Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos bancário e telefônico em debate na Band

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário e telefônico durante o debate presidencial da Band deste domingo (18). Ao abordar as acusações de corrupção, Lula propôs que os dois candidatos autorizem o acesso às informações e estendam a iniciativa aos familiares, para que a população possa avaliar a conduta de cada um antes das eleições.

“Quero fazer um desafio ao Flávio. O Flávio Bolsonaro aqui, muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você e eu, amanhã, a abrirmos a nossa conta bancária, abrirmos o nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão”, declarou Lula.

A proposta foi apresentada como uma forma de permitir que os eleitores tenham acesso a informações sobre os dois candidatos antes de decidir o voto. O presidente afirmou que também estaria disposto a incluir os dados de seus familiares.

“Eu abro da minha família inteira e você abre da sua família”, disse Lula ao detalhar o desafio feito ao adversário. O presidente também propôs que os documentos fossem entregues às autoridades responsáveis pela Justiça Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Vamos pedir para a Justiça, nós entregamos ao presidente da Suprema Corte e entregamos ao presidente do TSE”, afirmou. Ao concluir a proposta, Lula argumentou que a divulgação das informações permitiria à população avaliar os candidatos antes da votação e identificar possíveis irregularidades.

“O povo avalie antes das eleições, o povo saber quem é quem na história desse país para saber quem é corrupto, quem é ladrão”, declarou. O presidente encerrou sua fala alertando para o risco de os eleitores serem enganados caso não tenham condições de avaliar as informações relacionadas às acusações de corrupção.

Fonte: Brasil 247

Patriotas bolsonaristas pedem ataque nuclear dos EUA contra o Brasil

Por Leonardo Sakamoto, via UOL

Após surfarem nas redes, alegando que a manifestação de apoio a Lula na avenida Paulista foi vandalismo puro devido a um pequeno grupo que pichou e subiu em cima de uma estação de metrô, Flávio Bolsonaro e aliados estão sendo cobrados por um grupo de apoiadores que levou um míssil inflável ao seu ato na avenida Paulista hoje com a inscrição “Trump nuke Brazil” (Trump, lance armas nucleares no Brasil). Karma é que chama.

Da mesma forma que o bolsonarismo ignorou a justificativa de que se tratava de meia dúzia de pessoas que não representavam uma enorme manifestação pacífica, agora ele está provando do mesmo veneno. Apesar de o grupo envolvido com o palmitão inflável ser pequeno em comparação aos milhares de manifestantes que estavam lá de forma pacífica, as redes sociais foram inundadas com críticas ao ato devido ao pedido violento, entreguista e de mau gosto.

Ainda mais porque o próprio senador já havia pedido para o governo Trump bombardear o Brasil no ano passado.

Ao comentar uma publicação no X de Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, que havia anunciado mais um bombardeio a embarcações no Oceano Pacífico, ele disse: “Que inveja! Eu ouvi que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía da Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a lutar contra essas organizações terroristas?”

Sim, um senador da República sugere publicamente a uma potência estrangeira que realize operações militares em nossas águas territoriais a fim de bombardear brasileiros sem o devido processo legal. O tráfico de drogas precisa ser combatido, mas não são aceitáveis, aqui ou em qualquer lugar, mortes infligidas sem apresentação de provas, sem acusações, sem direito de defesa, sem julgamentos, ou seja, sem o devido processo legal. Menos ainda que isso seja feito por uma potência estrangeira.

Não precisamos de uma solução “Deus Ex Machina” estadunidense para resolver nossos problemas; precisamos de autoridades que atuem de forma integrada para combater o crime organizado, estrangulem financeiramente as máfias e interrompam a promiscuidade com traficantes e milicianos. Pois é mais fácil pedir um míssil do que enfrentar as redes de corrupção, melhorar a investigação policial, investir em inteligência e promover a justiça social, medidas trabalhosas, pouco glamourosas e que não cabem em 280 caracteres.

Quero crer que o senador nunca pediria o uso de armas nucleares contra o seu próprio território, mesmo se perder a eleição. Mas, pelo visto, seus apoiadores, sim, sentindo-se autorizados pela falta de freio que suas lideranças políticas não impõem à militância.

A extrema direita acusa que isso foi feito por infiltrados. Mas por que ninguém da organização do evento impediu que aquela coisa de mau gosto permanecesse ereta no meio da Paulista? Se a imprensa e as redes viram, ela também deve ter notado. Pensou que não era importante, achou graça ou defende a liberdade para pedir traição ao próprio povo? Para uma parte do eleitorado, vai servir a máxima: quem cala, consente.

Além disso, não é a primeira vez que uma manifestação bolsonarista pede ajuda a Trump. Para citar apenas a última, um boneco inflável gigante do presidente norte-americano foi enchido na Paulista. E como esquecer o bandeirão dos EUA estendido em 7 de setembro de 2025, em pleno aniversário da independência?

A imagem vai circular bastante. E aqui a questão não é o risco à soberania, mas à integridade física. Os EUA não vão atender meia dúzia de idiotas, mas há uma parcela violenta da população que deve ser empoderada com o retorno desse grupo político ao poder. O risco não é um míssil, mas o que esse pessoal armado poderá fazer ao seu vizinho.

Agora é 5×2

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 18 de Outubro/ 2026

A semana passada acabou e nela aconteceu um fato que vai ficar na história nos livros de história. Depois de quase 40 anos da Constituição brasuca de 88, uma grande mudança aconteceu em prol dos trabalhadores, a escala 6×1 foi enterrada com os votos de todos que eram contra o funeral da escala, até o candidato Flavio Bolsonaro votou pela redução da jornada de trabalho, aquele discurso de menos direitos e mais empregos foi colocado de lado até o dia 25, pois se sua eleição for chancelada pelo povo o discurso não será mais escala 6×1 , teremos uma nova modalidade de trabalho que imitará a gringa, trabalhou uma hora, recebe uma hora, não trabalhou, não recebe.
Simples assim!

O Brasil que iria virar uma Venezuela, começa a ficar mais parecido com com uma Finlândia, com uma Noruega, paises que há muito tempo ja entenderam que um trabalhador descansado produz muito mais e melhor em sua labuta.
Lula conseguiu trazer o trabalhador para o século 21, conseguiu mudar o rumo de uma logica que colocava os brasileirinhos reféns de um sistema que sugava todas as expectativas de uma vida saudável, tanto no físico, quanto no mental.
Viva a classe trabalhadora.

A evolução dos direitos trabalhistas acontece numa velocidade de tartaruga, se persistir essa logica capitalista a próxima diminuição da jornada de trabalho só acontecerá por volta de 2070. Porém os retrocessos são mais acelerados, mudam quando a Faria Lima percebe que suas reservas bilionárias precisam aumentar, não importando se será adotada um escala 7×0 com 60 minto valendob 7,37.
No meio de tudo isso ta o trabalhador e infelizmente alguns deles apoiam as mudanças propostas pelo andar de cima. O preço da democracia é ser atingido por mudanças vindas da própria classe em que pertencemos, algumas boas e muitas delas trágicas.

O Fim da Escala 6×1 não é uma mera diminuição horas trabalhadas, o fim dessa jornada representa o passaporte do país para uma viagem a prosperidade de um povo que ainda enxerga no retrovisor os horrores da escravidão.
Com Lula é a certeza que nada mudará, que a escala 5×2 já é uma realidade, mas se o Flavio Bolsonaro for eleito a escala será enterrada em tempo recorde, talvez até mesmo antes dos trabalhadores sentirem seu gostinho.
“Ouremos” 24 hora por dia, numa escala 7×0, sem descanso.

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 36

Manifestação pró-Lula reúne milhares de pessoas em Arapiraca

Uma maultidão saiu às ruas ontem a noite, 18/10, em Arapiraca, a segunda maior cidade de Alagoas.

Os manifestantes percorreram diversas ruas da cidade segurando faixas, cartazes e bandeiras, e puxando palavras de ordem em favor da reeleição do presidente Lula.

A aprovação da PEC que acabou com a escala 6×1, as propostas em favor dos MEIs e do tranporte gratuito aos finais de semana, bem como a defesa do SUS, do Farmárcia Popular, do Minha Casa Minha Vida e dos programas sociais, foram lembradas pelos manifestantes.

A maioria dos participantes da caminhada era formada por jovens, que saíram as ruas do Brasil inteiro e tembém em Arapiraca, para defender o ensino público, ameaçado pela proposta de corte de 200 bilhões, anunciada pelo candidato Flávio Bolsonaro.

Lula tem 51% contra 49% de Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa Vox Brasil

Pesquisa mostra empate técnico na disputa presidencial; petista também lidera percepção de vitória no segundo turno, marcado para 25 de outubro

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 51% dos votos válidos, contra 49% do adversário. A diferença de dois pontos percentuais configura um empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

Os números são da pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18), conforme informações publicadas pelo Poder360. O levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 15 e 17 de outubro e apresenta nível de confiança de 95%.

Lula lidera percepção de vitória no segundo turno

Além de medir a intenção de voto, a Vox Brasil perguntou aos entrevistados qual candidato consideram mais provável vencedor da eleição presidencial de 25 de outubro.

Nesse indicador, Lula aparece com 46,9%, enquanto 41,6% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro vencerá a disputa. A diferença é de 5,3 pontos percentuais a favor do atual presidente.

Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro é idêntica

Outro dado do levantamento mostra que os dois candidatos enfrentam o mesmo índice de rejeição. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram 45,3% de entrevistados que afirmam não votar neles de jeito nenhum.

O empate nesse indicador revela que ambos chegam à última semana da campanha com níveis elevados de resistência entre os eleitores. A pesquisa, no entanto, não detalha no material divulgado como essa rejeição se distribui entre os diferentes segmentos do eleitorado.

Pesquisa ouviu 2.100 eleitores e está registrada no TSE

O levantamento da Vox Brasil foi realizado entre 15 e 17 de outubro, com entrevistas em todo o território nacional. A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04332/2026. Segundo os dados divulgados, o estudo custou R$ 50 mil e foi financiado com recursos próprios.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

Fonte: Brasil 247

Eleitores fazem ação nas redes usando camisa da seleção brasileira e gesto de Lula

A ação foi articulada a partir do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

Eleitores do presidente Lula (PT) fizeram uma ação coordenada nas redes sociais neste sábado (17), a oito dias do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).

As postagens no Instagram e outras redes sociais foram publicadas às 9h da manhã, com o usuário do perfil utilizando uma camiseta da seleção brasileira, ou roupas em verde e amarelo, e fazendo o símbolo gestual de Lula, o “L” com as mãos.

Famosos e artistas como as atrizes Marjorie Estiano, Sophie Charlotte, Cláudia Abreu, Debora Bloch, o ex-jogador Raí, a escritora Carla Madeira, o diretor Kleber Mendonça Filho, o cantor Chico Buarque, e o ator Reynaldo Gianecchini aderiram à trend.

O assunto entrou para os trending topics do X, que são os assuntos mais comentados na rede social.

A ação foi articulada a partir do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones, que propôs as postagens para seus seguidores e articulou o movimento com artistas e políticos.

O próprio presidente Lula participou junto com aliados e outros políticos, como Simone Tebet, Fernando Haddad, Marina Silva, Erika Hilton, Soraya Thronicke, Tabata Amaral e João Campos.

Nesta semana, o canal, que agora conta com 4,9 milhões de seguidores, esteve fora do ar após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques.

Fonte: CBN

Flávio reafirma, em entrevista na Globo, que vai seguir protegendo bandidos e milicianos

Defendeu espalhar armas que, em sua grande parte, abastecem o crime organizado e as milícias. Voltou a rebaixar o papel das FFAA, jogando-a no papel de polícia, e a desdenhar os policiais brasileiros

Perguntado por Renata Lo Prete sobre por qual motivo ele e seu grupo político defenderam um projeto que desobriga o registro de munições e dificulta o rastreamento de armas ilegais, Flávio desconversou, não respondeu e disse que isso era um “detalhezinho” sem importância.

Essa medida facilitou a disseminação de armas para grupos criminosos. O candidato da extrema-direita insistiu também na ideia de retomar a entrega de milhões de armas para pessoas que ele considera “pessoas de bem” – tipo Sicário, Adriano da Nóbrega ou TH Joias – que, em sua maioria vão parar nas mãos dos milicianos e traficantes. Durante a entrevista ocorreu um dos maiores panelaços já ouvidos no Brasil.

Sobre o montante de dinheiro que ele pediu ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Flávio não explicou porque pediu R$ 134 milhões ao banqueiro quando os gastos com o filme ficaram, segundo os dados obtidos até agora, em R$ 71 milhões. A Polícia Federal suspeita de Caixa 2. Investigações mais recentes apontam que dos R$ 70 milhões enviados para os EUA, apenas R$ 2 milhões retornaram ao Brasil.

A PF apura se parte desse dinheiro acabou sendo usada para bancar a estadia de Eduardo em território americano. O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme, nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.

Flávio mentiu novamente também sobre a contrapartida ao suborno milionário recebido de Vorcaro. Ele disse: “mais uma vez, eu vou esclarecer quantas vezes forem necessárias: eu estou falando de um pedido de patrocínio privado para um filme privado, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”.

Entretanto, mensagens obtidas recentemente pela PF desmentem Flávio e confirmam que logo após as primeiras reuniões entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, o então deputado Felipe Barros, íntimo de Flávio e Eduardo, apresentou uma proposta para elevar o limite do Fundo Garantidos de Crédito (FDC) de R$ 250 mil para R$ 1milhão. Essa era uma demanda fundamental de Daniel Vorcado. Esta é uma contrapartida concreta à propina de R$ 70 milhões. Além disso, todo mundo sabe que o dono do Master roubou dinheiro público, de servidores e aposentados, e os repassou para Flávio.

Ele tentou aproveitar a entrevista para divulgar uma fake news já desmoralizada. A de que Vorcaro teria passado dinheiro para o filme sobre Lula. Renata Lo Prete desmentiu Flávio e disse que esta informação não era oficial. Na verdade já se sabe que a revista Veja fabricou um áudio criminoso de dentro da cadeia com Vorcaro tentando livrar a cara de Flávio e mentindo sobre Lula.

Sobre os cortes de direitos sociais, Flávio seguiu o mesmo roteiro de mentiras. Confirmou um corte no Orçamento de 2027 de R$ 250 bilhões. Isto é, vai meter seu “tesouraço” sobre o Orçamento da União e desativar vários programas e investimentos estratégicos do país. Na entrevista ele escondeu de onde vai cortar.

Voltou a afirmar que vai rebaixar o papel da Forças Armadas jongando-as para funções de polícia. Ou seja, vai abandonar a defesa da soberania nacional ao mesmo tempo que desdenha das forças policiais do país. Confirmou também que pretende entregar as ações de polícia no Brasil para a CIA, através da entrada no “Escudo das Américas”, uma arapuca de Trump para facilitar sua intromissão nos assuntos internos dos países da América Latina.

Fonte: Hora do Povo

França tem onda de protestos contra a precariedade dos serviços públicos

A França registrou hoje, 17/10, dezenas de protestos, que reuniram milhares de estudantes, trabalhadores e integrantes do movimento dos “coletes amarelos” em Paris e outras cidades. Segundo a agência Reuters, até o meio-dia as autoridades contabilizaram 140 manifestações e 32,8 mil participantes fora da capital francesa. A polícia foi utilizada para reproimir as manifeestações.

Os manifestantes bloquearam ruas e organizaram passeatas para cobrar medidas contra a alta dos preços e investimentos nos serviços públicos.

A mobilização começou entre estudantes do ensino médio, mas ganhou dimensão nacional com a adesão de sindicatos, trabalhadores e participantes de movimentos sociais que já haviam promovido manifestações contra as políticas econômicas do presidente Emmanuel Macron.

Paris registra confrontos e reforço policial

Na capital francesa, os protestos provocaram confrontos entre grupos de manifestantes e policiais, que recorreram a gás lacrimogêneo para dispersar participantes em diferentes pontos da cidade.

As autoridades organizaram um esquema de segurança na região central, principalmente nas proximidades da Avenida Champs-Élysées e do Arco do Triunfo. Os dois pontos turísticos ficaram fora dos percursos autorizados para as manifestações.

Parte dos participantes utilizou coletes de alta visibilidade, em referência aos protestos dos “coletes amarelos”, que marcaram o primeiro mandato de Macron e se tornaram um símbolo da insatisfação com o custo de vida na França.

Segundo uma testemunha ouvida pela Reuters, aproximadamente 100 pessoas caminharam em direção a um dos locais de concentração dos atos enquanto gritavam palavras de ordem contra as forças de segurança.

Entre os gritos, os manifestantes repetiam a frase “Todos os policiais são bastardos”. O policiamento também acompanhou grupos que participaram pacificamente das manifestações, enquanto outros entraram em confronto com agentes e provocaram danos em espaços públicos.

Protestos começaram nas escolas da periferia de Paris

A onda de manifestações teve início no mês passado em escolas de ensino médio de bairros de baixa renda da periferia norte de Paris. Os estudantes organizaram protestos para cobrar a contratação de professores, melhorias nas instalações escolares e condições de ensino. As reivindicações cresceram diante das dificuldades enfrentadas por alunos e profissionais da educação.

Com o avanço da mobilização, o movimento passou a incorporar críticas à desigualdade social, às políticas de gastos públicos e à redução do poder aquisitivo da população francesa. A pauta educacional se uniu às reclamações de trabalhadores e famílias que enfrentam o aumento dos preços dos combustíveis e de outros produtos essenciais.

Em Paris, a manifestante Lola, de 19 anos, explicou que decidiu participar dos atos tanto pelas dificuldades econômicas quanto pela reação policial contra estudantes. “Estamos lutando porque o custo de vida está insuportável, porque o preço dos combustíveis está muito alto, porque estudantes do ensino médio estão sendo violentamente atacados e feridos em todo o país simplesmente por tentarem protestar e pedir mais professores e condições dignas de ensino”, afirmou.

A declaração reflete a ampliação das reivindicações para além das escolas, com demandas relacionadas à renda, à educação e à atuação das forças de segurança.

Incêndios e depredações atingem cidades francesas

Em Marselha, no sul da França, manifestantes provocaram danos à sede da prefeitura, segundo as autoridades locais. O prefeito informou o episódio ao governo e conversou com o primeiro-ministro Sébastien Lecornu e o ministro do Interior Laurent Nuñez. Após os contatos, o Executivo decidiu enviar reforços policiais à cidade.

O Ministério do Interior também relatou confrontos e ocorrências de vandalismo em outras localidades. Em Lyon, um incêndio atingiu uma agência de turismo durante os distúrbios, enquanto outras cidades registraram ataques a instalações públicas.

O governo responsabilizou grupos de manifestantes encapuzados por parte dos episódios de violência. As autoridades francesas também relataram agressões contra policiais e profissionais da imprensa que acompanhavam os protestos.

O balanço de 272 prisões demonstra a dimensão da resposta policial às manifestações. Os números correspondem às informações divulgadas durante a tarde deste sábado e ainda podem sofrer alterações conforme o avanço das operações.

Violência policial provoca críticas e investigações

A atuação das forças de segurança passou a ocupar espaço nas manifestações após relatos de ferimentos sofridos por estudantes e outros participantes durante as semanas anteriores.

Um dos episódios envolve um adolescente que perdeu uma das mãos após pegar uma granada de efeito moral utilizada durante os confrontos. O caso ampliou as críticas ao emprego de equipamentos de controle de multidões e levou as autoridades a revisar temporariamente seu uso.

O órgão responsável por fiscalizar a atuação policial investiga pelo menos 24 denúncias de violência atribuída a agentes de segurança. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu, por sua vez, afirmou que os confrontos também provocaram ferimentos em mais de 900 policiais.

Diante da repercussão dos episódios envolvendo estudantes, o governo francês chegou a suspender o emprego de determinadas granadas de efeito moral. Antes dos atos deste sábado, o ministro do Interior Laurent Nuñez declarou que a polícia poderia voltar a utilizar esses equipamentos.

A possibilidade de retomada do uso das granadas aumentou as preocupações dos manifestantes, especialmente após os relatos de ferimentos durante as mobilizações estudantis.

Crise econômica amplia pressão sobre Macron

A nova onda de protestos ocorre quando o presidente Emmanuel Macron se aproxima do fim de seu segundo mandato, em meio à fragmentação política e às dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.

Na sexta-feira (16), o presidente pediu calma diante das convocações para novas manifestações em diferentes regiões da França. O governo tenta reduzir o endividamento público e administrar a pressão sobre as contas do Estado, mas as medidas adotadas ainda não conseguiram tranquilizar os investidores.

Os custos de financiamento da dívida francesa atingiram os maiores níveis em mais de duas décadas, aumentando as dificuldades para a administração pública. Ao mesmo tempo, a população enfrenta a alta do custo de vida e cobra investimentos na educação, na saúde e em outros serviços.

Coletes amarelos voltam às ruas e reforçam mobilização

O movimento dos “coletes amarelos”, que ganhou projeção internacional em 2018, voltou a participar das manifestações contra o custo de vida. Naquele período, a mobilização começou como reação ao aumento dos impostos sobre o diesel e posteriormente incorporou críticas à desigualdade de renda e às políticas econômicas do governo Macron.

As manifestações se espalharam pelo território francês e provocaram sucessivos confrontos com as forças de segurança. A intensidade dos atos diminuiu depois que o presidente anunciou medidas econômicas que incluíram bilhões de euros em reduções de impostos.

O movimento voltou a ganhar espaço nas discussões políticas diante do aumento dos preços e da insatisfação de diferentes setores da sociedade. O professor Yannick Maillou, morador de La Crèche, no oeste da França, participou dos protestos de 2018 e continua envolvido nas mobilizações.

Segundo ele, os organizadores estabeleceram diversos pontos de concentração na região para os atos deste sábado. Organizações sindicais também incentivaram a população a participar das manifestações.

As redes sociais contribuíram para aproximar estudantes, sindicatos e antigos participantes dos coletes amarelos, que passaram a divulgar convocações e organizar encontros em diferentes cidades.

A nova mobilização reúne reivindicações relacionadas à educação, aos salários, ao custo dos combustíveis e à proteção dos serviços públicos.

Fonte: Brasil 247

Lula promulga fim da escala 6×1 em sessão solene do Congresso

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou presencialmente da sessão solene realizada no Congresso Nacional pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta sexta-feira (16), para celebrar a promulgação de duas novas emendas à Constituição. A cerimônia formalizou a inclusão no texto constitucional do fim da escala de trabalho 6×1, prevista na PEC 221/2019 e aprovada pelos senadores na quarta-feira (14), e da PEC 14/2021, que concede o direito à aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias em todo o território nacional, ao lado de parlamentares e autoridades.

Durante o pronunciamento no ato oficial, o presidente resgatou sua trajetória na elaboração da Carta Magna e apontou o avanço social que a nova emenda representa para a população brasileira. “Tive o prazer de ser constituinte, de estar no dia 5 de outubro de 1988 no plenário da Câmara quando Ulysses Guimarães fez o discurso da promulgação da Constituição Cidadã. Quem estava naquele plenário tinha noção de que estávamos aprovando uma das constituições mais modernas que o mundo conheceu. Era a cabeça da sociedade brasileira naquele instante histórico. Logo quando aprovamos, os críticos de sempre já queriam mudar. A Constituição ia ‘atrapalhar o crescimento do Brasil’, ia ‘impedir o crescimento do Brasil’, ‘aumentar o custo Brasil’.

É impressionante a capacidade de alguns de participarem do processo e no dia seguinte negarem o processo. Nossa Constituição teve detalhes porque a sociedade estava exigindo, e sou testemunha de que foi o momento histórico mais importante do Congresso e nunca a sociedade teve a participação que teve naquele plenário. Foi um momento de ouro neste país. Depois disso houve mudanças para melhor e para pior. Hoje estamos dando um passo importante para melhor”, declarou Lula.

Lula criticou o histórico de resistência de setores econômicos contra pautas que ampliam garantias trabalhistas ao longo das décadas no país. “Toda vez que a sociedade conquista alguma coisa, aparece uma turma de um segmento da sociedade que não concorda dizendo que não vai dar certo. Foi assim em todas as lutas. Não tem uma conquista do povo em que não aparece aqueles dizendo ‘isso vai ser um atraso’, ‘isso vai quebrar as empresas’, ‘isso vai quebrar a economia’, ‘isso não pode dar certo’. Isso é histórico, crônico, já faz parte da literatura política deste país. Quando se discutiu as férias de 20 dias, a classe empresarial não queria férias de 20 dias. Porque ia fazer o trabalhador ter muito ócio e o ócio levaria à bebida. Que engraçado. Para o trabalhador, as férias levavam à bebida. E para os ricos levava a Paris. Ora, por que o trabalhador fica em casa? Porque ele não tem dinheiro para viajar. Ele vai encher uma laje na casa do amigo, vai cavar um poço, fazer encanamento, fazer a parte elétrica. O povo trabalhador vive se virando o tempo inteiro. Isso não nega o direito de descansar. E depois, para 30 dias foi o mesmo discurso. Lembro da campanha do 13º salário, a mesma coisa: ‘vai afundar as empresas’. Não quebrou. Toda vez que os trabalhadores conseguem um benefício, ele vive um pouco mais, tem um pouco mais de prazer na vida”, afirmou o chefe do Executivo.

Para ilustrar a urgência da alteração na rotina de trabalho das famílias brasileiras, o chefe do Governo compartilhou um relato recente de um encontro com trabalhadores do setor varejista. “Essa semana fui visitar um casal. Ela com 30 e ele com 28, com dois filhos. Trabalham num atacadista. Levantam às 4h30 para começar a trabalhar às 6h. Só têm um dia de descanso por semana, em dias separados. Ele ganha R$ 1.700 por mês e paga R$ 1.600 de aluguel. Aí sobra o salário dela, e tem conta de água, de luz, internet. Sobra R$ 1 mil para comer, passear e cuidar das crianças. É humanamente impossível as pessoas não perceberem que este cidadão não pode trabalhar seis dias por semana e ficar poucas horas em casa, sobretudo a mulher. O dia que ela tem de descanso é o dia que ela mais trabalha. Não é possível que as pessoas não tenham sensibilidade”, pontuou.

O presidente da República encerrou seu discurso enfatizando o valor do regime democrático para a construção de consensos e soluções em favor do país. “Acho que Deus está olhando esta Casa agora. A democracia é uma coisa complicada, é a convivência na adversidade. Você ouve desaforo, as pessoas te provocam, te xingam, te ofendem, mas você também tem o direito de ofender. Isso chama-se democracia. No final, você constrói aquilo que é possível construir, sem precisar fazer nenhuma guerra. Fora da democracia não tem saída. É ditadura”, concluiu Lula.

Fonte: Brasil 247

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