Deputados se mobilizam para cassar o mandato de Mamãe Falei

Representação suprapartidária apresentada neste domingo pede ao Conselho de Ética a cassação do deputado por ter dito que “as mulheres ucranianas são fáceis porque são pobres”

A possível cassação do deputado estadual por São Paulo Arthur do Val, o Mamãe Falei (Podemos), por ter dito que “as mulheres ucranianas são fáceis porque são pobres”, será o tema que vai marcar as discussões entre deputados na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (7). Várias manifestações contra Arthur do Val, em defesa de sua cassação, devem ser apresentadas em comissões como a da Mulher e de Direitos Humanos.

A bancada do PT na Assembleia Legislativa divulgou nota em que afirmou ser “repulsiva a postura e a maneira abjeta com que o deputado Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, integrante do Podemos, se refere às mulheres ucranianas, vítimas das atrocidades inseridas no ambiente de guerra”.

A bancada das deputadas e deputados estaduais do Partido Trabalhadores sustenta que usará todos os recursos legais e regimentais para construir ações que apontem à sociedade que a Assembleia Legislativa de São Paulo agirá com rigidez e celeridade no combate ao machismo e misoginia explícitas no áudio do deputado divulgado pela imprensa.

“Diante da dimensão da gravidade do fato, nós, deputadas e deputados do PT atuaremos com rigor dentro dos parâmetros legais em defesa da integridade humana, ética, física e da dignidade das mulheres ucranianas, bem como de todas as mulheres”, afirma a nota.

Representação suprapartidária

Neste domingo foi apresentada uma representação suprapartidária ao Conselho de Ética com a adesão de 15 deputados, de diferentes cores políticas na Assembleia. Segundo a bancada do PT, que participou da articulação dessa representação, a cassação do deputado é importante porque ele já mostrou não ter escopo ético e moral para permanecer representando o povo paulista.

A representação apresentada neste domingo pelos deputados contra Mamãe Falei afirma que “as declarações são graves em qualquer contexto, em qualquer país e fosse no Brasil, poderiam ser enquadradas em crimes de assédio sexual pela lei brasileira – definido no artigo 216-A do Código Penal como ‘constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função’”.

“A sordidez dos áudios é ainda mais revoltante quando contextualizada no momento vivido pela Ucrânia e seu povo, em meio a um conflito armado, que fragiliza e vulnerabiliza suas mulheres, suas famílias e todo o seu povo”, diz ainda a representação.

Repúdio

Nesse sábado, a deputada estadual Professora Bebel (PT) repudiou a fala de Arthur do Val em sua conta no Twitter: “Repudio veementemente a postura asquerosa do deputado estadual e pré-candidato Artur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, que teria, em registro de áudio, afirmado que as ucranianas “são fáceis porque são pobres”.”

“A fala de Artur do Val, que é do mesmo partido do paladino da Justiça, o presidenciável Sergio Moro, é de causar ânsia de vômito, pelo machismo explícito e pela insensibilidade diante das vítimas de uma guerra insensata”, disse ainda a deputada.

Por respeito às mulheres ucranianas

O deputado Emídio de Souza (PT) postou em sua conta no twitter: “Fora Artur do Val! Por respeito às mulheres ucranianas, brasileiras e de todo o mundo, estou na luta pela cassação do mandato desse sujeito! #ForaArthurdoVal #CassacaoJa.”

“Ainda ontem eu propus que o Conselho de Ética casse o deputado. Outros deputados e deputadas também estão propondo e nós vamos agir conjuntamente para que esse cara não pise mais na Assembleia. Eu chamo de ‘esse cara’, porque ele não pode mais ser chamado de deputado”, disse Emídio em vídeo divulgado nas redes sociais.

Fonte: Rede Brasil Atual

Servidores denunciam o descarte de documentos sobre a ditadura

A ameaça estende-se a dados financeiros que nem sequer foram analisados pelo TCU

Não é só de fake news nas redes sociais que vive a desinformação propagada pelo governo federal. Internamente, um insidioso processo de apagamento da memória nacional espalha-se por instituições responsáveis pela análise e guarda de documentos históricos e parece intensificar-se neste último ano de mandato presidencial. O desmonte das estruturas da memória oficial atinge órgãos como a Biblioteca Nacional, o Museu Histórico Nacional e a Casa de Rui Barbosa, entre outros, mas é no Arquivo Nacional, gestor de sensíveis informações sobre o passado recente (e também sobre o presente), que assume forma particularmente grave.

Servidores denunciam a eliminação indiscriminada e sem embasamento técnico de documentos financeiros que nem sequer foram encaminhados para prestação de contas ao Tribunal de Contas da União, além de provas documentais de crimes cometidos pela ditadura (1964-1985) que deveriam estar anexados a processos analisados pela Comissão Nacional da Verdade. É uma verdadeira “queima de arquivo”.

Quando Bolsonaro era apenas um histriônico deputado do baixo clero, o negacionismo em relação aos crimes da ditadura e a reiterada implicância com os trabalhos da CNV soavam apenas folclóricos, embora condenáveis. Após três anos e dois meses de mandato, o presidente parece disposto a acelerar o desmonte iniciado em agosto de 2019 com o Decreto 10.148, que retirou do Arquivo Nacional a prerrogativa de decidir sobre a eliminação ou não de documentos, e teve seu ato mais recente com a exoneração no apagar das luzes de 2021 de ­duas servidoras que pretendiam tornar públicos alguns problemas internos. A demissão foi decidida pelo novo diretor-geral, Ricardo Borda D’Água, ex-subsecretário de Segurança Pública do Distrito Federal, que foi agraciado com o título de “Colaborador Emérito do Exército” e tem porte de arma por ser registrado como atirador esportivo. Além de ser aliado da família Bolsonaro, é claro.

Leia a reportagem completa: https://www.cartacapital.com.br/politica/servidores-denunciam-o-descarte-de-documentos-sobre-a-ditadura/

Fonte: Carta Capital

Bancos lucraram R$ 175 bilhões, mas fecharam 12 mil vagas em 2 anos

Nos últimos dois anos com o mundo vivendo a maior crise sanitária da história e a pandemia do novo coronavírus agravando as crises econômica e social, os cinco maiores bancos do Brasil fecharam 2021 com lucro líquido acumulado de R$ 174,9 bilhões e, apesar das altas taxas de desemprego, continuaram demitindo trabalhadores e trabalhadoras e fechando agências.

Enquanto mais de 650 mil  brasileiros e brasileiras morriam por complicações causadas pela Covid-19, o setor financeiro, o mais lucrativo do país, manteve a alta dos juros e tarifas, aumentou as metas dos trabalhadores, fechou balanços com altos percentuais de lucros mas, apesar de mais ricos, os banqueiros fecharam cerca de 12 mil vagas de trabalho e reduziram mais de três mil agências, desde 2020, em todo o país.

Somente os quatro principais bancos do país, Banco do Brasil (BB), Bradesco, Itaú e Santander registraram R$ 90,5 bilhões de lucro líquido em 2021, com aumento de 34,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, acumulando em dois anos de pandemia, R$ 157,6 bilhões de lucro.

Somados à Caixa Econômica Federal (CEF) que divulgou em seu balanço no final de fevereiro um lucro de R$ 17,3 bilhões – crescimento de 31,1% na comparação com 2020 -, os lucros desses cinco bancos somam a bagatela de R$ 174,9 bilhões.

Se contarmos apenas as instituições públicas, o BB e a CEF, que o governo de Jair Bolsonaro (PL) quer privatizar apesar dos imensos lucros em 2021, o valor chega a R$ 38,3 bilhões. O BB teve um lucro líquido recorde de R$ 21 bilhões, um crescimento anual de 51,4%.

Para Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a economia brasileira passa por um momento grave, com forte retração da atividade econômica, elevação do desemprego e queda na renda das famílias e os bancos deveriam desempenhar papel importante na retomada do crescimento. 

“Os bancos são uma concessão pública e têm um papel social importante no crescimento de um país. É importante que as instituições financeiras, responsáveis por cuidar do dinheiro da população, sejam um instrumento para o desenvolvimento econômico e não para fragilizar ainda mais a economia”, diz.

Taxa de juros

Segundo o Sindicato dos Bancários para pessoa física a taxa de juros está em 28,66% ao ano, chegando a 349,62% na linha de crédito mais cara que é o cartão de crédito rotativo. Seu uso em 2021, foi o maior nos últimos 10 anos.

O resultado desta equação foi o endividamento das famílias, que alcançou 50,41% de todos os seus rendimentos e comprometimento da renda de 27,87% com o Sistema Financeiro. Em um ano, o percentual de famílias com dívidas em atraso cresceu 10 pontos percentuais. O cartão de crédito é o principal vilão do endividamento dos brasileiros, 87,1% das dívidas referem-se a esta modalidade.

Demissões na pandemia

Os lucros bilionários também vêm das demissões de trabalhadores, que afetam o atendimento nas agências cada vez mais lotadas e com riscos de contaminação pela covid-19.

Para manter seus lucros bilionários, os bancos descumpriram um acordo de não demissão com o movimento sindical. E somente os quatro maiores bancos fecharam quase 12 mil postos de trabalho nos últimos dois anos e fecharam 3.180 agências desde 2020.

Em dois anos, o Bradesco foi o campeão em redução de postos de trabalho. Desde 2020, extinguiu 10.055 vagas, no período, apesar dos R$ 26 bi de lucro somente em 2021.

O resultado são agências lotadas, trabalhadores adoecidos e a população sem atendimento adequado. Os trabalhadores denunciam sobrecarga de trabalho, aumento da exploração e piora no atendimento ao cliente. Apenas com o que arrecada com tarifas, a instituição cobre 128,7% de sua folha de pagamento, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Ivone Silva ressalta que é importante lembrar que o movimento sindical esteve ao lado do trabalhador, reivindicando com os bancos o fim das demissões, o home office, a vacinação da categoria e a implementação das regras sanitárias, desde o início da pandemia.

” Foi uma luta diária, árdua, que salvou milhares de vidas, em todo o país, mas a ganância dos bancos se manteve e, além de demitir os trabalhadores e fechar postos de trabalho, aumentaram as metas para garantir seus lucros bilionários”, critica a dirigente.

Fonte: CUT

Pandemia: Brasil tem 11% das mortes no mundo

A Covid-19 encontrou no Brasil as condições propícias para infectar e matar, principalmente os pobres e pretos.
A desigualdade social, onde poucos têm tudo e a maioria não tem absolutamente nada, somada a um governo que nega e trabalha contra uma ação unificada e coordenada de combate à pandemia, à falta de acesso ao atendimento médico pela população e à demora na oferta de testes e vacinas, levou o país a maior taxa de mortalidade do mundo.

O Brasil, com 6,7% dos casos de Covid-19, é o responsável por 11% das mortes no mundo, de acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, uma mortalidade quatro vezes maior que a média mundial.

A pandemia matou 5,82 milhões de pessoas em todo o mundo e 412 milhões foram infectados, segundo o Our World. No Brasil, 27,5 milhões foram infectados e 639 mil morreram.

Um verdadeiro massacre, que poderia ser amenizado se o governo federal tivesse se preparado para o combate à pandemia, quando o vírus dava os primeiros passos na Europa e investisse nos centros de pesquisa nacional e nas universidades e não medisse esforços para adquirir vacinas, que se mostrou a maneira mais eficaz de combater a Covid-19. Em vez disso, os militares que tomaram de assalto o Ministério da Saúde apostaram no negacionismo e o governo faz campanha contra a vacina.

Os testes são essenciais no combate à pandemia para “quebrar” a cadeia de transmissão. Mas o Ministério da Saúde cancelou a compra de 14 milhões de testes e das 41 milhões de doses da vacina Jansen recebidas pelo país. De acordo com relatório publicado pelo Ministério da Saúde, somente 9,2 milhões de doses chegaram no braço das pessoas enquanto 32,8 milhões estão paradas num galpão. O Ministério diz que as doses não foram ainda distribuídas pois “alguns estados solicitaram a suspensão do envio do imunizante devido a saturação da rede de geladeiras e freezers usados na armazenagem da vacina”. Um escárnio com a saúde do povo brasileiro.

Hipocrisia capitalista!
Enquanto o governo cria dificuldades e senta em cima das vacinas, os patrões, que ganharam direito de demitir os não-vacinados, para evitar licença médica exigem que os trabalhadores continuem trabalhando, mesmo contaminados.

Depois de encurtarem o tempo de isolamento de 14 dias para 10 dias de afastamento do trabalho dos contaminados ou com suspeita de contaminação, além de não custear o teste, os patrões estão pressionando os trabalhadores para evitar atestados, abreviar o tempo e antecipar a volta ao trabalho mesmo contaminados, sob a alegação que o quadro da Covid-19 provocado pela variante Ômicron é mais leve. Pressionados e com medo de perderem o emprego, muitos trabalhadores voltam ao trabalho.

As portarias 19 e 20 assinadas por Bolsonaro estabelecem medidas de prevenção e controle da transmissão da Covid-19 e reduziram o tempo de isolamento, mas não obrigam o retorno antecipado dos trabalhadores antes dos sete dias de isolamento para pessoas assintomáticas e com teste pago pelo empregador. É importante realçar que os trabalhadores devem continuar recebendo o salário e os dias afastados não podem ser descontados na folha de pagamento.

Se forem disponibilizadas e ao alcance de todos, a exigência da comprovação vacinal pode ser exigida?

Pesquisa divulgada pelo Datafolha em 17/2, mostra que 81% dos brasileiros são favoráveis a exigência do comprovante de vacina contra o Covid-19, para frequentar lugares fechados. As mulheres são mais decididas no apoio (87%) que os homens (74%) e os ricos contrários ao Passaporte (28%), enquanto os pobres são 14%.

E quando a pandemia vai acabar e vamos voltar ao normal?

O tempo dirá, mas para o diretor da OMS, Tedros A. Ghebreyesus, com uma taxa de 70% de vacinação da população mundial até o meio do ano, “a expectativa é o fim da fase aguda da doença até o final de 2022”.

Para o povo trabalhador, o novo normal virá com o fim da fome, miséria, desemprego, saúde e educação para todos, numa sociedade justa e igualitária.

Osvaldo Martinez D’Andrade

Fonte: O Trabalho

Rússia declara cessar-fogo parcial na Ucrânia

Informações são do Ministério da Defesa do governo de Vladmir Putin

A Rússia declarou o regime de cessar-fogo para que os civis possam sair de Mariupol e de Volnovakha, informou o Ministério da Defesa da Rússia aos jornalistas.

“Hoje, 5 de março, às 10h00 hora de Moscou (4h00 no horário de Brasília), o lado russo declara o regime de cessar-fogo e abre corredores humanitários para saída de civis de Mariupol e Volnovakha”, informou a entidade de Defesa russa.

Acrescenta-se ainda que os corredores humanitários e as rotas de saída de civis foram acordados com o lado ucraniano.

As autoridades de Mariupol querem usar o regime de cessar-fogo para restaurar a infraestrutura crítica da cidade, bem como fornecer medicamentos e suprimentos de primeira necessidade.

Ontem, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que na maior parte do território da Ucrânia está se desenvolvendo uma situação humanitária desastrosa com tendências para agravamento. A situação mais complicada ocorre nas cidades de Kiev, Kharkov, Sumy, Chernigov e Mariupol.

Fonte: Brasil 247

Zelensky critica Otan: ‘Deu sinal verde para continuar o bombardeio’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, lamentou a decisão da Otan que rejeitou a criação de uma zona de exclusão no espaço aéreo na Ucrânia. Em um pronunciamento transmitido pela internet, o líder ucraniano fez um balanço da guerra que já segue há nove dias dentro do território da Ucrânia.

“Durante nove dias assistimos a uma guerra brutal. Estão destruindo nossas cidades. Eles estão bombardeando nosso povo, nossas crianças, bairros residenciais. Igrejas. Escolas. E eles querem continuar. Sabendo que novos ataques e baixas são inevitáveis, a Otan decidiu deliberadamente não fechar os céus sobre a Ucrânia, disse Zelensky.

Fonte: G1

Brasil cai para a 13ª economia do mundo

País foi superado pelo PIB da Austrália em 2021, segundo levantamento da Austin Rating. Entre 2010 e 2014, Brasil se manteve na 7ª posição e, desde 2020 está fora do top 10.

Mesmo com o crescimento de 4,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021, o Brasil caiu de 12º para 13º no ranking das maiores economias do mundo, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating.

De acordo com o ranking, que compara o PIB dos países em valores correntes, em dólares, o Brasil foi ultrapassado em 2021 pela Austrália. Em 2020, a economia brasileira já tinha sido superada pelo Canadá, Coreia e Rússia, o que tirou o país da lista das 10 maiores economias do mundo.

O Brasil teve no ano passado um PIB nominal de US$ 1,608 trilhão, segundo o levantamento, enquanto que o da Austrália ficou em US$ 1,614 trilhão.

O maior PIB do mundo em 2021 foi mais uma vez o dos Estados Unidos, com US$ 22,8 trilhões. China tem a segunda maior economia, com US$ 17,5 trilhões, seguida pelo Japão, com US$ 4,9 trilhões.

Segundo comparativo feito pela Austin, o desempenho do PIB brasileiro em 2021 ocupa o 21º lugar dentro de um ranking com 34 países, abaixo da média de 5,7% e dos avanços registrados por países como EUA (5,7%), China (8,1%) e México (4,8%).

Fonte: G1

Incêndio atinge maior usina nuclear da Europa após ataque russo, dizem ucranianos

“Há mais de uma hora que duram combates ferozes nas proximidades da central nuclear de Zaporizhzhya”, disse o prefeito Dmytro Orlov

O prefeito de Energodar, Dmytro Orlov, disse que a usina nuclear de Zaporizhzhia, cidade vizinha, na Ucrânia, pegou fogo na noite desta quinta-feira (3) – pela manhã de sexta, horário do país europeu. A causa foi um ataque de tropas russas. Trata-se da maior usina nuclear da Europa.

“Há mais de uma hora que duram combates ferozes nas proximidades da central nuclear de Zaporizhzhya. Nossas Guardas Nacionais mantêm a defesa. Sabe-se sobre as vítimas, mas o número exato e a condição nessas circunstâncias ainda não podem ser nomeados”, disse o prefeito.

No Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que o “exército russo está disparando de todos os lados contra a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa. O fogo já começou”. “Se explodir, será 10 vezes maior que Chornobyl! Os russos devem cessar IMEDIATAMENTE o fogo, permitir os bombeiros, estabelecer uma zona de segurança!”, escreveu. 

Houve combates ferozes entre as forças locais e as tropas russas, disse Dmytro Orlov em um post online, acrescentando que houve baixas sem dar detalhes.

Mais cedo, as autoridades ucranianas informaram que as tropas russas estavam intensificando os esforços para tomar a usina e entraram na cidade com tanques.

“Como resultado do contínuo bombardeio inimigo de prédios e unidades da maior usina nuclear da Europa, a usina nuclear de Zaporizhzhia está pegando fogo”, disse Orlov em seu canal Telegram, citando o que chamou de ameaça à segurança mundial. Ele não deu detalhes.

A invasão da Ucrânia está entrando em seu nono dia. Acredita-se que milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas, criando 1 milhão de refugiados, atingindo a economia da Rússia e temores de um conflito mais amplo no Ocidente impensável por décadas.

A Rússia já capturou a extinta usina de Chernobyl, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital da Ucrânia, Kiev.

Fonte: Brasil 247

Professores protestam em frente à casa do prefeito de Rio Largo

Com palavras-de-ordem, faixas, bandeiras do Sinteal, cartazes e muita disposição de luta, trabalhadoras/es em educação da rede pública de Rio Largo, convocadas/os e organizadas/os pelo Sinteal, realizaram, na manhã de hoje (03/03), com concentração inicial, às 11hs, no Tabuleiro do Pinto, o primeiro dos dois dias (03 e 04/03) de protesto e paralisação em defesa da Pauta de Reivindicações 2022 da categoria (com pendências de anos anteriores). Com a presença da presidenta do Sinteal, professora Consuelo Correia, trabalhadoras/es e dirigentes do Núcleo Regional Sinteal/Rio Largo realizaram um ato público de protesto e reivindicação em frente à casa do prefeito Gilberto Gonçalves (PP). O protesto encerrou ao meio-dia, sem nenhuma manifestação do prefeito.

Defasagem salarial

Em uma de suas intervenções, Consuelo denunciou a absurda defasagem salarial que atinge, por exemplo, o magistério. “Nós temos uma grande e injusta defasagem salarial em relação aos demais profissionais do serviço público. Temos o mesmo nível de formação, mas recebemos sessenta e nove por cento menos, e nós formamos todos eles!”, disse, indignada.

A presidenta do Sinteal reforçou ter certeza do fortalecimento da luta da educação em Rio Largo. “Cada uma e cada um aqui presente vão somar a esta luta mais um companheiro, mais uma companheira. Isto vai fortalecer o movimento para que possamos engrossar o recado a ser dado a este prefeito desrespeitador da lei e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da educação”, assegurou.

Pauta de Reivindicações

Dentre os 11 (onze) pontos que compõem a pauta de reivindicações da categoria da educação em Rio Largo, destacam-se: Cumprimento da Lei do Piso (com reajustes salariais 2020 a 2022); Rateio das sobras do FUNDEB e dos precatórios do FUNDEF; Cumprimento da carga horária (40hs) dos vigias; Melhoria do transporte escolar; Convocação, urgente, dos/as aprovados/as no último concurso público da Educação; Melhoria na infraestrutura da rede escolar etc.

Fonte: Sinteal

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