ALEXANDRE E OUTROS HERÓIS(1962)

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 29 de Outubro de 2023

A semana passou e nela tivemos o dia 27 de Outubro como data de aniversário de um brasileiro, nordestino, político, sem curso superior e que teve sua liberdade cerceada, no bom português, esteve preso.
Parabéns, muitos parabéns por tudo que fez e pelas obras que deixou.

No Rio de Janeiro a milícia causou transtorno e “Angústia”(1936) nos moradores da cidade maravilhosa. A milícia, pra quem não sabe é um tipo de polícia paralela com diversos serviços em seu portfólio, passando por um sinal de internet até assassinatos na vida real. É o poder paralelo prestando seus valiosos “serviços”.

O Rio pegando fogo, literalmente e a deputaiada da Direitinha Golpista preocupada em ouvir o Ministro Flavio Dino no Congresso.
Dino escreve certo em “Linhas Tortas”(1962), na verdade, fala certo para um bando de cabeças ocas que apenas repetem o que tá em alta nos grupos de zap bolsonaristas. Enquanto isso, a milícia trabalha.
A Direitinha Golpista saiu mais uma vez atordoada e o Ministro Dino nem precisou se transformar no Hulk, bastou apenas ser o David Baner, com muito bom humor, claro!

“Vidas Secas” no Norte do país. uma situação que causa uma dor enorme nos brasileirinhos do Amazonas. O Rio Negro está intransitável por causa do baixo fluxo de água. O Governo Lula tenta minimizar os efeitos da seca, antecipando benefícios e levando ajuda humanitária. O cara de “São Bernado” (1934) atuando. Afinal sua guerra é contra a fome, isso é o “terrorismo” que ele prega.

São muitos desafios no país que causam “Insonia”(1947) no Barbudo, mas desde de sua “Infância”(1945). Lula já sabia que sua caminhada não seria fácil. Agora pós cirurgia as passadas serão intermináveis. Caminha Lula, caminha!

Nossos parabéns, também, ao eterno Graciliano Ramos, brasileiro, nordestino, político, sem curso superior e que teve sua liberdade cerceada, no bom português, esteve preso.
Ambos carregarão pra sempre as “Memórias do Cárcere”(1953) e todas as suas obras e acervo serão “Histórias Incompletas” (1946).

Reflexões Flávio Show 2023 , ano 03 – Edição 151

Influencer evangélico é preso por assassinar cantora gospel

Homem estava casado com Sara Mariano havia 13 anos, com quem teve um filha, que tem 11 anos. Corpo da cantora ainda não foi liberado pelo DPT e passa por necropsia.

derlan Santos Mariano é o principal suspeito pela morte da própria esposa, a cantora gospel Sara Mariano. Ela foi encontrada morta e com o corpo carbonizado na sexta-feira (27), após ficar três dias desaparecida. Neste sábado (28), Ederlan está preso temporariamente.

O investigado era casado com Sara Mariano há treze anos e tem, junto com a vítima, uma filha de 11. A casa da família fica em Valéria, bairro periférico de Salvador, às margens da BR-324. Não há detalhes sobre a idade e formação de Ederlan, mas sabe-se que ele trabalhava com a esposa.

Ederlan era o responsável por marcar os compromissos de agenda de Sara, além de gravar e editar os vídeos da cantora para as redes sociais, onde ela também atuava como influenciadora digital para mais de 50 mil seguidores.

Em um áudio gravado para a irmã, Soraya Correia, Sara dá a entender que o marido é uma pessoa nervosa, de temperamento instável e que queria comprar uma arma. Na gravação, a cantora diz que descobriu a intenção da compra por acaso, após ver Ederlan conversar com um homem suspeito.

“Eu disse [a ele]: ‘se tu comprar uma arma, me separo de tu, porque do jeito que tu é, sem arma já destrói tudo, imagina com arma'”, disse a cantora gospel para a irmã no áudio, emendando que não tinha “um pingo de confiança” no marido.

Ainda no mesmo áudio, Sara Mariano não relatou agressões sofridas, falou que Ederlan Mariano por vezes “vira um monstro” e que não queria “tomar uma decisão precipitada”, dando a entender que encerraria o casamento.

Antes de confessar o crime à polícia, Ederlan foi às redes sociais para lamentar o desaparecimento da esposa e pedir ajuda às pessoas que tivessem informações sobre ela. Ele também relatou que não havia tido brigas recentes com Sara.

Em um dos dias em que esteve na delegacia para conversar com policiais sobre o paradeiro da esposa, Ederlan foi perguntado por um jornalista sobre uma suposta campanha de arrecadação que ele teria feito nas redes sociais, para ajudar a procurar a esposa,

mas ele abandonou a entrevista.

Fonte: G1

Vale Verde contamina o Rio Traipu e ameaça a Bacia do Rio São Francisco

Presença de metais pesados onde rio deságua pode ter origem na barragem de resíduos da mineradora que fica em Craíbas

A Mineradora Vale Verde é acusada de poluir o rio Traipu que passa próximo a sua unidade industrial na zona rural do município de Craíbas, no Agreste alagoano. De acordo com a bióloga Neirevane Nunes, “a barragem de rejeitos da mineração de cobre da Vale Verde é a maior já construída em Alagoas e tem acesso às calhas de rios temporários que deságuam no São Francisco, a exemplo da bacia do rio Traipu”.

Em artigo assinado por ela, com o título “a mineração de milhões em Craíbas que ameaça a Bacia do Rio São Francisco”, a bióloga denuncia o suposto crime ambiental, com base em estudos feitos por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e pede providências aos órgãos ambientais, ao Ministério Público Estadual (MP/AL), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Defensoria Pública da União (DPU).

“Estudos da Ufal indicam níveis acima dos limites toleráveis na foz do Rio Traipu, principalmente ferro, zinco e manganês. Segundo os pesquisadores, estas alterações podem ser decorrentes de processos erosivos, assoreamento e revolvimento do solo, mas não pode ser descartada a possibilidade de manejo inadequado do solo e que ações de mineração possam contribuir com o aumento dos níveis destes compostos na região”, afirmou Neirevane.

Segundo ela, dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostram que Craíbas é o município alagoano que possui a maior arrecadação de recursos por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Minérios (CFEM), com a mineração de cobre pela empresa Vale Verde. “Craíbas, neste ano de 2023, apresentou arrecadação de R$ 18,5 milhões, por meio da CFEM, que são bens da União. Essa compensação foi instituída pela Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989”.

No entanto, a bióloga destaca que o município de Craíbas, mesmo recebendo milhões todo ano, não consegue proporcionar à população uma melhor qualidade de vida. “Os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) são os piores de Alagoas e do Nordeste, além do desemprego e da falta moradia digna”. Além disso, acrescenta: “Craíbas já sofre grande impacto socioambiental pela exploração de cobre pela Vale Verde, o que levou a empresa a ser alvo de investigações, após sucessivas denúncias da população de Craíbas e de Arapiraca”.

Para Neirevane, a mineração predatória de cobre em Craíbas pode afetar a Bacia São Francisco, que recebe as águas do rio Traipu, um dos afluentes que deságua no Velho Chico na cidade do mesmo nome. De acordo com a bióloga, a barragem de rejeitos da mineração de cobre da Vale Verde, que forma um paredão enorme em torno de uma cratera gigantesca, fica nas proximidades do rio Traipu, que corta o município de Craíbas, vindo de Bom Conselho, onde nasce, em Pernambuco.

“A mineração da Vele Verde pode ter afetado o São Francisco se comprovado que há vazamento de rejeitos, uma vez que um dos afluentes, o Rio Traipu, deságua na calha do Velho Chico”, enfatizou a bióloga. Segundo ela, “amostras de água do São Francisco, coletadas por pesquisadores da Ufal, na cidade de Traipu, constatou a presença de metais pesados, que vão além nos níveis toleráveis”.

Pesquisas e lamento em rio onde os peixes sumiram

Com base nas informações da bióloga Neirevane Nunes, que coordena o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem, foram ouvir o professor Emerson Soares, que comanda as pesquisas de campo da Universidade Federal de Alagoas, sobre a qualidade das águas do Rio São Francisco. Ele confirmou que nas análises feitas por equipes da Ufal, nas águas do rio Traipu, que é afluente do São Francisco, foi detectada a presença de metais pesados.

“Fizemos as análises, mas ainda temos poucas informações e em novembro faremos mais uma coleta para comprovação dos níveis de metais mais elevados, haja vista que nas duas coletas realizadas tivemos algumas alterações nestes níveis e se faz necessária uma terceira para ver se é isso mesmo”, afirmou Soares.

Segundo ele, as amostras continham zinco, manganês e ferro, acima dos limites toleráveis; cobre também encontrado, mas dentro da normalidade. Emerson Soares disse ainda que havia nitrato, que não é metal, mas foi encontrado em grande quantidade. Questionado se esses metais pesados estariam vindo da barragem de cascalho da mineradora Vale Verde, o professor disse que é possível, mas precisaria ser melhor apurado.

“Veja bem, se existe mineração e tem barragens de rejeitos e movimentação do solo, deve-se redobrar os cuidados. Porque foram encontradas alterações de nutrientes, exatamente no rio Traipu que passa pela região, e ao monitorarmos todos os 250 quilômetros do rio São Francisco, um dos pontos que deu fora do normal, foi a foz do Traipu, agora precisa saber o porquê disto. Não posso atribuir a mineração, mas existem várias hipóteses que devem ser estudadas”, explicou Soares.

Para ele, “essa hipótese (da contaminação) não pode ser descartada. Mas temos assoreamento dos solos, erosão agroquímicos, revolvimento do solo, esgotos industriais e domésticos. Tudo isso pode contribuir para a presença desses metais pesados. Alguma coisa está acontecendo na região e no rio Traipu e merece investigar”, concluiu.

Na cidade de Traipu, na beira do rio São Francisco, a poucos metros da foz do rio que dá nome a cidade, conversamos com pescadores e ele reclamaram da polução. “Antigamente a gente pegava vários tipos de peixe, bastava jogar a rede e vinha peixe em quantidade. Hoje, a gente não pega um dia sim, um dia não, mesmo assim um pouquinho de nada”, afirmou o pescador José Antônio dos Santos Silva, de 64 anos.

“A minha tristeza é vê um neto meu, de cinco anos, e saber que, quando ele crescer, o rio pode não ter mais peixe, se acabando desse jeito”, acrescentou o pescador, filho natural de Traipu.

Mineradora garante que o projeto é sustentável

A reportagem da Tribuna Independente entrou em contato com a assessoria de comunicação da Vale Verde, tanto pelo celular como pelo e-mail da empresa, mas não deram retorno. No entanto, no site da Vale Verde na internet, a empresa garante que respeita o meio ambiente e pratica o desenvolvimento sustentável.

“Estamos operando a Mina Serrote com disciplina financeira e excelência operacional, promovendo uma visão diferenciada de sustentabilidade.de torna segura e responsável”, diz a empresa em suas redes sociais.

A empresa diz ainda que “a Mineração Vale Verde tem como principal objetivo desenvolver o Projeto Serrote, localizado no município de Craíbas, junto à divisa do município de Arapiraca, um dos principais centros urbanos do Estado”.

Multinacional

A Mineradora Vale Verde é uma multinacional, como ela mesmo reconhece: “Somos uma empresa que pertence ao fundo de investimentos britânicos Appian Capital Advisory, tendo como principal objetivo implantar o Projeto Serrote, localizado em Craíbas, no Agreste alagoano, onde se encontra pr4esente desde 2007”.

Desde então, segundo ela, foram investidos mais de R$ 200 milhões e o investimento previsto para a implantação do Projeto Serrote é superior a R$ 700 milhões. Para o pico da implantação do empreendimento em 2020, estava prevista a geração de cerca de 1.200 empregos diretos, entre empregados da MVV e contratados.

Na fase de operação, ainda de acordo com a empresa, estavam previstos cerca de 500 empregados direitos. “Com a Licença de Instalação emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), em 2017 – e prorrogada em outubro de 2019, até 2021, projeto Serrote segue firme”.

Prefeitura

A prefeitura de Craíbas, administrada pelo prefeito Teófilo Barros Pereira, também foi procurada pela reportagem, na semana passada, mas não deu retorno. No entanto, o espaço continua franqueado para as explicações necessárias.

Fonte: Tribuna Hoje

Manifestações em apoio a Palestina ocorrem em diversas cidades do mundo

Protestos ocorrem no momento em que Israel intensifica os ataques ao Hamas no território palestino, que está sem internet e isolado do resto do mundo desde sexta (27).

Milhares de manifestantes saíram às ruas neste sábado (28) em cidades da Europa, do Oriente Médio, da Ásia e dos Estados Unidos para demonstrar apoio aos palestinos e pedir o fim dos ataques de Israel na Faixa de Gaza.

Os atos ocorrem no momento em que Israel intensifica sua operação contra o Hamas, com a presença de militares no território palestino, que está sem sinal de internet e isolado do resto do mundo desde sexta (27).

O Ministério da Saúde de Gaza, território controlado pelo Hamas, diz que 8 mil pessoas morreram desde o início do conflito, em 7 de outubro. Esses números, no entanto, não foram verificados por organizações independentes. Do lado israelense, são cerca de 1.400 mortos e 229 reféns em poder do Hamas.

Reino Unido

Numa das maiores marchas, em Londres, imagens aéreas mostraram grandes multidões pelo centro da capital para exigir ao governo do primeiro-ministro Rishi Sunak um cessar-fogo.

Fazendo eco da posição de Washington, o governo de Sunak não chegou a pedir um cessar-fogo e, em vez disso, defendeu pausas humanitárias para permitir que a ajuda chegasse às pessoas em Gaza.

Estados Unidos

Centenas de pessoas se reuniram em Nova York para pedir o cessar-fogo entre Israel e Hamas.

Malásia

Na Malásia, uma grande multidão de manifestantes entoava slogans em frente à embaixada dos EUA em Kuala Lumpur.

Itália

Em Roma, centenas de pessoas se reuniram na frente do Coliseu para pedir pela paz na Faixa de Gaza.

Turquia

Dirigindo-se a centenas de milhares de apoiantes num grande comício em Istambul, o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse repetiu a sua posição sobre o Hamas não ser uma organização terrorista.

Iraque

Os iraquianos participaram de um comício em Bagdá.

Palestina

Os manifestantes palestinos em Hebron, na Cisjordânia ocupada, pediram um boicote global aos produtos israelenses.

“Não contribuam para o assassinato das crianças da Palestina”, gritavam.

França

Algumas cidades na França proibiram comícios desde o início da guerra, temendo que pudessem alimentar tensões sociais. Ainda assim, houve protestos em Paris e em Marselha.

Nova Zelândia

Na capital da Nova Zelândia, Wellington, milhares de pessoas segurando bandeiras palestinas e cartazes com os dizeres “Palestina Livre” marcharam até o Parlamento.

Fonte: G1

Decisão do STF favorece bancos na retomada de imóveis de inadimplentes sem ação judicial

Por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou os bancos a retomarem os imóveis em caso de inadimplência no pagamento do financiamento, sem a necessidade de uma ação judicial que autorize o despejo dos moradores.

O resultado referenda a Lei 9.514 de 1997 e encerra a matéria da Corte, que discutia se esse método feria a Constituição. A decisão respalda o parecer do relator do texto, o ministro Luiz Fux.

No relatório, Fux destaca que é possível recorrer ao Judiciário “a qualquer momento” para questionar o procedimento de retomada dos imóveis por parte dos bancos. “Nada obsta o ingresso ao Judiciário a qualquer momento, para dirimir eventuais irregularidades ocorridas no curso da cobrança extrajudicial, conferindo a possibilidade do exercício do contraditório judicialmente”, opinou.

Pedro Faria, economista e doutor em história, acredita que a decisão mostra um “conflito de classe”. “O STF está chancelando uma prática já estabelecida, mas basicamente é um conflito de classe, no sentido que temos os proprietários do capital e a classe trabalhadora, que toma empréstimo. Nesse âmbito financeiro, o conflito de classe se dá na disputa pela concessão de crédito”, explicou o pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Por outro lado, Mozar Carvalho, fundador do escritório Machado de Carvalho Advocacia afirmou que a medida busca conferir maior rapidez e eficácia ao processo de recuperação de crédito, “além de otimizar os custos associados a processos judiciais”, mas ponderou que “a não intervenção da Justiça pode ter várias consequências.”

“Sem a supervisão judicial, pode haver um aumento no número de execuções extrajudiciais que não respeitam integralmente os direitos e garantias dos devedores. Além disso, pode haver situações em que a aplicação estrita da lei não leve em consideração circunstâncias particulares que justificariam uma abordagem mais compassiva ou flexível”, afirmou Carvalho, que lembrou da crise provocada pela pandemia da covid-19.  

“Existem situações em que o devedor, por motivos justificáveis, não consegue efetuar temporariamente o pagamento de seu financiamento. Neste contexto, quem avaliará essa situação de forma extrajudicial? A decisão não forneceu clareza sobre isso”, encerrou.

Por fim, Faria critica o argumento da celeridade, que ao final, favorecerá apenas os bancos. “Quando você é forçado a ir pela via judicial, você impõe restrições e uma lentidão ao banco na tomada de ativos que foram dados como garantia.”

Fonte: Brasil de Fato

ONU aprova resolução que exige proteção de civis e trégua humanitária na Palestina

Resolução também pede acesso à Faixa de Gaza para proteção aos civis. Foram 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções; proposta do Canadá que condenava o ataque do grupo terrorista Hamas foi rejeitada.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) acaba de aprovar, na tarde desta sexta-feira (27), a resolução proposta pela Jordânia para o conflito entre o Estado de Israel e os palestinos. Com 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções, o documento exige a proteção de civis na Faixa de Gaza e demais áreas de conflito, além de uma trégua humanitária.

“Israel está transformando Gaza em um inferno perpétuo na Terra. O trauma vai perseguir gerações inteiras”, disse Ayman Safadi, ministro das Relações Exteriores da Jordânia, que propôs a resolução em parceria com outros 22 países árabes.

A resolução não é vinculativa, mas tem peso político.

Aprovação pode isolar EUA e Israel

Apesar de as resoluções da Assembleia Geral não terem o mesmo peso legal que as decisões do Conselho de Segurança, elas funcionam como um indicador do consenso internacional.

É o que pensa Alexandre Coelho, especialista em Política e Relações Internacionais e Secretário do Comitê de Pesquisa da Ásia e do Pacífico da International Political Science Association (IPSA).

“Uma resolução aprovada por uma grande maioria pode servir como um indicador forte do consenso internacional, o que pode, por sua vez, exercer pressão moral e política sobre os Estados em questão”, diz.

Quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas não é capaz de propor uma solução, assim como tem sido no contexto da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, a Assembleia Geral pode avaliar alguma resposta para questão.

Se for adotada pela maioria de dois terços, assim como foi na votação desta sexta-feira, a resolução fornece orientações sobre a condução da guerra.

Coelho avalia que o impacto inicial da aprovação da resolução é o isolamento dos EUA e de Israel diante da comunidade internacional.

A aprovação da resolução pode impulsionar novas negociações no Conselho de Segurança, segundo Coelho. A situação pode ser favorável a uma eventual nova proposta brasileira.

”Podemos dizer que a Resolução é interessante e positiva para a diplomacia brasileira, na medida em que o Brasil pode negociar, junto com os países do Conselho de Segurança, uma nova resolução que atenda a todos. Mas veja, é difícil conseguir”, afirma.

Fonte: G1 e Revista Fórum

MST denuncia ação arbitrária da PM contra acampados em União dos Palmares

Publicamos a denúncia feita pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) contra a ação arbitrária da Polícia Militar em União dos Palmares. Segue a Nota:

“DENÚNCIA! Ação arbitrária da Polícia Militar no Acampamento Che Guevara, organizado pelo MST, em União dos Palmares (AL). O acampamento fica nas terras da massa falida da Usina Laginha.

📢 Sem ordem judicial, a Polícia Militar de Alagoas esteve nesta tarde, a pedido de vigias da Massa Falida, alegando que iriam fechar um galpão utilizado pelas famílias como espaço comunitário e de reuniões.

O clima de ameaça ocorre desde ontem, quinta-feira (26), quando homens armados estiveram no acampamento e disseram que iriam fechar o referido galpão.

Os mesmos homens retornaram para o acampamento hoje e em seguida a Polícia Militar chegou. As famílias pediram a ordem judicial, que não tinham, mas chegou reforço com diversas viaturas, inclusive do BOPE. Com isso se retiraram e disseram que vão voltar com a ordem, nem que seja à noite ou na madrugada.

‼ A Massa Falida deveria cumprir o acordo de que as terras da Usina Laginha iriam para a Reforma Agrária.

🚩Seguimos alertas e em luta!!!

Compartilhe a denúncia!”

Movimentos sociais realizam ato de solidariedade ao povo palestino

Com a participação de dezenas de pessoas, foi realizado na tarde desta sexta-feira (27), em frente ao antigo Produban, no Centro de Maceió, um ato público em defesa da Palestina. Representantes de sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda de Alagoas se manifestaram com bandeiras da Palestina e exigiram o imediato cessar-fogo e o fim do bloqueio que impede que os palestinos tenham acesso a ajuda humanitária.

Os manifestantes denunciaram o genocídio que o Estado sionista de Israel pratica há décadas contra o povo palestino com o apoio dos EUA e a conivência da ONU.

Para o professor Luiz Gomes, representante do Comitê Alagoano de Solidariedade ao Povo Palestino, “Nós estamos aqui para exigir o cessar-fogo imediato e o fim do bloqueio assassino à Gaza. Só a mobilização internacional poderá deter o Estado sionista e assassino de Israel”.

Jornalista recebe apoio de entidades e colegas após ser ameaçado por deputado

O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas e as demais entidades da categoria, incluindo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestaram solidariedade ao jornalista Marcelo Firmino, um dos mais antigos profissionais do jornalismo alagoano. Firmino está sendo ameaçado pelo deputado estadual Cabo Bebeto (PL), insatisfeito porque o jornalista divulgou sua aliança com o bloco político do governador Paulo Dantas (MDB).

A informação publicada por Marcelo Firmino, no site ÉAssim, teve como base postagem em rede social feita pelo deputado Bruno Toledo (MDB), que integra a bancada governista na Assembleia Legislativa Estadual.

O fato

Depois de convidar o Cabo para integrar o grupo parlamentar apoiador do governo estadual, então formado por 20 parlamentares, o deputado Bruno Toledo comemorou a aceitação com postagem no Instagram.

“Exercitando sempre o diálogo democrático com os partidos que comporão a Assembleia Legislativa, estive hoje com o líder do PL, Deputado @cabobebeto, autêntico representante da direita em Alagoas, para formação de um bloco parlamentar. Agradeço a confiança do PL em compor o bloco que integro. Agora somos 21 parlamentares” – disse Toledo, em sua rede social, divulgando a aliança com o Cabo Bebeto.

Confirmando a informação, o Cabo respondeu no perfil do colega do MDB:

“Independência, e democracia por Alagoas, obrigado pela confiança, cortesia, compreensão e amizade de sempre meus amigos”.

No texto em que publicou as postagens, Marcelo Firmino lembrou que o Cabo foi o maior apoiador da candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição.

“Quando sua “excelência” anuncia, em vídeo chulo, que vai à justiça contra este velho jornalista por ter comentado em blog a sua aliança com os governistas, constata-se que a sua ira desmedida é fruto da própria incoerência. Está nas redes sociais” – disse o jornalista.

Quem é

Com mais de 40 anos de atividades, Marcelo Firmino é um dos mais sérios profissionais da Imprensa alagoana. Seu currículo inclui passagens pelos jornais Gazeta de Alagoas, inclusive ocupando cargos de chefia, Tribuna de Alagoas, TV Pajuçara, como repórter de rua e apresentador, emissoras de Rádio, entre outros.

Diante da publicação, o Cabo Bebeto moveu uma ação contra o jornalista alegando danos morais e querendo R$ 12 mil de indenização. A juíza do caso julgou improcedente a ação do deputado. Insatisfeito com a sentença judicial, ele resolver impetrar uma ação criminal, onde pede a prisão de Marcelo.

Já há audiência marcada para o dia 7 de dezembro próximo.

Solidariedade

Diante da ação descabida do parlamentar, as entidades de classe decidiram se mobilizar em defesa do profissional de comunicação. Neste sentido, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, Alexandre Lino, deverá emitir nota de solidariedade e apoio a Marcelo Firmino.

“Estamos ao seu lado como sindicato para o que você precisar” – disse o dirigente sindical, após tomar conhecimento da reação do Cabo.

Por sua vez, os profissionais manifestaram irrestrito apoio ao jornalista, em declarações onde destacam a honradez e independência de Marcelo Firmino.

“Quando um jornalista experiente, responsável, sem máculas, honesto e que sabe colocar as palavras certas nos lugares certos recebe um processo dessa natureza, o que devemos esperar dessas “otoridades”? Todo o meu respeito e solidariedade, companheiro Firmino…Lembrando que fascistas não passarão!!!” – disse o jornalista Deraldo Francisco, editor do jornal e site ODia.

“Força, @Marcelo Firmino!!! Estou dentro de qualquer ação que se faça em apoio a este companheiro!!” – disse a jornalista Kátia Vasco.

“Nossa solidariedade a Marcleo Firmino” – disse o editor do site Repórter Alagoas, Odilon Rios.

“Minha solidariedade ao combativo jornalista @Marcelo Firmino. Estou a disposição como colega de imprensa e advogado” – posicionou-se Vladimir Barros, da Tribuna do Sertão.

“@Marcelo Firmino , minha solidariedade é irrestrita, no que você precisar. E acho que esse é o sentimento da maioria dos que fazem jornalismo em Alagoas e conhecem seu trabalho e sua conduta. Sabemos disso. Mas o Cabo Bebeto também precisa saber que você não está só. Está na hora de levarmos nossas manifestações de apoio e solidariedade para fora dos grupos de jornalistas no WhatsApp, e externa-las nas redes sociais” – afirmou, indignada, a jornalista Fátima Almeida, que presidiu o SindJornal por dois mandatos.

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