MPT segue no encalço para punir empresas por assédio eleitoral

Trabalhadores de 54 estabelecimentos denunciaram ser vítimas de assédio eleitoral

Trabalhadores de 54 empresas e prefeituras de Alagoas sofreram assédio eleitoral durante os dias que antecederam a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi eleito presidente do Brasil com maioria dos votos. Patrões e prefeitos coagiram funcionários e servidores públicos, ameaçando tirar seus empregos caso o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), não fosse o mais votado no pleito.

Dessas denúncias, a Usina Porto Rico, a Casa Vieira, Município e prefeito de Campo Alegre, Usina Serra Grande e Município e prefeito de Rio Largo receberam decisões liminares. Entre eles, a Casa Vieira teve acordo judicial parcial.

Segundo a assessoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas, em março haverá a continuidade do julgamento da reparação por danos morais coletivos e individuais.

Em entrevista à Tribuna Independente, o procurador-chefe do MPT em Alagoas, Rafael Gazzaneo, explicou que a maioria das denúncias foi apresentada sem acompanhamento de provas.

“Razão pela qual o procurador responsável terá que instruir o procedimento investigativo aberto pelo MPT, a fim de reunir material probatório que possa fundamentar eventual ajuizamento de ação cabível. Naquelas poucas situações em que as denúncias estavam bem documentadas, ou seja, acompanhadas por arquivos de fotografia, vídeos e áudios, o procurador, ante a urgência da situação, protocolou perante a Justiça do Trabalho a ação civil pública correlata”, explicou.

Gazzaneo reforça que, nos inquéritos civis em que o procurador conseguir um acervo de provas que demonstrem a efetiva caracterização de assédio moral do tipo eleitoral, o membro do MPT deverá propor assinatura de termo de ajuste de conduta.

“Em ocorrendo recusa na assinatura do termo proposto, o procurador acionará a Justiça do Trabalho, objetivando a reparação por dano moral individual e, sobretudo, fazendo o pedido de pagamento por dano moral coletivo, além de pedir para que a empresa demandada se abstenha de repetir a conduta nas próximas eleições”, continuou.

O procurador-chefe destaca que em 2022 observou-se um aumento do número de denúncias de assédio eleitoral.

“De fato, observou-se neste pleito um aumento expressivo no número de denúncias. Na minha avaliação pessoal, esse aumentou significativo se deve à polarização política, claramente verificada na sociedade e refletida no resultado da eleição. De outro aspecto, processo eleitoral, constatou-se que os maus empregados, que constituem uma minoria entre os empresários e gestores públicos, sentiram-se estimulados a procederem dessa forma porque nosso atual presidente, por vias transversas, termina por despertar esse tipo de comportamento, na medida em que constantemente, de forma agressiva, ataca o TSE [Tribunal Superior Eleitoral], o STF [Supremo Tribunal Federal]e o sistema eletrônico de votação, insistindo no retorno do chamado voto impresso. Tudo isso se resume na ameaça ao Estado Democrático de Direito”, concluiu.

DADO NACIONAL

Segundo balanço do Ministério Público do Trabalho (MPT), com dados atualizados até a noite da última quinta-feira (3), foram registradas 2.749 denúncias de assédio eleitoral nas eleições de 2022. Em comparação às eleições de 2018, quando foram registradas 212 denúncias, o aumento foi de quase 13 vezes, cerca de 1.296%.

A maioria das denúncias (97%) foram feitas após o primeiro turno, realizado no dia 2 de outubro. Ao todo, 2093 empresas foram denunciadas pela prática criminosa. Em 2018 foram apenas 98 empresas, um aumento de 2.135%, cerca de 21 vezes mais empresas.

Sozinha, a região Sudeste foi responsável por 39% das denúncias feitas ao MPT, somando 1.075 casos. Minas Gerais é o estado com mais registros, totalizando 596 casos envolvendo 432 empresas.

Fonte: Tribuna Hoje

Bolsonaro cortou R$ 1,4 bilhão para merenda escolar

O orçamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar não é corrigido há 5 anos e o governo Bolsonaro vetou o reajuste de 34% aprovado pelo Congresso Nacional e que começaria a valer em 2023.

Estudo conjunto entre o Observatório da Alimentação Escolar e a Fian Brasil (Organização pelo Direito Humano à Alimentação Adequadas) mostra que o veto de Jair Bolsonaro (PL) ao reajuste do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) chega a R$ 1,4 bilhão.

O orçamento do Programa não é corrigido há 5 anos e o governo Bolsonaro vetou o reajuste de 34% aprovado pelo Congresso Nacional e que começaria a valer em 2023.

O argumento foi que a proposta de reajuste é “contrária ao interesse público”. O corte ainda afeta diretamente na agricultura familiar, uma vez que a lei determina que ao menos 30% das compras do programa beneficiem o segmento.

As perdas variam de acordo com a população de cada estado. Em São Paulo, o valor chega a R$ 247,4 milhões, em Minas R 123,6 milhões, na Bahia em R$ 89 milhões e no Rio de Janeiro em R$ 87,4 milhões.

As duas organizações estão realizando uma petição pública contra o veto de Bolsonaro ao reajuste do PNAE. 

Fonte: Revista Fórum

Governo Lula prepara ‘revogaço’ em normas sobre meio ambiente, armamento e sigilos

A lista de normas que serão derrubadas ou modificadas logo no início de 2023 está sendo elaborada pela equipe de transição coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin

O governo do presidente eleito Lula (PT) planeja para as primeiras semanas de 2023, quando assume, um “revogaço” de portarias e decretos do governo Jair Bolsonaro, segundo reportagem do jornal O Globo, focando na questão do armamento e nas questões ambientais, além das medidas de sigilos a informações.

A lista de normas que serão derrubadas ou modificadas está sendo elaborada pela equipe de transição coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin.

“O compromisso expresso na campanha foi revogar decretos que facilitam o acesso a armas e munições”. aponta o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integrou o grupo responsável por discutir propostas para a segurança pública.

Durante o governo, Bolsonaro abriu caminho aos CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), aumentando a quantidade a que a categoria podia ter acesso de 16 armas, 40 mil projéteis e quatro quilos de pólvora para 60 armas, 180 mil cartuchos e 20 quilos de pólvora. O número de CACs cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022, enquanto as armas registradas pelo grupo saltaram de 350 mil para mais de 1 milhão no período.

Na questão ambiental,o deputado federal Nilto Tatto (PT), um dos coordenadores do setor na campanha de Lula, apontou como prioridade a revogação de dois atos do governo Bolsonaro; um que reduziu o espaço da sociedade civil no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama); e outro que prevê a anulação de multas ambientais avaliadas em mais de R$ 16 bilhões.

“Temos que trabalhar nisso agora no início do governo, pois esses atos emperram as outras pautas”, afirmou. Ele irá junto com Lula à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), no Egito.

Durante a pandemia da Covid-19, o governo Bolsonaro, através do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, “passou a boiada” nos atos que flexibilizavam normas ambientais.

Como afirmou durante a campanha eleitoral, Lula pretende revogar decretos que impuseram sigilos de cem anos a assuntos envolvendo o governo federal, como a carteira de vacinação do presidente, o processo interno do Exército sobre a participação do então general Eduardo Pazuello em manifestação ao lado de Bolsonaro no Rio em maio de 2021, os crachás de acesso dos filhos de Bolsonaro ao Palácio do Planalto e a investigação da Receita Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entre outros temas.

Fonte: Brasil 247

Time de Lula trabalha para aumento real do salário mínimo e manter auxílio em R$ 600

Equipe de transição entrou em campo para aumentar salário mínimo acima da inflação, manter auxílio em R$ 600 e reduzir a tabela do Imposto de Renda.

O time do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já entrou em campo para garantir que em janeiro de 2023 as promessas que o petista fez durante a campanha virem realidade.

Lula prometeu a volta da Política de Valorização do Salário Mínimo, criada em seu governo que Jair Bolsonaro (PL), acabou; o aumento da faixa de isenção de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para R$ 5 mil e a manutenção do Auxílio Brasil (que deve voltar a se chamar Bolsa Família) em R$ 600, e ainda dar mais R$ 150 por cada criança das famílias beneficiadas.

Para isso, é preciso alterar o Orçamento da União para 2023 que Bolsonaro mandou para o Congresso e aprovar, ainda este ano, uma lei que permita ao novo presidente ultrapassar o teto de gastos.  

Apesar de ter prometido na campanha, Bolsonaro não previu no Orçamento recursos para manter o Auxílio em R$ 600 – ele deixou reservados recursos para pagar apenas R$ 405.

Ele também não deixou reservas para isentar o IR em até R$ 6 mil como prometeu, caso fosse eleito. Atualmente, o limite de isenção está em R$ 1,9 mil. Este valor não é corrigido desde 2015, no governo Dilma Rousseff (PT). Se a tabela não for corrigida, quem recebe 1,5 salário mínimo vai passar a pagar IR no ano que vem.

Já para o salário mínimo a intenção de Bolsonaro era de reajustar abaixo da inflação, como publicou o Portal CUT.

Somente o aumento real do salário mínimo previsto em até 1,4% acima da inflação, a partir de primeiro de janeiro, elevaria os gastos públicos em R$ 6 bilhões; a manutenção do auxílio em R$ 600 mais o valor a mais por criança seriam necessários  mais R$ 66 bilhões, já a isenção do IR resultaria em renúncia fiscal de R$ 199,8 bilhões e deixaria 17,2 milhões de pessoas livres do tributo, segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco). Hoje, com o limite de R$ 1,9 mil, são 7,86 milhões de pessoas isentas do pagamento.

Embora esses custos não estejam no orçamento proposto por Bolsonaro, nada impede que o atual Congresso Nacional e a equipe de transição de governo cheguem a um acordo para que as promessas de Lula sejam aplicadas já no primeiro ano do seu governo, avalia o economista Marcio Pochmann. A transição começou nesta quinta-feira (3) e é liderada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, que foi escolhido por Lula.

“O momento é propício para definir o orçamento do ano que vem com a equipe de transição entre o atual governo e o próximo. A abertura para isso está sendo dada para que se resolva de imediato a complexidade do orçamento do ano que vem, que depende da arrecadação tributária, já que não pode fixar despesas com valores superiores às receitas previstas“, diz Pochmann.

O economista e professor explica ainda que o orçamento é uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que pode mudar as prioridades das áreas nas quais o governo pretende investir.

“O que se sabe é que o atual orçamento é insuficiente para fazer as mudanças propostas por Lula, por isso, que é muito importante essa transição e as conversas com o Parlamento para que se aprove um novo orçamento”, diz Pochmann.

O economista que sempre defendeu o fim do Teto de Gastos Públicos, que congelou os investimentos públicos até 2036, ressalta que todo o dinheiro a mais na mão da população é bom para girar a roda da economia e que as propostas de Lula podem, inclusive, trazer ainda mais arrecadação para os cofres públicos.

“Tudo vai depender de como a população usará esse dinheiro. Boa parte do que é arrecadado será dos estados, no caso, por exemplo da compra de alimentos, que tem taxação estadual do ICMs [Imposto sobre Circulação de Mercadorias]. Ainda assim é um dinheiro que volta para a economia”, explica.

Por outro lado, acrescenta, “aumentar a faixa de isenção do imposto de renda, terá de vir acompanhada de um aumento das faixas maiores, em que os ricos pagam mais. Todas essas questões devem ser definidas até o final do ano para que Lula assuma com um orçamento mais adequado as suas intenções de incluir o povo pobre no orçamento”, conclui

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), já admite que o aumento da isenção das faixas de renda do IR poderá ser votado ainda este ano pela Casa, mas o Parlamento precisa ainda definir como repor as perdas da arrecadação.

Entre as propostas que estão sendo veiculadas pela imprensa, estão a implantação de alíquotas progressivas e parcelas de dedução do imposto, com uma faixa de isenção de até R$ 5,2 mil.

No Senado, o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse, segundo o Estadão, que a reforma mais madura é a de bens e serviços, que trata da criação do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) em substituição a outros quatro tributos.

Fonte: CUT

ONU aprova fim do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba

Nesta quinta-feira (3), a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por 185 votos a favor, dois contrários e duas abstenções, a resolução que pede o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba. Há 30 anos, o governo cubano apresenta um relatório sobre os impactos do embargo na olha caribenha para o pleno da ONU. Somente Estados Unidos e Israel votaram contra o documento, enquanto a Ucrânia e o Brasil se abstiveram. Em 2021, a diplomacia brasileira havia adotado a mesma postura.

Em 60 anos de bloqueio econômico imposto pelos EUA, Cuba acumula US$ 154 bilhões em prejuízos, de acordo com o documento. “São danos injustificáveis ao bem-estar do povo cubano e é contrário aos interesses de paz do povo latino-americano”, destacou a embaixadora argentina, María del Carmen Squeff, representando a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC). 

“Trata-se de um castigo coletivo, cujos efeitos são claros crimes de lesa humanidade”, disse o diplomata venezuelano, Joaquín Pérez Ayestarán.

“Irã e Cuba estão pagando o preço por sua resistência, oposição e independência diante das políticas colonialistas dos Estados Unidos”, declarou o representante iraniano. 

Já a China defendeu que sejam proibidas todas as medidas de pressão econômica. “Apelamos pelo fim das sanções e votamos uma vez mais a favor desta resolução”, defendeu Li Baorong.

“Washington está tentando criar uma doutrina Monroe de alcance global convertendo as sanções ilegais multilaterais em instrumento coercitivo”, disse o diplomata russo Boris Bondarev.

Além do respaldo do pleno da ONU, 18 ex-presidentes latino-americanos escreveram uma carta apelando à Casa Branca pelo fim do bloqueio. Entre os signatários estão a ex-presidenta Dilma Rousseff, o boliviano Evo Morales e os colombianos Ernesto Samper e Juan Manuel Santos. 

O embargo total foi oficialmente imposto no dia 3 de fevereiro de 1962 pelo então presidente John F. Kennedy, como represália pela revolução socialista de 1959. De lá pra cá, o bloqueio contra a ilha tornou-se uma política de Estado dos EUA, que é recrudescida com o passar dos anos. Durante a administração de Donald Trump foram impostas 243 medidas coercitivas unilaterais, incluindo travas para estadunidenses que queiram realizar turismo na nação caribenha.

Entre as medidas do embargo está a proibição de que Cuba comercialize com o dólar a nível internacional e que adquira tecnologia ou equipamentos com mais de 10% de componentes fabricados nos EUA. 

Somente durante os 14 meses de gestão de Joe Biden, os prejuízos acumulam US$ 6,3 bilhões, segundo o governo cubano. Entre janeiro e julho do ano passado, no auge da pandemia de covid-19, a média de perdas diárias foi de US$ 12 milhões.

Fonte: Brasil de Fato

Luciano Hang incentiva o golpe e o terror nas rodovias

O empresário bolsonarista Luciano Hang, dono das lojas Havan, foi filmado numa churrascaria que fica numa estrada de Santa Catarina, no perímetro da cidade de Brusque, incentivando golpistas que promovem bloqueios criminosos de rodovias pelo país. O bilionário discursa fazendo terrorismo psicológico e diz que o golpe contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Jair Bolsonaro (PL) no último domingo (30), “ainda tem chance” de se consumar.

“O Brasil precisa de mais gente como todos vocês, que vão à luta e não aceitam o errado como verdadeiro. Temos ainda alguma chance, não sei… Se eles tomarem o poder, acabou, pessoal… Procurem um país pra viver, uma língua pra aprender… O Brasil vai virar uma Venezuela e uma Argentina, não tenham dúvidas… É o que eu sempre digo: pra onde vai seu filho, pra vai sua família… Eu tenho 400 venezuelanos trabalhando comigo, jovens… Quando no primeiro turno, todos choraram… ‘Pra onde nós vamos, Luciano?’… Então, parabéns Brusque, vamos mostrar que nós somos diferentes, porque nós trabalhamos, nós acreditamos no trabalho… Eu ontem estava numa reunião lá na empresa, e a gente nota os estados que vão bem, e os estados que não vão bem… Os estados que trabalham, que acreditam na força da família, são os estados onde tem pleno emprego, onde as pessoas têm qualidade vida, e onde elas votam errado, elas vão mal… Vão mal porque votam errado… Eu não sei quem nasceu primeiro, se é o político vagabundo, ou a pobreza… E eles não veem isso, eles são vítimas do processo que eles vivem… E agora, eu ainda acho que dá tempo… Vamos esperar”, diz o apelidado Véio da Havan, com um discurso claramente xenofóbico contra o Nordeste, região onde o presidente eleito Lula venceu com grande margem sobre Bolsonaro.

Fonte: Revista Fórum

Assista o vídeo:

https://revistaforum.com.br/politica/2022/11/2/video-luciano-hang-incentiva-golpe-em-restaurante-de-estrada-em-sc-125919.html

Fanáticos bolsonaristas continuam atrapalhando o trânsito na Fernandes Lima, em Maceió

Um grupo de fanáticos bolsonaristas continua atrapalhando o trânsito na Fernandes Lima, principal avenida de Maceió. Desde segunda feira, que o grupo de lunáticos imploram por intervenção militar diante do Quartel do Exército, o 59º Batalhão de Infantaria Motorizada e que fica localizado na referida avenida que liga a parte alta ao centro da capital alagoana.

As pessoas que precisam trafegar pela avenida, que é conhecida pelo habitual engarrafamento, proferem todo tipo de xingamento ao grupo, que promete resistir “até que Bolsonaro declare estado de sítio e anule as eleições”, como explicou um bolsonarista alucinado que não se quis se identificar.

Apesar do grupo está atrapalhando o trânsito, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e a Polícia Militar não tem plano para retirar a seita de lunáticos do lugar.

Compra de votos, assédio eleitoral e fake news: o plano de Bolsonaro para roubar a eleição

O jornalista Caco Barcellos no programa Profissão Repórter mostrou flagrante ação de compra de votos por Bolsonaro no Mato Grosso do Sul. A compra de votos, ameaças de prefeitos e patrões se repetiram no Brasil inteiro. A CUT e as centrais sindicais realizaram milhares de denúncias de assédio eleitoral promovidas pelas empresas, com poucas sendo punidas. Além disso, a produção em larga escala de fake news, fizeram parte do plano de Bolsonaro para roubar as eleições.

Até a Polícia Rodoviária Federal foi escandalosamente aparelhada para tentar impedir o acesso aos locais de votação dos eleitores de Lula no Nordeste. E todo essa engrenagem fraudulenta foi turbinada pelos bilhões desviados do orçamento público e que alimentaram o caixa do chamado “orçamento secreto”, o maior escândalo de corrupção da história do Brasil.

Nesse sentido, a reportagem joga luzes sobre essas operações clandestinas que se repetiram em várias partes do Brasil e que explica em parte, a votação de Bolsonaro.

Os jornalistas Caco Barcellos e Chico Bahia exibiram no programa Profissão Repórter, da Globo, um suposto caso de assédio eleitoral, por meio do cadastro do Auxílio Brasil, no município de Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, faltando menos de 48 horas para o segundo turno das eleições, realizado no domingo (30). 

“Ao ver Caco entrando no local, a assessora da secretária que falava veio a seu encontro e, ao ser questionada se a reunião teria a ver com a votação, afirmou hesitante: “Tem a ver de demonstrar o que o presidente e o governador estão fazendo pelas pessoas.,  Ao ser questionada sobre a reunião, a mulher diz “que tem que mandar as listas”. “Nós mandamos a lista para o MDS”, completa em seguida. 

Testemunhas relataram que as reuniões teriam sido iniciadas três dias antes da realização do segundo turno. “Antes não tinha essa reunião não. Disse que era para assinar o negócio do Bolsa Família. Aí ontem que eu ouvi falando que, quando acaba a reunião, o Rudi [Rudi Paetzold, MDB] dá R$ 50 para cada um. Rudi é o prefeito daqui”, contou uma mulher que estava no local. 

Redação com Brasil 247

Bloqueios de rodovias de caráter golpista já levam à falta de alimentos, oxigênio e insumos para vacinas

Pacientes que precisam de hemodiálise para sobreviver ficam sem atendimento em SC por causa de bloqueios.

Os bloqueios em rodovias erguidos por bolsonaristas que pedem um golpe de Estado já estão levando ao desabastecimento de alimentos. Foi afetado o fornecimento de carne bovina e suína, aves e peixes, leite, hortaliças, legumes e frutas. Caso o transporte não seja normalizado com a retirada dos golpistas, a falta de produtos levará a mais inflação.

“A situação está bem bagunçada”, desabafa André Nicola, gerente da unidade de Chapecó (SC) da empresa Cantu, distribuidora de alimentos que atua em sete estados no país.

Não há estimativa do prejuízo para a unidade que distribui, em média, entre 40 e 50 toneladas por dia, mas Nicola alerta que já há falta de alimentos e que a situação “vai piorar”.

Por conta dos bloqueios e da incerteza de chegar ao destino, os caminhões não estão carregando os produtos das lavouras e interpostos. “Há uma quebra na cadeia de abastecimento. Isso provoca a falta de alguns itens e o aumento do preço dos alimentos no mercado”, explica.

Empresas proprietárias de frigoríficos em Santa Catarina já tiveram que interromper abates devido ao atraso nas cargas de bois, suínos e frangos. Para evitar que o problema continue, o que poderia levar ao desabastecimento, os caminhões estão sendo enviados a outras unidades.

O estado é um dos principais produtores de alimentos do país e, ao mesmo tempo, conta com uma quantidade grande de bloqueios, dada a votação expressiva que Bolsonaro teve nessa unidade da federação no último domingo. Isso afeta o escoamento, inclusive para a capital.

Em Florianópolis, um funcionário do Ceasa que pediu para não ser identificado disse que há uma redução no fluxo e que isso vai se refletir no abastecimento “provavelmente daqui uns dias”.

São Paulo já sente efeitos dos bloqueios.

A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) afirmou, em nota, que entre a zero hora e as 10h desta terça (1º), caiu em 17% a quantidade de veículos que entraram no entreposto da Vila Leopoldina na capital. Culpa em parte do bloqueio das rodovias.

Ela descarta desabastecimento, mas funcionários dos permissionários da Ceagesp ouvidas pela reportagem afirmam o contrário.

Um deles, do setor de pescados, que falou sob condição de anonimato, contou que nessa madrugada chegaram “pouquíssimos caminhões, a maioria está parada na estrada”. E isso gerou falta de produtos.

Ele alerta para o risco de perder parte da produção, já que o pescado é armazenado em câmaras frias a diesel – sem combustível, ela permanece resfriada por aproximadamente 12 horas. “É bastante prejuízo. Quando a carga chegar vamos analisar as condições e, se for o caso, a produção é apreendida e destruída”.

Um funcionário estima que metade dos caminhões de hortaliças, legumes e frutas não chegaram na madrugada ao Ceagesp porque a maioria dos motoristas ficou parada na estrada. Isso também significa desabastecimento de determinados produtos. “Temos que trabalhar, temos que escoar a mercadoria. É lamentável, afeta o abastecimento, os preços, e quem sai prejudicada é a população”, afirma.

Cooperativas de laticínios que processam remessas de pequenos produtores das regiões norte e sul do Estado também alertam que o produto não está chegando como planejado devido aos bloqueios.

Apesar das paralisações de caráter golpista, as unidades dos Ceasas de Minas Gerais e Rio de Janeiro afirmaram que não há desabastecimento.

O IPCA-15, última medição da inflação oficial brasileira, apontou que os alimentos registraram alta de 0,21%. No último mês, as frutas subiram 4,6%, a batata-inglesa, 20,1%, o tomate 6,2%. Os bloqueios podem piorar esse cenário diante de um cenário de escassez.

Desde o início do ano, os preços dos alimentos comprados para consumo em domicílio acumulam alta de 12%. Destaque para o leite (42,5%), a farinha de trigo (33,9%) e a cebola (84,6%).

Redação com Uol

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