Alagoas tem aumento de 200% nos casos de dengue

Em apenas cinco meses, estado registra 5.201 casos confirmados; Maceió teve 2.229 ocorrências da doença

Os primeiros cinco meses do ano em Alagoas representam um aumento de 200,4% no número de casos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. Sete pessoas morreram.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) registrou 9.427 casos suspeitos da doença, dos quais 5.201 confirmados, sendo 4.977 de dengue, 146 de dengue com sinais de alarme e oito com casos graves da doença. Outros 3.051 casos foram descartados e 1.245 aguardam conclusão para o fechamento do diagnóstico.

Os números foram divulgados no último dia 21 e retratam a realidade atual uma vez que o boletim epidemiológico sobre a dengue é emitido pela Sesau semanalmente. No ano passado, de janeiro a maio, Alagoas somou 3.138 casos suspeitos, sendo 1.927 confirmados. Dos quais 1.903 foram de dengue, 22 como dengue com sinais de alarme e dois como dengue grave. Outros 1.211 foram descartados.

A capital registrou, desde o início de 2024, 2.229 casos prováveis, dos quais 2.078 confirmados. Em 2023, de janeiro a maio foram confirmados 950 casos de dengue, correspondendo a um aumento na ordem de 118,74% neste ano.

Em Maceió, dos 10 óbitos suspeitos, um foi confirmado, cinco descartados e três encontram-se sob investigação.

Os casos de dengue concentram sua maior incidência nos bairros do Pontal da Barra com 533,74 casos a cada grupo de 100 mil habitantes; Pajuçara com 472,19 casos a cada grupo de 100 mil pessoas e Benedito Bentes com um registro de 434,03 casos a cada 100mil habitantes.

Em relação à chikungunya a capital tem, desde janeiro, 148 casos prováveis, sendo 127 confirmados e nenhum óbito. No mesmo período de 2023 foram confirmados 284 casos de chikungunya, correspondendo a uma redução na ordem de 55,28% do ano anterior.

Os bairros do Canaã, Ouro Preto e Chã da Jaqueira concentram os mais expressivos registros de casos de Chikungunya com, respectivamente, 37,39 casos; 14,90 e 11,58 todos os casos são considerados a cada 100 mil habitantes.

Sobre a zika, Maceió teve 33 casos prováveis, sendo 15 confirmados e nenhum óbito. No mesmo período do ano passado, foram confirmados nove casos de zika, significando que em 2024 os casos registrados corresponderam a um aumento de 66,67% em relação ao ano anterior.

A vacinação contra dengue segue em Alagoas, nos municípios de Maceió, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Flexeiras, Marechal Deodoro, Messias, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba.

O público-alvo da campanha, definido pelo Ministério da Saúde, é formado por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, que concentra a maior proporção de hospitalizações por dengue.

Fonte: Tribuna Hoje

Petrobras cancela planos de privatização de 5 refinarias após novo acordo com Cade

Compromisso firmado em 2019 com Conselho Defesa Econômica obrigava estatal a vender plantas de fabricação de combustível

Petrobras cancelou oficialmente o plano de privatização de cinco de suas refinarias. A decisão foi anunciada na quarta-feira (22), depois que a estatal entrou num novo acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre o assunto.

Em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Petrobras fechou com o Cade um compromisso de vender oito refinarias. Esse acordo foi firmado após uma queixa de importadores de combustíveis contra um suposto monopólio da estatal.

A Petrobras nunca chegou a ser condenada, já que resolveu fechar o acordo com o Cade ainda na fase de investigação sobre o tema. Na época, petroleiros e opositores do governo Bolsonaro, incluindo o então senador Jean Paul Prates (PT) — o qual virou presidente da empresa no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — denunciaram a falta de vontade da companhia em se defender para evitar a perda de patrimônio.

Apesar disso, o acordo entrou em vigor e as refinarias foram postas à venda. Das oito, três acabaram negociadas: a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; e a SIX, no Paraná. Todas foram negociadas durante a gestão de indicados por Bolsonaro na Petrobras.

Após a eleição de Lula, seus nomeados para a estatal resolveram solicitar ao Cade uma revisão do acordo. Na quarta, um aditivo ao termo foi assinado. O novo texto desobriga a Petrobras a vender refinarias. Logo após o anúncio do novo acordo, a companhia anunciou que retirou as plantas produtoras de combustíveis do seu programa de desinvestimentos.

A decisão afeta a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; e a Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará.

Benefício privado

Eric Gil Dantas, economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), comemorou a revisão do acordo e o cancelamento oficial dos planos de privatização. Para ele, o acordo inicial foi firmado para favorecer agentes do mercado privado de combustíveis no país.

“O Cade foi uma ferramenta de importadores e depois de compradores das refinarias privadas de pressão sobre a Petrobras”, disse. “Mas esse acordo só foi colocado pra frente porque a própria Petrobras [na gestão de Bolsonaro] queria vender transportadoras de gás e refinarias.”

“A gestão da Petrobras aceitou, consentiu e propôs ao Cade se desfazer de ativos porque, na época, tinha como único foco a geração de valor e distribuição de dividendos no curto prazo“, complementou Mahatma dos Santos, um dos diretores técnicos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), que também aprovou o novo acordo com o Cade.

Segundo dos Santos, por conta do acordo inicial, a Petrobras perdeu mais de 15% de sua capacidade de refino de combustíveis.

Dantas lembrou que defensores da privatização, na época, disseram que a venda de refinarias reduziria os preços dos combustíveis no país estimulando a concorrência. A realidade demonstrou que eles estavam errados. “O resultado foi o oposto do que se tinha nos documentos. Houve a criação de monopólios regionais das empresas que compraram as refinarias”, acrescentou ele.

Pedro Faria, também economista, reforçou que a venda de refinarias não favoreceu a concorrência, mas sim os empresários que compararam refinarias privatizadas. Ele, inclusive, defende que a Petrobras recompre as fábricas vendidas.

Essa possibilidade, aliás, já foi aventada pela atual gestão da estatal e por membros do governo Lula. Até o momento, nenhuma medida concreta foi anunciada neste sentido.

Setor do gás

Além do acordo sobre as refinarias, Cade e Petrobras também alteraram o compromisso de privatização de ativos da estatal do setor de gás.

O documento, também de 2019, previa a venda pela Petrobras da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), da Transportadora Associada de Gás (TAG), da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) e das participações indiretas na Petrobras Gás (Gaspetro). Todas já foram vendidas, exceto a TBG — a qual não mais será privatizada.

Dos Santos, do Ineep, lamentou que grandes perdas já aconteceram. “A Petrobras perdeu quase totalmente a sua participação na infraestrutura que foi construída com o dinheiro público para o deslocamento e distribuição de gás natural no Brasil. Saiu de um mercado que hoje é estratégico para o futuro da transição energética e da indústria brasileira. O acordo já teve um efeito devastador de desnacionalização”, afirmou.

Ele, aliás, ressaltou que o Cade segue monitorando a Petrobras e, eventualmente num futuro, pode tentar renegociar os termos do acordo mais uma vez.

Dantas, do Ibeps, disse que o novo acordo com o Cade ainda contém mecanismo para favorecer empresas privadas. Por conta dele, a estatal será obrigada a repassar petróleo a refinarias privadas pelo mesmo preço que repassa a suas refinarias.

“Alguém questiona por quanto o setor de produção de petróleo da 3R Petroleum [empresa privada] contabiliza o petróleo enviado para sua própria refinaria? Não faz sentido”, disse Dantas. “Mas isso é o Cade parcialmente cumprindo essa função de ser a correia de transmissão dos interesses das empresas que compraram ativos privatizados, mesmo que isto possa gerar preços mais altos na economia.”

A Petrobras informou que as mudanças nos acordos traduzem “o respeito que a Petrobras nutre pela autoridade antitruste [o Cade], preservando o ambiente de negócios do país”.

Fonte: Brasil de Fato

Pedido de impeachment do prefeito de Porto Alegre é protocolado na Câmara Municipal

O documento se baseia ‘negligência da Prefeitura no cuidado das Estações de Bombeamento e do sistema de drenagem urbana da cidade’

Um pedido de impeachment do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), foi protocolado na Câmara de Vereadores na tarde desta quinta-feira (23). Assinado por Brunno Mattos da Silva, secretário-geral da União das Associações de Moradores de Porto Alegre (Uampa), o documento se baseia “na negligência da Prefeitura no cuidado das Estações de Bombeamento e do sistema de drenagem urbana da cidade, e que causaram o maior desastre ambiental e climático da história de Porto Alegre”.

O pedido cita manifesto assinado por engenheiros que fizeram o primeiro alerta de que o sistema de proteção contra inundações de Porto Alegre é robusto, eficiente e fácil de operar e manter – mas falta uma manutenção permanente, especialmente em relação às comportas e casas de bombas. Também menciona denúncia feita pelo deputado estadual Matheus Gomes (PSOL) mostrando que o governo municipal foi alertado sobre as deficiências críticas nas Estações de Bombeamento desde 2018, quando o engenheiro Marcos Goulart Machado trouxe à atenção a possibilidade de falhas no sistema.

A situação do dique da Fiergs, no bairro Sarandi, é outro ponto levantado no documento. Ao orientar que as pessoas deixassem a região, o prefeito havia negado o rompimento do dique, o que acabou confirmado posteriormente. “Em casos como os assistidos em Porto Alegre, o chefe do Poder e tido como emissor de informações confiáveis sobre a crise e quando há esse rompimento da confiança, isso não é algo menor, isso rompe a boa fé, a confiança na administração e no próprio Estado”, afirma Brunno no pedido de impeachment do prefeito.

Por fim, os alagamento registrados nesta quinta-feira são citados como indicativos de negligência do prefeito: “Ainda, como se toda a situação até aqui exposta neste processo já não fosse calamitosa em demasia, no dia de hoje, 23 de maio de 2024, o que se desejava e esperava não ocorrer, ocorreu, novamente por negligência e omissão do poder público municipal, a cidade ALAGOU novamente, bairros e ruas que até o presente momento não tinham sido atingidas pelas águas, ficaram completamente intransitáveis, causando o maior transtorno aos cidadãos porto-alegrenses, que se encontram na fase de limpeza e reconstrução de suas residências, comércios, locais de trabalho, etc.”. O pedido lembra que diversos institutos meteorológicos haviam alertado para o elevado volume de chuvas previsto para hoje em Porto Alegre.

O pedido de impeachment é endereçado ao presidente da Câmara, vereador Mauro Pinheiro (PL), aliado de Melo, que deverá apresentá-lo na sessão plenária da próxima segunda-feira, quando sua admissão na Casa deve ser votada.

Fonte: Sul 21

STF manda Leite explicar mudanças na legislação ambiental do RS em até 10 dias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul expliquem em até 10 dias uma mudança na legislação ambiental do estado. A medida deu aval à supressão da vegetação nativa em áreas de proteção permanente.

O texto foi sancionado por Leite no início de abril. As áreas são protegidas pelo Código Florestal Brasileiro e possuem mais restrições do que as Unidades de Conservação. A alteração na lei foi articulada por lideranças ruralistas no estado e tramitou em tempo recorde da Casa Legislativa.

As mudanças permitem que produtores rurais explorem essas áreas mediante “necessidade e compreensão” do governo estadual. A legislação federal, no entanto, proíbe atividades econômicas nessas regiões e permite somente que órgãos ambientais autorizem o uso delas.

Na determinação que pediu explicações a Leite e à Assembleia Legislativa, Fachin ainda pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a possibilidade de ingressarem no processo.

A ação que questiona a mudança na legislação ambiental foi protocolada pelo Partido Verde, que alega que o estado ultrapassou seus limites constitucionais ao promover a alteração. No processo, os advogados da sigla ainda citam a catástrofe no Rio Grande do Sul como uma “consequência danosa” da medida e de outros atos promovidos pelo Executivo estadual.

Desde o início de sua gestão, Leite promoveu ao menos 480 modificações na legislação ambiental. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou, na semana passada, que o STF analisasse as medidas promovidas na área pelo governo gaúcho.

Fonte: DCM

Governo da Colômbia anuncia abertura de embaixada no território da Palestina

A estrutura que representa a diplomacia colombiana será aberta na cidade de Ramallah fica na Cisjordânia, território controlado atualmente pela Autoridade Nacional Palestina (ANP)

O chanceler da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, anunciou nesta quarta-feira (22/05) que seu país instalará uma embaixada no território palestino.

Segundo Murillo, “o presidente (Gustavo) Petro deu instruções para que instalemos a embaixada colombiana em Ramallah, esse é o próximo passo que vamos dar”.

A cidade de Ramallah fica na Cisjordânia, território controlado atualmente pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), apesar de sofrer constantemente com ataques militares por parte das Forças Armadas de Israel (IDF, por sua sigla em inglês).

O chanceler colombiano também ressaltou que a medida “demostra a seriedade com que este governo trata a questão do reconhecimento do Estado palestino”.

Além do reconhecimento à Palestina, o governo de Gustavo Petro também rompeu relações com o Estado de Israel, em anúncio feito pelo próprio presidente, durante evento no Dia do Trabalhador, em 1º de maio. Na ocasião, Petro também acusou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de “genocida”.

“Aqui diante de vocês, o governo da mudança informa que amanhã serão rompidas oficialmente as relações diplomáticas com o Estado de Israel, por ter um governo genocida, e um líder (Netanyahu) genocida”, declarou o presidente colombiano, na ocasião.

Outra medida adotada por Petro foi pedir para que a Colômbia possa intervir como uma das partes acusadoras da ação iniciada pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), na qual se acusa Israel de cometer genocídio contra os palestinos residentes na Faixa de Gaza, através da ofensiva militar iniciada em outubro passado e que já matou mais de 35 mil civis.

Fonte: Brasil 247

Trabalhadores realizam Marcha pela revogação da reforma trabalhista e previdenciária em Brasília

A Marcha ocorreu no dia 22 e reuniu cerca de 20 mil trabalhadores de todo o Brasil

Mais de 20 mil trabalhadores participaram nessa quarta-feira, 22, em Brasília, da Marcha da Classe Trabalhadora, atividade que marca história, convocada pela CUT e demais centrais. A luta pela revogação das reformas trabalhista e previdenciária e o fim da lei das terceirizações foram eixos centrais. A reconstrução e o apoio ao povo do Rio Grande do Sul também foram destaque.

Em plena campanha salarial e com processos de negociação em curso com instalação de mesas setoriais no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), os servidores federais marcharam também por suas pautas que incluem cobrar valorização da categoria, a maioria com perdas salariais acumuladas que superaram 30% nos últimos anos.

Entidades filiadas à Condsef/Fenadsef de diversos estados engrossaram o coro da classe trabalhadora em defesa de direitos. A PEC 32, da reforma Administrativa de Bolsonaro-Guedes, segue ameaçando direitos dos servidores e de toda a população brasileira e também está entre os eixos centrais dessa luta.

A frase escolhida para unificar a luta dos servidores federais, estaduais e municipais é “Dignidade para quem faz o Estado”. É o que servidores e empregados públicos de todo o Brasil esperam e seguirão reivindicando, incluindo orçamento justo para atendimento das principais reivindicações do setor. 

Lula sanciona lei que garante sigilo de vítima de violência doméstica

Sigilo não abrange nome do autor do crime, nem demais dados da ação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que determina sigilo do nome da vítima em processos que apuram crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. O texto foi publicado nesta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.

A publicação altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, e destaca que o sigilo referido não abrange o nome do autor do crime, “tampouco os demais dados do processo”.

Em seu perfil nas redes sociais, Lula comentou a sanção do Projeto de Lei (PL) 1822/2019 e avaliou que o objetivo do governo é que mulheres não sejam revitimizadas e constrangidas durante a ação.

“O [projeto de lei] PL aprimora a Lei Maria da Penha, tão fundamental no combate à violência contra as mulheres. Mais uma conquista, resultado da persistência e perseverança da luta das mulheres brasileiras”, postou.

A lei entra em vigor em 180 dias.

Fonte: Agência Brasil

Pastor que ‘forçava’ fiéis a transar com ele para salvar parentes da morte é preso

O pastor Sinval Ferreira, de 41 anos, foi preso preventivamente durante a Operação Jeremias 23, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (22). Ele é acusado de abusar sexualmente e financeiramente de fiéis, utilizando sua influência como líder religioso.

Com quase 30 mil seguidores nas redes sociais, o pastor alegava ter visões de um futuro sombrio que envolviam a morte de parentes das vítimas. Para “salvar” as pessoas desse destino trágico, ele as coagia a participar de atos sexuais, incluindo sexo oral e relações sexuais, tanto com ele quanto com outros membros da igreja, conforme informações da coluna Na Mira, do Metrópoles.

Nas redes sociais, ele compartilhava fotos e vídeos de sua rotina com a família e pregações em uma igreja evangélica localizada em Samambaia (DF), onde era visto como uma figura quase profética.

Segundo as investigações, o religioso usava sua influência para explorar sexual e financeiramente os fiéis que frequentavam sua comunidade. Em um dos casos, ele abordou uma das vítimas alegando ter tido uma visão de que a esposa dela iria morrer.

A “revelação” envolvia a realização de “sete unções” que, segundo ele, teriam o poder de “quebrar a maldição” e salvar a vida das mulheres. Essas unções eram realizadas nas partes íntimas dos fiéis.

Uma mulher de 58 anos, também pastora em Sobradinho, foi identificada como cúmplice do pastor. Ela ajudava nas ameaças aos fiéis, inclusive participando de atividades sexuais. No entanto, a pastora não é alvo de mandado de prisão.

Além dos abusos sexuais, o pastor obtinha vantagem financeira dos membros da igreja da mesma maneira, ameaçando-os com a morte de um ente querido ou paralisia e obrigando-os a fazer doações generosas para a igreja.

Uma das vítimas, uma mulher, além de fazer doações generosas para a igreja, chegou a pagar passagens e hospedagem para o pastor viajar ao Rio de Janeiro. Ela também emprestou uma chácara de sua propriedade, onde o pastor realizava “orgias” com outros membros da igreja.

Fonte: DCM

24º Grito da Terra reúne milhares de agricultores e entrega pauta ao Governo Federal

24º Grito da Terra Brasil é uma ação realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Federações e Sindicatos filiados

Eram 7 horas da manhã quando cerca de 10 mil trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares ocuparam as ruas de Brasília com suas bandeiras, bonés, faixas, cartazes, com suas vozes e cantigas defendendo que a “Agricultura familiar é alimento saudável e conservação ambiental”.

A caminhada de 6 quilômetros até a Esplanada dos Ministérios e o ato de encerramento com a presença de ministros, representantes do governo federal e de parlamentares marcaram o encerramento do 24º Grito da Terra Brasil, ação realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Federações e Sindicatos filiados.

Durante a caminhada, foram feitas intervenções na frente dos Ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Meio Ambiente (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Previdência Social (MPS).

As intervenções destacavam as principais propostas direcionadas a estas pastas, como recursos para as compras governamentais para o PAA, agroecologia, políticas de mitigação e adaptação climática, regulamentação da lei de pagamento por serviços ambientais, inclusão produtiva e fomento, orçamento e políticas diferenciadas para a agricultura familiar, combate ao uso dos agrotóxicos, Suasa e CNIS Rural, por exemplo.

Simultaneamente à caminhada, um grupo esteve no Congresso Nacional para dialogar com parlamentares e entregar material referente a projetos de lei em tramitação que são apoiados pelos agricultores e agricultoras familiares.

Essas cobranças foram a marca desses dois dias de mobilização, pressionando o governo e o Congresso Nacional a darem respostas concretas às pautas entregues ainda em abril e que foi negociada amplamente em quase 20 ministérios e com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

O ministro do MDA, Paulo Teixeira, fez os seguintes anúncios:

Programa Fomento Rural: Bem Viver Semiárido e Centro-Sul – Parceria entre o MDA e MDS garantirão que 10 mil famílias sejam beneficiadas

3ª etapa do Projeto Dom Helder Câmara – 30 mil famílias com assistência técnica e extensão rural;

Farmácias Vivas – Acordo de Cooperação Técnica entre o MDA, o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para ampliar o uso de plantas medicinais produzidas pela agricultura familiar;

Inclusão da agricultura familiar no Plano de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática;

Crédito Fundiário de R$197 milhões para garantir acesso à terra para as 595 famílias agricultoras da Fazenda Uruanan (CE);

49 editais para assentar 6.279 famílias agricultoras pelo país;

Acordo de Cooperação Técnica entre o Incra e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul para emissão de documentos para agricultores e agricultoras familiares;

Protocolo de intenções do Incra com a CONTAG para facilitar o acesso ao Cadastro de Imóveis Rurais;

Estabelecido o Grupo de Trabalho da Agricultura Familiar para a COP30, que acontecerá em Belém (PA) em 2025;

Medidas de apoio a agricultores e agricultoras do Rio Grande do Sul: dívidas suspensas por 105 dias, R$600 milhões de crédito especial do Pronaf, liberação de 90 dias para comercialização interestadual de produtos de origem animal, 576,5 toneladas de alimentos doados e prorrogação das Declarações de Aptidão ao Pronaf por seis meses.

“Eu digo para vocês. O presidente Lula tem um sonho, que acho que é de todos nós, um Brasil com comida farta na mesa. Que todo brasileiro e brasileira se alimente pelo menos três vezes ao dia. E eu quero dar uma boa notícia para vocês, neste um ano e seis meses já foram tiradas 24 milhões de brasileiros e brasileiras do mapa da fome”, afirmou o ministro Paulo Teixeira.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, assinou a portaria instituindo o Grupo de Trabalho com o objetivo de estruturar espaços institucionais para a política de juventude no campo e completou os anúncios afirmando que “o Grito da Terra Brasil é muito importante para o nosso país e para a luta do campo. Essa mobilização simbolizou vários momentos da nossa história. Porque já foi um grito de dor de companheiros e companheiras que lutaram contra o latifúndio, em favor da paz no campo e da dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras espalhados por esses sindicatos Brasil a fora.“

A secretária de Política Agrícola da CONTAG, Vânia Marques Pinto, reforça que “vamos seguir em mobilização, aguardando o Plano Safra e negociando com os Ministérios. É fundamental a luta da classe trabalhadora e da participação da CONTAG nesse processo. Nós saímos daqui alegres, com sentimentos de gratidão, mas também seguimos lutando pela estruturação da agricultura familiar, políticas públicas e fortalecimento da classe trabalhadora no campo.”

Já o presidente da CONTAG, Aristides Santos, afirmou: “O 24º Grito da Terra Brasil foi muito importante porque nós retomamos as nossas ações de massa aqui em Brasília. Apresentamos uma pauta consistente que foi feita a várias mãos, que foi elogiada por todos os ministérios onde passamos.”

Quanto aos anúncios, o presidente avalia de forma positiva o que já foi apresentado, fruto dessa ampla negociação feita nas últimas semanas, e já adianta que as negociações continuam para que o Plano Safra da Agricultura Familiar traga mais resultados e melhores condições para produzir alimentos saudáveis e conservar o meio ambiente.

“Os anúncios foram importantes na área da reforma agrária, na área do crédito fundiário, da política agrícola, naquilo que pode ser antecipado ao Plano Safra, nas plantas medicinais que é uma pauta muito rica para nós. Políticas importantes para toda a nossa categoria. Mas tem propostas que ainda carecem de muita reflexão, muito debate no eixo central do governo federal, que são as políticas relacionadas ainda ao crédito rural, orçamento, política de juros e Proagro. Assim como precisamos avançar na nossa agenda no Congresso Nacional. Então, foram muitos debates, muitos diálogos, muitos avanços e o processo continua.”

Fonte: CUT

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