Bolsonaro quer reduzir acesso a medicamentos

Conselho Nacional de Saúde (CNS) repudia projeto do Ministério da Saúde de extinguir departamento que garante a distribuição de medicamentos para quem precisa

O acesso a medicamentos pela população de baixa renda no país está ameaçado sob o governo Bolsonaro. É o que avalia o Conselho Nacional de Sáude (CNS). Em nota divulgada na sexta-feira (30), o conselho alerta para os risco da extinção do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DAF/MS). O CNS também pede uma audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para tratar deste assunto.

Caso a mudança ocorra, o DAF não estaria mais na estrutura da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), o que pode representar ameaças ao direito ao acesso racional aos medicamentos. “Dado o papel histórico e exitoso do DAF, além de sua potencialidade, sua extinção ou fracionamento em outras secretarias, atinge o papel estratégico do SUS em seu papel norteador na condução de políticas setoriais ligadas ao medicamento”, afirma a nota.

O DAF tem como um dos principais objetivos dar consequência ao que determina a Política Nacional de Assistência Farmacêutica – PNAF (Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 338/2004). Além disso, objetiva também ampliar o acesso a medicamentos seguros e efetivos e promover o uso racional dos medicamentos contribuindo para a integralidade e resolutividade das ações de saúde no SUS, por intermédio de programas, projetos e ações.

SUS é conquista histórica

A possível extinção do DAF é mais um episódio de ataque ao SUS no país, durante o governo Bolsonaro.

A luta dos brasileiros contra a ditadura civil-militar (1964-1985) resultou em conquistas históricas. Entre elas, a Constituição Cidadã de 1988, que garantiu direitos fundamentais aos cidadãos. Desses direitos, destaca-se o direito à Saúde, que acabou resultando na criação do Sistema Único de Saúde (SUS). “O SUS é uma das principais conquistas da redemocratização”, defende o médico sanitarista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP) Adriano Massuda.

Massuda apresentou, no último fim de semana, a conferência “Sistema Único de Saúde do Brasil: Os primeiros 30 anos e perspectivas para o futuro”, durante reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “O Sistema Único de Saúde foi concebido pela sociedade civil como parte do “Movimento da Reforma Sanitária” contra a ditadura militar e desempenhou um papel extremamente importante na redemocratização do Brasil. Desde então, foi forte aliado do governo e da população brasileira”, disse.

Entre as conquistas, destaque para avanços significativos no sentido de promover saúde integral a todos, com redução da desigualdade, aumento da expectativa de vida e de outros indicadores de desenvolvimento, como redução da mortalidade infantil. No ano de concepção do SUS, em 1988, a expectativa de vida dos brasileiros era de 69,7 anos. Em 2018, subiu para 76,6. No ano de 2011, o SUS executou 24.600 transplantes. Em números totais, 190 milhões de brasileiros utilizam o SUS de alguma forma todos os anos, seja por vacinas, transplantes, ou atendimento direto.

Riscos

Destacados os pontos positivos do SUS, Massuda lamenta os caminhos mais recentes do sistema, que sofre de precarização, cortes e subfinanciamento. O receio é de retroceder e desmontar o SUS. O presidente Jair Bolsonaro é defensor da ditadura que assolou o Brasil por mais de 20 anos e adota uma postura de ataques ao estado de bem-estar social. Além disso, prejudica o financiamento do sistema e envereda por caminhos negacionistas, flertando até com movimentos anti-vacinas.

“Corremos risco de reversão das conquistas do SUS e de aumento das segregações e desigualdades no acesso a serviços de qualidade”, afirma em nota a SBPC. Massuda, entretanto, enfatiza que é possível superar as dificuldades e manter as conquistas que vieram da luta contra a ditadura. “O Brasil lutou contra a ditadura militar e essa luta resultou no SUS. Temos experiência de 30 anos de várias coisas que deram certo no SUS e que a gente precisa avaliar, reconhecer e aperfeiçoar para montar uma agenda de futuro”, disse.

Por fim, o médico destaca que para fortalecer o SUS, é necessário promover uma barreira de defesa em torno da ciência nacional; uma das áreas mais atacadas pelo governo Bolsonaro. “O fortalecimento do SUS passa por uma agenda de formação de profissionais de saúde de qualidade. Passa pelo desenvolvimento científico e tecnológico do nosso país”, finalizou.TAGS:

Fonte: Rede Brasil Atual

O papel da OEA em golpe na Bolívia é tão escandaloso que será investigado até nos EUA!

Câmara dos EUA aprova pedido de investigação sobre papel da OEA em golpe na Bolívia

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um pedido que apela ao governo norte-americano uma investigação sobre o papel da Organização dos Estados Americano (OEA) durante o golpe de Estado na Bolívia que culminou na renúncia de Evo Morales, em 2019. 

A investigação aprovada na última quarta-feira (28/07), e que agora será encaminhada ao Senado, foi solicitada pelas deputadas democratas Jan Schakowsky e Susan Wild. A medida pede que o Departamento de Estado norte-americano busque respostas da OEA sobre seu comportamento na Bolívia, para “garantir que ataques semelhantes contra a democracia não ocorram outra vez”.

O pedido prevê que seja analisado se as reclamações da entidade sobre irregularidades eleitorais contribuíram para o golpe contra o ex-presidente e o aumento das violações de direitos humanos. Assim como, pretende buscar respostas às perguntas sobre as declarações e ações da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da OEA na Bolívia.

Ao jornal norte-americano The Nation, Schakowsky afirmou que, no dia seguinte às eleições de 2019, a OEA “ajudou a direcionar uma falsa narrativa de que o presidente em exercício, Evo Morales, e seu partido ‘fraudaram’ a eleição”.

De acordo com a parlamentar, esta narrativa contribuiu para a “polarização, um golpe militar e violenta repressão política na Bolívia, bem como a incerteza para o futuro da democracia”. “Essa investigação nos ajudaria a finalmente ver a responsabilidade e a transparência da OEA e garantir que ela cumpra sua missão de maneira independente e imparcial”, disse ao periódico.

Em novembro de 2019, após ter vencido as eleições, o presidente Evo Morales, do Movimento pelo Socialismo (MAS), foi forçado a deixar seu cargo pela direção das Forças Armadas, após pressões da organização e da cumplicidade da direita e de governos da região, como Brasil, Argentina, Chile e Peru.

A OEA, em dezembro de 2019, emitiu um relatório final sobre as eleições de 20 de outubro no qual denunciou táticas “deliberadas” e “maliciosas” para inclinar as eleições para Morales, mas duas publicações independentes rejeitaram as alegações e a análise estatística na qual o relatório foi baseado.

A solicitação para que o governo dos Estados Unidos faça uma investigação foi introduzida em lei pelas deputadas, que, desde o golpe na Bolívia, exigem respostas da OEA sobre o assunto. 

Para Schakowsky e Wild, as declarações da organização “contribuíram para a derrubada do presidente democraticamente eleito e o surgimento de um regime não eleito, apoiado pelo Exército e responsável por violações massivas de direitos humanos”.

Um dos casos de violação ocorreu nas cidades de Sacaba e Senkata, no qual m total de 37 manifestantes foram mortos após uma repressão aos protestos contra o golpe por forças de segurança que haviam recebido garantias de imunidade da então autoproclamada presidente Jeanine Áñez.

Fonte: Ópera Mundi

Ambulantes protestam no centro de Maceió

Ambulantes de Maceió realizaram um protesto nessa segunda-feira (2) contra as ações truculentas da Prefeitura de Maceió. Os manifestações bloquearam o cruzamento da Ladeira dos Martírios com a Rua do Sol, para isso, eles atearam fogo em pneus e galhos de árvores e fecharam o acesso as duas vias. Com isso, o trânsito ficou caótico na região. As vias foram liberadas quando a PM conseguiu que um representante da prefeitura fosse ao local.

Segundo os ambulante, os fiscais estão apreendendo os carrinhos com mercadorias e agredindo os trabalhadores. Eles também denunciam que as ameaças são constantes, mas, o estopim do protesto foi o espancamento de um rapaz na semana passada.

Diante dos abusos, os ambulantes cobram providências da Prefeitura de Maceió.

Redação com Tribuna Hoje e Alagoas 24 Horas

Servidores públicos farão greve contra reforma administrativa em 18 de agosto

Quase 5 mil pessoas participaram do Encontro Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público, realizado nos dias 29 e 30 de julho, de modo online. Convocado pelo Fórum dos Servidores Públicos das Centrais Sindicais, que reúne também sindicatos e movimentos populares, o encontro aprovou uma paralisação nacional das três esferas, no dia 18 de agosto, para derrotar a reforma administrativa (PEC 32/2020).

Ao final do evento, foi aprovado o “Manifesto do Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Serviço Público”. No texto, que traz um resumo das discussões realizadas nesses dois dias, é afirmado que “os resultados desse evento […] apontam o caminho para o combate à política criminosa e destruidora dos serviços e dos servidores públicos estabelecida na Proposta de Emenda Constitucional 32, que impõe um duro golpe às políticas sociais de saúde, educação, segurança, dentre várias outras, e a extinção dos regimes jurídicos únicos nas esferas dos municípios, estados e União, vilipendiando de forma perversa os preceitos constitucionais da Carta Magna de 1988”.

É reforçado que o Encontro, unindo trabalhadores e trabalhadoras das três esferas, “aponta o caminho da luta e da resistência e chama o povo brasileiro a somar-se nessa cruzada para evitar um duro golpe nas conquistas e direitos sociais de nosso povo, consignados nessa terrível reforma administrativa”.

Para os sindicalistas, a reforma pode aumentar casos de corrupção, autorizar políticos a contratar amigos e parentes e acabar com o serviço público.

Fonte: Sintrajufe RS

Bolsonaro quer acabar com o vale-refeição de 22,3 milhões de trabalhadores

Se permanecer na proposta de Reforma do Imposto de Renda a retirada de subsidio a 280 mil empresas, trabalhadores perderão vale-alimentação

Não satisfeita em retirar R$ 10,7 bilhões da Classe C, conforme estimativa de tributaristas, a equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) incluiu na proposta de Reforma do Imposto de Renda que foi encaminhada ao Congresso Federal, um item que pode acabar com os vales alimentação e refeição de 22,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

O tema foi tratado em tom de denúncia na Central Única dos Trabalhadores (CUT) ao longo dessa semana, já que a medida extingue subsídios que 280 mil empresas recebem, de acordo com os números do  Ministério da Economia, para manter os vales, que assim perdem sua única fonte de financiamento.

O clima na CUT Nacional era de indignação. O presidente da entidade, Sérgio Nobre, definiu a medida como perversa, e prometeu lutar contra mais esse ataque aos direitos da classe trabalhadora. De acordo com  Nobre, a Central vai reagir com força contra a proposta do governo Bolsonaro. Considerada “descabida”.  “Vamos reagir seja ocupando as ruas, seja no Congresso Nacional, para pressionar os parlamentares a não aprovar a medida”, diz.

A nova versão da reforma do Imposto de Renda elaborada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) e pelo relator, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA), elimina a possibilidade de empresas deduzirem o vale-alimentação da base de cálculo do Imposto de Renda e retira também a previsão de taxar recursos de brasileiros em paraísos fiscais. Em outras palavras, retira salario indireto do trabalhador e oferece outras contrapartidas compensatórias às empresas com capital no exterior.

Atualmente, as empresas que optam pelo regime de pagamento do lucro real podem deduzir o valor destinado ao benefício. Para isso, elas devem aderir ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), criado na década de 1970 para incentivar empresas a destinarem recursos à alimentação de empregados de baixa renda.

Governo quer arrecadar

O PAT existe desde 1976 e foi criado para incentivar empresas e direcionarem recursos à alimentação de funcionários de baixa renda. Assim, o PAT permite que as empresas descontem do IR uma parte dos valores gastos em auxílio à alimentação dos seus funcionários. O que acontece, de fato, é que as empresas podem reduzir a quantia total que deveriam pagar ao Fisco. E é neste dinheiro que o governo está de olho para aumentar a arrecadação.

Esse incentivo se aplica ao vale-alimentação, vale-refeição e custos com refeitórios no estabelecimento, por exemplo. De modo geral, este benefício é aproveitado pelas empresas que pagam tributo pelo regime de lucro real.

Conforme dados do próprio Ministério a Economia, 280 mil empresas oferecem VA e VR para parte dos 22,3 milhões de funcionários. Os que não recebem o benefício, ainda contam com a possibilidade de receber alimentação pronta.

O cálculo do governo é que com essa isenção , a Receita Federal projeta que deixará de arrecadar R$ 1,3 bilhão neste ano. Se houver aprovação da proposta, o relator estima que o governo arrecade R$ 1,4 bilhão no ano que vem. Já em 2023, a arrecadação seria de R$ 1,5 bilhão.

Se a proposta for aprovada, a dedução se aplicaria somente aos benefícios pagos no ano-calendário de 2021. A nova versão da proposta segue para debate e votação no Congresso. Sendo assim, ainda há possibilidade de haver mudanças no texto. O presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira, pretende discutir a pauta em agosto.

Bares, restaurantes e operadoras 

Outra consequência do fim deste incentivo é que a medida afetará o faturamento de bares e restaurantes e até em supermercados. Empresas administradoras vale-refeição, operadoras e sistema financeiro também serão atingidos. Advogados trabalhistas alertam que a medida também poderá causar insegurança jurídica.

Fonte: Extra Classe

Governo pagou R$ 54 mil em passagens e diárias para namorada acompanhar general Pazuello

Laura Appi foi nomeada diretora de programa na Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, em agosto de 2020, pelo próprio general Pazuello

Laura Appi, a namorada do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello recebeu R$ 29.538,72 da pasta entre maio de 2020 e março deste ano como pagamento de diárias de viagens.

O ministério registra ainda mais R$ 24.497,52 destinados a passagens e diárias da primeira-tenente, que é infectologista e foi nomeada diretora de programa na Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, em agosto de 2020, pelo próprio Pazuello.

O total dá R$ 54.036,24 despendidos com a mesma finalidade, de acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal. As informações são da coluna de Mônica Bergamo.

No campo da justificativa para, ao menos nove viagens, Appi se apresentou como acompanhante do ministro de Estado.

O general Eduardo Pazuello recebeu R$ 88,5 mil em diárias e ajuda de custo do Ministério da Saúde em 2020, no mesmo período.

Dossiê da ex-esposa

Embora o presidente da CPI do Genocídio, Omar Aziz (PSD-AM), tenha dito que não estão “atrás de informações da vida particular de ninguém”, ao minimizar o depoimento da ex-esposa do general Eduardo Pazuello, Andrea Barbosa, o suposto dossiê com documentos e fotos, pode fazer emergir uma personagem ainda pouco conhecida sobre a orientação para o protocolo da cloroquina dentro do Ministério da Saúde.

Segundo a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo desta segunda-feira (28), Andrea Barbosa teria como foco a namorada do ex-ministro, Laura Appi, de 33 anos, que atualmente ocupa o cargo de diretora de programa na Secretaria de Atenção Primária à Saúde.

Em agosto de 2020, a Fórum já havia adiantado que Laura, médica infectologista que havia completado sua formação em março de 2018, foi alçada ao Ministério da Saúde por Pazuello para ser sua principal assessora em assuntos técnicos relacionados à pasta.

Ao lado de Pazuello, a médica recém-formada teria orientado na mudança de protocolo que prevê a prescrição de hidroxicloroquina e azitromicina para o coronavírus.

No dia 20 de março, dia em que Laura, que é primeiro-tenente do Exército, foi nomeada por Pazuello, o Ministério da Saúde divulgou um termo de consentimento para permissão de uso de “Hidroxicloroquina/cloroquina em associação com Azitromicina para Covid-19”.

Fonte: Revista Forum

Depois da denúncia da Tribuna, MPF vai investigar mineradora em Craíbas

Depois de denúncias publicadas no jornal Tribuna Independente, o Ministério Público Federal decidiu abrir procedimento para investigar a Mineradora Vale Verde, em Craíbas.

Veja a matéria publicada no portal Tribuna Hoje:

Segundo relatos de moradores onde estão localizadas as barragens da Mineradora Vale Verde , as explosões no subsolo provocam barulho ensurdecedor, estremecem o chão e deixam as paredes das casas rachadas.

O Ministério Público Federal (MPF/AL) vai investigar as atividades predatórias da Mineradora Vale Verde (MVV), no município de Craíbas, no Agreste alagoano. A decisão foi tomada na quinta-feira (29/07), com base em reportagem publicada pela Tribuna Independente, nesta mesma data. Em nota à imprensa, o órgão ministerial diz que vai abrir procedimento investigatório para apurar denúncia de crime ambiental contra mineradora.

De acordo com relatos de moradores dos povoados as onde estão localizadas as barragens da MVV, as explosões no subsolo do município, para a prospecção de minério do cobre usado pela mineradora, provocam barulho ensurdecedor, estremecem o chão e deixam as paredes das casas rachadas. A perfuração do solo é tão profunda, para a colocação de explosivos, que atinge o lençol freático, com possibilidade de poluição dos mananciais da região.

“Moço, quando eles furam a terra, a água jorra tão forte que o jato d’água atinge a altura superior à de um poste de iluminação”, relatou um trabalhador rural que estava trabalhando num roçado de macaxeira, no povoado de Folha Miúda. Nas proximidades da sede da mineradora, que fica no sítio Lagoa do Mel, na zona rural de Craíbas, os relatos são semelhantes. Os moradores reclamam do barulho das explosões e das rachaduras nas paredes das casas.

“O barulho é grande e estremece tudo”, garantiu o agricultor Antônio Amaro das Silva, de 53 anos.

Segundo a assessoria do MPF/AL, ainda é cedo para dimensionar a gravidade da denúncia, mas o caso será investigado pelo órgão ministerial. “Até o momento o MPF/AL não recebeu nenhuma denúncia sobre as explosões decorrentes das atividades da Mineradora Vale Verde. No entanto, a partir de notícia veiculada na data de hoje, 29 de julho, o órgão ministerial abrirá procedimento investigatório para apurar os fatos relatados pela imprensa” diz o MPFAL, em nota à imprensa.

A notícia sobre a possibilidade de um desastre ambiental em Craíbas, parecido com aquele que ocorreu em Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, provocando destruições e centenas de mortes, também chegou ao conhecimento do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), mas até agora o promotor de Justiça Lucas Mascarenhas ainda não se manifestou.

A reportagem da Tribuna Independente procurou ouvi-lo, por meio da assessoria de comunicação do MPE/AL, mas não foi possível. Fizemos árias ligações, mas o número do celular dele da sempre ocupado e até o fechamento desta edição não tivemos retorno.

Cidade vive dilema entre progresso e a destruição da natureza

Craíbas, no Agreste alagoano, é conhecida como “Terra dos Minérios”, por conta da riqueza do seu subsolo, onde se encontra a maior concentração de minerais da região Nordeste. Não por acaso, a Mineradora Vale Verde (MVV) se instalou no município, há 13 anos, com o objetivo de construir ali uma planta de exploração de minério de cobre, para a produção de matéria-prima vendida às indústrias de base, no Brasil e no exterior.

No começo de tudo, foram flores.

A mineradora chegou à Alagoas como a redenção do Agreste, mas o tempo passou e as promessas de empregos e renda não saíram do papel. Hoje, Craíbas vive um dilema entre o progresso e a destruição da natureza, já que a mineração é, por si só, uma atividade predatória, perigosa e extremamente nociva à natureza.

A exploração do subsolo do município foi autorizada pelo governo do Estado, pela Prefeitura do município e por órgãos ambientais, mas a população, até agora, não houve melhoria nenhuma no município que justificasse o risco que os moradores da região estão expostos.

Na cidade, o desemprego e fome campeiam, revoltam e constrangem os visitantes: é grande a mendicância.

OUTRO LADO

A Mineração Vale Verde disse que tem como objetivo desenvolver o Projeto Serrote, localizado no Agreste Alagoano, no município de Craíbas, junto à divisa do município de Arapiraca, mas sem colocar em risco a natureza e a vida dos moradores da região. Em mensagem à redação da Tribuna Independente, a empresa não respondeu à nossas indagações, mas disse o seguinte, por meio de nota oficial:

Em respostas às reportagens publicadas pelo Jornal de Arapiraca e Tribuna Independente, a Mineradora Vale Verde entrou em contato para divulgar a nota que fala sobre as atividades da Vale Verde no município de Craíbas.

MVV emite nota oficial

A Mineração Vale Verde (MVV) vem a público esclarecer algumas informações que estão circulando em alguns jornais locais.

Em periódicos impressos deste mês de julho, houve a veiculação de fotos da pilha de estéril da MVV — localizada no Sítio Lagoa do Mel, às margens da rodovia AL-486, em Craíbas-AL —, como sendo a imagem da barragem do Projeto Serrote, sugerindo que  ela estaria “a menos de 300 metros de povoado”.

A pilha de estéril é um processo a seco com materiais rochosos vindos diretamente da mina. Isto é, a MVV não possui duas, mas uma estrutura de barragem.

Ela fica a oeste da mina do nosso empreendimento (tendo como ponto de referência a planta e os prédios administrativos), estando a mais de 2 km de distância da primeira comunidade vizinha, sendo esta barragem monitorada 24h/dia, durante os 7 dias da semana, incluindo finais de semana e feriados.

Há insinuações, associando a estrutura do Serrote com tragédias ambientais ocorridas em Minas Gerais, e é preciso esclarecer um ponto importante: a barragem da MVV difere-se tecnicamente das barragens que romperam, que tinham método construtivo de alteamento a  montante (não mais permitido no Brasil).

Antes mesmo da nova lei de barragens, o nosso projeto de engenharia já detalhava uma barragem mais robusta, sem a necessidade de se utilizar a própria estrutura de rejeito como sustentação da mesma — o que ocorre com as barragens com alteamento a montante.

Portanto, a MVV não utiliza esse método construtivo, mas, sim, o alteamento a jusante, sendo alteada com material rochoso em sua estrutura e não o próprio rejeito.

Essa diligência prioriza, assim, a vida e a Segurança dos nossos empregados, terceirizados e das comunidades vizinhas ao nosso empreendimento, seguindo as melhores práticas construtivas de engenharia do Brasil (ABNT) e do mundo (CDA – Associação Canadense de Barragens), esta última que é referência mundial em adoção de rígidas medidas de controle e fiscalização para a segurança de barragens.

Desta feita, a MVV reforça seu compromisso com o diálogo aberto junto às cidades de Craíbas, Arapiraca e toda Alagoas, estando sempre à disposição de todos.

Fonte: Tribuna Hoje

Pastor bolsonarista é preso por escravizar crianças e adolescentes no Paraná

Autoproclamado apóstolo, Gerdal Costa da Silva e a esposa, bispa Seuma, mantinham menina de 13 anos como escrava doméstica. Pais que tentavam resgatar filhos eram ameaçados com pistola 9 mm, que foi apreendida com o pastor bolsonarista

O apóstolo Gerdal Costa da Silva, pastor e presidente da Igreja das Nações da Poderosa Mão de Deus, a esposa, bispa Seuma Costa, e o filho, Gerdal Junior, foram presos há uma semana em Maringá, no Paraná, acusados de integrarem uma quadrilha que submetia crianças e adolescentes a jornadas de trabalho análogas à escravidão.

Em depoimento na última terça-feira (27), adolescentes disseram que eram atraídas para vender pizza em igrejas da cidade e municípios vizinhos para o pastor, que alegava que a ação seria uma obra divina e que o dinheiro seria para o tratamento de pessoas com câncer.

Segundo a polícia, além das crianças e adolescentes que vendiam pizza, uma das vítimas, de 13 anos, foi tirada dos pais para trabalhar como empregada doméstica na casa do apóstolo.

Ao tentarem resgatar os filhos, os pais eram ameaçados pelo pastor com uma pistola 9 milímetros, que foi apreendida pela polícia.

“Fui lá como voluntária porque eu me sensibilizei com a história. Como voluntária da obra de Deus, eu fui lá, carregar, vender pizza. Eu só conseguia carregar cinco pizzas, eles me fizeram carregar dez”, relatou uma adolescente vítima, acrescentando que os acusados diziam que ela era “fraca” e a humilhavam com trechos da bíblia “pra me fazer sentir incapaz”.

Segundo a adolescente, os pastores agrediam e humilhavam um outro menino, chamando-o de “porco” e “imundo”.

Bolsonaro
Preso preventivamente, o autoproclamado apóstolo Gerdal Costa fez um duro sermão no dia 24 de outubro de 2018, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, na defesa do então candidato Jair Bolsonaro.

De maneira cenográfica, Gerdal diz que “um homem pode salvar você, mas um ladrão pode levar o Brasil pro lado errado, ou pode virar uma Cuba”.

Após ameaçar os fiéis, induzindo o voto, o pastor diz que Bolsonaro vai “por ordem na casa”. “E pode ter certeza que vai haver prosperidade”.

Fonte: Revista Forum

Prédio da Cinemateca pega fogo: mais um crime do governo Bolsonaro

Sucateamento e abandono. Cinemateca brasileira queima em São Paulo.

A cultura brasileira está pegando fogo. O governo Bolsonaro abandonou a cultura. Sua política de destruição não tem limite!

De acordo com o site da Cinemateca, o local é destinado a reservas específicas de guarda de acervos, áreas de processamento de acervos fílmicos e documentais, laboratório de impressão fotográfica digital, bem como demais instalações administrativas, de apoio e serviços.

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