Com 1 milhão de posts, debate sobre Aparecida é 3º maior evento político do ano, diz instituto

De acordo com o Relatório Especial Democracia em Xeque, foram registradas 669,9 mil menções nas primeiras 24 horas

A controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida alcançou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações nas redes sociais entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026, segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque. O episódio, que começou no campo religioso, ganhou dimensão eleitoral e posteriormente passou a envolver discussões sobre remoção de conteúdo, liberdade de expressão e censura.

De acordo com o relatório, foram registradas 669,9 mil menções nas primeiras 24 horas. Em aproximadamente 55 horas, o volume chegou a 977,6 mil publicações, com pico de 38,3 mil menções em uma única hora. O instituto afirma que o episódio alcançou o terceiro maior volume de menções entre os eventos políticos monitorados em 2026.

A controvérsia teve início após uma apuração da GloboNews sobre a reação de setores da Igreja Católica a uma articulação envolvendo grupos evangélicos. A discussão ganhou associação com o senador Flávio Bolsonaro após uma declaração na qual afirmou que, se eleito presidente, declararia o Brasil como pertencente a Jesus Cristo.

O levantamento identifica duas principais ondas de repercussão. A primeira foi impulsionada pela discussão sobre o projeto, pelas reações de católicos, pela negativa de Flávio Bolsonaro e posteriormente pela correção feita pela GloboNews. A segunda ganhou força depois de uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinando a remoção de mais de mil publicações. A partir daí, parte significativa do debate passou a tratar de censura, retirada de conteúdo e liberdade de expressão.

Esquerda concentrou maior volume de publicações

Entre 345 posts de perfis políticos analisados pelo Instituto DX, 66% das publicações e 70% das interações foram atribuídas à esquerda. Perfis classificados pelo instituto como extrema-direita responderam por 33% das publicações e 30% das interações. A imprensa representou 1% das publicações monitoradas.

O principal eixo de mobilização identificado foi o cluster denominado “TIRAR O TÍTULO DE APARECIDA”, que concentrou 53% das publicações e 47% das interações. Segundo o relatório, 80% da produção desse grupo teve origem em perfis classificados como de esquerda.

Outro tema de destaque foi “MOBILIZAÇÃO EVANGÉLICA E O PL DE 2007”. O assunto representou 17% das publicações, mas alcançou 33% das interações. A discussão recuperou o Projeto de Lei 2.623/2007 e sua posterior associação ao governo Jair Bolsonaro.

Já o cluster “FLÁVIO NEGA E ATACA A GLOBO” concentrou 20% das publicações, das quais 96% foram produzidas por perfis classificados pelo instituto como de extrema-direita. Nesse segmento, a correção feita pela GloboNews passou a ser utilizada como argumento para contestar a denúncia original.

A memória de episódios envolvendo Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida em 2022 teve participação menor na mobilização. O tema correspondeu a 11% das publicações e apenas 4% das interações.

Decisão de Mendonça mudou o foco da discussão

Segundo o relatório, a decisão de André Mendonça provocou uma mudança no objeto central da controvérsia. A discussão, inicialmente concentrada na mobilização do eleitorado católico, no projeto de 2007 e na atuação de Flávio Bolsonaro, passou a incluir a retirada de publicações e os limites da liberdade de expressão.

O Instituto DX aponta que perfis de esquerda questionaram o alcance da decisão, enquanto setores da direita passaram a incorporá-la à narrativa de que Flávio Bolsonaro havia sido alvo de uma campanha de desinformação.

Ao todo, o levantamento identificou cerca de 24 mil publicadores únicos. Entre os participantes estavam políticos, influenciadores, perfis progressistas, grupos religiosos e outros atores, indicando que o episódio atravessou simultaneamente os campos político, religioso e midiático.

O relatório conclui que a controvérsia mudou rapidamente de foco ao longo dos três dias analisados: começou com a mobilização em torno de Nossa Senhora Aparecida e do eleitorado católico, avançou para a discussão sobre o PL de 2007 e a atuação de Flávio Bolsonaro, passou pela contestação da reportagem da GloboNews e terminou incorporando a disputa sobre remoção de conteúdo, liberdade de expressão e censura.

O levantamento completo está disponível no Relatório Especial DX, publicado pelo Instituto Democracia em Xeque.

Fonte: ICL

Pastor de Flávio Bolsonaro defende fim de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil

A relação entre Flávio Bolsonaro e o pastor J. B. Carvalho vai além da proximidade política e religiosa. O senador se converteu “pra valer” em 2022. O processo foi conduzido na Comunidade das Nações, fundada pelo bispo J. B. Carvalho, bolsonarista radical.

O primeiro batismo de Flávio realizado de acordo com os ritos dessa igreja ocorreu em 2024, juntamente com a mulher Fernanda. Em novembro de 2025, quando Jair Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, Flávio levou ao pai o livro “Metanoia – A Chave Está Em Sua Mente”, de Carvalho. Publicada pela Editora Chara em 2018, a obra apresenta uma proposta de transformação pessoal e interior.

Na véspera do aniversário de 70 anos de Jair Bolsonaro, Carvalho participou de uma live com Flávio, Jair e Michelle, na qual fez uma oração pela família. “Minha solidariedade ao nosso eterno Presidente Jair Bolsonaro. Tenho certeza que ele fará a travessia desse momento difícil que está atravessando e que com certeza sairá do outro lado”, alegou.

No livro “A Bomba”, publicado em 2001, Carvalho apresenta uma crítica ao catolicismo, à devoção a Nossa Senhora e à presença de símbolos católicos na vida pública brasileira. No capítulo 11, contesta diretamente a legislação que reconhece Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

“A lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal”, afirma. Na sequência, Carvalho sustenta que não haveria “amparo constitucional para determinar que a deusa mariana seja imposta a toda uma nação como padroeira” e argumenta que “o Brasil não possui mais ligação entre igreja e estado”.

O texto também afirma que a separação entre Estado e religião teria sido estabelecida pela Constituição de 1891 e cita as Constituições de 1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988 para sustentar sua interpretação. A partir daí, Carvalho faz uma afirmação ainda mais ampla: “Por esta razão o feriado de 12 de outubro é ilegal”.

A obra não se limita a questionar a validade jurídica do feriado. Carvalho defende que o Brasil deveria abandonar a referência a Nossa Senhora Aparecida como padroeira. “Já que o Brasil por lei não é mais um país católico, está na hora de destronarmos a Rainha em nossa nação e servir ao Deus verdadeiro”, escreve.

Trecho do livro do pastor JB Carvalho sobre Nossa Senhora

Em seguida, convoca cristãos a se mobilizarem para que “Aparecida não seja mais Senhora em nossa nação” e para que “Jesus Cristo seja nosso Único Senhor no Brasil”. A afirmação de que a legislação seria “ilegal”, porém, aparece no livro como a interpretação teológica e jurídica de seu autor.

A legislação federal efetivamente existente estabelece o dia 12 de outubro como feriado nacional e determina que a data seja consagrada a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Trata-se da Lei nº 6.802, sancionada em 30 de junho de 1980 pelo então presidente João Figueiredo.

A Câmara dos Deputados registra que a Lei nº 6.802/1980 teve origem no Projeto de Lei nº 220/1979, apresentado pelo deputado Jorge Arbage, e consta atualmente como norma sem revogação expressa.

Ele sustenta que a própria decisão do Estado brasileiro de reconhecer a santa como padroeira e estabelecer o 12 de outubro como feriado seria incompatível com a separação entre Igreja e Estado.

“Maria não é senhora”

O pastor diz que “Maria não é senhora, porque no cristianismo não existe senhora, só existe Senhor” e que “a igreja romana inventou a adoração a Maria para substituir a adoração da Mãe Pagã”. Segundo Carvalho, “no verdadeiro cristianismo Jesus está no centro, Ele está em evidência, tão somente Ele e mais ninguém”.

Para ele, “na religião pagã a mãe tem a supremacia, como hoje também o tem no marianismo católico”.

Carvalho também usa o número de orações do terço para sustentar sua argumentação. “No terço, a Ave Maria é repetida cinquenta e três vezes enquanto que o Pai Nosso seis vezes. Quem tem a centralidade neste culto é a mãe e não o filho”, escreve. Em seguida, afirma novamente que “a igreja romana inventou o culto a Maria para substituir o culto da Rainha dos Céus”.

“A adoração à Maria é o paralelo da adoração pagã às divindades femininas”, escreve. Carvalho fala na “imagem escura de uma deusa”. O culto à chamada “Rainha dos Céus” provocaria a ira divina, garante.

“Deus odeia o culto a Rainha dos Céus”, diz. “Uma das grandes razões para as pragas que estão por vir à terra é o culto à Rainha dos Céus”, detona ele. “Deus odeia a veneração a esta entidade. E por razão da insistência em cultuá-Ia, Deus fará o mesmo que fez com Israel no passado às nações”.

Fonte: DCM

STF condena Eduardo Bolsonaro a 1 ano de prisão por difamação contra Tabata Amaral

O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Por sete votos a três, os ministros também fixaram multa superior a R$ 80 mil.

O que aconteceu
O julgamento trata de uma publicação feita por Eduardo Bolsonaro em 2021 sobre um projeto de Tabata para distribuir absorventes íntimos. Ele afirmou, em uma rede social, que a proposta parecia atender ao lobby de uma empresa de produtos de higiene e que o dono era mentor e patrocinador da parlamentar.

Alexandre de Moraes, relator do processo, entendeu que a publicação atingiu a honra de Tabata Amaral. Ele considerou que nenhuma das informações publicadas por Eduardo eram verdadeiras. “Tabata Amaral jamais agiu para ‘atender ao lobby’ de qualquer pessoa ou empresa”, citou o ministro.

A pena inclui 39 dias-multa, com cada dia fixado em dois salários mínimos. Em seu voto, Moraes enfatizou que Eduardo Bolsonaro “sabidamente se valeu de fake news para atacar Tabata, em integral descompasso com suas funções e deveres parlamentares”.

Como votaram os ministros
Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes acompanharam integralmente o voto de Moraes. O presidente do STF, Édson Fachin, concordou com a condenação, mas divergiu sobre a impossibilidade de trocar a detenção por pena alternativa.

Moraes afirmou que Eduardo Bolsonaro está em local incerto e não sabido, o que impediria a substituição da pena. O ex-deputado mora nos Estados Unidos, e a troca por pena restritiva de direitos é permitida em casos de difamação.

André Mendonça votou pela absolvição, acompanhado por Luiz Fux e Kássio Nunes Marques. Mendonça sustentou que as declarações fizeram parte do debate político e estavam protegidas pela imunidade parlamentar.

Fonte: Uol

O QUINTAL

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 27 de Setembro/ 2026

Quando mais jovem costumava tomar muito suco de limão, isso porque no quintal da casa da minha mãe tinha um pé que dava o fruto o ano todo. Os vizinhos tambem pegavam os limões, mas só com a autorização da minha mãe, pois no quintal podia até entrar, mas as regras de exploração eram bastante rigidas e específicas.

Essa semana Lula esteve na ONU e deixou bem claro que a soberania de uma nação é inegociável ao dizer que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. A fala de Lula é um recado àqueles que querem fazer do Brasil o seu quintal, com suas regras de exploração e destruição das riquezas ali existentes. Não é apenas um pé de limão que tá em jogo, são riquezas responsáveis pelo futuro do mundo, agua, florestas e terras raras. O Brasil que Lula defende pode até ser visitado, mas a limonada tem suas regras. Assim como minha mãe fazia; entre, visite, seja bem vindo, mas aqui não é o seu quintal, tem dona, sou eu !

O fim da Bets, pelo menos por enquanto. Lula assinou uma Medida Provisória que acaba com as apostas on-line nas plataformas de jogos. As Bets entraram no quintal das familias brasileiras sem pedir licença e como uma praga acabaram com o pé de limão, fizeram um rapa nas economias da familia, impulsionando o endividamento dos apostadores, adoecendo e levando até a morte alguns brasileirinhos. Com essa medida, Lula tenta expulsar uma máquina de destruição que se apossou mentalmente daqueles que pouco ou nada têm!
Não adianta influencer reclamar, fazer vídeo de revolta, defender a jogatina, pois a MP ta valendo e alem das apostas dos jogos de futebol, o Tigrinho tambem tomou um sossega leão, que fará efeito pelo menos até o começo de 2027.

Uma polêmica tomou as redes sociais nos últimos dias. Trata de uma fala da Jornalista da Globo Maria Cristina Fernandes dizendo que havia um grupo de evangélicos articulando um projeto para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, porém mais tarde a própria emissora publicou uma errata. Esse projeto ja existiu em 2007 pelo Deputado e pastor da Assembleia de Deus, Victorio Galli, que propunha substituir o termo “Padroeira do Brasil” por ” Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” o projeto não avançou.
Essa semana o tema voltou com tudo, principalmente depois que Flavio Bolsonaro, em agosto, disse que se eleito fosse decretaria que o “Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Bastou para as redes ressuscitarem diversas falas e vídeos de cristãos evangélicos quebrando imagens da Nossa Senhora Aparecida e fazendo ataques diretos à religião católica. Vale lembrar que o Brasil é um pais laico e nem evangélicos, nem católicos, nem espíritas, ateus, agnósticos, etc…Nenhum deve impor suas crenças em detrimento das outras, ou seja, cada um cuida do seu quintal !
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 303

Lula lança Desenrola 3.0, que prevê desconto de 90% nas dívidas

Neste novo “Desenrola” o Tesouro Nacional vai comprar dívidas antigas de consumidores com bancos

O presidente Lula (PT) apresentou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a terceira etapa do Desenrola, programa federal criado para facilitar a renegociação de dívidas. Batizada de Desenrola 3.0, a nova fase prevê a renegociação de até R$ 150 bilhões em débitos, com descontos de pelo menos 90%.

Nesta etapa, o Tesouro Nacional deverá adquirir, por meio de leilões, carteiras de dívidas antigas de consumidores junto a bancos e empresas. A expectativa é que, por se tratarem de créditos considerados de difícil recuperação, as instituições aceitem abatimentos elevados. O programa será direcionado a famílias com débitos vencidos há pelo menos dois anos e no máximo quatro anos e meio.

Dados apresentados pelo governo mostram que o volume de dívidas inadimplidas com até cinco anos de atraso chegou a R$ 592 bilhões em agosto de 2026. Ao todo, 83,9 milhões de pessoas estavam negativadas nos birôs de crédito. Desse grupo, 56% são mulheres. A média é de quatro dívidas por pessoa, com valor médio de R$ 7 mil por devedor e R$ 1,7 mil por dívida.

A maior parte do estoque não está relacionada diretamente a bancos. Segundo o levantamento do Tesouro, aproximadamente 55% dos débitos são de empresas não bancárias, envolvendo setores como varejo, telefonia, água e energia. Apenas os serviços de água, luz e energia representam cerca de 20% do total.

Pelas regras anunciadas, poderão participar dos leilões carteiras de dívidas bancárias e não bancárias cujo valor original seja de até R$ 10 mil, considerando os débitos registrados a partir de 25 de setembro de 2026. O Ministério da Fazenda ainda poderá estabelecer critérios adicionais relacionados à renda dos beneficiários e à ordem de prioridade para atendimento.

O governo calcula que a operação poderá gerar impacto fiscal de até R$ 15 bilhões, caso seja atingido o nível de desconto estimado. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, confirmou que haverá impacto sobre o resultado primário e ressaltou que os gastos estarão submetidos às regras fiscais.

De acordo com Moretti, os primeiros leilões ocorrerão ainda em 2026, mas a execução financeira deve acontecer somente a partir de 2027. O ministro afirmou que as despesas serão incorporadas às projeções orçamentárias dos anos de 2027 e 2028.

A estimativa do Ministério da Fazenda é que, na prática, sejam renegociados cerca de R$ 75 bilhões, levando em conta que parte dos credores e dos devedores não deverá aderir ao programa. A previsão é de que até 15 milhões de pessoas possam ser beneficiadas.

Cronograma do Desenrola 3.0

  • Setembro de 2026: publicação da medida provisória que altera a Lei nº 14.690/2023;
  • Novembro de 2026: abertura do chamamento para apresentação das propostas;
  • Dezembro de 2026: envio das propostas pelos credores;
  • Janeiro de 2027: homologação das propostas escolhidas;
  • Fevereiro de 2027: assinatura dos contratos e início do repasse dos descontos aos devedores, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado.

Como funcionaram as versões anteriores

O primeiro Desenrola foi lançado em 2023, durante o primeiro ano do atual governo Lula. Na ocasião, o programa contemplava pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no CadÚnico, desde que tivessem dívidas de até R$ 5 mil negativadas entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022. Também havia uma modalidade destinada a consumidores com renda mensal de até R$ 20 mil, com negociações realizadas diretamente com os bancos participantes.

Já em maio de 2026, o governo colocou em funcionamento o Desenrola 2.0, novamente com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias. A nova etapa permitiu também o uso de recursos do FGTS para o pagamento de débitos.

A segunda fase foi destinada a famílias com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, e dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026, com atrasos entre 90 dias e dois anos. Foram incluídos débitos relacionados a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Uma das medidas adotadas no Desenrola 2.0 foi o bloqueio do CPF dos participantes em plataformas de apostas durante 12 meses. Segundo a avaliação do governo Lula, o crescimento das apostas contribuiu para o aumento do endividamento das famílias.

Na mesma linha, o governo anunciou nesta sexta-feira (25) novas restrições ao setor de apostas. A proposta prevê a proibição de cassinos online, incluindo modalidades como o chamado jogo do tigrinho, além de medidas contra as casas de apostas esportivas, conhecidas como bets. A regulamentação será encaminhada por meio de uma medida provisória.

Lula também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei destinado a ampliar as regras de combate ao mercado ilegal de apostas. O texto estabelece definições para o setor e prevê a tipificação de crimes relacionados às apostas de quota fixa.

Fonte: ICL

Lindbergh pede buscas em jatos ligados a Vorcaro e usados por Flávio Bolsonaro

Deputado quer que o STF preserve registros das aeronaves e apure viagens de Flávio Bolsonaro, incluindo um voo com a família em janeiro de 2025

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) buscas em aeronaves ligadas ao empresário Daniel Vorcaro e ao advogado Willer Tomaz para investigar voos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).Play Video

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Segundo a coluna de Bela Megale, em O Globo, o parlamentar afirma que a medida é necessária para preservar documentos e dados capazes de esclarecer como os jatos foram utilizados.

O pedido abrange diários de bordo, listas de passageiros, registros de voos e dados recentes dos sistemas embarcados. De acordo com O Globo, Lindbergh também solicitou a apreensão e a indisponibilidade das aeronaves, além de consultas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), à Polícia Federal e a órgãos aeroportuários. Trata-se de requerimentos apresentados ao STF, cuja eventual execução depende de decisão judicial.

Um dos aviões citados é um Legacy 650 usado por Flávio, sua mulher, Fernanda, e as duas filhas do casal para viajar da Flórida a Brasília em janeiro de 2025. Willer Tomaz, amigo do senador, também estava a bordo. Meses depois, a mesma aeronave foi utilizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, conforme revelaram O Globo e a revista piauí.

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Tomaz afirmou que custeou integralmente o voo de janeiro e que Flávio e sua família viajaram gratuitamente como seus convidados. Segundo a reportagem de O Globo, os registros examinados na apuração também indicaram uma reserva anterior no mesmo avião envolvendo o senador e seus familiares.

A aeronave era operada pela Prime You, empresa que tinha Vorcaro entre seus sócios à época da viagem. Tomaz também figurava entre os cotistas do avião. Ao comentar o episódio, Flávio disse que a informação de que dispunha era a de que o jato pertencia ao advogado. Em uma publicação posterior, escreveu: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”.

Na petição descrita por O Globo, Lindbergh sustenta que bens e serviços associados a Tomaz precisam ser examinados em conjunto com registros de viagens e movimentações financeiras. O deputado usa a expressão “hub financeiro” para caracterizar a estrutura que, segundo sua argumentação, teria atendido parlamentares. Essa é uma alegação a ser apurada, não uma conclusão judicial.

Tomaz é investigado em um caso relacionado ao INSS. Em manifestação divulgada sobre outra petição de Lindbergh, sua defesa negou haver relação comercial ou financeira entre ele e Flávio e afirmou que os dois são amigos. Essa petição também pede a obtenção de planos de voo e listas de passageiros para identificar quem custeou o uso de jatos pelo senador.

Fonte: Brasil 247

Buscas disparam no Google após plano de Flávio Bolsonaro contra Nossa Senhora Aparecida

A polêmica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, poder retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil elevou as buscas sobre o tema no Google na sexta-feira (25). O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de mais de 1,6 mil publicações que criticavam o filho de Jair Bolsonaro, ex-presidente que indicou Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Dados do Google Trends apontaram aumento repentino nas pesquisas feitas no Brasil nas 24 horas anteriores ao levantamento, realizado às 19h. Entre as consultas mais frequentes estavam “nossa senhora aparecida bolsonaro”, “flavio bolsonaro”, “flavio nossa senhora aparecida” e “padroeira nossa senhora aparecida”.

Mendonça ordenou que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removam conteúdos sobre o assunto. Na decisão, ele classificou como notoriamente inverídica a afirmação de que Flávio Bolsonaro ou parentes tenham proposto, articulado, apoiado ou pretendam promover a retirada do título.

A determinação alcança publicações que apresentem a mesma alegação em formatos diferentes, incluindo texto, imagem, áudio, vídeo e memes.

Em vídeo publicado no X, Flávio Bolsonaro disse respeitar “todas as religiões e também quem não tem religião” e negou que pretenda alterar o título de Nossa Senhora Aparecida. Informações apresentadas por sua defesa ao TSE apontaram 2.086 publicações de 1.674 contas, com mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 14,9 milhões de curtidas e 312 mil compartilhamentos.

Fonte: DCM

Lula cumpre a promessa e determina fim das bets e cassinos online no Brasil

Medida tem efeito imediato, impede novos depósitos e prevê retirada das plataformas do ar em 6 de outubro; texto ainda será analisado pelo Congresso

O impasse terminou. Após dias de incertezas sobre qual deveria ser a decisão sobre as apostas online no Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (25), em São Paulo (SP), que as casas de apostas, conhecidas como Bets, serão extintas no país. Ficam proibidos também os cassinos online, de onde derivam jogos como o Tigrinho. As apostas ficam proibidas imediatamente.

A ação foi determinada por meio de uma Medida Provisória assinada por Lula, que tem efeito imediato. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez o anúncio e explicou as motivações. “Nossa decisão vem a partir do efeito danoso que as bets geraram no Brasil”, disse o ministro, que destacou dois momentos de “vergonha e descaso” com que as bets foram tratadas nos governos anteriores, de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

“Primeiro, o Temer autorizou as bets, determinando dois anos para regulamentação, para evitar uso por crianças e adolescentes, medidas para impedir lavagem de dinheiro. Nada foi feito e foi prorrogado o prazo, mas, mais uma vez, nada foi feito no governo de Jair Bolsonaro”, disse Durigan.

Quem ainda tem dinheiro guardado nos sites de aposta legalizados vai poder resgatar o valor. “A partir de hoje, não se pode mais colocar dinheiro nos sites de aposta no país. Os sites ficarão disponíveis até as 23h59 do dia 5 de outubro, para que quem tem algum saldo na conta nos sites de aposta possa resgatar o dinheiro”, explicou Durigan.

Depois disso, os sites de aposta deverão encaminhar aos bancos o valor, a partir de uma abertura de conta especial para devolução dos recursos, informando o valor, o CPF do apostador e o banco de origem da aposta. No dia 6 de outubro, todos os sites de bets serão retirados do ar definitivamente.

O governo também vai intensificar a fiscalização contra as bets, agora que todo tipo de aposta será considerado ilegal. Primeiro, será realizada uma ação coordenada com a Anatel para garantir que todos os sites sejam retirados do ar.

Agora, a medida provisória será encaminhada ao Congresso Nacional, que está em recesso por conta das eleições. O texto vale por 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 60. A expectativa do governo é que a matéria seja aprovada em novembro, na volta dos parlamentares aos trabalhos legislativos.

Impasse

Nas últimas semanas, a tentativa do governo de impor restrições mais severas às bets esbarrou no lobby da empresa com os clubes de futebol e políticos. O Palácio do Planalto passou a fazer cálculos, inclusive eleitorais, do impacto da medida, que tem comovido o presidente da República, por conta do endividamento dos brasileiros com as apostas.

No último dia 18 de setembro, em ato de campanha na cidade de Guarulhos (SP), Lula respondeu aos clubes de futebol, que pressionavam o governo pela manutenção das bets. “Hoje, os times de futebol, liderados pelo Corinthians e Flamengo, disseram que, se acabarem as bets, vai acabar o futebol. O São Paulo foi três vezes campeão do mundo e não tinha bet, o Santos foi campeão do mundo e não tinha bet, o Flamengo foi campeão do mundo e não tinha bet, o meu Corinthians foi duas vezes campeão do mundo e não tinha bet.”

“Essa jogatina na internet não é jogo de aposta, é uma doença. Esse negócio de bet é a coisa mais horrorosa que eu vi na vida”, continuou Lula. “Eu quero que vocês saibam que, se depender de minha vontade, eu vou acabar com essas bets. Esse negócio de bet é a coisa mais horrorosa que eu vi na vida.”

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na última quarta-feira (23) aponta que 75% dos brasileiros concordam que as apostas online devem ser proibidas. Segundo o levantamento, 71% concordam totalmente com a proibição das bets e outros 4% concordam um pouco. Além disso, para 79% dos brasileiros, a propaganda de apostas online e bets deveria ser limitada. E 88% discordam que apostas online podem ser uma forma de complementar a renda.

A maior concordância com a proibição de bets vem das mulheres (79%), de pessoas que se consideram de esquerda (85%), com ensino superior (77%) e moradores do Centro-Oeste (77%).

Fonte: Brasil de Fato

Empresário amigo de Flávio Bolsonaro e operador do caso Master ganhou 570 vezes na loteria

Ele também enviou dezenas de milhões para o filme Dark Horse a pedido de Flávio Bolsonaro

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, aparece como ganhador em 570 registros de prêmios e apostas, que somaram R$ 176,4 milhões entre 2020 e 2025, segundo documentos citados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). As movimentações foram comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por apresentarem características consideradas atípicas.

Segundo a investigação paulista, Freixo figura como “ganhador” em 570 comunicações envolvendo prêmios e apostas no período de cinco anos. O valor exato apontado nos documentos é de R$ 176.454.302. Os dados constam de relatórios de inteligência financeira mencionados na decisão judicial que autorizou medidas da Operação Carbono Oculto.

Os investigadores trabalham com a hipótese de que as operações possam ter sido utilizadas para dissimular a origem de recursos. Segundo a apuração, terceiros realizariam apostas e os valores dos prêmios seriam posteriormente transferidos para contas de empresas relacionadas ao empresário, entre elas a Cactus Assessoria e Serviços.

A frequência e o volume das operações levaram os promotores a investigar se os registros representavam efetivamente ganhos decorrentes da sorte ou se poderiam integrar uma estratégia de lavagem de dinheiro. As loterias, entretanto, não são investigadas e não são apontadas como participantes do suposto esquema.

Operação Carbono Oculto

Freixo foi alvo da terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo MP-SP. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado no setor de combustíveis. O empresário é dono da Entre Investimentos, empresa que também aparece nas investigações relacionadas ao antigo Banco Master.

Além dos registros de apostas, documentos da investigação apontam movimentações imobiliárias de aproximadamente R$ 1,67 bilhão associadas ao empresário e operações em dinheiro vivo de cerca de R$ 1,21 milhão.

Outro ponto analisado pelos investigadores é um repasse de R$ 620 mil da Entre Investimentos à Quimicolor, empresa mencionada na apuração de pagamentos relacionados a metanol que teria sido desviado para adulteração de combustíveis. A existência dessa transação, isoladamente, não comprova participação de Freixo na organização criminosa investigada.

Ligação com Dark Horse e Banco Master

Freixo também foi alvo da Operação Compliance Zero, relacionada às investigações sobre o Banco Master. Sua colaboração premiada tornou-se uma das peças da apuração sobre o caminho percorrido pelo dinheiro destinado ao filme sobre Jair Bolsonaro.

A Entre Investimentos realizou remessas ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos e administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. A Polícia Federal identificou transferências que totalizaram US$ 12,3 milhões em 2025.

Com as novas informações da Operação Carbono Oculto, os investigadores passam a analisar também a origem e a natureza das movimentações financeiras atribuídas a Freixo, incluindo os 570 registros de prêmios e apostas que, em apenas cinco anos, alcançaram R$ 176,4 milhões.

Fonte: Brasil 247

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