Em jogo combinado, prédio da educação é transferido para o TJ

Governador Klever Loureiro, que é desembargador e governador temporário doa ao Judiciário prédio da antiga Secretária de Educação para o próprio Poder Judiciário que ele representa no poder!

O governador em exercício de Alagoas, Klever Loureiro, sancionou a doação, ao Poder Judiciário, de imóvel situado na Rua Barão de Alagoas. O local é onde já funcionou a Secretaria de Educação de Alagoas. A sanção ocorreu nesta sexta-feira (29), durante solenidade em Santana do Ipanema, onde também aconteceu a inauguração do Cartório Eleitoral da 19ª Zona.
Loureiro explicou que a medida é benéfica para os usuários da Justiça, além dos comerciantes e as pessoas que transitam na área. “Fizemos essa doação do que um dia foi um prédio, onde funcionava a Secretaria de Educação, e que hoje infelizmente serve como um antro de marginalidade. O próprio comércio almejava que aquilo fosse solucionado, e o Poder Judiciário de Alagoas está carente de espaço. Então vamos entregar ao jurisdicionado uma melhor acessibilidade, além de revitalizar aquela região”, disse o governador.
O presidente em exercício do Tribunal de Justiça, José Carlos Malta, comentou sobre como o imóvel será útil ao Judiciário. “Vários projetos estão sendo estudados, mas precisamos de espaço para construção. O governador Klever teve a oportunidade de atender à solicitação formal que fiz enquanto presidente do Tribunal, e a Assembleia Legislativa aprovou. Vai resolver todos os nossos problemas de espaço”.

Fonte: Diretoria de Comunicação – Dicom TJAL IN

Bolsonaro vai reajustar em 19% o gás natural a partir de domingo

Medida vai reduzir renda e aprofundar o travamento da economia

A  Petrobras vai reajustar os preços de venda de gás natural  para as distribuidoras de todo o país em 19%, em média. Os novos valores começam a valer a partir de domingo.

O gás natural é o usado nas residências que têm gás encanado e também é o mesmo do GNV, para abastecimento de carros. É ainda um insumo importante para várias indústrias. Este aumento, porém, não tem relação com os preços do gás de botijão.

A alta de 19% chegará para os consumidores finais com variações distintas. No caso do Rio de Janeiro, a Naturgy informou nesta sexta-feira que, no caso do gás residencial, a alta será de cerca de 7%.

Novo preço vale até 31 de julho

Apesar de o preço do gás natural vendido pela Petrobras ser corrigido apenas trimestralmente, os valores do GNV veicular este ano já estavam em forte alta nos postos. Isso porque outros combustíveis, como gasolina e diesel, tiveram grandes reajustes.

Este ano, considerando os preços médios mensais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o custo do GNV nos postos do país subiu 9,74%. A gasolina teve alta de 8,62% e o diesel, de 23,47%.

Já o valor do gás de botijão, que não tem relação com o preço do gás natural às distribuidoras e  também foi reajustado este ano pela Petrobras, teve alta de 10,94% desde dezembro, segundo a ANP.

Este ano, considerando os preços médios mensais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o custo do GNV nos postos do país subiu 9,74%. A gasolina teve alta de 8,62% e o diesel, de 23,47%.

Já o valor do gás de botijão, que não tem relação com o preço do gás natural às distribuidoras e  também foi reajustado este ano pela Petrobras, teve alta de 10,94% desde dezembro, segundo a ANP.

Fonte: O Globo

Toyota anuncia fechamento da fábrica em SP

No dia 5 de abril a Toyota anunciou que irá fechar sua fábrica em São Bernardo do Campo. No dia seguinte, mais de 500 trabalhadores se reuniram na entrada da fábrica em assembleia. Ficou claro que a saída proposta pela empresa é uma enrascada. No anúncio de fechamento a Toyota afirmou que “oferecia a oportunidade” para os trabalhadores serem transferidos para suas outras fábricas no interior do estado. Um diretor do sindicato afirmou: “Esse negócio de transferir trabalhador para outra fábrica no interior, esquece isso. Veja o histórico disso aí em outras fábricas.”

A disposição de luta dos metalúrgicos da Toyota ficou demonstrada quando decidiram por unanimidade paralisar a fábrica e votaram com entusiasmo um aviso de greve. Mas a direção da Toyota tem se mostrado inflexível. No dia seguinte a paralisação continuou e os trabalhadores fizeram uma passeata da sede do sindicato até a praça da Matriz.

A empresa entrou na justiça contra a greve e em assembleia dia 11, o sindicato comunicou os trabalhadores que no julgamento realizado no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) se determinou a abertura de mesa de negociação “com o objetivo de discutir a viabilidade da planta em São Bernardo” e votou o retorno ao trabalho. Só o prosseguimento da luta pode abrir um caminho diferente para a fábrica da Toyota, não repetindo o destino da Ford, fechada em 2019 e depois demolida.

Fonte: O Trabalho

Polícia Civil indicia Saul Klein (da Casas Bahia) por estupro e outros crimes

Além dos atos de violência sexual relatados pelas vítimas, filho do fundador das Casas Bahia obrigava vítimas a assistir filmes de tortura e estupro infantil. Os abusos repetitivos desencadearam uma série de problemas psíquicos nas vítimas. Uma das jovens foi violentada instantes depois de tentar suicídio: “Eu ainda estava com os pontos”. Polícia Civil pediu a prisão do empresário nesta quinta-feira

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o empresário Saul Klein nesta quinta-feira (28) pelos crimes de organização criminosa, trabalho análogo à escravidão, tráfico de pessoas, estupro, estupro de vulnerável, casa de prostituição, favorecimento à prostituição e falsificação de documento público. Também pediu a prisão preventiva de Klein, o que se estendeu a outras nove pessoas suspeitas de estarem envolvidas nos crimes.

No relatório, a delegada Priscila Camargo ressalta que o inquérito tramita por mais de 15 meses e ainda há um “rol extenso de pessoas a serem indiciadas”, referindo-se às pessoas envolvidas no esquema de aliciamento criado por Saul. O caso é tema central do documentário “Saul Klein e o Império do Abuso”, produzido pelo portal Universa.

Assistente de acusação, a advogada Priscila Pamela dos Santos —que ao lado da também advogada Maíra Recchia representa as 14 vítimas que denunciaram o empresário à Justiça— diz que a decisão da delegada vai ao encontro do entendimento de ambas, que acreditavam ter indícios suficientes nos depoimentos das vítimas.

“O indiciamento traz a devida confiabilidade à palavra das vítimas, uníssonas a respeito dos crimes a que foram submetidas”, afirma Santos. “A delegada, ao analisar os fatos como um todo, compreendeu pela ocorrência dos crimes noticiados e era exatamente o que esperávamos. O inquérito já estava instruído com elementos necessários à sua conclusão e posterior oferecimento de denúncia.”

Agora, o relatório vai para o Ministério Público que, por sua vez, também analisará a investigação e poderá apresentar uma denúncia à Justiça, que a aceitará ou não. No primeiro caso, Saul se torna réu.

Não há previsão de data para um possível julgamento. Se a sentença em primeira instância sair após o empresário completar 70 anos —hoje, ele tem 68— a prescrição máxima, que é de 20 anos, cai pela metade, segundo a lei brasileira. Saul pode beirar os 80 quando for julgado em última instância, mas isso só ocorrerá se a denúncia não prescrever até lá. Caso prescreva, mesmo que seja condenado, não haverá punição.

Se for condenado na esfera criminal, a pena vai variar de acordo com os crimes julgados, e o tempo de prisão pode variar entre dois e 12 anos.

Entenda o caso

Saul é investigado pela polícia desde setembro de 2020, em um processo envolvendo 14 jovens que o denunciaram por estupro, lesão corporal e transmissão de doença venérea, entre outros crimes.

Elas fizeram as primeiras denúncias em setembro de 2020 à promotora de justiça Gabriela Manssur e foram encaminhadas ao projeto Justiceiras, idealizado por ela, sob liderança jurídica da advogada Luciana Terra Villar. As vítimas passaram por acolhimento psicológico e orientação jurídica, e as denúncias foram levadas à Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri.

“Eu tinha 17 anos. Uma mulher atrás de mim tirou meu vestido, me levou para o banheiro, me deu um tubo de xilocaína, me mandou agachar e introduzir o [conteúdo do] tubo no ânus. Fui para o quarto e, ali, ele começou tudo. Quando terminou, eu só chorava. Ele tem uma barriga enorme que pressiona, segura a gente. Ele foi colocando, forçando o sexo anal. Comecei a pedir para parar, e ele não parava. Ele [Saul Klein] não gostava de cortar a unha, pedia para a gente lixar. A unha comprida arranhava. Já cortou menina por dentro”, diz uma das vítimas do empresário.

Uma das vítimas conta que se viu pela primeira vez diante de Saul após ser sondada para uma vaga de trabalho como modelo. No encontro, porém, se deu conta de que o emprego era outro: seria acompanhante de um grande empresário e faria um teste com ele. Mas, mesmo dizendo que não queria e pedindo para ir embora, foi estuprada.

“Assim que saí do quarto dele, a Puca [uma das aliciadoras] veio e disse: ‘Amiga, você passou, ele falou que você é ouro’. Como se ela estivesse me dando estrelinha, dizendo: ‘Você fez o trabalho certo’”, relembra a jovem.

“Eu só chorava. Ela dizia para eu parar de chorar, que ia aumentar meu cachê, falando que eu ia para a casa dele. Falei que não queria ir. Continuava chorando, e ela dizendo: ‘Vou aumentar R$ 1.000’. Nunca tinha visto tanto dinheiro na vida, minha mãe é empregada doméstica”, conta.

Cortar as unhas não era um hábito de Saul, segundo relatam diversas vítimas que frequentavam suas residências. E era com as unhas longas que ele machucava as jovens que iam a suas casas, dizem. “Ele colocava o dedo nas minhas partes íntimas, me machucou”, afirma uma vítima. “Quando isso acontecia, já tinham pomadas lá preparadas para as meninas usarem”, relata outra menina.

Os remédios, segundo as vítimas, eram prescritos pela ginecologista Silvia Petrelli e pelo cirurgião plástico Ailthon Takishima, que frequentavam a casa de Saul para atender às garotas. Eram os médicos também que se responsabilizavam pelos tratamentos de doenças venéreas. Segundo as garotas, Saul ou se recusava a usar camisinha ou dizia que usava um preservativo em gel, vindo dos Estados Unidos. “Todo o mundo lá pegou HPV”, diz uma vítima. “Ele tinha clamídia e queria ter relação mesmo assim”, afirma outra.

A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível que pode afetar homens e mulheres, atinge especialmente a uretra e órgãos genitais, mas pode acometer a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares. Além disso, é uma das causas da infertilidade masculina e feminina.

“Às sextas-feiras, ele sempre ficava com uma menina nova, e eu acompanhava eles no quarto. No ato, em que ele estava transando com elas, eu tinha que auxiliar. Nunca vou me esquecer de uma menina que chorava, pedia para ele parar. Eu passava a mão nela, falava para ficar calma, dizendo que estava tudo bem, que logo ia acabar”, relata uma vítima.

Além dos atos de violência sexual relatados pelas vítimas, outras situações também as faziam se sentir intimidadas e agredidas sexualmente, mesmo quando não havia contato. “Ele queria assistir a filme de estupro infantil, de tortura, era muito intimidador. Todos do esquema sabiam que as meninas que entrassem lá não vinham de uma família rica, que seriam intimidadas. Ele sabe o alvo que quer”, lembra outra vítima.

“Ele quis ter relações depois que tentei me matar”

“Um dia, falei para a Deia [aliciadora que trabalhava com Saul] que queria me matar, não estava bem. O médico [Ailthon Takishima] estava passando e perguntou: ‘Como assim?’. Me passou o meu primeiro antidepressivo. Um cirurgião plástico”, diz uma das vítimas.

“Tive a primeira overdose de medicamentos. Cortei o pulso, levei 12 pontos. Quando cheguei em casa do hospital, no meu celular tinha um monte de ligação da Marta [Gomes da Silva, apontada por vítimas e por Saul como cabeça do esquema]. Ela disse que eu precisava vir para São Paulo, que o Saul queria me ver. E eu vim. Ele fez sexo comigo com os pontos, sabendo que eu tinha acabado de tentar suicídio, que estava com depressão. Mas diziam que ele era tão bonzinho, que estava preocupado comigo. Eu acreditava”.

Fonte: Pragmatismo Político

Fernando Haddad pode vencer no primeiro turno para Governo de SP

No primeiro cenário apresentado, Haddad (PT) está com 26,04% da preferência eleitoral, seguido por Márcio França (PSB, 13,20%) e Tarcísio de Freitas (Republicanos, 9,66%)

Fernando Haddad (PT) é o preferido do eleitor paulista para as eleições ao Governo de São Paulo de 2022 no cenário mais provável, que conta ainda com Márcio França (PSB), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB). Os números são da nova pesquisa Govnet/Opinião Pesquisa, encomendada pelo Grupo Gazeta de S. Paulo (responsável pelos jornais Gazeta de S. Paulo e Diário do Litoral) e divulgada nesta quinta-feira (28) para as eleições ao Palácio dos Bandeirantes.

Haddad vence os adversários em todas as opções em que aparece na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes aos eleitores. 

Cenário principal 

No primeiro cenário apresentado, ele está com 26,04% da preferência eleitoral, seguido por Márcio França (PSB, 13,20%), Tarcísio de Freitas (Republicanos, 9,66%), Rodrigo Garcia (PSDB, 3,06%), Renata Abreu (Podemos, 2,32%), Felício Ramuth (PSD, 1,59%), Vinicius Poit (Novo, 1,10%), Elvis Cezar (PSDB, 0,86%) e Abraham Weintraub (0,49%). Já 41,69% dizem que estão indecisos. 

Segundo cenário

Em um cenário sem Márcio França, Haddad seguiria na ponta com 35,45% da preferência. Na sequência viria Tarcísio de Freitas (10,39%), Rodrigo Garcia (3,67%), Renata Abreu (2,44%), Felício Ramuth (1,71%), Vinicius Poit (1,71%), Abraham Weintraub (0,98%) e Elvis Cezar (0,98%). Os indecisos somam 42,67%. 

A pesquisa Govnet/Opinião Pesquisa foi realizada através de entrevistas pessoais domiciliares e abordagem telefônica com 800 eleitores. O período de realização da coleta de dados foi entre 20 e 25 de abril de 2022. A margem de erro para o total da amostra é de 3,5%, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. 

Fonte: Gazeta SP

Pastor é condenado por homofobia em Alagoas

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) anunciou, nesta quarta-feira (27/4), a condenação do pastor José Olímpio pelo crime de homofobia praticado contra o ator e humorista Paulo Gustavo. Em abril de 2021, o líder religioso afirmou estar “orando pela morte do ator”, que lutava contra complicações da Covid-19 e morreu, aos 42 anos, em 4 de maio do mesmo ano.

“O pastor José Olímpio prestará serviço à comunidade pelo tempo da pena, durante seis horas semanais e pagará 30 salários-mínimos, que serão revertidos para grupo ou organização não governamental de Alagoas com atuação em favor da comunidade LBGTQIA+”, explicou o comunicado oficial.

À época, o pastor José Olímpio apagou a postagem, pediu desculpas e entregou o cargo. Ele foi denunciado por praticar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional — racismo.

“No caso em apreço, diante das evidências existentes nos autos, da foto escolhida para a postagem e do reconhecimento nacional do qual gozava o ator, inclusive por seu engajamento na pauta da comunidade LGBQTIA+, o tom discriminatório é cristalino, motivo pelo qual resta demonstrada que a conduta preconceituosa foi feita em virtude da orientação sexual do senhor Paulo Gustavo”, diz o magistrado, em trecho da decisão.

Fonte: Metropoles

Servidores públicos municipais protestam por reposição salarial

Os servidores públicos do município de Maceió realizam mais uma paralisação geral em protesto pela reposição salarial e por valorização profissional, na manhã desse de hoje, 28/04.

O protesto organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais de Maceió começou na na Praça Deodoro e depois se dirigiu a Secretaria Municipal de Finanças, onde os manifestantes denunciaram o descaso do prefeito JHC (PSB).

Para o presidente do Sindspref, Sidney Lopes, os servidores deram uma demonstraram de unidade e força: “para fazer o prefeito atender nossa pauta é preciso de união dos servidores, chega de tanta desvalorização profissional”, desabafou.

Além de não concordarem com as condicionantes da proposta de reajuste, apresentada pelo prefeito JHC, discutida na última Assembleia Geral, os trabalhadores cobram o fim da privatização da saúde, dos contratos precários, e melhorias na rede publica municipal de educação, com a contratação imediata de auxiliares nas séries iniciais e uma resposta sobre escolas que estão com suas instalações precárias ou sem prédio.

Trabalhadores rurais são ameaçados no Agreste de Alagoas pelo Grupo da Pedreira Monteiro

Famílias que vivem há cerca de 20 anos no acampamento Mandacaru, no município de Traipu, estão sob ameaça do Grupo Pedreira Monteiro

As famílias do acampamento Mandacaru, no município de Traipu, no Agreste de Alagoas, mais uma vez estão sob ameaça do Grupo Pedreira Monteiro que quer expulsar os trabalhadores e trabalhadoras da terra em que vivem há cerca de 20 anos.

Desde a última segunda-feira (25) as famílias se depararam com a presença de homens que se dizem supostos arrendatários das terras, que além de tentarem retirar a bandeira do MST, hasteada no local, deram o recado de que “as famílias sairiam dali de um jeito ou de outro”.

Não satisfeitos, no dia de ontem (26) voltaram ao acampamento com mais homens em dois carros e com uma viatura da Polícia Militar. Na ocasião, esteve presente Pedro Monteiro, que se diz gerente da Pedreira e da fazenda do Grupo Monteiro e que estava ali para garantir a desocupação do imóvel. O mesmo portava um documento expedido em 2019, pela Justiça Estadual, dizendo ser uma ordem judicial e que as famílias tinham 15 dias para saírem dali.

 O documento não tem mais validade jurídica e ainda foi utilizado de forma indevida pelo referido gerente que estava querendo fazer o papel do oficial de justiça, desconsiderando, inclusive, a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que até final de junho de 2022 nenhuma família será despejada em áreas urbanas ou rurais.

Entre o grupo de homens que acompanhava Pedro Monteiro alguns nem desceram dos carros, numa demonstração de que estavam ali para mapear a área e pessoas, dentre eles o ex-vice prefeito da cidade de Girau do Ponciano, Severino Correia Cavalcante, conhecido como Severino do Chapéu na região, que já esteve outras vezes no Acampamento, ameaçando passar com trator e com bala por cima das pessoas que continuassem na área.

Segundo as famílias acampadas, além de quererem a desocupação em até quinze dias, o grupo deixou o recado de que vão chegar tratores e máquinas, além de tentarem saber quem eram pessoas no acampamento, procurando nomes, numa explícita tentativa de buscar identificar e marcar lideranças da área, forma clássica de ameaça e intimidação às famílias Sem Terras.

Esta conduta do Grupo Monteiro representa a forma como historicamente se atua no campo, com jagunços, intimidando e ameaçando os trabalhadores e trabalhadoras. Há poucos quilômetros do Acampamento Mandacaru, na mesma região, foi assassinado em 2003 Luciano Alves, conhecido como Grilo.

Mandacaru Resiste!

O acampamento, que existe desde o ano de 2003, reúne famílias de agricultoras e agricultores que vivem da roça, em especial da produção de feijão, milho, palma e criação de pequenos animais. A área ainda conta com uma escola de jovens e adultos que atende os acampados e acampadas.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) já tentou desapropriar a área para fins de Reforma Agrária, mas em decorrência de dívidas do Grupo não foi possível. Dentre os credores está o Banco do Nordeste, que inclusive era terceiro interessado no processo, tendo interesses em receber as terras como pagamento da dívida.

No início de 2020, mesmo após várias tentativas de negociação com o Poder Público, as famílias foram despejadas da área e, após o início da pandemia, retornaram para a terra no mês de abril na tentativa de manter a sobrevivência e o trabalho na terra.

O MST está acionando os órgãos competentes para acompanhar o caso e garantir a defesa da vida dos homens, mulheres, jovens e crianças que vivem no acampamento.

Fonte: MST

CUT e centrais realizarão ato do 1º de Maio na Pajuçara

O 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, será realizado em Maceió, nesse domingo, na praia de Pajuçara. A concentração ocorrerá a partir das 9 horas em frente ao antigo clube do CRB e depois o movimento sairá em caminhada até o Sete Coqueiros. Está previsto, além das tradicionais intervenções das entidades, a participação de artistas da terra que irão também animar a manifestação.

Para as centrais sindicais, o 1º de maio deve ser o momento de cobrar uma política de aumento real dos salários, de combate ao aumento dos preços dos alimentos, de geração de emprego e de luta pela revogação das reformas trabalhista e previdenciária. 

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