam no atual presidente “de jeito nenhum” no primeiro turno.

Entre Flávio Bolsonaro, o índice de rejeição chega a 43%. Os números permanecem relativamente estáveis em relação ao levantamento de abril.

Romeu Zema registra 15% de rejeição e é desconhecido por 54% do eleitorado. Ronaldo Caiado tem rejeição de 13% e é desconhecido por 53% dos entrevistados.

Eleitorado de centro segue decisivo

O Datafolha também mediu o comportamento dos eleitores que não se identificam nem com o bolsonarismo nem com o petismo. Nesse segmento, considerado estratégico para a eleição de 2026, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula.

Entre os entrevistados posicionados no centro da escala ideológica proposta pelo instituto, 38% disseram votar em Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, enquanto 32% escolheriam Lula. Outros 27% afirmaram que votariam em branco ou nulo.

Fonte: Brasil 247

Milhares marcham em Londres em ato pró-Palestina durante o Dia da Nakba

Ato reuniu apoiadores da causa palestina na capital britânica em meio a forte esquema de segurança e tensão crescente desde o início da guerra em Gaza

Milhares de pessoas participaram neste sábado (16) de uma grande manifestação em apoio ao povo palestino no centro de Londres para marcar o Dia da Nakba, data que relembra a perda de terras palestinas durante a guerra de 1948, após a criação de Israel.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

“Nakba”, que significa “catástrofe” em árabe, é considerada um dos episódios mais marcantes da história palestina e mobiliza atos em diversos países. Em Londres, milhares de manifestantes ocuparam as ruas com bandeiras palestinas, cartazes e palavras de ordem em defesa do povo palestino.Play Video

A polícia londrina realizou uma ampla operação de segurança para acompanhar o protesto. Cerca de 4 mil agentes foram mobilizados, incluindo reforços vindos de outras regiões do Reino Unido. Segundo as autoridades, trata-se da maior operação de ordem pública realizada na capital britânica nos últimos anos.

Pouco depois do início da manifestação, a polícia informou que 11 pessoas haviam sido presas por diferentes delitos. A expectativa das autoridades era de que dezenas de milhares de pessoas participassem dos atos ao longo do dia.

Os manifestantes também demonstraram solidariedade às vítimas civis da guerra na Faixa de Gaza e cobraram maior pressão internacional por um cessar-fogo definitivo no conflito envolvendo Israel e Hamas.

Durante o ato deste sábado, alguns participantes gritaram “Death to the IDF” (“Morte à IDF”), em referência às Forças de Defesa de Israel. Segundo a polícia britânica, esse tipo de declaração já resultou em prisões em situações anteriores.

O protesto ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária nos territórios palestinos e ao aumento da pressão internacional por uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio.

Fonte: Brasil 247

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