Projeto de Lei quer vender escolas públicas para cobrir rombo do AL Previdência

O Sinteal irá tomar providências urgentes contra o absurdo projeto de lei (sem número) que pretende transferir para o AL Previdência os prédios de 304 (trezentas e quatro) escolas da rede pública estadual (na relação tem até escolas municipais!), e joga uma “bomba” contra a educação pública e suas trabalhadoras e seus trabalhadores.

O projeto em questão pretende destinar essas 304 escolas públicas estaduais para o “fundo garantidor previdenciário”, numa situação em que elas deixam, literalmente, de ser um patrimônio do Estado de Alagoas e do povo alagoano para ser tão somente um patrimônio do AL Previdência, criando uma situação de risco, muito complicada, segundo o especialista em Educação, professor Milton Canuto de Almeida.

Para ele, o primeiro questionamento a ser feito é como se pode pegar um universo de 304 escolas, “que é um patrimônio de milhões de reais, e doar para outro órgão e ainda pagar aluguel sobre elas?!”.

Milton Canuto diz que, no projeto, há dois problemas graves: “Se o Estado vai pagar, haverá um ônus imediato de pagamento de dinheiro da educação em relação a uma coisa que era sua, que não pagava. Ou seja, ter que pagar com os recursos destinados à educação pública, especialmente com os recursos do FUNDEB”.

O segundo grave problema, segundo Milton Canuto, é em relação à manutenção dessas 304 escolas atingidas pelo objetivo do projeto em questão. “Como tentar qualquer trabalho de reforma ou reconstrução de uma ou mais dessas escolas com dinheiro do FUNDEB para um patrimônio de terceiros?!”.

Canuto fecha sua avaliação alertando que esta é “uma situação grave, porque, além de perder um patrimônio pelo qual não se paga nada atualmente, você vai passar a custear despesas com dinheiro [verbas] do FUNDEB, que não poderia. Isso é muito sério, e vai trazer problemas graves do ponto de vista de investimentos dos recursos da educação.

De acordo com a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, o projeto de lei deveria ter sido precedido de diálogo e debate com a sociedade, como, por exemplo, a realização de audiências públicas, “para discutir qual a intenção do governo estadual em relação a este assunto, e quais as saídas e propostas que devem ser apontadas”.

Consuelo alerta, ainda, que, através desse projeto de lei, os recursos do FUNDEB passarão a custear o Fundo da Previdência estadual para os/as servidores/as dos três poderes. “Chega de negociação com os recursos da educação, ao nosso ver iniciando um projeto de privatização da escola pública”, diz.

“O Sinteal é totalmente contrário a este projeto, que é um verdadeiro ataque contra a educação pública estadual e seus trabalhadores e trabalhadoras. Vamos lutar para que esta tramitação do projeto na Assembleia Legislativa seja suspensa, para que seja aberto o diálogo com a sociedade, e que se possa buscar alternativas que não prejudiquem a educação, e não desviem os recursos do FUNDEB para pagar as despesas do AL Previdência”, denuncia a presidenta do Sinteal.

Reafirmando, por fim, que a educação pública não pode ser, mais uma vez, penalizada em seu orçamento e muito menos ser moeda de troca, Consuelo lembrou que a promessa do governo estadual foi de mais investimento e não de redução dos recursos da educação, “como, infelizmente, prevê este projeto de lei”.

E ela encerra sua fala como muitas dúvidas pertinentes: “Então é essa revolução que está sendo anunciada para a educação? E a sociedade alagoana e o Sinteal não vão ser ouvidos?! E por que existem várias escolas municipais anexadas ao projeto de lei? E, finalmente, por que esse projeto de lei só foi apresentado agora, após a eleição, no final do ano e no final dessa gestão?”.

Fonte: Sinteal

Encontro de Paulo Dantas com bilionário Lemann revolta professores e especialistas

O encontro do governador Paulo Dantas (MDB) com o mega bilionário José Paulo Lemann provocou revolta entre os professores e especialistas em educação em Alagoas. O encontro aconteceu na Inglaterra, e o governo postou nas suas redes sociais: “Tenho certeza de que voltarei para Alagoas com ideias e novos projetos para revolucionarmos a educação de nosso estado.” A partir daí, começou uma enxurrada de questionamentos, já que Lemann e sua Fundação são ferrenhos defensores da privatização da escola pública.

Paulo Dantas (MDB) e outros governadores participam de um curso de gestão pública em Oxford, patrocinado pela fundação.

É uma viagem extraordinariamente importante para o futuro da educação pública porque, na bagagem, está o futuro da gestão democrática nas escolas. Implantada por Ronaldo Lessa, esta gestão entrou em colapso na era Renan Filho + Luciano Barbosa na Secretaria de Educação e hoje está na UTI, respirando por aparelhos. O futuro governador se prepara para desligar os botões que (ainda) a mantêm viva.

Tudo isso sob um fino manto de silêncios intencionais das nossas instituições. Talvez o Sinteal seja um dos poucos críticos.

Estamos falando de um modelo de privatização da escola pública absolutamente sutil: não se coloca a placa “vende-se” na portão, como aconteceu com o saneamento básico. As escolas da rede seguem públicas mas a mentalidade da gestão passa a ser privada.

Ou seja: crê-se que o público está em crise e a solução está no mercado, regulando o parâmetro de qualidade do ensino.

É onde entra a Fundação Lemann. Criada em 2002 e presidida por José Paulo Lemann, tem como foco uma educação pública de qualidade e liderança para o impacto social.

São palavras elegantes que, em verdade, significam mesmo: um Estado tratado como empresa, o orçamento público tido como lucro e os cidadãos “obrigados” a “darem resultados” sendo “merecedores” de uma tal cultura meritocrática.

Talvez no Canadá, na Dinamarca ou na Suíça isto poderia prevalecer. Afinal, a maior parte do povo vive financeiramente bem, as elites estão comprometidas com o social e nem existe analfabetismo.

Onde esse estado de bem estar social funciona em Alagoas?

E em qual lata de lixo vai se colocar os “perdedores”?

Essa coleção de soluções rápidas e fáceis para problemas seculares encantou governadores. Nossos registros históricos (fallas provinciais, mensagens governamentais) contêm muitos destes episódios.

Não é diferente agora. E com o acréscimo de que tudo está na contramão da gestão democrática. Quando o então governador Ronaldo Lessa implantou lá atrás este modelo, percebia-se que alunos, técnicos, professores conheciam melhor a realidade da escola, buscando alternativas mais apoio da Secretaria de Educação. Por isso que diretores não eram mais indicados por deputados, prefeitos e vereadores e sim eleitos pela comunidade escolar.

A pressão político-partidária foi enfraquecendo a necessidade de eleições nas escolas, prevalecendo, na marra, o modelo do passado: o político indicando o diretor amigo para as escolas públicas.

Em “O Curso de Gestão para Aprendizagem da Fundação Lemann como Processo de Institucionalização do Gerencialismo nas Escolas de Educação Básica Alagoanas: Implicações para a Democratização da Educação”, Vera Maria Vidal Peroni e Cristina Maria Bezerra de Oliveira mostram que a crise da gestão democrática, o modelo e a padronização exigidas pela Fundação Lemann mais uma gerência que vai de cima para baixo (Seduc-escolas) funcionam como uma espécie de controle, “um processo cada vez maior de alienação do trabalho docente”.

Resumo: “O professor recebe o material pronto; ele não deve mais ser um intelectual que produz o conhecimento, o que tem profundas implicações para a democratização da educação”.

A Secretaria de Educação centraliza poderes quase imperiais. Com a diferença de que o empresariamento da educação retira da Seduc o peso da responsabilidade de escolas com baixo rendimento em índices educacionais. E transfere a “culpa” a diretores que jogam a carga nos professores, sacudindo nos alunos.

Este jogo de empurra não tira Alagoas dos piores indicadores nacionais na educação. E transforma a Seduc num pelourinho e o secretário (hoje secretária) num capitão do mato, à caça dos que fogem do modelo padronizado de aulas prontas mais formação de professores descolada da realidade (afinal uma escola da Pariconha e outra de Maceió não podem ser tratadas como se os dois municípios fossem absolutamente iguais, e não são).

Vão para o tronco os “perdedores”, os que não alcançaram os resultados. Quem se deu bem é premiado. Quem não, fica para trás.

“Vence” a Seduc e sua condição narcisista, misturada à arrogância, mantendo um relacionamento abusivo com todas as escolas mais professores e técnicos.

Talvez o governador não precisasse gastar combustível de avião, diárias e carregar uma legião para buscar em Oxford respostas que estão em Alagoas para problemas alagoanos.

Redação com Reporter Nordeste

Bolsonaristas ignoram estreia e vaiam gols do Brasil em frente a quartel

O relógio marcava 16h em ponto. Nuvens carregadas se formavam no céu do interior de São Paulo e um vento agradável amenizava o calor de quase 30°C que fez durante a tarde. Enquanto o árbitro Alireza Faghani apitava o início da partida entre Brasil e Sérvia, no Estádio Lusail, no Qatar, começava em Jundiaí o Hino Nacional.

Mas não havia telão ou uma transmissão do jogo, e ninguém parecia realmente interessado nisso. Era o início de mais um ato golpista em frente ao 12° GAC (Grupo de Artilharia de Campanha), onde dura uma das maiores concentrações bolsonaristas do país.

Desde 31 de outubro ocupando a entrada do quartel, que fica às margens da Rodovia Anhanguera, centenas de pessoas ignoraram completamente o jogo de futebol. Dezenas de barracas estão espalhadas pela calçada.

Um exemplo é o casal Giovana e Joaquim, que preferiram não dizer o sobrenome. De Bertioga, no litoral norte paulista, vieram apenas para acompanhar a manifestação que estava marcada para a hora do jogo.

“A gente gosta de futebol, gostamos da Seleção. Mas a Copa tem de quatro em quatro anos, e nesse momento preferimos ajudar o Brasil”, disse Joaquim. “Queríamos pernoitar, mas não vai ser possível, infelizmente”, completa a esposa.

Eles compraram bandeiras para enfeitar o carro, como um símbolo, segundo eles, “do patriotismo que exercem”.

A reportagem testemunhou a conversa de dois bolsonaristas. Um deles havia acabado de chegar ao quartel. “Eu nunca imaginei que ia torcer contra o Brasil no futebol”, dizia, ao se encontrar com um colega. “Vi um monte de gente desesperada querendo chegar em casa pra ver essa porcaria”, completou. Questionado depois, ele não quis dar o nome.

Voaram críticas para todos os lados: à própria Copa, ao presidente da FIFA, que teria ficado “incomodado com o boicote dos brasileiros ao jogo” (fake news espalhada pelas redes sociais), aos jogadores, “que, quando veem que o negócio aperta aqui, fogem para o exterior”.

“Eu já queria que perdesse hoje e já saísse dessa Copa”, afirmou um metalúrgico, de nome Wanderlei. Ele também não quis dar o sobrenome quando soube que uma das pessoas com quem conversava era este repórter. “Se eu pudesse ficava aqui também, mas preciso trabalhar”, ponderou, antes de se afastar — pedindo desculpas, uma cena rara em muitos dos protestos.

Aliás, as críticas contra a imprensa também foram constantes. A frase mais comum foi: “Ficam dando atenção para esse bando correndo atrás de uma bola, em vez de mostrar nossa luta”.

Hino nacional e oração

Além do hino, a cada hora, aproximadamente, o grupo entoava a oração do Pai-Nosso. Não é um dado estatístico, claro, mas havia uma concentração quase igualitária entre evangélicos (em uma quantidade talvez um pouco maior) e católicos.

Muitos disseram que tem como religião “o Brasil”, se esquivando da resposta verdadeira. Não havia símbolo de qualquer crença nas barracas ou mesmo no chão, apenas bandeiras do Brasil e cartazes com mensagens golpistas.

Aproveitando para faturar

Adriano Souza, 33, comerciante informal, corria para lá e para cá na Avenida 14 de Dezembro, que dá acesso ao quartel do GAC. “A camisa amarela acabou, só tem a azul, tamanho G”; “só tenho essas três bandeiras”; “infelizmente não tenho” era o que ele mais falava.

Morador de Carapicuíba, na Grande São Paulo, está “rodando o país” para conseguir algum dinheiro. Há dois dias sem dormir, veio de Curitiba, parou no Brás — tradicional bairro de venda de roupas e tecidos, na capital —, refez o estoque e veio para o interior.

“Hoje teve gente que comprou camiseta para torcer pela Seleção, e também quem veio para participar do protesto. Vou voltar no sábado, porque de fim de semana aqui fica mais cheio”, disse, enquanto recolhia bandeiras de Portugal e outros países, que “encalharam”.

A essa altura, um motorista passou e gritou “tem bandeira da Argentina?”. “Tenho, pior que tenho”, disse, rindo. Ela também encalhou.

Espiada no celular

Durante todo o período do jogo, algumas pessoas até abriam o celular para consultar o placar.

No primeiro gol de Richarlison, aos 17 minutos do segundo tempo, houve comemoração. Era possível ouvir alguns rojões soltos em bairros relativamente próximos. Quando alguns consultaram “o que havia acontecido”, as vaias tomaram conta do ambiente.

Já no segundo, aos 28 minutos da etapa final, também de Richarlison, as vaias se intensificaram.

Ao fim da partida, sob o som de mais rojões soltos na cidade, se ouve mais uma vez o Hino Nacional e uma oração. A cada hora cheia, os dois cânticos são entoados pelos manifestantes.

Alguns bolsonaristas ficaram indignados com o resultado, xingando os jogadores e retomando as mesmas falas de antes da partida. Outros demonstravam neutralidade.

Mas, quando o “lema” pedindo ajuda das Forças Armadas voltou a ser entoado, todos se uniram novamente. Poucos saíram do local. A maioria promete continuar acampado. Até quando? Ninguém sabe.

Fonte: Uol

Lula quer frear sete privatizações e suspender imediatamente venda de ativos da Petrobras

O levantamento, feito pela equipe de transição, considera refinarias da Petrobras e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil, Correios e Dataprev. Leilões do Porto de Santos e dos aeroportos Santos Dumont e Galeão também serão avaliados.

A partir de informações da equipe de transição, o portal Poder 360 informa que a intenção do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é barra ao menos sete privatizações. O levantamento considera refinarias da Petrobras e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), Correios e Dataprev. Além disso, o leilão do Porto de Santos, em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), deve ter modelo revisto, de acordo com as informações apuradas.

No caso das refinarias à venda pela Petrobras e pela TBG, a ideia é reverter os casos em que ainda não houve fechamento dos contratos. Embora não pretenda alterar nada em relação aos ativos cujos acordos de compra e venda já foram assinados com as empresas vencedoras do processo, o governo de transição tem intenção de suspender a alienação de ativos da Petrobras até a posse de Lula. Segundo o Portal Vermelho, representantes do governo de transição inclusive já se reuniram com o atual ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e também querem dialogar com a direção da Petrobras.

Parcimônia

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), integrante do Grupo de Trabalho (GT) Minas e Energia na transição, explica que a medida não representa impossibilidade de possíveis novas negociações no futuro. “[A suspensão] não quer dizer necessariamente que não haja venda de ativos no futuro. Mas isso é uma avaliação que vai caber, com muita parcimônia”, disse o parlamentar.

De acordo com Prates, Sachsida se comprometeu a colaborar: “o ministro anunciou que não vai haver surpresas nem sobressalto nesse período de final de governo”.

Quanto aos Correios, o ex-ministro Paulo Bernardo, membro do GT Comunicações, disse na última sexta (18) que a equipe de transição deve pautar o fim do processo de privatização da empresa já nos primeiros dias do novo governo. “Nossa ideia é recomendar tirar, acabar com essa história de privatizar os Correios”, afirmou.

Já a retirada da Dataprev, estatal de tecnologia da informação da Previdência Social, do pacote de privatizações foi pautada pelo ex-ministro José Pimentel, também pertencente ao GT.

Porto e aeroportos

Em relação ao Porto de Santos, a preocupação apresentada é que a privatização completa da autoridade portuária poderia fazer com que o Estado perdesse sua capacidade de planejamento no complexo. “Num porto como o de Santos – que é o maior da América Latina –, o Estado (pode) perder a capacidade de se planejar e de ser um instrumento de desenvolvimento. Essa é uma das nossas preocupações em relação ao modelo que está lá”, avalia Maurício Muniz, membro do GT Infraestrutura na transição.

O GT ainda não formou opinião sobre o leilão dos aeroportos do Rio de Janeiro, Galeão e Santos Dumont. De acordo com Maurício Muniz, ainda não há uma definição se os ativos voltarão para administração da Infraero ou se haverá pequenas mudanças no processo de licitação.

Fonte: Revista Fórum

Moraes rejeita ação golpista do PL, dá multa de R$ 22,9 mi e bloqueia fundo

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou hoje a ação de teor golpista apresentada pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro. O partido pedia a anulação de votos em mais de 279 mil urnas no segundo turno da eleição.

O ministro ainda fixou multa de cerca de R$ 22,9 milhões por má-fé com a ação. Ele também suspendeu o fundo partidário das siglas que integram a coligação Pelo Bem do Brasil, de Bolsonaro. Além do PL, Republicanos e PP fazem parte do grupo.

Em nota, o PL disse que já acionou a assessoria jurídica para analisar a decisão de Moraes. “O partido reitera que apenas seguiu o que prevê a Lei Eleitoral, que obriga as legendas a realizar uma fiscalização do processo eleitoral.” Procurados, o Republicanos e o PP ainda não se manifestaram.

Ao longo de 2021, o PL recebeu R$ 48,7 milhões do fundo partidário. Já o PP, R$ 47,6 milhões, e o Republicanos, cerca de R$ 46,7 milhões.

O que dizia a ação do PL? O processo foi apresentado ontem com base em um relatório sobre suposta “falha” em cinco dos seis modelos de urnas usadas na votação —algo que foi rebatido por especialistas consultados pelo UOL Notícias e pelo próprio TSE.

Quais foram as outras medidas de Moraes? O presidente do TSE mandou ainda a Corregedoria-Geral Eleitoral instaurar um procedimento administrativo de eventual desvio de finalidade. A apuração vai mirar “possível cometimento de crimes comuns e eleitorais” referentes às condutas de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e de Carlos Rocha, engenheiro responsável pelo Instituto Voto Legal, que elaborou o relatório que baseou a ação do PL.

O ministro também mandou incluir os dois no inquérito das milícias digitais, em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal).

“Esdrúxulo e ilícito pedido”. Na decisão, Moraes afirma que o PL não apresentou dados que demonstrassem que as supostas “falhas” teriam ocorrido no primeiro turno e que as informações eram necessárias por uma questão de “coerência”.

O ministro diz que somente “ignorância, o que não parece ser o caso” ou “evidente má-fé” levaria o partido a alegar que os resultados das urnas estariam prejudicados.

“A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e anti-democráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial, quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos”, disse Moraes.

“Os argumentos da requente, portanto, são absolutamente falsos, pois é totalmente possível a rastreabilidade das urnas eletrônicas de modelos antigos” reforçou Alexandre de Moraes, presidente do TSE.

Na decisão, Moraes reafirmou que a Justiça Eleitoral continuará a atuar com “coragem” para lutar contra “forças que não acreditam no Estado Democrático de Direito” e disse que partidos políticos, como o PL, não podem usar de verbas partidárias para “satisfazer interesses pessoais antidemocráticos”.

“Os partidos políticos, financiados basicamente por recursos públicos, são autônomos e instrumentos da Democracia, sendo inconcebível e inconstitucional que sejam utilizados para satisfação de interesses pessoais antidemocráticos e atentatórios ao Estado de Direito, à Justiça Eleitoral e a soberana vontade popular de 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores aptos a votar”, disse Moraes.

Primeiro turno. Moraes já havia cobrado, ontem mesmo, que o PL apresentasse dados que comprovem suposta falhas também no primeiro turno das eleições. Isso porque as mesmas urnas questionadas pelo partido foram usadas nos dois turnos da votação, mas o PL só questionou votos na disputa presidencial.

No primeiro turno, o PL elegeu uma ampla bancada no Congresso com 99 deputados federais e oito senadores.

Mais cedo, o partido manteve o pedido restrito somente ao segundo turno com o argumento que estendê-lo para toda a votação causaria “grave tumulto”.

“Estender a verificação extraordinária pretendida também para o primeiro turno parece ser medida açodada, especialmente porque, como efeito prático, traria a própria inviabilidade da medida ora pretendida, em razão da necessidade de fazer incluir no polo passivo da ação todos os milhares de candidatos que disputaram algum cargo político nessas eleições, bem como seus Partidos, Coligações e Federações”, alegou o PL.

Ao responder à cobrança de Moraes, o PL não mencionou o fato de que ambos os equipamentos foram usados no primeiro e no segundo turno, o que, em tese, demonstraria que se houve problemas em uma rodada de votação, também teria ocorrido na anterior.

Questionado hoje por jornalistas, Costa Neto alegou que os técnicos do partido “não pegaram” as “falhas” no primeiro turno.

Após pedir anulação de votos, Valdemar diz não buscar nova eleição

Valdemar negou que buscasse nova eleição ou impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de pedir a anulação de votos no segundo turno.

“Não se trata de pedir outra eleição, não tem sentido. É um negócio que envolve milhões de pessoas. Porque um cidadão que teve 200 votos, ele tem que participar do processo […] Então é uma loucura, só o PL tinha 2 mil candidatos. Imagino que os outros partidos também. E além de atingir governadores, senadores”, afirmou.

Bolsonaro articulou documento golpista. Como mostrou a colunista do UOL Notícias Thais Oyama, o presidente Jair Bolsonaro teria pressionado o PL a divulgar o documento de teor golpista, anunciado ontem por Costa Neto, e seu advogado, Marcelo Bessa. Durante pronunciamento à imprensa, Bessa afirmou, sem provas, que as supostas “falhas” não permitiriam atestar o resultado das urnas.

Partiu ainda de Bolsonaro a ordem para que o evento de divulgação do relatório golpista fosse transmitido ao vivo pelas redes sociais do PL —de forma que pudesse ser replicado simultaneamente pelas redes bolsonaristas.

Sem fundamentação. O PL alega suposta falha nos chamados “logs de urna” —registros com dados dos equipamentos— em cinco dos seis modelos usados na última eleição. Por isso, os votos computados nessas urnas deveriam ser anulados, na avaliação do partido.

Para o PL, a suposta “falha” é “gravíssima” e não permitiria a identificação das urnas e a auditoria dos dados compilados nos equipamentos. Isso não é verdade, segundo o TSE. Ao UOL Notícias, o tribunal informou que é possível fazer a rastreabilidade das urnas por meio de outros dados.

Especialistas consultados pelo UOL Notícias também dizem que as falhas apontadas pelo partido não alteram o resultado das eleições.

“Adicionalmente, os arquivos gerados pelas urnas contêm outros dados que podem identificar cada urna univocamente, garantindo total rastreabilidade, quais sejam: o código da correspondência (no qual o ID da urna é um dos componentes usados para o cálculo) e os identificadores das mídias de carga e de votação utilizados na respectiva urna”, disse o TSE.

“Essas informações, somadas à assinatura digital de cada urna com chave própria e exclusiva nos arquivos, garantem que uma análise individualizada de cada arquivo de log permitirá identificar sua origem de forma inequívoca”, afirmou o TSE.

Fonte: Uol

Mais de 5 mil brasileiros foram deportados dos EUA desde 2019

Segundo levantamento do g1 Minas, entre outubro de 2019 e março de 2022, 5049 pessoas foram deportadas dos Estados Unidos para o Brasil.

Há três anos, o governo de Jair Bolsonaro atendeu a um pedido do então governo de Donald Trump e assinou uma portaria com novas regras. Desde então, passaram a ser autorizadas as deportações à força de brasileiros que vivem ilegalmente nos Estados Unidos. No lugar do passaporte, passou a ser necessário apenas um atestado de nacionalidade.

O número de deportados que chegaram desde 2019 pode ser muito maior já que os voos continuam aterrissando em Confins com frequência. Os brasileiros chegam por este terminal porque a maioria deles são de Minas Gerais.

Fonte: G1

Servidores federais entregam pauta para equipe de transição do governo Lula; reposição salarial está entre as reivindicações

Nessa quinta-feira, 17, o Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe), do qual a Fenajufe faz parte, protocolou uma carta de reivindicações junto à equipe de transição do governo Lula. O documento foi entregue a Aloizio Mercadante, um dos membros dessa equipe de transição. Junto com a carta foi protocolado também um ofício articulado com o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), solicitando uma reunião com a equipe de trabalho do governo de transição, a fim de retomar um processo de negociações efetivo com servidores e servidoras.

Boa parte das categorias de servidoras e servidores públicos teve o último acordo de recomposição salarial aprovado no período até 2016. Jair Bolsonaro (PL) foi o único presidente, em 20 anos, a não conceder qualquer percentual de reposição salarial ao funcionalismo.

Uma das reivindicações emergenciais apresentadas à equipe de transição é justamente a de reajuste salarial. Outros pontos urgentes são o arquivamento da PEC 32/2020 (reforma administrativa de Bolsonaro-Guedes) e a revogação das emendas constitucionais 103/19 (reforma da Previdência) e 95/16 (teto de gastos).

Fonte: Condsef

Lula passa por procedimento para retirada de lesão na laringe e segue em repouso

O presidente eleito tinha uma leucoplasia – espécie de placas brancas na corda vocal esquerda – que foi identificada no check-up antes da viagem ao Egito. A biópsia mostrou não haver malignidade após procedimento bem sucedido e Lula já teve alta

São Paulo – O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi internado ontem (20) no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para retirar de uma lesão na laringe. O procedimento foi bem sucedido e Lula já teve alta nesta segunda (21), de acordo com boletim médico divulgado às 8h de hoje. O petista foi atendido por equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Rui Imamura e Artur Katz. 

Por volta das 9h, Lula usou as redes sociais para divulgar seu estado de saúde. “Bom dia. Já em casa, depois de um pequeno procedimento ontem. Tudo resolvido e bem. Boa semana para todos”, escreveu. O presidente eleito deve permanecer em sua residência na capital paulista até amanhã, sem agenda pública. 

Antes de sua viagem para a Conferência do Clima da ONU, a COP27, no Egito, na semana passada, Lula havia sido diagnosticado com leucoplasia – espécie de manchas ou placas brancas na prega vocal esquerda. A lesão foi identificada em exames de rotinas realizados no mesmo hospital no dia 12 de novembro. Na ocasião, o boletim médico também apontou que os exames do futuro presidente estavam “normais”. Além de mostrar a “completa remissão do tumor diagnosticado em 2011”. 

Resultado esperado

O exame de nasofibroscopia acabou, no entanto, mostrando uma inflamação na garganta decorrente do “esforço vocal” e “uma pequena área de leucoplasia na laringe”, segundo o documento. Na época, Lula realizou exames de ecocardiograma, angiotomografias e tomografia computadorizada por emissão de pósitrons (PET scan). O novo boletim médico, divulgado nesta segunda pelo hospital, destacou que, após o procedimento, a biópsia mostrou ausência de neoplasia, ou seja, de um tumor. 

O deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), que acompanhou a cirurgia, afirmou em seu Twitter que o resultado foi o “esperado”. “Lesão benigna, sem qualquer sinal de malignidade. Lula está mais do que pronto para ouvir o diagnóstico da transição e mudar o Brasil”, confirmou o parlamentar.

O presidente eleito iria para Brasília nesta terça (22) para se reunir com a equipe de transição que vem sendo coordenada por seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). A agenda do petista, contudo, deve ser adiada para quarta (23), após o procedimento médico.  

Leia a íntegra do boletim médico

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

21/11/2022

8H

O Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva deu entrada ontem, no Hospital Sírio-Libanês, para a realização de uma laringoscopia para retirada de leucoplasia da prega vocal esquerda. O procedimento mostrou ausência de neoplasia.

Ele teve alta hoje, às 7h45, e foi acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz, Dr. Rubens Brito, Dr. Rui Imamura e Dr. Luiz Paulo Kowalski.

Dr. Luiz Francisco Cardoso, Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez, Diretor Clínico

Fonte: Rede Brasil Atual

Ex-prefeito dispara mais de 20 tiros em condomínio e moradores ficam apavorados

Ex-prefeito de Maribondo Leopoldo Pedrosa disparou mais de 20 vezes, deixando moradores em pânico.

Neste final de semana, os moradores de um condomínio residencial na cidade de Maribondo foram surpreendidos pelo descontrole do ex-prefeito Leopoldo Pedrosa, que efetuou mais de vinte disparos com arma de fogo no local.

Desesperados, os moradores chamaram a Polícia Militar, que acolheu o ex-prefeito junto do empresário Dimas Lopes. Leopoldo foi levado para a casa de sua ex-mulher, para não ser incomodado durante o resto do final de semana, após causar verdadeiro pânico no residencial.

Casas foram alvejadas e as imagens do condomínio também foram apagadas. Alguns vídeos foram registados e divulgados por populares indignados com a situação. Nas imagens, é possível ver a casa de uma professora que teve os vidros atingidos pelos disparos e só não foi atingida também pelo ex-prefeito porque não estava em casa no momentos dos tiros.

A indignação maior de quem reside por lá, é com a Polícia Militar, que nada fez a não ser abraçar o prefeito e conduzi-lo a casa, por conta de sua mãe, atual prefeita do município.

”Devemos fazer chegar esta situação ao comando geral e a justiça para as devidas apurações e punição”, pedem os moradores do condomínio.

Fonte: A Notícia Alagoas

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