CACs são denunciados por venda ilegal de armas de fogo para criminosos

O Ministério Público do Ceará também pediu à Justiça pela prisão preventiva do comerciante apontado como líder do esquema criminoso

Dois homens que possuem o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por vender armas de fogo ilegalmente para criminosos. A dupla foi presa em uma operação do MPCE e da Polícia Civil do Ceará (PCCE), em dezembro do ano passado.

A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Jairo Pereira Pequeno Neto, foi apresentada ao Poder Judiciário no dia 9 de fevereiro último. Conforme o documento, os acusados teriam “adquirido armas de fogo de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC), com o intuito criminoso, já que não as transferiram para o acervo próprio junto ao Exército Brasileiro. Em contrapartida, transferiram ilegalmente os armamentos para terceiros”.

Apontado como líder do esquema criminoso, o comerciante Mychell Egídio Torquato Oliveira, de 41 anos, foi denunciado pelos crimes de associação criminosa, comunicação falsa de crime, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. Se condenado, a pena total pode chegar a 31 anos de reclusão.

Já o ajudante de Mychell, um funcionário do comércio da sua família, Francisco Paulo Henrique do Nascimento Lima, foi acusado pelo MPCE por associação criminosa e comércio ilegal de arma de fogo. A pena pode chegar a 15 anos de reclusão, se houver condenação.

O MPCE também pediu à Justiça pela prisão preventiva de Mychell, pela “certeza da existência de um crime; indícios da autoria e, pelo menos, um motivo de proteção à ordem pública, à ordem econômica, ao regular andamento do processo ou à aplicação da lei penal”, o que já foi acatado pela Justiça. As defesas dos acusados não foram localizadas pela reportagem.

A investigação policial que resultou na denúncia começou com um Boletim de Ocorrência (BO) registrado pelo próprio Mychell Egídio, no dia 17 de novembro de 2022, para informar um suposto furto de 16 armas de fogo do seu acervo, após o arrombamento da sua residência, ocorrido quatro meses antes.

A Polícia Civil estranhou a demora para denunciar o crime e levantou a informação que o comerciante registrou o BO um dia depois de ser notificado sobre uma vistoria do Exército Brasileiro ao seu acervo e no mesmo dia que a Polícia Militar do Ceará (PMCE) apreendeu uma carabina com as mesmas características de uma arma vendida que teria sido furtada da sua residência.

Em resumo, o denunciado agiu de forma dissimulada ao registrar um Boletim de Ocorrência, com o propósito de justificar perante o Exército Brasileiro o desaparecimento das armas de fogo cadastradas em seu acervo, visando ludibriar da sua verdadeira atividade, qual seja a comercialização ilegal de armas de fogo.”

A denúncia do Ministério Público afirma que Mychell Egídio Torquato Oliveira comprou três armas de fogo (uma carabina e duas pistolas) de um policial militar, por R$ 36 mil. E outras três armas (duas carabinas e uma pistola) de outro CAC, por R$ 32 mil. Mas não transferiu o registro das armas para o seu nome nem denunciou o furto das mesmas para a Polícia Civil. A localização das armas é desconhecida para os investigadores.

Para descentralizar a obtenção de armas, Mychell teria pedido que Francisco Paulo Henrique do Nascimento Lima também obtivesse o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador. Apesar de morar na periferia de Fortaleza e ser funcionário de um mercantil, Paulo registrou a compra de um fuzil, entre outras armas de fogo “que não coadunam com os valores por ele auferidos”, segundo o MPCE.

“Por fim, é imperioso destacar a evolução patrimonial do denunciado Mychell Egídio Torquato Oliveira, que apesar dele ter afirmado que recebe mensalmente o valor máximo de R$ 10.000 (dez mil reais), decorrentes de sua atividade comercial, o montante aproximado das armas de fogo subtraídas do seu acervo aproxima-se de R$ 120.000 (cento e vinte mil reais), fato este demasiadamente incompatível.”

O MPCE pediu ainda à Justiça Estadual a alienação de veículos apreendidos com Mychell Egídio, em favor da Polícia Civil do Ceará: uma Toyota Hilux, um Toyota Corolla e uma motocicleta Kawasaki Z900.

Fonte: Diário do Nordeste

Alagoas tem a pior Justiça do Brasil, segundo o CNJ

Um terço das ações analisadas apresentou problemas, como falta de documentos e dados errados ou falsos

Em Alagoas, a Justiça além de lenta é falha. Não por acaso, é o estado com maior percentual de erros em processos no Judiciário. Por conta disso, ocupa o último lugar no ranking de eficiência judicial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Pelo menos, um terço do total de ações que tramitam no Judiciário alagoanos apresenta problemas, como falta de documentos e dados errados ou falsos.

De acordo com o CNJ, pelos tribunais brasileiros, quase 40 milhões de processos, ou cerca de 20% do total dos feitos que tramitaram nos últimos anos em todo o país, foram identificados com algum tipo de erro, o que aumenta a morosidade e dificulta a atuação de servidores. Alagoas tem 31,2% das ações bichadas, ou seja, estão eivadas de erros grosseiros e prejudiciais às partes.

Entre tribunais estaduais, 146,7 milhões de processos foram analisados e, 32,1 milhões apresentaram erros. Em Alagoas, segundo dados do CNJ, de 1.650.475 de litígios, pouco mais de 515 mil apresentaram problemas, o que representa 31,2% das ações analisadas. É a unidade da Federação com mais problemas em processos tramitando nas varas e nas câmaras setoriais.

Desde 2020, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) compila junto aos tribunais o número de demandas com problemas, chamadas de ações com inconsistências. São processos que se iniciaram nas últimas décadas e que estiveram em tramitação nesse período de análise.

“A meta do CNJ é diminuir o maior número possível de causas com algum tipo de erro, mesmo com processos que estejam arquivados. Pelos números atuais, de um montante de 195.595.520 ações, 39.790.342 tiveram erros identificados até novembro de 2023”, informou a assessoria da comunicação do Conselho.

Segundo o CNJ, o objetivo do ranking é comparar o desempenho dos Tribunais e auxiliá-los nas correções, na melhoria das informações processuais cadastradas e no atendimento às partes. “Os tribunais focam mais nas soluções dos casos mais novos e em trâmite. É natural que haja uma parcela de processos mais difícil de ser corrigida”, argumentou.

TJ admite falhas e adota meios de corrigi-las

Procurado para se manifestar a respeito do ranking do CNJ, que coloca Alagoas em último lugar em qualidade dos serviços judiciais, o presidente do TJ/AL, desembargador Fernando Tourinho, reconheceu, por meio da sua assessoria de comunicação, as falhas na tramitação dos processos em julgamento, mas disse que já teria tomado providências para corrigir tais erros.

“O TJ/AL informa que vem adotando medidas para evitar erros no cadastramento de processos. Entre as iniciativas, está a criação de painéis que contribuem para identificar eventuais inconsistências. É feito ainda bloqueio para que os processos não sejam cadastrados em assuntos e classes genéricas”.

O Tribunal destaca também que muitos dos problemas identificados ocorrem por erro no cadastramento dos dados das partes (documentação, por exemplo), o que não depende diretamente do TJ/AL.

Fonte: Tribuna Hoje

Pela terceira vez, EUA vetam resolução na ONU e impedem cessar-fogo em Gaza

Último texto rejeitado pela delegação norte-americana foi redigido pela Argélia; anteriormente propostas do Brasil e dos Emirados Árabes também foram vetadas apenas pelo país maior aliado de Israel

Os Estados Unidos, maior aliado e fornecedor de armas de Israel, vetaram nesta terça-feira (20/02) a resolução de cessar-fogo humanitário em Gaza proposta pela Argélia no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), totalizando assim três documentos negados pelo poder de veto norte-americano, enquanto o conflito já vitimou mais de 29 mil palestinos. 

O resultado total da votação dos países-membros do CSNU foi de treze votos a favor do texto, além da abstenção do Reino Unido e do veto dos Estados Unidos. Caso a delegação norte-americana no organismo não votasse de forma contrária, a resolução poderia obrigar o Estado de Israel a interromper sua ofensiva militar em Gaza com a força de um documento aprovado pela instância mais poderosa da Organização das Nações Unidas (ONU). 

O documento do país africano defendia “o acesso humanitário completo, rápido, seguro e sem impedimentos em toda a Faixa de Gaza”.

Também estava “alinhada com as prioridades do grupo árabe e da comunidade internacional em geral – ou seja, um cessar-fogo, o acesso humanitário e oposição ao deslocamento forçado”. 

No entanto, a missão dos Estados Unidos na ONU justificou seu veto afirmando que não achava a resolução proposta “um mecanismo eficaz”, por não ser passível de alcançar “uma paz sustentável”. 

Segundo a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, um cessar-fogo imediato, como pedia a resolução, “poderia frustrar as negociações entre Israel e o Hamas”.

Por fim, a representante ainda disse que os Estados Unidos ainda aguarda “com expectativa a elaboração de um texto que aborde muitas das preocupações gerais. Um texto que pode e deve ser adotado pelo conselho”. 

Argélia apelou por cessar-fogo

Antes da votação, a delegação argelina reconheceu os esforços do Egito em tentar “facilitar o tão necessário acesso humanitário à Gaza” e apelou ao CSNU pela aprovação do texto, que acusou estar inerte e não se esforçar para “interromper a carnificina em curso em Gaza”. 

Fonte: Ópera Mundi

Brasil denuncia Israel em Haia por ‘anexação ilegal’ de territórios palestinos

Delegação do Itamaraty afirmou na Corte Internacional de Justiça que as ocupações e violações por parte de Israel “não podem ser aceitas ou normalizadas”

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva denunciou nesta terça-feira (20) à Corte Internacional de Justiça, em Haia, o estado de Israel pela invasão ilegal de territórios palestinos. Segundo destacou a delegação do Itamaraty em audiência, as ocupações e violações por parte de Israel “não podem ser aceitas ou normalizadas pela comunidade internacional”. A informação é do colunista do portal UOL Jamil Chade.

A representação do governo brasileiro ainda chamou os atos israelenses de “ilegais” e equivalentes a uma “anexação”. E apresentou dados da investida israelense contra palestinos. Desde 1947, antes da fundação do estado de Israel, o governo sionista vem invadindo a Palestina de diferentes formas, incluindo com ataques sistemáticos ao longo dos anos. A data marca a recomendação da ONU da partilha do território palestino entre judeus e árabes.

Após 30 anos dessa resolução, em 1977, os palestinos continuavam sem Estado e acumulavam 10 anos sob ocupação militar de Israel. Desde 1967, também contam com a Resolução 242, que determinou “a retirada das forças armadas israelenses dos território que ocuparam”. No entanto, a medida segue sem ser cumprida.

Segundo as Nações Unidas, apenas na Cisjordânia, um dos territórios palestinos descontinuados, há 300 colônias ilegais, onde vivem 700 mil israelenses. Além disso, a organização calcula que, desde 2010, cerca de 13 mil crianças palestinas já foram detidas, interrogadas, processadas e presas pelas forças de ocupação israelenses, entre outras violações de direitos humanos.

Denúncia em meio à tensão

A denúncia do governo Lula em Haia atende a uma resolução de governos, aprovada em dezembro de 2022, apelando para que a Corte Internacional se posicione sobre as consequências legais da ocupação dos territórios palestinos por Israel. São 54 países inscritos para discursar sobre o conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas.

Nesse sentido, a delegação do Itamaraty defendeu o imediato fim da anexação e a reparação aos palestinos. Para o Brasil, é necessário que Haia se pronuncie para que se tornem públicas as implicações das consequências legais dos atos de Israel. O governo também apontou que a “gravidade dos atos é indiscutível”. “A ocupação viola o direito do povo palestino por autodeterminação”, disse o governo Lula.

A participação do Brasil em Haia ocorre em um momento de uma crise diplomática entre os dois países. No entanto, segundo o jornalista, os diplomatas brasileiros afirmaram que os argumentos do Itamaraty já estavam prontos anteriormente.

Durante coletiva na 37ª Cúpula da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia, no último domingo (18), Lula equiparou os assassinatos em série em Gaza ao Holocausto comandado por Adolf Hitler contra os judeus na Segunda Guerra Mundial. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse o líder brasileiro. O primeiro-ministro de Israel declarou o presidente brasileiro como persona non grata. Lula, no entanto, foi apoiado por autoridades e entidades.

Fonte: Rede Brasil Atual

União Européia pede ‘pausa humanitária imediata’ em Gaza

Depois das declarações do presidente Lula condenando o genocídio praticado pelo estado sionista de Israel contra o povo palestino, a União Européia finalmente pede cessar fogo em Gaza.

Vinte e seis dos 27 países da União Europeia pedem “uma pausa humanitária imediata que leve a um cessar-fogo sustentável” em Gaza, disse o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, a repórteres nesta segunda-feira.

Borrell acrescentou que os 26 países concordaram em “exigir uma pausa humanitária imediata que leve a um cessar-fogo sustentável, à libertação incondicional dos reféns e à prestação de assistência humanitária”.

Borrell não disse qual país da UE não concordou com a declaração, mas diplomatas afirmam que a Hungria bloqueou uma declaração semelhante há alguns dias.

Fonte: Redação com Uol

PEC de Flavio Dino acaba com aposentadoria compulsória a juízes que cometem delitos

Dias antes de se tornar ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flavio Dino se prepara para apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).

O senador fez uma proposta que bane a aposentadoria compulsória como forma de punição para juízes, promotores ou militares que cometerem delitos graves.

“Amanhã apresentarei ao Senado, visando às assinaturas de apoio, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deixando claro, definitivamente, que juízes, promotores ou militares que cometerem delitos graves devem ser EXCLUÍDOS do serviço público. E não “aposentados compulsoriamente” ou beneficiados mediante “pensão por morte ficta ou presumida”, disse ele, em um publicação no X (antigo Twitter), neste domingo (17).

O magistrado continua: “Não há razão para essa desigualdade de tratamento em relação aos demais servidores públicos que, por exemplo, praticam crimes como corrupção ou de gravidade similar”, finalizou.

Aposentadoria compulsória em massa

O ano de 2022 registrou um recorde de investigações de condutas de juízes, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça solicitados pelo Jornal O Globo. Desde 2006, foram abertos 240 procedimentos administrativos disciplinares (PADs).

Em 2022, quando o Brasil tinha 8.035 juízes em atividade, foram instaurados 31 processos. Dentre esses casos, 30% resultaram em aposentadorias compulsórias, de acordo com o CNJ, apesar das críticas de especialistas devido ao fato de os magistrados manterem seus salários líquidos.

Uma juíza de Minas Gerais exemplifica essa tendência, ao ser aposentada compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) em 2023. Ela ganhou destaque por publicar um vídeo nas redes sociais ensinando pessoas a frequentarem shoppings sem máscara durante a pandemia. Além disso, foi acusada de participar de eventos políticos, atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e recusar-se a voltar ao trabalho presencial.

Fonte: DCM

Lula compara ação de Israel em Gaza ao massacre de Hitler contra judeus

“O que está acontecendo em Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, afirmou o presidente

Com agenda oficial na Etiópia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  concedeu entrevista coletiva neste domingo (18) e comparou a ação de Israel em Gaza ao massacre de Hitler contra judeus.

“Quando eu vejo o mundo rico anunciar que está parando de dar contribuição humanitária aos palestinos, eu fico imagino qual é o nível de  consciência humanitária dessa gente, de solidariedade, que não vê que na Faixa de Gaza não ocorre uma guerra, mas sim um genocído”, disse Lula. 

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, acrescentou. 

Lula ainda destacou que o Brasil, em 2010, foi o primeiro país a reconhecer o estado palestino. “O Brasil condenou o Hamas, mas não pode deixar de condenar o que o exército de Israel está fazendo”. 

Fonte: Brasil 247

Sindicatos estadunidenses constituem uma Rede Nacional de Trabalhadores pelo Cessar-fogo

Sete sindicatos nacionais e mais de duzentos sindicatos locais anunciaram na última sexta-feira (16/02) a criação desta Rede Nacional (NLNC em inglês) para “acabar com o morticínio e a devastação” no Oriente Médio e “Ampliar o apoio ao cessar-fogo entre os sindicatos em todo o país”.

Juntos, os sindicatos que pedem o cessar-fogo representam mais de 9 milhões de sindicalizados, mais de metade do movimento trabalhista organizado nos Estados Unidos. O lançamento do NLNC segue-se a uma declaração apelando a um cessar-fogo, emitida na semana passada pela AFL-CIO – a maior central sindical do país.

Os sindicatos nacionais que anunciam o NLNC incluem o American Post Workers Union (APWU, correios), a Association of Flight Attendants (AFA-CWA, aeronautas), a International Union of Painters and Allied Trades (IUPAT, setor de pintura), a National Education Association (NEA, professores) e as National Nurses, United (NNU, enfermeiras), United Auto Workers (UAW, automobilísticos) e United Electrical Workers (UE, eletricitários), aos quais se juntaram duzentas seções sindicais de base e organizações trabalhistas. “Os trabalhadores têm o dever de se levantar. Sabemos que nem bombas nem balas podem resolver um conflito desta magnitude”, afirma James Williams Jr., presidente da União Internacional de Pintores e Ofícios Aliados (IUPAT).

Fonte: Petista.org.br

PF abre nova investigação contra Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Parte do dinheiro recebido pelo ex-presidente via Pix já saiu da conta dele. A Polícia Federal investiga as transações

A devassa feita pela Polícia Federal na conta bancária de Jair Bolsonaro com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, levou à abertura de uma nova e importante frente nas investigações que envolvem o ex-presidente.

Ao mapear as transações dos últimos meses, os investigadores constataram que uma parte dos cerca de R$ 17 milhões que Bolsonaro recebeu de apoiadores via Pix no ano passado já saiu das contas dele.

Chamou a atenção o fato de o dinheiro, em boa medida, ter ido parar em contas de advogados do ex-presidente.

Essas transferências causaram estranhamento porque, teoricamente, esses advogados estariam sendo pagos pelo PL — não haveria motivo, portanto, para Jair Bolsonaro, na pessoa física, fazer pagamentos a eles.

Como tem sido comum nas investigações que envolvem o ex-presidente, nas quais a cada etapa surgem elementos que acabam levando a novas suspeitas que precisam ser apuradas, agora há mais uma frente de trabalho na PF com potencial de encrencá-lo.

As transações envolvendo os milhões arrecadados por Bolsonaro entre apoiadores estão sendo minuciosamente mapeadas. A ideia é seguir o caminho do dinheiro.

Uma das hipóteses de investigação envolve a possibilidade de os valores terem sido transferidos a terceiros para, em seguida, voltarem de outras maneiras para integrantes da família de Bolsonaro.

Nesse caso, a depender do que surgirá nas próximas etapas da apuração, o ex-presidente pode até ser enquadrado por lavagem de dinheiro.

Fortuna via Pix

Um relatório do Coaf enviado à CPI do 8 de Janeiro revelou que, entre janeiro e julho de 2023, Jair Bolsonaro recebeu R$ 17,2 milhões em transferências feitas por Pix.

O dinheiro, inicialmente, foi investido em fundos de renda fixa. Parte dele saiu, tempos depois, da conta que Bolsonaro abriu em junho de 2020 no Banco do Brasil — essa mesma conta, por sinal, era gerenciada pelo hoje notório tenente-coronel do Exército Mauro Cesar Cid, ajudante de ordens do então presidente.

As doações em massa foram feitas depois que aliados, incluindo ex-integrantes do governo, passaram a divulgar na internet uma vaquinha cujo objetivo seria pagar multas aplicadas a Jair Bolsonaro pela Justiça.

Na campanha, esses aliados fizeram circular entre apoiadores a chave Pix do ex-presidente. Em pouco tempo, ele recebeu mais de 700 mil depósitos.

Fonte: Metrópoles

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