Israel ataca campo de refugiados palestinos de Nuseriat

Em meio ao cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza, as Forças de Defesa Israelenses (IDF, como é chamado o exército do país) baleou ou feriou seis palestinos, neste sábado (25/10), de acordo com a emissora cataria Al Jazeera.

No campo de refugiados de Nuseriat, as IDF realizaram um ataque a drones que feriu quatro pessoas, de acordo com o o Hospital al-Awda.

A ofensiva foi anunciada por meio de um comunicado no X das IDF. Segundo as forças israelenses, o ataque aéreo foi realizado “visando um terrorista da [resistência palestina] Jihad Islâmica que planejava realizar um ataque iminente contra as tropas das IDF”. Contudo, não apresentaram provas ou mais detalhes do suposto militante.

“Tropas da IDF no Comando Sul estão posicionadas na área de acordo com o acordo de cessar-fogo e continuarão a operar para remover qualquer ameaça imediata”, acrescentou o comunicado.

Os feridos somam-se às 93 vítimas que Israel fez desde a implementação do cessar-fogo, em 10 de outubro. Apesar do acordo, a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que pelo menos 1,5 milhão de palestinos precisam de “assistência emergencial”, enquanto retornam aos escombros de suas casas no enclave.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsável pelo plano de cessar-fogo ativo, exigiu também neste sábado (25/10) que a paz em Gaza “seja duradoura”.

Segundo o republicano, “os esforços para estabilizar Gaza estão avançando e uma força internacional será enviada à região em breve”, referindo-se às etapas seguintes do acordo.

Fonte: Ópera Mundi

Lula se reúne com Trump na Malásia e discute relações entre Brasil-EUA

Segundo chancelar brasileiro, encontro foi “muito positivo”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação. Em julho deste ano, Trump anunciou uma tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana. 

“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendencia natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.

Além dos presidentes, também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Suspensão das tarifas

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou com a imprensa após o encontro e disse Trump autorizou sua equipe a iniciar as negociações para revisão do tarifaço ainda na noite deste domingo, no horário local da Malásia, 11 horas a frente do Brasil. 

“A reunião foi muito positiva, o saldo final é ótimo. O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo, um período de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda, porque é para tudo ser resolvido em pouco tempo”, afirmou o chanceler.

Admiração

Segundo Vieira, os presidentes tiveram uma conversa descontraída e Trump disse que admira a trajetória política de Lula.

“Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, já tendo sido duas vezes presidente da República, tendo sido perseguido no Brasil, se recuperado, provado sua inocência, voltado a se apresentar e, vitoriosamente, conquistando o terceiro mandato”, afirmou.

Visitas

O chanceler brasileiro também confirmou a intenção de Trump vir ao Brasil. A data ainda não está confirmada.

“O presidente Lula aceitou também e disse que irá, com prazer, aos Estados Unidos. Trump disse que admira o Brasil e que gosta imensamente do povo brasileiro”, comentou.

Fonte: Agência Brasil

Lula critica guerra em Gaza a inércia na criação do Estado palestino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a continuidade da guerra em Gaza e a resistência mundial em criar um Estado palestino. A declaração foi dada neste sábado (25), durante a cerimônia de recebimento do título de doutor Honoris Causa em Filosofia e Desenvolvimento Internacional do Sul Global, concedido pela Universidade Nacional da Malásia, em Putrajaya, capital administrativa da Malásia.

“As comunidades universitárias em todo o mundo têm elevado suas vozes contra a brutalidade do genocídio em Gaza e contra a inércia moral, que impede até hoje que o Estado Palestino seja criado. Quase sempre são os jovens que nos recordam que a paz é o valor mais precioso da humanidade”, discursou.

O presidente Lula afirmou que o aumento de tarifas no comércio entre países não pode ser adotado como mecanismo de coerção internacional. “Nações que não se dobram ao colonialismo e à dicotomia da Guerra Fria não se intimidarão diante de ameaças irresponsáveis”, disse, sem mencionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aumentou em 50% as tarifas de importação sobre produtos brasileiros no início de agosto.

Multilateralismo

Ao defender o multilateralismo e a necessidade de mudanças nos organismos internacionais, o presidente Lula destacou o papel do Sul Global no cenário internacional, pela justiça e pela superação das desigualdades. 

“A defesa de uma ordem baseada no diálogo, na diplomacia e na igualdade soberana das nações, está no cerne da proposta brasileira de reforma das Nações Unidas e, sem maior representatividade, o Conselho de Segurança seguirá inoperante e incapaz de responder aos desafios do nosso tempo.” 

No campo econômico, o presidente brasileiro considera inaceitável que os países ricos tenham nove vezes mais poder de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI) do que o Sul Global, termo referente ao grupo de países da América Latina, da Ásia e da África, com histórico de colonialismo e que compartilham desigualdades econômicas e sociais.

Lula acrescentou que o protecionismo e a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC) impõem uma situação de assimetria insustentável para o Sul Global. “É a hora de interromper os mecanismos que sustentam há séculos o financiamento do mundo, desenvolvido às custas de economias emergentes em desenvolvimento.”

Para o mandatário, a estrutura financeira mundial deve direcionar recursos para o desenvolvimento sustentável das nações emergentes. “Não podemos vislumbrar um mundo diferente sem questionar um modelo neoliberal que aprofunda desigualdades: 3 mil bilionários ganharam U$ 6,5 trilhões, desde 2015. Esta cifra supera o PIB nominal atual da Asean [Associação de Nações do Sudeste Asiático] e do Brasil somados.”

Agenda

O presidente Lula permanece no país até a próxima terça-feira (28), quando participa de encontro com empresários da Malásia e da Asean, bloco que reúne países do Sudeste Asiático. Neste domingo (26), o presidente Lula deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para buscar uma solução para a questão das tarifas aos produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.

Fonte: Agência Brasil

Faculdade da USP rompe convênio com Universidade de Haifa, de Israel

Acolhendo protestos estudantis e posição crítica de parte do corpo docente, a Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) votou pela antecipação do fim do convênio firmado com a Universidade de Haifa, israelense. Dos 54 votos possíveis, 46 foram favoráveis à renúncia do convênio, que era válido até maio de 2026. 

A unidade tem apresentado posições contrárias ao convênio desde o início dos ataques das Forças de Segurança de Israel às cidades palestinas em Gaza e na Cisjordânia, deflagradas após um ataque do grupo Hamas a civis israelenses. Na semana passada, o grupo aceitou proposta de cessar fogo mediada pelo governo dos Estados Unidos e libertou os últimos reféns vivos. 

A ação do exército israelense tem sido duramente criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela maioria dos estados membros, inclusive o Brasil, pela desproporção das forças e pelas dezenas de milhares de civis mortos, além da destruição de estruturas básicas e fundamentais nos territórios palestinos, em condições precárias desde os anos 1940, quando ocorreu a Nakba.

Nota dos representantes dos estudantes, que promovem ocupações e protestos desde o começo dos bombardeios israelenses, elogiam a posição do conselho e a atribuem “às denúncias de graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado de Israel contra a população palestina”. 

“Foi uma vitória da ética sobre a omissão. A universidade pública brasileira não pode ser cúmplice de quem transforma o conhecimento em instrumento de guerra. Hoje, a FFLCH deu um passo histórico e a USP deve seguir o mesmo caminho”, disse o estudante João Conceição, representante discente da Comissão de Cooperação Internacional da FFLCH. 

Outras universidades brasileiras já romperam convênios com instituições israelenses, como a Unicamp (SP), a UFF (RJ) e a UFC (CE).  A USP tem convênio com a Universidade de Haifa desde 2018 e a Congregação da FFLCH recomendará ao Conselho Universitário a extensão do rompimento.

Fonte: Agência Brasil

Execuções sumárias de Trump na Venezuela e Colômbia tentam intimidar Brasil e América Latina

Trump iniciou uma série de assassinatos em águas internacionais sob a alegação de combate ao tráfico internacional de drogas. Primeiro no Atlântico, próximo à costa venezuelana, depois no Caribe e Pacífico, próximo à Colômbia, estas execuções extrajudiciais já mataram 37 pessoas desde agosto. Cenas divulgadas pelo governo estadunidense mostram o bombardeio sumário de embarcações que supostamente eram utilizadas por traficantes.

É uma escalada, não resta dúvida. O jornal The Washington Post noticiou que a 145 km da costa Venezuela foram vistos helicópteros do batalhão de operações especiais conhecidos como “Night Stalkers”. Estas aeronaves fazem parte do 160º Regimento de Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos que se tornou conhecido em 2011 na operação que matou Osama Bin Laden no Paquistão. Trump já havia deslocado ao menos seis navios de guerra para a região, alguns deles com capacidade de ataque em terra.

Não é demais lembrar que Trump já havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro sob a acusação de tráfico de drogas.

Na mesma toada, Trump acusou Gustavo Petro, presidente da Colômbia de ser um “líder do tráfico”. O governo estadunidense já havia ameaçado Petro, com sobretaxa de produtos daquele país usando como “justificativa” desacordo em relação à deportação de imigrantes colombianos. Sem provas de sua acusação, Trump afirmou que “(Petro) é um traficante de drogas ilegais, incentivando fortemente a produção massiva de drogas, em campos grandes e pequenos, em toda a Colômbia. Esse se tornou, de longe, o principal negócio da Colômbia, e Petro não faz nada para impedi-lo, apesar dos pagamentos e subsídios em larga escala dos EUA, que nada mais são do que uma fraude de longo prazo”.

No final de setembro, Petro teve seu visto de ingresso nos Estados Unidos revogado após sua participação em protesto realizado em Nova York contra o genocídio do povo palestino.

A tentativa de Washington de desestabilização dos governos é evidente, seja pela intervenção militar direta, seja pela chantagem através de tarifas. No Brasil, a tentativa de intervenção tinha motivo político declaradamente assumido: livrar seu aliado Bolsonaro e os golpistas de 8 de janeiro de condenação. Na Venezuela, Trump realiza operações militares em Trinidad e Tobago para deixar bem claro que tem disposição de invadir por terra com apoio de seus aliados como sua “Nobel da Paz” María Corina. As ações contra Petro e a Colômbia vão pelo mesmo caminho.

Reação à Trump cresce, no dia 18 de outubro foram 7 milhões às ruas

Trump escala conflitos dentro e fora dos Estados Unidos, é seu método. Em reação à onda de protestos em mais de 2600 cidades americanas que reuniram 7 milhões de pessoas em 18 de outubro em sob o slogan “No kings (sem reis)” o perfil oficial de Trump publicou um vídeo grotesco em que ele bombardeia as pessoas de seu próprio pais com fezes. Sua reação nervosa se deve à resistência que cresce. Esta semana, em Nova York, populares enfrentaram espontaneamente as ações do ICE (agência migratória dos EUA). Enquanto era preso, um manifestante afirmou que “o ICE está tentando sequestrar nossos vizinhos nas ruas, eu estava parado em um cruzamento, nós, nova-iorquinos, não podemos deixar isso acontecer.”

Em meio a isso, neste domingo, Trump se reunirá com Lula na Malásia durante a realização da 47ª Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). Marcada para discutir o contencioso comercial, do ponto de vista nacional, caberia incluir na reunião o questionamento da caçada ao menos dos migrantes brasileiros pelo ICE de Trump, assim como demarcar da agressão à soberania nacional dos países vizinhos, que tenta intimidar o Brasil e a América Latina.

Marcelo Carlini – Diretório PT/RS

Fonte: Petista

Personalidades judaicas pedem à ONU e a líderes mundiais que sancionem Israel por crimes em Gaza

Centenas de figuras públicas judaicas em todo o mundo apelaram à ONU e a líderes globais para que imponham sanções a Israel por atos “inconcebíveis” na Faixa de Gaza, que equivalem a genocídio, informou o The Guardian na quarta-feira e a Anadolu.

Uma carta aberta assinada por mais de 450 pessoas, incluindo ex-oficiais israelenses, escritores e artistas premiados, exige responsabilização pelas ações de Israel em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

“Não esquecemos que muitas das leis, estatutos e convenções estabelecidas para salvaguardar e proteger toda a vida humana foram criadas em resposta ao Holocausto”, afirmava. “Essas salvaguardas foram implacavelmente violadas por Israel.”

Entre os signatários estão o ex-presidente do Knesset israelense Avraham Burg, o negociador de paz Daniel Levy, os escritores Michael Rosen e Naomi Klein, o cineasta Jonathan Glazer e os atores Wallace Shawn e Ilana Glazer.

O apelo insta os governos a respeitarem as decisões dos tribunais internacionais, interromperem a transferência de armas, aplicarem sanções específicas e garantirem o acesso humanitário a Gaza. O apelo denuncia “falsas alegações de antissemitismo contra aqueles que defendem a paz e a justiça”.

“Inclinamos nossas cabeças em imensurável tristeza enquanto se acumulam evidências de que as ações de Israel serão julgadas como tendo se enquadrado na definição legal de genocídio”, dizia a carta.

O Guardian observou que pesquisas recentes mostram crescente preocupação entre os judeus americanos, com 61% afirmando que Israel cometeu crimes de guerra e 39% acreditando que está cometendo genocídio.

“Nossa solidariedade com os palestinos não é uma traição ao judaísmo, portanto, mas sim a sua concretização”, acrescentou a carta.

Desde outubro de 2023, a guerra israelense em Gaza matou mais de 68.200 pessoas e feriu mais de 170.300, de acordo com o Ministério da Saúde da Palestina.

Fonte: Monitor do Oriente

Sinmed diz que situação da Santa Mônica é insustentável

Presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Silvia Melo questiona silêncio da Secretaria de Estado da Saúde

A Maternidade Escola Santa Mônica (MESM) está vivendo, novamente, dias de lotação em sua unidade, com pelo menos 10 pacientes gestantes aguardando atendimento. Outras 14 mulheres internadas no setor de triagem.

O quadro de superlotação preocupa os especialistas na área de saúde devido à alta probabilidade de risco à saúde das mães, bebês e até mesmo dos acompanhantes.

O Sindicato dos Médicos de Alagoas enviou um vídeo à reportagem do Jornal Tribuna Independente mostrando a situação da maioria das gestantes, parturientes e recém-nascidos.

Gestantes alojadas em colchão no chão. Recém-nascido em leito no corredor, bem próximo aos adultos. Mulheres que acabaram de dar à luz, aguardando alta hospitalar deitadas no chão, acima apenas de colchões. Pacientes sendo assistidos pelos seus próprios acompanhantes e alguns acompanhantes sentados nas camas dos pacientes, o que é proibido.

A presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Silvia Melo, questionou o silêncio da Secretaria de Estado da Saúde sobre a situação na maternidade.

“A situação está insustentável. Lamentável o que está acontecendo nos corredores da Maternidade, com mulheres se espremendo para serem atendidas”, denunciou.

Por meio de nota, a Maternidade Escola Santa Mônica informou que está enfrentando um quadro de superlotação, com número acima da capacidade ideal de pacientes internadas, que é de 40 leitos para gestantes e puérperas, e 10 leitos de pré-parto.

Na última quarta-feira, a Santa Mônica estava com 15 pacientes internas acima da capacidade.

A Maternidade é referência estadual no atendimento a gestantes e recém-nascidos de alto risco, encaminhados de diversos municípios alagoanos, por isso, ocasionalmente, ocorrem situação de superlotação. Vale destacar que, por se tratar de casos que exigem cuidados especializados e contínuos, o tempo médio de internação é maior do que em maternidades de risco habitual, o que torna a rotatividade mais lenta.

A direção da unidade ressaltou que a Maternidade não pode e não deve fechar suas portas à alta demanda, uma vez que as gestantes encaminhadas ao local pelas unidades necessitam de assistência imediata e segura, por serem casos de risco elevado, que demandam estrutura e equipe específicas.

A direção reforçou também que a solução definitiva para as situações de superlotação passa pelo fortalecimento da rede de atenção obstétrica, que é responsabilidade dos municípios, com o funcionamento efetivo do pré-natal, principalmente na prevenção e controle das síndromes hipertensivas, das diabetes descompensadas e na realização dos exames de rotina, que devem ser solicitados e garantidos às gestantes em tempo hábil para intervenções oportunas.

Fonte: Tribuna Hoje

Aprovação de Lula sobe para 51% e volta a superar desaprovação, mostra AtlasIntel

Pesquisa indica estabilidade na imagem do presidente e consolidação da recuperação iniciada após crise das tarifas dos EUA

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a superar a desaprovação, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pela AtlasIntel. O estudo mostra que 51,2% dos eleitores aprovam o desempenho do presidente, enquanto 48,1% desaprovam. Outros 0,6% não souberam opinar.

Na comparação com setembro, as variações ficaram dentro da margem de erro de um ponto percentual, mas confirmam a tendência de recuperação gradual da imagem do governo. No mês anterior, a aprovação era de 50,8% e a desaprovação de 48,3%.

Quando questionados sobre a avaliação geral da gestão, 48% classificaram o governo como “bom” ou “ótimo”, enquanto 47,2% consideraram “ruim” ou “péssimo”. Outros 4,8% disseram que a administração é “regular”.

O resultado reforça o quadro de estabilidade política e leve recuperação de apoio ao governo, especialmente após o realinhamento diplomático do Brasil com os Estados Unidos e a defesa de Lula em temas econômicos e comerciais, como a resposta ao tarifaço imposto por Donald Trump.

O cenário indica que Lula entra no último bimestre do ano com vantagem simbólica sobre a desaprovação, embora ainda dentro do empate técnico, quadro que pode influenciar as negociações no Congresso e a pauta econômica de 2026.

A pesquisa ouviu 14.063 eleitores entre 15 e 19 de outubro, em todo o país, com nível de confiança de 95%.

Fonte: Informoney

Lula seria reeleito no 1º turno se eleição fosse hoje, diz pesquisa Atlas Intel

Em curva ascendente, Lula venceria Tarcísio, Michelle e todos os adversários da direita no primeiro turno. Sem o presidente, Fernando Haddad lidera a disputa com 13 pontos sobre o governador paulista. Veja a íntegra.

Pesquisa Atlas Intel divulgada nesta sexta-feira (24) mostra que Lula seria reeleito no primeiro turno para seu quarto mandato na Presidência, independentemente de quem seja o candidato da direita.

No principal cenário, com Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) como adversário, Lula somaria 51,3% e o candidato da terceira via 30,4%. Os outros adversários somam 11,5%, enquanto indecisos, brancos e nulos chegam a 6,9%.

O estudo mostra que Lula vem numa crescente desde janeiro, com uma subida maior a partir de agosto, quando o presidente marcava 44,1% contra 31,8% de Tarcísio, que vem caindo nas intenções de votos.

Em um segundo cenário, Lula venceria Michelle Bolsonaro (PL) com os mesmos 51% contra 26,2% da esposa de Jair Bolsonaro. Ronaldo Caiado (União) marca 9,1%, Ratinho Jr (PSD) 5,1% e Romeu Zema (Novo) 4,6%. Brancos e nulos são 3,2% e indecisos 0,8%.

Lula também marca os mesmos 51% em um cenário sem a ex-primeira-dama. Caiado registra 15,3%, Zema 10,6% e Ratinho 10,4%. Brancos e nulos somam 9,4% e indecisos 3,4%.

Haddad vence Tarcísio

A Atlas Intel ainda testou um cenário com Fernando Haddad, no lugar de Lula. Atual ministro da Fazenda, Haddad supera Tarcísio no primeiro turno com 43,1% a 30,1%. Caiado vem em seguida com 7%. Na sequência estão Ratinho com 3,5% e Zema, com 2,6%. Brancos e nulos são 10,8% e indecisos 2,9%.

Em simulações do segundo turno, Lula vence todos os adversários: 52% a 44% contra Tarcísio; 52% a 43% contra Michelle; 52% a 44% contra o inelegível Bolsonaro; 52% a 35% contra Zema; 52% a 36% contra Caiado; e 51% a 37% contra Ratinho.

“O presidente Lula ampliou sua vantagem em todos os cenários de 2º turno. Contra Tarcísio, Michelle ou num cenário hipotético contra Jair Bolsonaro, Lula abriu uma vantagem de 8pp a 9pp. Contra governadores da direita, as margens vão de 14pp a 17pp a favor de Lula”, diz a Atlas em análise nas redes.https://d-37355389283858203073.ampproject.net/2510081644000/frame.html

A Atlas Intel ouviu 14.063 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Fonte: Revista Fórum

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