Operação resgata 17 trabalhadores em situação análoga à escravidão em SC

Vindos do Paraná, trabalhadores viviam em condições degradantes. Idoso e adolescente estavam entre as vítimas.

Ao menos 17 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados em Ituporanga, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro. A ação foi divulgada neste sábado (2).

As vítimas, entre elas um idoso e um adolescente, trabalhavam com a colheita de cebolas em uma propriedade rural do interior do município, segundo o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM). Nenhum dos trabalhadores estava com a carteira de trabalho assinada. g1 não localizou o empregador até a última atualização deste texto.

O trabalho análogo à escravidão é definido pelo Código Penal como o ato de submeter alguém a “trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto”.

Os auditores-fiscais do trabalho encontram os trabalhadores “na mais completa informalidade”, e acomodados em dois alojamentos: um sótão improvisado no barracão onde as cebolas eram armazenadas e em uma casa de difícil acesso e superlotada.

No primeiro alojamento, a fiscalização encontrou colchões apoiados sobre tijolos, paletes de madeira ou caixas de cebolas. As paredes do sótão, que era feito de madeira, continham arestas e frestas, por onde passavam insetos, chuva e vento.

Ainda, segundo o GEFM, “o empregador não conseguiu comprovar a qualidade e potabilidade da água fornecida aos trabalhadores, os quais informaram que a água ‘não era boa para beber‘”.

Os resgatados eram do Paraná e relataram aos auditores que almoçarem sentados no chão ou nas sacas de cebola, já que não havia local adequado para fazerem as refeições.

A equipe também relatou que flagrou os empregados sem luvas e com chinelo de dedo, sem equipamentos de proteção mínima exigidos para a função.

A ação dos fiscais, que são vinculados à Secretaria de Inspeção do Trabalho, contou com Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal (PF).

Rescisão e danos morais

Após o resgate, os trabalhadores receberam, juntos, cerca de R$ 88.000,00 em verbas salariais e rescisórias.

O Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública da União negociaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o empregador para pagamento de danos morais individuais no valor de R$ 1.200,00 por trabalhador.

O adolescente foi afastado das atividades, com lavratura de Termo de Afastamento do Trabalho.

Os Auditores-Fiscais do Trabalho também emitiram as guias de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, pelas quais cada um dos resgatados faz jus ao recebimento de três parcelas de um salário-mínimo cada.

Denúncias

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas, de forma remota e sigilosa, no Sistema Ipê, único sistema exclusivo para denúncia de trabalho escravo, lançado em 2020 pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Fonte: G1

Academia Anadiense de Letras e Artes elege novos acadêmicos

A Academia Anadiense de Letras e Artes (AALA), realizou hoje, 02/12, eleição para dois novos acadêmicos.

A eleição foi realizada de forma semipresencial. Uma parte dos acadêmicos estiveram presentes à sede da AALA, em Anadia, conduzidos pelo Ronaldo Carlos e outros, votaram de forma virtual, pela chamada de vídeo realizada no grupo de WhatsApp da Academia Anadiense.

Desse modo, com o voto unânime dos acadêmicos participantes, foram eleitos: a professora, Auditora Fiscal da Receita Federal aposentada e fundadora do Colégio São Lucas, Yolanda Soares Silva, para ocupar a cadeira nº 06, cujo patrono é o médico anadiense Ednor Valente Bittencourt; e o professor da Uneal e historiador Luiz Gomes da Rocha, mais conhecido como professor Luizinho, para ocupar a cadeira nº 20, que tem como patrono o tabelião anadiense João Sapucaia de Araújo.

Interpelados pela acadêmica Ana Porto, os candidatos garantiram estar preparados para vestir a camisa da Academia, visando à realização de projetos capazes de promover o desenvolvimento cultural do município de Anadia.

O professor Luiz Gomes afirmou já desenvolver trabalhos nesse sentido, pois orienta um trabalho de conclusão de curso, sobre os denominados Bandos da Tapera, povoado de Anadia, local que preserva a tradição secular de comemorar a festa da padroeira da localidade, Santa Luzia.

Yolanda Soares, por sua vez, teceu uma série de considerações sobre atividades já desenvolvidas, como fazer parte do Grupo Literário Alagoano e da Academia de Letras e Artes do Nordeste, além de desenvolver atividades ligadas ao cooperativismo.

Após anunciar a eleição dos candidatos, o presidente, em comum acordo com os eleitos, definiu o dia 27 de janeiro de 2024 para a realização da posse, durante os festejos de Nossa Senhora da Piedade, padroeira da cidade.

Registre-se que a Academia Anadiense de Letras e Artes foi fundada em 18 de julho de 2019, em Anadia, possuindo atualmente 16 membros efetivos, de um total de 20 membros.

‘Netanyahu é de extrema direita e não tem sensibilidade humana com os palestinos’, diz Lula

Em relação ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, Lula cobrou do americano que exija veementemente de Israel o fim dos ataques

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez fortes críticas a Benjamin Netanyahu, qualificando o primeiro-ministro de Israel como um líder de “extrema direita”, em entrevista à emissora do Catar Al Jazeera. 

“Ao Netanyahu não digo nada. Ele é efetivamente um líder extremista, de extrema direita, sem sensibilidade com os problemas humanos dos palestinos. Ele pensa que os palestinos não significam nada. Ele precisa aprender que os palestinos precisam ser respeitados, suas terras demarcadas”, disse Lula na entrevista.

Em relação ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, Lula cobrou do democrata que exija veementemente de Israel o fim dos ataques na Faixa de Gaza: “Não consigo entender como o Biden, o presidente do país mais importante do mundo, não cobrasse de Israel o fim da guerra. Eles influenciam muito Israel e poderiam ter parado a guerra”. 

Em outro momento da entrevista, Lula afirmou que está em curso em Gaza não uma guerra convencional, e sim um “genocídio”. Ele também exigiu seriedade por parte das grandes potências mundiais para solucionar o conflito de vez, com a criação de um Estado palestino independente. 

“Está faltando sanidade e autoridade da parte dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Ninguém respeita mais o Conselho. Os membros decidem ir para guerra sem consultar ninguém, e os países podem vetar. Falta governança no mundo. Precisamos de um órgão que possa tomar decisões. Essa guerra é reflexo da insanidade, um grupo comete um ato terrorista e o Estado que faz algo ainda mais sério que o ato terrorista, há mais de 16 mil mortos, 6.500 crianças, 35.000 feridos. Hospitais destruídos. Se a ONU tivesse força, teríamos a solução de dois Estados. Mas desde 1947 não há paz”, disse Lula. 

Lula ainda afirmou que a resposta de Israel ao ataque “terrorista” de 7 de outubro do Hamas foi ainda mais séria: “Eu critico o Hamas e sei que Israel tem o direito de se defender, mas isso não significa matar mulheres, crianças e inocentes. Não jogue bombas quando você não sabe quem está lá”.

“A guerra não leva a nada, só gera mais ódio. Precisamos sentar com Israel e os palestinos para cobrar a implementação da resolução de 1947”, disse Lula. 

Fonte: Brasil 247

Israel volta a bombardear Gaza e assassina mais de 175 pessoas

A maioria dos assassinados são mulheres e crianças

Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza nesta sexta-feira (1º), após uma semana de trégua no conflito com o Hamas.

Em comunicado, de acordo com a Al Jazeera, o Exército israelense disse que as suas forças terrestres, aéreas e navais atacaram alvos tanto no norte quanto no sul de Gaza, incluindo as cidades de Khan Yunis e Rafah, no sul.

A mídia também informou que, até o momento, mais de 175 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas. O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que a maioria das vítimas são mulheres e crianças. Ainda conforme o veículo de comunicação, Israel espalha folhetos em partes do sul de Gaza pedindo aos civis que evacuem da região, indicando uma expansão da ofensiva.

Na rede social X, o perfil de Médicos Sem Fronteiras rebateu as solicitações feitas por Israel. “Os civis estão recebendo ordens para se deslocarem, mas nenhum lugar em Gaza está seguro devido aos bombardeios indiscriminados”, publicou.

Também através da rede social X, Yoav Gallant, ministro da Defesa de Israel, comunicou que o Exército israelense voltou a atacar o Hamas “com força total”. Na publicação, o titular da pasta afirmou ainda que o grupo palestino “só entende à força”, justificando a retomada dos ataques em busca dos objetivos israelenses. Para ele o objetivo é “desmantelar o Hamas e libertar todos os reféns”.

Foram vários foguetes disparados em ataques aéreos realizados por Israel, que destruíram edifícios em Khan Yunis, conforme a mídia. O Exército, por sua vez, informou que atingiu “mais de 200 alvos terroristas”.

Os novos bombardeios em Gaza colocaram fim à trégua de uma semana de um conflito que está prestes a completar dois meses. Lideranças políticas de outros países estão em negociações para que a pausa seja retomada. De acordo com informações da mídia, o chefe do Serviço de Informação do Egito, Diaa Rashwan, afirmou que o país está fazendo máximo esforço para restabelecer a trégua entre Israel e o Hamas.

Fonte: Sputnik Brasil

Ufrgs cassa reitor e vice nomeados por Bolsonaro

Por grande maioria, o Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) aprovou, na manhã desta sexta-feira (1), a destituição do reitor, Carlos André Bulhões Mendes, e da vice-reitora, Patrícia Pranke. Dos 77 conselheiros, 60 votaram pelo impeachment, dois foram contra e três se abstiveram.

Bulhões e Pranke estão à frente da Reitoria da Ufrgs desde 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro escolheu a chapa menos votada da listra tríplice indicada pelo Consun. Os dois já tiveram destituição recomendadas pelo conselho, em agosto de 2021, que alegou uma reforma administrativa irregular na universidade, mas o pedido foi arquivado pelo MEC.

Na votação desta sexta, o conselho avaliou um parecer da Comissão Especial Paritária, instituída em abril deste ano, que aponta, entre outros problemas que sustentam o impeachment, falta de gestão democrática do reitor. O documento afirma que o mandato sequer cumpre todas as medidas deliberadas no Conselho.

Também foi aprovado o envio de denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) para apurar indícios de violação dos princípios da legalidade e publicidade e o pedido de instauração de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o reitor em razão do descumprimento de resolução.

O parecer votado pelo Consun cita oito pontos centrais que pesam contra a atual gestão: casos de censura envolvendo a comunicação institucional; desrespeito às decisões dos conselhos superiores; falta de cumprimento por parte da Administração Central de suas funções; conflitos e judicialização de membros da comunidade universitária; ausência do reitor nos conselhos superiores; desmonte de projetos e programas que eram centrais para a vida acadêmica; evidências de irregularidades, de falta de transparência na gestão de recursos e de tentativa de aprovação de projetos por parte da reitoria à revelia das devidas instâncias da universidade; e falta de gestão durante a pandemia e no retorno às aulas e atividades presenciais.

A decisão final cabe ao Ministério da Educação (MEC). Caso se confirme a destituição, novas eleições serão convocadas.

“Esperamos que desta vez o MEC respeite a autonomia da Ufrgs e respeite o desejo da nossa comunidade, expresso nos votos de 60 conselheiros e conselheiras nesta manhã e que, finalmente, esta universidade se livre do autoritarismo e incompetência. Que as grades que os interventores colocaram para cercar a reitoria sejam eliminadas e que nossa vida na universidade volte à normalidade”, comenta Maria Ceci Araujo Misoczky, 2ª vice-presidenta da Regional RS do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES).

Para Tamyres Filgueira, integrante do Consun e coordenadora-geral da Assufrgs Sindicato, que representa os servidores técnico-administrativos, a decisão significa uma vitória para a comunidade universitária. “Mostra que o conselho universitário e principalmente a comunidade universitária não aceitam as irregularidades, autoritarismo e perseguições cometidas pela atual reitoria.” Ela também espera que o MEC dê andamento nas denúncias e efetive a destituição da reitoria.

Fonte: DCM

Moradores protestam por realocação em bairro próximo a mina em Maceió

Moradores de bairros próximos à mina da petroquímica Braskem em Maceió (AL) fizeram um protesto nesta sexta-feira (1º) para reclamar da falta de acordo de compensação para sair dos locais que podem ser afetados pelo possível afundamento da mina de exploração de sal-gema. Eles fecharam todas as vias de acesso ao bairro de Bebedouro.

As comunidades dos Flexais estão ilhadas socialmente após o deslocamento de cinco bairros vizinhos desde 2019. Só é possível acessá-lo passando pelas regiões que se transformaram em fantasma após o desalojamento da população.

O líder comunitário Maurício Sarmento reclama que não há um plano para a retirada dos moradores das comunidades de Flexal de Cima e Flexal de Baixo. Segundo ele, há tratamento diferenciado por parte da prefeitura e da Braskem em relação a outros bairros da cidade afetados pela mina, onde já houve a retirada de moradores e pagamento de indenizações.

“Temos que sair daqui, não pode ter tratamento diferenciado com outras áreas que já estão afetadas. Não aceitamos ir para abrigos públicos, pois o que aconteceu aqui não foi um acidente, foi um crime. Queremos sair daqui com dignidade e com indenização justa”, diz Sarmento. Ele classifica a situação como racismo ambiental com as comunidades afetadas.

A dona de casa Malbete dos Santos Correia, de 54 anos, também reclama da diferença de tratamento em relação a outros bairros. Ela diz que, mesmo não querendo deixar o local onde mora desde que nasceu, pensa em ir para casa de parentes porque não tem condições de alugar outro imóvel.

“Estou pensando em sair, mesmo sem proteção nenhuma, porque como estou vivendo não é jeito de ninguém viver. A gente não vive mais, não estamos dormindo nem se alimentando, aqui não tem açougue, padaria, farmácia, mercadinho, não tem nada”, lamenta, dizendo que também não quer ficar em alojamentos disponibilizados pela prefeitura.

A Defesa Civil de Maceió informou que a velocidade de afundamento da mina 18, que fica abaixo do antigo campo de treinamento do clube de futebol CSA, no bairro do Mutange, é de 2,6 centímetros por hora. Pode ocorrer a qualquer momento um afundamento de terra de danos que ainda não são presumíveis.

Prefeitura e Braskem

Em nota, a Prefeitura de Maceió diz que disponibilizou abrigos para acolher a população de forma emergencial, diante do risco iminente de colapso da mina n°18 da Braskem. Também foi solicitado apoio ao governo federal para garantir moradias à população que foi obrigada a deixar suas casas. “A Prefeitura reafirma o compromisso em cobrar de todos os envolvidos, incluindo a Braskem, que todos os direitos da população afetada sejam garantidos”, informou.

A Braskem ainda não se manifestou sobre as demandas dos moradores. A empresa diz seguir o mapa de linhas prioritárias de realocação das famílias definido pela Defesa Civil e que está apoiando a realocação emergencial dos moradores dos imóveis que ainda resistiam em permanecer na área de desocupação. A realocação preventiva de toda a área de risco foi iniciada em dezembro de 2019 e 99,3% dos imóveis já estão desocupados.

A exploração de sal-gema subterrâneo ocorre há 40 anos em Maceió. Ao todo, há 35 minas de exploração, que tiveram suas atividades suspensas em 2019. Mais de 60 mil pessoas tiveram que ser removidas dos bairros atingidos.

Trens parados

Por causa das manifestações dos moradores, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Maceió interrompeu a operação dos trens e VLTs. De acordo com a empresa, a paralisação temporária permanecerá durante o sábado (2).

Segundo a companhia, como as manifestações ocorreram em cima dos trilhos, serão necessários reparos na via. “A paralisação temporária se faz necessária para reparar os danos da via, bem como avaliar a segurança dos funcionários e usuários do sistema ferroviário”, informou em nota.

Fonte: Agência Brasil

Colapso em mina da Braskem pode fazer surgir cratera que “engolirá” água e margens da Lagoa Mundaú

O Movimento Unificado de Vítimas da Braskem (MUVB) diz que a situação está cada vez mais crítica na região do Mutange, bairro afetado pela mineração da Braskem e cuja uma das minas apresenta risco iminente de colapso.

O temor deve-se à possibilidade de formação de dolinas, que são uma espécie de fenda abaixo do solo formada caso a mina da Braskem possa colapsar. Há o risco, de acordo com o MUVB, de que essa dolina sugue as águas da Lagoa Mundaú e “engula” as margens da lagoa.

Próximo ao Mutange, há habitações na região dos Flexais e na Rua Marquês de Abrantes, em Bebedouro. Mais de mil pessoas residem nos dois locais.

De acordo com um relatório do Instituto alemão IFV, as minas localizadas nas margens da lagoa têm um maior risco de colapsar e é justamente uma delas, a mina de número 18, no bairro do Mutange, que vem apresentando sismos de forma bastante frequente desde o dia 6 de novembro. Os sismos vêm aumentando sua intensidade e frequência e prossegue em direção à superfície.

Para Neirevane Nunes, bióloga doutoranda com tese sobre os impactos socioambientais da mineração de sal-gema pela Braskem no Complexo Estuarino Lagunar Mundaú Manguaba, pouco se fala sobre as minas da Laguna Mundaú. A profissional faz parte do MUVB e foi moradora do bairro de Bebedouro por 40 anos.

“No colapso de uma mina dessas da Laguna, ela ‘puxaria’ a água ‘fazendo um redemoinho’, tipo quando a gente fecha o ralo da pia, enche de água e depois tira-se o tampão do ralo”, exemplifica.

Segundo ela, a Defesa Civil de Maceió vem escondendo informações e há uma necessidade urgente de presença da Defesa Civil Nacional e do Serviço Geológico do Brasil em Maceió.

O município de Maceió emitiu alerta para que as pessoas se afastem da região do Mutange e, em especial na Lagoa Mundaú. O Ministério Público Federal foi informado no início da tarde sobre a possibilidade da ocorrência de dolinamento na região da lagoa. Nesta ocasião, recomendou a intensificação de todas as medidas de proteção das pessoas e de comunicação à sociedade, inclusive, com a publicação de alertas.

Fonte: Jornal de Alagoas

Câmara aprova Dia da Consciência Negra como feriado nacional

Texto vai para sanção do presidente Lula

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (29) o projeto de lei que torna o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, feriado nacional. O texto já tinha sido aprovado pelo Senado e, agora, vai à sanção presidencial. Pelo projeto, a data será chamada Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Foram 286 votos a favor, 121 contra e duas abstenções. Atualmente, a data é feriado em seis estados – Mato Grosso, Rio de Janeiro, Alagoas, Amazonas, Amapá e São Paulo – e em mais de 1.000 cidades por meio de leis municipais e estaduais.

A data é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, morto em 1695, e símbolo de resistência contra a escravidão.

“Zumbi dos Palmares foi um homem que conseguiu manter a chama viva, ardente em nossos corações, nas nossas veias, nas nossas almas, que fez com que esse Brasil pudesse reconhecê-lo como herói da pátria brasileira. Não herói dos negros, é herói da pátria brasileira. Não é apenas um feriado qualquer, é uma história do Brasil”, disse a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que falou em nome da bancada governista.

A relatora Reginete Bispo (PT-RS) disse que a data servirá para aumentar os esforços de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial. “Talvez pareça a muitos uma iniciativa menor, meramente simbólica. Mas não o é. Porque símbolos são importantes. São datas alusivas ao que o país considera mais relevante em sua história”, disse.

Para os deputados contrários, a declaração de feriado prejudica setores da economia e a data deve ser estipulada por assembleias estaduais e municipais, como é atualmente. “No mês de novembro já temos muitos feriados, isso teria de ser decisão das câmaras municipais”, argumentou o deputado Professor Paulo Fernando (Republicanos-DF).

Desde 2003, as escolas passaram a ser obrigadas a incluir o ensino de história e cultura afro-brasileira no currículo. Em 2011, a então presidente Dilma Rousseff oficializou o 20 de novembro como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

“Vitória Expressiva”

À Agência Brasil, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, celebrou a aprovação do projeto. Para ela, simboliza a importância da luta dos movimentos negros para a história do Brasil.

“É uma vitória expressiva e simbólica para o povo brasileiro. As datas comemorativas e feriados nacionais guardam e revelam valores que são importantes para uma nação, e ter o Dia da Consciência Negra uma data de luta dos movimentos negros, tendo sua vitória reconhecida, é de grande valor para a construção da memória deste país”.

Fonte: Agência Brasil

Visita de Lula à Arábia Saudita fortalece relações comerciais

presidente Lula participou nesta quarta (29) da Sessão de encerramento da Mesa Redonda Brasil-Arábia Saudita depois de dois dias de visita ao país.A nova agenda internacional do presidente Lula amplia a política de atrair investimentos para promover o desenvolvimento e gerar empregos no país.

“Nós estamos visitando outros países no mundo para construir parcerias. Não apenas para saber quanto a Árabia Saudita pode investir no Brasil, mas também quanto os brasileiros podem investir na Arábia Saudita. É esse novo jeito de fazer política externa que pode mudar a geografia do comércio mundial”, disse Lula em seu discurso.

Na terça-feira (28), em seu primeiro dia de visita a países do Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o Príncipe Herdeiro e Primeiro-Ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Os dois discutiram o fortalecimento das relações bilaterais, investimentos nas duas direções e oportunidades para empresas nacionais no país árabe.

Um dos pontos da conversa foi o investimento de US$10 bilhões que o Fundo Soberano Saudita planeja aplicar no Brasil. Desse montante, US$ 9 bilhões estão previstos para os próximos sete anos. No leque de possibilidades, projetos na área de energia limpa, hidrogênio verde, defesa, ciência e tecnologia, agropecuária e aportes em infraestrutura conectados ao Novo PAC.

No encontro em Riad, capital saudita, o presidente Lula mencionou a reaproximação do Brasil com os países árabes e destacou o potencial do Brasil para a transição energética e ações de combate à crise climática. Ele antecipou ao príncipe que o Brasil vai apresentar na COP-28, em Dubai, avanços no controle do desmatamento e ações conectadas à preservação e proteção das florestas tropicais.

Sustentabilidade e protagonismo internacional

A Arábia Saudita tem objetivos de sustentabilidade que envolvem a produção de 90 GW de energia limpa, até 2030, tanto dentro quanto fora do país. O Brasil é um dos países com maior potencial para receber investimentos com esse fim, em energias renováveis, como o hidrogênio verde.

Mohammed bin Salman mencionou a posição de Brasil e Arábia Saudita como líderes econômicos de suas regiões e sinalizou que esse é um indicativo de que uma parceria mais forte e estratégica entre os dois países será interessante para todos os lados.

Os dois líderes projetam que as transações comerciais entre os dois países, que já somam 50 anos, possam saltar dos atuais US$ 8 bilhões para US$ 20 bilhões até 2030.

Eles falaram sobre o protagonismo internacional do Brasil. O príncipe herdeiro mencionou a importância estratégica da Presidência brasileira do G-20, que se inicia em dezembro. Mohammed bin Salman também ressaltou a entrada da Arábia Saudita no BRICS, e afirmou que o país tem interesse em ter uma participação ativa no banco do bloco, o NDB.

Convidado pelo presidente Lula, o líder saudita também demonstrou interesse em visitar o Brasil e conhecer, especialmente, a Amazônia. Ele fez referência ao fato de o Brasil ser um país pacífico e com manifestações culturais muito apreciadas em seu país, além do futebol.

Os dois líderes e suas respectivas comitivas também manifestaram interesse na construção de um Conselho bilateral, em nível ministerial, que se reúna períodicamente para promover o aprofundamento das relações econômicas e politicas entre os dois países.

Embraer

Como um dos resultados da missão do governo do presidente Luiz Inacio Lula da Silva à Arábia Saudita, a Embraer assinou três acordos de cooperação com o governo e empresas daquele país, nas áreas de aviação civil; defesa e segurança; e mobilidade aérea urbana.

Estes acordos permitirão à empresa estabelecer diversas linhas de colaboração e iniciativas conjuntas, públicas e privadas, expandindo oportunidades de investimento e parcerias com a indústria local, além de incrementar exportações a partir do Brasil.

Os acordos a serem assinados pela Embraer na Arábia Saudita são:

1. Memorando de entendimento de Cooperação e Parcerias com o Governo saudita (Ministério de Investimento da Arábia Saudita e o GACA – Autoridade Aeronáutica saudita);

2. Memorando de entendimento com a SAMI – empresa saudita de Defesa e;

3. Memorando de entendimento da EVE, o “carro voador”, com a FlyNas, sobre operações de taxi aéreo naquele país.

Os acordos em questão serão anunciados por ocasião do Seminário Embraer, realizado na tarde desta quarta-feira 29 (manhã no horário de Brasília), cuja abertura será realizada pelo Presidente da República.

Fonte: GOV.BR

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