Prefeito JHC anuncia 18% de reajuste, mas só vai pagar 3%

Mais uma vez trabalhadoras/es da rede municipal de educação de Maceió têm suas expectativas frustradas em relação à promessas do prefeito JHC. Em evento realizado na manhã desta terça-feira (26), intitulado “Valoriza Educação”, o gestor fez anúncios que não condizem com a valorização que os educadores/as merecem e que não se aplicam na vida real.

A presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, alerta com preocupação sobre a forma com que foram feitos os anúncios. “A forma que ele fala faz parecer que vamos finalmente ser valorizados, e se não prestar atenção nos detalhes a gente começa até a contar com um dinheiro que não vai receber. Quem já atingiu o nível 6 na carreira não está contemplado”.

Em alto e bom som, o JHC prometeu um “aumento salarial” de 18%. Como esperado, foi aplaudido de pé. A realidade é outra, só depois de muito autoelogio ele informou o real reajuste salarial que será pago agora em outubro: 3%. Os 18% se tratam do pagamento de progressões atrasadas (que grande parte da categoria não tem direito).

“Já estávamos buscando judicialmente o pagamento dessas progressões, é um direito nosso que está atrasado. É importante que pague sim, e isso inclusive é uma pauta nossa, uma conquista”, explicou Cícera Ferreira, diretora jurídica do Sinteal.

Sobre os precatórios do FUNDEF: “Ele afirmou que toda a luta para garantir o pagamento foi dele, tentou tirar o mérito do Sinteal e da própria categoria, que fizeram a luta desde 2015, e por fim anunciou o que já tínhamos informado há mais de um mês, que o processo agora está na Justiça Federal”, criticou Consuelo. 

Tentando jogar a categoria contra o Sinteal, ele responsabilizou a ação de bloqueio do sindicato por não ter pago os precatórios até agora. Consuelo esclarece os detalhes: “Ele esquece de mencionar que se não fosse a ação e a luta do Sinteal, o recurso não ficaria nem na educação. Foi a nossa ação que garantiu que o recurso ficasse 100% na educação, e que 60% fosse repassado para os trabalhadores”. 

Para os professores e professoras que estão desde o início da pandemia arcando sozinhos com os custos das aulas online, o prefeito prometeu pagar um auxílio de R$ 125,00 para ajudar a pagar a internet, com retroativo a janeiro deste ano. “Estamos cobrando estrutura desde o início, que foi em março do ano passado. O retroativo, na nossa avaliação, deveria ser com essa data. E ainda aguardamos uma posição sobre os equipamentos, porque o celular e o notebook pessoal dos professores e professoras foram sacrificados e não ouvimos nada sobre reposição”.

Consuelo ressalta também a importância de oferecer condições também aos estudantes que em grande parte não tinham como acompanhar as aulas online por falta de estrutura.

Sobre os funcionários e funcionárias ele disse que também serão contemplados com as progressões e o reajuste de 3%. 

Fonte: Sinteal

O desastre da ocupação criminosa dos EUA no Afeganistão

Pablo Gomes – Jornalista e cineasta

A queda do regime afegão liderado pelo presidente Ashraf Ghani e apoiado pelos EUA foi um dos momentos mais vergonhoso para o imperialismo norte americano nos últimos anos. Desde a criminosa invasão ao país em 2001, a guerra que durou 20 anos só conseguiu ser mantida através de mentiras, torturas, prisões ilegais e assassinato de civis.

Com a retirada das tropas americanas e a eventual queda de Ghani, o grupo terrorista extremista Taliban tomou o poder, provocando desespero em milhares de pessoas que são consideradas inimigas do grupo radical. Imagens de multidões fugindo de Kabul e desesperadamente tentando embarcar em aviões ao se pendurar nas aerovaves que saíam do aeroporto da capital, chocaram o mundo. Ao menos quatro pessoas morreram ao despencar de uma aeronave militar americana enquanto decolava. Um dos mortos era um jovem jogador de futebol de apenas 17 anos.

No mesmo dia que ocupou a capital do país, o Taliban tomou o palácio presidencial e anunciou a formação de um novo governo. O grupo também ocupou a base aérea de Bagram, que até então era controlada por forças da OTAN, liberando mais de 7 mil prisioneiros detidos pelo regime afegão e pelas tropas americanas.

Em 20 anos de ocupação, um total de 146.436 afegães foram mortos por causa da guerra. Cerca de 2.500 soldados americanos, incluindo cerca de 3.900 militares não soldados e 1.144 soldados da ONU estão na lista de mortos pela invasão e ocupação criminosa dos EUA e de seus aliados ao Afeganistão. O custo da guerra, de cerca de 2 trilhões de dólares somente aos EUA, deve também aumentar para cerca de 6.5 trilhões de dólares, o que vai causar um enorme impacto na vida da classe trabalhadora americana, que acabará pagando os custos da ações criminosas do imperialismo. Ou seja, a guerra do Afeganistão apenas causou milhares de mortes, uma dívida gigantesca, e no fim, um resultado catastrófico para centenas de milhares de pessoas envolvidas diretamente e indiretamente na guerra.

O desastre no Afeganistão, no entanto, não é um evento isolado. Desde o colapso da União Soviética e de seu regime Stalinista em 1991, Washington acreditava que sua hegemonia mundial seria responsável por uma “Nova Ordem Mundial” em que os EUA teria o maior controle de todas as decisões políticas e econômicas mundiais. No mesmo ano, em 1991, a Guerra do Golfo no Iraque foi usada como primeira grande demonstraçao de força por parte de Washington como única grande potência mundial econômica e militar do planeta. Uma no depois, em 1992, o Pentágono publica um documento admitindo que o objetivo de Washington é descorajar qualquer nação avançada industrialmente a desafiar a liderança dos EUA ou até mesmo de obter um papel importante no cenário geopolítico mundial.

Essa cartilha, usada até hoje, é o que rege o imperialismo norte americano e sua hostilidade à Rússia e China, que hoje obtem um papel importante em várias regiões do mundo.

A invasão e a guerra do Afeganistão se deu nesse contexto de controle geopolítico mundial liderado por Washington, já que a região é estratégica na Ásia central e Eurásia, o que fortaleceria os EUA contra o avanço da China e Rússia e até mesmo de outras potências imperialistas europeias. O argumento de “Guerra ao Terror” não passava apenas de uma grande falácia, já que grupos radicais islâmicos como Al Qaeda e Taliban foram financiados pelo próprio governo americano nos anos 70 e 80 como tentativa de desestabilizar a União Soviética.

Há alguns meses, eu escrevi nesta coluna… “Depois de duas décadas de invasões no Oriente Médio, e sobretudo, das invasões do Iraque e Afeganistão, o imperialismo americano se vê sem nenhum saldo positivo dessas empreitadas. Pelo contrário, a atual gestão no Afeganistão se vê completamente perdida, dividida entre escândalos de corrupção e sem nenhum avanço político. Anthony Cordesman, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) escreveu recentemente, que o Talibã tem ganhado força e que o regime de Ashraf Ghani está “sem esperança, dividido, corrupto e ineficiente”.  E de fato, a queda do governo Ghani se deu mais rápido do que muitos esperavam.

Mas a humilhante derrota e o desastre causado por Washington no Afeganistão acende um grande sinal de alerta. Os EUA não irão descansar de sua empreitada imperialista e uma possível ofensiva contra o Afeganistão não pode ser descartada. Desde 2001, Washington e seus aliados bombardearam Paquistão, Síria, Líbia, Iraque e Iemen causando uma crise política e econômica imaginária e uma das maiores crises humanitárias dos últimos 100 anos. As agressões de Washington no Oriente Médio, Ásia e Eurásia não irão se acalmar com a cada vez maior força política e econômica por parte da Rússia, e sobretudo, da China. Com a crise do capitalismo, acelerada ainda mais pela pandemia do Covid-19, Wall Street pressionará o imperialismo americano para que o país siga com suas “aventuras militares” a fim de manter a liderança econômica e a fortuna dos EUA, que depende das invasões, guerras e controle de recursos naturais por meio da força e violência.

A crise da pandemia do Covid-19 mostrou ao mundo que a burguesia mundial não tem apreço algum pela classe trabalhadora. Milhões de pessoas perderam suas vidas ou foram afetadas direta ou indiretamente enquanto bancos, Wall Street e a elite política e empresarial lucraram como nunca antes. Se a morte de milhões de pessoas por um vírus sem controle não trouxe nenhum tipo de empatia e/ou remorso por parte da burguesia mundial, ninguém pode acrediar que será diferente com a morte de mais alguns milhões por conta das guerras imperialistas. O  foco de Washington agora é China, Rússia e Irã, países militarmente fortes e com acesso a armamento nuclear. Uma guerra entre esses países teria proporções imagináveis causando milhões de mortos no mundo todo.

O sinal de alerta para a classe trabalhadora no mundo inteiro é que as cenas de horror vistas em Kabul poderão ser vistas em outros locais do mundo à medida que as elites mundiais lideradas por Washington, desestabilize mais regiões em nome do lucro e da tentativa desesperada de salvar o cada vez mais decadente sistema capitalista.

Mamata federal: secretário de Guedes vai receber R$ 4 bilhões do BNDES

(Buenos Aires - Argentina, 06/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Transmissão da Live para as Redes Sociais.rFoto: Marcos Corrêa/PR

Integrante da equipe econômica teve seus fundos de investimentos habilitados em licitação para receber R$ 4 bilhões do BNDES

Depois da revelação de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, escondia conta em paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas, outro integrante da equipe econômica tem seu nome envolvido em ganhos irregulares. Dois fundos de investimento ligados ao secretário Especial de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, foram habilitados em uma licitação de R$ 4 bilhões promovida pelo BNDES, banco público subordinado à sua própria pasta. 

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, um dos fundos é administrado pela mulher do secretário, a empresária Margot Greenman. O outro era controlado por uma empresa que tinha Paes de Andrade em seu conselho de administração, mas, apesar de selecionada, não chegou a concluir o acordo com o banco público.

A licitação do BNDES repassa R$ 4 bilhões a fundos de investimento, que então emprestariam o dinheiro para micro e pequenas empresas. O objetivo era parte de um pacote de apoio para empreendedores em meio à pandemia da Covid.

Ainda segundo a reportagem, o governo criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Capital de Giro, entre outros, e aplicar os R$ 4 bilhões por meio dos fundos de investimento foi uma estratégia para fazer o recurso chegar mais rapidamente ao mercado.

No entanto, dos 12 fundos pré-selecionados, dois têm ligação com Paes de Andrade, que diz não ter influenciado na seleção. Um deles era o BSA FIC FIDC, gerido por uma empresa que tinha em seu quadro societário a Finvest Finanças e Investimentos S.A. Paes de Andrade integrou o conselho de administração da Finvest até o dia 5 de novembro de 2020. Ou seja: ele integrava a gestão da empresa enquanto a licitação ocorria.

O outro fundo ganhador da licitação e que tem relação com o secretário da Economia é o Libra Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios. Este é gerido pela empresa Captalys Gestão LTDA, da qual é sócia a empresária Margot Alyse Greenman, mulher de Paes de Andrade. O próprio secretário também já foi sócio da Captalys, por meio de uma empresa chamada BR Ventures.

Fonte: Brasil 247

Dignidade menstrual: para que suas mãos não estejam sujas de sangue

Natércia Lopes – Professora da Uneal e da Semed Maceió

O Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo e Alagoas reflete essa triste realidade. Estatísticas nos mostram que praticamente metade da população alagoana vive em situação de pobreza ou extrema pobreza, ou seja, com renda mensal que não chega a R$ 500. Os recordes em desigualdades obrigam as famílias, dentre as quais cerca de 92% são lideradas por mulheres, a recorrerem aos programas sociais.

Diante deste cenário desolador, a escassez de recursos torna os corpos que menstruam mais vulneráveis, assim um questionamento se faz necessário: como ter acesso a produtos e condições de higiene adequadas durante a menstruação?

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu em 2014 que o direito a higiene menstrual é um problema de saúde pública e de direitos humanos, em 28 de maio deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, que busca combater a situação de precariedade dos corpos que menstruam.

Segundo o relatório da ONU, uma em cada quatro meninas em período de escolarização não têm condições financeiras para comprar produtos seguros para usar durante a menstruação. Cabe ressaltar que o Brasil é o País que mais tributa absorventes e tampões no mundo, o que inviabiliza a compra destes produtos por quem se encontra em desfavorecimento socioeconômico.

A menstruação para meninas e mulheres que vivem na pobreza cerceia oportunidades de ascensão social através dos estudos. Ainda segundo o relatório da ONU, uma em cada dez meninas deixam de ir à escola para evitar o constrangimento de improvisar com fraldas, pedaços de tecidos, papelão, jornal, a contenção do fluxo menstrual.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) conceitua esse contexto como pobreza menstrual e engloba não só a falta de recursos financeiros para compra de absorventes, mas também a falta de saneamento básico, de água, de informação sobre o tema e de como ele ainda é visto pela sociedade como fatores que potencializam o problema. De acordo com esta instituição, 62% das mulheres que menstruam afirmaram que já deixaram de ir à escola ou a algum outro lugar de que gostam por causa da menstruação, e 73% sentiram constrangimento nesses ambientes. Essa associação da menstruação com a sujeira e a vergonha faz parte de uma construção social patriarcal que constitui uma violência de gênero naturalizada que precisa ser discutida.

A ausência destas alunas na escola prejudica seu desempenho escolar, e aumenta a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, rompendo com a possibilidade destas estudantes de obterem autonomia financeira. A qualidade de vida também é afetada, uma vez que essas meninas e mulheres durante a menstruação deixam de fazer esporte na escola ou na universidade por medo do estigma da “sujeira menstrual”.   

A falta de acesso a itens básicos de higiene no período menstrual faz com que meninas e mulheres acabem por desistir de seu sonho de estudar. A evasão escolar no período da menarca é algo que deve ser combatido com políticas públicas que garantam a dignidade menstrual. A infrequência escolar durante a menarquia não pode ser visto como algo naturalizado.

É necessária a construção da ideia de dignidade menstrual como direito, e da promoção de políticas públicas que facilitem o acesso a condições higiênicas adequadas para que estas meninas e mulheres possam vivenciar a menstruação enquanto um processo natural, sem ser um impeditivo para seu crescimento social e intelectual.

Dignidade menstrual, para que suas mãos, para que nossas mãos, não estejam sujas de sangue!

Turquia desmonta rede suspeita de espionar para Israel

Mídia da Turquia relata que foram descobertos no país agentes da inteligência israelense que espionavam estudantes, particularmente palestinos e envolvidos na indústria da defesa.

A Turquia prendeu 15 pessoas suspeitas de trabalhar para o serviço secreto de Israel, Mossad, informou na quinta-feira (21) o Ministério Público de Istambul, citado pelo jornal Sabah.

Os investigadores disseram acreditar que um grupo de indivíduos na Turquia estava coletando informações e dados de importância para Israel.

Os suspeitos que supostamente colaboraram com os serviços de inteligência de Israel, são acusados de espionagem internacional, referiu na quinta-feira (21) a agência turca Anadolu, citando fontes da Promotoria da Turquia.

De acordo com o Sabah, a rede de espiões foi vigiada durante mais de um ano, e seu objetivo era recolher informações sobre estudantes estrangeiros em universidades da Turquia, particularmente palestinos e os que tinham um futuro potencial na indústria da defesa. Os espiões também foram supostamente encarregados de investigar uma série de outras associações e organizações não especificadas que hospedaram palestinos no país.

Segundo as autoridades de investigação turcas, os suspeitos cooperaram ativamente com os palestinos e sírios que vivem na Turquia, e entregaram os dados ao Mossad. A inteligência de Israel, por sua vez, teria recompensado os agentes através de sistemas internacionais de transferência de dinheiro como os Western Union, Moneygram, Bitcoin, e até por mensageiros.

Fonte: Sputinik Brasil

Do presídio, Roberto Jefferson chama Antonio Albuquerque para a briga

Em carta, o ex-deputado se afasta da presidência do PTB e chama para a briga o deputado Antonio Albuquerque

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, que está preso em Bangu (RJ), se afastou da direção nacional do PTB “por prazo indeterminado, enquanto durar” a sua prisão preventiva. O afastamento se deu por meio de uma carta.

Jefferson agradece aos “leões e leoas do partido”. “Venho por meio desta carta, pedir licença, por prazo indeterminado, enquanto durar essa minha prisão preventiva, da Presidência do Partido Trabalhista Brasileiro. Percebo a necessidade de uma presença mais próxima da gestão partidária, que por razões óbvias eu não tenho podido assumir”, declara Jefferson.

Em outro momento, Jefferson afirma que se formou um grupo conspiratório dentro do partido contra a sua pessoa.

“Nós precisamos agir com rapidez e cuidados. Desvelo e agilidade, o que minha atual condição impede, por isso me licencio. Tenho certeza de que a Graciela Nienov está pronta para o pleno exercício da função, além de contar com o apoio de quase totalidade do diretório e maioria quase absoluta dos presidentes regionais, à exceção de Alagoas e Mato Grosso. Sobre isso preciso discorrer um pouco. Formou-se um grupo conspiratório, após minha prisão, que sendo minoria sem peso na Convenção ou Diretório, tentou levar para o judiciário pretensões que não resistem ao mínimo enfrentamento no Partido, foro adequado para essa querela”, escreveu.

Em seguida Jefferson que acusa Antonio Albuquerque de conspirador, parte para o ataque: “Coronel Antônio Albuquerque, homem em armas, tem longa história de pistolagem, várias acusações como mandante de homicídios, prisões e investigações em processos e CPIs de pistolagem. Seu filho Deputado Nivaldo, é uma dama, gentil , delicado, incapaz de uma truculência. Tanto que o coronel Albuquerque supre suas fragilidades frequentemente. Sempre em Brasília é o líder de fato da bancada federal. Cuida de seu frágil rebento como uma donzela virginal, pois passa suas semanas no apartamento funcional do filho em Brasília. Há até uma brincadeira que se faz no partido sobre esse cuidado extremado do coronel para com seu filho, maior de idade e quase quarentão, lembrando um título de famosa peça de teatro encenada com sucesso nacional: “Toda donzela tem um pai que é uma fera”.

Em outro trecho, Jefferson faz acusações gravíssimas contra o deputado alagoano: “Por razões políticas inexplicadas, o filho do Coronel Albuquerque foi baleado com 6 disparos , Deus o salvou. O zeloso pai, é suspeito de brutal execução de 4 dos 5 autores. Um promotor e uma juíza, que investigam essas mortes por justiçamento, ameaçaram pedir a prisão do Coronel. A resposta veio num ameaçador discurso feito na Assembleia alagoana,  o que fez recuarem os dois integrantes do judiciário. Peço que degravem e juntem esse discurso à justiça federal. Também o vídeo”.

Apesar de está preso por atentar contra a democracia e o Supremo Tribunal Federal, Roberto Jefferson não tem poupado os que ele julga como obstáculo em sua cruzada do bem contra o mal.

Redação com Revista Forum

Áudio vazado: governo Bolsonaro é fantoche dos banqueiros!

Áudio vazado revela influência do dono do BTG Pactual nas políticas do BC

Áudio obtido pelo Brasil 247 revela que o dono do BTG Pactual, o banqueiro André Esteves, tem preferência pelo PSDB, critica a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) e elogia Michel Temer (MDB), um dos articuladores do golpe de 2016.

Na conversa, Esteves também conta que, no dia em que vários secretários de Paulo Guedes pediram demissão, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o procurou.

Além disso, André Esteves comenta sobre uma sobre provável vitória de Lula (PT) em 2022 e afirma que ainda terão “dois anos de Roberto Campos Neto” como presidente do Banco Central (BC).

As eleições de 2022 também entraram na pauta da conversa, para o banqueiro o presidente Jair Bolsonaro é o favorito “se ficar calado”.

Fonte: Revista Forum

Golpe de Estado no Sudão: premiê e funcionários detidos por militares

Na madrugada desta segunda-feira (25), forças militares não identificadas invadiram a casa do primeiro-ministro do Sudão Abdalla Hamdok, que está agora em prisão domiciliar, de acordo com portal Arab News.

Além disso, quatro ministros do país africano e um representante civil do Conselho Soberano também foram presos, informa o portal, citando informações do canal de TV Al-Hadath.

Segundo relatos, um assessor do primeiro-ministro foi detido depois que as forças militares invadiram sua casa.
Por sua vez, a Associação de Profissionais do Sudão (SPA, na sigla em inglês), uma coalizão de sindicatos que se opõe aos militares do país, apelou às pessoas para que saiam às ruas e resistam ao golpe militar.

Em um comunicado emitido hoje (25), a SPA informou que estava exortando as pessoas para ocuparem as ruas e declararem “estado de resistência e desobediência civil”.

Atualizações – informações de golpe militar no Sudão: Altos funcionários do governo detidos, premiê Hamdok está em prisão domiciliar. General Burhan deve anunciar o estado de emergência. Falhas de conexão da Internet em Cartum. Manifestantes bloqueiam estradas de Cartum para protestar contra prisões.

No domingo (24), a polícia de Cartum, capital do país, usou gás lacrimogêneo contra manifestantes que exigiam a transferência de poder dos militares para um governo civil, informou um jornalista da Sputnik.

Na quinta-feira (21) vários milhares de manifestantes realizaram protestos nas principais cidades do Sudão gritando “Entrega o poder, Burhan” dirigindo-se ao chefe do Conselho, general Abdel Fattah al-Burhan.

O mandato de transição do Conselho Soberano do Sudão , composto por 11 membros, expira no próximo mês. Depois disso, o conselho militar deverá entregar o poder ao governo civil.

Em abril de 2019 ocorreu um golpe de Estado militar no país, desencadeado por protestos populares em massa que começaram em meio a uma profunda crise econômica e ao declínio dos padrões de vida.

O então presidente Omar al-Bashir, que governou a nação africana durante 30 anos, foi removido do poder e mais tarde preso. No mesmo ano, o chefe do conselho militar de transição do Sudão, al-Burhan, assumiu o cargo do Conselho de Soberania do país, que prometeu entregar o poder às autoridades civis após um período de transição.

Fonte: Sputnik Brasil

Empresas de ex-mulher de Bolsonaro devem R$ 325,5 mil à União

Citadas em investigação do Ministério Público do Rio sobre suposta “rachadinha” no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), as empresas da segunda ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, acumulam dívidas de R$ 325,5 mil com a União. Três CNPJs ligados a ela estão inscritos na dívida ativa por tributos que não foram pagos. São débitos previdenciários ou de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Também há multas trabalhistas e outras pendências tributárias.

As empresas de Ana Cristina são citadas em relatórios de inteligência financeira na investigação sobre suposta “rachadinha” (desvio de salários) de assessores de Carlos. Os documentos mostraram movimentações “atípicas” em suas contas. Em uma delas, a Valle Ana Consultoria e Serviços de Seguros, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) constatou saques fragmentados que ultrapassaram R$ 1 milhão.

No levantamento feito pelo Estadão na lista de devedores, essa é a empresa que concentra a maior parte das dívidas registradas. São R$ 241,6 mil no total. Na Receita Federal, a Valle Ana consta como inapta desde outubro de 2018.

Os promotores obtiveram na Justiça, em maio deste ano, a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados. A medida atingiu as empresas de Ana. No pedido enviado ao juiz Marcello Rubioli, eles citaram o relatório do Coaf que apontou possíveis atos suspeitos.

Mais de mil saques No caso da Valle Ana Consultoria e Serviços de Seguros, os promotores citaram à Justiça que os saques se deram de modo fragmentado, parecido com a tendência que também era observada na investigação que mira o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). Foram 1.185 retiradas no CNPJ de Ana Cristina entre 2008, ano em que ela saiu do gabinete, e 2014. Uma média de pouco menos de R$ 1 mil por vez. Flávio já foi denunciado, com outros réus, por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita.

O Coaf alertou que a empresa tem os saques em espécie como principal forma de saída de recursos, “dificultando a identificação da real utilização dos valores”. O MP mostra que Ana tem 90% da sociedade da empresa, e os outros 10% pertencem a uma mulher que também empregou familiares no gabinete do Carlos. Por isso, as empresas entraram numa espécie de “subnúcleo” da investigação, vinculadas ao núcleo da família Valle.

Adriana Teixeira da Silva Machado teve a mãe, Luci Teixeira da Silva, nomeada no gabinete durante dois anos. E seu irmão, Luiz Claudio Teixeira da Silva, trabalhou para Flávio Bolsonaro. “Tais vínculos, associados à expressiva movimentação de dinheiro em espécie na conta da Valle Ana Consultoria, sugerem a possibilidade de que Ana Cristina Siqueira Valle possa ter indicado parentes de sua sócia para atuarem como ‘funcionários fantasmas’, de modo a viabilizar o desvio dos recursos públicos destinados à sua remuneração (…)”, afirma o MP.

Em outro ponto, a Promotoria destaca que as movimentações financeiras nas empresas podem “reforçar a hipótese de que (os CNPJs) possam ter sido utilizadas para ocultação do desvio de recursos públicos oriundos do esquema de ‘rachadinha.'” Outras três empresas são citadas, mas de modo mais genérico.

Grande volume de depósitos

Os relatórios do Coaf também apontam depósitos vultosos feitos por Ana Cristina na própria conta. Em março de 2011, ela depositou R$ 191,1 mil; quatro meses depois, mais R$ 341,1 mil.

O MP também investiga a atuação de Ana Cristina no mercado imobiliário enquanto esteve casada com Bolsonaro, com uso de dinheiro vivo e o pagamento de valores supostamente subfaturados. O MP cita essas ações no pedido de quebra de sigilo, junto com novos indícios descobertos por meio dos relatórios do Coaf.

Procurada, defesa de Ana Cristina Valle afirmou que não iria se manifestar. O Estadão não conseguiu contato com Adriana Teixeira.

Fonte: Uol

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