UM INIMIGO DO POVO II

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

A derrubada do veto do PL da dosimetria enviado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva ao congresso nacional, ficará carimbada no DNA da oposição mais despreparada e desclassificada de todas as legislaturas da história do senado e da câmara federal na história brasileira, como mais uma investida em proporcionar a liberdade a toda sorte de criminosos e bandidos presos nas últimas décadas em nosso país, tendo como finalidade prioritária a diminuição da pena do presidiário Jair Bolsonaro. Ocorre, como explicamos no ensaio anterior, que a derrubada do veto presidencial de forma desmembrada, como foi realizada, ao invés de o ser na íntegra, torna a votação no plenário nula se pleno direito. Pelo simples fato de infringir a Constituição Federal.

Já começaram a ser questionadas junto ao STF, a legalidade da promulgação desta Lei da Dosimetria pelo senado, por intermédio de várias ADIs, as Ações Diretas de Inconstitucionalidade por diversos agentes da sociedade civil organizada. Essas ADIs questionam a compatibilidade desta lei com os princípios constitucionais vigentes e a própria jurisprudência já formulada pelo STF quanto a ilegalidade no tratamento executório favorável aos crimes que beneficiam aqueles que instigaram a ruptura institucional do sistema democrático. Foi por esta razão que o Ministro Alexandre de Moraes suspendeu monocraticamente a Lei da Dosemetria. Não foi para prejudicar ou atacar o bolsonarismo, como afirmou a Bolsonaro da vez. O fez porque é o qua constituição determina, até o julgamento das ADIs serem julgadas pelo plenário do STF a respeito da sua constitucionalidade ou não.

Esta nova lambança institucional só se tornou possível, por termos um congresso inimigo do povo e do Brasil, que busca a todo momento subverter a ordem democrática, para provar a sua subserviência a chamada “Faria Lima”, que representa os mais espúrios interesses do capital privado empresarial que existe, praticado pelo capitalismo financeiro, o mais excludente e improdutivo de todas as formas que os modelos capitalitas se apresentaram até os dias atuais. Esta rejeição ao veto presidencial do PL da dosimetria, se trata, em última instância, numa nova tentativa de submeter, mais uma vez, o povo brasileiro ao neocolonialismo, desta feita, subserviente aos ideais e aos interesses defendidos pelo brega, pedófilo e também condenado Presidente norte-americano Donald Trump, que dificilmente deixará de ser preso assim que desocupar o salão oval da Casa Branca.

A liderança que articulou, conduziu e permitiu que mais este atentado contra o Estado Democrático de Direito brasileiro fosse viabilizado e praticado, foi o obscuro Senador e presidente do senado da república Davi Alcolumbre, integrante do conservador UB – União Brasil, do longínquo e esquecido estado do Amapá, que talvez uma boa parte do povo brasileiro sequer saiba onde fica localizado. Para quem não sabe, fica na região norte do Brasil. O Amapá foi um território desmembrado do Pará em 1943, assim permanecendo até ser elevado a condução de estado pela constituinte de 1988, no Governo Sarney.

Foi este estado, por coincidência criado no seu governo, o escolhido pelo ex-Presidente José Sarney para se eleger consecutivamente senador por três mandatos, após ser defenestrado da política no Maranhão, seu estado de origem. Saliento que o Amapá também nos legou um dos mais brilhantes e atuantes senadores das últimas legislaturas, que é o Senador Randolfe Rodrigues (PT/AP), líder do Governo Lula no Senado. Não vejam preconceito de minha parte ao Amapá e muito menos aos amapaenses, pois pretendo, tão somente, mostrar as origens do atual presidente do senado, oriundo de um estado com características extremamente provincianas, o que termina por se refletir nas escolhas políticas dos seus representantes e suas consequências.

Para entendermos como foi possível estas duas derrotas do Governo Lula em um escasso período de 24 horas, temos que conhecer a biografia do atual presidente da câmara alta do Brasil, o senado da república, que representa os estados da federação, bem como o perfil desta casa legislativa, que tem, dentre suas atribuições legislativas, a de ser uma casa revisora das leis nacionais, tanto as emanadas pelo poder executivo, como as propostas pela câmara dos deputados, a câmara baixa, que representa parcelas da nossa população. A atual legislatura do senado e da câmara federal dispensam comentários, como já o dissemos em outras oportunidades, pois são as provas maiores e concretas de que a mediocridade chegou definitivamente ao poder, particularmente ao poder legislativo, fenômeno este reproduzido nas assembleias legislativas e câmaras municipais em todo território nacional.

O grande manipulador das rejeições, tanto do nome de Jorge Messias para o STF, quanto dos vetos presidenciais do PL da dosimetria foi, indiscutivelmente, o senador e presidente do senado Davi Alcolumbre. Este cidadão, que chegou a posição de terceiro lugar na linha sucessoria presidencial, tem uma trajetória para lá de suspeita ao longo da sua vida pública. Ele é filho de bens sucedidos comerciantes de lojas de autopeças de Macapá, capital do Amapá. Nasceu em berço de ouro. Optou por entrar na vida pública, ao invés de obter uma formação acadêmica, se elegendo vereador de Macapá aos 23 anos de idade, comprando o mandato com o dinheiro da família, que possui uma longa folha corrida policial no estado.

Os alcolumbres conseguem fazer parte até mesmo de relatórios do malfadado SNI – Serviço Nacional de Informações, da época da ditadura militar, uma proeza para poucos, por terem feito fortuna com a extração ilegal de ouro (os criminosos garimpos poluidores dos rios daquela região), sendo acusados ainda de contrabando de ouro para a Venezuela e Estados Unidos e também por grilagem de terras. Como podemos perceber, o DNA não ajuda na formação de caráter deste cidadão. Em um senado composto por gente sem biografia, sendo em grade parte composta por lacradores de Internet, que nunca foram muito afetos aos livros e ao estudo, não é de se estranhar que este cidadão tenha sido eleito pela segunda vez para ao cargo máximo desta secular instituição.

Alcolumbre, entretanto, além da sua origem, também tem sua própria trajetória eivadas de denúncias de investidas no patrimônio público, com seríssimas acusações por crimes da sua própria lavra. Ele responde por inúmeros crimes de corrupção ativa que tramitam no Supremo Tribunal Federal já há algum tempo. Segundo denúncias recentes do respeitado e preparado sociólogo João César de Castro Rocha, “Davi Alcolumbre sairá da presidência do senado para a presidência de uma cela na Papuda”. É fato a ser considerado. Este, lamentavelmente, é o nível que atingimos na vida pública nacional. Neste quesito, chegamos ao que os portugueses chamam de “rés-do-chao”, aquele botão R/C dos antigos elevadores, que indicam o andar térreo de um prédio.

Importante se faz jogar luzes sobre uma sólida e contundente investigação em curso pela Polícia Federal, que liga Alcolumbre diretamente ao desvio de R$ 400 milhões da Amprev – Amapá Previdência, em operações realizadas no rastro das falcatruas do Banco Master. Esta operação da PF, intitulada “Operação Zona Cinzenta”, poderá explicar a postura deste presidente do senado, que pediu ao Presidente Lula para ser “blindado” nesta investigação e teve sua pretensão negada pelo mesmo. Existem muitas outras acusações contra a figura lamentável deste representante do Amapá no senado federal, até mesmo de desvio de verbas de combustível do seu gabinete. Ao que tudo indica, esta vitória parcial das forças obscuras do nosso país tem todos os ingredientes para ser de fato uma vitória “pirrica”, a que foi sem ter sido. Esperar para vermos os desdobramentos e as consequências da empáfia do que pode não passar apenas de uma vendeta de mais um reles e mafioso estelionatário travestido de político.

A casa caiu: Flávio Bolsonaro recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro do banco Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje pré-candidato à Presidência da República, negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, um financiamento de 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões à época — para a produção de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. A revelação foi feita pelo Intercept Brasil, que obteve mensagens, áudios, documentos e comprovantes bancários relacionados ao caso.

Segundo a reportagem, ao menos 10,6 milhões de dólares — aproximadamente R$ 61 milhões, conforme a cotação nos períodos das transferências — teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. Os recursos teriam sido destinados ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Mensagens indicam proximidade entre Flávio e Vorcaro

Entre os registros obtidos pelo Intercept está uma mensagem enviada por Flávio Bolsonaro a Vorcaro em 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão do banqueiro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu o senador.

Vorcaro foi preso no dia seguinte, acusado de operar um esquema de fraude que teria provocado um rombo de R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito. Em 18 de novembro, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central.

A reportagem afirma que as negociações envolveram também Eduardo Bolsonaro, o deputado federal Mario Frias e intermediários como o empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Vorcaro.

Flávio nega informação e chama acusação de mentira

Questionado presencialmente pelo Intercept nesta quarta-feira, 13, sobre o financiamento de Vorcaro ao filme, Flávio Bolsonaro respondeu: “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Em seguida, riu e deixou o local onde concedia entrevista à imprensa, nas proximidades do Supremo Tribunal Federal.

O senador já havia negado vínculos entre sua família, a extrema direita e o Banco Master. Ao comentar anteriormente uma doação de R$ 3 milhões feita pelo cunhado de Vorcaro à campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio disse à CNN que a contribuição ocorreu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”. Também afirmou: “Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita”.

Áudio cita risco de “calote” em atores e diretor

Em setembro de 2025, segundo o Intercept, Flávio enviou um áudio a Vorcaro cobrando o saldo pendente e alertando para o risco de paralisação da produção. O senador mencionou o ator Jim Caviezel, escalado para interpretar Jair Bolsonaro, e o diretor Cyrus Nowrasteh.

“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim”, afirmou Flávio.

Em outro trecho, o senador disse: “Agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo”.

Pagamentos teriam sido feitos por empresa ligada à operação

De acordo com os documentos analisados pelo Intercept, parte do dinheiro teria sido transferida pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP. Um comprovante de 14 de fevereiro de 2025 registra uma ordem de pagamento internacional de 2 milhões de dólares.

O fundo, segundo documentos societários citados pela reportagem, foi registrado no Texas e tem como agente legal o escritório de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. O corretor de imóveis Altieris Santana também aparece vinculado ao fundo.

“Tudo isso só está sendo possível por causa de vc”

As mensagens mostram que, em outubro e novembro, Flávio voltou a cobrar Vorcaro sobre o andamento dos repasses. Em 7 de novembro, após enviar ao banqueiro um vídeo de visualização única, escreveu: “Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de vc”. Vorcaro respondeu: “Que demais” e, em seguida, “Ficou perfeito”.

O Intercept informou que procurou Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias, Thiago Miranda, Fabiano Zettel, Paulo Calixto, Altieris Santana, Jim Caviezel, Cyrus Nowrasteh e Karina Ferreira da Gama, produtora do filme no Brasil. Até a publicação da reportagem, não houve respostas da maioria dos citados.

O ator Jim Caviezel chegou a anunciar a estreia de Dark Horse para 11 de setembro de 2026, poucas semanas antes da eleição presidencial que Flávio Bolsonaro pretende disputar.

Fonte: Brasil 247

Deputado se associou à causa animal para se beneficiar de fraudes de quase R$ 200 milhões

Segundo a Polícia Federal, o deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões. Ex-secretário do Rio foi alvo de operação da PF nesta terça-feira (12) mirando fraudes em licitações da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comandada por Queiroz à época.

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido indícios de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) se associou a causa animal para se beneficiar de um suposto esquema de fraude em licitações.

Queiroz foi alvo da Operação Castratio, deflagrada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (12), acusado de integrar um esquema de fraudes, peculato e lavagem de dinheiro relacionado à contratação de uma empresa de castração de animais via governo estadual.

Segundo a PF, as irregularidades comecaram no período em que Queiroz chefiou a secretaria.

“É importante frisar, desde já, que ao longo desses últimos anos, o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, desses contratos fraudados, gerando votos e prestígio”, diz a corporação.Em nota, a defesa do deputado Marcelo Queiroz afirma que “a tentativa de vincular a imagem do deputado a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro” (veja na íntegra mais abaixo).

Contratos chegam a R$ 200 milhões

Na decisão que autorizou a ação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pontua que as fraudes estão ligadas à empresa Consuvet—Soluções em Saúde Animal (entenda mais abaixo).

A decisão destaca que Queiroz ocupava o cargo de secretário na pasta “justamente no período no qual se iniciaram as fraudes licitatórias em favor da empresa”. Os investigadores também apontam relação de assessores do então secretário com o esquema de fraudes.

De acordo com a PF, a Consuvet não tinha “sequer estrutura compatível com a dimensão dos primeiros contratos firmados”. Mas, entre 2021 e 2023, fechou acordos para prestação de serviços de quase R$ 200 milhões, dos quais R$ 35 milhões já haviam sido pagos.

“Constituída em julho de 2021, com capital social de apenas R$ 20 mil e sem filiais, firmou, nos quatro meses seguintes, acordos com a SEAPPA que somam mais de R$ 8,3 milhões. Se contados os contratos celebrados até 2023, o montante ultrapassa os R$ 193 milhões”, destaca a decisão.

A investigação também aponta que foram autorizados aditivos contratuais que aumentaram de forma significativa os valores pagos à Consuvet, sem justificativa técnica.

Além disso, o patrimônio de Queiroz teria crescido cerca de 665% no período, com base em declarações apresentadas à Justiça Eleitoral.

Mesmo após deixar a secretaria para assumir o mandato como deputado federal, o parlamentar ainda mantinha vínculos com integrantes do grupo investigado.

Firma privada

Segundo mostrou o RJ2, a Consuvet, empresa privada que venceu a licitação, foi criada apenas 3 meses antes dos acordos milionários.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro já haviam identificado indícios de superfaturamento e direcionamento.

À época, a Polícia Civil apontou Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura.

Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet.

Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023.

As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da firma ser criada, e só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Papel do deputado

A Polícia afirma que é preciso esclarecer se Queiroz atua como um líder do grupo ou como um beneficiário dos contratos fraudados, seja se enriquecendo ilicitamente ou a partir de engajamento político.

Por isso, foi realizada a operação para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta terça.

Os investigadores também argumentam que a companheira de Queiroz teria escondido o celular de Camila Costa da Silva, Subsecretária de Proteção e Bem-Estar Animal. Ao ser alvo de uma busca e apreensão anterior, Camila afirmou que o celular dela estava quebrado.

Depois, foi analisado que o telefone foi usado um dia antes da ação na casa de Anna Caroline dos Santos, companheira de Queiroz. E Anna Caroline resistiu a entregar o aparelho.

Operação da PF

Agentes saíram para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 apurou que Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. O celular dele foi apreendido.

Nesta terça, policiais federais foram para endereços no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense — e em São Paulo (São Roque e Mairinque).

Na sede da secretaria, em Niterói, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Cédulas também foram encontradas em São Roque.

A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado.

Marcelo Queiroz iniciou a trajetória política em 2012 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também ocupou o cargo de secretário municipal de Administração. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, depois, assumiu as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura do Rio. Em 2022, foi eleito deputado federal.

O que dizem os citados

Ao RJ2, ano passado, o governo disse que a Consuvet não prestava serviços desde abril de 2024.

O deputado Marcelo Queiroz mandou a seguinte nota na íntegra:

“A tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro.

A defesa do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reitera o total respeito às instituições e ao processo legal, e ressalta que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos”.

Fonte: G1

Governo Lula lança programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

Um dos eixos é a asfixia financeira das organizações criminosas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado e anuncia medidas voltadas à segurança pública. O pacote prevê investimento de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

“O Brasil contra o Crime Organizado foi construído em diálogo com os estados, especialistas e forças de segurança pública, e tem por objetivo desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em todo o território nacional”, diz comunicado da Presidência.

O programa será estruturado em quatro eixos estratégicos:

  • asfixia financeira das organizações criminosas;
  • fortalecimento da segurança no sistema prisional;
  • qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; e
  • combate ao tráfico de armas.

Em coletiva de imprensa, na semana passada, o presidente Lula destacou que é preciso “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”. Após a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, Lula afirmou que o Brasil está disposto a colaborar com outros países nesse sentido.

“Vamos fazer algumas frentes [com o programa Brasil Contra o Crime Organizado], uma delas é a questão financeira. Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais. Eles estão em vários países, no futebol, na política, no meio empresarial, estão em todo lugar, no poder Judiciário”, disse.

O programa deve ser formalizado por meio de um decreto presidencial e quatro portarias, exigindo a adesão dos estados para o acesso aos recursos do BNDES.

Fonte: Agência Brasil

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação contra ministros do STF

A Procuradoria-Geral da República pediu nesta segunda-feira (11) a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, em ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal. As alegações finais foram enviadas a Alexandre de Moraes, relator do caso.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Eduardo Bolsonaro atuou de forma “continuada” para constranger ministros do STF e tentar interferir no andamento das ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

“As condutas criminosas estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto para os Ministros do Supremo Tribunal Federal como para o Brasil”, disse Gonet na manifestação.

A PGR sustenta que Eduardo Bolsonaro articulou pressões nos Estados Unidos para atingir integrantes da Corte. O caso envolve a apuração sobre suposta tentativa de interferência em processos ligados ao 8 de janeiro e à investigação contra Jair Bolsonaro.

A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia contra Eduardo Bolsonaro em novembro do ano passado. Votaram pelo recebimento da acusação Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Em fevereiro, o Supremo formalizou a abertura da ação penal.

A denúncia foi apresentada no mesmo inquérito em que Jair Bolsonaro também foi indiciado pela Polícia Federal. Paulo Gonet, no entanto, não denunciou Jair Bolsonaro nesse caso específico.

Jair Bolsonaro já foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A nova manifestação da PGR mira apenas a responsabilização de Eduardo Bolsonaro pela acusação de coação no curso do processo.

Fonte: DCM

México anuncia novo envio de ajuda humanitária a Cuba

Governo mexicano reafirma solidariedade a Cuba e critica bloqueio imposto pelos Estados Unidos à ilha

O México anunciou um novo envio de ajuda humanitária a Cuba, em uma ação que reforça a solidariedade do governo mexicano ao povo cubano diante do bloqueio imposto pelos Estados Unidos à ilha.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

A presidenta do México, Claudia Scheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (11), em seu encontro habitual com a imprensa, que um navio com ajuda humanitária partiria imediatamente rumo a Cuba, informa a Prensa Latina. Segundo a mandatária, o país continuará prestando apoio material à nação caribenha.

“Continuaremos enviando ajuda humanitária. Aliás, um navio com ajuda humanitária está partindo hoje para Cuba. O México sempre será fraterno e solidário com todas as nações do mundo, e particularmente com Cuba”, declarou a chefe do Poder Executivo.

Posição contra o bloqueio a Cuba

Questionada sobre o tema, a presidenta mexicana destacou que seu país defende a autodeterminação dos povos, princípio que está refletido na Constituição do México. A mandatária também reafirmou a posição histórica do país contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba.

“Nunca concordamos – desde o início, em 1962, quando o bloqueio foi proposto – com o bloqueio de Cuba. Portanto, continuaremos a enviar ajuda humanitária a um povo que dela necessita”, declarou.

A posição mexicana é reafirmada em meio ao prolongado cerco econômico dos Estados Unidos contra Cuba, mantido há mais de seis décadas. De acordo com as informações fornecidas pela agência, o bloqueio foi reforçado em janeiro por uma ordem executiva assinada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resultando em um bloqueio energético.

Fonte: Brasil 247

Dezenas de países realizam boicote na Bienal de Veneza contra a presença de Israel

Diversas nações fecharam seus pavilhões na 61ª Bienal de Arte de Veneza em protesto contra Israel nesta sexta-feira (8), data em que Tel Aviv inaugurou seu estande na exposição internacional.

“Dezenas de pavilhões e exposições na Bienal de Veneza permanecem fechados devido à greve de trabalhadores da cultura em protesto contra a presença do pavilhão de Israel e o genocídio em curso na Palestina”, diz a publicação, acrescentando que a mobilização foi promovida pelo coletivo Art Not Genocide Alliance (Anga) e por outras entidades.

De acordo com o comunicado da Global Project, na tarde desta sexta, no horário local, está prevista uma passeata da Via Garibaldi até o pavilhão israelense no Arsenale, “contra o genocídio e a militarização da economia, pelos direitos dos trabalhadores e em solidariedade aos ativistas da Flotilha Global Sumud, [o brasileiro] Thiago [Ávila] e [o espanhol-palestino] Saif [Abukeshek], atualmente detidos em Israel”.

O pavilhão israelense na mostra internacional de arte contemporânea em Veneza foi inaugurado hoje sob um forte esquema de segurança dentro e fora do espaço, contando, inclusive, com a ronda de um helicóptero.

“Estamos aqui para construir pontes, não para nos envolvermos em discussões ou conflitos. Queremos expressar nosso desejo de coexistência e aceitação entre indivíduos e nações”, declarou o embaixador de Israel na Itália, Jonathan Peled, na cerimônia de abertura do pavilhão, voltada apenas a convidados e a um seleto grupo de jornalistas.

O governo de Benjamin Netanyahu tem sido altamente criticado pelas guerras no Oriente Médio e pelas prisões de ativistas pró-Palestina em águas internacionais, caso do brasileiro Thiago Ávila. Além disso, o primeiro-ministro do país é alvo de um mandado de prisão por crimes contra a humanidade, expedido pelo Tribunal Penal Internacional.

Fonte: Terra

Pastor é preso por abusar de fiéis durante ‘cura espiritual’ no Ceará

Alan Pereira Vicente, de 38 anos, foi preso na última quinta-feira (9) por suspeita de abusar sexualmente de mulheres da igreja que liderava em Fortaleza.

O pastor evangélico Alan Pereira Vicente, de 38 anos, preso na última quinta-feira (7) por suspeita de abusar sexualmente de mulheres da igreja que liderava em Fortaleza, chegou a dizer para uma das vítimas que havia “identificado” um tumor no útero dela e “precisava removê-lo”. O suspeito passou por audiência de custódia realizada pela Justiça Estadual, na sexta (8), e teve a prisão mantida.

A justificativa foi usada por Alan durante um dos abusos cometidos em 2025, contra uma estudante de 27 anos, que também acusa o pastor de estupro.

Segundo a jovem, o líder religioso disse que já havia presenciado um caso semelhante ao dela, em que a pessoa teria morrido por não realizar o procedimento. Com medo, a jovem aceitou participar de encontros em uma sala da igreja.

Nessas ocasiões, Alan Pereira pedia que a vítima retirasse as roupas íntimas e realizava toques íntimos sob a justificativa de retirar o suposto tumor.

Pastor é preso por usar falsas curas de doenças para abusar de fiéis em Fortaleza. — Foto: Reprodução

Ainda conforme a mulher, em outra ocasião, ela encontrou o pastor por acaso no Centro da capital, onde ele trabalhava como segurança de um galpão. Ao cumprimentá-lo, o pastor ofereceu uma carona de moto, alegando preocupação com a segurança da fiel da igreja.

No trajeto, Alan teria desviado o caminho e levado a jovem para um motel. Mesmo diante da recusa, a jovem relata que foi violentada e pressionada a não denunciar. Após o episódio, o homem teria pedido que ela orasse e o perdoasse.

“Ele falou que eu tinha câncer, fez orações por mim. Foi depois do estupro que eu entendi que tudo era abuso. Ele mandava eu tirar o vestido, tirar a parte de baixo e me deitar na mesa dele. Ele colocava um pano no meu rosto e mandava eu abrir as pernas e relaxar porque ele ia tirar o câncer dentro de mim”, relatou a vítima à TV Verdes Mares.

A jovem comunicou o caso à direção da igreja em março deste ano. O pastor foi expulso em abril, mas, antes disso, segundo ela, passou a difamá-la perante outros fiéis.

Pregos e agulhas

Em outras abordagem, Alan Pereira afirmou para uma dona de casa, de 20 anos, que iria retirar pregos e agulhas do corpo delas.

O episódio aconteceu após a jovem se queixar com o líder religioso sobre uma inflamação na cirurgia do parto. Um dia depois, ela passou a receber ligações e mensagens do suspeito dizendo que ele precisava ir à casa dela para “resolver coisas espirituais”.

Alan foi a residência da jovem à tarde, pouco antes de o culto começar. Para evitar contato e manter distância, a mulher sentou em outro sofá, com a filha de poucos meses de idade no colo. Porém, o pastor pediu para que ela colocasse a filha no quarto. Logo depois, os abusos começaram.

“Ele disse que eu tinha uma bola de carne dentro de mim. Eu perguntei como ele ia tirar. Ele disse que teria que colocar a mão dentro de mim. Eu disse que não achava que aquilo era certo”, lembrou a denunciante.

Ainda conforme a vítima, para justificar os atos inapropriados, o pastor usou a passagem bíblica “os discípulos iriam impor a mãos nos enfermos e eles irão ser curados”, que está no versículo 18, do capítulo 16, do livro de Marcos.

A mulher relutou. Mesmo assim, o líder religioso disse que, se ela não fizesse, a jovem teria câncer e ia morrer.

“Mandou eu me deitar e relaxar. Ele disse que ia tentar por cima da roupa sem colocar a mão. Ele passou a mão e, pouco depois, mostrou um pedaço de agulha.”

Depois de mostrar um pedaço de agulha, o homem disse que precisava tirar a outra parte que estava dentro, mas que iria introduzir as mãos dentro da vítima.

“Ele colocou o punho e os cinco dedos dentro de mim, ele ficava remexendo dentro. Ele disse que não estava conseguindo. Ele levou um recipiente cheio de azeite , passou por toda a mão”, chorou a vítima ao relatar o episódio.

Os encontros ocorreram por três dias consecutivos. No quarto dia, a vítima se recusou a continuar. Após os episódios, ela deixou de frequentar a igreja.

Outras vítimas

Pastor é preso em Fortaleza suspeito de usar falsas curas de doenças para abusar de fiéis.

Fontes ouvidas pela TV Verdes Mares afirmaram que pelo menos três mulheres adultas e dois menores de idade teriam sido vítimas dos crimes sexuais. Duas delas formalizaram denúncia à polícia.

Um áudio obtido pela TV Verdes Mares mostra o pastor ameaçando o companheiro de uma das vítimas, que o procurou após saber dos abusos cometidos por Alan Pereira. No áudio, o pastor “amaldiçoa” o homem e cita a possibilidade de acionar o Comando Vermelho contra ele.

“Eu te amaldiçoo. Que a mão de Deus pese sobre a tua vida e sobre a tua casa. Que Deus faça perder tua língua e quebrar teus dentes. Que Deus faça perder tua língua e quebrar teus dentes. Que a espada de Deus esteja sobre tua vida. Eu espero nunca mais te ver, macho, se um dia eu te ver […]. Tu tem sorte, macho, de eu não mandar os meninos do CV aí te dá uma pisa”, disse Alan Pereira.

pastor evangélico Alan Pereira Vicente, de 38 anos, preso na última quinta-feira (9) por suspeita de abusar sexualmente de mulheres da igreja que liderava em Fortaleza. — Foto: Reprodução

A Polícia Civil informou que o pastor foi capturado mediante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva em casa, no momento em que se preparava para ir para a igreja. Ele foi conduzido à Delegacia de Capturas, onde está à disposição da Justiça.

Por meio de nota, a polícia disse que as investigações seguem em andamento, “averiguando, inclusive, a possível prática de coação das vítimas por outros membros da igreja”.

Outras acusações

Alan Pereira atuava como líder religioso, no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza. — Foto: Reprodução

Um terceiro relato, feito por um frentista de 22 anos, ex-companheiro de uma das vítimas, revela que foi informado sobre os abusos e descreve comportamentos inadequados do pastor no passado.

Segundo ele, quando tinha 12 anos, o pastor fez questionamentos íntimos, perguntando sobre sua virgindade.

O suspeito também é acusado de fazer comentários de cunho sexual dentro da própria igreja. Após os abusos, ele passava a difamar as vítimas tanto no ambiente religioso quanto na comunidade, numa tentativa de descredibilizar as acusações, conforme os fiéis.

Em alguns casos, o pastor chegou a registrar boletins de ocorrência contra as denunciantes, alegando calúnia. As denúncias incluem ainda ameaças. O pastor afirmava ter ligação com integrantes de facções criminosas e dizia que poderia mandar matar as vítimas caso fosse denunciado.

Ele foi expulso da igreja onde atuava, mas, de acordo com as denúncias, se tornou responsável por outro ministério religioso.

Fonte: G1

Enel, empresa privatizada de energia de SP, tem concessão cassada

“Enel não cumpriu nada do que prometeu”, diz Lula ao não renovar concessão

O presidente Lula afirmou que a Enel, concessionária de origem italiana e responsável pela energia em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, “não cumpriu nada do que prometeu”.

O governo federal assinou nesta sexta-feira (8) a renovação antecipada de concessões de distribuição de energia. E exigiu R$ 130 bilhões em investimentos como contrapartida. Lula participou do evento “SENTE A ENERGIA: investimentos em energia e melhorias no Luz Para Todos”, em Brasília.

Foram anunciados investimentos em distribuição de energia elétrica, até 2030, contemplando 16 distribuidoras que atendem consumidores de 13 estados brasileiros.

A Enel ficou de fora por causa de processos administrativos abertos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A empresa tem repetidamente prestado péssimos serviços, especialmente em São Paulo, com apagões de energia demorados, até várias semanas, para serem restabelecidos os serviços. Em resumo, caos elétrico é o que a Enel promove em São Paulo, com reclamações indignadas da população.

A empresa italiana enfrenta um processo de caducidade pela Aneel, que avalia o cancelamento do contrato da concessionária paulista após sucessivas falhas no fornecimento de energia na capital e região metropolitana entre 2023 e 2025.

“A verdade nua e crua é que essa empresa [Enel] não cumpriu nada do que prometeu para mim e para a primeira-ministra da Itália”, afirmou Lula, após a assinatura dos contratos. “Então, é melhor a gente fazer os contratos que estamos fazendo aqui. A gente vai exigir, e vocês [empresários] também vão exigir de nós. Se cada um cumprir com a sua tarefa, quem ganha é a sociedade brasileira”, disse.

Lula afirmou que a renovação de contratos é “uma demonstração de que o governo tem confiança nos empresários”. “O Estado pode trabalhar em parceria com os empresários e permitir que os empresários possam executar o trabalho da forma mais perfeita possível”, disse.

Fonte: Hora do Povo

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