Carro Tesla ‘sem motorista’ deixa dois mortos na China

Um acidente envolvendo um veículo da marca Tesla deixou dois mortos e três feridos na cidade de Chaozhou, na China. Após o vídeo do ocorrido, registrado por câmeras de segurança, ganhar milhões de visualizações nas redes sociais atribuindo o acidente a uma “pane” no veículo, a empresa de Elon Musk se pronunciou na tarde de hoje afirmando que vai dar assistência à polícia chinesa nas investigações.

O acidente em questão foi registrado no dia 5 de novembro. Segundo a imprensa local, o motorista, identificado como Zhan, 55, estava estacionando o veículo “Model Y” da empresa quando ele perdeu o controle sozinho, andou em alta velocidade por dois quilômetros, atingiu duas motocicletas e duas bicicletas.

As imagens divulgadas nas redes sociais mostram o veículo passando em alta velocidade por diversos trechos da cidade até colidir pela última vez e causar uma pequena explosão. No acidente, uma estudante do ensino médio e um motociclista morreram.

Segundo o jornal chinês Jimu News, a polícia local descartou a possibilidade do motorista estar sob efeito de drogas ou álcool. As autoridades não descobriram, porém, o que causou o acidente até o momento.

A publicação disse, ainda, que uma filial da Tesla no país apontou que o carro atingiu velocidade máxima de 150 km/h e que o freio nunca foi acionado pelo motorista, o que foi negado pelo homem.

Em nota republicada pela Reuters na noite de hoje, a Tesla informou que vai dar assistência às autoridades chinesas na investigação.
“A polícia está buscando a avaliação de uma agência independente para identificar a verdade por trás desse acidente. Vamos prover toda a assistência necessária”, disse a empresa, ressaltando o pedido de “cuidado com rumores”.

Fonte: TNH1

Garis protestam contra atraso de salários em Maceió

Mais uma vez, trabalhadores da coleta regular de resíduos protestaram contra a Prefeitura de Maceió. Desta vez, os garis fecharam três vias de acesso à Avenida Durval de Góes Monteiro, para cobrar o pagamentos de salários e de direitos trabalhistas, na manhã desta segunda-feira (14).

O protesto, nas proximidades da região conhecida como “Viaduto da Federal”, deixou o trânsito congestionado. Os manifestantes queimaram pneus e galhos de árvores para impedir a passagem de veículos.

A reportagem da TV Pajuçara esteve no protesto e ouviu de representantes da categoria que trabalhadores não estão recebendo o pagamento de rescisões contratuais. Também há relatos de atrasos no pagamentos dos vencimentos dos trabalhadores, que dizem ter recebido o mais recente no último dia 14 de outubro.

Fonte: TNH1

Queima de arquivos? Computadores do Planalto são apagados

Mensagem recebida pela área de informática da Presidência da República orientou formatar todos os computadores para lidar com suposta ameaça detectada. Para especialista, se não houver explicação, o ato pode indicar má-fé.

Os funcionários da área de informática do Palácio do Planalto estranharam a mensagem que dizia para chegarem mais cedo no dia 03 de novembro,  quinta-feira pós-segundo turno das eleições presidenciais, para formatar todos os computadores. A ação teria por objetivo “amenizar” a situação provocada por uma ameaça que teria sido detectada pelo sistema antivírus da rede da Presidência da República.

A mensagem orientava a formatar todas as máquinas e reinstalar o sistema operacional, como forma de combater o suposto malware detectado e ainda dizia que alguns arquivos haviam sido criptografados. De acordo com o aviso, outras áreas do Planalto já haviam sido avisadas do problema.

Queima de arquivo?

O que há de estranho nessa história é o fato de uma suposta ameaça mobilizar uma força-tarefa para formatar as máquinas do Palácio do Planalto, onque implica em apagar os arquivos dos computadores, poucos dias após a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Conforme informações do portal Metrópoles,  a Secretaria de Comunicação afirmou que aguarda informações da área técnica e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) remeteu a questão à Secretaria-Geral da Presidência da República, que não respondeu à reportagem.

Apagão precisa ser explicado

Para Bruna Martins, pesquisadora visitante no Berlim Social Science Center, “a medida desperta alertas, especialmente pela sua aplicação no exato momento do início dos trabalhos do governo de transição”. Ela explica que a justificativa de “ameaça cibernética ou malware” pode ser pertinente, mas “a principal preocupação aqui é com a preservação de informações de interesse público e necessárias para o monitoramento e implementação de políticas publicas e que, acima de tudo, devem ser preservadas”. 

Martins, que é também ativista da Coalizão Direitos na Rede, avalia que  “a gestão Bolsonaro marcou um período preocupante na história recente do país,  onde políticas de transparência e acesso a informação não foram priorizadas, o governo tornou o acesso a dados deliberadamente mais complicado e suas insitutições menos transparentes”. Para a especialista, a sociedade civil e o gabinete de transição devem exigir da Presidência da República garantias que as informações contidas nas máquinas formatadas foram preservadas, bem como uma explicação sobre a real motivação do pedido, com fundamentação na política de segurança da informação da Presidência da República.

“A ausência de apresentação dessas garantias poderá acabar indicando que a atual gestão está agindo de má-fé e pode, inclusive, ter feito o ato para dificultar a transição de governo ou para apagar evidências ou provas da má gestão de Bolsonaro”, conclui Bruna Martins.

Fonte: Revista Fórum

CUT espera transparência, renda básica, salário mínimo, correção da tabela do IR e recuperação de direitos

Direção da central também cobra investigação e punição para crimes do atual governo. E afastamento dos militares da vida política do país

A executiva nacional da CUT divulgou nota nesta sexta-feira (11) para afirmar que, a partir de 1º de janeiro, a chegada de um novo governo será momento de recuperar direitos, fortalecer a democracia e reconstruir o país. Com “uma proposta de desenvolvimento sustentável com inclusão social e distribuição de renda”.

“A CUT tem um papel fundamental a desempenhar no processo de reconstrução do Brasil, a partir da organização e mobilização dos trabalhadores e trabalhadores para garantir a manutenção de uma política robusta de renda básica, a retomada política de valorização do salário mínimo, a revisão da tabela do imposto de renda e o resgate dos muitos direitos que foram retirados desde 2016 e superação da fome que voltou a assombrar o país”, afirma a entidade, que fala ainda em “reorganização sindical”.

Entre as medidas citadas, a central destaca a “reforma” administrativa ainda em tramitação (Proposta de Emenda à Constituição 32), privatizações em andamento e o chamado teto de gastos (Emenda Constitucional 95), além do orçamento secreto. Tudo isso, afirma a CUT, precisa ser superado “em favor de uma política de participação popular, fortalecimento da ação do Estado e inclusão social com o fortalecimento do SUS e da educação pública”.

Transparência e punição

Além das questões para o próximo governo, a entidade quer transparência e punição para o atual. E cobra, por exemplo, o fim dos sigilos de 100 anos decretados pelo presidente da República. “Cobraremos a investigação e a punição dos responsáveis por todos os crimes cometidos à frente do executivo federal nesta gestão e denunciaremos o processo de destruição do Estado e das políticas públicas legado por este governo”, afirma a direção da CUT.

“Precisamos assegurar que aqueles que atentaram contra a democracia e o processo eleitoral sejam devidamente responsabilizados para que não se repitam os casos de assédio e desrespeito às leis eleitorais”, acrescenta a central. Que também pede às Forças Armadas que “abdiquem” de interferir na vida política. Da mesma forma, “as forças auxiliares da segurança pública devem limitar-se suas competências e subordinação institucional, assim como nos posicionamos favoráveis a retomada da política de desarmamento”.

Fonte: Rede Brasil Atual

Combate ao câncer vira prioridade no Chile após lei inovadora

País é o 1º da América Latina a instituir política pública contra enfermidade. OMS prevê câncer como principal causa de mortes até 2030

Em outubro de 2020, o Chile criou um projeto inovador e inédito na América Latina: a Lei Nacional de Combate ao Câncer. Cansados do calvário ao qual os pacientes com a doença eram invariavelmente submetidos, os chilenos decidiram estabelecer prevenção, diagnóstico e tratamento de tumores como uma prioridade dentro da agenda de políticas públicas do país.

A lei ainda está em implantação, mas já é considerada um marco em relação à organização de um modelo de atendimento mais eficiente e menos desigual para pessoas com a doença.

“A lei deu centralidade ao tema no Chile. Ela representou uma mudança de cultura, no qual o combate ao câncer virou o centro da pauta de saúde pública”, comenta Carolina Góic, que era senadora durante o processo de construção da lei e, anos antes, havia enfrentado um câncer linfático.

A previsão da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o câncer se torne a principal causa de mortes no mundo até 2030. O aumento da incidência da doença está intimamente ligado ao envelhecimento da população, uma vez que o desenvolvimento de tumores decorre de um erro na divisão celular e, conforme o tempo passa, a probabilidade de falhas aumenta.

Experiência pessoal e responsabilidade do Estado

Carolina explica que a lei chilena transformou em responsabilidade do Estado um assunto que costumava ser tratado como uma tragédia pessoal. “Há muita desigualdade no diagnóstico e no tratamento de câncer e, como sociedade, decidimos enfrentar isso”, disse, em entrevista ao Metrópoles, durante o seminário Mulheres, Saúde e Igualdade. O encontro, organizado pela farmacêutica Roche, em Cartagena das Índias, na Colômbia, reuniu lideranças femininas da área de saúde pública.

Racionalidade e economia

A lei chilena de combate ao câncer começou a sair do papel no ano passado com a criação do Plano Nacional de Combate ao Câncer. Construído com a colaboração de pacientes, familiares, médicos, políticos e instituições acadêmicas, o documento estabelece quais são as prioridades para o enfrentamento da doença, conta com fonte de financiamento própria e será revisado a cada cinco anos.

Um dos pontos mais importantes do plano diz respeito ao rastreamento de tumores. Os chilenos pretendem aumentar a capacidade de diagnóstico na atenção primária para que os cânceres sejam detectados ainda em fase inicial, quando as possibilidades de cura são maiores.

A criação de uma rede de clínicas e hospitais oncológicos dimensionados de acordo com as características da incidência da doença no país é outro destaque. No Chile, como no Brasil, as diferenças regionais obrigam os pacientes que vivem afastados dos centros de excelência a se mudarem em busca de tratamento. A expectativa é que estabelecer uma rede de atendimento de acordo com critérios epidemiológicos diminua as dificuldades enfrentadas por essas pessoas.

Carolina aposta que, com o tempo, a organização do sistema de atendimento também trará economia de recursos públicos, pois é centrada na racionalidade. “Vamos reunir dados que nos permitam tomar decisões baseadas em evidências epidemiológicas, o que garantirá eficiência e economia”, afirma.

Como funciona no Brasil

O Brasil ainda não tem uma lei específica para definir uma rede de rastreamento e de cuidado para o paciente com câncer, ou como dividir o financiamento destinado à doença. Há leis pontuais, como a dos 30 dias, que estabelece o prazo de um mês para a realização de exames em pacientes que estejam com suspeita de câncer, e a lei dos 60 dias, que preconiza que as cirurgias para retirada dos tumores sejam feitas em até dois meses depois do diagnóstico.

O país possui um plano nacional de combate ao câncer, que foi definido em 2013 por uma portaria do Ministério da Saúde. As diretrizes do documento estão sendo revisadas na Câmara dos Deputados para que, no futuro, como aconteceu no Chile, virem uma lei. “O plano que temos hoje está defasado, o conhecimento sobre o câncer avança de maneira muito rápida. Hoje, nosso desafio é garantir um atendimento às pessoas de acordo com esses avanços”, afirma a fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

Especialista em direito à saúde, o advogado Tiago Farina Matos explica que a existência de uma lei assegura vantagens como a destinação garantida de recursos, mas, por outro lado, pode atrapalhar o processo decisório, congelando-o. “É importante preservar uma certa maleabilidade, pois o desenvolvimento no campo científico é bastante acelerado”, afirma.

Fonte: Metrópoles

PM de Alagoas identifica chefes das organizações criminosas responsáveis pelos bloqueios golpistas

Gangue utilizavam redes sociais para mobilizar bolsonaristas e arrecadar fundos para ações terroristas

A inteligência da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) identificou as principais lideranças dos bloqueios em rodovias que ocorreram após o 2º turno das eleições, no dia 30 de outubro. Também foram reconhecidos 11 veículos utilizados para apoio logístico às manifestações. A apuração é do O Antagonista.

As informações foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 519, que investiga a ação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro nos bloqueios das rodovias em todo país.

De acordo com o relatório, foram identificados quatro grupos no WhatsApp que coordenavam as ações: 

1 – Intervenção Federal (225 membros)
2 – Brasil pelo Futuro (220 membros)
3 – Brasil Hoje (254 membros)
4 – Paralisação Nordeste – Maceió (1.200 membros)

Este último chegou a ser bloqueado pelo WhatsApp e um outro grupo reserva foi criado no Telegram, o PN (Paralisação Nordeste) que chegou a reunir 247 seguidores.

“As lideranças são difusas e não há uma centralização de comando entre eles, porém alguns indivíduos se destacam no sentido de prover insumos, meios, organização e incitação para que os atos aconteçam“, diz trecho do relatório que aponta que havia dois tipos de lideranças. “Parte se reúne, articula e organiza via redes sociais (com maior ênfase no WhatsApp e Telegram, Instagram em menor escala), enquanto uma outra parte articula o movimento in loco, (fazem uso do microfone, tomam a frente de negociações e conversam com a imprensa como líderes).”

O documento da PM-AL cita, entre líderes e articuladores:

– Jean Kellwy Rodrigues da Silva Costa, Lucas Thyago Soares Silva, Ronylle Diogo Oliveira de Deus:  apontados como líderes do grupo Intervenção Federal, cuja função seria filtrar os conteúdos, gerenciar membros, canalizar o debate e arrecadar dinheiro através de uma chave Pix em nome de Jean;

– Cássio Tomas Lima Menezes: aparece como criador a administrador dos grupos Brasil Hoje e Brasil pelo Futuro, ambos no WhatsApp. Cassio também arrecada fundos via chave Pix;

– Icaro Manuel Santos Ribeiro e Deiwd Silva Cedro: identificados como líderes do Paralisação Nordeste – Maceió e PN, ambos no Telegram. Icaro e Deiwd atuavam com a moderação, gerenciamento de membros e incitação dos manifestantes;

– Karinne Pereira dos Santos, Jacksuel da Silva Marques e Fernando Antonio Maia Filho: membros do Paralisação Nordeste – Maceió que teriam atuado até o dia 2 de novembro. Eles eram articuladores do grupo, mas era Karinne a responsável pela arrecadação financeira do grupo;

– Kayo Gustavo Fragoso Carneiro da Cunha: candidato a deputado estadual nas eleições de 2022, identificou-se como um dos líderes do movimento em entrevista uma rádio. Conhecido como Kayo Fragoso, ele é um dos organizadores da manifestação golpista que acontece na avenida Fernandes Lima, em Maceió. Kayo faz parte da Escola de Líderes Conservadores do vereador por Maceió Leonardo Dias (PL). Segundo a PM-AL, Kayo atuava nos locais dos atos e também disponibilizou sua conta para arrecadação de fundos;

– Jornandes Brito dos Santos e José Wilson Barboza de Magalhães Junior: também atuavam como líderes nos lugares onde ocorriam as manifestações.

Fonte: O Fato AL

Arsal autoriza e conta de água sobe 14% em Maceió e região metropolitana

Decisão da Arsal favorece empresa privatizada BRK e prejudica consumidores

Apesar do salário mínimo não ter ser sido reajustado adequadamente e a maioria da população não ter tido aumento de renda, a conta de água nos 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió vai sofrer um aumento a partir de dezembro. Com isso, a conta com vencimento em janeiro de 2023 fica mais cara. O reajuste foi aprovado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) e publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (8).

A BRK Ambiental, empresa que venceu o questionado leilão de privatização da Companhia de Água e Saneamento de Alagoas (Casal), assumiu a gestão do serviços de tratamento de água e esgoto na Região Metropolitana de Maceió em 2021, por meio de uma concessão de 35 anos.

Segundo a BRK, o aumento será aplicado em todas as categorias tarifárias (residencial, comercial, industrial, público ou social) e faixas de consumo, bem como em outros serviços prestados pela empresa e previstos no contrato de concessão. O reajuste do metro cúbico da primeira faixa de consumo (de 0 a 10 m³) da categoria residencial, por exemplo, será de 77 centavos, passando de R$ 5,372 para R$ 6,140.

Municípios da Região Metropolitana

Atalaia, Barra de Santo Antônio,Barra de São Miguel,Coqueiro Seco,Maceió,Marechal Deodoro,Messias,Murici,Paripueira,Pilar,Rio Largo,Satuba e Santa Luzia do Norte.

Redação com Aqui Agora AL

Manifestação massiva em Roma contra a guerra

A 5 de Novembro, ao apelo dos sindicatos, da coligação Unione Popolare (União Popular), de associações laicas de esquerda e de outras do mundo católico, mais de 100 mil pessoas desfilaram em Roma contra a guerra, pela paz.

A manifestação foi massiva, uma das maiores contra a guerra realizadas até agora na Europa. A Unione Popolare esteve presente com um cortejo enorme, encabeçado por uma bandeirola dizendo “Não à guerra, não ao envio de armas, paremos as despesas militares”.

Luigi de Magistris, porta-voz da Unione Popolare, explicou num vídeo durante a manifestação: “Manifestamo-nos hoje aqui porque somos contra o envio de armas, contra o aumento das despesas militares, contra a guerra de Putin e da NATO, contra a União Europeia que escolheu a guerra. Nenhum governo quer a paz, só os povos podem parar a guerra.”

A NATO, que está presente em Itália há décadas com várias bases militares, foi claramente visada. Uma bandeirola dizia: “Itália fora da NATO, a NATO fora de Itália”, e noutro cartaz podia ler-se: “NATO + UE = guerra”.

CONTRA A GUERRA, CONTRA A NATO, CONTRA A POLÍTICA DE AUSTERIDADE SOCIAL

“Este é um dia de oposição social e política ao governo de Meloni e às suas prioridades: a guerra, a vida cara, a repressão, os baixos salários (…)”, pode ler-se na página do Facebook de Potere al Popolo (Poder ao Povo), organização política também presente e membro da Unione Popolare. E ainda: “O aumento das despesas militares é acompanhado por uma diminuição cada vez mais acentuada das despesas sociais”.

Por conseguinte, a manifestação de 5 de Novembro assumiu uma dimensão complementar, alguns dias após o primeiro Conselho de Ministros do governo de Meloni, que promete restringir algumas medidas sociais e fazer uma política dura em matéria de imigração, já ilustrada esta semana pelo bloqueio – ao largo da costa italiana – de barcos pertencentes a ONGs envolvidas em salvamentos no mar, dando assim continuidade à política dos governos anteriores no domínio das migrações.

Maurizio Landini, Secretário-geral da CGIL, a maior das Confederações sindicais italianas, entrevistado pelo jornal francês Le Monde, afirmou: “Os bombardeamentos na Ucrânia, a situação dos migrantes no Mediterrâneo, a pobreza que está a crescer nas nossas cidades provém todos de uma e mesma realidade – um Sistema que temos de combater.”

Crónica da autoria de Ophélie Sauger, publicada no semanário francês “Informations Ouvrières” – Informações operárias – nº 731, de 9 de Novembro de 2022, do Partido Operário Independente de França.

Fonte: Pous4

Lula reúne-se com chefes de Poderes em busca de apoio para mudar Orçamento

É a primeira visita de Lula à capital desde que foi eleito presidente, em 30 de outubro. O petista retorna a São Paulo na quinta (10/11)

Recém-chegado a Brasília, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma longa agenda a cumprir, nesta quarta-feira (9/11), em encontros com chefes dos Poderes. Esta é a primeira visita do petista à capital federal desde as eleições. Ele retorna a São Paulo na quinta (10/11).

O primeiro encontro de Lula será com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), logo pela manhã. Em seguida, o futuro chefe do Executivo irá almoçar com o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). As duas reuniões serão realizadas nas respectivas residências oficiais das Casas, no Lago Sul.

Mais do que uma visita institucional, Lula deve tratar das agendas prioritárias de seu governo para o próximo ano. Estarão na pauta do encontro, as tratativas da equipe de transição de governo para a construção de um texto capaz de assegurar, nos cálculos do Orçamento 2023, as promessas feitas durante a campanha.

O petista quer ouvir da dupla qual o melhor caminho para garantir pautas, como a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 e o aumento real do salário mínimo. O teto orçamentário é o maior obstáculo e, hoje, há duas alternativas: editar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e Medida Provisória (MP).

A expectativa é que Lula escolha a PEC da Transição, como o texto está sendo chamado pelos membros do novo governo. O formato é o preferido por Lira, pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Celso Sabino (União-PA), e pelo relator-geral do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI).

Após as reuniões com os presidentes de Câmara e do Senado, o presidente eleito seguirá para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde se encontrará com a presidente da Corte, Rosa Weber. Interlocutores do partido afirmam que a visita de Lula servirá para reatar laços entre Executivo e Judiciário, cuja relação foi repetidamente tensionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Equipe de transição

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) assinou, nessa terça-feira (8/11), uma portaria que instala o Gabinete de Transição. Alckmin comanda a equipe que fará a mudança entre o governo Jair Bolsonaro (PL) e a futura gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No total, serão 31 grupos técnicos.

Alckmin anuncia representantes técnicos da transição; veja nomes

A portaria assinada por Alckmin cria cinco assessorias: Assessoria de Orçamento; Assessoria de Comunicação Social; Assessoria de Segurança Institucional; e Assessoria de Cerimonial. Essa última ficará sob o comando da futura primeira-dama do país, Janja da Silva.

Além disso, haverá 31 grupos técnicos. Veja a lista das áreas:

  1. Agricultura, pecuária e abastecimento
  2. Assistência social
  3. Centro de governo
  4. Cidades
  5. Ciência, tecnologia e inovação
  6. Comunicações
  7. Cultura
  8. Defesa
  9. Desenvolvimento agrário
  10. Desenvolvimento regional
  11. Direitos humanos
  12. Economia
  13. Educação
  14. Esporte
  15. Igualdade racial
  16. Indústria, comércio e serviços
  17. Infraestrutura
  18. Inteligência estratégica
  19. Justiça e segurança pública
  20. Meio ambiente
  21. Minas e energia
  22. Mulheres
  23. Pesca
  24. Planejamento, orçamento e gestão
  25. Povos originários
  26. Previdência social
  27. Relações exteriores
  28. Saúde
  29. Trabalho
  30. Transparência, integridade e controle
  31. Turismo

Fonte: Metróples

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