Servidores públicos realizam Dia de Luta

Professores e servidores públicos realizaram atos por todo o país por reajuste salarial. Em diversos estados servidores públicos aderiram ao chamamento dos professores e foram às ruas reivindicar reajuste salarial que há quase cinco  anos não recebem. Servidores podem entrar em greve dia 23.

Nesta quarta-feira (16), servidores públicos das três esferas ─ municipais, estaduais e federais ─ de todo o país realizaram mais uma mobilização unificada. Na pauta, estão o arquivamento da PEC 32, a revogação da Emenda Constitucional 95, o fortalecimento dos serviços públicos, além da recomposição salarial emergencial de 19,99% para as categorias que estão sem reajuste há quase cinco anos.

Os Servidores públicos aderiram ao Dia de Mobilização Nacional da Educação convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e foram para as ruas das capitais do país reivindicar o pagamento do reajuste do piso do magistério de 33,24% no caso dos professores, e de 19,99% de aumento salarial aos demais funcionários que estão há quase cinco anos sem receber um centavo a mais no contracheque. 

O funcionalismo público diz que se não houver negociação das pautas exigidas pelos servidores públicos federais, eles devem iniciar uma greve a partir do dia 23 de março.

Já os professores reivindicam dos governos estaduais e prefeituras o pagamento do reajuste do piso nacional do magistério (R$ 3.845,63 e 1/3 de jornada extraclasse). Além disso, a categoria pede a regulamentação do piso salarial dos profissionais da educação, valorização dos planos de carreira, concurso público, revogação da nova lei do ensino médio e pelo fim da militarização das escolas.

Fonte: CUT

Lula vence no primeiro turno, aponta nova pesquisa Quaest

As intenções de votos no petista ficam acima de 50% contando apenas os votos válidos

Nova pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, divulgada nesta quarta-feira (16) revela que Lula (PT) segue com possibilidades de vitória no primeiro turno, somando mais de 50% dos votos válidos nos três cenários pesquisados.

As intenções de votos no petista variam entre 44% e 48% – um ponto percentual acima da pesquisa de fevereiro. Jair Bolsonaro (PL) segue na segunda posição oscilando entre 25% e 28%.

No principal cenário, Lula marca 44% – 50,5% dos válidos -, seguido de Bolsonaro, com 26%. Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) têm 7% cada um. João Doria (PSDB) empata com André Janones (Avante), com 2%, Simone Tebet (MDB) marca 1% e Felipe D’Ávila (Novo) não pontuou. Brancos e nulos são 6% e indecisos 5%.

Com Eduardo Leite (PSDB) na disputa, Lula vai a 45% e Bolsonaro cai para 25%. Ciro marca 7% contra 6% de Moro. Doria e Janones mantêm os 2% e Leite empata com Simone Tebet, com 1% – brancos e nulos são 6% e indecisos 4%.

Num cenário mais enxuto, Lula chega a 48% contra 28% de Bolsonaro. Ciro vai a 8% e Leite a 3%. Os demais nomes foram excluídos. Brancos e nulos são 8% e indecisos 4%.

Lula vence todos no segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula vence todos os adversários, segundo a pesquisa. Contra Bolsonaro, o petista marca 54% a 32%, com 10% de nulos e brancos e 3% de indecisos.

Lula também vence Moro (53% a 26% – 22% de brancos e nulos), Ciro (51% a 23% – 22% brancos e nulos), Doria (56% a 15% –  26% brancos e nulos) e Leite (57% a 15% – 24% brancos e nulos)

A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas pessoais com 2.000 entrevistados entre os dias 10 e 13 de março de 2022, com pessoas de 16 anos ou mais de todas as regiões do país.

A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06693/2022.

Fonte: Revista Fórum

Prefeito Luciano Barbosa, tire as mãos do nosso direito de estudar!

Prefeito continua prejudicando os alunos de Arapiraca que estudam no Ifal, Ufal e Uneal de Palmeira dos Índios. Segue matéria publicada no site do movimento dos estudantes:

Prestes a voltar às aulas presenciais, depois de dois anos, os alunos de Arapiraca, que estudam na UFAL, na UNEAL e no IFAL de Palmeira dos Índios correm o risco de ficar sem o ônibus para chegar nas suas instituições de ensino. A responsabilidade é do prefeito Luciano Barbosa que não quer garantir o nosso direito de estudar. A prefeitura alega que precisa aguardar a aprovação do orçamento de 2022 pela Câmara Municipal para contratar os ônibus que levam os estudantes. 

Porém, enquanto a prefeitura de Arapiraca espera essa aprovação, mais de trezentos estudantes que fazem uso diário do transporte correm o risco de ter que tirar mais de 200 reais por semana do próprio bolso com o transporte privado para poder chegar até à escola ou universidade, para a maioria, a situação é inviável.

A crise que vivemos nacionalmente é culpa dos governos a serviço do sistema capitalista. Aqui o líder é Bolsonaro que  corta verba e ainda agrava o quadro de desemprego, sendo os jovens os mais afetados com a situação. Ainda assim, diante de toda essa situação, Luciano Barbosa tira o ônibus dos estudantes.

Não aceitamos! Exigimos o nosso direito ao transporte seguro, de qualidade e gratuito. Não podemos ter educação posta em segundo plano nos interesses da prefeitura de Arapiraca. Revoltados, os estudantes da UFAL, UNEAL e IFAL organizam uma manifestação no dia 7 de Fevereiro, com concentração às 8h da manhã, na frente da Prefeitura de Arapiraca, a fim de exigir o nosso direito de estudar.

A JRdoPT apoia os estudantes das instituições públicas que irão se manifestar no dia 7, sabendo que não dá pra aguentar mais essa política que sufoca a juventude e cada vez mais vem tirando nosso direito à educação. É por isso que seguimos na luta pelo fim do governo Bolsonaro e seus generais e exigimos: Luciano Barbosa, tire as mãos do nosso direito de estudar!

Fonte: Juventude Revolução

Braskem impede pesquisadores de coletar amostras na Lagoa Mundaú

Estudiosos denunciaram que foram impedidos por seguranças da Braskem de realizar a coleta da água, que fica próxima à base da mineradora e que tiveram que acionar a PM

Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) afirmam terem sido impedidos por seguranças da Braskem de realizar coleta da água da Lagoa Mundaú, na região onde foram encontrados diversos peixes mortos neste domingo (14). Eles alegam que precisaram chamar a Polícia Militar para garantir que a pesquisa tivesse prosseguimento. A mortandade de peixes foi registrada por pescadores e marisqueiras da comunidade do Flexal de Baixo, na localidade que compreende o bairro do Bebedouro, em Maceió. Eles afirmam terem encontrado óleo na água da lagoa.

O coordenador do Laboratório de Aquicultura (Laqua) e professor da Ufal, disse que foi surpreendido com a proibição de seguranças da empresa Braskem.

“Eles impediram o acesso à laguna, mesmo quando me identifiquei como pesquisador. Não pude rastrear em pontos mais próximos à localização da base da empresa. Precisei solicitar a presença da Polícia Militar para me deslocar pela área. Fico profundamente contrariado com essa situação, porque a laguna Mundaú não é uma propriedade privada”, reclamou o professor. 

Com as amostras que conseguiu levar para o laboratório, o professor já iniciou análises na manhã desta segunda-feira (14), dos parâmetros físico-químicos e de alguns metais.

“Ainda vamos aprofundar as investigações nos três laboratórios, e vamos analisar também os peixes. A princípio, não parece ser um problema de matéria orgânica acumulada na laguna. A hipótese é que seja realmente algum produto lançado nas águas. Mas só poderemos confirmar com mais alguns testes e em breve estaremos divulgando os laudos”, avisou o pesquisador.

A situação foi comunicada ao professor Emerson Soares, que convidou outros pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para auxiliar nesta investigação. São os integrantes do Laboratório de Sistemas de Separação e Otimização de Processos (Lassop), coordenado pelos professores João Inácio Soletti e Sandra Helena Carvalho; e o Laboratório de Instrumentação e Desenvolvimento em Química Analítica (LInQA), coordenado pelo professor Josué Carinhanha. Esses pesquisadores já atuaram juntos na força-tarefa que investigou o derramamento de óleo no litoral nordestino, em 2019.  

Em nota, a Braskem informou que a localidade foi interditada pela Defesa Civil e os vigilantes orientaram o professor a realizar uma solicitação formal para que o acesso fosse liberado.

A Braskem informa que a área da Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, no bairro do Mutange, foi interditada pela Defesa Civil de Maceió por uma questão de segurança. O acesso só é permitido a profissionais autorizados. Ao abordar as equipes de vigilância, no último domingo, o professor foi orientado pelos vigilantes a fazer uma solicitação formal, para que o acesso fosse devidamente liberado.

Fonte: Gazeta Web

Estado de Israel assassina dois jovens palestinos

O Estado sinonista de Israel, que foi recentemente denunciado por promover um sistema de apartheid na Palestina pela Anistia Internacional, assassinou dois jovens palestinos.

Segundo noticiou as agências internacionais, os assassinatos ocorreram hoje, 15/03, em dois pontos diferentes da Cisjordânia. Nader Haitham Rayan, de 16 anos, morreu durante uma operação do exército israelense no campo de refugiados de Balata, perto da cidade de Nablus, ao norte da Cisjordânia. O adolescente foi atingido por tiros na cabeça, no peito e em uma das mãos, segundo o ministério palestino da Saúde.

A segunda morte aconteceu no campo de refugiados de Qalandia, perto de Ranallah, segundo o ministério palestino e a agência de notícias oficial palestina Wafa.

Alaa Shaham, de 20 anos, morreu ao ser atingido por um tiro na cabeça e outros seis jovens também foram feridos a tiros, segundo o ministério palestino.

O assassinato frequente de palestinos tem sido denunciado por entidades internacionais, mas até agora a ONU não tem adotado sanções contra o Estado sionista de Israel, que continua agindo livremente.

Redação com AFP e Carta Capital

Mulheres nas Exatas: uma raridade que precisa incomodar o Estado

Natércia Lopes – Matemática, Doutora em Ciências da Educação e Professora da UNEAL e Semed/Maceió

Você já parou para calcular quantas mulheres você conhece que são da grande área de ciências exatas? 

Em meados da década de 90, os Estados Unidos enfrentavam uma escassez de profissionais qualificados em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Aliado a isso, até o início do ano 2000, a avaliação do PISA (Programme for International Student Assessment) detectava baixo desempenho de estudantes na disciplina de Matemática, o que poderia implicar drasticamente a formação de novos profissionais.

A partir dessa realidade surgiu o Movimento STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), que trazia elementos interdisciplinares e transversais para as áreas já mencionadas, que eram os pontos fracos das avaliações escolares. O Movimento STEM concilia as habilidades hards (específicas das disciplinas de exatas) e softs (trabalho em equipe, administração de tempo e comunicação), ou seja, alia a Tecnologia à Ciência, à Engenharia e à Matemática, e representa, por essa razão, uma transformação que poderia responder às mudanças socioeconômicas e tecnocientíficas.

Tal movimento só veio a ser conhecido no Brasil depois de quase 20 anos, com a promessa de romper com ensino tradicional e trazer inovação para as salas de aula. Logo após, acrescentaram a área de Arte ao acrônimo, para defender que haveria uma integração de todas as áreas através de projetos multidisciplinares e científicos. Como consequência disso, o que se iniciou como um movimento passou a ser a metodologia STEAM (Science, Tecnology, Enginnering, Art and Mathematics), em alguns países STHEM (Science, Tecnology, Humanity, Enginnering and Mathematics) ou STREM (Science, Tecnology, Reading, Enginnering and Mathematics).

O PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático) compreende ao STEAM como um potencializador para a integração entre todas as áreas do conhecimento no Ensino Médio. Desde então, a grande área de humanas acabou sendo inserida nesse núcleo duro das ciências, o que pode ser um equívoco conceitual se for levado em conta que todas as áreas e grandes áreas nascem de necessidades humanas, e que, diante disso, nunca devem ser descontextualizadas.

Deixando as variações acrográficas de lado, vale ressaltar o potencial do Movimento STEM para a inserção das mulheres nas ciências exatas.

O ensino e a aprendizagem da Matemática na Educação Básica brasileira enfrentam desafios para superar os baixos índices apontados por avaliações em alta e menor escala. A defasagem conteudista tem sido considerada um ciclo vicioso numa visão arcaica de escolarização que remete naturalmente ao fracasso escolar. Acompanhando esses fatores, jovens não tendem a buscar as carreiras em STEM na Educação Superior.

Pesquisas do IBRE/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) de 2021 mostram que o percentual de jovens que buscam carreiras em STEM no Brasil é metade do observado nos Estados Unidos. Analisando a variável gênero, o número de mulheres representa apenas 26% dos trabalhadores formais nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

A explicação para a baixa adesão das mulheres às áreas de exatas relaciona-se ao processo de socialização. Mesmo a Ciência provando que não há correspondência entre sexo biológico e inteligência, o backfire effect de uma cultura falocêntrica arraigada na sociedade, insiste em dizer que a Matemática, por exemplo, não é área para mulheres.

O estímulo para a representatividade feminina nas áreas de STEM parte de uma mudança social. Essa transformação pode levar o computador, os jogos que desenvolvem habilidades de visão tridimensional, os brinquedos que focam a coordenação motora para criação de objetos, como o lego, para as prateleiras de meninos e meninas, como defende Debbie Sterling[1].

Órgãos e Instituições, públicas ou privadas, quando lançam editais de fomento às mulheres nas ciências têm como público-alvo quem já se encontra na Educação Superior. Para as alunas da Educação Básica, o que se vê são premiações pontuais sem expectativa de uma continuidade.

O Projeto de Lei Federal 398/2018, que altera a LDB 9394/1996, propõe estímulo à participação feminina nas áreas de STEM e a mitigação de barreiras contra mulheres nas ciências exatas em todo território nacional. No entanto, há 4 anos a proposta se arrasta em plenários sem previsão de promulgação.

Os problemas nas áreas de STEM carecem de sujeitos qualificados e empenhados na busca por possíveis soluções. A primeira fase do Censo Escolar 2020, divulgada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mostra que as mulheres são a maioria em todas etapas da Educação Básica e correspondem a 57,8% no Ensino Médio. Dessa maneira, é imprescindível a força dessas meninas/jovens/mulheres dentro das carreiras em STEM; assim como é indispensável a existência de políticas públicas em todas esferas do governo para incentivar a participação das mulheres nas ciências exatas.


[1] Engenheira e defensora das mulheres na área de STEM. Foi eleita a Pessoa do Momento da Time e uma das 30 Mulheres que Estão Mudando o Mundo do Business Insider.

Pastor aplicou golpe milionário em fiéis

O pastor evangélico Pastor Osório José Lopes Júnior é acusado de enganar fiéis. A estratégia do religioso goiano era viajar pelo Brasil em busca de pessoas evangélicas que investem em títulos e engana-los com a venda de títulos inexistentes. Como álibi, o pastor que é deficiente visual, usava o nome do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em sua trama, Osório afirmava que seus produtos eram apresentados ao Tesouro Mundial após serem laureados em ouro. A utilização do nome do ministro funcionava da seguinte forma: o líder religioso explicava que seus títulos haviam passado por uma autorização do governo, especificamente pelo Ministério da Economia, daí então já estavam liberados para serem investidos.

Para incrementar sua abordagem, o acusado se utilizava de logomarcas de entidades financeiras de conhecimento nacional. Entre as empresas utilizadas estavam o Banco do Brasil e a logo do Banco Mundial. O pastor mantinha um grupo para as ações, os quais também cuidavam de uma plataforma que fomentava confiança às vítimas.

Pastor mantinha o esquema há anos

Há pelo menos 9 anos Osório mantinha sua rede de crimes. Com um canal no YouTube, onde possui mais de 100 mil inscritos, José Lopes conseguia alcançar um público onde fazia parte pessoas de todo o país. As falas dele era sempre carregada por um discurso que pedia a contribuição e ajuda dos seus seguidores.

A promessa era de um retorno de até 100 vezes o valor aplicado em seus títulos. Entre as vitimas estavam na sua maioria brasileiros evangélicos. O pastor usava da sensibilidade da crença daqueles que acreditavam em suas palavras.  Além deles, o religioso aplicou o golpe em pessoas de sua própria família, e também em amigos. Em um grupo de “clientes” criado no Telegram, são contabilizados cerca de 8 mil vitimados.

Fonte: DCM

Em meio à fome, Bolsonaro ‘enterra’ programa de compra de alimentos

Reproduzido em países da África e da América Central, o Programa de Aquisição de Alimentos já vinha sendo sucateado. E agora foi praticamente extinto, substituído por um “cheio de incertezas”

O presidente Jair Bolsonaro tanto investiu contra os pequenos agricultores e a população mais pobre do país que, como se fosse pouco, jogou uma pá de cal sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Na prática, enterrou a política criada em 2003 no âmbito do Fome Zero, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a comprar quase R$ 1 bilhão em alimentos produzidos sem agrotóxicos em pequenos estabelecimentos, beneficiando de um lado indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores artesanais. E de outro, escolas, asilos e outras instituições que atendem pessoas em situação de insegurança alimentar.

E criou um programa para chamar de seu, o Alimenta Brasil. Na propaganda governamental, a iniciativa tem como finalidade ampliar o acesso à alimentação e incentivar a produção de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e demais populações tradicionais.

Referência internacional

E que por meio da dispensa de licitação, o poder público compra os alimentos produzidos por esses agricultores e destina a famílias em situação de insegurança alimentar, rede socioassistencial, escolas públicas, unidades de saúde, unidades de às unidades de internação socioeducativas e prisionais, entre outras. Ou seja, tudo o que o PAA fazia com excelência a ponto de o programa ter se tornado referência internacional e ser implementado em países da África e da América Central.

“Esse novo programa não se justifica, é uma jogada política. Enterrar um programa exitoso, de 18 anos, reconhecido pelo FAO, para colocar outro no lugar, ainda cheio de incertezas”, diz à RBA o agrônomo Sílvio Porto, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 2003 a 2011.

Controle social

Segundo nota técnica da qual ele é coautor, lançada recentemente pela Fian Brasil – Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadadas –, a MP está em meio à incertezas e incoerências, como afirmar que o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) será a instância de controle social. No entanto, o Consea foi extinto pelo próprio governo Bolsonaro em 2019, logo em seu início. O financiamento do programa é outra preocupação, segundo ele, já que o recursos deverão ser compostos de emendas parlamentares, o que abre caminho para “politicagens”.

O Alimenta Brasil, segundo Porto, nasceu da desconstrução do PAA, que foi sendo desconstruído. De modo geral, a política teve orçamento crescente entre
2003 e 2012, bem como aumento na execução nesse período. E passou por redução de verbas entre 2013 e 2016, mesmo assim conseguindo mantendo bons volumes orçamentários, segundo a nota técnica da Fian Brasil.

A partir de 2016, com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, entrou em fase de redução drástica de orçamento. Com a chegada de Bolsonaro ao poder, os recursos entraram em queda livre, chegando, em 2021, a uma previsão de cerca de R$ 100 milhões, 10% do que chegou a ser aplicado no programa em 2012.

“Além do orçamento diminuto destinado ao PAA em 2021,o governo federal não tomou nenhuma iniciativa para assegurar sua execução, preferindo apostar na edição do Alimenta Brasil”, aponta a nota técnica.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsonaro sanciona lei que prejudica mais de 2 milhões de professores

Lei sancionada pelo presidente Bolsonaro traz sérios prejuízos aos profissionais do magistério de todo o Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei Complementar 191/22. Legislação ratifica roubo de tempo de serviço de professores das redes públicas de todo o País, no período de maio de 2020 a dezembro de 2021, fase mais crítica da pandemia de Covid-19. O texto foi publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira, 9 de março, e é de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP–SP). Fato foi registrado na Agência Câmara de Notícias e destaque no site Mídia Popular.

Inconstitucional

Na verdade, medida poupa apenas o pessoal da Saúde e da segurança pública, civis e militares. Após o anúncio, o jurista Cláudio F Costa, consultado pelo Dever de Classe, diz que roubar tempo de serviço de professor é inconstitucional, e ajuda a entender melhor essa questão.

Qual o problema dessa lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro?

Sanção do presidente ratifica confisco de tempo de serviço de professores e da ampla maioria dos servidores públicos de todo o País. Está errado.

Mas o pessoal da Saúde e da segurança pública foram poupados, pois o governo e o deputado autor da proposta alegam que esses funcionários atuaram na linha de frente do combate ao coronavírus…

Os professores e muitos outros servidores também trabalharam bastante no período crítico de combate à pandemia. No caso do magistério, o trabalho e as despesas para cumprir aulas remotas fez foi aumentar. Por que essa discriminação e exclusão? A meu ver, é algo totalmente inconstitucional e deve ser questionado na justiça.

Na prática, quais os prejuízos que essa lei traz para os docentes e outros que estão tendo o tempo de serviço confiscado?

Esse período de maio de 2020 a dezembro de 2021 não contará para efeito de obtenção de eventuais direitos que constem em planos de carreira, como adicionais, licença-prêmio, anuênios, quinquêniios e outros. Na verdade, é como se durante esse período os professores e outros tivessem morrido em relação a esses benefícios. Além de ilegal, imoral, em minha opinião.

E para aposentadoria, esse tempo também está perdido?

Não. Pois os servidores contribuíram normalmente para a previdência no período que não será contado para aquisição de outros direitos.

O que pode ser feito então para reverter os prejuízos?

Prejudicados devem procurar seus sindicatos ou advogado particular para estudar ações que podem ser feitas. Nada de aceitar essa aberração.

Fonte: Dever de Classe

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