Moradores do Bom Parto fecham avenida em protesto contra falta de energia

Eles usaram galhos de árvores, móveis velhos e pneus para bloquear a Avenida Rui Palmeira

Um grupo de moradores do bairro do Bom Parto, em Maceió, bloquearam a Avenida Rui Palmeira nesta tarde de quinta-feira (10), por conta da falta de energia na região que, segundo eles, já dura 24 horas.

Os moradores bloquearam a passagem dos veículos usando pneus, galhos de árvores e ateando fogo nesses objetos.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas. A interdição da via durou cerca de uma hora.

Os moradores do Bom Parto e de outros bairros afetados pela Braskem sofrem com o abandono e precarização dos serviços de água e energia elétrica, para os moradores que protestaram, “é como se eles não existissem mais.”

Redação com Tribuna Hoje

Governo Bolsonaro reajusta preço da gasolina em 18,76%

Bolsonaro penaliza consumidores brasileiros e eleva o lucro dos acionistas privados da Petrobrás

A Petrobrás anunciou na manhã desta quinta-feira (10) uma elevação brutal nos preços de gasolina, diesel e GLP, o gás de cozinha, para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (11). O preço médio da gasolina passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 o litro, um aumento de 18,77%. Para o diesel, o valor irá de R$ 3,61 a R$ 4,51, alta de 24,9%.

Os valores referem-se ao preço na refinaria. De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a gasolina foi vendida na semana passada a um preço médio de R$ 6,577 por litro. Com a alteração, o preço nas bombas nos postos de todo país podem passar de R$ 8 e chegar até R$ 10. 

Bolsonaro recua diante do “mercado” e penaliza consumidores brasileiros pela guerra na Ucrânia. Desde o golpe de estado de 2016, Petrobrás está sob comando de seus acionistas privados.

O barril de petróleo no mercado internacional ultrapassou a marca de US$ 130 (R$ 656) nos últimos dias, com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Quando a companhia anunciou o último aumento, em 11 de janeiro, o produto era cotado a cerca de US$ 83 (R$ 419). Já o gás de cozinha passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um reajuste de 16%. 

A alteração no preço mais recente dos combustíveis havia sido em outubro do ano passado, há 152 dias. Em nota, a Petrobras diz que os valores “refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia”.

Fonte: Brasil 247

Ministro do STF indicado por Bolsonaro prejudica milhões de aposentados

Após todos os onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) apresentarem seus votos no julgamento da revisão da vida toda, concedendo aos aposentados o direito de pedirem na Justiça a inclusão de todas as suas contribuições ao INSS para o cálculo do benefício, o ministro Nunes Marques pediu destaque do plenário virtual para barrar a decisão já favorável aos aposentados.

Com a manobra do ministro, o julgamento, que estava 6 a 5 a favor dos aposentados, será reiniciado no plenário físico. Além disso, o voto do relator Marco Aurélio Mello, a favor da revisão, de acordo com as regras do plenário virtual, não seria considerado.

A tramoia do ministro indicado por Bolsonaro serve para dar a possibilidade do novo ministro, André Mendonça, ex-Advogado Geral da União (AGU) – também nomeado pelo presidente, votar e alterar o placar. Mas alguns ministros, que consideraram o destaque como uma tentativa de manipular o resultado do julgamento, articulam uma questão de ordem para manter o voto de Marco Aurélio, a favor dos aposentados.

O julgamento sobre a revisão da vida toda ocorre no Recurso Extraordinário (RE) 1.276.977, onde segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) buscam recalcular suas aposentadorias incluindo, na composição da média salarial, contribuições previdenciárias realizadas antes de julho de 1994. A discussão se deve a uma reforma na legislação previdenciária, 1999, que mudou as fórmulas de cálculo dos benefícios e definiu que, para pessoas que já contribuíam antes do Plano Real (1994) não teriam seus pagamentos considerados.

Em seu voto, o ministro relator – já aposentado –, Marco Aurélio de Melo, afirmou que não é legítima a imposição de regra de transição mais gravosa que a definitiva. “Desconsiderar os recolhimentos realizados antes da competência julho de 1994 contraria o direito ao melhor benefício e a expectativa do contribuinte, amparada no princípio da segurança jurídica, de ter levadas em conta, na composição do salário de benefício, as melhores contribuições de todo o período considerado”, defendeu.

Para o relator, “na apuração do salário de benefício dos segurados que ingressaram no Regime Geral da Previdência Social até o dia anterior à publicação da Lei nº 9.876/1999 e implementaram os requisitos para aposentadoria na vigência do diploma, aplica-se a regra definitiva prevista no artigo 29, incisos I e II, da Lei nº 8.213/1991, quando mais favorável que a norma de transição”.

Os ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Lewandowski acompanharam Marco Aurélio. Na última sexta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes havia desempatado o julgamento e votado a favor dos aposentados. Moraes acompanhou Marco Aurélio e definiu o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o assunto, afirmando que o segurado do INSS tem, diante de mudanças nas regras previdenciárias, o direito de optar pela regra que lhe seja mais favorável. Ou seja, uma vitória para os beneficiários e uma derrota para o governo.

Na contramão dos interesses dos aposentados, Nunes Marques argumentou que o recurso não deveria estar em discussão se não fosse um erro cometido pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Para sustentar sua tese, Marques afirmou que a Corte, ao acolher a tese da revisão da vida toda, de certa forma entendeu ser inconstitucional a regra de transição da Lei 9.876/1999. Porém, sustenta o ministro, a decisão foi proferida pela Primeira Seção do STJ, quando somente o Órgão Especial é quem poderia declarar uma norma inconstitucional.

O ministro votou, então, contra o relatório de Marco Aurélio e decidiu por defender o recurso apresentado pelo governo federal, através do INSS, e propôs a seguinte tese de repercussão geral: “É compatível com a Constituição Federal a regra disposta no caput do art. 3º da Lei 9.876/1999, que fixa o termo inicial do período básico de cálculo dos benefícios previdenciários em julho de 1994 ”. Acompanharam Nunes Marques os ministros Dias Toffoli, Luís Barroso, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

Revisão da aposentadoria na Justiça

Em 1999, o então governo FHC promulgou uma reforma previdenciária que criou duas fórmulas para apuração da média salarial sobre as quais devem ser calculadas as aposentadorias (Lei 9.876). De acordo com a lei, os trabalhadores que começaram a contribuir a partir de 27 de novembro de 1999, o cálculo da Previdência deveria ser sobre 80% dos recolhimentos mais altos desde o início das contribuições.

Para quem já era contribuinte, a nova legislação estabeleceu como regra de transição que o benefício deveria ser calculado a partir das contribuições realizadas a partir da implementação do Plano Real, julho de 1994. No entanto, algumas pessoas tiveram suas maiores contribuições antes de 1994 e receberam benefícios menores do que poderiam ter. Os segurados passaram a recorrer ao Judiciário para garantir uma revisão e incluir nos cálculos todo o período de contribuição do segurado. Dessa forma, beneficiaria os segurados que tiveram as maiores contribuições antes do Plano Real.

Em 2019 – já sob o governo Bolsonaro – o STJ decidiu pela validade da “revisão da vida toda”, autorizando que, quando fosse mais vantajosa ao trabalhador, os segurados teriam direito ao cálculo da média aritmética simples dos maiores salários de contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo, e não só a partir do Plano Real.

“Aplica-se a regra definitiva prevista no art. 29, I e II da Lei 8.213/1991, na apuração do salário de benefício, quando mais favorável do que a regra de transição contida no art. 3o. da Lei 9.876/1999, aos Segurado que ingressaram no Regime Geral da Previdência Social até o dia anterior à publicação da Lei 9.876/1999″, disse o STJ na decisão.

O governo federal, através do INSS, recorreu ao STF por meio do recurso extraordinário que está sendo julgado agora.

Fonte: Hora do Povo

PSB desiste de federação com PT, mas apoiará Lula

Agora, a federação partidária em torno da candidatura petista deve contar apenas com PCdoB e com o PV

PSB desistiu de participar de uma federação com o PT, mas seguirá na aliança de apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, somente na forma de coligação. Com isso, seguem conversando para formar a federação as lideranças de PT, PV e PCdoB.

A decisão foi confirmada em reunião nesta quarta-feira (9/2) em reunião com a cúpula das quatro legendas.

Após o encontro, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, reafirmou a intenção de estar na composição de Lula, só que na forma de coligação.

“O que nos une é maior do que o que nos separa. Somos convergentes na oposição a Bolsonaro, e vamos continuar discutindo uma programa único”, disse Siqueira.

O presidente do PSB, porém, apontou que divergências nos estados impedem o partido de entrar na federação de Lula. “São partidos com culturas diferentes e que não estão preparados para andar juntos neste momento”, apontou.

Alckmin

De acordo com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), a ausência do PSB na federação não impede que o ex-governador Geraldo Alckmin seja vice na chapa de Lula.

A filiação de Alckmin ao PSB está planejada para ocorrer até o final deste mês, em São Paulo.

Fonte: Metrópoles

Polícia reprime marcha das mulheres no Equador

As mulheres equatorianas exigiram equidade, descriminalização do aborto e justiça contra o feminicídio.

A polícia equatoriana reprimiu nesta terça-feira com spray de pimenta, espancamentos com cassetetes, com cavalos e cães a marcha feminista desenvolvida para o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, segundo relatos da mídia local.

Centenas de mulheres se reuniram pacificamente para entrar na Plaza Grande, mas o governo do presidente Guillermo Lasso cercou Carondellet, a sede do governo, desde cedo e havia uma presença policial excessiva.

O ponto de partida em Quito, a capital, foi o Parque el Arbolito e foi tranquilo e festivo até o centro da cidade. As mulheres, jovens, meninas e avós entoaram mensagens contra o governo Lasso, mas a marcha não pôde continuar até Carondellet devido à repressão policial.

Dada a forte presença policial no Centro Histórico de Quito, as mulheres decidiram se reagrupar na Plaza de Santo Domingo, para continuar com suas palavras de ordem contra a violência sexista. “Nem menos, vivos nos amamos”, foi uma de suas mensagens.

Segundo a mídia local, por volta das 20h00 locais (01h00 GMT), policiais a cavalo impediram que as mulheres passassem pelas ruas Mejía e Venezuela, no Centro Histórico, e dispararam gás contra os manifestantes. Várias mulheres marcharam com seus filhos.

Enquanto isso, em Guayaquil, também foi disparado gás lacrimogêneo, apesar de, segundo os organizadores da manifestação, terem as licenças necessárias.

“Apesar de termos entregado ao Governo (de Guayas) o cronograma e as ruas da marcha, a polícia liderou a UMO uniformizada em uma marcha com crianças presentes. Este é o seu governo da reunião, não nos peça para sermos pacíficos novamente quando você for violento conosco”, postou uma mulher que participa da manifestação no Twitter.

Entre as demandas das mulheres equatorianas estava a igualdade, a descriminalização do aborto e a justiça contra os feminicídios, além de se opor às guerras em todo o planeta. As mulheres processaram Lasso para eliminar os termos da recente lei que regulamenta o aborto em casos de estupro.

A onda feminina caminhou com máscaras e medidas de biossegurança para evitar a propagação da Covid-19, além de usar lenços verdes, vermelhos, azuis e lilás, cores que identificam diferentes demandas das mulheres.

Segundo estudos da Fundación Aldea, entre janeiro e março de 2022, o Equador registrou 28 feminicídios, 50% a mais que no mesmo período de 2021. Além disso, em 86% dos casos, as vítimas tinham uma relação sentimental. assassinos.

Fonte: Telesur

Sociedade Anônima do Futebol: a privatização do Futebol

Diogo Xavier

A lógica neoliberal, vendida desde os anos 90, é de que tudo que é privado é bom, enquanto tudo que é público é ruim. Empresas são modernas e eficientes, já o serviço público é lento e precisa ser vendido urgentemente.

Obviamente essa mesma ideia iria chegar ao futebol, na verdade já está presente na transformação do “negócio futebol” em entretenimento, mas, de 2021 para cá, isso foi muito intensificado com a Lei das Sociedades Anônimas do Futebol (Lei 14.193/2021), que dá muitos benefícios para que os clubes deixem de ser uma Sociedade Associativa e tornem-se Empresas.

Esse discurso está atrelado também a ideia central de que tudo existe para dar lucro. Não existe espaço na sociedade capitalista pro lúdico se não for voltado para geração de valor. Um time de futebol gera paixão e essa paixão deve ser monetizada por alguém que torne ele lucrativo. No mundo capitalista até o descanso deve servir ao lucro, quanto mais um clube de futebol.

O moderno versus o ultrapassado

Na discussão sobre esse tema, em qualquer programa esportivo, é muito comum ouvir argumentos como “Ou vira SAF ou vai falir”, “Essa é a oportunidade e quem não embarcar vai ficar no passado”. Dentre outras variações desse discurso que passa uma mensagem nítida: A SAF é a única solução para o seu clube. Passando uma ideia de que não temos alternativas a não ser aceitar esse modelo.

Essa forma de debate cerceia completamente o contraponto, pois quem contesta o modelo empresarial é tido como defensor de más gestões e não quer o desenvolvimento do futebol. Fazendo com que não seja possível um debate franco sobre o que pode dar certo e o que pode dar errado em colocar instituições centenárias, que movem milhões de apaixonados, nas mãos de pessoas que não tem ligação nenhuma com esses clubes.

Essa baixa participação popular é um grande problema, pois a torcida é quem sustenta esses times e ela deveria estar presente em todas as decisões importantes, no entanto isso não acontece

A forma como se estruturou a gestão dos clubes precisa de uma mudança enorme. Em sua grande maioria são pequenas oligarquias que mantém o controle sobre a instituição por décadas e onde a estrutura eleitoral permite pouquíssimas mudanças. Clubes gigantescos como Corinthians e Flamengo têm eleições com um quórum baixíssimo, 2183 eleitores no Parque São Jorge e 2000 eleitores na Gávea.

Essa baixa participação popular é um grande problema, pois a torcida é quem sustenta esses times e ela deveria estar presente em todas as decisões importantes, no entanto isso não acontece. Os próprios conselhos deliberativos são espaços super fechados onde em muitos casos é exigido o pagamento de uma quantia alta por mês para participação no espaço de deliberação.

Essa falta de participação da torcida não será solucionada pela SAF, muito pelo contrário, pois agora a associação vira um ente privado. Torcedor é consumidor e não opina nas decisões do Clube. Isso já gerou uma grande revolta na torcida do Cruzeiro após o goleiro Fábio, ídolo do time com quase 1000 jogos pela Raposa ter sido demitido logo que a SAF se estruturou.

Ouvir mesas redondas sobre esse tema nos últimos meses é sempre um debate sobre quando e como os clubes irão virar uma empresa e nunca um debate profundo se esse é o melhor caminho. E assim o fatalismo se abateu sobre mais uma discussão que mudará de vez o futebol brasileiro.

Não faltam exemplos no Brasil e no mundo de Clubes empresa que faliram e até deixaram de existir, mas esses quase não aparecem na mídia. Enquanto isso o trator do clube empresa vem passando.

Fonte: Esquerda Online

Desembargadora do TRF-1 pede voto para Bolsonaro em sessão

“Deixa pra votar no Bolsonaro”, disse Angela Catão. A magistrada já foi alvo de processo no CNJ por manifestações em redes sociais nas eleições de 2018

Uma magistrada aproveitou sessão de julgamentos virtual para fazer “campanha eleitoral” a Jair Bolsonaro. “Deixa pra votar no Bolsonaro”, disse a desembargadora Federal Angela Maria Catão Alves, corregedora da Justiça Federal da 1ª região.

O fato se deu em sessão da Corte Especial Administrativa do TRF da 1ª região, realizada em 24 de fevereiro. Magistrados questionavam se seus votos haviam sido registrados para o julgamento, ao que a magistrada proferiu a “brincadeira”.

“Campanha eleitoral aqui”, disse o desembargador Néviton Guedes em seguida.

Manifestações em redes sociais

A desembargadora já foi alvo de pedido de providência instaurado no âmbito do CNJ por se manifestar politicamente nas redes sociais durante as eleições de 2018.

O fato se deu após o Conselho publicar provimento que dispõe sobre limitação a manifestação de membros do Judiciário em redes sociais.

O pedido, posteriormente, foi arquivado. O então corregedor, ministro Humberto Martins, entendeu que alguns juízes poderiam não ter compreendido o alcance das limitações impostas pelo órgão.

Fonte: Migalhas

https://www.migalhas.com.br/quentes/360997/desembargadora-do-trf-1-pede-voto-para-bolsonaro-em-sessao

8 de março: mulheres se manifestam por direitos e fora Bolsonaro em Maceió

O Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras foi marcado por uma grande manifestação na cidade de Maceió, onde cerca de 2 mil mulheres se manifestaram em defesa dos direitos e conquistas e pelo fim do governo Bolsonaro.

A manifestação começou logo cedo na Praça dos Martírios, onde diversos movimentos de mulheres e sindicatos foram chegando já 8 horas. Depois de exposição de faixas e intervenções num carro de som, as manifestantes tomaram as ruas do centro de Maceió. Nas faixas e cartazes, as manifestantes pediam o fim do governo Bolsonaro, o fim da violência contra as mulheres, mais creches e escolas públicas, e a criação de emprego e renda.

A manifestação terminou na Praça Deodoro, como mais intervenções, onde as oradoras denunciaram a política de carestia e fome do governo Bolsonaro. Para Rilda Alves, presidenta da CUT Alagoas, “o povo não aguenta mais a política econômica de Bolsonaro que só gera desemprego, perda de renda e fome”. E para Adriana Emídio, dirigente do PT de Maceió, “só com o fim do governo Bolsonaro e a eleição de Lula é que poderemos voltar a ter esperança numa política que privilegie os trabalhadores e não os banqueiros e especuladores.”

Mais de 2 milhões de pessoas esperam por seus benefícios do INSS

Déficit de peritos, sistemas sucateados e falta de servidores estão entre as causas, segundo o sindicato do setor

Mais de 2 milhões de brasileiros aguardam a concessão de seus benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social. Nessa fila do INSS que pode levar meses, a maioria aguarda por perícia médica, segundo Pedro Totti, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP). De acordo com o dirigente, o atendimento já foi melhor, mas teve piorou muito. Isso depois que o governo de Jair Bolsonaro extinguiu as mais de 100 gerências espalhadas pelo país responsáveis pelo serviço. “Cada uma tinha de dar conta de seu estoque. Desse modo, com a criação de uma espécie de ‘fila única’, vieram os atrasos e os problemas foram se acumulando.”

No entanto, outros fatores contribuem para que o mau funcionamento e à nova fila do INSS, afetando a vida dos servidores e da populaçã. “Para se ter uma ideia do sucateamento, o rendimento aumentou depois que o trabalho passou a ser feito em home office porque a internet nas agências é mais lenta”, diz Totti.

A falta de servidores é outro fator que vem se agravando. “Nos governos do PT, colocaram pessoal da área para discutir previdência na lógica salarial dos servidores. Investiram em tecnologia, em internet. As filas que dobravam quarteirão acabaram. Foi feita gestão por espécie de benefício. No governo Dilma já não tinha mais fila do INSS. Além disso, foi apresentado plano de reposição de 5 mil servidores que se aposentaram e depois de mais 2 mil. Mas, com o golpe, Temer cancelou tudo e veio o sucateamento em toda a máquina”, conta Totti.

Na semana passada, os servidores deram início à chamada Operação Excelência, para chamar a atenção para esse processo que piorou o INSS para os trabalhadores e para quem depende de um benefício. A operação envolve todos os setores.

Na próxima quarta-feira (9), quando representantes de sindicatos se encontram com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Onyx Lorenzoni, será um dia de paralisação. O dirigente não descarta a deflagração de uma greve ainda sem data.

Fonte: Rede Brasil Atual

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