Livro brasileiro já vendeu mais de 400 mil exemplares na China

Romance infanto juvenil narra a amizade entre um menino pobre e uma árvore frutífera, toca em questões como pobreza e violência doméstica e conquistou o público chinês

“O Meu Pé de Laranja Lima” é um clássico escrito pelo autor brasileiro José Mauro de Vasconcelos, publicado pela primeira vez em 1968. O romance que conta a história de Zezé, um menino de cinco anos muito esperto e sensível, acaba de alcançar a marca de 400 mil exemplares vendidos na China. A narrativa tocante e profundamente emocional se tornou leitura escolar para as crianças chinesas.

A jornalista Isabela Shi, chinesa que fala português que morou no Brasil e trabalha na Rádio China Internacional, em Pequim, compartilhou a novidade pelas redes sociais.

A história de Zezé

Zezé tem cinco anos, é muito esperto e sensível. Ele cresce pobre no interior do Brasil. É frequentemente maltratado pela família e pelas pessoas ao seu redor, mas encontra consolo e amizade em um pé de laranja lima no quintal de sua casa.

A árvore é batizada de Minguinho por Zezé. Planta e menino firmam uma amizade imaginária que serve como um escape para o protagonista da sua vida dura.

A obra explora a visão do mundo pela perspectiva de uma criança e destaca a inocência e a imaginação de Zezé. A história mostra as dificuldades da vida dele, incluindo a pobreza extrema e a violência doméstica. O vínculo entre o menino e seu pé de laranja lima simboliza a necessidade de amor e amizade em meio a circunstâncias adversas.

Impacto e Adaptações

“O Meu Pé de Laranja Lima” teve um impacto significativo na literatura brasileira e foi adaptado para várias mídias, incluindo televisão, cinema e teatro. A história de Zezé e Minguinho continua a ressoar com leitores de todas as idades devido à sua profundidade emocional e à universalidade dos temas abordados.

O livro foi adaptado para o audiovisual várias vezes, em diferentes formatos.

  • Filme (1970): Uma adaptação cinematográfica dirigida por Aurélio Teixeira, com Tarcísio Meira e Leôncio Faria nos papéis principais. Esta foi a primeira adaptação do livro para o cinema.
  • Novela (1970): Produzida pela TV Tupi, a novela foi ao ar em 1970. Esta foi uma das primeiras adaptações do livro para a televisão, trazendo a história de Zezé para o formato seriado.
  • Minissérie (1980): Uma minissérie produzida pela TV Bandeirantes, também intitulada “Meu Pé de Laranja Lima”, que trouxe a história para a televisão brasileira em um formato mais longo e detalhado.
  • Filme (2012): Outra adaptação cinematográfica, dirigida por Marcos Bernstein. Esta versão contou com atores como João Guilherme Ávila (Zezé) e José de Abreu. O filme foi bem recebido pela crítica e pelo público, trazendo uma nova geração de espectadores para a história de Zezé.

Essas adaptações ajudaram a manter a obra de José Mauro de Vasconcelos viva e acessível a diferentes públicos, além de apresentar a história de Zezé e seu pé de laranja lima através de diferentes mídias e interpretações.

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Biografia do autor

José Mauro de Vasconcelos nasceu no Rio de Janeiro em 1920 e teve uma carreira diversificada antes de se tornar um escritor de renome. Ele trabalhou como pugilista, pescador e assistente de enfermeiro, experiências que influenciaram sua escrita e a sensibilidade social presente em seus trabalhos.

Ele também escreveu diversas outras obras ao longo de sua carreira, entre elas:

  • Rosinha, Minha Canoa (1962) – Uma história que mistura realidade e fantasia, narrada por um canoeiro chamado Zé Orocó.
  • Doidão (1968) – Um romance que aborda temas da juventude e da busca por liberdade.
  • O Palácio Japonês (1969) – Uma narrativa poética sobre a vida e as relações humanas.
  • Farinha Órfã (1973) – Um conto que explora a vida no sertão brasileiro.
  • Arara Vermelha (1981) – Um romance que combina elementos de aventura e romance.
  • Barro Blanco (1945) – Seu primeiro romance, que aborda a vida nas plantações de cana-de-açúcar.
  • Longe da Terra (1949) – Uma história sobre a vida de pescadores.
  • Vazante (1941) – Uma narrativa que explora a vida no interior do Brasil.

Essas obras refletem o estilo sensível e humano de Vasconcelos, frequentemente explorando temas da infância, da natureza e das experiências humanas em ambientes rurais e urbanos do Brasil.

Tradução do português para o chinês

A tradução de “Meu Pé de Laranja Lima” para o chinês foi feita por Ma Guangping e publicada pela primeira vez em 1983. Ela é uma tradutora conhecida por trazer várias obras literárias brasileiras para o público chinês, ajudando a promover a literatura brasileira na China.

Além de “Meu Pé de Laranja Lima,” ela traduziu outras obras brasileiras notáveis, contribuindo para o intercâmbio cultural entre o Brasil e a China. Algumas das outras obras brasileiras que Ma Guangping traduziu incluem:

  • “Vidas Secas” de Graciliano Ramos
  • “O Alquimista” de Paulo Coelho
  • “Gabriela, Cravo e Canela” de Jorge Amado
  • “Capitães da Areia” de Jorge Amado

Essas traduções ajudaram a popularizar a literatura brasileira na China e a aumentar a compreensão e a apreciação da cultura brasileira entre os leitores chineses.

Outras traduções

O Meu Pé de Laranja Lima é uma obra amplamente reconhecida e apreciada internacionalmente. Por isso, foi traduzida para diversos idiomas ao longo dos anos. Alguns dos idiomas para os quais o livro foi traduzido incluem, além do chinês, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, holandês, japonês, coreano, árabe, russo, polonês, sueco, norueguês, dinamarquês, húngaro, tcheco, esloveno, grego e turco.

O livro é considerado um clássico da literatura infantojuvenil brasileira e continua a ser uma leitura recomendada nas escolas do Brasil.

Fonte: Revista Fórum

Padre é denunciado novamente pelo MP por crime sexual

Alexandre Paciolli, que já responde por abusos contra uma mulher, foi acusado de importunação sexual contra outra vítima

O padre Alexandre Paciolli Moreira de Oliveira foi denunciado à Justiça novamente por crime sexual, no Rio de Janeiro, neste sábado (25). Esta é a segunda acusação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra ele.

Na denúncia mais recente, Alexandre Paciolli é acusado de importunação sexual contra uma mulher, em Itaperuna, no interior do estado, em 2021. De acordo com o MP, o padre se aproveitou da condição de líder religioso para abusar de pessoas fragilizadas emocionalmente e satisfazer o próprio desejo sexual.

As investigações revelaram que ele, sabendo que a vítima estava fragilizada, fez uma visita à residência dela com o pretexto de oferecer ajuda. Na ocasião, o padre acariciou partes do corpo da mulher. Inicialmente, a vítima não conseguiu esboçar reação, mas, depois, se desvencilhou.

Pouco depois, relatou a denúncia, “não satisfeito com todo o constrangimento e situação abusiva que já tinha submetido a vítima, o denunciado, mais uma vez, encostou a cabeça na cabeça da vítima e começou a acariciá-la no rosto, inclusive na boca e no pescoço, descendo a mão e alcançando o meio do seio da vítima”.

Prisão

Em abril deste ano, o padre foi preso pela acusação de abuso sexual contra uma mulher em Nova Friburgo, na região serrana do Rio. Ele foi detido em Fortaleza, no Ceará, quando visitava o pai. Neste processo, ele responde pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual.

Segundo a Promotoria, Alexandre é investigado em outros possíveis crimes dessa natureza praticados contra outras vítimas.

Fonte: R7

Agência da ONU estima 670 mortes após deslizamento de terra em Papua-Nova Guiné

Até este domingo (26), somente cinco corpos haviam sido resgatados. Vítimas estão soterradas a uma profundidade de até 8 metros desde sexta-feira (24).

A Organização Internacional para as Migrações da ONU (OIM) estimou que 670 pessoas morreram após um deslizamento de terra em Papua-Nova Guiné. O vilarejo Yambali, com dezenas de casas, foi soterrado na sexta-feira (24).

De acordo com a agência, o número de mortos foi revisado após novos cálculos apontarem que 150 casas foram soterradas com o deslizamento.

“Eles estão estimando que mais de 670 pessoas estão soterradas neste momento”, disse Serhan Aktoprak, chefe da OIM, à Associated Press.

Antes, as autoridades estavam projetando 60 residências afetadas, com 100 mortes. Até este domingo (26), somente cinco corpos haviam sido recuperados. As vítimas estão a uma profundidade que varia de 6 a 8 metros.

O deslizamento aconteceu durante madrugada, enquanto os moradores da região dormiam. Além disso, a rodovia que dá acesso ao vilarejo foi bloqueada pela terra. Helicópteros estão sendo usados na operação.

Várias equipes de resgate estão na região que fica na província de Enga, a cerca de 600 km da capital de Papua-Nova Guiné. No entanto, os trabalhos estão sendo feitos sob risco intenso, já que ainda há deslizamentos de terra pontuais.

Fonte: G1

Governo autoriza compra de 1 milhão de toneladas de arroz

ntuito é garantir o abastecimento em todo o país

O governo federal autorizou, através de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira (24), a compra de até um milhão de toneladas de arroz estrangeiro com a finalidade de garantir o abastecimento em todo o país, que pode ser afetado pelo fenômeno climático que atinge o Rio Grande do Sul. O estado é responsável pela produção de 70% do arroz consumido no país.

Ao todo, foram liberados R$ 7,2 bilhões para a compra de arroz com o preço tabelado em R$ 4 por quilo. A finalidade é garantir que o cereal chegue diretamente ao consumidor final, assegurando o abastecimento alimentar em todo o território nacional.

A compra autoriza o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a fazer a aquisição.

Venda ao consumidor

O estoque será destinado à venda direta para mercados de vizinhança, supermercados e hipermercados, além de estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, comemorou a importância da iniciativa. “Esta medida provisória é um passo crucial para garantir a segurança alimentar de todo o povo brasileiro”, avaliou.

O governo gaúcho, entretanto, afirma que a safra de arroz do estado é suficiente para a demanda do país. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a safra 2023/2024 de arroz do Rio Grande do Sul deve ficar em torno de 7,1 milhões toneladas, mesmo com as perdas pelas inundações que o Estado sofreu em maio. O número é bem próximo ao registrado na safra anterior, de 7,2 milhões de toneladas. 

“Mesmo considerando as perdas, temos uma safra praticamente idêntica à anterior, o que nos leva a calcular que não haverá desabastecimento de arroz”, argumentou o presidente do Irga, Rodrigo Machado.

Fonte: Agência Nacional

LEITE MATA!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 26 de Maio de 2024

O Leite no Rio Grande do Sul azedou de vez, nem pra qualhada serve mais. O Governador Eduardo Leite foi levado pela enchente, sua gestão já bastante conhecida como insignificante, se mostrou diante da tragédia, mais insignificante. Leite deixou claro para os gaúchos que sua agenda é outra e se sobrar tempo cuida do resto, deixa a água baixar aí a gente vê. Que tipo de Leite é esse que o povo gaúcho bebeu nas últimas eleições?

Já no Congresso o Ministro Fernando Haddad ordenhou as tetas facistas da Direitinha Golpista com suas respostas irônicas e certeiras, me fazendo lembrar das icônicas visitas do Dino ao Parlamento, Kim, Brunine, Felipe Barros, entre outros, tiveram a oportunidade de assistir uma aula de economia com o professor o tocador de Blackbird nas horas vagas. O leite ferveu, mas Haddad não deixou derramar.

O jantar na casa do apresentador da plim plim continua quente nas redes, mesmo uma semana depois. O encontro foi na casa do Luciano Hulk e os convidados foram chegando, Campos Neto, Tarcísio e outros que sentaram à mesa para um jantar e o prato principal era o povo pobre. O Hulk já escolheu seu “familhão” e nesse jantar não duvido que o brinde entre os convidados foi regado com boas doses de leite.
Calma! Hittler não foi, apesar de gostar muito de leite.

Quem tem culpa na tragédia do Rio Grande do Sul? No momento é difícil apontar quem é o responsável pelos desabrigados e mortos pelas enchentes, mas o prefeito Valdemar Baraúna Rocha (PP), de Balneário Barra do Sul, no litoral de Santa Catarina já achou o culpado. Segundo ele o Rio Grande do Sul tem poucas igrejas e tá cheio de centros que não agradam a Deus. Sobrou para Jeová, mas nós sabemos quem são os verdadeiros culpados e que eles estão aqui na terra redonda bebendo bastante leite tipo A. Haja Leite!

Enquanto tudo isso acontece, uma luz amarela de esperança surge todos os dias, os Correios, que já levaram mais de 21 mil toneladas de donativos aos desabrigados, tudo de graça, pois o papel principal dos Correios é integrar todos os 5570 municípios. Parabéns Correios por transportar tudo para o Sul, inclusive leite bom, pois o Leite de lá não alimenta mais o ego dos gaúchos que estão com intolerância ao descaso, pelo menos nesse momento.
Vamos aguardar 2026 e
chega de Leite!

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 181

Caso Transwolff: liga vereadores à lavagem de dinheiro do PCC em SP

No início de abril deste ano, as empresas de ônibus UpBus e Transwolff, que operam no transporte público de São Paulo, foram alvo de uma operação liderada pelo Ministério Público de São Paulo em colaboração com a Polícia Militar, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a Receita Federal. Com informações da Folha de S.Paulo.

De acordo com os promotores do Gaeco, grupo especializado no combate ao crime organizado, essas empresas são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC, sendo utilizadas, segundo a Promotoria, para suposta lavagem de dinheiro.

A operação chamou atenção pelo envolvimento da Transwolff, uma das maiores empresas do setor. A UpBus já era suspeita de envolvimento com o crime desde uma operação realizada pelo Denarc (Departamento de Narcóticos) em 2022.

A Promotoria informou que foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra dirigentes das empresas, que transportam pelo menos 700 mil passageiros diariamente e receberam cerca de R$ 800 milhões da Prefeitura de São Paulo em subsídios em 2023.

Na coletiva de imprensa do Ministério Público de São Paulo sobre a “Operação Fim da Linha”, foram anunciadas as prisões de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, dono da Transwolff, o sócio Joelson Santos da Silva e Robson Flares Lopes Pontes, dirigente da empresa. Elio Rodrigues dos Santos, secretário da empresa, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma durante as buscas.

Por ordem judicial, os dirigentes das empresas foram afastados de seus cargos.

O promotor Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco e coordenador da operação, classificou o afastamento dos diretores como uma “medida inédita” e destacou que Transwolff e UpBus não são as únicas empresas de ônibus sob investigação.

“Existem outras empresas [sobre as quais] já há inquérito policial instaurado pela Polícia Civil, com acompanhamento do Gaeco. Provavelmente chegarão ao mesmo desfecho quando as investigações forem concluídas”, afirmou Gakiya durante a coletiva.

Os advogados de Pandora alegam que as acusações do Ministério Público são infundadas, afirmando que a empresa não tem qualquer ligação com o crime.

Embora o nome do vereador Milton Leite não tenha sido mencionado inicialmente, posteriormente foi divulgado que ele foi arrolado como testemunha no processo, podendo ser chamado para prestar esclarecimentos. Esta menção foi interpretada pelo setor de transporte como um aviso da Promotoria ao parlamentar de que ele também poderia ser investigado.

Recentemente a Promotoria solicitou a quebra de sigilo do parlamentar, apontou uma suposta participação de Milton Leite nos crimes praticados pela Transwolff. O vereador nega qualquer envolvimento e afirma estar à disposição para qualquer investigação, criticando as “ilações de terceiros”.

Fonte: DCM

Tribunal Internacional de Justiça ordena Israel a suspender ofensiva a Rafah

Juízes do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), corte máxima das Nações Unidas, ordenaram o Estado israelense a suspender sua ofensiva à cidade de Rafah, no extremo sul de Gaza, e retirar suas tropas do enclave, em um novo avanço do processo de genocídio registrado pela África do Sul. A corte mencionou “imenso risco” à população palestina.

A decisão desta sexta-feira (24) marca a terceira vez neste ano que o painel de 15 juízes deferiu medidas cautelares contra as ações de Israel em Gaza. Embora as ordens sejam vinculativas, sob a lei internacional, a corte não tem poderes para aplicá-las.

Ao ler o veredito, o presidente da corte, Nawaf Salam, observou que as medidas ordenadas em março não suprem a atual situação em Gaza, de modo que condições foram cumpridas para um novo mandado emergencial.

Segundo a ordem, Israel deve “suspender imediatamente sua ofensiva militar e qualquer outra ação na província de Rafah, capaz de infringir à população palestina de Gaza condições de vida que possam trazer sua destruição física em parte ou no todo”.

Salam destacou a situação humanitária como “desastrosa”.

Na última semana, advogados da África do Sul pediram à corte em Haia que impusesse medidas emergenciais, ao apontar para riscos iminentes da sobrevivência do povo palestino.

Segundo a rede Al Jazeera, treze dos 15 juízes concordaram com a medida.

Step Vaesen, correspondente da Al Jazeera em Haia, observou: “[Salam] disse não acreditar na versão israelense de que possibilitaram segurança e acesso humanitário [à população]. Explicou que não há evidências disso”.

A ordem abrange ainda a reabertura das travessias de fronteira para atender às determinações prévias de fluxo humanitário. Além disso, solicita que observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) tenham acesso em campo, para preservar evidências do processo.

“Israel deve assumir medidas efetivas para garantir acesso desimpedido à Faixa de Gaza de toda e qualquer comissão de inquérito, checagem de fatos ou órgão investigativo, sob mandato das agências competentes da ONU para averiguar as acusações”, observou Salam.

Israel tem de responder à corte dentro de um mês sobre a aplicação das medidas.

O exército israelense lançou sua agressão a Rafah, na fronteira com o Egito, onde estima-se até 1.5 milhão de refugiados, no início de maio, apesar de alertas internacionais. As ações de Israel voltaram a cortar o acesso humanitário ao enclave, assolado pela fome.

A Autoridade Palestina (AP), com sede em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, saudou a decisão, ao reiterar o consenso internacional por um cessar-fogo, reportou a agência Reuters.

O movimento Hamas, que administra Gaza, acolheu a decisão em nota, porém alertou: “O que acontece em Jabaliya e outras províncias não é menos criminoso e perigoso do que o que está acontecendo em Rafah”.

“Pedimos à comunidade internacional e às Nações Unidas que pressionem a ocupação a acatar imediatamente as medidas e proceder com seriedade e honestidade no respeito às resoluções da ONU que pedem o fim do genocídio contra nosso povo”, acrescentou o comunicado.

Para a ministra de Relações Exteriores da África do Sul, Naledi Pandor, trata-se de uma “série de medidas provisórias muito mais contundentes, em termos de seu fraseado, com um apelo claro pela cessação das hostilidades”.

Conforme o Human Rights Watch (HRW), a decisão demonstra a “gravidade da situação” e “abre a possibilidade de algum alívio, mas apenas se governos usarem sua influência para pressionar Israel a respeitar as medidas da corte”.

Pouco depois da decisão, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, sugeriu desacato, ao afirmar na plataforma de rede social X (Twitter) que “aqueles que pedem ao Estado de Israel que interrompa sua guerra, pedem que deixe de existir” e prometer “continuar a lutar por nós e pelo mundo livre [sic]. A história julgará SSquem esteve com os nazistas [sic]”.

Yair Lapid, chefe da oposição israelense, considerado centrista, ecoou o ministro extremista, ao condenar a decisão como “um desastre moral”. Para Lapid, “Israel teve de se defender de uma horrível organização terrorista [sic], que assassinou crianças, estuprou mulheres e ainda dispara foguetes contra civis inocentes”.

Suas alegações, no entanto, utilizadas pelo regime israelense, para justificar a agressão a Gaza, foram sucessivamente desmentidas, incluindo por um relatório da Associated Press, divulgado nesta semana, segundo o qual relatos de estupro caem por terra.

Fontes diplomática reportaram, no entanto, que o premiê israelense Benjamin Netanyahu deve convocar uma reunião de emergência de seu governo, após uma série de reveses nesta semana, incluindo um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), também em Haia, contra si e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Conforme a imprensa, a discussão terá presença do ministro de Relações Exteriores, Israel Katz, do ministro do Gabinete de Guerra, Benny Gantz, e do assessor judicial do governo.

Em janeiro, o Tribunal Internacional de Justiça admitiu a denúncia sul-africana ao reconhecer a “plausibilidade” do genocídio em Gaza e ordenar Israel a impedir atos de extermínio no enclave, contudo, sem aval.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza há sete meses, deixando 35.800 mortos e 80.011 feridos, além de dois milhões de desabrigados. Entre as fatalidades, 15 mil são crianças.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

Fonte: Monitor do Oriente

Ex-ministro Nilmário Miranda lança livro em Maceió

O ex-minstro dos Direitos Humanos do primeiro governo Lula, Nilmário Miranda, esteve hoje, 24/05, em Maceió, no auditório do Instituto Federal de Alagoas, para fazer o lançamento do livro “Por trás das chamas – Mortos e desaparecidos políticos – 60 anos do golpe de 1964”.

O auditório foi lotado por militantes dos movimentos sociais e parentes de mortos e desaparecidos pela Ditadura Militar (1964-85). Falaram em nome das famílias das vítimas Thomaz Beltrão, Olga Miranda, Jailton Soares e Luiz Dantas.

Em sua palestra, Nilmário Miranda fez uma retrospectiva da Ditadura Militar, luta contra por democracia e a violenta repressão contra os movimentos sociais e a necessidade hoje de lutar em defesa da democracia e dos direitos humanos e a ameaça golpista.

O evento foi encerrado com uma apresentação de músicas de protesto contra a Ditadura.

Eduardo Moreira denucia manipulação do boletim usado para definir taxa de juros pelo BC

“Algum ou alguns bancos meteram 8% de inflação só para puxar a média para cima e fazer confusão no mercado”, diz Eduardo

Um dos componentes usados para definir a taxa de juros do Copom é a expectativa do mercado em relação à inflação. Em casos de expectativa de inflação alta, a prática mais comum é não baixar ou até subir os juros. E vice-versa.

Essa expectativa de mercado é medida por um levantamento que se chama Boletim Focus, feito por questionário enviado aos bancos e agentes financeiros para que respondam qual a previsão do mercado. Os participantes ficam no anonimato, só Banco Central sabe quem respondeu e qual resposta deu.

Na ultima reunião do Copom houve uma discordância. Cinco integrantes da diretoria do BC defenderam queda de 0,25% na taxa de juros e quatro outros achavam que deveria cair 0,50%.

Todos os que indicaram que a queda deveria ser menor foram indicados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e todos que defenderam queda maior foram indicados pelo governo Lula.

“Independência de Banco Central é papo para boi dormir”, criticou Eduardo Moreira no ICL Notícias — 1ª Edição. “A pergunta a ser feita é: o Banco Central é dependente de quem? A gente criou um modelo esdrúxulo, em que o BC é dependente do governo anterior. Olha que maluquice: temos hoje à frente da instituição alguém que era absolutamente ligado ao governo anterior. Roberto Campos Neto fazia contas para estimular e ajudar a campanha de Bolsonaro”.

Eduardo denuncia que a imprensa, que costuma estar afinada com os interesses dos bancos, decidiu agora atacar os diretores do BC ligados ao governo Lula e fortalecer o grupo indicado por Bolsonaro.

Um dos exemplos é a chamada de matéria do site Metrópoles na semana passada: “Piorou geral: Focus detona projeção para Selic, inflação, dólar e PIB“.

Diz o texto: “Os cerca de 150 analistas consultados semanalmente em pesquisa realizada pelo BC, pioraram as projeções para os principais indicadores econômicos do país”.

A notícia do Metrópoles é só uma entre várias da imprensa que defendiam tese parecida, de que as perspectivas da economia brasileira pioraram.

Eduardo, no entanto, denuncia que, ao contrário do que diz o noticiário, não foram os “150 analistas” que passaram a interpretar de forma negativa o cenário econômico.

“Olha o escândalo: algum ou alguns bancos pegaram e meteram 8% de inflação só para puxar a média para cima e fazer confusão no mercado. Analista de banco nunca muda tanto, normalmente vai de 3% para 3,1%, para 3,2%. De 4% para 3,8%. Mudanças de uma semana para outra costumam ser pequenas. O que fizeram agora para manipular a opinião pública, aparentemente em combinação com os veículos de imprensa, para gerar a notícia que os meios de comunicação usariam? Como é anônimo, colocaram uma expectativa de 8%”.

Fazendo isso, explica Eduardo, elevaram a média para enfraquecer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfraquecer o diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, e enfraquecer toda a área econômica do governo.

“O Broadcast faz uma pesquisa parecida com a Focus e pede para os bancos darem os nomes. Nessa versão, a expectativa de inflação para 2026 está em torno de 3% e não passa de 4,03%. No boletim Focus, botaram o 8% para poder manipular as notícias e queimar o filme do governo na economia. E forçar o BC a tomar decisão em cima de uma mentira, em cima de um respondente, que é anônimo”.

Até mesmo os personagens que atuam no mercado estranharam. O jornal Valor desta sexta-feira (24) traz matéria com o seguinte título: “Mercado questiona peso do Focus nas projeções e comunicação recente do BC“.

“Nós do ICL estamos entrando hoje com pedido por Lei de Acesso à Informação (LAI) para saber quem colocou a projeção de 8% no boletim Focus. Isso é claramente uma tentativa de manipular a opinião pública, artificialmente subindo uma média que gera notícias que parte da imprensa precisa para bater na equipe econômica do governo. Queremos saber a projeção das instituições com os nomes de cada uma”.

Destaca Eduardo: “Esse é um dos maiores escândalos recentes, ao que tudo indica combinado com o banco que jogou a previsão de 8%”. Ele lembra que a notícia sobre piora de cenário saiu na mesma semana do jantar organizado por Luciano Hulk para Roberto Campos Neto e Tarcísio de Freitas. “Não tem como não conectar esses pontos”, diz.

Diante do pedido de esclarecimento feito pelo ICL por meio de LAI, Eduardo comenta: “Com isso, vai ter gente que não vai conseguir dormir hoje”.

Fonte: ICL

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