Justiça condena Paraná a indenizar professor que foi proibido de abordar ditadura em colégio cívico-militar

O valor pelos danos morais foi fixado em R$ 8 mil. Cabe recurso à decisão

O Tribunal de Justiça do Paraná condenou o Estado a indenizar um professor, após o diretor de uma escola cívico-militar, proibir o docente de abordar ditadura em palestra aos alunos.

A decisão em primeira instância foi assinada em 29 de fevereiro pela juíza Larissa Isabela Izidoro, do 4ª Juizado Especial Cível, Criminal e Fazenda Pública de Maringá (PR). 

O caso em questão ocorreu em março de 2023, quando o diretor da escola estadual convocou o professor de geografia e outra professora para uma reunião, ao qual foi apresentado um termo com regulamentos do modelo cívico militar.

O professor se recusou a assinar o termo, por considerar “documento ser genérico”, conforme menciona a ação.

Cabe ressaltar que a escola já era militarizada, desde 2021. Depois da negativa do professor, o diretor barrou uma palestra do docente sobre ditadura militar e menos de uma semana depois chamou o professor de “pateta” durante uma reunião de professores.

“Ao falar sobre seus métodos para aumentar o rendimento escolar de seus alunos, o professor teria sido chamado de “pateta” pelo diretor; e Que, em reunião sobre o ocorrido, o requerente teria solicitado um pedido de desculpas, ao que o diretor teria respondido que não o faria pois o professor era realmente um pateta”, diz trecho da ação. 

Testemunhas ouvidas pela Justiça confirmaram que houve essa discussão, mas que não tinham conhecimento sobre a assinatura do termo e que nenhum outro professor sofreu represália por parte do diretor.

O Estado do Paraná alegou que não houve assédio moral, mas que a atitude do diretor se justifica para o cumprimento do conteúdo didático programado. 

A magistrada, por sua vez, observou que as cobranças para atingir metas são normais, mas sem que exista coação ou perseguição do superior hierárquico. 

“Os tratamentos abusivos das autoridades hierarquicamente superiores à parte autora, não só causaram mera situação de desconforto, mas acabaram por gerar dano moral ao autor que, à época, estava passando por acompanhamento psicológico, o que acarretou inclusive, o afastamento de suas atividades cotidianas”, registra a decisão.

Por conta disso, a juíza fixou a indenização por danos morais ao professor em 8 mil reais. 

Fonte: Carta Capital

Ex-coronel da PM-SP diz que toda a corporação é corrupta

Declaração foi dada à Folha de dentro da prisão; “Quem falar que não tem esquema está mentindo”

Preso e apontado como o chefe de um dos maiores esquemas de corrupção da história da Polícia Militar de São Paulo, o ex-tenente-coronel José Afonso Adriano Filho deu uma entrevista nesta quinta-feira (14) à Folha de S Paulo onde diz que todas as unidades da corporação são corruptas e fazem um esquema de caixa 2 semelhante ao que o levou preso.

“Todas as unidades gestoras e executoras da PM têm caixa 2. Todas as 104. Quem falar que não está mentindo”, disse o ex-coronel em seu primeiro pronunciamento ao público desde que o caso foi revelado, em 2015.

Ele está preso na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, exclusiva para detentos oriundos das forças de segurança. Condenado por peculato em dois processos, foi acusado de cometer fraude em licitações que atenderiam ao comando da corporação. Sua pena supera os 52 anos de prisão.

As acusações que o levaram para trás das grades em 2017 apontam que o então tenente-coronel organizava licitações para o comando da corporação que eram vencidas por empresas que ele mesmo criava. O detento, no entanto, afirma que que os beneficiários do esquema são muitos. Mais precisamente 27 oficiais que recebiam a grana obtida pelas licitações fraudulentas.

O esquema de Adriano funcionou entre 2005 e 2012 e teve a capacidade de desviar mais de R$ 2 milhões para as contas particulares dos oficiais beneficiados. À Folha ele disse que os colegas formavam fila na porta da sua sala no Comando-Geral da PM para receberem os valores em espécie. A movimentação era tanta que o ex-coronel se deu o apelido de “BNDES dos coronéis”.

E o autointitulado “BNDES dos coronéis” também emitia comprovantes da entrega dos valores aos oficiais, conforme demonstrado na entrevista. Os valores repassados estavam em nome da Comercial das Províncias, uma das empresas montadas pelo esquema. Segundo o ex-coronel, seria fácil para a Corregedoria rastrear os repasses. No entanto, o órgão jamais apurou o caso antes que fosse a público.

Quando foi preso, tentou negociar uma delação premiada sem sucesso. Conforme contou nesta jornada, todos os comandantes da PM tinham conhecimento do esquema de corrupção e até parentes dos oficiais pediam alguma grana. Entre eles a esposa do coronel Alvaro Camilo, que à época acumulava os cargos de comandante-geral e subprefeito da Sé. O dinheiro serviria para a compra de ternos a Camilo. O comandante ainda retirava, mensalmente, R$ 5 mil do esquema.

Outro beneficiário apontando pelo ex-coronel Adriano foi o coronel João Cláudio Valério. Ele teria se locupletado com cerca de R$ 600 mil. A grana foi usada por múltiplas razões, inclusive no pagamento de despesas de uma amiga e de um dos filhos do oficial.

Todos os nomes apontados por Adriano disseram que foram investigados e as suspeitas arquivadas logo em seguida. O Ministério Público de São Paulo não respondeu aos questionamentos pertinentes à reportagem. Para Adriano, ficou a sensação de ter sido usado como “boi de piranha”.

Fonte: Revista Fórum

Depoimento de ex-comandante cai como bomba e afunda Bolsonaro

O depoimento do ex-comandante do Exército Freire Gomes foi considerado por aliados e auxiliares de Jair Bolsonaro, o “relato mais grave”, até agora, sobre o ex-presidente no inquérito do golpe.

Para o entorno do capitão reformado, o depoimento detalhado que o general deu sobre sua participação em reuniões com Bolsonaro e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira é tão grave quanto as revelações da delação do ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid.

O trecho que gera mais preocupação é a confirmação do ex-comandante, de que o próprio ex-presidente apresentou a minuta golpista e discutiu seu teor em, ao menos, duas reuniões. Para conselheiros de Bolsonaro que atuam na área jurídica, não será fácil dar uma explicação que convença os investigadores de que os encontros tinham caráter democrático, diz Bela Megale, O Globo.

Hoje, a linha de defesa é reforçar que Bolsonaro não chegou a assinar nenhum documento. A avaliação da PF e do Supremo Tribunal Federal (STF), porém, é que atentar contra o estado democrático já configura o crime.

Aos investigadores, Freire Gomes disse que “se recorda de ter participado de reuniões no Palácio do Alvorada, após o segundo turno das eleições, em que o então Presidente da República JAIR BOLSONARO apresentou hipóteses de utilização de institutos jurídicos como GLO, ESTADO DE DEFESA e ESTADO DE SÍTIO em relação ao processo eleitoral”.

Fonte: A Postagem

Antidemocrático, JHC tenta silenciar o 082 Notícias

Incomodado com críticas à sua administração, prefeito processa historiador Geraldo de Majella, que manifesta crença na Justiça e na democracia

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), do Partido Liberal (PL), entrou com um processo contra o historiador e jornalista Geraldo de Majella, do site 082 Noticias, por se sentir incomodado com críticas à sua administração.

Essa estratégia utilizada pelo prefeito é uma forma de tentar criar medo entre os profissionais de imprensa. O uso de medida judicial para estabelecer a censura tem sido o meio encontrado pelo político extremista para silenciar ou tentar silenciar os seus críticos e a oposição.

“Esse processo e nenhum outro mais irá me calar. Vou me defender na Justiça. Tenho absoluta confiança no Judiciário de que a liberdade de imprensa e opinião serão garantidas nos termos da Constituição Federal” – afirmou Majella.

Fonte: 082 Notícias

Marielle: caso vai para o STF por possível envolvimento de parlamentar federal

Informação foi obtida a partir da delação premiada de Ronnie Lessa, o ex-PM miliciano que executou a vereadora há 6 anos

Ronnie Lessa, o ex-policial militar e miliciano réu pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes há exatos 6 anos – em 14 de março de 2008 de Rio de Janeiro – finalmente fechou um acordo de delação premiada e falou nessa condição à Polícia Federal. Agora os investigadores submetem o depoimento ao Supremo Tribunal Federal, uma vez que segundo o executor do crime existe a possibilidade do envolvimento de mandantes com foro privilegiado.

De acordo com a Constituição Federal, pessoas em altos cargos políticos devem responder a tribunais específicos. No STF, por exemplo, são julgados possíveis crimes cometidos pelo presidente da República, o vice-presidente, os ministros, senadores, deputados federais, embaixadores e magistrados de tribunais superiores.

Antes o processo do caso Marielle Franco estava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ensejava a suspeita de que os mandantes ou outros envolvidos tivessem foro privilegiado em âmbito estadual. Agora, com o envio ao STF, especulasse que se trate de um deputado federal ou senador. Afinal de contas, dadas as informações disponíveis publicamente, são nulas as chances de que algum membro do atual Poder Executivo tenha tido parte nesse crime hediondo.

Entre os nomes já investigados pela Polícia Federal e pelo pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MP-RJ), o único que tem prerrogativa de foro é Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Aparentemente surgiram novos nomes e segundo informações do jornal O Globo podem ser até dois mandantes.

A PF aguarda a validação da delação no Supremo. Nesse meio tempo, agentes do Grupo Especial de Investigações Sensíveis (Gise), da Polícia Federal, e o Gaeco, do MP-RJ, trabalham para conseguir provas mais robustas que comprovem o envolvimento dos nomes citados por Lessa.

Além da comprovação dos mandantes do crime, ainda falta descobrir o que motivou o assassinato. Por outro lado, toda a dinâmica de execução já está praticamente desvendada após as prisões e depoimentos de Ronnie Lessa, Élcio de Queiroz e companhia.

Outros investigados

Enquanto isso, os investigadores estariam buscando provas contra outros dois envolvidos no assassinato para concluir as investigações. Desde o assassinato, em 2018, outras duas pessoas foram investigadas como mandante do crime, além de Domingos Brazão:  o ex-vereador Marcello Siciliano e o ex-bombeiro e também ex-vereador Cristiano Girão, que foi condenado por atuar na milícia.

Em julho de 2021, a Polícia Civil de São Paulo prendeu Cristiano Girão, ex-chefe da milícia do Gardênia Azul, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro da milícia em 2009. O vereador foi acusado de mandar matar o ex-policial militar André Henrique Silva Souza, miliciano do bairro de Campo Grande que tentava controlar a região.

Girão teria contratado Ronnie Lessa para matar André Henrique em 2014. De acordo com a investigação do caso, Lessa era utilizado para executar os inimigos do ex-vereador.

A prisão de Girão não se deu pela participação do assassinato da vereadora, conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro. Contudo, houve pedido de prisão por meio da Força-Tarefa do Caso Marielle e Anderson (FTMA), do MP-RJ, a partir das relações com Ronnie Lessa.

Entenda o caso

Em julho do ano passado, Élcio de Queiroz, ex-PM preso acusado de dirigir o veículo utilizado no assassinato de Marielle, também fez um acordo de delação premiada, na qual confirmou sua participação no crime e a de Lessa, além de apontar o nome de Brazão.

Na ocasião, o então ministro da Justiça Flávio Dino disse desconhecer a existência de delação: “Os desdobramentos dos atos daquele delação [de Élcio de Queiroz] podem levar, claro, a outras delações, eventualmente. Neste momento existe outra delação? Que eu tenha notícia, não. Não há nenhuma delação porque juridicamente só há delação, quando há homologação”, afirmou.

A reação de Dino e da PF mostram a preocupação do Palácio do Planalto com o suposto vazamento das informações. Para o governo Lula (PT), a divulgação de dados não oficiais podem prejudicar as investigações.

Na delação, Élcio apontou que o bombeiro Maxwell Simões, o “Suel”, teria sido um dos articuladores do assassinato, atuando no planejamento do crime antes e depois da execução. Preso em 2023, ele teria feito campana para acompanhar os passos da vereadora desde 2017, com o objetivo de matá-la.

Em uma conversa pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, trocada entre Jomar Duarte, o “Jomarzinho”, e o ex-PM Maurício Conceição, conhecido como Mauricinho, Maxwell foi informado que haveria uma “Operação Marielle” e que “pelo que me falaram vão até prender até Brazão e Rivaldo Barbosa, não sei se é verdade”. 

Conforme depoimento de Julia Mello Lotufo, viúva do miliciano e chefe do “Escritório do Crime” Adriano da Nóbrega, a ordem do assassinato de Marielle e Anderson partiu de um dos líderes da milícia Gardênia Azul. No entanto, ela não revelou o nome do mandante. 

Em delação em julho de 2021, Julia afirmou que Adriano não teria participado da execução, embora estivesse preocupado que as investigações atrapalhassem seus negócios na favela de Rio das Pedras, vizinha à Gardênia Azul. A milícia teria procurado o ex-PM para participar do plano de assassinato pois considerava que a vereadora colocava em risco a operação da organização. Ele recusou, segundo a viúva.

Uma das suspeitas é que o assassinato ocorreu por uma disputa de terras na zona oeste do Rio, onde atuam as milícias ligadas tanto ao clã Brazão, quanto ao clã Bolsonaro.

Marielle, segundo teria delatado Lessa, defendia a ocupação de terrenos por pessoas de baixa renda e queria que o processo fosse acompanhado por órgãos como o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio e o Núcleo de Terra e Habitação, da Defensoria Pública do Rio.

O mandante – ou os mandantes -, por sua vez, buscava a regularização de um condomínio inteiro na região de Jacarepaguá sem respeitar o critério de área de interesse social, ou seja, o dono tinha renda superior à prevista em lei. O objetivo seria obter o título de propriedade para especulação imobiliária.

Fonte: Revista Fórum

Relatório da ONU acusa Israel de violar os direitos das crianças palestinas

A violência de Israel contra crianças palestinas aumentou depois de 7 de outubro, segundo a ONU

O Centro de Retorno Palestino (PRC), com sede no Reino Unido, apresentou um relatório ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (HRC) sobre a “crescente violência israelense contra crianças palestinas desde 7 de outubro de 2023”.

O relatório, que foi emitido durante a 55ª sessão do órgão da ONU em Genebra, enfatizou que Israel viola os direitos das crianças, onde as crianças palestinas que vivem sob ocupação militar israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza são rotineiramente privadas de seu direito à vida, à educação, à moradia adequada e ao direito à saúde.

O PRC alertou que, desde 7 de outubro, “as crianças palestinas não apenas tiveram negados esses direitos humanos fundamentais, mas também foram o único alvo do ataque do governo israelense a Gaza, em violação direta da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança”.

O relatório afirma que escolas e os departamentos de hospitais infantis, bem como crianças em busca de água ou comida em bairros residenciais, foram alvos de ataques aéreos israelenses e munição.

“No momento em que esta nota foi escrita, mais de 12.000 crianças palestinas foram mortas pelas forças israelenses em Gaza somente desde 7 de outubro, e milhares de outras ficaram amputadas e sofreram ferimentos que alteraram suas vidas”, disse um comunicado emitido pelo PRC.

“Crianças palestinas de todas as idades estão expostas a ataques das forças israelenses em Gaza. As escolas palestinas foram forçadas a encerrar o ano letivo mais cedo devido a atos de violência, e quase todas as escolas da Faixa se tornaram abrigos para mulheres e crianças cujas casas foram destruídas por ataques aéreos israelenses.”

De acordo com o PRC, a violência israelense contra as crianças palestinas na Cisjordânia ocupada aumentou significativamente desde 7 de outubro, “onde as crianças que foram mortas nos últimos três meses somaram mais do que o dobro do número de crianças mortas [globalmente como resultado da guerra] em todo o ano de 2022”.

Além disso, o RPC explicou: “Aproximadamente mais de 200 crianças foram presas desde 7 de outubro como parte de campanhas de detenção coletiva punitiva. Essas crianças detidas são submetidas a várias formas de tortura psicológica e física, sem respeitar as medidas de proteção infantil necessárias”.

“Visar intencionalmente e causar danos a civis constitui um crime de guerra, e a lei humanitária internacional impõe a todos os lados de um conflito a responsabilidade definitiva de proteger as vidas dos civis que são afetados pelas hostilidades em andamento”, acrescentou, conclamando a comunidade internacional a agir para salvar as crianças da Palestina.

Fonte: Monitor do Oriente Médio

Fiscalização da mineração em Maceió era feita com laudos da própria Braskem, diz ANM

Durante depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Sousa, admitiu que a fiscalização da mineração de sal-gema em Maceió foi feita se limitando apenas aos laudos da própria Braskem. A documentação da empresa atestava que a situação estava regular. A exploração causou o afundamento de cinco bairros na capital alagoana.

Segundo o relato de outros dois representantes da ANM, o trabalho era feito por amostragem por conta da falta de pessoal. Eram 70 profissionais para fiscalizar 40 mil empreendimentos. Mauro Henrique explicou que a agência não conta com orçamento, equipamentos para realização do trabalho nas minas em atividade em todo o Brasil.

O diretor-geral afirmou que a partir de 2018, quando houve o tremor de terra em Maceió, a ANM começou a apresentação de laudos sobre a situação dos locais explorados e o monitoramento das áreas atingidas. Por conta das irregularidades encontradas, a Braskem foi notificada para tomar providências, antes da suspensão do funcionamento das minas.

Um dos documentos validados pela agência foi assinado por um engenheiro de mecatrônica e não por um especialista em exploração subterrânea. As rachaduras foram identificadas apenas por meio de topografia, sem um monitoramento embaixo do solo a dois quilômetros de profundidade, onde é feita a extração de sal-gema. 

Braskem foi multada apenas em R$ 40 mil

O diretor Mauro Henrique ainda contou que a empresa recebeu apenas 11 multas, que somam R$ 40 mil, pelo crime ambiental cometido. Os valores das infrações só foram atualizados em 2020, quando foi definido um teto de R$ 1 bilhão para casos graves e não mais de R$ 30 mil. 

Fonte: Cada Minuto

Falta de vagas nos cemitérios revolta população de Maceió

Famílias denunciam espera de até três dias para sepultar parentes em cemitérios públicos da capital alagoana

Mesmo tendo que aguardar esse prazo, corpos são sepultados em covas rasas e inadequadas, segundo denúncias recebidas pela Defensoria Pública. Prefeitura informou que prazo máximo é de 24h para sepultamento.

A Defensoria Pública de Alagoas (DPE-AL) recebeu denúncias de familiares que informaram sobre um prazo de espera de até três dias para sepultar parentes em cemitérios públicos de Maceió. Segundo relatos, em muitos casos, os corpos são enterrados em covas rasas e inadequadas.

Em nota, a Prefeitura de Maceió, responsável pelos cemitérios públicos na cidade, informou que o prazo máximo de sepultamento é de 24h, a depender do horário que seja feita a solicitação e desde que os documentos exigidos estejam corretos (leia nota na íntegra ao fim do texto). Informou ainda que os canais para denúncias são os números 0800 082 2600 ou pelo whatsapp 98802-4834.

Segundo a Defensoria, a falta de vagas tem causado transtornos e aumentado o sofrimento de várias famílias carentes no município. Em 2020, a prefeitura proibiu a realização de novos sepultamentos no Cemitério Santo Antônio, em Bebedouro, afetado pelo afundamento do solo provocado pela mineração.

Ao g1, o professor José Balbino, que faz parte da Associação do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem, decidiu comprar a briga pela dignidade de sepultamento na capital alagoana. Ele citou a precariedade e a superlotação dos cemitérios em Maceió.

“Os cemitérios estão todos colapsados. Eles não têm estrutura, as pessoas têm que esperar até três dias para enterrar os seus entes queridos. Uma situação completamente absurda. Tem cemitério que não tem mais vaga, como é o caso do Piedade, e outros estão funcionando de forma muito precária. Depois da pandemia isso só se agravou, foi um verdadeiro desmanche”, criticou.

Uma reunião na segunda-feira (11) cobrou a adoção de medidas imediatas para a abertura de novos jazigos na capital. O órgão solicitou à secretaria de Infraestrutura (Seminfra) e à Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) informações e prazos da obra de ampliação do Cemitério São Luiz.

A Defensoria Pública solicitou que fosse determinado um prazo para construção do novo cemitério municipal, que teve sua construção aprovada pela Câmara de Vereadores no fim do ano passado. As respostas devem ser repassadas em uma próxima reunião com a Defensoria, marcada para o dia 21.

Caso a situação continue, a DPE reforçou a necessidade de o Município contratar, em caráter de urgência, jazigos em cemitérios particulares para realizar sepultamentos enquanto a falta de vagas nos cemitério municipais continuar.

Fonte: G1

Alimentos ultraprocessados estão ligados a 32 doenças, aponta estudo

Um estudo publicado na revista científica “The BMJ”, na quarta-feira, 28, aponta que alimentos ultraprocessados, como refeições prontas, salgadinhos, biscoitos e refrigerantes, estão relacionados a um risco de aumento do agravamento de 32 doenças.

A publicação, chamada de “guarda-chuva”, contém o trabalho feito por pesquisadores dos Estados Unidos, Austrália, França e Irlanda. Ao todo, os cientistas acompanharam quase 10 milhões de pessoas. De maneira sólida, a pesquisa mostra que a ingestão de alimentos ultraprocessados está relacionada a um risco aumentado de 50% de morte em doenças cardiovasculares, 53% de transtornos mentais comuns e 48% de ansiedade prevalente.

Os dados também mostram um risco de 12% maior de diabetes tipo 2 a cada 10% de aumento de ultraprocessados na dieta. Evidências mais fracas, mas ainda consideradas altamente sugestivas, indicaram uma chance 20% maior de morte por qualquer causa, 55% de obesidade, 41% de problemas de sono, 40% de chiado no peito e 20% de depressão.

A pesquisa ainda apresentou outros estudos que apontam uma associação com asma, pior saúde gastrointestinal, alguns tipos de câncer e fatores de risco cardiometabólicos, como níveis elevados de gordura no sangue e baixos níveis de colesterol “bom”.

Um outro trabalho, também publicado na “The BMJ”, mas de pesquisadores espanhóis, mostra uma ligação entre comer mais de quatro porções de alimentos ultraprocessados por dia e um risco de aumento de 62% na mortalidade por todas as causas.

Veja os 32 problemas de saúde ligados aos ultraprocessados:

  • Mortalidade por todas as causas;
  • Mortalidade por câncer;
  • Mortalidade por doenças cardiovasculares;
  • Mortalidade por problemas cardíacos;
  • Câncer de mama;
  • Câncer (geral);
  • Tumores do sistema nervoso central;
  • Leucemia linfocítica crônica;
  • Câncer colorretal;
  • Câncer pancreático;
  • Câncer de próstata;
  • Desfechos adversos relacionados ao sono;
  • Ansiedade;
  • Transtornos mentais comuns;
  • Depressão;
  • Asma;
  • Chiado no peito;
  • Desfechos de doenças cardiovasculares combinados;
  • Morbidade de doenças cardiovasculares;
  • Hipertensão;
  • Hipertriacilgliceridemia;
  • Colesterol HDL baixo;
  • Doença de Crohn;
  • Colite ulcerativa;
  • Obesidade abdominal;
  • Hiperglicemia;
  • Síndrome metabólica;
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica;
  • Obesidade;
  • Excesso de peso;
  • Sobrepeso;
  • Diabetes tipo 2

O que fazer para diminuir

O estudo ainda traz um edital sobre “Razões para evitar alimentos ultraprocessados”, no qual aponta a importância de políticas públicas para diminuir o consumo.

No texto, os pesquisadores destacam que os produtos podem ser danosos a “maioria, se não todos, os sistemas do corpo humano”.

No tocante a diminuição do consumo, os cientistas afirmam que ainda “há muito a ser feito”, mas defendem a restrição de publicidade dos produtos, proibição nacional da venda dentro ou perto de escolas e hospitais e medidas fiscais, como incentivo a alimentos in natura e minimamente processados.

Outro ponto seria a alteração na rotulagem, para incluir uma clara identificação de que se trata de um alimento ultraprocessado.

Fonte: Isto É

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