Pastor é preso suspeito de estuprar adolescente que limpava igreja em MT

Segundo a polícia, o suspeito quis atribuir a responsabilização à vítima, alegando que ela o induziu aos atos criminosos.

O pastor de uma igreja em Juara, a 650 km de Cuiabá, foi preso nessa sexta-feira (29), suspeito de estuprar uma adolescente que limpava o local. À mãe, a menina contou que Polícia Civil, que foi abusada no que dia dormiu na casa do pastor e, depois, ele ainda teria enviado mensagens pedindo que ela não contasse a ninguém sobre o ocorrido, segundo a Polícia Civil.

Ouvida em um espaço reservado na delegacia, a adolescente declarou que desde os 5 anos de idade conhece o pastor e, no fim do ano passado, após voltar a morar em Juara, ela começou a frequentar a igreja e o pastor não permitia que ela conversasse ou abraçasse outras pessoas. Uma vez por semana, a menina realizava a limpeza da igreja como colaboração e, aos finais de semana, passou a dormir na casa do pastor, localizada nos fundos da igreja, quando a mãe dela saía.

Ainda de acordo com a polícia, em julho deste ano, quando ainda estava com 12 anos, a adolescente contou que o líder religioso tentou beijá-la e depois pediu desculpas dizendo que não era para acontecer aquilo, mas que seria inevitável. Em outra ocasião, no mesmo mês, o suspeito abusou sexualmente da adolescente.

O delegado Eric Fantin representou pela prisão do investigado na quarta-feira e nesta sexta-feira ele foi preso preventivamente. Durante o interrogatório, o pastor quis atribuir a responsabilização à vítima, alegando que ela o induziu aos atos criminosos.

Fonte: G1

África do Sul acusa Israel de ‘genocídio’ na Corte Internacional de Justiça

África do Sul recorreu à Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra Israel nesta sexta-feira (29/12). Segundo os sul-africanos, o país teria promovido o genocídio contra palestinos em Gaza (Palestina). No documento do processo, a nação africana descreve que “a omissão de Israel tem caráter genocida”.

O tribunal acolheu a acusação, pois implicaria violações diretas das obrigações estabelecidas pela Convenção do Genocídio de 1948. As duas nações são signatárias do documentos, que determina punições para o ato e incitação do assassinato em massa.

Israel, no entanto, argumenta que a alegação é infundada, classificando-a como uma “difamação de sangue”. Em nota, o Ministério dos Assuntos Estrangeiros argumentou que a África do Sul promove uma “vil exploração e barateamento” da Corte. O estado israilense acusa o país africano de apoiar o Hamas, um das figuras centrais na guerra em curso.

O Ministério dos Assuntos Estrangeiros da África do Sul alegou, em comunicado, estar “extremamente preocupado com a situação dos civis envolvidos nos ataques israelitas à Faixa de Gaza devido ao uso indiscriminado da força e à remoção forçada de habitantes”.

O país africano reforça que relatórios evidenciam crimes de guerra e contra a humanidade cometidos na região, além de transgressões diretas à convenção assinada pelas duas nações em 1948. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, comparou as ações israelitas em relação aos palestinos com a segregação promovida durante o apartheid — regime político da África do Sul que impôs a dominação da minoria branca sobre outras etnias na região.Play Video

Segundo o diretor associado de justiça internacional do Observatório dos Direitos Humanos (Human Rights Watch), Balkees Jarrah, essa pode ser oportunidade para que a CIJ observe os ações de Israel em Gaza à luz da Convenção de Genocídio de 1948.

Vale lembrar que o Tribunal Penal Internacional (TPI) é o responsável por processar indivíduos por crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. A CIJ somente media disputas entre nações.

Fonte: Metrópolis

Israel assassina 187 palestinos em menos de 24 horas

Genocídio contra o povo palestino continua

Intensos bombardeios de tanques israelenses e ataques aéreos atingiram Khan Younis na Faixa de Gaza na noite de sexta-feira, segundo relatos de residentes, após quase 200 mortes registradas em 24 horas na guerra de genocídio de Israel contra o povo palestino.

O som de tiros indicou confrontos entre as forças israelenses e combatentes do Hamas em Khan Younis, disseram alguns residentes. Aviões também realizaram uma série de ataques aéreos no campo de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, segundo médicos e jornalistas palestinos.

As forças israelenses têm bombardeado Khan Younis em preparação para um avanço adicional na principal cidade do sul, parte da qual foi capturada no início de dezembro.

Quase todos os 2,3 milhões de habitantes de Gaza fugiram de suas casas pelo menos uma vez, e muitos estão em movimento novamente, frequentemente buscando abrigo em tendas improvisadas ou se agrupando sob lonas e lençóis plásticos em terrenos abertos.

As autoridades de saúde em Gaza informaram que 187 palestinos foram confirmados mortos em ataques israelenses em 24 horas, elevando o total para 21.507 – cerca de 1% da população de Gaza. Milhares de corpos adicionais teme-se que estejam enterrados nas ruínas de bairros destruídos.

JORNALISTA PALESTINO MORTO – Um jornalista palestino da Al-Quds TV foi morto junto com vários membros de sua família em um ataque aéreo israelense em sua casa no campo de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, disseram autoridades de saúde e colegas jornalistas.

Isso eleva o número de jornalistas palestinos mortos na ofensiva israelense para 106, de acordo com o escritório de mídia do governo de Gaza.

A Comissão para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) afirmou na semana passada que as primeiras 10 semanas da guerra entre Israel e Gaza foram as mais mortais registradas para jornalistas, com o maior número de jornalistas mortos em um único ano em um local.

A maioria dos jornalistas e trabalhadores de mídia mortos na guerra eram palestinos. O relatório do CPJ, baseado nos EUA, expressou preocupação com um “aparente padrão de ataques a jornalistas e suas famílias pelo exército israelense”.

No início deste mês, uma investigação da Reuters descobriu que uma tripulação de tanque israelense matou um jornalista da Reuters, Issam Abdallah, e feriu seis repórteres no Líbano em 13 de outubro, disparando dois projéteis em rápida sucessão de Israel enquanto os jornalistas filmavam bombardeios transfronteiriços.

Fonte: Redação com Brasil 247

Milei declara guerra social na Argentina

Resistência às medidas aponta para “paro general” em janeiro

Apenas dez dias após a sua posse como presidente da República em 10 de dezembro, Javier Milei encontrou a resistência de manifestantes em Buenos Aires aos seus planos anunciados na campanha eleitoral.

Em 20 de dezembro, data que marca a fuga do ex-presidente Fernando de la Rúa em helicóptero da Casa Rosada, sede do governo argentino, diante de um levante social em 2001, partidos e grupos de esquerda fizeram uma primeira marcha contra “o plano de ajuste e miséria de Milei e FMI” com cerca de 10 mil pessoas à tarde.

Mas o mais significativo é que, à noite do mesmo dia, após a fala do novo presidente em rede nacional, centenas de milhares de argentinos, de forma espontânea, saíram às ruas da capital, concentrando-se na Praça do Congresso, e também em outras cidades. Manifestações que continuaram no dia seguinte ao anúncio do Decreto Nacional de Urgência (DNU), o qual modifica mais de 300 leis e normas existentes.

Nas palavras do sindicalista Hugo Godoy, da CTA Autônoma, o DNU “é uma bomba de nêutron que quer arrasar a Argentina, as instituições da república e todos os direitos que durante anos fomos capazes de construir”. Já Hugo Yasky, da CTA dos Trabalhadores, afirmou que “nem na época da ditadura se tentou chegar tão longe”.

De fato, esse megadecreto, que terá que ser avalizado pelo Congresso, mas já entra em vigor em 29 de dezembro, declara uma guerra contra os direitos sociais e trabalhistas, desregula o comércio interno e externo, anula a lei de aluguéis e aponta para a privatização de todas as empresas públicas. Em suma, tudo aquilo que o capital financeiro gostaria que os governos aplicassem em todo o mundo.

Milei prossegue na ofensiva

Após o DNU, Javier Milei anunciou a não renovação dos contratos de cerca de 7 mil empregados dos serviços públicos e estatais que vencem em 2023, provocando a reação da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE), um dos mais fortes sindicatos argentinos, que se declara em estado de mobilização permanente.

Em 27 de dezembro, a CGT, as duas CTAs e movimentos sociais fizeram o terceiro ato de protesto contra o megadecreto de Milei em frente ao Palácio da Justiça em Buenos Aires, exigindo que se declare como inconstitucionais medidas como a da flexibilização do vínculo trabalhista. Paralelamente prefeitos e concelhos municipais também denunciam os decretos inconstitucionais e exigem do Congresso que derrube o DNU.

Mas Milei, que conta com a bênção do FMI, se apoia também na desilusão e raiva de setores populares contra o peronismo e o governo anterior para seguir na ofensiva, agora com a chamada “lei ônibus”, projeto que reforça o caráter pessoal do poder ao pedir ao Congresso a transferência dos poderes legislativos ao executivo até 2025, o que inclui os códigos civil e penal, além de alterar toda a organização econômica da Argentina com as privatizações, inclusive do Banco da Nação.

Paro General” em 24 de janeiro

O enfrentamento que se anuncia será duro. Apenas 18 dias após a posse de Milei, uma plenária nacional da CGT, a maior central sindical do país, convocou um “Paro General”, ou seja, uma paralisação nacional, a partir do meio dia de 24 de janeiro, contra o DNU e a “lei ônibus”, um “paro” de 12 horas ao qual se somaram as duas CTAs.

A situação na Argentina que, do ponto de vista da vida cotidiana do povo, já sofre o impacto das medidas do novo governo com o aumento dos aluguéis, perda do poder de compra dos salários e pensões, desorganização das relações de trabalho e descontrole de preços, tende a se tornar cada vez mais explosiva, enquanto o próprio governo afirma que “vai piorar antes que melhore”. É o que devemos seguir acompanhando atentamente nesta virada de ano.

29 de dezembro de 2023

Julio Turra

Moradores de bairros atingidos voltam a protestar contra a Braskem

Moradores dos bairros atingidos pela Braskem protestaram hoje, 29/12, na praia de Sete Coqueiros, contra o descaso do poder público e a impunidade da Braskem.

Centenas de manifestantes que se concentraram na Sete Coqueiros, partiram em caminhada em direção ao Marco dos Corais, na Ponta Verde. Houve tentativa da SMTT e da Guarda Municipal de Maceió de bloquear o deslocamento dos manifestantes, mas, a caminhada puxada por um trio elétrico prosseguiu.

Com palavras de ordem e discursos inflamados, os participantes denunciaram o descaso das autoridades com os atingidos pela crime ambiental da Braskem, principalmente, os moradores dos Flexais, região isolada e que ainda não ocorreu processo de realocação.

O ato público que teve o apoio de diversas entidades sindicais e movimentos sociais cobrou o fim da impunidade da Braskem e do acordo com a Prefeitura de Maceió, que foi mantido em sigilo dos moradores.

Preços dos alimentos registram queda no ano pela primeira vez desde 2017

É a segunda vez que Lula reverte um quadro de alta histórica dos preços dos alimentos – a primeira foi no primeiro mandato, pós FHC. Índice impacta principalmente no consumo das famílias mais pobres.

Enquanto a mídia liberal e representantes da direita bolsonarista distorcem dados para atacar a política econômica, Lula levou o Brasil mais um feito que não se via praticamente desde o golpe contra Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma queda de 2,4%, em média, dos preços dos alimentos – situação que não se via desde 2017.

Esta é a segunda vez que o “Lula da sorte” – meme que viralizou nas redes após analistas da mídia liberal classficarem como “sorte” os números da economia sob a gestão do petista – reverteu um quadro de aumento progressivo de preços dos alimentos.

Em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o INPC registrou alta recorde de 23,26%. Após reduzir gradativamente, o índice teve queda de 0,22% em 2006, no último ano do primeiro mandato de Lula.

Com Bolsonaro, o aumento dos preços dos alimentos chegou a 18,88 em 2020. No ano passado, o INPC foi de 13,08%, antes de Lula voltar a colocar o índice em queda.

Picanha na mesa

A promessa de Lula de colocar a picanha de volta ao churrasco dos brasileiros foi cumprida com êxito. Segundo o IBGE, a maior retração de preços se deu justamente nas carnes, que ficaram 9,4% mais baratas que no ano passado. Aves e ovos tiveram redução de 6,8%.

No ano, o INPC ficou em 3,1% até novembro, menor valor desde 2017, impactando sobretudo no consumo das famílias mais pobres, onde a alimentação tem maior peso no orçamento. 

Fonte: Revista Fórum

Festa de juízes cearenses patrocinada por empresas com ações no TJ choca população

Apesar da gravidade, os juízes acharam normal o regabofe

A confraternização de fim de ano dos juízes cearenses foi parcialmente custeada por empresas privadas que têm processos no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). De acordo com o portal Uol, a BSPAR Incorporações, uma construtora local, e a Carmais, rede de empresas do ramo de veículos, respondem a dezenas de ações na Corte que vão ser julgadas pelos magistrados que compareceram ao evento.

Organizada pela Associação Cearense de Magistrados (ACM), a festa “Sunset Confra 2023” ocorreu no último dia 16, no Iate Clube de Fortaleza. A programação contou com bailarinos e shows de artistas locais.

O artigo 17 do Código de Ética da Magistratura se mostra contrário a esse tipo ação, mesmo assim os juízes não são vedados de comparecerem a comemorações financiadas por empresas privadas. “É dever do magistrado recusar benefícios ou vantagens de ente público, de empresa privada ou de pessoa física que possam comprometer sua independência funcional”, consta no documento.

Empresas

A BSPAR Incorporações responde por ações relativas à indenização por dano moral e material, promessa de compra e venda, rescisão de contrato e devolução de dinheiro. Já entre os assuntos judicializados da Carmais Seminovos, do grupo Carmais, estão indenização por dano moral e promessa de compra e venda.

No dia da confraternização, dois veículos elétricos iluminados faziam parte da decoração. Os objetos são vendidos pela Carmais BYD, empresa pertencente ao grupo. Um dos donos da empresa é Julio Ventura, suplente do senador Cid Gomes (PDT).

Ao Uol, a Carmais BYD confirmou o patrocínio à festa, mas não informou o valor do gasto. Já a BSPAR informou que “não foi a patrocinadora”, mas que “entrou com um dos apoios ao evento”.

Outra empresa que esteve presente na festa foi a Unimed, com uma ambulância disponibilizada no local. Em nota, a empresa negou contribuição financeira.

“A Unimed Fortaleza informa que a Associação Cearense de Magistrados é cliente da cooperativa há mais de 30 anos. Como acontece com outros clientes corporativos, a operadora disponibilizou uma ambulância para o evento da entidade realizado no dia 16/12. Não houve patrocínio financeiro”.

ACM

Além do próprio convite recebido de forma gratuita, os juízes tiveram direito a mais três ingressos. Antes do evento, o presidente da Associação Cearense de Magistrados (ACM), José Hercy Ponte de Alencar, gravou vídeo para os associados informando que para obter mais ingressos era necessário pagamento no valor de R$ 500. Na ocasião, ele explicou que era um valor subsidiado pela ACM, já que o evento era orçado em R$ 600 por pessoa. O presidente esclareceu, ainda, que crianças de até 10 anos não pagariam entrada.

Em nota, a Associação dos Magistrados Cearenses esclareceu que todos os anos realiza sua tradicional festa de final de ano para associados e familiares. A ACM classificou como “despropositada” as falas que coloquem em dúvida a postura e posicionamento da agremiação.

Confira a nota completa da ACM:

“A Associação Cearense de Magistrados (ACM) vem por meio desta nota esclarecer acerca de informações tendenciosas que foram veiculadas citando nossa confraternização de fim de ano. Todos os anos, a ACM, assim como dezenas de outras instituições pelo Brasil, realiza sua tradicional festa de final de ano para associados e familiares. Ressaltamos que o evento é pago com recursos próprios da entidade, que é financiada pela contribuição mensal de magistrados ativos, aposentados e pensionistas. Em algumas ocasiões, há cotas de publicidade por empresas de forma legal e legítima. A ACM é entidade privada, não recebe recursos públicos, não integra o Poder Judiciário e presta contas sistematicamente aos seus associados. Assim consideramos despropositada qualquer fala que coloque em dúvida a postura e posicionamento sempre ético e transparente de nossa Associação”

TJCE diz que não fará “juízo de valor”

Também em nota, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) esclareceu que a ACM é uma entidade privada e autônoma, portanto cabe a ela se posiciona sobre o caso, e que o TJCE não fará nenhum tipo de juízo de valor sobre os financiamentos de eventos e escolhas de possíveis patrocinadores.

Confira a nota completa do TJCE:

“O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) esclarece que a Associação Cearense de Magistrados é entidade privada e autônoma. Nessa condição, é ela quem deve se posicionar sobre seus atos e deliberações, não cabendo ao TJCE emitir juízo de valor (prévio ou posterior) sobre modelos de financiamento de eventos associativos e escolhas de possíveis patrocinadores. Esclarece, ainda, que as prescrições do Código de Ética da Magistratura são de cunho e exigibilidade individuais e sua observância é acompanhada pelos órgãos de controle interno”. 
Leia mais em: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2023/12/22/festa-de-juizes-cearenses-e-patrocinada-por-empresas-com-acoes-do-tj.html
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Fonte: O Povo

MST doa 10 toneladas de alimentos para vítimas da Braskem em Maceió

Uma parte da produção de alimentos dos acampamentos e assentamentos do MST em Alagoas será doada, na tarde desta quinta-feira (28), às famílias vítimas do crime ambiental da Braskem em Maceió. No total, serão entregues 10 toneladas aos moradores dos Flexais, comunidade que luta pela realocação após o crime da petroquímica na capital alagoana.

Batata, macaxeira, banana, abacaxi e outros itens produzidos nas áreas de Reforma Agrária serão distribuídos a partir das 14h no Parque da Lagoa, reunindo moradores e apoiadores da luta da comunidade afetada pela mineração.

“Sabemos do momento difícil que essas famílias vivem hoje em Maceió e o papel de toda a sociedade é contribuir no fortalecimento dessa luta por justiça e dignidade, contra a ganância daqueles que querem tomar tudo do povo maceioense”, destacou Débora Nunes, da coordenação nacional do MST.

Débora sinaliza que a ação de solidariedade dos acampados e assentados da Reforma Agrária é mais um momento de fortalecer a luta contra o crime ambiental que já é considerado como maior em solo urbano do mundo. “Ninguém luta de barriga vazia. As comunidades dos Flexais foram atingidas de diversas maneiras desde o início das denúncias contra a Braskem, fazendo a região que já sofria com as dificuldades do cotidiano das periferias, terem essas dificuldades ainda mais aprofundadas”.

“Nosso objetivo é partilhar aquilo que temos de melhor no campo, que é a nossa produção de comida saudável, como parte da nossa contribuição na luta dos moradores da comunidade. Esperamos com isso poder ajudar de alguma maneira nesse período de fim de ano, levando comida para a mesa de todos na região”, concluiu Nunes.

A doação se insere como parte da Jornada Nacional de Solidariedade contra à Pobreza e à Fome, que realizou ações em todo o país no último período nas periferias urbanas e rurais com doação de alimentos, cozinhas solidárias e mutirões de atividades.

#BraskemCriminosa 

Já conhecido como o maior crime ambiental em solo urbano, o caso da petroquímica Braskem em Alagoas tem ganhado repercussão nacional e internacional no período, resultado da exploração de sal-gema desde os anos 70 na cidade de Maceió. São mais de 200 mil famílias atingidas direta e indiretamente, nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol, no crime que afeta cerca de 20% da capital alagoana.

A ação criminosa da empresa resultou na destruição de bairros, casas e equipamentos públicos na região da exploração de sal-gema e que, desde os primeiros sinais da destruição dos imóveis na área pela instabilidade do solo, com as rachaduras, por exemplo, tornaram-se cenário de disputa dos rumos da cidade de Maceió no enfrentamento a ação da mineração.

Desde então, moradores dos bairros lutam por uma indenização justa. Sendo que alguns, até hoje, seguem em regiões de risco exigindo realocação, como é o caso dos Flexais.

Famílias atingidas reuniram um conjunto de reivindicações para demandar do Poder Público algumas necessidades para as comunidades  de maneira emergenciais, entre elas: indenizações justas para todas as vítimas da Braskem; pagamento de aluguel-social para as pessoas que devem sair de suas casas ameaçadas; permanência da propriedade dos imóveis aos seus atuais proprietários; e pela discussão consultiva, decisória e urgente do Plano Diretor da cidade com a população maceioense e os afetados pelo crime socioambiental.

Fonte: Folha de Alagoas

Israel provoca ‘fome catastrófica’ a 576 mil pessoas em Gaza, alerta ONU

Ao menos 576.600 pessoas na Faixa de Gaza sitiada enfrentam “fome catastrófica”, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) em novo relatório nesta quinta-feira (21).

As informações são da agência de notícias Anadolu.

“Toda a população de Gaza — cerca de 2.2 milhões de pessoas — vivem em crise ou entre os piores níveis de insegurança alimentar aguda”, afirmou o relatório de Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC), publicado pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) e outras ongs e agências.

O IPC é uma plataforma multilateral que analisa dados para determinar a gravidade de crises alimentares conforme padrões científicos reconhecidos internacionalmente.

Segundo o relatório, cerca de 26% dos palestinos de Gaza — 576.600 pessoas — “exauriram seus suprimentos alimentares e suas capacidades de enfrentar a fome catastrófica (Fase 5) e a crise de fome” que assola o território densamente povoado.

Cindy McCain, diretora executiva do PAM, reiterou: “Alertamos sobre a catástrofe iminente por semanas. Tragicamente, sem meios de segurança e acesso contínuo, que tanto pedimos, a situação é desesperadora e ninguém em Gaza está livre da fome”.

Caso a situação corrente de “conflito intenso e restrição humanitária” persista, o documento prevê “risco de fome aguda dentro dos próximos seis meses”.

Ao ecoar apelos por um cessar-fogo, declarou McCain: “Não podemos cruzar os braços e ver as pessoas morrerem de fome. É preciso acesso humanitário já, para levar aos civis socorro humanitário que pode salvar suas vidas”.

Especialistas do PAM destacaram que a população de Gaza “esgotou todos os seus recursos, com seus meios de subsistência destruídos, junto de padarias e lojas, enquanto famílias não conseguem encontrar alimento”.

Relatos confirmam que famílias inteiras ficam sem comida por dias e que adultos pulam suas refeições para que as crianças possam comer.

“Não são somente números, mas sim indivíduos — crianças, mulheres e homens por trás de estatísticas alarmantes”, observou Arif Husain, chefe de economia do PAM. “A complexidade, a magnitude e a velocidade com que se desenrola a crise não têm precedentes”.

O documento pede acesso de assistência alimentar e multissetorial em caráter emergencial para conter as mortes — não apenas pelas bombas, mas também pela desnutrição.

“A pausa de sete dias confirmou que o PAM e nossos parceiros podem fornecer socorro caso as condições permitam e a abertura da travessia de Kerem Shalom [na fronteira com Israel] pode abrir caminho a novos fluxos em Gaza”.

Os acessos humanitários por Rafah — com Egito, no extremo sul — e Kerem Shalom, porém, são imensamente insuficientes para responder às demandas resultantes pela destruição da infraestrutura civil na Faixa de Gaza.

Kerem Shalom (em árabe, Karm Abu Salem) é a única travessia comercial de Gaza. Mais de 60% da ajuda ao território passavam pelo terminal antes de Israel impor um embargo militar absoluto contra a população, no início de outubro.

Ao promover o cerco — sem comida, água, eletricidade ou medicamentos —, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, descreveu os palestinos como “animais”.

A retórica desumanizante corrobora denúncias sobre a intenção israelense de esvaziar Gaza de sua população nativa para anexar o território — isto é, limpeza étnica.

Israel lançou intensos bombardeios contra a Faixa de Gaza desde 7 de outubro, deixando 20 mil mortos, 50 mil feridos e dois milhões de desabrigados, de uma população de 2.4 milhões de pessoas, além de milhares de desaparecidos sob os escombros.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

Fonte: Monitor do Oriente

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