No Paraná, Lula tem 34% e Bolsonaro 32,4%, diz pesquisa

Divulgada nesta quinta-feira (3), uma pesquisa do instituto Radar Inteligência no Estado do Paraná indica que o ex-presidente Lula (PT) teria 34% das intenções de voto no estado. Logo atrás dele aparece o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32,4%. Os números apontam para um empate técnico entre os dois. Muito atrás deles está o ex-juiz da Lava Jato no Paraná, Sergio Moro (Podemos), em terceiro lugar, com 11,9%.

Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 3,3%, Simone Tebet (MDB), com 1,8%, João Doria (PSDB), com 1,2%, e Eduardo Leite (que deve fechar com o PSD), com 0,5%. Outros 6,2% disseram que votarão em branco ou nulo e 8,7% não souberam ou não opinaram.

A empresa paranaense entrevistou 1.350 pessoas desde o dia 25 de fevereiro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

Fonte: DCM

STF suspende último processo pendente contra Lula por Lava Jato

Farsa de Moro e procuradores da Lava Jato foi totalmente desmascarada!

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski suspendeu hoje a última ação penal pendente contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resultante da investigação da Operação Lava Jato na Justiça. Esse processo contra Lula trata de um suposto tráfico de influência na compra de caças Gripen, fabricados na Suécia, destinados à Aeronáutica brasileira.

O pedido de suspensão foi realizado pela defesa do ex-presidente, que criticou a conduta da Lava Jato contra ele e alegou que havia um plano de utilizar o direito para atacar tanto Lula quanto sua defesa. No recurso, os advogados do petista utilizaram mensagens vazadas do ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, nas quais ele “tentava construir uma denúncia” contra Lula “envolvendo a aquisição de caças da marca Saab/Gripen para equipar as Forças Armadas”.

Outras mensagens trocadas corroboram a tese da defesa de que havia grupos se organizando para denunciar falsamente o ex-presidente. Hoje, Lewandowski seguiu a decisão do Juiz da 10ª Vara Criminal Federal do Distrito Federal, que acatou o pedido dos advogados de Lula para “suspender cautelarmente a tramitação da Ação Penal”.

A ação é a quarta contra o ex-presidente pela Lava Jato. As outras são os casos do tríplex do Guarujá, que foi arquivado; o sítio de Atibaia, que foi anulado; e o Instituto Lula, que também sofreu suspensão.

Fonte: Uol

Desiludidos e ‘traídos’, brasileiros partem em êxodo sem precedentes

Nunca antes tantos brasileiros viveram fora de seu país. Sobrecarregados pela insegurança e pelas dificuldades econômicas, a cada ano, dezenas de milhares de jovens e aposentados, ricos e pobres, fazem as malas para reconstruir suas vidas longe da maior economia da América Latina.

Historicamente uma terra de acolhimento de asiáticos, africanos e europeus, o Brasil agora vê seus filhos partirem: 4,2 milhões deles viviam no exterior em 2020, número que começou a crescer ininterruptamente desde 2016, quando o Itamaraty registrava três milhões de emigrantes.

A situação se aprofundou desde a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2019.

“Não sei se diria que estava infeliz (…) mas não via futuro. Já estava pensando em ter uma família e pensei: ‘não posso fazer isso aqui’. Eu amo meu país, minha família inteira está lá, mas, por enquanto, meu marido e eu não estamos pensando em voltar”, disse Gabriela Vefago Nunes à AFP.

Como muitos que buscam melhores empregos e qualidade de vida, esta enfermeira de 27 anos deixou sua terra natal em setembro para se estabelecer em Québec, no Canadá, o nono destino mais procurados por migrantes brasileiros, com 121.950 pessoas registradas.

Com quase 1,8 milhão, os Estados Unidos encabeçam a lista, seguidos por Portugal (276,2 mil) e Paraguai (240 mil), onde houve migração de perfil rural na década de 1970, segundo relatório recente do Ministério das Relações Exteriores.

– “Nada em troca” –

Os altos índices de violência, inflação, desemprego e o impacto da pandemia da covid-19 são os ingredientes do maior êxodo do Brasil, que supera a fuga migratória surgida em meados dos anos 1980 (1,8 milhão), então motivada pela hiperinflação, concordam especialistas ouvidos pela AFP.

“Agora se trata, principalmente, de uma questão econômica, de falta de oportunidades de trabalho, da impossibilidade de crescer no mercado, de ganhar mais dinheiro, poupar, comprar uma casa”, explica Gabrielle Oliveira, especialista em migração e professora da Universidade de Harvard.

“As pessoas perderam a confiança e se sentem, de alguma maneira, traídas por seu próprio país. Pensam: ‘Eu dei tanto e não recebo nada em troca'”, acrescenta.

O engenheiro mecânico Marcos Martins, de 58 anos, considera-se um privilegiado por ter uma vida profissional “mais bem-sucedida” do que boa parte dos brasileiros. Ainda assim, também pretende partir. E, em abril, espera já ter trocado a “estressante” cidade do Rio de Janeiro por Lisboa, onde pretende continuar seus empreendimentos, junto com sua mulher.

O relatório do Ministério brasileiro das Relações Exteriores não especifica idades, nem condições socioeconômicas, mas Oliveira afirma que os migrantes que vão para Estados Unidos e Europa têm perfis muito variados. Ainda assim, esclarece a especialista, em sua maioria, são jovens e homens.

Na diáspora dos anos 1980, aqueles que deixaram o país eram, principalmente, pessoas de maior poder aquisitivo. Agora, alguns brasileiros pobres vendem seus pertences e até se endividam para poderem migrar, de forma irregular, ou legalmente, relata Oliveira.

– Risco futuro –

Em Portugal, há vantagens fiscais para aposentados e empresários brasileiros, diz a publicitária carioca Patrícia Lemos. Em 2018, ela montou neste país europeu uma empresa para ajudar seus compatriotas a se mudarem e se adaptarem.

“Aqui, uma pessoa de 50, 60 anos, consegue trabalhar. No Brasil, não consegue trabalho nem para vender pipoca”, diz Patrícia, destacando que muitos de seus compatriotas se estabelecem com mais facilidade na Europa por terem nacionalidade portuguesa, ou italiana, produto da colonização, ou da recepção de migrantes da Itália.

Segundo especialistas, além de perder mão de obra qualificada de setores com alta demanda, como o de tecnologia, o êxodo pode ser um risco para o futuro do país, devido às projeções recentes que alertam para um envelhecimento populacional.

Em 2100, o grupo etário a partir dos 65 anos poderá representar 40,3% dos 213 milhões de brasileiros, contra 7,3% em 2010, segundo um relatório publicado em outubro passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério da Economia. O grupo abaixo de 15 anos cairá de 24,7% para 9%.

“É algo que, para o futuro, pode complicar muito, quando você vê muitas pessoas se aposentando e menos pessoas na idade produtiva”, alerta a especialista Gabrielle Oliveira.

Fonte: Swissinfo

Japão desenvolve espuma antifogos que pode ajudar a combater queimadas na Amazônia

A Amazônia que tem sofrido com o aumento das queimadas no governo Bolsonaro poderá ser beneficiada com a espuma antifogos japonesa

Os incêndios florestais assolam muitas partes do mundo. Com previsões de tempo mais quente e mais seco, a situação pode piorar no futuro.

A cidade japonesa de Kitakyushu teve 10 fogos florestais só no ano passado.

Foi aqui que o serviço de bombeiros surgiu com a espuma de combate a incêndios. Foi originalmente concebida para reduzir a água necessária para apagar os incêndios em prédios, depois do devastador terramoto de Kobe de 1995.

Masaaki Sakamoto gerente do Departamento de Gestão de Incêndios e Desastres de Kitakyushu: “Durante este terramoto, houve muitos incêndios. Na altura, as bocas-de-incêndio e as cisternas foram destruídas pelo terramoto e não pudemos armazenar água”, diz.

Em parceria com uma universidade municipal e uma empresa de sabão, o serviço de bombeiros aperfeiçoou a espuma, criada através da mistura de uma solução, feita de sabão de origem natural, em água. Não contém químicos, é biodegradável e funciona através de gotículas de água.

“Quando o agente extintor é misturado, a gotícula de água não se consegue formar e torna-se aderente. Portanto, o produto é bem absorvido nas aberturas dos tecidos ou da madeira”, diz Sakamoto.

O sucesso da espuma, feita numa fábrica de sabão da cidade, está agora a concentrar as mentes dos investigadores na forma como poderia ser utilizada em incêndios florestais.

Como a investigação da Universidade de Kitakyushu mostra, é até 266 vezes menos prejudicial do que outras versões sintéticas.

Takayoshi Kawahara é director do Departamento de Investigação e Desenvolvimento da Shabondama Soap: “Há dados que mostram que o consumo de água pode ser reduzido para menos de uma décima sétima parte. No que toca ao desempenho ambiental, é muito menos tóxico para os peixes e outra vida aquática do que os agentes extintores sintéticos. Além disso, como é 100% composta por microrganismos ambientais, não há resíduos no ambiente”, diz.

O presidente da empresa fala sobre a expansão internacional: “Há conferências académicas internacionais sobre incêndios florestais em todo o mundo. Participámos com professores universitários e pessoal do corpo de bombeiros da cidade de Kitakyushu. Várias pessoas interessaram-se pelo nosso agente extintor amigo do ambiente”, conta Hayato Morita.

Aplicação prática na Indonésia

A espuma fez o seu caminho até aqui, até à ilha de Bornéu, na Indonésia. Lar de densas florestas e cursos de água, os incêndios em turfa são aqui um problema recorrente.

Os investigadores universitários indonésios têm vindo a experimentar a espuma numa série de experiências, incluindo num teste de incêndio. Dez meses mais tarde, descobriram que a vegetação tinha voltado a crescer.

“Pelas minhas experiências anteriores, apagar fogos apenas com água é muito difícil. Mas ao usar este sabão, em pouco tempo obtemos muito bons resultados”, diz Kitso Kusin, coordenador de campo do laboratório de Palang Karaya.

Quando a turfa se incendeia, as brasas podem continuar a arder no subsolo durante muito tempo, libertando gases nocivos. A espuma japonesa à base de sabão penetra no solo, expelindo-os.

Algo que foi muito útil em 2019, durante um verdadeiro incêndio florestal: “Depois de apagarmos o fogo, no dia seguinte estava de novo aceso. Felizmente, nessa altura, sobrou um stock de sabão Shabondama dos testes de campo anteriores que usávamos para apagar o fogo. Apesar de já não termos muito sabão, sentimos que os resultados foram muito eficazes na extinção dos restantes fogos”, conta Kitso Kusin.

Kitakyushu planeia agora testar a espuma também em Chiang Mai, na Tailândia. Mais uma vez, com base na colaboração universidade-indústria e ajudando a reduzir as emissões globais de CO2.

“Esperamos que, com a utilização deste extintor de espuma, possamos controlar um pouco as emissões de CO2 e contribuir grandemente para as medidas relativas às alterações climáticas”, conclui Yuichi Arita, diretor do Gabinete para o Ambiente do município de Kitakyushu.

Fonte: Euronews

Imigrantes negros são discriminados e não conseguem sair da Ucrânia

Imigrantes negros que vivem na Ucrânia estão denunciando a impossibilidade de fugir da guerra. Impedidos de embarcar nos trens para a Polônia, os africanos acusam as polícias e as Forças Armadas ucranianas de racismo. “A prioridade é que cidadãos brancos embarquem antes dos negros”, disse uma correspondente da BBC que está na fronteira.

A jornalista Stephanie Hegarty compartilhou um relato de uma estudante nigeriana que está na fronteira entre a Polônia e a Ucrânia: “Ela me disse que está esperando há 7 horas para atravessar. Ela conta que os guardas de fronteira estão parando os negros e mandando-os para o final da fila, dizendo que eles têm que deixar os ‘ucranianos’ passar primeiro”.

Outra jovem negra afirmou em suas redes que, nas estações de trem em Kiev, estavam sendo evacuadas “as crianças primeiro, as mulheres em segundo, os homens brancos em terceiro, então se sobrar algo pode ser ocupado por africanos”.

Vídeos da discriminação estão sendo compartilhados. Os poucos imigrantes negros que conseguiram embarcar nos trens foram presos na Polônia e não receberam solidariedade ou foram tratados como refugiados de guerra. Assim como a Ucrânia, a Polônia também é governada pela extrema-direita e as células neonazistas no país são bastante representativas.

“Vejam como eles ameaçam atirar na gente! A polícia e o Exército se recusaram a deixar os africanos atravessarem, só deixaram os ucranianos. Alguns dormiram aqui por dois dias nesse frio cortante, enquanto outros tiveram que voltar”, denunciou um outro imigrante negro.

Em resposta, governos como o da Nigéria divulgaram comunicados dizendo que foram informados de situações do tipo e condenaram o tratamento discriminatório. Um dos vídeos mostra uma mulher com um bebê de dois meses no colo, sentada no chão sob uma temperatura de 3 ºC, enquanto um homem não identificado afirma que ela não conseguiu passar pela fronteira, como outras mulheres com crianças.

Outra gravação, de um ativista britânico, mostra um grande número de jovens, todos negros, do lado de fora de um trem. “A face oculta dessa guerra é o racismo experimentado por muitos que estão fugindo.”

Em outro caso, a ministra das Relações Exteriores da Jamaica, Kamina Johnson-Smith, afirmou no Twitter que 24 estudantes jamaicanos estão sendo forçados a caminhar 20 km até a Polônia, após serem impedidos de embarcar em um ônibus que levava estudantes até a fronteira.

Após conseguir atravessar para a Romênia, uma estudante de medicina britânica negra conta, num vídeo, como foi recebida no setor de controle de passaportes na saída ucraniana. “Eram ucranianos primeiro, indianos depois, africanos por último. Tem tido muita segregação. É uma situação muito estressante.”

Brasileiros também relatam episódios de discriminação. O jogador de futsal Moreno Santiago contou, em um vídeo no Instagram, a saga que ele e outros dois amigos passaram para tentar embarcar em um trem em Kiev nesta segunda-feira (28).

No final, acabaram sendo empurrados para fora pelo maquinista, com palavras racistas. “Ele tinha aceitado nos levar, mas do nada nos colocou para fora. Ele empurrou o David para fora, o David se machucou. Ele não queria mais nos levar, quando viu que a gente é moreno, que tinha preto junto, ficou falando besteira, então não deu certo”, relatou.

Cidades sitiadas em toda a Ucrânia abrigam dezenas de milhares de estudantes africanos que estudam medicina, engenharia e assuntos militares. Marrocos, Nigéria e Egito estão entre os dez principais países com estudantes estrangeiros na Ucrânia, fornecendo juntos mais de 16 mil alunos, segundo o Ministério da Educação, citado pela agência Reuters. Milhares de estudantes indianos também estão tentando fugir.

Pai de três filhos, um nigeriano que vive na Ucrânia desde 2009 contou ao jornal The Independent que, no sábado, ele, familiares e outros imigrantes foram obrigados a desembarcar de um ônibus prestes a cruzar a fronteira. “Nenhum negro”, teriam dito militares. “Quando olho nos olhos dos que estão nos rejeitando, vejo racismo injetado; eles querem se salvar e estão perdendo sua humanidade no processo”, afirmou.

Bolsonaro debocha dos seus eleitores: “Se você achar que não devo sair de folga, não vote em mim”

Curtindo o carnaval na praia, Jair Bolsonaro tem sido criticado por suas férias sem fim

Jair Bolsonaro deu uma sugestão àqueles que criticam suas férias sem fim: não votem nele. “Eu estou aqui num quarto no quartel do Exército no Guarujá. Não tem despesa nenhuma aqui. Quanto custa a diária desse quarto aqui? RS 100 reais, talvez. Eu estou chutando”, afirmou, em entrevista à Jovem Pan. “Se achar que eu não devo sair mais de folga, se eu virar candidato à reeleição, que não vote em mim, aí eu não vou estar mais aqui no hotel”, finalizou.

Recentemente, Jair Bolsonaro passou férias em Santa Catarina, quando a Bahia sofria com enchentes, numa viagem que custou R$ 900 mil aos cofres públicos. Na praia, ele tem se dedicado a passeios de iate e jet-ski.

Fonte: Brasil 247

Revisão de ‘reforma’ trabalhista é apoiada por 58%, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros (58%) quer uma revisão da “reforma” trabalhista e apenas 27% se dizem favoráveis ao projeto aprovado em 2017 durante o governo de Michel Temer. Os números são de uma pesquisa feita pela Genial/Quaest. A legislação, alterada sob o pretexto de baratear o custo do trabalho para, desse modo, criar mais empregos, fracassou. A informação é da Folha de S.Paulo.

O Brasil fechou o ano de 2021 com 13,8 milhões de desempregados, maior estimativa da série histórica, iniciada em 2012. Esse número é 59% maior do que o registrado em 2015, último ano antes do impeachment. De lá para cá, o mundo do trabalho viu crescerem empregos precários, a subocupação e a informalidade. Enquanto isso, a renda média caiu e atingiu seu menor nível em uma década.

Para central sindical da Espanha, mudanças trabalhistas reequilibram negociação coletiva

Desse modo, a pesquisa Genial/Quaest demostra que os números da má gestão da economia já refletem diretamente na opinião pública. E a recente revisão da reforma trabalhista na Espanha reacendeu o debate no Brasil. Assim como aqui, os espanhóis viram uma legislação que “flexibilizou” direitos fracassar na justificativa de criar empregos. A reforma aprovada em 2012 na Espanha acabou sendo revista, depois de passar por um longo processo de diálogo, envolvendo empresários, movimento sindical e governo. A nova lei trabalhista foi aprovada neste início de ano.

O ex-presidente Lula, favorito na eleição presidencial de 2 de outubro, já defendeu em entrevistas que o Brasil faça o mesmo. Ou seja, articular um processo de negociação que envolva governo, empresas e sindicalistas. Além disso, outra preocupação de Lula é compor uma aliança com amplos setores da política e da sociedade para assegurar governabilidade e uma maioria no Congresso.

Há quatro anos, as pesquisas já demonstravam que os brasileiros eram contrários à “reforma” trabalhista e às privatizações de empresas públicas. Entretanto, o Congresso eleito em 2018 é considerado um dos mais conservadores da história recente. E que acabou aprovando também a reforma da Previdência.

“O que precisaremos é repensar a legislação trabalhista”, disse o ex-ministro do Trabalho Luiz Marinho em entrevista recente à TVT. “Evidentemente, de forma pactuada, como ocorreu na Espanha. A partir da negociação entre governo, lideranças empresárias e lideranças trabalhistas. Para repactuar um processo de valorização do mercado de trabalho. Buscando, dessa forma, gerar empregos de qualidade”, acrescentou Marinho, que também presidiu a CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Fonte: Rede Brasil Atual

NÃO À GUERRA NA UCRÂNIA!

Pablo Gomes – Jornalista e cineasta

A classe trabalhadora internacional deve inequivocavelmente condenar a invasão e ataques russos que estão acontecendo neste momento na Ucrânia. A guerra contra a Ucrânia é um crime contra a humanidade e serve apenas para os interesses das oligarquias em Moscow, Kiev e Washington, além das demais potências militares e econômicas por toda a Europa. Trabalhadores ucranianos, russos e de outros países que estão sendo ou poderão ser afetados com a escalada dos conflitos, são as maiores vítimas da violência no leste europeu.

A invasão russa à Ucrânia não é resultado de uma decisão recente por parte de Moscou. Na verdade, é consequência de uma série de eventos das últimas três décadas que envolvem agressões diplomáticas, ameaças imperialistas e golpes políticos. Desde o fim da União Soviética, a promessa de que a OTAN não se estenderia para o leste europeu foi quebrada diversas vezes. Primeiro em 1999, com a adesão da Polônia, República Checa e Hungria. Anos depois, em 2004, com a entrada da Romênia, Eslovaquia, Eslovenia, Lituânia, Latvia, Estônia e Bulgaria. A expansão continuou em 2009 com a adesão da Albânia e Croácia, e em 2020, da Macedônia do Norte. A extensão da OTAN para o leste é uma movimentação deliberada por Washington e membros do Tratado para controlar regiões estratégicas no leste europeu, noroeste da Ásia e nos mares Negro e Cáspio. Não é preciso se esforçar muito para entender a preocupação de Moscou com tal movimentação. Não é preciso ser nenhum gênio para ver que a Rússia tem sido alvo da OTAN nas útlimas três décadas.

A Ucrânia (que faz fronteira com a Rússia) tem sido uma das regiões mais cobiçadas tanto por Moscou quanto por Washington-OTAN desde a dissolução da União Soviética. Sua localização geográfica com acesso à reservas de gás, petróleo e ferro; e ao Mar Negro e de Azov, é de extrema importância para o controle geopolítico do leste europeu e norte da Ásia. Portanto, a cobiça por influênca na região não é à toa. As tensões começaram a se intensificar em 2013 com a pressão de Washington para que a Ucrânia assinasse um acordo de livre mercado com a Europa ocidental. No entanto, o então presidente Viktor Yanukovych (que era pró-russo) negou-se a assinar tal acordo, desencadeando uma série de protestos pelo país (apoiados pela União Europeia e Washington) que culminou com o golpe de 2014 e a desposição de Yanukovych.

Mas o golpe de 2014 e a queda de Yanukovych criou ainda mais tensões no país. Primeiro, com uma série de protestos violentos entre simpatizantes e não simpatizantes do golpe, que culminou com uma intervenção militar russa no leste e sudeste da Ucrânia, resultando na criação dos protoestados autoproclamados de Donetsk e Lugansk. Na Crimea, que tem uma população majoritariamente russa, um referendo em março de 2014 aprovou a independência da região e sua separação da Ucrânia. Esses acontecimentos políticos causam uma guerra civil  que se inicia pelo sul e leste do país entre  separatistas e milícias neonazistas ucrânianas como o Batalhão de Azov, que hoje atua oficialmente como parte da Guarda Nacional do governo de Volodymyr Zelenskyy.

O “Protocolo de Minsk”, acordo assinado em 2015 por representantes da Ucrânia, Russia e Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, para por fim à guerra no leste do país e implementar cessar-fogo imediato, sofreu vários fracassos. Um dos motivos de tal fracasso tem ligação direta com a sabotagem de Kiev (com grande influência de Washington) que diminuiu qualquer possibilidade de estabilidade nas regiões. Além de bloquear diálogos estratégicos com Donbas, milícias ucranianas ligadas ao governo foram acusados de assassinar um líder separatista de Donetsk- um dos signatários do acordo de Minsk.

A “gota d’água” que levou às tensões mais recentes, está ligada às pressões de Washington para que a Ucrânia se torne membro da OTAN. Obviamente, Moscou também tem seus interesses imperialistas. Anexar regiões da Ucrânia e ter controle político do país faz parte dos planos da criminosa elite russa. Vladimir Putin é um oligarca, autocrata e representate da elite corrupta de Moscou, que se beneficiou das aquisições de propriedades do Estado com o fim da União Soviética. Putin é um capitalista e seus interesses políticos na Ucrânia são apenas para o benefício da elite russa e de seus aliados. A classe trabalhadora russa não terá nenhum vantagem com a atual invasão, pelo contrário, homens, mulheres e crianças serão expostos à violência e brutalidade dos conflitos. Até o momento já são mais de 4 mil soldados russos mortos no combate, sem falar na possibilidade de um conflito nuclear entre Rússia e EUA que deixaria milhões de mortos no país.

Do outro lado, o governo ucraniano, presidido Volodymyr Zelenskyy, um ex-comediante que agora trabalha como fantoche dos interesses de Washington.  Este fim de semana,  Zelenskyy convocou a população ucraniana para “defender o país”, numa tentativa cínica e vergonhosa de usar civis como escudo humano para defender os interesses da oligarquia ucraniana e de Washington-OTAN. Em vez de ser denunciado pelos meios de comunicação, tal monstruosidade tem sido vista pela mídia corrupta e decadente do ocidente como uma “ação de heroísmo” do presidente. Até o momento, dados oficiais já registraram centenas de civis mortos nos combates, além das milhares de pessoas feridas e de outras milhares que estão fugindo do país, criando mais uma nova crise de refugiados na Europa.

A classe trabalhadora tem lado. E seu lado é contra a guerra. Seu lado não é a favor de Putin, nem do governo ucraniano e tampouco de Washington. Seu lado não é a favor dos capitalistas. Para salvar seus lucros e o sistema capitalista, a classe burguesa é capaz de tudo- includindo uma guerra mundial que poderá rapidamente se transformar num conflito nuclear. Assim como no filme Não Olhe Para Cima, por mais cômico e trágico que possa soar,se pudessem, as elites não hesitariam em fugir para o espaço enquanto o mundo todo fosse destruído. A classe trabalhadora no mundo inteiro precisa se levantar contra a guerra na Ucrânia. E para isso, é preciso compreender que seu maior inimigo é o sistema capitalista- causador de crises econômicas, pobreza, epidemias e guerras. A resposta para o fim da guerra na Ucrânia não está nas mãos de Putin nem de Biden, mas em um movimento político socialista, internacionalista e anti-capitalista que una os trabalhadores do mundo inteiro contra a classe burguesa e suas contradições- causadoras da atual crise e das guerras imperialistas.

Governo Bolsonaro implanta sistema “fraudável” de registro de jornada de trabalho

O atual Ministério do Trabalho e Previdência decidiu trocar o exitoso sistema por outro, batizado como Registrador Eletrônico de Ponto Via Programa (REP-P) e definido como “fraudável por especialistas em informática.

Esse é o mais novo alvo do retrocesso civilizatório promovido pelo governo de Jair Bolsonaro, que, na ânsia de agradar a uma parcela, não necessariamente a mais avançada, do empresariado, adotou um novo sistema de marcação eletrônica de ponto que entrega à raposa a chave – e o relógio – do galinheiro.

Além de o novo software ser administrado em nuvem e de forma unilateral pelos empregadores, outra falha no sistema, segundo os críticos, é que ele não mais permite a impressão de comprovantes com o registro dos horários de entrada e saída, prejudicando, sobretudo, os trabalhadores que não têm acesso a celulares ou computadores conectados à internet. Para completar, o novo equipamento adotado pelo governo Bolsonaro não tem certificação do Inmetro.

“Em última análise, a adoção do ­REP-P prejudica a capacidade de fiscalização da jornada de trabalho, fragilizando direitos fundamentais dos trabalhadores, como hora extra, entrada e saí­da e descanso semanal remunerado. É muito mais fácil fraudar a jornada de trabalho com o REP-P, pois ele não é auditável e o equipamento não é aprovado pelo ­Inmetro”, afirma Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

Até a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho repudiou em nota o novo sistemas: “Não se pode concordar com esse retrocesso, alterando-se a certificação do ponto eletrônico para uma mera declaração produzida por uma das partes, no caso os empregadores. A partir dessa alteração, se for efetivada, deixará de existir qualquer mecanismo de controle de horário bilateral. As empresas simplesmente alegarão que não houve a prestação de horas extras porque não constam de seus sistemas próprios e inacessíveis”.

Fonte: Carta Capital

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS