Ciência e obscurantismo

André Cabral – Historiador e professor

As doenças sempre fizeram parte da história da humanidade, em todos períodos históricos. Na antiguidade, a hanseníase, na idade média, a peste negra provocou 50 milhões de mortos (Europa e Ásia) e na época a Igreja católica difundia ideia que castigo de Deus aos pecados dos Homens. Mas na verdade era falta de higiene e saneamento das cidades, as populações conviviam com os ratos urbanos. Cólera levando a morte centenas de milhares entre 1817 a 1824. Conhecida desde a Antiguidade, teve sua primeira epidemia global e em seguida veio a TUBERCULOSE, 1 bilhão de mortos, de 1850 a 1950; VARÍOLA 300 milhões de mortos – 1896 a 1980, dengue no Brasil e a AIDS nos idos de 1980, onde o mundo foi sacudido pela Síndrome da imunodeficiencia.

Durante o período ditatorial de 1964-1985 o Brasil foi sacudido por um surto de meningite, os militares incentivavam a vacinação, que era obrigatória. Hoje nos deparamos com um governo federal que nega de forma veemente a ciência. O presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, difundem fake news, dificultou a campanha contra a vacinação desde o inicio da pandemia de Covid e de forma irresponsável o governo difundia os medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina , azitromicina e ivermectina   que foram  utilizados em pacientes hospitalizados por conta da Covid-19, onde segundo O COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO SUS ”os medicamentos do “kit covid” foram testados e não mostraram nenhum tipo de benefício clínico para os pacientes com Covid-19. “Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados”, afirma o documento.”

Grupos antivacinas espalham pelo mundo as ideias contra a vacinação, questionando um dos maiores avanços da saúde mundial, as vacinas. Temos na Espanha, a Liga para a Liberdade da Vacinação. Trata-se de um movimento naturalista que, antes que a liberdade, defende a antiimunização,  segundo o jornal espanhol EL PAÍS Brasil. A figura de maior destaque mundial do movimento é o médico britânico Andrew Wakelfield, em que em 1988 publicou na prestigiosa revista The Lancet um estudo afirmando que a tríplice viral contra sarampo, rubéola e caxumba causava autismo, sendo expulso da Ordem dos Médicos do Reino Unido.

Nos deparamos no contexto do século XXI com a volta do obscurantismo, parece que retrocedemos para idade média, onde alguns afirmam que a terra é plana, negam que o homem tenha chegado à lua e os que acreditam que o ser humano coexistiu com os dinossauros e outras invencionices, será que votamos para o teocentrismo? Onde a intuição católica afirmava que a doença da peste negra era castigo de Deus aos pecados dos Homens, durante a idade média.

A Partir da idade moderna, a classe social que acendia era a burguesia com o desenvolvimento do comércio na Europa, o movimento denominado de Renascimento, onde a razão (Ciência) prevalecia sobre o mito, humanidade começou a ser dotado de razão, desenvolveu as ciências por onde superamos os problemas que afligem a humanidade até os dias de hoje.

Foram as vacinas que superaram as endemias e pandemia em cada recanto da terra. Apesar do sistema capitalista e seus laboratórios terem lucros exorbitantes com as vacinas não podemos perder a perspectiva da racionalidade, mas colocamos a saúde a serviço da maioria dos oprimidos.

Assevera o compositor Raul Seixas em um trecho de letra cambalache “Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados Contentes e frustrados, valores, confusão”

Médico recebeu 1,3 milhão para defender ivermectina e criticar vacina

Negócio lucrativo: Médico que criticou as vacinas e espalhou maravilhas sobre o ivermectina no tratamento para a Covid-19 recebeu R$ 1,3 milhão de farmacêutica produtora do remédio

O médico português Antonio Pedro Machado, um dos principais defensores da ivermectina como método de tratamento para a COVID-19 na Europa, recebeu, desde 2014, mais de 224 mil euros de uma farmacêutica que produz e fornece o medicamento. A informação é da CNN Portugal.

O pagamento partiu da A. Menarini Portugal – Farmacêutica, S.A., pertencente ao Menarini Group, empresa que fabrica o Ivecop, medicamento à base de Ivermectina.

Ao todo, Machado recebeu 224.184 euros (R$ 1,3 milhão de reais na cotação de hoje) de diversas formas diferentes. Uma parte era por meio de patrocínios para conferências e outra parte em pagamentos por consultorias ao grupo farmacêutico.

Somente um evento do grupo, organizado pelo médico, em 2021, rendeu 119 mil euros para Machado.

Já foi comprovado que a Ivermectina não tem qualquer efeito no combate contra a Covid-19 e o principal órgão em saúde e vigilância sanitária de Portugal, a Autoridade Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), a Anvisa de Portugal, não recomenda o uso desse medicamento. A vacina é o método mais certo que se tem registro para atenuar a doença.

Diante das denúncias, o médico, também crítico das vacinas, se pronunciou e admitiu que fez trabalhos de consultoria para a Menarini, mas preferiu não comentar se a defesa do medicamento contra o coronavírus era um conflito de interesses.

Fonte: Pragmatismo Politico

Servidores do Detran fazem manifestação por concurso público e realinhamento salarial

Os servidores do Detran realizaram na manhã dessa terça-feira, 15/02, uma assembleia geral para avaliar o quadro da mobilização da categoria e decidir sobre a continuidade das paralisações de advertência. A categoria decidiu por nova paralisação nos dias 16 e 17 e intensificar a mobilização.

Os servidores do órgão também decidiram ir em carreata até a Assembleia Legislativa em busca de apoio para uma mediação dos deputados com o governador Renan Filho (MDB). Na Assembleia Legislativa, os servidores do Detran se juntaram com os aprovados do concurso da polícia civil e militar e pressionaram o governador na saída, que teve que ouvir palavras de ordem e as reivindicações da categoria.

Para Roberto Martins, vice-presidente do Sinsdal, “os servidores deram uma grande demonstração de unidade e força, o que vai fortalecer a paralisação de 48 horas e fazer crescer o movimento.” Para o professor Luizinho, que representou a CUT na atividade, “a luta dos servidores do Detran é justa e o concurso público é necessário para que o órgão continue prestando serviço de qualidade para a população”.

Na pauta da categoria está a realização de concurso público e o realinhamento na tabela salarial.

Presidente da Alesp negociava a entrega de dois hospitais para médico condenado a 200 anos de prisão

Grampos mostram presidente da Alesp, Pignatari, atuando para entregar hospitais a médico condenado a 200 anos de prisão. O médico Cleudson Garcia Montali foi condenado a 200 anos de prisão por liderar uma organização criminosa envolvida no desvio de R$ 500 milhões da Saúde

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Civil registraram uma conversa entre o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado Carlão Pignatari (PSDB), e o médico Cleudson Garcia Montali, condenado a 200 anos de prisão por liderar uma organização criminosa envolvida no desvio de R$ 500 milhões da Saúde.

Segundo o Estado de S. Paulo, Pignatari negociava a entrega da administração de dois hospitais para organizações sociais do grupo de Montali.

No diálogo, Montali presta contas ao deputado de suas ações. 

A conversa foi gravada quando o médico já era investigado pela polícia e pelo Ministério Público Estadual. Ele foi alvo da Operação Raio X, que apurou fraudes na gestão de hospitais de 27 cidades em quatro estados: Pará, São Paulo, Paraíba e Paraná. 

A investigação teve sua primeira fase deflagrada em 2020, mas nasceu dois anos antes. No primeiro ano de pandemia, buscas foram realizadas no gabinete do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). 

No início de 2022, a polícia realizou uma nova fase da operação, desta vez cumprindo mandados de busca na casa do ex-governador Márcio França (PSB). A ação foi vista como política.

Carlão Pignatari, até o momento, não era investigado.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro legaliza destruição de rios da Amazônia

Além de mais uma forma de ataque ao meio ambiente promovida pelo atual governo, medida estimula trabalho em condições análogas à escravidão

Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) que determina o estímulo à “mineração artesanal” na Amazônia Legal representa um ataque ao meio ambiente e deve aprofundar as condições análogas à escravidão vivenciadas por garimpeiros na região. A constatação é de entidades e movimentos populares que atuam no tema da mineração, que criticam ainda o lobby de empresários junto ao governo federal.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta segunda-feira (14), a medida explica que a “mineração artesanal e em pequena escala” representa a “extração de substâncias minerais garimpáveis”.

O decreto também cria a Comissão Interministerial para o Desenvolvimento da Mineração Artesanal e em Pequena Escala (Comape), composta por representantes do próprio governo e sob coordenação do Ministério de Minas e Energia. Clique aqui e leia a íntegra do documento.

O Brasil de Fato conversou com Isabel Cristina, integrante da coordenação nacional do Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e membro do Coletivo Baixo Amazonas/Tapajós.

Segundo ela, “o decreto atende apenas os interesses do atual governo e, em particular, dos empresários que estão financiando o garimpo ilegal aqui na região amazônica”.

Moradora da região, a integrante do MAM questionou o interesse por trás da prioridade estabelecida à atividade justamente na Amazônia: “No artigo 10, o decreto prioriza a exploração mineral apenas na região amazônica. Ou seja, na Amazônia Legal. Qual é o interesse do governo em relação isso? Simplesmente, oficializar a exploração que já está acontecendo ilegalmente”.

Isabel Cristina aponta ainda que a medida serve também para “oficializar o trabalho escravo e a exploração do trabalho dessas pessoas, que estão necessitadas, e que veem o garimpo como uma alternativa de sobrevivência”.

Sem incentivos para permanecer na agricultura, integrantes pobres de comunidades ribeirinhas vêm abandonando o roçado para se dedicar ao garimpo, que oferece alta e rápida lucratividade, enquanto produz graves danos socioambientais e acentua a histórica desigualdade social na região.

Na visão do MAM, o decreto exclui as comunidades e populações afetadas pelo garimpo e pela mineração ao determinar que “poderão ser convidados representantes de entidades públicas ou de outras instituições para participar das reuniões, mas sem direito a voto nas decisões”.

“Isso serve para fragilizar ainda mais as lutas comunitárias, as lutas dos territórios, ou seja, colocando os indígenas contra os próprios indígenas, os quilombolas contra os próprios quilombolas e as comunidades tradicionais contra as próprias comunidades tradicionais. É um sinal de alerta muito grande. Tempos que aprender e, principalmente, fortalecer as organizações populares de base para enfrentar a organicidade do agrominério”, afirma.

O garimpo na Amazônia

A explosão da mineração ilegal na bacia do Rio Madeira, na Amazônia, ganhou atenção no ano passado e foi detectada em estatísticas por um levantamento do Mapbiomas. Segundo a organização, a área atingida mais do que dobrou entre os anos de 2007 e 2020, saltando de 37,5 para 96,6 quilômetros quadrados, o equivalente a todo o perímetro urbano de São Bernardo do Campo, cidade na região metropolitana de São Paulo. 

“A conservação da Amazônia é um elemento central quando falamos sobre os esforços globais para conter a crise climática e da biodiversidade. A extração do ouro causa sérios impactos no ecossistema e certamente está aprofundando a crise ecológica do bioma”, afirma Carolina Marçal, porta-voz da campanha Amazônia do Greenpeace, em reportagem publicada pelo Brasil de Fato em dezembro.

Foto: Brasil de Fato

Judiciário é usado para atacar greve de servidores em Florianópolis

Pedido de prisão, bloqueio de contas do sindicato e cobrança de multa de R$ 100 mil/dia de dirigentes e servidores públicos em greve; ação truculenta caracteriza prática antisindical

O Sintrajufe/RS publicou nota repudiando ação truculenta e reforçando apoio à luta dos trabalhadores. Leia a nota:

Os trabalhadores e trabalhadoras da saúde, da assistência social, da educação e de outros setores da Prefeitura de Florianópolis estão, desde a quarta-feira passada, dia 9, em greve. A luta é contra as políticas de desmonte dos serviços públicos e precarização do trabalho conduzidas pelo prefeito Gean Loureiro (DEM). A greve já sofre, porém, com a perseguição por parte de Loureiro, que pediu à Justiça Estadual a prisão de lideranças da greve, vinculadas ao Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem). A luta é contra a privatização dos serviços de coleta de lixo, reajuste para servidores da saúde, cumprimento do acordo coletivo com os trabalhadores da educação e pelo chamamento dos aprovados em concurso para a assistência social, entre outras pautas.

O sindicato denuncia que, desde que assumiu a prefeitura, Gean Loureiro, que agora quer ser candidato a governador, “insiste em sua política brutal de privatização que pune o povo e os trabalhadores da cidade. Deste 2017, quando assumiu o cargo, suas investidas têm o mesmo objetivo: desvalorizar os trabalhadores e quebrar o serviço público para fazer a população acreditar que a privatizar e terceirizar são a solução”. Ainda conforme o sindicato, na saúde, faltam remédios, investimentos em estrutura e valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras que atendem à população em meio à pandemia; na educação, o prefeito não cumpre o acordo coletivo e a lei do piso do magistério; na assistência social, a Prefeitura não chama os aprovados em concurso, deixando cargos vagos, e Cras, Creas e casas de acolhimento, mal conseguem realizar os atendimentos necessários.

O principal item de pauta da greve refere-se à Comcap, autarquia responsável pela coleta de lixo na capital de Santa Catarina. Isso porque está em marcha um desmonte da Comcap, com terceirização de serviços e precarização do trabalho de servidores e servidoras. O Sintrasem denuncia que “a categoria está em discussão de Data-base desde novembro, mas a prefeitura insiste em atacar cláusulas importantes como a garantia de emprego e a proibição das terceirizações”. Segundo o sindicato, “o acordo coletivo dos trabalhadores da Comcap, que garante direitos conquistados pela categoria ao longo de décadas, está sendo rasgado pelo prefeito” e “o maior interesse do prefeito é beneficiar a máfia do lixo”. Hoje, as terceirizadas que atuam na limpeza urbana ganham milhões para fazer um péssimo trabalho no Norte e no Continente, e também com a varrição mecânica do Centro”.

Pedido de prisão, bloqueio das contas, multa diária e ataque às contas pessoais de dirigentes e grevistas; para empregador, greve é “tumulto”

A greve foi decretada na quarta-feira e na quinta, 10, a Justiça deferiu a medida liminar solicitada pela prefeitura e declarou ilegal a greve. A Desembargadora Sonia Mara Schmitz ainda determinou que, em caso de manifestação, que aconteça a uma distância de 450 metros de imóveis públicos destinados às atividades objeto dos protestos. Caso a liminar não seja cumprida, a juíza decidiu pela aplicação de uma multa diária de R$ 100.000,00. No caso da multa, a prefeitura ainda pediu que os dirigentes da entidade e os grevistas respondessem subsidiariamente pelo pagamento, ou seja, as contas pessoais dos dirigentes e dos grevistas serviriam para pagar a multa arbitrada pelo judiciário.

Após a decisão, a Prefeitura moveu novo procedimento cível, pedindo a prisão das lideranças da greve. Na ação, também é requerido que os trabalhadores “se abstenham de tumultuar a prestação dos serviços em todas as unidades/sedes da Prefeitura Municipal de Florianópolis, de bloquear o acesso às respectivas unidades e de constranger servidores e empregados que não aderiram à paralisação”, que haja “o restabelecimento imediato e integral de todos os serviços atingidos pelo movimento paredista com o retorno dos servidores ao exercício de suas funções” e “a majoração da multa diária para R$ 500.00,00 (quinhentos mil reais) por reiteração de descumprimento de ordem judicial”. Pede, ainda, autorização para desconto dos dias não trabalhados e “instauração dos devidos processos administrativos disciplinares”. Decisão da Desembargadora Sonia Maria Schmitz, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, de 11 de fevereiro, agravou a multa diária de R$ 100.000,00 para R$ 300.000,00, além do bloqueio online de R$ 100.000,00 (cem mil reais) de eventuais ativos financeiros depositados em contas bancárias de titularidade do Sintrasem.

Sintrajufe/RS manifesta apoio aos trabalhadores e trabalhadoras e exige respeito ao direito de greve

O Sintrajufe/RS divulga abaixo moção de apoio, cujo modelo foi sugerido pelo Sintrasem, repudiando a tentativa de perseguição política e de ataque ao direito de greve e de luta dos trabalhadores e das trabalhadoras. A luta dos servidores e das servidoras de Florianópolis em defesa de seus direitos e dos serviços públicos oferecidos à população é digna e justa e merece ser tratada como tal. Nenhuma entidade ou categoria está a salvo de medidas autoritárias e antissindicais como essa.

Nós, do Sintrajufe/RS, viemos expressar todo apoio a greve dos trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis impulsionada pelo Sintrasem, que iniciou em 9 de fevereiro de 2022, pelo cumprimento e manutenção do acordo coletivo na Comcap e Prefeitura Municipal de Florianópolis, em defesa do concurso público e chamamento dos aprovados no concurso público, fim das terceirizações, cumprimento da lei do piso do magistério, pagamento da lei do plano de carreira do quadro civil, fim da política de assédio moral e perseguição política.

O governo Gean Loureiro (DEM) não recebeu em nenhum momento a entidade sindical durante a greve e de maneira autoritária e com prática antissindical, ameaça os grevistas, inclusive com pedido de demissão e prisão da direção do sindicato.

Exigimos que se respeite o direito de greve e livre organização sindical, com abertura imediata de mesa de negociação, para que a pauta de reivindicações possa ser discutida e uma proposta que atenda a categoria seja apresentada.

Direção Executiva do Sintrajufe/RS

Demais entidades e personalidades que aderirem a campanha de moções devem enviar e-mails para:

PREFEITO GEAN LOUREIRO
E-mail:
 geanloureiro@pmf.sc.gov.br
Telefone: (48) 3251-6060

Presidente da Câmara Municipal de Florianópolis
ROBERTO KATUMI
E-mail:
 vereadorkatumi@gmail.com
Telefone: (48) 3027-5783

Secretário Casa Civil
EVERSON MENDES
E-mail: 
gabinete.smcc@pmf.sc.gov.br
Telefone: (48) 3251-6069

Secretário de Administração
RONALDO FREIRE
gabinete.sma@pmf.sc.gov.br
(48) 3251-5900

Desembargadora Sonia Maria Schmitz
E-mail: 
wgabsms@tjsc.jus.br
Telefone: 3287-3842

Enviar cópia para: sintrasem@sintrasem.org.br

Fonte: Sintrajufe/RS

Estados Unidos ameaçam guerra com a Rússia

Pablo Gomes – Jornalista e cineasta

O avanço da OTAN no leste europeu e a intensificação da crise na Ucrânia acendeu mais um alerta no mundo inteiro. Desta vez, uma ameaça de guerra na Europa que pode se estender rapidamente para outros continentes.

Nas últimas semanas, Washington tem alegado que há uma ameaça iminente de que a Rússia pode invadir a Ucrânia a qualquer momento. Embora Moscou negue a possibilidade de um ataque, Washington já enviou mais de 8 mil soldados para a região. Moscou alega que o objetivo de Washington é colocar a Ucrânia contra a Rússia, intensificando ainda mais as tensões políticas e militares entre os dois países, que desde a derrubada do presidente pró-russia Viktor Yanukovych em 2014, enfrenta conflitos na fronteira com a Rússia,  provocados por forças paramilitares ligada a grupos fascistas e neonazistas.

A mais recente crise faz parte da pressão dos EUA para que a Ucrânia entre na OTAN. Moscou tem respondido com firmeza às provocações de Washington e afirma que não irá tolerar a entrada da Ucrânia à organização. “Não somos nós que estamos movendo  em direção à OTAN, é a OTAN que está se movendo em nossa direção. Por isso, dizer que a Rússia se comporta de forma agressiva, no mínimo não corresponde à lógica do senso comum”, afirmou recentemente o presidente russo Vladimir Putin em uma coletiva de jornalistas europeus.

A Ucrânia faz parte de uma região estratégica para os russos e obviamente Moscou também tem seus interesses geopolíticos e econômicos. No entanto, não é preciso se esforçar muito para compreender que Washington e seus aliados é quem são a grande ameaça. É Washington que nos útlimos vintes anos invadiu países soberanos como o Afeganistão e o Iraque e que tem desestabilizado por duas décadas, países como a Líbia, Síria e Paquistão. Os conflitos na Ucrânia e a crise política em 2014 também foram orquestradas por Washington. Moscou tem consciência do perigo de ter tropas da OTAN estacionadas ao lado de sua fronteira.  Além disso, com a entrada da Ucrânia na OTAN, Washington pretende ter mais controle das regiões do Mar Negro, Mar Caspio e da Caucasia, isolando a Rússia e bloqueando seu acesso à regiões do Oriente Médio, Asia central e das fronteiras ocidentais da China, locais onde o país tem pontos militares estratégicos.

Embora a Rússia já tenha afirmado que não irá tolerar a entrada da Ucrânia à OTAN, Washington afirma que tal decisão é inegociável e que já prepara sanções econômicas contra Moscou. Na última semana, os EUA ameaçaram cortar o acesso russo ao sistema financeiro global SWIFT para transações em dólares, o que exclui a Rússia de boa parte da vida economica mundial.

Na última sexta-feira (11/02/2022), oficiais americanos voltaram a dizer que uma guerra entre EUA e Rússia é iminente. Enquanto isso, CNN, The New York Times e parte da grande imprensa americana tenta convencer os americanos de que uma guerra contra a Rússia é novamente parte da odisseia de Washington em favor da democracia. Ao mesmo tempo, grupos críticos de um eventual conflito entre EUA e Rússia também tem minimizado a gravidade dos fatos. O jornalista americano Glenn Greenwald chegou a retuitar um comentário no Twitter que ironiza a estratégia da Casa Branca como “excelente”. “Se a Rússia realmente invade a Ucrânia, o mundo ficará sabendo que Washington estava dizendo a verdade. Se não tem invasão, Biden emerge como o líder que fez Putin se acovardar”.

Washington tem noção que um conflito entre EUA e Rússia não ficaria apenas isolado no leste europeu. Tal guerra rapidamente se alastraria pelo continente europeu puxando França, Alemanha, Espanha, Itália, Reino Unido e demais potências para o lado da OTAN, e obrigando a entrada de aliados da Rússia, como é o caso da China, para o lado oposto. Isso sem falar do fato de que a Rússia tem armamentos nucleares, o que obrigaria Moscou a usar seu arsenal nuclear em caso de um conflito mais intenso. A devastação de um conflito nuclear causaria uma crise humanitária jamais vista na história da humanidade.

Muitos podem achar que tal cenário apocalíptico seja um exagero. No entanto, tanto o Departamento de Estado dos Estados Unidos quanto o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha já ordenaram a saída de diplomatas e cidadãos que ainda estão na Ucrânia. O mesmo alerta foi dado por embaixadas do Reino Unido, Japão, Nova Zelândia, Holanda, Coreia do Sul e Austrália, que também aconselham que cidadãos de seus países deixem o quanto antes a Ucrânia por questões de segurança. O próprio presidente dos Estados Unidos já havia declarado e pedido para que cidadãos americanos deixassem o país porque as “coisas podem sair do controle rapidamente” e acrescentou que o conflito pode se tornar numa “guerra mundial”.

O desejo de Washington por guerra é uma ação deliberada. Com a crise global do capitalismo e as tensões geopolíticas aprofundadas por essas crises, o imperialismo americano e seus aliados não tem outra opção a não ser atacar seus adversários políticos e econômicos, neste caso, a China e a Rússia.  Nos EUA, a catástrofe sanitária causada pelas medidas criminosas anti-vacina e anti-lockdown nos últimos dois anos, além da perda de trabalho e direitos, tem criado uma uma grande insatisfação da classe trabalhadora contra as adminstrações Trump e Biden. Uma guerra seria a desculpa perfeita das elites mundiais para não só lucrar com o aparato militar, mas  atacar qualquer resistência interna da classe trabalhadora aos desmandos com a pandemia do COVID-19. Uma guerra contra Rússia cria as condições perfeitas para as elites americanas implantarem um programa nacionalista que tira do foco os problemas internos criados por elas mesmas ao mesmo tempo que demoniza adversários políticos como a China, Rússia e Irã.

A classe trabalhadora no mundo inteiro (sobretudo americanos e russos) precisa se opor a qualquer tentativa da burguesia de criar uma guerra que poderá rapidamente se espalhar pelos cinco continentes. Um conflito armado entre EUA e Rússia dificilmente ficaria isolado e custaria a vida de milhões de pessoas. A tragédia da COVID-19, intensificada pela condução criminosa e incompetente da burguesia, é um exemplo claro de que líderes mundiais não pensariam duas vezes em colocar a população mundial em risco novamente, mesmo que desta vez, em vez de centena de milhares de mortos, o número de vítimas fatais ultrapasse a barreira de milhões.

Governo Bolsonaro financia desmatamento na Amazônia

BNDES empresta R$ 29 mi para desmatadores da Amazônia financiarem tratores. Fazendeiros com terras embargadas pelo Ibama obtiveram empréstimos com dinheiro público intermediados pelo banco John Deere, que pertence à maior montadora de máquinas agrícolas do mundo.

Fazendeiros flagrados pelo Ibama desmatando a Amazônia conseguiram empréstimos com dinheiro público a juros subsidiados para comprar tratores e outras máquinas agrícolas, apesar de seu histórico de reiteradas infrações ambientais. Os empréstimos foram concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e operados pelo banco John Deere, que é o braço financeiro da fabricante de máquinas que o controla – e que vendeu os equipamentos.

Ao todo, BNDES e John Deere financiaram R$ 28,6 milhões em maquinário para cinco produtores com embargos em seu nome emitidos pelo Ibama por desmatamento. Uma resolução do Banco Central do Brasil veda a concessão de crédito rural para propriedades na Amazônia sobre as quais recaem embargos, mas não impõe restrições para que os donos dessas áreas obtenham empréstimos para outras fazendas. Porém, entre os casos levantados pela reportagem, há empréstimos destinados a locais onde o produtor possui apenas uma propriedade – e embargada.

O mapeamento feito pela Repórter Brasil, com base na plataforma de dados Florestas e Finanças, mostra ainda financiamentos para produtores que deram um calote no Ibama. Ao todo, 11 fazendeiros que compraram máquinas John Deere acumulam um total de R$ 31,4 milhões em multas ambientais nunca pagas — o montante total dos empréstimos do BNDES, R$ 39,7 milhões, daria para quitar as dívidas com sobra.

“É dinheiro dos contribuintes para o agronegócio que está desmatando. Além dos juros, que são muito melhores do que qualquer outro financiamento, os produtores podem obter anistia no pagamento [dessa dívida] em casos como ataques de pragas, secas ou qualquer problema que prejudique a safra. É um risco que deveria ser assumido pelos plantadores de soja, mas acaba ficando para os cofres públicos”, critica Philip Fearnside, cientista do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia e vencedor do Nobel da Paz com a equipe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) em 2007.

Os financiamentos investigados nesta reportagem foram feitos na modalidade indireta automática, em que o BNDES libera o crédito, mas quem realiza o contrato é outra instituição financeira. É uma forma de o banco público reduzir sua exposição a riscos e falta de pagamentos.

Em resposta aos questionamentos da reportagem, o BNDES informou que exige dos tomadores de crédito a “assinatura de declarações em que se ateste a inexistência de infrações de natureza ambiental previamente à celebração de qualquer contrato”. Também informou que a responsabilidade de verificar “o atendimento de tais exigências” é do banco parceiro, no caso da John Deere. Apesar disso, em sua página na internet, o banco admite que a aprovação do crédito é sua responsabilidade: “Passo 4: O BNDES avalia a solicitação, observa se está de acordo com as normas e, em caso positivo, autoriza o financiamento”.

A John Deere, por sua vez, frisou que “cumpre rigorosamente” as normas para concessão de crédito, “com avaliação criteriosa da área que será beneficiada com determinado produto”. As manifestações completas podem ser lidas neste link.

Repórter Brasil tentou checar a legalidade dos empréstimos a fazendeiros desmatadores concedidos pelo BNDES e operados pelo banco John Deere, mas não conseguiu. O banco público se recusa a fornecer o número do Cadastro Ambiental Rural utilizado para solicitação de financiamento e, sem ele, não é possível confirmar se a resolução do Banco Central foi ou não respeitada. “Em relação aos Cadastros Rurais (CARs), informamos que estamos impedidos de fornecê-los”, informou, via LAI, o banco.

Apesar da negativa, chamam a atenção três casos em que os financiamentos foram enviados para os mesmos municípios da Amazônia nos quais os beneficiados possuem embargos — um indicativo de que a norma pode ter sido ignorada. A Repórter Brasil já mostrou como o BNDES descumpre uma regra interna e empresta a frigoríficos flagrados comprando gado criado em áreas desmatadas ou em fazendas que usam mão de obra escrava.

Confira a reportagem completa: https://reporterbrasil.org.br/2022/02/bndes-empresta-r-29-mi-para-desmatadores-da-amazonia-financiarem-tratores/

Fonte: Repórter Brasil

Prefeito de Florianópolis quer prisão e demissão de sindicalista

Enquanto cresce a greve unificada de trabalhadores da prefeitura municipal de Florianópolis, o prefeito Gean Loureiro (DEM) pede na justiça a demissão e a prisão dos dirigentes do Sintrasem, o sindicato que representa a categoria.

A ação impetrada na justiça pelo futuro candidato a governador do estado é um ato antidemocrático que lembra os piores momentos da Ditadura Militar. Além dessa ação autoritária, Gean Loureiro se recusa a abrir uma mesa de negociação com a categoria.

Uma campanha de moções (veja modelo abaixo) começa a ser realizada em solidariedade à greve da categoria, exigindo a abertura de negociações, o atendimento às reivindicações da categoria e o respeito ao direito de greve e à livre organização sindical.

Greve esquenta

Assembleia unificada na sexta feira (11) decide continuidade da greve

Apesar das ameaças, processos e provocações, a greve dos trabalhadores de Floripa está crescendo. Na sexta feira uma assembleia unificada com trabalhadores da saúde, educação, assistência social, do quadro civil e da Comcap (empresa de limpeza urbana), reafirmou a continuidade do movimento e uma enorme manifestação percorreu as ruas da cidade, indo até à prefeitura exigir uma mesa de negociação, recusada pela prefeitura.

Tentativa de criminalização desmascarada

O sindicato ainda respondeu à tentativa da Prefeitura de criminalizar o movimento, através da acusação de que grevistas teriam danificado uma bomba de combustível. A farsa foi desmascarada em vídeo e acabou desmoralizando ainda mais o projeto de ditador que governa a cidade.

Toda solidariedade

Essa greve merece a solidariedade de cada sindicalista e de cada ativista que lute pelos direitos dos trabalhadores e pela democracia. Não só está em jogo o direito de organização dos trabalhadores, como a greve concentra reivindicações que dizem respeito a todos os trabalhadores do país. Servidores de Florianópolis estão lutando pela aplicação do piso da educação, contra as Organizações Sociais, contra a terceirização e privatização de empresas públicas, em defesa da recomposição salarial e carreira e pela preservação de acordos coletivos.

MODELO DE MOÇÃO: SOLIDARIEDADE E APOIO A GREVE DOS TRABALHADORES DA PMF E COMCAP

Ao Senhor Prefeito Gean Loureiro,
Ao Senhor Presidente da CMF
Ao Senhores Secretários,
A Excelentíssima Senhora Desembargadora,

Para:
geanloureiro@pmf.sc.gov.br; gabinete.smcc@pmf.sc.gov.br; gabinete.sma@pmf.sc.gov.br; wgabsms@tjsc.jus.br; sintrasem@sintrasem.org.br;

(—- ENTIDADE/PESSOA —-) viemos expressar todo apoio a greve dos trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis impulsionada pelo SINTRASEM, que iniciou em 09 de fevereiro de 2022, pelo cumprimento e manutenção do acordo coletivo na Comcap e PMF, em defesa do concurso público e chamamento dos aprovados no concurso público, fim das terceirizações, cumprimento da lei do piso do magistério, pagamento da lei do plano de carreira do quadro civil, fim da política de assédio moral e perseguição politica.
O governo Gean não recebeu em nenhum momento a entidade sindical durante a greve e de maneira autoritária e com prática antissindical, ameaça os grevistas, inclusive com pedido de demissão e prisão da direção do sindicato.

Exigimos que se respeite o direito de greve e livre organização sindical, com abertura imediata de mesa de negociação, para que a pauta de reivindicações possa ser discutida e uma proposta que atenda a categoria seja apresentada.

Enviar e-mails para:

PREFEITO GEAN LOUREIRO
E-mail: geanloureiro@pmf.sc.gov.br
Telefone: (48) 3251-6060

Fonte: O Trabalho

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