Atos antidemocráticos são chefiados e financiados por empresários, dizem procuradores a Moraes

Procuradores-gerais de Justiça dos Ministérios Públicos de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo disseram ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, que integrantes dos atos antidemocráticos fazem parte de “uma grande organização criminosa com funções predefinidas”.

Após o encontro com o ministro na sede do órgão, no início da tarde desta terça-feira (8), o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Mario Luiz Sarrubbo, disse que há um movimento organizado, capitaneado por empresários, para que estas manifestações aconteçam.

Entre dados da investigação, estão ônibus de prefeituras que transportaram manifestantes, financiadores e arrecadadores que usam números de Pix.

Isto é feito para que as pessoas possam se abastecer financeiramente nas manifestações que não aceitam o resultado das eleições de 2022 e pedem golpe de estado.

“É um financiamento que começou com o bloqueio de estradas, depois eles se movimentaram, foram para frente de quartéis e, a partir daí, estamos entendendo esse fluxo de pessoas, que podem responder na esfera criminal”, disse.

Segundo o procurador, foi feito um cruzamento de informações entre os estados sobre a organização dos movimentos e a preocupação maior agora é mapear o fluxo financeiro que está proporcionando os bloqueios nas estradas e rodovias.

“Nós já temos alguns nomes que ainda não podemos revelar porque estão sendo investigados, mas a ideia é que esse cruzamento possa permitir a identificação de empresários que estão patrocinando movimentos golpistas”, explicou.

Ainda segundo Sarrubbo, há um caráter interestadual nesse tipo de organização pois os movimentos que acontecem nas diferentes federações são muito parecidos. Por exemplo, bloqueios nas estradas que terminam e logo em seguida são fechados outros trechos.

“A gente espera que o Brasil possa prosseguir sem golpes, sem movimentos que possam atentar contra a democracia. Somos todos favoráveis a qualquer tipo de manifestação, o que não podemos admitir, evidentemente, são atos a favor de golpes de estado, intervenção militar, ou mesmo pedir que as eleições não sejam validadas”.

Já a procuradora do Espírito Santo, Luciana Gomes Ferreira de Andrade, explicou que empresários que fazem parte destes movimentos chegaram a criar listas de consumidores que deveriam consumir ali seus produtos ou serviços, criando embaraço à livre iniciativa do comércio.

“Isso é algo que a gente não ouvia falar há muitos, mas que também tem o olhar atento do Ministério Público como defensor da democracia e precisa ser repudiado por qualquer cidadão”, disse, afirmando que há empresários com projeção nacional nas investigações.

“Isso demonstra um coletivo de criminosos articulado pelo Brasil”, afirmou.

Fonte: Yahoo!Notícias

Assomal usa linguagem de miliciano para atacar deputado Paulão

A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas publicou nota de repúdio ao deputado federal Paulão (PT) nessa terça-feira, 08 de novembro com linguagem de miliciano e de apoio aos atos ilegais, golpistas e antidemocráticos que paralisaram a avenida Fernandes Lima durante dias.

Na nota, a Assomal exibe uma foto do deputado Paulão com a expressão “CANCELADO”, típica das milícias que quando assassina alguém exibe esse tipo de mensagem.

A nota segue: “A Assomal lamenta com pesar a morte da postura, do respeito e do decoro do Parlamentar Paulão”. Nota e foto, formam um todo semiótico de ameaça ao parlamentar e aos que questionam e exigem punição dos que organizam, financiam e participam dos atos ilegais e antidemocráticos em Alagoas.

Segundo a nota a Assomal, “repudia o comportamento do Deputado Federal Paulão que na sessão realizada no dia 07/11/2022, denominou como HIENAS os militares da ativa e da reserva, como também, todo e qualquer cidadão que esteja ocupando o canteiro da Av. Fernandes Lima, em Maceió/AL, por participar de manifestação”.

O problema é que a nota da Assomal, além de defender a ilegalidade ainda usa linguagem miliciana. Grave, muito grave. Com a palavra o governador Paulo Dantas e o Ministério Público.

Cabo Bebeto e vereador Leonardo Dias são apontados como articuladores das manifestações antidemocráticas de Maceió

Nas redes sociais, o deputado estadual Cabo Bebeto e o vereador Leonardo Dias, são apontados como os grandes articuladores dos atos ilegais e antidemocráticos, que paralisaram o trânsito por vários dias na avenida Fernandes Lima em Maceió.

Em um vídeo, o próprio Cabo Bebeto diz que “por recomendações” ele e o vereador Leonardo Dias não devem participar desses atos, mas estimula as manifestações ilegais.

Na verdade, esses representantes da extrema-direita de Alagoas não vão aos atos e não apoiam abertamente tais manifestações por que sabem que é crime pedir intervenção militar e contestar resultado legítimo das urnas.

Cabe ao Ministério Público investigar o que nas redes sociais todo mundo já sabe e responsabilizar esses parlamentares por tais práticas que atentam contra a democracia.

Semana Cultural: programação comemorativa dos 112 anos do Teatro Deodoro

Celebração contará com participações de Paulo Betti, Emília Clark, Marika Gidali e de produtores da Feira Agroecológica Novo Jardim

Para celebrar os 112 anos de fundação do Teatro Deodoro, a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal) preparou uma semana cultural, que acontecerá entre os dias 14 e 20 de novembro, com atividades das 8h às 22h. Paulo Betti, Maria Emília Clark e Marika Gidali são presenças confirmadas na celebração.

O lançamento da programação, será realizado nesta terça-feira (8), às 8h30, no Café da Linda, do Complexo Cultural, em um coffee break com a imprensa. Para participar, a equipe de reportagem deve enviar e-mail para ascomteatro@gmail.com até às 19h desta segunda-feira (07). 

Durante o evento comemorativo, que acontecerá em todos os espaços do Teatro Deodoro, os parceiros da Diteal, Chau do Pife, MC Tribo, Wilson Santos, grupo Transhow, Coletivo Nossa Gente, Orquestra Filarmônica e Clube do Jazz também estarão presentes na semana de celebrações. Haverá, ainda, uma oficina de iluminação cênica com Edner Careca. Os projetos Quinta no Arena e Teatro Deodoro é o Maior Barato também serão celebrados durante o aniversário. A maioria dos espetáculos terá entrada gratuita.

A novidade deste ano é a parceria com a Feira Agroecológica Novo Jardim, que, além de artistas, trará 20 agricultores e expositores familiares vindos de assentamentos da reforma agrária e comunidades rurais de Alagoas, para expor produtos no Pátio do Teatro Deodoro, ao lado do Café da Linda, entre os dias 15 e 19 de novembro, das 9h às 21h.

A participação da Feira Agroecológica Novo Jardim visa estimular o intercâmbio sociocultural entre produtor e consumidor final, fomentando a cultura alagoana e nordestina com destaque à preservação ambiental e à preservação da cultura alimentar livre dos agrotóxicos.

SERVIÇO:

O QUE: Lançamento da programação de aniversário de 112 anos do Teatro Deodoro

ONDE: Café da Linda, Foyer do Teatro Deodoro

QUANDO: 8 de novembro

HORÁRIO: 8h30

Fonte: Ascom Diteal

Espanha: Não ao Orçamento de guerra!

O governo de Pedro Sánchez e Yolanda Díaz apresenta-nos, mais uma vez, o chamado “Orçamento social”. Mas, por detrás da propaganda, esconde-se a realidade dos números. Porque os Orçamentos são contas… e não contos.

E esta realidade mostra algo que é ressentido pela maioria dos trabalhadores (estejam eles no activo, ou sejam reformados ou desempregados) e dos jovens de todas as cidades do nosso país: um quarto da população já está em situação de pobreza, e esta percentagem tem vindo sempre a aumentar, o poder de compra diminuiu mais de 6 % este ano para a maioria das populações (em especial, devido ao aumento de bens essenciais, tais como a energia, os combustíveis e os alimentos). E os planos de despedimento na indústria continuam a ter lugar, uns após outros. Não há necessidade de acrescentar mais facto a este quadro.

Será que este Orçamento responde às necessidades da população?

O item que mais aumenta – com um aumento real de 126% – são as despesas militares (aquilo a que chamam Orçamento “para a defesa”). O segundo, 31 mil milhões, serão gastos no pagamento de juros da Dívida pública, o que representa mais de 2% do PIB. Os únicos empregados que recebem um aumento salarial digno desse nome são os polícias e os guardas civis. Enquanto jorra dinheiro para armas e corpos repressivos, a Saúde está exangue na sequência da pandemia, a Educação continua com salas de aula superlotadas, e centenas de milhares de jovens vêem negado o acesso ao Ensino profissional público. Esta é a realidade: trata-se de um Orçamento que impulsiona a guerra e promove a guerra social.

Fonte: POUS4

Moradores dos flexais rejeitam acordo entre MPF, MPAL, DPU, Prefeitura de Maceió e Braskem

Maioria quer realocação com indenizações que consideram “justas”

Moradores do Flexal de Baixo e do Flexal de Cima, em Maceió, se recusam a aceitar o termo de acordo oficializado entre os ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MPAL), Defensoria Pública da União (DPU), Braskem e Prefeitura de Maceió. O documento, procolado na semana passada, prevê uma série de ações que visam à integração urbana na região dos Flexais.

Mas, para a população, a melhor solução seria a realocação com indenizações que consideram “justas”. Na última sexta-feira, parte deles fez um protesto contra o acordo, que havia sido rejeitado pela maioria durante audiência no último dia 3 de agosto, na sede do MPF em Alagoas.

De acordo com as lideranças do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), ao firmarem esse termo, MPF, MPAL, DPU e Prefeitura de Maceió estariam sendo coniventes com a violação dos direitos individuais e coletivos das pessoas afetadas pela Braskem.

Os moradores dos flexais sofrem com o isolamento social devido ao esvaziamento dos bairros nas redondezas, que foram evacuados por conta das consequências geológicas provocadas por mais de quatro décadas de mineração de sal-gema, o que desestabilizou o solo.

“Aceitar esse acordo significa abrir mão do direito que essa comunidade tem de ser reparada integralmente pelos danos causados pela Braskem! Não há condições de habitabilidade ali, de uma vida saudável, são duas ruas mutiladas!”, diz postagem do MUVB nas redes sociais.

Ações previstas

O acordo estabelece quais ações devem ser priorizadas — no prazo máximo de 24 meses — na execução do projeto de integração e desenvolvimento nas áreas de economia e trabalho; educação, esporte, lazer e meio ambiente; saúde e assistência social; atendimento e segurança da comunidade; e mobilidade.

Estão previstas a criação de uma nova unidade básica de saúde e de uma nova escola em substituição aos serviços prestados pela antiga Escola Municipal Major Bonifácio, e a instalação ou ampliação de serviços básicos de saúde que assegurem o atendimento aos moradores da região. O acordo prevê também a ampliação e/ou alteração de rotas existentes de ônibus, de modo a suprir falhas de transporte; e a ampliação de rondas feitas pela guarda municipal.

Com relação à segurança, o projeto prevê o mapeamento da iluminação pública para posterior instalação de iluminação LED; já com relação às ações de conservação e zeladoria, o documento estabelece a divulgação da periodicidade e dos horários da coleta domiciliar e da limpeza urbana. Além disso, as partes se obrigam a adotar medidas para evitar ocupação e construção irregular de imóveis naquela localidade.

O projeto de execução contempla a instalação de centro de apoio aos pescadores, integrado a píer de acesso à lagoa, bem como a implantação de espaço para feira visando a atender à comunidade local.

Compensação financeira

Com a celebração do acordo fica garantido aos moradores e comerciantes da região o pagamento de uma parcela única no valor de R$ 25 mil por núcleo familiar e comércio; e de R$ 30 mil, no caso de imóvel misto, a título de indenização por danos patrimoniais e extrapatrimoniais.

Segundo a cláusula quinta, o acordo não vincula e nem gera quaisquer obrigações para os cidadãos que não concordarem com as medidas propo

Fonte: 082 Notícias

PRF é recebida a tiros por bolsonaristas no Pará

Equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foram recebidas a tiros por bolsonaristas que bloqueiam um trecho da BR-163 em Novo Progresso, no sul do Pará, durante operação hoje para tentar desobstruir a via.

A ocorrência, registrada no final da manhã de hoje (7), deixou ao menos um agente ferido. Uma criança passou mal e precisou ser socorrida, mas já recebeu alta médica, segundo a corporação.

Imagens recebidas pelo UOL mostram as viaturas danificadas da PRF deixando o local em alta velocidade após serem recebidas a tiros, pedras, fogos e outros objetos. A cidade é a única que tem bloqueio de rodovia no estado hoje, segundo a PRF.

Nas imagens, é possível ouvir um manifestante comemorando que “o povo expulsou a polícia”. “Agora é guerra”, diz um deles.

Em outra imagem, um homem mostra ao menos sete cápsulas de tiro supostamente disparadas contra os policiais.

Na semana passada, quando já havia ordem judicial para desbloqueio da BR-163, a PM (Polícia Militar) do estado afastou um tenente que se recusou a retirar os manifestantes.

Como a cidade se comportou na eleição? Novo Progresso é um dos principais focos atuais de desmatamento e de queimadas na Amazônia. No segundo turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 82,92% dos votos válidos no município, contra 17,08% do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Novo Progresso também é a quinta cidade da Amazônia com mais desmatamento e queimadas em 2022, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Somente neste ano foram 3.165 focos, ou seja, quase dez por dia.

Em 2019, a cidade foi destaque mundial quando fazendeiros locais combinaram incendiar várias áreas ao mesmo tempo, no episódio que ficou conhecido como “Dia do Fogo.”

Por que rodovias têm sofrido interdições? Rodovias federais e estaduais têm sido fechadas pelo Brasil desde a noite do último dia 30 de outubro, data do segundo turno das eleições.

Durante a semana, mais de 300 trechos de estrada chegaram a ser paralisados. De acordo com a atualização mais recente da PRF, publicada às 15h37, ainda há 15 interdições —fechamentos parciais— de pistas e quatro bloqueios —fluxo totalmente interrompido.

Fonte: Oul

Orçamento secreto: o maior esquema de corrupção da história!

“ORÇAMENTO SECRETO É O MAIOR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA DA HISTÓRIA”, DIZ TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL

“Nunca foi tão fácil e tão pouco arriscado desviar dinheiro público na história do país. Essa é a consequência grave da manutenção do orçamento secreto, na avaliação do diretor executivo da seção brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão. “O orçamento secreto é o maior esquema de institucionalização da corrupção na história brasileira”, afirma ele, com segurança, nesta entrevista ao Congresso em Foco.

E é a partir daí que se depreende que nunca antes foi tão fácil desviar dinheiro público. Porque, para aqueles que têm acesso a esses recursos públicos, o orçamento secreto elimina de forma quase total os riscos do desvio. “Tiraram os mecanismos tradicionais de desvio de dinheiro para criar um mecanismo de assalto aos cofres públicos com um verniz de legalidade, um teatro de institucionalidade, que reduz os riscos dos agentes, mas que é um a apropriação indébita, uma apropriação corrupta”, avalia Brandão.

É por isso que, para o diretor da Transparência Internacional, será um grande risco para o novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva negociar com o Congresso a manutenção do orçamento secreto nos mesmos termos e da mesma forma como ele vem sendo executado. “Trata-se de um mecanismo de impunidade”, afirma.

Numa comparação com os graves esquemas anteriores de corrupção do país – o mensalão e o petrolão –, Bruno Dantas explica que, enquanto eles mantinham aspectos dos mecanismos tradicionais de corrupção pública, tudo isso sofisticou-se no orçamento secreto. Nos dois casos, o que havia eram fraudes em contratos de licitação de grandes projetos, com desvios de percentuais em processos que conseguiam ser alcançados pelas ferramentas de fiscalização: tribunais de contas, Ministério Público, Polícia Federal, etc.

“Tanto o mensalão quanto o petrolão foram instrumentos de macrocorrupção, mas foram diretamente mecanismos de corrupção, de desvio de dinheiro público de estatais, de fraudes em licitações para financiamento de apoio político e também para enriquecimento ilícito de agentes públicos e privados. Me parece que as coisas foram se tornando mais graves”.

Mecanismo de impunidade

Outro aspecto que Bruno Brandão chama a atenção é que não há no orçamento secreto um mecanismo exatamente de barganha política. “Se nós pegássemos o modelo do mensalão, ele foi um mecanismo corrupto para comprar votos no Congresso e garantir a governabilidade. O orçamento secreto não é um pacto de governabilidade, não é um mecanismo de governabilidade. É um mecanismo de impunidade. Porque não existe um projeto de governo, uma visão de país do governo Bolsonaro que estaria sendo barganhado para a aprovação de projetos. Na verdade, é uma barganha por impunidade”, acusa ele.

Nesse sentido, Bruno Brandão confia que o Supremo Tribunal Federal (STF) vá acabar por considerar inconstitucional o modelo. “O que nós achávamos que seria uma boa saída para essa situação é a atuação do poder Judiciário, do Supremo Tribunal Federal”, considera ele. “Com o horizonte de um novo governo que, ainda que com problemas, demonstrou no seu passado um respeito às instituições democráticas muito superior ao governo atual, talvez o Supremo possa exercer o seu papel intervindo nessa situação para abolir essa prática obscena e claramente inconstitucional do orçamento secreto”.

Pulverização da corrupção

Um dos aspectos que dificulta a fiscalização da corrupção que se envolve no orçamento secreto é que ele trabalha com a total pulverização dos recursos públicos. São centenas, talvez milhares, de alocações de recursos em pequenos municípios, boa parte deles justamente aqueles com menor capacidade de fiscalização própria da aplicação. É na soma desse enorme varejo de recursos públicos que o desvio acontece.

“Enquanto o mensalão ou o petrolão eram esquemas que desviavam recursos de grandes contratos da administração pública, das estatais, de grandes obras e outras contratações, esse agora é um assalto direto ao orçamento público, que o que faz é uma pulverização na mesma ou em maior escala que os anteriores, mas de forma pulverizada”, explica Bruno Brandão. “Fazendo jorrar recursos federais para pequenos projetos e contratações, mas em um número imenso de localidades espalhadas pelas regiões mais desassistidas do país e com menor capacidade institucional de fazer o controle da alocação e da execução desses recursos. O que se fez foi jogar gasolina na fogueira. Já existia grande corrupção nos municípios, mas agora com um volume de recursos nunca antes experimentado. Nunca se viu tanto recurso federal indo para essas municipalidades sem qualquer controle”, considera o diretor da Transparência Internacional.

“Sai de algum lugar”

O dinheiro que se perde nessa pulverização de recursos públicos sai de algum lugar. Ou seja, não apenas se perde em milhares de destinações inúteis. Mas deixa de financiar outros grandes projetos importantes.

Um dos projetos que perdeu, por exemplo, dinheiro para financiar o orçamento secreto foi um projeto de combate ao câncer. O câncer é uma das doenças de tratamento mais caro. E, por essa razão, são diversos os seus pacientes que acabam tendo de recorrer ao Sistema Único de Saúde. Enquanto diversos deputados agraciaram seus pequenos municípios com tratores – ou nem isso – o tratamento de câncer na rede pública de saúde perdeu dinheiro.

Democracia desigual

“O terceiro impacto, talvez o mais grave, é o impacto sobre a própria democracia brasileira na deturpação das condições de competição eleitoral”, analisa Bruno Brandão. “Porque alguns políticos – e normalmente a classe mais corrupta e fisológica – tiveram acesso desigual e secreto a recursos milionários que os beneficiaram enormemente na competição eleitoral”.

Bruno Brandão exemplifica com o caso do próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tido como o dono da chave do orçamento secreto, aquele que define para quem irão as verbas. “Arhtur Lira quase dobrou seu número de votos das eleições anteriores. Teve acesso a meio bilhão de reais para seus interesses políticos”, observa.

Desmanche da fiscalização

“Seria uma piada se não fosse uma tragédia essas falas de que não houve corrupção”, acusa Bruno Brandão. Muito ao contrário de ter sido um governo menos corrupto, na avaliação do diretor da Transparência Internacional o que o governo Jair Bolsonaro fez foi procurar desmanchar os mecanismos de fiscalização que o país levou décadas para construir.

“O mais grave foi a destruição da capacidade do país de confrontar a corrupção. E com essa destruição dos mecanismos de combate à corrupção também se destruíram pilares do próprio sistema democrático. Do sistema de freios e contrapesos da democracia brasileira”, diz Bruno Brandão.

Na avaliação de Brandão, Bolsonaro tentou destruir todos os três pilares do sistema de freios e contrapesos da democracia brasileira: o pilar de responsabilização jurídica, legal; o pilar de responsabilização política, e o pilar de responsabilização social.

“Ao interferir nas instituições de controle e neutralizar a Procuradoria Geral da República, ele desmontou o pilar de controle jurídico, controle legal dos atos do governo e de tantas autoridades”, principia o diretor da Transparência Internacional. “Ao comprar o Congresso Nacional, garantiu a blindagem contra processos de impeachment que dormiram na gaveta de Arthur Lira, mais de 140 pedidos de impeachment e destruiu o pilar de responsabilização política”, continua. “Ao reduzir o espaço cívico, ao promover retrocessos sem precedentes na transparência, a decretação de sigilos abusivos, a destruição dos espaços de participação institucionalizados, ao atacar sistematicamente a imprensa investigativa, as organizações da sociedade representativa, o ativismo, ele tentou neutralizar também o pilar de controle social”, conclui.

Fonte: Congresso em foco

Quase um milhão de alagoanos estão endividados

Em Alagoas, 946.322 pessoas entraram para a estatística da inadimplência. Entre o mês de agosto para setembro, 19.236 alagoanos aparecem na lista de inadimplência, de acordo com dados da Serasa.

Ainda conforme os dados, a maioria das dívidas dos alagoanos são com bancos e cartões, registrando 33,1% das dívidas totais. Em segundo lugar aparecem as contas básicas como água e luz que representam 30,5% das dívidas. Já o segmento de telecomunicações representa 3,38% e o varejo 8,89%.

A facilidade de adquirir crédito, movimento dos bancos digitais e liberação de limites, são os principais fatores que contribuem para a inadimplência com bancos e cartões. 

“Hoje com o nome sem restrições é muito mais acessível conseguir limites em cartões de créditos. Hoje as pessoas têm tranquilamente 3 ou mais cartões e é aqui também que está o perigo. A soma de todos esses limites se torna muito superior ao valor que a pessoa recebe por mês”, explica a economista Thayse Ingrid. 

Ela avalia que outro motivo para a inadimplência é a falta de reserva financeira de segurança. “Ao se depararem com situações inesperadas, como uma demissão ou um carro que quebra, por exemplo, precisam recorrer aos empréstimos junto aos bancos”, alerta a mentora financeira. 

Redação com Cada Minuto

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