Jovens sem religião são maioria em SP e Rio

Grande parte dos jovens brasileiros se auto definem como “sem religião”. O grupo já supera católicos e evangélicos entre a população de 16 a 24 anos no Rio de Janeiro e em São Paulo, segundo as pesquisas Datafolha do ciclo eleitoral de 2022.

De acordo com reportagem da BBC, no Censo de 2010, 8% da população brasileira se dizia sem religião, ou mais de 15 milhões de pessoas. Esse percentual vem crescendo década após década: em 1960, os sem religião eram 0,5% da população brasileira, em 1980 eram 1,6%, em 1991 eram 4,8% e 7,3% em 2000.

Com o adiamento do Censo populacional de 2020 para 2022, devido à pandemia de coronavírus, ainda não é possível saber de forma efetiva o que aconteceu com a religiosidade brasileira na última década.

No entanto, pesquisas eleitorais, em que as amostras são construídas com objetivo de refletir a realidade da população brasileira, indicam uma mudança na religiosidade brasileira.

As primeiras pesquisas Datafolha deste ano mostram que, em nível nacional, 49% dos entrevistados se dizem católicos, 26% evangélicos e 14% sem religião, uma diferença de 6% comparado aos 8% identificados no último Censo, em 2010.

Entre os jovens de 16 a 24, o percentual dos sem religião chega a 25% em âmbito nacional.

Nas pesquisas Datafolha para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, o crescimento dos que se dizem “sem religião” é ainda maior, especialmente entre os jovens.

Em São Paulo, os jovens de 16 a 24 anos que se dizem sem religião são 30% dos entrevistados, superando evangélicos (27%), católicos (24%) e outras religiões (19%).

No Rio, os sem religião nessa mesma faixa etária são 34%, superando evangélicos (32%), católicos (17%) e demais religiões (17%).

Fonte: DCM

Governo Bolsonaro autoriza novo aumento de 9% no diesel

Jair Bolsonaro, responsável por manter a política de preços da Petrobrás, que dolariza os preços praticados no mercado interno, sacrificou ainda mais os caminhoneiros nesta manhã. A empresa estatal anunciou nesta segunda-feira aumento do preço médio do diesel de 8,87% nas suas refinarias, com o combustível para distribuidoras passando a valer 4,91 reais por litro, a partir de terça-feira, segundo comunicado da empresa. 

Em meio a queixas do presidente Jair Bolsonaro contra uma alta de combustíveis nos últimos dias, a Petrobras ressaltou que o reajuste foi feito após 60 dias. Disse ainda que valores da gasolina e do GLP foram mantidos. 

“Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”, disse a companhia em nota.

O último ajuste de preços aplicado pela Petrobras aconteceu em 11 de março e, naquele momento, refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado.

 “Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto”, disse. 

“Nesse momento, no entanto, o balanço global de diesel está impactado por uma redução da oferta frente à demanda. Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras”, justificou a estatal. 

“Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta.” 

A Petrobras destacou que as refinarias da companhia já estão operando próximo do seu nível máximo (fator de utilização de 93% no início de maio), considerando as condições adequadas de segurança e de rentabilidade, e que o refino nacional não tem capacidade para atender toda a demanda do país. 

“Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado”, observou. 

Fonte: Brasil 247

Cantora diz que foi abusada por pastor da Assembleia de Deus: “Dentro da igreja”

Uma cantora gospel acusou Luiz Antônio, vice-presidente da igreja Assembleia de Deus do Brás, na cidade Guararapes (PE), de abuso sexual e psicológico. A denúncia, obtida através de áudios vazados nas redes sociais, causou comoção nos internautas. “Há sérios abusos sexuais e psicológicos dentro da igreja”.

Segundo o relato da vítima, que assumiu que realmente teria tido um envolvimento sexual com o suposto abusador, estava passando por uma fase depressiva na época e que ele teria se aproveitado do seu momento de fragilidade. “Errei em ter dado minha b*** pra ele, mas eu sou solteira”, desabafou a cantora no áudio. Além disso, afirmou que existem sérios abusos sexuais e psicológicos dentro da igreja.O relato vazou por meio de um áudio que foi divulgado nas redes sociais por meio de um perfil que se denomina como Fuxico Gospel. Rapidamente o assunto viralizou na região e muitas pessoas comentaram sobre a acusação. A identidade da vítima foi mantida em sigilo e não se sabe se houve uma denúncia formal. O DCM tentou contato com a delegacia de Guararapes (PE), mas não obteve retorno neste domingo (08).

Pouco depois do caso ter ido à tona, a Assembleia de Deus se manifestou publicamente sobre o assunto e informou que o pastor foi disciplinado e que perdeu todas as funções junto ao Ministério e à Convenção Estadual.

Pela primeira vez, gasto militar mundial supera US$ 2 trilhões

Estados Unidos, China, Índia, Reino Unido e Rússia tiveram os maiores gastos, responsáveis por 62% do total, segundo Instituto Estocolmo para a Paz Mundial

O total do gasto militar mundial aumentou em 0,7% em termos de valores reais em 2021, chegando a US$ 2.113 bilhões. Os cinco países que mais gastaram em 2021 foram os Estados Unidos, China, Índia, Reino Unido e Rússia, que juntos são responsáveis por 62% do total, de acordo com os novos dados sobre o gasto militar mundial publicado pelo Instituto Estocolmo para a Paz Mundial (SIPRI).

Gasto militar bate recorde no segundo ano da pandemia

O gasto militar mundial continuou a crescer em 2021, batendo o recorde de US$ 2.1 trilhões. Este foi o sétimo ano consecutivo com aumento do gasto.

“Apesar das consequências econômicas da pandemia da Covid-19, o gasto militar mundial bateu recorde”, afirma Dr. Diego Lopes da Silva, pesquisador sênior do Programa de produção de armas e gasto militar da SIPRI. “Houve diminuição da taxa de crescimento real devido à inflação. No entanto, em termos de valores nominais, o gasto militar cresceu 6,1%.”

Como consequência da recuperação econômica acentuada em 2021, o fardo militar mundial (parcela do PIB mundial representada pelos gastos militares globais) caiu 0,1 ponto percentual, de 2,3% em 2020 para 2,2% em 2021.

Os Estados Unidos focam em pesquisa e desenvolvimento militar

Os EUA tiveram um gasto militar de US$ 801 bilhões em 2021, uma queda de 1,4% desde 2020. O fardo militar americano teve uma leve queda de 3,7% no PIB em 2020 para 3,5% em 2021.

Os investimentos americanos em pesquisa e desenvolvimento militar (P&D) cresceram 24% entre 2012 e 2021, enquanto os investimentos em aquisição bélica caíram 6,4% no mesmo período. Em 2021, ambos os gastos diminuíram. No entanto, a redução foi maior com aquisição bélica (-5,4%) do que com P&D (-1,2%).

“O aumento de gastos com P&D na última década indica que os Estados Unidos estão mais focados em tecnologias emergentes”, declara Alexandra Masksteiner, pesquisadora do Programa de produção de armas e gastos militares da SIPRI. “O governo americano repetidamente destaca a importância da preservação da vantagem tecnológica militar americana sobre os competidores estratégicos.”

A Rússia aumenta o orçamento militar em preparação para guerra

A Rússia aumentou seu gasto militar em 2,9% em 2021, chegando a US$ 65,9 bilhões, na época em que fortalecia suas forças ao longo da fronteira ucraniana. Este foi o terceiro ano consecutivo de crescimento, e o gasto militar russo alcançou 4,1% do PIB em 2021.

“Os altos rendimentos com óleo e gás ajudaram a Rússia a estimular seus gastos militares em 2021. O gasto militar russo esteve em declínio entre 2016 e 2019 devido aos preços baixos de eletricidade combinados com as sanções impostas em resposta à anexação da Crimeia, em 2014”, afirmou Lucie Béraud-Sudreau, diretora do Programa de produção de armas e gastos militares da SIPRI.

O pacote orçamentário para “defesa nacional”, que concentra cerca de três quartos do total do gasto militar da Rússia e inclui gastos com custos operacionais, bem como aquisição bélica, foi ampliado ao longo do ano. O número final foi de US$ 48,4 bilhões, 14% acima do que tinha sido orçado no final de 2020.

Ao reforçar suas defesas contra a Rússia, o gasto militar da Ucrânia aumentou em 72% desde a anexação da Crimeia, em 2014. O gasto caiu para US$ 5,9 bilhões em 2021, mas ainda concentrou 3,2% do PIB do país.

Aumentos constantes pelos países que mais gastam na Ásia e Oceania

A China, o segundo país com mais gastos, alocou uma quantia estimada em US$ 293 bilhões para gastos militares, em 2021; um aumento de 4,7% comparado a 2020. O dispêndio militar chinês tem aumentado por 27 anos consecutivos. O orçamento da China de 2021 foi o primeiro sob o 14° Plano Quinquenal, vigente até 2025.

Seguindo a aprovação inicial de seu orçamento de 2021, o governo japonês acrescentou US$ 7 bilhões aos gastos militares. Consequentemente, o gasto aumentou 7,3%, chegando a US$ 54,1 bilhões em 2021, o maior aumento anual desde 1972. O gasto militar australiano também aumentou em 2021: em 4%, alcançando US$ 31,8 bilhões.

“A determinação crescente da China nas regiões do Mar do Sul e do Mar do Leste da China mostrou-se um fator importante para os gastos militares em países como a Austrália e Japão”, afirmou o pesquisador sênior da SIPRI, Dr. Nan Tian. “Um exemplo disso é o acordo trilateral de segurança, AUKUS, firmado entre a Austrália, o Reino Unido e os Estados Unidos que prevê o fornecimento de oito submarinos com propulsão nuclear para a Austrália estimados em US$ 128 bilhões.”

Outros desenvolvimentos notáveis:

  • Em 2021, o orçamento militar do Irã cresceu pela primeira vez em quatro anos para US$ 24,6 bilhões. Investimentos no Exército de Guardiões da Revolução Islâmica continuou a crescer em 2021, em 14% em comparação a 2020, e concentrou 34% do gasto militar total do Irã.
  • Oito membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) alcançaram o objetivo da Aliança de gastar 2% ou mais do PIB em suas forças armadas em 2021. Trata-se de um a menos do que em 2020, mas de dois a mais do que em 2014.
  • Em 2021, a Nigéria aumentou seus gastos militares em 56%, chegando a US$ 4,5 bilhões. O aumento foi uma resposta aos inúmeros desafios de segurança, como o extremismo violento e as insurgências separatistas.
  • Alemanha — o terceiro com maior gasto na Europa Central e Ocidental — teve US$ 56 bilhões em gastos militares em 2021, ou 1,3% de seu PIB. O gasto militar foi de 1,4% menor comparado com 2020 devido à inflação.
  • Em 2021, o gasto militar do Qatar foi de US$ 11,6 bilhões, tornando-o o quinto com maior gasto no Oriente Médio. Seu gasto militar em 2021 foi de 434% maior do que em 2010, a última vez em que o país publicou dados sobre gastos antes de 2021.
  • O gasto militar da Índia de US$ 76,6 bilhões alcançou a marca de terceiro maior do mundo. Um aumento de 0,9% desde 2020, e 33% desde 2012. Em uma tentativa de fortalecer a indústria nacional de armas, 64% das despesas de capital no orçamento militar de 2021 foi reservado para aquisições de armas produzidas em território nacional.

Fonte: Diálogos do Sul

Lançamento do Lula: “reconquistar a democracia e a soberania”

“Temos um sonho, somos movidos a esperança. E não há força maior que a esperança de um povo que sabe que pode voltar a ser feliz”, disse Lula, no ato ‘Vamos Juntos pelo Brasil’, neste sábado (7)

Uma festa de dimensões históricas, como as manifestações das Diretas Já e a campanha de 1989, o lançamento do movimento “Vamos Juntos pelo Brasil”, neste sábado (7), inaugurou o caminho de reconstrução e do restabelecimento da democracia no país. Realizado em São Paulo, o ato contou com discursos do ex-presidente Lula e do ex-governador Geraldo Alckmin, além da presença de lideranças do PT, PSB, PCdoB, Solidariedade, PSOL, PV e Rede, centrais sindicais, movimentos sociais, artistas e outras lideranças. No evento, Lula enfatizou a importância da recuperação da cidadania e da dignidade do povo brasileiro, roubadas por um governo golpista e socialmente insensível.

A principal virtude que um bom governante precisa ter é a capacidade de viver em sintonia com as aspirações e os sentimentos das pessoas, especialmente das que mais precisam”, falou Lula, no início de seu discurso (leia aqui a íntegra).

Lula lembrou do árduo caminho que percorreu até chegar a Presidência em 2003 e de seu compromisso em acabar com a fome, uma chaga que havia sido vencida nos governos do PT e hoje voltou a humilhar o povo humilde do país.

“Em 2003, quando tomei posse como presidente da República, eu disse que se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tivessem pelo menos a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, eu teria cumprido a missão da minha vida”, lembrou Lula. “Travamos contra a fome a maior de todas as batalhas, e vencemos. Mas hoje sei que preciso cumprir novamente a mesma missão”.

“Tudo o que fizemos e o povo brasileiro conquistou está sendo destruído pelo atual governo”, lamentou. “O Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU, de onde havíamos saído em 2014, pela primeira vez na história. É terrível, mas não vamos desistir, nem eu nem o nosso povo. Quem tem uma causa jamais pode desistir da luta”, prometeu Lula. 

Resgate da soberania

Lula ressaltou que é preciso restaurar ao Brasil e ao povo brasileiro a soberania, hoje esfacelada pelo bolsonarismo. Para o ex-presidente, a soberania se manifesta em muitas dimensões da vida nacional e do Estado brasileiro. “Defender a soberania não se resume à importantíssima missão de resguardar nossas fronteiras terrestres e marítimas e nosso espaço aéreo”, salientou Lula.

“É também defender nossas riquezas minerais, nossas florestas, nossos rios, nossos mares, nossa biodiversidade”, enumerou. “É defender o direito à alimentação de qualidade, o bom emprego, o salário justo, os direitos trabalhistas, o acesso à saúde e à educação. Defender nossa soberania é também recuperar a política altiva e ativa que elevou o Brasil à condição de protagonista no cenário internacional”, apontou Lula.

Petrobras e desmonte

Lula destacou ainda que não haverá resgate da soberania sem a defesa do patrimônio do povo brasileiro, como a Petrobras e a Eletrobras. “Nós precisamos fazer com que a Petrobras volte a ser uma grande empresa nacional, uma das maiores do mundo”, defendeu. “Colocá-la de novo a serviço do povo brasileiro e não dos grandes acionistas estrangeiros. Fazer outra vez do Pré-Sal o nosso passaporte para o futuro, financiando a saúde, a educação e a ciência”.

“Defender a nossa soberania é defender também a Eletrobrás daqueles que querem o Brasil eternamente submisso”, argumentou Lula. “A Eletrobrás é a maior empresa de geração de energia da América Latina, responsável por quase 40% da energia consumida no Brasil. Foi construída ao longo de décadas, com o suor e a inteligência de gerações de brasileiros. Mas o atual governo faz de tudo para entregá-la a toque de caixa e a preço de banana”, denunciou. 

Lula denunciou a estratégia de destruição do Estado nacional por meio do esgotamento do investimento público em todas as áreas, sobretudo em infraestrutura. “O atual governo não cuida da infraestrutura que este país precisa”, disse.  “Paralisaram obras importante que estavam em andamento. Tentam se apropriar de outras que receberam praticamente concluídas”, afirmou, citando a Transposição do São Francisco.

Vida digna e combate à fome

Lula destacou ainda a importância dos bancos públicos na geração de empregos dignos ao povo brasileiro, com a oferta de crédito barato, o financiamento de obras de saneamento e construção de moradia e o apoio ao pequeno agricultor, como feito nos governos do PT. 

A dignidade do povo passa fundamentalmente pela educação, frisou. “Porque um país que não produz conhecimento, que persegue seus professores e pesquisadores, que corta bolsas de pesquisa e reduz os investimentos em ciência e tecnologia está condenado ao atraso”, alertou Lula. “Nos nossos governos, nós mais que triplicamos os recursos direcionados para o CNPq, a Capes e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Eles saltaram de R$ 4 bilhões e 500 milhões em 2002, para R$ 13 bilhões e 970 milhões em 2015”.

Lula apontou ainda que não haverá soberania “enquanto 116 milhões de brasileiros sofrerem algum tipo de insegurança alimentar”, enquanto 19 milhões de homens, mulheres e crianças forem dormir todas as noites com fome, sem saber se terão um pedaço de pão para comer no dia seguinte”.

“Não haverá soberania enquanto dezenas de milhões de trabalhadores continuarem submetidos ao desemprego, à precarização e ao desalento. Nós fomos capazes de gerar mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada e todos os direitos garantidos”, observou. “Enquanto eles destruíram direitos trabalhistas e geraram mais desemprego”.

Papel do SUS

Lula destacou o papel fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) no  atendimento aos brasileiros. Infelizmente, lembrou o ex-presidente, a saúde foi abandonada por Bolsonaro. “Hoje faltam investimentos, profissionais de saúde e medicamentos. Sobram doenças e mortes que poderiam ser evitadas”, opinou.

“Não fossem o SUS e os corajosos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, a irresponsabilidade do atual governo nessa pandemia teria custado ainda mais vidas”, relatou.   

Lula destacou as políticas dos governos do PT para a saúde: “Criamos o Samu, o Farmácia Popular, as UPAs 24 horas. Fizemos o Mais Médicos, e levamos profissionais da saúde às periferias das grandes cidades e às regiões mais remotas do Brasil. Nós praticamente dobramos o orçamento da saúde, que passou de R$ 64 bilhões e 800 milhões em 2003 para R$ 120 bilhões e 400 milhões em 2015”.

Alckmin na aliança para o futuro

No evento, o petista conclamou os brasileiros a retomarem o caminho de volta para o futuro, um caminho de crescimento, progresso e cidadania. “É para conduzir o Brasil de volta para o futuro, nos trilhos da soberania, do desenvolvimento, da justiça e da inclusão social, da democracia e do respeito ao meio ambiente, que precisamos voltar a governar este país”, definiu.

Ele citou Paulo Freire para festejar a aliança com Geraldo Alckmin em torno de um projeto de reconstrução nacional. “Dizia o nosso querido Paulo Freire: “É preciso unir os divergentes, para melhor enfrentar os antagônicos”. Sim, queremos unir os democratas de todas as origens e matizes, das mais variadas trajetórias políticas, de todas as classes sociais e de todos os credos religiosos”, pediu Lula. “Este é o sentido da união de forças progressistas e democráticas formada pelo PT, PC do B, PV, PSB, PSOL, Rede e Solidariedade”, celebrou.

“Tenho o orgulho de contar com o companheiro Geraldo Alckmin nessa nova jornada. Alckmin foi governador enquanto eu era presidente. Somos de partidos diferentes, fomos adversários, mas também trabalhamos juntos e mantivemos o diálogo institucional e o respeito pela democracia”, elogiou. “Tive em Alckmin um adversário leal. E estou feliz por tê-lo agora na condição de aliado, um companheiro cuja lealdade sei que jamais faltará – nem a mim nem ao Brasil”.

“Nós queremos governar para trazer de volta o modelo de crescimento econômico com inclusão social que fez o Brasil progredir de modo acelerado e tirou 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza”, conclamou Lula. “Nós temos um sonho. Somos movidos a esperança. E não há força maior que a esperança de um povo que sabe que pode voltar a ser feliz”, disse.

“Mais do que um ato político, essa é uma conclamação. Aos homens e mulheres de todas as gerações, todas as classes, todas as religiões, todas as raças, todas as regiões do país. Para reconquistar a democracia e recuperar a soberania”, concluiu. 

Alckmin: “A solução virá com Lula

Diagnosticado com Covid-19, o ex-governador Geraldo Alckmin fez um discurso de casa, exibido ao vivo, por telão. Ele reforçou a necessidade de uma ampla aliança para o país derrotar ameaças contra a democracia e restabelecer o desenvolvimento com justiça social.

“Há momentos, em que antes de uma aliança, determinar a sua missão é a própria missão que determina a sua aliança”, discursou Alckmin.  “É o que vemos acontecer aqui hoje entre PT, PSB, Solidariedade, Rede, PV, PCdoB, PSOL, valorosíssimas  lideranças políticas das mais diversas convicções ideológicas, que aqui comparecem, patriótica e corajosamente, independente da presença institucional de seus próprios partidos, para dar ainda mais força e representatividade à nossa união, no cumprimento da nossa missão”. 

Segundo o ex-governador, o futuro do Brasil está em jogo. “Quando a ignorância se une à mentira como estratégia política para demonizar eleições livres e aviltar a democracia, nós não devemos vacilar. O caminho é com Lula. Quando brasileiros são relegados à própria sorte, em meio às mazelas de uma pandemia letal, não devemos aceitar, vamos reponder com Lula. Quando as injustiças sociais, graças à omissão do governo, e a pobreza, a miséria e a fome assumem dimensões vergonhosas e intoleráveis, não podemos hesitar. A solução virá com Lula”.

Com Lula, insistiu Alckmin, o Brasil mudará os termos do debate político em torno dos temas mais relevantes da vida nacional. “Vamos provar que não há incompatibilidade entre a prosperidade individual e uma sociedade solidária. Vamos provar que a eficiência econômica e a justiça social não são coisas opostas”, concluiu. 

Fonte: PT

Equatorial leva luz para invasores de terras indígenas

No coração da terra indígena Cachoeira Seca, entre os municípios de Altamira, Placas e Uruará, no Pará, postes de madeira sustentam os fios que transportam a energia para abastecer as casas de grileiros, garimpeiros e desmatadores. Dentro da área demarcada, não indígenas usam a eletricidade fornecida, de forma ilegal, pela concessionária Equatorial Energia, uma das maiores companhias do setor.

A Equatorial, empresa privada que atua em seis Estados do País, sabe dessas ligações clandestinas, os chamados “gatos”. A empresa já foi multada em mais de R$ 3,3 milhões por instalações irregulares na terra indígena Cachoeira Seca.

A reportagem do Estadão teve acesso a três autos de infração emitidos pelo Ibama contra a Equatorial, nos dias 3 e 7 de fevereiro. A multa mais pesada, de R$ 2,5 milhões, explicita o motivo: “Instalar serviço de transmissão de energia elétrica na terra indígena Cachoeira Seca, sem licença do órgão ambiental competente”.

A partir dos dados das multas, a reportagem mapeou o local onde os agentes ambientais encontraram as instalações elétricas irregulares. O ponto fica no meio da terra indígena, em uma área cercada por dezenas de estradas ilegais, todas abertas a partir da BR-230, a rodovia Transamazônica.

Demarcação

Na Cachoeira Seca, terra de 733 mil hectares ocupada tradicionalmente pelo povo Arara e homologada em abril de 2016, após 30 anos de espera para ter seu reconhecimento, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registra, todos os anos, as maiores taxas de devastação de todas as terras indígenas nacionais.

Não se trata de um caso isolado. A proliferação de instalações elétricas da Equatorial – antiga Celpa – em terras indígenas do Pará é denunciada pela Rede Xingu+, formada por organizações indígenas, ribeirinhas e da sociedade civil.

Rodrigo Oliveira, pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA) que acompanha o assunto, critica a lentidão da concessionária. “A Cachoeira Seca é uma das terras indígenas mais invadidas e desmatadas do País, com um processo de desintrusão que vem se arrastando por anos. É muito grave a postura da Equatorial.”

Fonte: Uol

Sem reajuste, professores de Arapiraca fazem protesto em frente da prefeitura

Professores da rede pública municipal de Arapiraca realizaram, nesta quinta-feira, 05, um protesto na frente do Centro Administrativo da Prefeitura de Arapiraca, pedindo recomposição salarial da educação. Esta é segunda manifestação realizada pelos servidores nesta semana.

Segundo lideranças sindicais não houve avanço nas negociações junto a Prefeitura de Arapiraca, para a reposição salarial dos profissionais que aguardam reajuste há dois anos. “A gente acompanha os repasses do Fundeb, que é o recurso que paga a folha salarial da educação, e sabe que este dinheiro dá tranquilamente para realizar o reajuste salarial do piso da Educação, no valor de 33,24%”, explicou o líder sindical, diretor do Sinteal, Célio Sampaio.

O valor do reajuste, segundo o Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinteal), é devido ao fato que em 2021 não houve nenhum tipo de reajusta no piso salarial da Educação. “Esse reajuste é válido por dois anos, 2021 e 2022. Tentamos negociação com a gestão, mas não avançamos. Infelizmente a proposta que eles têm é muito inferior aos 33%, que é direito de todos da Educação”, pontuou.

Fonte: Já É Notícia

Mamata militar: presidente do STM recebe diárias mesmo sem agenda

O presidente do STM , general Luis Carlos Gomes Mattos, mantém intensa agenda de viagens bancadas com diárias, o que incluiu fins de semana sem compromissos oficiais no Rio de Janeiro e cinco dias na Colombia para uma palestra e participação em um evento.

Além disso, Mattos não torna pública sua agenda, diferente de outros presidentes de tribunais superiores, como STF, STJ , TSE e TST. As viagens de Mattos foram acompanhadas quase sempre por assessores, que também recebem diárias.

De acordo com os relatórios de transparência do Tribunal, os gastos das viagens do presidente do STM e de assessores que o acompanham somaram R$ 235 mil em um ano.

Em nota, o STM afirmou ser “natural” o deslocamento do presidente pelo país, em razão das visitas de inspeção às auditorias e da representação do tribunal. No entanto, não deu explicações para as viagens que incluíram fins de semana, para a extensão de viagens, para a presença de assessores, para os valores totais gastos com diárias, passagens e para a ausência de publicidade da agenda diária do presidente.

Dessas viagens, três incluíram fins de semana no Rio sem agenda oficial por parte do general. Para o RJ e SP, o ministro recebeu 5,5 diárias, incluídos o sábado e o domingo, no valor de R$ 3.700. Em outra viagem ao estado, o general visitou a cúpula da PM no Rio, em uma quarta-feira. Mais uma vez, houve pagamentos de diárias até domingo, no valor de R$ 3.000, segundo os dados públicos do STM.

No mês passado, em uma sessão plenária no dia 19, o presidente do STM ironizou a divulgação de áudios que apontam a prática de tortura durante a ditadura militar instaurada com o golpe de 1964.

Fonte: DCM

Justiça de MG ataca Educação e estipula multa milionária por greve de professores

Para o Sind-UTE/MG, valor da multa – de R$ 3,2 milhões por greve que durou 32 dias – é uma ofensiva para silenciar a luta por direitos e atacar organização sindical. Entidade afirma que vai recorrer da decisão

Em Minas Gerais, o ataque do governo de Romeu Zema (Novo) aos servidores públicos, em particular aos professores e professoras, ganhou proporções extremas após o Tribunal de Justiça acolher o pedido do governo e aplicar uma multa de R$ 3,2 milhões ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do estado, o Sind-UTE/MG, pelos 32 dias da greve histórica da categoria pelo pagamento do reajuste de 33,24% do piso salarial 2022.

A publicação da decisão, nesta sexta-feira (6) pegou de surpresa a não só a direção do sindicato como toda a categoria que recebeu a notícia como um ataque severo à liberdade de luta por direitos garantidos por lei, afirmou a presidenta do sindicato, Denise Romano.

Além de não pagar o piso, dar calote, ainda quer retirar os recursos da categoria. É um governo inimigo do servidor público, da educação, das professoras- Denise Romano


Segundo a dirigente, a decisão da Justiça “é uma afronta, um abuso, é uma tentativa de silenciar a educação”.

“Quando se ataca os recursos de uma entidade de professores – que já tem salários baixos – a verdade é que se quer asfixiar a luta, neutralizar a ação da entidade”, acrescentou a presidenta do Sind-UTE/MG.

Mais ainda, ela prossegue, é um atentado ao direito de organização sindical. “O governo tem uma necessidade enorme de se reafirmar nos destruindo, descaracterizando e criminalizando a nossa luta”.

A dirigente ressalta que diante do “absurdo que é a decisão da Justiça e o valor da multa”, o sindicato fará o “possível e impossível” para manter a entidade em funcionamento. “Lutando e disputando pelo reajuste do piso e todas as outras pautas, todas as lutas que o sindicato faz”, ela diz.

Justiça

Quando a greve teve início, no dia 9 de março, o sindicato já enfrentava ataques do governo que, antecipadamente judicializou a luta dos professores e professoras, ou seja, a greve já começou com uma decisão da Justiça pela sua suspensão. No entanto, a categoria foi para a briga. “Não aceitamos a decisão e mantivemos a greve”, diz Denise.

Dias depois, a greve foi suspensa. Os trabalhadores retornaram ao trabalho em 18 de abril. Ainda assim, Zema insistiu no ataque. Ele pediu à Justiça que, pelo descumprimento da ordem judicial, o valor da multa estipulada no início do movimento fosse aumentando.

“Se a greve foi suspensa, o processo perdeu seu objeto. Não há por que aplicar a multa. Mas ele [Zema] não aceitou e insistiu pela aplicação da multa pelo período de greve. Não é outra coisa a não ser querer silenciar a representação do SindUTE que é um dos maiores sindicatos da América Latina”, reforça a dirigente explicando que o sindicato tem em sua base, cerca de 400 mil trabalhadores, entre ativos e aposentados.

E, por ser uma entidade de grande representação, Denise considera que o ataque de Zema, que é de um partido conservador, de direita – o Novo – tem que ser encarado como um atentado a toda a organização sindical, não só do Brasil, mas do mundo, já que outros países também têm partidos e políticos que seguem a mesma ideologia de ataque aos direitos dos trabalhadores.

Paralisação nesta sexta-feira

Para a categoria, a luta continua e a Educação não vai abrir mão do cumprimento da Lei. Nesta sexta-feria (6), os professores e professoras paralisaram mais uma vez as atividades e realizaram desde as primeiras horas manhã um protesto na Cidade Administrativa em Belo Horizonte.

Fonte: CUT

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