FIM

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 26 de Novembro de 2023

Na semana em que o Brasil comemorou a passagem do dia da Consciência Negra a Argentina criou o dia inconsciência branca.
Milei foi eleito pelos europeus sul-americanos falidos com a inteligência dos macaquitos, sem querer rebaixar o animalzinho.
Os argentinos não captaram a tragédia que o país vizinho viveu nos últimos 4 anos, falo do Brasil, conseguiram cometer o maior erro em um pleito disputadíssimo, cheio de programas partidários pregados com inteligência artificial, fakes, promessas que nunca serão cumpridas e um aventureiro que ouve seu cachorro defunto pra tomar algumas decisões.
Triste começo de um fim próximo para os tolos hermanos.Adios picanha argentina.

Fim também teve o Clesão, um patriota, cidadão de bem, que lutou incansavelmente contra o pleito fraudulento aqui no Brasil nas eleições de 2022. Ainda não sabe quem é ele? Esqueça tudo que acabei de escrever sobre o meliante, sim meliante, Clesão é,digo, foi um golpista do 8 de Janeiro que atentou contra o Estado Democrático de Direito e vandalizando com seus comparsas recebeu um voucher para uma temporada num resort em Brasília, a Papuda, que o papou sem que ele pudesse ter tempo de cantar o hino nacional. Clesão é mais um zumbi, dentre as centenas que participaram da tentativa do golpe, que a Papuda quer jantar.

Outro fim, mas feliz, foi a grata surpresa em saber que pessoas de baixa renda, que tinham financiado um imóvel no Programa Minha Casa Minha Vida, tiveram todas as suas prestações pagas pelo Lula. O “comunismo” que tomaria as casas dos brasileiros, ta, na verdade, dando moradia pra quem mais precisa. Se esse comunismo pegar, até a Direitinha Golpista vai defende- lo, não acho difícil, pois até para os direitos humanos eles tão dando o maior apoio. Quem diria que Magno Malta, Girão, Nikolas Ferreira e diversos outros da direitalha se converteria ao bandido bom é bandido vivo e com direitos humanos. Alô Silvio Almeida!

No fim de Novembro a Black Friday se torna a sensação entre os brazucas. Pode- se comprar de tudo, menos consciência e ser for negra, pior ainda. Zumbi dos Palmares, se vivo estivesse, teria que fugir mais uma vez dos cristãos brancos, pois se assim não fizesse, estaria, com certeza, exposto em um mercado com a bica escancarada cheia de dentes como se fosse uma mercadoria com poucos anos de duração, ou seja, descartável.
O Brasil verde amarelo tá cheio de zumbis que tentam a todo custo matar Zumbi todos os dias.
Consciência branca existe? Existe, assim como gnomo, fada, papai noel, coelho da páscoa, entre outros!

Reflexões Flávio Show 2023 , ano 03 – Edição 155

Briga dentro de escola militar e omissão termina com aluno desmaiado

Estudantes de escola cívico-militar no Rio de Janeiro trocam socos até um deles desmaiar, mães denunciam omissão

Dois estudantes da Escola Municipal Cívico-Militar Carioca, localizada no bairro Rocha, zona norte do Rio de Janeiro, trocaram socos até um deles desmaiar. As mães dos adolescentes envolvidos reclamam que nenhum funcionário da instituição de ensino apareceu para apartá-los.

  • O caso ocorreu na quarta-feira, 22. A escola possui 560 alunos e vai do 6° ao 9° ano;
  • No vídeo, divulgado nas redes sociais, é possível ver o momento em que teve início a briga. Depois, um dos envolvidos desmaiou e caiu ao chão. Nesse momento, o outro adolescente passou a chutar o rosto do garoto. A briga só parou quando os demais interviram;
  • O aluno que desmaiou precisou ser levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Engenho Novo, onde realizou o exame de tomografia e foi liberado;
  • Por meio de nota enviada à ISTOÉ, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro informou que o diretor da escola pediu exoneração do cargo. Além disso, “foi instaurada sindicância para apurar o caso. Os estudantes que se envolveram na briga terão apoio psicológico”, completou;
  • O portal entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o caso foi registrado, mas não obteve resposta até o momento.

Fonte: Redação com IstoÉ

Governo regulamenta lei da igualdade salarial entre homens e mulheres

Brasília (DF) 25/09/2023 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com jornalistas sobre a cirurgia que irá fazer no quadril na próxima sexta feira (29), após encontro com primeiro-Ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, no Palácio do Itamaraty Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Empresas terão que divulgar ‘relatório de transparência’

O governo publicou o Decreto 11.795, que regulamenta a lei da igualdade salarial entre homens e mulheres. Publicada na edição de ontem (23) do Diário Oficial da União (DOU), a norma detalha mecanismos a serem utilizados para garantir e fiscalizar o cumprimento da Lei 14.611, sancionada em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dessa forma, empresas com 100 ou mais funcionários terão que divulgar a cada seis meses, em março e setembro, o chamado Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. “Mais que garantir o cumprimento da lei, este decreto é um passo importante para a garantia da igualdade entre mulheres e homens no mundo do trabalho”, afirmou a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

Bom para a economia

Segundo ela, esta é uma prioridade da pasta e de todo o governo. “Além de ser uma questão civilizatória, os estudos já comprovam que a igualdade salarial impulsiona a economia e melhora o PIB do país.”

Assim, esses relatórios deverão conter informações como cargo e ocupação dos empregados, além dos valores da remuneração. O decreto cita ainda itens como 13° salário, gratificações; comissões, horas extras, adicionais (noturno, de insalubridade, de penosidade, de periculosidade), terço de férias, aviso prévio trabalhado, descanso semanal remunerado (DSR), gorjetas e outras remunerações previstas em norma coletiva.

Plano de ação

“Caberá ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabelecer que outras informações deverão constar do Relatório e dispor sobre o formato e procedimento de envio, que deverá ser por meio de ferramenta informatizada, com os dados pessoais anonimizados”, informa ainda o governo. “Além de envio ao MTE, as empresas também deverão publicar os Relatórios em seus sítios eletrônicos, nas redes sociais ou fazendo uso de outros canais que garantam a ampla divulgação para empregados, colaboradores e público em geral.”

Se for constatada desigualdade salarial entre mulheres e homens, o MTE irá notificar a empresa, para que elabore, em 90 dias, um plano de ação com medidas a serem adotadas. Tanto a elaboração como a implementação deverão ter participação de entidades sindicais.

Fonte: Rede Brasil Atual

Barcelona suspende laços com Israel em protesto contra o genocídio do povo palestino

O Conselho Municipal de Barcelona aprovou, na sexta-feira, uma declaração suspendendo as relações com Israel até que haja um cessar-fogo permanente em Gaza e o país “respeite os direitos básicos do povo palestino”, informa a Agência Anadolu.

Essa não é a primeira vez que Barcelona corta relações com Israel.

Em fevereiro de 2023, a então prefeita Ada Colau suspendeu o relacionamento da cidade com Israel e o acordo de cidade gêmea com Tel Aviv.

No entanto, durante as eleições deste verão, Colau perdeu seu cargo para o candidato socialista Jaume Collboni. Em setembro, ele restaurou os laços diplomáticos com Israel e o acordo de cidade gêmea com Tel Aviv.

A declaração de sexta-feira foi apresentada pelo partido de extrema esquerda Barcelona En Comun, de Colau, e apoiada pelo Partido Socialista de Collboni, bem como pelo partido separatista de esquerda, ERC.

A declaração condena todos os ataques à população civil, tanto do Hamas quanto de Israel, bem como “qualquer punição coletiva, deslocamento forçado, destruição sistemática de casas e infraestrutura civil, bem como o bloqueio de energia, água, alimentos e suprimentos médicos para a população da Faixa de Gaza”.

LEIA: Deputados sul-africanos pedem suspensão dos laços com Israel e fechamento da embaixada

De acordo com a declaração aprovada por Barcelona, os principais obstáculos para uma paz duradoura são “a ocupação e a colonização dos Territórios Palestinos” e a “negação de direitos” à população.

Outros membros de destaque do governo nacional da Espanha, incluindo a ex-ministra e atual deputada Ione Belarra, pediram que o país como um todo também cortasse os laços com o governo de Benjamin Netanyahu.

Essa não é a posição do governo. Pelo contrário, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, viajou a Israel e à Palestina para se reunir com seus colegas locais na quinta-feira.

Lá, ele criticou a resposta israelense aos ataques do Hamas de 7 de outubro, chamando a situação em Gaza de “catástrofe humanitária”, pedindo a Israel que “respeite a vida dos civis a todo custo” e dizendo que o número de mortes de civis era inaceitável.

Ele também condenou os ataques do Hamas.

Belarra disse que a viagem de Sanchez estava “encobrindo” Netanyahu e disse que, em vez disso, ele deveria estar em Bruxelas fazendo lobby para que a UE aplique sanções contra Israel da mesma forma que o bloco fez com a Rússia depois que ela atacou a Ucrânia.

Sanchez disse que sua missão era estabelecer as bases para as negociações de paz.

Fonte: Monitor do Oriente

Netanyahu no TPI: Uma demanda de Justiça

Erick Memória – Bacharel em Relações Internacionais e especialista em Geopolítica

A condenação do presidente russo, Vladimir Putin, pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, por supostos “crimes de guerra” em áreas do Donbass, gerou controvérsia e levantou questões sobre a hipocrisia da comunidade internacional. O fato do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nunca ter sido condenado pelo TPI por crimes de guerra, é um exemplo dessa hipocrisia.

Tanto a Rússia quanto Israel não são signatários do Estatuto de Roma, mas isso não impediu Putin de ter sofrido uma condenação relâmpago pelo tribunal. Embora há mais de 2 anos o TPI tenha aberto um inquérito sobre presumíveis crimes de guerra cometidos nos territórios palestinos, que envolvem Israel e milícias palestinas, Netanyahu nunca foi julgado por seus atos criminosos.

O TPI emitiu mandados de prisão para Putin e para a Comissária para os Direitos da Criança da Rússia, Alekseyevna Lvova-Belova, por salvar crianças da zona de guerra, o que foi chamado de “deportar ilegalmente crianças de áreas ocupadas na Ucrânia para a Rússia”. No entanto, Netanyahu não foi condenado pelo TPI por uma extensa ficha criminal de crimes de guerra cometidos em Gaza, em outros países da região e contra sua própria população ao longo de 15 anos que está de forma intercalada no poder em Israel.

Há inúmeros outros motivos que poderiam levar Benjamin Netanyahu ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia. A reforma judicial proposta pelo governo de Netanyahu, que ameaça a democracia em Israel e enfraquece a Suprema Corte. A ocupação ilegal de territórios palestinos, que é considerada crime de guerra pela comunidade internacional. Além disso tudo, Netanyahu foi acusado de corrupção e fraude em vários casos.

No entanto, até o momento, ele não foi denunciado pelo TPI por nenhum desses crimes. A falta de ação contra Netanyahu levanta questões sobre a imparcialidade do TPI e a hipocrisia da comunidade internacional. A comunidade internacional precisa ser consistente em sua suposta aplicação da lei internacional.

Para aterrorizar crianças e feridos, Israel prende diretor do Hospital Al-Shifa, o maior de Gaza

Segundo o chefe de departamento do hospital, Khalid Abu Samra, outros diretores da unidade também foram presos pelas forças israelenses

O diretor do Hospital Al-Shifa, o maior complexo médico da Faixa de Gaza, foi detido pelas forças israelenses, juntamente com outros médicos que atuam na unidade hospitalar. “O doutor Mohamed Abu Salmiya foi detido com outros diretores médicos”, afirmou  o chefe de departamento do hospital, Khalid Abu Samra, segundo a Al Jazeera

Ainda segundo a reportagem, a Autoridade de Radiodifusão de Israel também reportou a prisão, que foi corroborada por uma postagem na plataforma de mídia social X pelo primo de Salmiya, Adham Abu Selmiya. 

A prisão ocorreu após a invasão do hospital na semana passada pelo exército israelense, que alegou que combatentes do grupo palestino Hamas utilizavam um complexo de túneis sob as instalações para realizar ataques. Tanto o Hamas quanto as autoridades hospitalares negaram as acusações.

Fonte: Brasil 247

Câmara derrota governo e aprova retomada da “carteira verde e amarela” de Bolsonaro

Câmara aprova retomada da “carteira verde e amarela” de Bolsonaro, precarizando primeiro emprego de jovens de 18 a 29 anos e trabalho de maiores de 50

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite dessa terça-feira, 21, projeto de lei que retoma a “carteira de trabalho verde e amarela” que chegou a ser implementada por Jair Bolsonaro (PL) e, depois, deixou de valer. A medida precariza as contratações de jovens de 18 a 29 em seu primeiro emprego, assim como o trabalho de maiores de 50 anos. O projeto ainda será votado no Senado. Na Câmara, foram 286 votos favoráveis e 91 contrários. Orientaram contra a aprovação do texto somente as federações PT-PCdoB-PV e Psol-Rede.

Trata-se do PL 5496/2013, proposta pelo senador Gim Argelo (PTB-DF). A ele, foi apensado o PL 5228/2019, apresentado pelo senador Irajá (PSD-TO), tratando da questão do primeiro emprego. A relatoria, na Câmara, foi da deputada Adriana Ventura (Novo-SP), que apresentou um substitutivo retomando regras da medida provisória da “carteira verde e amarela”. A MP foi editada por Bolsonaro, mas caducou após não ser votada no Congresso, perdendo seus efeitos.

As regras

O substitutivo do projeto de lei, que agora retorna ao Senado, cria novas regras tanto para a contratação, em primeiro emprego, de jovens de 18 a 29 anos, quanto para a contratação de trabalhadores desempregados há mais de 12 meses e que tenham mais de 50 anos de idade.

O texto permite que as empresas que contratem esses trabalhadores e trabalhadoras ignorem direitos trabalhistas garantidos para o restante da população. Quem for contratado com a “carteira verde amarela” receberá menor contribuição patronal ao FGTS – o valor de 8% do salário passa a ser de apenas 2% para microempresas, 4% para empresas de pequeno porte e 6% para as demais. Já a contribuição à Seguridade Social passa de 20% para 10% do salário. O máximo de trabalhadores contratados nessa modalidade é de 10% do quadro de cada empresa e a duração máxima dos contratos é de dois anos.

No caso dos jovens, o projeto exige que o candidato esteja regularmente matriculado em curso de educação superior, educação profissional e tecnológica ou educação de jovens e adultos. Poderão ser contratados ainda aqueles que tenham concluído o ensino superior ou a educação profissional e tecnológica.

Precarização

Parlamentares dos partidos que votaram contra o projeto criticaram a aprovação e denunciaram a precarização do trabalho. Por sua vez, o deputado Eli Borges (PL-TO), ao defender a matéria, disse que “o Brasil está muito regulamentado”, ou seja, admitiu que se trata de uma desregulamentação do trabalho. A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), relatora do projeto, disse que “precário é não ter trabalho”, embora não haja qualquer comprovação de que a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras resulte em mais emprego – como bem demonstrou a reforma trabalhista de 2017.

Fonte: Sintrajufe-RS

Argentina, ganhou Milei e agora?

Um choque social maior se anuncia no horizonte

Por Julio Turra

A vitória eleitoral do candidato de extrema-direita Javier Milei (56%) contra o peronista Sérgio Massa (44%) no 2º turno, ou “balotage” como dizem os argentinos, foi muito maior do que as pesquisas indicavam. Milei teve o apoio esperado dos que haviam votado no 1º turno em Patrícia Bullrich, candidata do ex-presidente Macri, aos quais agradeceu em seu discurso de vitória, anunciando um governo de coalizão com essa direita tradicional. Mas sua eleição se deu essencialmente graças aos votos vindos de setores populares e empobrecidos contra o mundo político oficial, visto como responsável pela profunda crise econômica e social em que o país está mergulhado há vários anos.

Milei ganhou em 20 das 23 províncias argentinas e na capital federal. No bastião peronista que é a província de Buenos Aires, a vitória de Massa foi muito apertada. Assim, o grande derrotado dessas eleições é o Partido Justicialista, ou seja o peronismo, que foi duramente sancionado em todas as suas vertentes e entra numa crise sem precedentes.

O governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, que sucedeu o de Macri há quatro anos, aprofundou a crise econômica e social que já existia no país com mais desemprego, inflação anual na casa dos 140% e mais de 40% da população vivendo abaixo do nível de pobreza. Isso por aplicar a política econômica ditada pelo FMI para pagamento da dívida externa. O operador dessa política foi justamente o ministro da Economia, Sérgio Massa, que virou o candidato presidencial. Não há como contornar o fato de que foi o peronismo que abriu caminho para a vitória eleitoral do “facholibertário” Milei, que promete dolarizar a economia, privatizar tudo que seja possível, ataques a direitos sociais e trabalhistas, negando até mesmo as atrocidades cometidas pela ditadura militar argentina.

Milei, apesar dos votos que recebeu, terá condições políticas de aplicar seu programa de ataque em regra à classe trabalhadora e à soberania da nação? O seu improvisado partido, “A Liberdade Avança”, não conta com maioria no Congresso, mesmo em aliança com Macri, nem tampouco com governadores de províncias. Todo um setor da burguesia local, que inclusive apoiou Massa, o vê com desconfiança, duvidando de suas condições de “controlar as ruas” diante da situação de caos econômico que se anuncia.

Se anuncia um “3º turno” na luta de classes direta

A militância da coalizão “União pela Pátria”, que buscou ganhar votos para Massa nos setores populares, está desolada e abandonada pelos seus dirigentes. Massa reconheceu rapidamente o resultado, passando a bola para Milei que é “quem deve dar respostas agora”; Cristina não disse sequer uma palavra de consolo aos militantes da “esquerda peronista” e Fernández, o presidente omisso, seguiu omisso.

Dirigentes sindicais ligados ao “kirchnerismo”, como os da CTA, lamentam “a divisão no campo popular, ainda que todos estivessem pelo voto em Massa, era cada um por si, sem unidade política e programática”. O “desastre” que foi o governo Fernández é citado por todos como razão da derrota.

Mas o tempo de “lamber as feridas” deve passar rapidamente, pois a deterioração da situação material das amplas massas e da classe trabalhadora vai acelerar-se com o início do novo governo a partir de 10 de dezembro. O que exigirá cavar as trincheiras de uma resistência encarniçada contra as propostas de privatizações, reformas laborais e outros ataques supostos pela aplicação da política anunciada por Milei.

A crise do peronismo pode provocar uma reconfiguração política na Argentina que abra espaço para uma verdadeira representação política independente da classe trabalhadora, que tenha a capacidade de atrair todos os setores explorados e oprimidos da nação, hoje divididos, desalentados e confusos. O que, claro está, não se dará de forma espontânea ou natural, mas exigirá uma ação consciente nesse sentido.

Num mundo marcado pela crise econômica do sistema imperialista e as guerras que a acompanham, de instabilidade política aguda e reviravoltas bruscas, a eleição de Milei na Argentina vai provocar um choque, um “3º turno”, não mais eleitoral, mas no terreno direto da luta de classes, contra a sua política de destruição da nação. A força para tanto existe na Argentina, ela está nos sindicatos e movimentos populares que devem, desde já, adotar medidas de defesa e de mobilização que, nos próximos meses, podem alterar o quadro político do país ao barrar os intentos do novo governo eleito. A luta continua!

Fonte: O Trabalho

Movimentos sociais realizam ato em defesa do povo palestino em Arapiraca

A manifestação de solidariedade ao povo palestino ocorreu ontem, 22/11, na Uneal Arapiraca, e reuniu estudantes, professores e representantes de movimentos sociais.

Para Flávio Felix, da coordenação do Juventude Revolução e um dos organizadores do evento, o “ato foi para denunciar o genocídio praticado pelo estado sionista de Israel contra o povo palestino e exigir o desse massacre”.

Para o professor Luiz Gomes, do curso de História e um dos oradores do ato, “Israel promove o primeiro genocídio televiso da História, por isso, a reação no mundo todo contra essa carnificina”. Para o professor Luizinho, o Brasil precisa romper com os contratos comerciais e com as relações diplomáticas, como formar de pressão para fazer “Israel parar de assassinar o povo palestino e derrotar sua política de apartheid”.

Já o professor Inaldo Valões, assessor jurídico do MST, destacou as graves violações do direito internacional cometidas por “Israel que promove crimes de guerra e genocídio ao bombardear escolas e hospitais, conforme a Organização das Nações Unidas e não é punido, por causa do apoio que recebe dos EUA”.

As diversas intervenções dos presentes foram no sentido de exigir o cessar-fogo imediato e de defesa da Palestina livre, com a criação de um único estado, onde judeus e palestinos tenham os mesmos direitos assegurados. O ato foi organizado pelo Comitê Alagoas de Solidariedade ao Povo Palestino, pela Juventude Revolução, Centro Acadêmico de História e de Geografia, Sindicato dos Docentes da Uneal e Sindicato dos Servidores Públicos de Arapiraca.

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