O governo da Itália reagiu nesta terça-feira (09/06) às declarações do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que insultou o país europeu após o anúncio de uma investigação contra ele, conduzida pelo Ministério Público de Roma.

A investigação foi anunciada nesta segunda-feira (08/06) e relaciona-se ao vídeo divulgado em 20 de maio, no qual Ben-Gvir aparece humilhando os ativistas da Flotilha Global Sumud, que são agredidos por oficiais no aeroporto de Ashdod, em Israel.

Ben-Gvir reagiu às investigações, dizendo que “o país da bota se tornou o país dos chinelos”. Ele disse que não irá desanimar “por esta ou qualquer outra investigação”.

“Israel não é um saco de pancadas para um bando de apoiadores terroristas mentirosos que fabricam calúnias e mentiras contra nossos combatentes”, acrescentou.

Autoridades italianas também investigam, em paralelo, a legalidade da interceptação e analisam acusações de tortura, agressão sexual e sequestro.  legalidade da interceptação da embarcação da Flotilha em águas internacionais.

Resposta da Itália

Após as declarações de Ben-Gvir, o vice-primeiro-ministro e chanceler italiano, Antonio Tajani, disse que a Itália rejeita “qualquer insulto”.

“Não tenho palavras para comentar o que Ben-Gvir disse sobre a Itália depois de saber que estava sob investigação do Ministério Público. São observações inaceitáveis que rejeitamos abertamente; são indignas de um ministro”, afirmou.

Em audiência conjunta das comissões de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Deputados e do Senado, Tajani afirmou ter pedido à chefe da diplomacia da União Europeia (EU), Kaja Kallas, que apresente aos países do bloco uma proposta de sanções contra Ben-Gvir.

Segundo ele, França e Holanda apoiam o estabelecimento de sanções contra o ministro israelense. A iniciativa junto ao bloco europeu foi liderada pela Itália, Espanha, Suécia e Polônia, dias após a divulgação as imagens.

“Veremos nos próximos dias se é possível chegar a um consenso na Europa, mas quero assegurar a esta Câmara que continuaremos avançando nessa direção”, declarou.

Ele acrescentou que Roma também está disposta a discutir medidas contra produtos oriundos de assentamentos ilegais israelenses. “Estamos aguardando as propostas da Comissão Europeia”, concluiu.

Fonte: Ópera Mundi

Deixe uma resposta