Dono de ouro apreendido pela PF tem relação com o governo Bolsonaro

apreensão de uma carga de 78 quilos de ouro pela Polícia Federal em Sorocaba (SP) na quarta-feira (4) pode trazer complicações para o governo de Jair Bolsonaro.

A carga, avaliada em cerca de R$ 23 milhões, pertenceria ao empresário Dirceu Frederico Sobrinho, dono da empresa de ouro FD Gold, que é filiado ao PSDB e concorreu como suplente de senador pelo Pará em 2018. Segundo a revista Veja, nos últimos tempos, foi recebido por quatro membros do primeiro escalão de Bolsonaro para tratar dos interesses dos garimpeiros.

“Ele esteve reunido com o vice-presidente Hamilton Mourão. O então ministro da Casa Civil Onix Lorenzoni, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, também já estiveram em reuniões com o empresário, que tem farto histórico de suspeitas de comércio ilegal de ouro – no ano passado, o Ministério Público Federal pediu a suspensão da empresa de Sobrinho, acusada de despejar no mercado mais de uma tonelada de ouro extraído de garimpos ilegais da Amazônia”, diz a reportagem. 

Fonte: Brasil 247

Lula tem 13 pontos de vantagem sobre Bolsonaro, segundo pesquisa Ipespe

Nova pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira, 6, mostra o ex-presidente Lula liderando com 44% dos votos. 13 pontos atrás, vem Jair Bolsonaro (31%), seguido por Ciro Gomes (8%), João Doria (3%) e André Janones (2%). 

Simone Tebet e Felipe D’Avila aparecem empatados com 1%. Nenhum/não iria votar/branco/nulo somam 8%. 2% não souberam ou não responderam. 

No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria com 54%, contra 34% do atual chefe de governo. 

A pesquisa foi realizada no período de 2 a 4 de maio de 2022 com 1.000 entrevistados via telefone. A margem de erro máximo estimada é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03473/2022. 

Fonte: Brasil 247

Fetag realiza Feira de Agricultura Familiar

Nos dias 06 e 07/05 (sexta e sábado) acontece a 22ª edição da Feira da Agricultura Familiar da Fetag/AL. Além dos produtos tradicionais presentes na feira trazidos da roça direto para o consumidor de Jatiúca e bairros vizinhos, a feira também proporciona aos clientes comidas típicas da região, bolachas e biscoitos caseiros e o tradicional pastel com caldo de cana.

A feira proporciona aos moradores do bairro de Jatiúca e adjacências a compra de alimentos saudáveis vindos direto da roça para as mãos do consumidor. Produtos trazidos pelos agricultores e agricultoras familiares como a banana, o alface, o inhame, a graviola, o coco, a macaxeira, a batata doce e a laranja são oferecidos à população.

Para assessorar e acompanhar de perto os agricultores e agricultoras familiares que produzem e trazem seus alimentos para a comercialização na feira, a Fetag/AL vem realizando visitas técnicas nas propriedades rurais, para conhecer de melhor a realidade e dificuldades enfrentadas pelos nossos agricultores familiares. No mês de maio a Fetag/AL continuará visitando e acompanhando de perto a produção dos agricultores familiares, garantindo a qualidade e autenticidade dos produtos trazidos para a Feira da Agricultura Familiar.

Na 22ª edição da Feira da Agricultura Familiar, os agricultores da Zona da Mata de Alagoas estarão presentes com seus produtos fresquinhos da roça, que aposta na venda direta dos produtos que são plantados e colhidos pelos agricultores familiares em suas propriedades e comercializados diretamente com o consumidor da capital.

FETAG/AL EM DEFESA DA AGRICULTURA FAMILIAR DE ALAGOAS!

SERVIÇO:

– O quê? Feira da Agricultura Familiar (22ª Edição)

– Onde? Sede Social da Fetag/AL – R. Prof. Dilermando Reis, 330, Jatiúca – Maceió (por trás do Hotel Escuna, na Av. João Davino)

– Quando? Dias 06 e 07/05/22 (sexta e sábado)

– Horários de funcionamento:

• Dia 06/05 (sexta) – de 06:00 às 22:00

• Dia 07/05 (sábado) – de 06:00 às 14:00

Fonte: Ascom Fetag/AL

Mulher é estuprada por policial em sala para vítimas de estupro

Caso ocorrido no MS mostra a barbárie do sistema prisional brasileiro e desnuda a cultura de violência contra as mulheres numa sociedade em que elas não podem confiar nem nas autoridades

O sistema prisional brasileiro é um dos piores do mundo e isso não é novidade para ninguém. O país também é um dos que mais registra crimes contra as mulheres. Um caso ocorrido há três semanas numa cadeia pública da cidade de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, conseguiu reunir essas duas barbaridades numa só cena.

Uma mulher de 28 anos, que estava presa na área feminina de uma delegacia que serve como centro provisório de detenção no município de 58 mil habitantes, foi estuprada por um policial civil que trabalhava no local e era responsável pelo monitoramento dos custodiados. O crime, dantesco e absurdo, foi denunciado por outros presos que são abrigados na ala masculina do DP.

Entre 4 e 11 de abril, segundo a vítima, um investigador do DP sede de Sidrolândia teria ido até o setor onde ela se encontrava presa e a teria levado para uma repartição chamada de “Sala Lilás”, destinada a mulheres vítimas de estupro e que precisam ficar protegidas de seus agressores e serem acolhidas. De acordo com a detenta, com a desculpa de que seu advogado estava no local para visitá-la, o agente a conduzia para a área protegida e a estuprava.

Como a jovem chorava muito durante a noite, os outros presos, conversando com ela do outro lado da parede, escutaram os relatos aterrorizantes dos abusos sexuais. Eles, então, passaram a questionar o policial sobre o fato, que só dizia ser uma mentira contada por parte da mulher. Ao notar que seria denunciado, ou até mesmo vítima de uma vingança por parte dos custodiados, que estavam revoltados com o crime, o investigador teria dado celulares como forma de comprar o silêncio dos homens detidos.

Eles até aceitaram a oferta, mas alguns dias depois resolveram denunciar os estupros e decidiram exigir a presença do delegado titular de Sidrolândia para formalizar as acusações contra seu subordinado. O fato foi levado ao conhecimento do juiz corregedor dos presídios daquela região sul-mato-grossense, que decidiu encaminhar as denúncias ao Ministério Público.

Nesta quarta-feira (4), a Justiça do Mato Grosso do Sul decidiu pelo indiciamento do investigador. A juíza Silvia Eliane Tedardi da Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia, determinou que ele responda por estupro e siga preso no 3°DP de Campo Grande, onde está há alguns dias.

O magistrado responsável pela ação à qual responde a jovem estuprada, em face das circunstâncias e também em razão da menor gravidade do crime cometido por ela (que não foi revelado), determinou que ela fosse solta para responder ao processo em liberdade.

Fonte: Revista Forúm

Fehada com Bolsonaro: Caoa Chery para produção e demite funcionários

A Caoa Chery paralisou a produção de veículos em Jacareí, no interior de São Paulo, onde produzia os modelos Tiggo 3x e Arrizo 6 Pro. Em comunicado, a marca afirma que a decisão visa remodelar a linha de produção para a fabricação de veículos elétricos, atualizando sua gama de produtos. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a empresa demitirá os funcionários envolvidos com as atividades de manufatura no local.

Com decisão, a montadora passa a produzir, ao menos momentaneamente, veículos apenas na fábrica de Anápolis (GO), onde são feitos os SUVs Tiggo 5x, Tiggo 7 Pro e Tiggo 8. Inaugurada em 2001, a unidade também é responsável pela fabricação de alguns modelos da Hyundai.

“A pausa nos processos industriais de Jacareí será compensada pela intensificação da produção da planta industrial em Anápolis que está sendo preparada para novos lançamentos já no segundo semestre de 2022. Com isso, a Caoa Chery mantém sua meta de comercializar 60 mil unidades no mercado nacional em 2022”, disse a empresa.

A fábrica de Jacareí foi a primeira da Chery fora da China. Em 2017, a Caoa assumiu 50% da unidade, quando a empresa brasileira passou a controlar todas as operações de produção e marketing, dando origem à Caoa Chery. De acordo com o site da montadora, a planta tinha capacidade para produzir até 150 mil carros por ano e era responsável por 40 mil empregos diretos e indiretos na região.

Leia mais em: https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2022/05/05/caoa-chery-encerra-producao-e-fecha-fabrica-no-interior-de-sp.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=noticias&cmpid=copiaecola

Fonte: Uol

Mortes por acidente de trabalho no Brasil podem ser o dobro dos números oficiais

Nos últimos dez anos, pelo menos 50 mil pessoas podem ter morrido em acidentes de trabalho no Brasil. De acordo com dados oficiais, foram 23 mil mortes, mas pesquisadores afirmam que, entre 2012 e 2021, foi contabilizado apenas quem estava no mercado formal, ou seja, os números reais podem ser mais que o dobro. Por outro lado, registram-se déficit de auditores fiscais e queda de 70% do orçamento da área.

Dados do INSS compilados pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), mostram que, na última década, 22.954 pessoas morreram em acidentes de trabalho no país. No período, foram registrados junto ao INSS 6,2 milhões de comunicações de acidentes de trabalho (CATs).

O Brasil registra uma média de 7,4 mortes por acidente de trabalho por 100 mil habitantes. Para comparar, na Argentina são 3,7 e no Chile, 3,1 por 100 mil habitantes. No mundo, Armênia, com 13,6, e Uzbequistão, 8,1 por 100 mil habitantes, estão entre os países com as maiores taxas de mortes. Na outra ponta estão, por exemplo, Finlândia, com 1,4 morte por 100 mil habitantes, e Alemanha, com 1.

No mesmo dia em que esses números foram divulgados pelo jornal Valor, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) denunciou que, nos últimos dez anos, houve uma redução de cerca 45% do quadro de auditores no Brasil e de quase 70% dos recursos orçamentários da área. O último concurso público ocorreu em 2013, para preenchimento de cem vagas. Em algumas localidades, não há sequer um auditor para investigar denúncias de acidentes de trabalho atualmente, nem mesmo os fatais.

“Nenhuma morte causada pelo trabalho deveria ser considerada normal”

“Desde o ano 2000, são mais de 2.500 mortes em acidentes de trabalho por ano. Mas, se incluirmos também a população não coberta pela Previdência, esse número deve ser pelo menos o dobro e teríamos ao redor de 5.000 mortes anuais na última década”. A afirmação é do pesquisador René Mendes, do Instituto Saúde e Sociedade, da Unifesp, e coordenador da Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores, em entrevista ao Valor.

“Nenhuma morte causada pelo trabalho deveria ser considerada normal”, afirma Mendes. Ele aponta que o Brasil reduziu os registros nos últimos 50 anos, mas as taxas sem mantiveram elevadas nas duas últimas décadas.

“Os números da Previdência são uma fração do universo da população economicamente ativa. Há também os informais e outras categorias que não são contempladas por essas estatísticas da Previdência, como autônomos, servidores públicos, militares. Por isso digo que a estimativa é que o número de mortes é, no mínimo, o dobro”, diz Mendes.

O INSS afirmou ao Valor que não dispõe de porta-voz para falar sobre o assunto e sugeriu contato com o MPT. A procuradora regional do MPT de São Paulo Marcia Kamei Lopez Aliaga disse acreditar que as cifras reais podem chegar ao dobro porque os informais não entram no cômputo do INSS e porque a subnotificação de ocorrências é grande. E mesmo os números oficiais já são alarmantes, avalia a procuradora.

Além dos acidentes fatais, o estudo do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho mostra que, entre 2012 e 2021, o INSS concedeu 2,5 milhões de benefícios, como auxílio-doença e auxílio-acidente. No período, o gasto previdenciário com acidentes passou de R$ 120 bilhões. Em 2021, o número de benefícios para acidentados cresceu 212% em relação a 2020, passando de 72.367 para 153.333. Em 2019, antes da pandemia, foram 195.841.

Com a pandemia, devido à redução da atividade econômica, os números diminuíram, mas, com a retomada das atividades, voltam a subir. “Os gastos são preocupantes. Tivemos número reduzido pela queda da atividade econômica no período, mas quando retornamos voltamos ao patamar anterior, com setores em situação pior do que antes”, diz a procuradora Marcia Kamei Lopez Aliaga.

Sindicatos de Metalúrgicos de Osasco e Região denunciam falta de fiscais

Em São Paulo, maior polo industrial do país, a falta de fiscalização é uma grande preocupação de trabalhadores e trabalhadoras. De acordo com a Convenção 81 da OIT, da qual o Brasil é um dos signatários, o ideal é um fiscal por 10 mil habitantes; no estado de São Paulo, a média é de 1 fiscal para 72 mil habitantes. Há um déficit de 85% de auditores fiscais (bem acima do já alto índice nacional, de 45%). Conforme a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo (SRTE), o estado conta com 177 auditores responsáveis pela fiscalização do trabalho, em condições de receber ordem de serviço. Mas o ideal seria 1.141, conforme a legislação.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região fez um levantamento, em 2017. De 2010 a 2016, ocorreram 94 acidentes na categoria, com média de 3 mortes por ano; 54% das vítimas tinham entre 16 e 35 anos.

A Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco e região, que atende a 16 municípios, deveria ter 54 auditores fiscais, mas há somente 4. Três deles são capacitados para fiscalização quanto à legislação e 1, para fiscalização na área de saúde e segurança, mas, por estar com atividades restritas, não pode fazer trabalho de campo. Ou seja, não fiscal para ir aos locais em caso de acidente. Foi o que aconteceu em 22 de fevereiro. Houve um acidente fatal em uma fábrica de Taboão da Serra, mas apenas um mês depois um fiscal foi local, deslocado de Bauru, distante 350 quilômetros.

O coordenador da subsede do sindicato em Taboão da Serra, Marcelo Mendes, disse ao Sintrajufe/RS, por telefone, que a situação piorou ainda mais com a reforma trabalhista de 2017, que permite acordos entre empresários e trabalhadores sem a presença do sindicato. “O processo de sucateamento do Ministério do Trabalho vem de muitos anos, mas piorou”, diz Mendes.

“O discurso é que tem muito servidor, que a máquina está inchada, mas é o contrário, precisa ter concurso para repor esse quadro”, diz Mendes. Ele afirma que “a situação é dramática” e que só se consegue a presença de um auditor fiscal nas fábricas quando há acidente fatal “e só um mês depois”. O sindicalista ressalta que os trabalhadores vivem em risco, porque não há fiscalização dos locais, das máquinas: “a fiscalização das relações de trabalho é mais que fundamental”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região fez uma campanha denunciando o desmonte do sistema de fiscalização. Em março, apresentou um documento à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, a fim de que o movimento sindical se articule para cobrar do governo federal, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Economia, do Congresso Nacional, “a criação de concursos públicos para contratar auditores em número suficiente para atender as necessidades das Superintendências de todo o país, e contratar funcionários públicos para atividades administrativas”. A entidade também destaca ser necessário “aumentar os recursos e tomar medidas para adequar a estrutura desses órgãos às necessidades da fiscalização e a defesa das demais condições de trabalho e legislação trabalhista”.

Diversos sindicatos se uniram e, com o Comitê Intersindical de Saúde e Segurança no Trabalho, denunciaram a situação junto à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Fonte: Sintrajufe/RS

Garimpeiros são suspeitos por desaparecimento de yanomamis 

Nas redes sociais, ativistas, artistas e sociedade civil cobram por respostas. Yanomamis que ainda estão na região, permanecem com muito medo de falar sobre o caso, após ameaças de garimpeiro

Mais de 20 moradores da comunidade Yanomami onde a menina indígena de 12 anos foi estuprada e morta por garimpeiros permanecem desaparecidos. Nas redes sociais, ativistas, artistas e sociedade civil cobram por respostas “Cadê os Yanomamis”?

O comediante e youtuber Whindersson Nunes escreveu:  “Todo dia meus casa indígena reclamando do extermínio do seu povo nas redes sociais, uma comunidade toda sumiu (25 pessoas), tiveram a aldeia queimada depois de denunciarem o estupro de uma criança de 12 anos. Consigo aguentar minhas dores, mas doi mto acompanhar a dor do amigo [sic]”, lamentou.

Já a ativista e comunicadora indígena Alice Pataxó elencou as violências provocadas pela exploração nas terras indígenas.

“Indígena pataxó hãhãhãe agredida, pataxó morto dentro de casa na aldeia (sem explicação aparente) criança yanomami desaparecida, outra com morte confirmada, e sobre isso o silêncio, falar do racismo antindígena não gera financiamento do agronegócio”.

Medo

Os yanomamis que ainda estão na região permanecem com muito medo de falar sobre o suposto estupro e morte da menina de 12 anos porque foram ameaçados e cooptados pelos garimpeiros, revelou à Folha o líder indígena Júnior Hekurari Yanomami.

“Os yanomamis estavam com muito medo de falar. Eles diziam: ‘Não sei, não sei’, ‘eu sou gerente dos garimpeiros’, ‘tem pistola, tem pistola’. Aí perguntei onde estava a comunidade e disseram que estava no mato. Eles não falavam absolutamente nada. Foram bem orientados, eu percebi isso”, afirma Júnior.

Um vídeo gravado por garimpeiros dias antes mostra um homem falando com parte desses indígenas: “Estão dizendo que mataram uma índia, estupraram e jogaram, viemos aqui para relatar que isso é uma mentira. Isso é uma verdade ou uma mentira? Aconteceu?”, pergunta ele às quatro pessoas, que apenas balançam a cabeça e dizem “não”.

Estupro e morte

Foi Júnior Hekurari Yanomami quem expôs, na última terça-feira (26), que a adolescente yanomami da Terra Indígena da comunidade de Aracaçá, região de Waikás, em Roraima, faleceu após ser violentada sexualmente por garimpeiros. Ele também havia denunciado o sequestro, também por parte de garimpeiros, de uma mulher indígena e seu filho de três anos, que foi atirado em um rio e segue desaparecido.

“No sobrevoo vimos que a comunidade estava queimada. Segundo relatos, viviam lá, cerca de 24 yanomamis, mas não havia ninguém. Em todos meus 35 anos, nunca vi isso. Um Yanomami não abandona sua casa, a menos que seja uma situação muito grave. Quem queimou? Por que queimou? Para onde eles foram?”, questionou Júnior Hekurari em entrevista ao Mídia Ninja.

Segundo o líder indígena, alguns yanomamis que ainda estão na região teriam sido cooptados por garimpeiros e, por isso, estariam divulgando informações falsas para atrapalhar as investigações. Ele informa, ainda, que alguns dos indígenas receberam ouro dos garimpeiros para manter o silêncio.

Investigações

Em nota conjunta divulgada na última quinta-feira (28), a Polícia Federal, Funai e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), informaram que vão prosseguir com as investigações mesmo após afirmarem que   “após extensas diligências e levantamentos de informações com indígenas da comunidade não foi encontrado indício óbito por afogamento” e nem do estupro e morte da adolescente.

O Ministério Público Federal (MPF) informou, por sua vez, também através de nota oficial, que  “as diligências demonstraram a necessidade de aprofundamento da investigação, para melhor esclarecimento dos fatos”.

Fonte: CUT

Lula (PT) tem 51,1% e Bolsonaro (PL) 27,5% em Alagoas

A sondagem foi realizada pelo Paraná Pesquisas e ouviu 1.510 eleitores em entrevistas pessoais realizadas em 33 municípios entre os dias 27 de abril e 02 de maio de 2022. A amostra atinge um nível de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6% para os resultados gerais. Confira os números das pesquisas estimuladas, quando são apresentadas as alternativas de candidatos aos entrevistados.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

No levantamento do Paraná Pesquisas, as intenções de voto para o Palácio do Planalto trazem o ex-presidente Lula (PT) liderando com 51,1% dos votos, seguindo pelo atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL) com 27,5% e Ciro Gomes, do PDT, aparece em terceiro lugar, com 4,6%.

Esta pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-01283/2022. Conheça o desempenho dos 10 pré-candidatos:

Redação com TNH1

Professores pressionam prefeito Luciano Barbosa por reposição salarial

Os professores da prefeitura de Arapiraca realizaram hoje de manhã, 03/05, uma Assembleia da Educação na Praça da Prefeitura para reivindicar 33.24% de reposição salarial e outros pontos para a categoria.

Os profissionais da educação quem estão em mobilização há meses, reclamam da falta de diálogo do prefeito Luciano Barbosa para discutir a caótica situação da educação no município.

Na pauta de reivindicações da categoria, além da reposição das perdas salariais dos últimos anos, também consta: o pagamento dos precatorios, atualização do Plano de Carreira, Concurso público, discussão sobre o Fundo Previdenciário, entre outros pontos.

Segundo o professor Arnaldo Rocha, “o poder aquisitivo da categoria desabou, pois tudo subiu, está tudo caro e o nosso salário tem perda de até 48%.”

Como o prefeito não recebeu a categoria, uma nova mobilização está sendo planejada para a próxima quinta-feira.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS