Corpos de mercenários brasileiros mortos na Ucrânia são usados para alimentar animais

Um ex-combatente que atuou na guerra da Ucrânia relatou que corpos de soldados estrangeiros, incluindo brasileiros, muitas vezes não são resgatados e acabam devorados por animais. O baiano Rafael (nome fictício), de 38 anos, contou ao Portal A Tarde que a prática estaria ligada a um sistema que transforma mortes em ganhos financeiros para unidades militares.

Segundo ele, soldados mortos sem recuperação do corpo são registrados como “desaparecidos úteis”, o que permite a continuidade de pagamentos durante o período do contrato. “O contrato é de três anos. Se não tem corpo, o soldado é dado como desaparecido. Sem corpo, não tem morto. E o comandante continua recebendo o salário”, afirmou.

Rafael disse que muitos corpos deixam de ser recolhidos de forma deliberada. “Não é porque não dá. É porque não querem. Os corpos não recuperados, muitas vezes, acabam como alimento para animais ou alvo de chacota dos russos. Muitos, os bichos comem”, declarou.

Esses soldados são classificados como “missing in action” “desaparecido em ação) ou “lost in terrain” (perdido no terreno), status que pode durar até três anos. Durante esse período, familiares não recebem informações oficiais nem valores devidos. “Nenhum familiar é comunicado. Eles recebem até três anos, que é quando dá baixa no contrato”, disse.

O ex-combatente afirmou que a maioria das mortes ocorre por minas terrestres e drones explosivos, e não em confronto direto. “O drone quando vem explode tudo, não sobra nada. Muitos morrem soterrados. Quando pisa numa mina, explode”, contou. Ele disse ainda que o envio de corpos ou cinzas ao Brasil praticamente deixou de acontecer. “Agora, nem isso”, lamentou.

Segundo Rafael, muitas famílias só descobrem a morte dos parentes por mensagens e imagens divulgadas em redes sociais e aplicativos. “É assim que aparecem: uma foto com um X e a frase ‘Brazilian merc down’”, relatou, afirmando que os russos tratam estrangeiros como mercenários.

Ele também citou um ranking informal de mortes por nacionalidade, no qual os brasileiros aparecem em segundo lugar, atrás apenas dos colombianos. Rafael afirmou que cerca de 300 brasileiros já morreram no conflito.

Rafael também denunciou o que chama de “sistema perverso”. “O soldado morto que não tem corpo recuperado continua registrado como ativo, gerando pagamentos e benefícios para a unidade, enquanto nenhuma informação é repassada à família”, completou.

Veja a lista de alguns brasileiros mortos identificados:

  • Kauã Victor da Silva – Anápolis, Goiás
  • Luís Felipe Vieira Toledo – Rio de Janeiro
  • Francisco Elton De Araújo – São Luís, Maranhão
  • Lucas Lima – São Geraldo, Minas Gerais
  • Joas da Rosa Oliveira Serafim – Canoas, Rio Grande do Sul
  • Daniel Lucas de Campos – Campinas, São Paulo
  • Wendrilli Polga Lopes – Rio Grande do Sul
  • Brayan Caldeira Vasconcelos – Rio de Janeiro
  • Arthur Santiago da Silva – Governador Valadares, Minas Gerais
  • Luís Kauan Marta de Freitas – Rio Grande do Sul
  • Raysson Mendes dos Santos – Manaus, Amazonas
  • Luís Felipe Martin – São Pedro, São Paulo
  • Thiago Paulo Bulhões – São Paulo
  • José Nito de Jesus Souza – Maiquinique, Bahia
  • João Victor de Brito Valim – Jacareí, São Paulo
  • Francisco Alves dos Santos Filho (Zeus) – Teresina, Piauí

Fonte: DCM

PF apreende mais de R$ 400 mil na casa de Sóstenes Cavalcante

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo durante uma operação realizada nesta sexta-feira contra parlamentares do PL. O montante foi encontrado com o deputado Sóstenes Cavalcante, líder da legenda na Câmara dos Deputados, que é um dos alvos da ação, informa a Veja.

A ofensiva faz parte da Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal para aprofundar investigações sobre possíveis desvios de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. A PF cumpre sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Além de Sóstenes Cavalcante, também é alvo da operação o deputado bolsonarista Carlos Jordy. Os mandados foram expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, o foco da investigação é um suposto esquema articulado para o desvio e a ocultação de verbas públicas. “De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, afirmou a PF em nota oficial.

Fonte: Brasil 247

Alemanha financia genocídio palestino comparando armas de Israel

Israel fecha venda recorde de armamentos para a Alemanha

Enquanto o mundo todo pressiona o estado sionista de Israel por causa do genocídio em Gaza, a Alemanha não sente nenhum constagimento em fazer compra bilionária, mesmo sabendo que esses recursos serão usados para continuar o massacre do povo palestino.

Alemanha assinou nesta quinta-feira (18/12) um contrato no valor de 3,1 bilhões de dólares (R$ 17 bilhões) para expandir a compra e instalação do sistema de defesa antimísseis Arrow 3, fabricado pela empresa pública Indústrias Aeroespaciais de Israel (IAI).

Berlim adquiriu pela primeira vez o sistema Arrow em 2023, ao considerar os mísseis russos de alcance intermediário como a principal ameaça à sua população e infraestrutura crítica. Combinados, os dois acordos agora totalizam 6,7 bilhões de dólares (R$ 36 bilhões), representando o maior contrato de exportação de defesa da história de Israel, informou o Ministério da Defesa do país.

A cerimônia de assinatura ocorreu na Alemanha e foi presidida pelo diretor da Organização de Defesa Antimísseis de Israel (IMDO), Moshe Patel, e pela diretora-geral do Escritório Federal Alemão de Equipamentos, Tecnologia da Informação e Apoio em Serviço da Forças Armadas Alemãs, Annette Lehnigk-Emden.

Primeiro país europeu a usar o sistema Arrow

Em dezembro deste ano, a Alemanha tornou-se a primeira nação europeia a implantar o Arrow, considerado um dos sistemas mais avançados do mundo para interceptar mísseis balísticos intercontinentais.

O risco de um ataque direto com mísseis a partir de grandes altitudes é considerado baixo para a Alemanha e a Europa. No entanto, países como a Rússia possuem mísseis balísticos de longo alcance capazes de atingir altitudes extremas e que podem representar uma séria ameaça, como o Oreshnik.

Até então, a Alemanha não tinha uma resposta militar a esse tipo de armamento. O Arrow 3 se tornou, assim, um componente fundamental do realinhamento da política de segurança de Berlim, que inclui um aumento significativo nos gastos com defesa e o desenvolvimento de um sistema europeu de defesa aérea em camadas.

O país europeu estabeleceu em 2025 um novo recorde de gastos com defesa, com um investimento total de 83 bilhões de euros.

Sistema foi usado por Israel contra o Irã

O Arrow 3 foi desenvolvido em conjunto por Israel e pelos EUA. Ele pode interceptar mísseis que se aproximam a altitudes de até 100 quilômetros – na transição para o espaço – e atinge um alcance de até 2.400 quilômetros.

Em Israel, o sistema é utilizado como a camada superior das defesas antimísseis do país, em conjunto com o Domo de Ferro, que neutraliza ameaças de curto alcance. Ele foi usado, por exemplo, para interceptar mísseis balísticos lançados contra o território israelense a partir do Iêmen e do Irã este ano. 

Apesar de tecnologicamente avançado, tem um preço elevado: estima-se que um único míssil interceptor do modelo custe vários milhões de euros.

Em novembro, a Alemanha suspendeu um embargo à venda de armas para Israel, revertendo a sanção que havia imposto ao país pelo conflito em Gaza. 

A decisão afetou armas e sistemas que poderiam ser usados em Gaza, mas não outros considerados necessários para que Israel se defendesse de ataques externos, incluindo componentes para a marinha do país. Em setembro, porém, o licenciamento de novas exportações militares a Israel chegou a zero.

Fonte: Redação com DW

Juro real com Galípolo é quase quatro vezes maior que na gestão Campos Neto

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

Na gestão de Gabriel Galípolo a taxa de juro real – acima da inflação – está em 9,92%, quase quatro vezes maior que durante o período do bolsonarista Roberto Campos Neto no Banco Central [BC], que ficou em 2,59% de taxa de juro real na média anual.

Números das gestões no Banco Central desde 1999. Foto: Reprodução

Nos 27 anos de vigência do sistema de metas inflacionárias no Brasil adotado em 1999, a atual taxa de juro real [9,92% ao ano] só é menor que a praticada durante a gestão de Armínio Fraga [1999 a 2002, governo FHC], que foi de 11,29% ao ano em média. Importante lembrar a situação econômica do país acentuadamente volátil naquela época.

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Empossado na presidência do BC em janeiro de 2025, Galípolo assumiu com a SELIC em 12,25% ao ano.

Em três reuniões consecutivas do Comitê de Política Monetária [Compom] já com maioria de diretores indicados pelo presidente Lula, a taxa foi aumentada sucessivamente para 13,25%, 14,25% e 14,75% até alcançar os 15% em julho, patamar atual.

Tal incremento da SELIC representou um aumento de 149 bilhões de reais das despesas financeiras do governo, subtraindo recursos orçamentários para as áreas sociais e investimentos, comprometendo o equilíbrio fiscal e aumentando a proporção de dívida pública em relação ao PIB.

Apesar das atas e comunicados “inventivos” do Copom inventando pretextos para justificar juros estratosféricos, não há, a rigor, qualquer justificativa para a manutenção dos juros nesse patamar no Brasil, que só ficam atrás da Turquia e na frente até mesmo da Rússia, país em guerra.

Fonte: DCM

Finalmente, Mesa Diretora da Câmara cassa mandato de Eduardo Bolsonaro

Decisões levaram em conta excesso de faltas do filho de Jair Bolsonaro e condenação do ex-diretor da Abin pelo Supremo Tribunal Federal na trama golpista. Os dois estão nos EUA.

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu nesta quinta-feira (18) cassar os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por excesso de faltas, e de Alexandre Ramagem (PL-RJ), em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o parlamentar por tentativa de golpe de Estado.

As cassações foram publicadas no “Diário da Câmara dos Deputados” na tarde desta quinta.

As decisões foram assinadas pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros quatro membros do órgão.

medida não torna Eduardo inelegível — o que poderá ocorrer caso o Supremo Tribunal Federal (STF) condene o agora ex-deputado. Ele é réu em um processo na Corte acusado de tentar coagir autoridades sobre o julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A perda do mandato do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi declarada com base em uma regra da Constituição que proíbe deputados e senadores de faltar a mais de 1/3 das sessões deliberativas do ano.

Eleito por São Paulo, Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início deste ano. Ele tem afirmado que a mudança ocorreu para evitar uma suposta perseguição política e jurídica no Brasil.

Eduardo tentou exercer o mandato à distância e driblar o registro de ausências na Câmara. Não teve sucesso.

A Câmara contabilizou 78 sessões ao longo deste ano. Segundo os registros, o filho “03” de Bolsonaro faltou a 63 — equivalente a quase 81% do total.

A análise das faltas de Eduardo Bolsonaro em 2025 foi antecipada pelo presidente da Câmara. De forma geral, o regramento da Casa prevê que as ausências de um parlamentar são avaliadas apenas em março do ano seguinte.

Ao anunciar a abertura do processo interno para avaliar o excesso de faltas, Motta disse que Eduardo já havia atingido o “número suficiente” para ser cassado.

“Como todos sabem, ele está no exterior por decisão dele. Foi para os Estados Unidos. Não tem frequentado as sessões da Casa. É impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional”, declarou Hugo Motta.

A decisão de cassar Ramagem atende à sentença do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o agora ex-parlamentar à perda do mandato e a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ato da Mesa Diretora foi publicado no fim da tarde.

Ramagem deixou o Brasil antes da conclusão do julgamento da trama golpista no Supremo. Segundo a Polícia Federal, o ex-deputado foi para os Estados Unidos na segunda semana de setembro.

O ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é considerado foragido, e o Ministério da Justiça deve dar início ao pedido de extradição.

A cassação de Ramagem foi decretada em um ato dos dirigentes da Câmara, liderados pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O rito adotado representou um recuo ao que Motta havia sinalizado, de que submeteria o caso à votação no plenário.

🔎 Na semana passada, o plenário da Câmara livrou da cassação Carla Zambelli, condenada pelo STF e presa na Itália, contrariando uma decisão do ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, Moraes decretou, pela segunda vez, a perda automática do mandato da parlamentar e Motta teria de cumpri-la.

🔎 Mas, antes de qualquer movimento do presidente da Câmara, Zambelli decidiu renunciar ao cargo de deputada. A decisão, segundo o blog da Julia Duailibi, tirou esse peso dos ombros de Motta porque ele não precisou decidir.

🔎 Aliados de Motta afirmam que o pós-Zambelli influenciou os rumos do caso de Ramagem e o levou a reformular a trajetória definida anteriormente. O objetivo era evitar nova escalada de tensão com o Judiciário.

Eduardo: sem presença, sem salário

Procuradoria da Fazenda determina inclusão de Eduardo Bolsonaro na Dívida Ativa da União

Antes de perder o mandato, o Eduardo Bolsonaro também sofreu uma série de revezes administrativos.

No exterior, Eduardo foi impedido de votar remotamente na Câmara e teve frustrado um movimento para driblar o registro de faltas com uma indicação ao cargo de líder da minoria.

Ele também teve o salário de deputado bloqueado, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi incluído na Dívida Ativa da União por quase R$ 14 mil em débitos com a Câmara.

Eduardo Bolsonaro viajou para os EUA ainda em fevereiro, segundo comunicações feitas à Câmara dos Deputados.

O ex-deputado decidiu estender a estadia em março e anunciou publicamente, naquele mesmo mês, que ficaria em solo norte-americano para evitar uma suposta ordem de prisão do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Filho de Bolsonaro virou réu no Supremo

STF torna Eduardo Bolsonaro réu por tentar coagir a corte no processo da trama golpista, que condenou o pai dele.

O filho de Bolsonaro se reuniu com lideranças americanas e defendeu sanções do governo dos Estados Unidos ao Brasil.

Ministério Público Federal denunciou Eduardo por entender que ele atuou para pressionar autoridades brasileiras por meio das sanções econômicas do presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o objetivo do agora ex-deputado era “mover o STF a não produzir juízos condenatórios” na trama golpista — ação na qual Jair Bolsonaro acabou condenado a mais de 27 anos de prisão.

“Objetivo sempre foi o de sobrepor os interesses da família Bolsonaro às normas do devido processo legal”, afirmou Gonet.

A denúncia foi aceita pela Primeira Turma do STF, e Eduardo Bolsonaro virou réu por tentar influenciar processos contra o pai. Além dele, Paulo Figueiredo Filho também responderá pelo crime.

O julgamento ainda não foi marcado. Se Eduardo for condenado, ele poderá se tornar inelegível e ficará impedido de disputar eleições.

Fonte: G1

Para roubar o petróleo, Trump classifica governo da Venezuela como “organização terrorista”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que Washington ordenou um “bloqueio total e completo” a todos os petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela, acusando Caracas de utilizar receitas do petróleo para financiar crime e terrorismo.

Em uma publicação na rede Truth Social, Trump declarou que a Venezuela está “completamente cercada pela maior armada já reunida na História da América do Sul” e disse que o governo do presidente Nicolás Maduro foi designado como uma “organização terrorista estrangeira”.Play Video

No terceiro trimestre deste ano, a produção de petróleo bruto da Venezuela, administrada principalmente pela estatal PDVSA, é estimada em cerca de 850 mil barris por dia.

Mais cedo nesta terça-feira, o site Axios informou que Estados Unidos se preparam para capturar outros petroleiros sancionados próximos à costa da Venezuela, citando autoridades.

Essas apreensões fazem parte da campanha de pressão que o governo Trump vem aplicando sobre o governo venezuelano, segundo a reportagem.

A nova fase pode incluir ataques em território venezuelano, acrescentou o veículo.

“O presidente tem muitas ferramentas à disposição, e esta é uma das maiores”, disse um assessor de Trump, segundo o Axios.

Cerca de 18 navios carregados com petróleo sob sanções — incluindo oito superpetroleiros capazes de transportar quase 2 milhões de barris de crude — estão atualmente nas águas venezuelanas, afirmou o relatório, citando Samir Madani, cofundador da Tanker Trackers, empresa que monitora o transporte marítimo global.

Os EUA não querem apreender esses navios enquanto estiverem em águas venezuelanas, explicou um assessor de Trump.

“Temos que esperar eles se moverem. Estão parados no porto. Quando se moverem, iremos ao tribunal, obteremos um mandado e então os pegaremos”, disse o assessor, segundo a reportagem.

No entanto, os EUA não pretendem esperar por muito tempo e podem obter um mandado para capturá-los ainda ali, acrescentou a fonte.

Na última quarta-feira, Trump anunciou a apreensão de um petroleiro na costa venezuelana. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou depois que a embarcação era suspeita de transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã. A operação foi conduzida pelo FBI, pelo Departamento de Investigações de Segurança Interna e pela Guarda Costeira dos EUA, com apoio do Departamento de Guerra.

As autoridades venezuelanas acusaram os EUA de cometer “um ato de pirataria internacional” e disseram que recorreriam a organismos internacionais. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, também condenou a apreensão do navio por forças norte-americanas, classificando o episódio como um ato de pirataria.

Desde o início de setembro, Trump autorizou uma série de ataques contra embarcações supostamente envolvidas no tráfico de drogas nas costas da Venezuela. As ações foram criticadas por alguns parlamentares norte-americanos, que defendem que o governo Trump deveria apresentar mais justificativas ao Congresso para a realização desses ataques.  

O governo venezuelano classificou essas ações como uma provocação destinada a desestabilizar a região e uma violação dos acordos internacionais sobre o status desmilitarizado e livre de armas nucleares do Caribe.

Em novembro, Trump afirmou acreditar que os dias de Maduro como chefe de Estado estavam contados, ao mesmo tempo em que garantiu que Washington não tinha planos de entrar em guerra com Caracas.

Fonte: Brasil 247

PF encontra prova de grampo ilegal ordenado por Moro contra autoridade com foro

A Polícia Federal (PF) encontrou um despacho judicial que indica que o ex-juiz Sergio Moro determinou o monitoramento de uma autoridade com foro privilegiado, usando um delator para realizar gravações sem autorização do tribunal competente. O material foi localizado durante busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba e embasa apuração em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informações da colunista Daniela Lima, do UOL.

O documento, datado de julho de 2005, mostra Moro ordenando que o colaborador Tony Garcia tentasse gravar “novamente” o então presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), Heinz Herwig, sob o argumento de que as gravações anteriores eram “insatisfatórias para os fins pretendidos”.

A gravação original ocorreu em fevereiro de 2005, quando Herwig já detinha foro por prerrogativa de função, o que exigiria autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A PF também apreendeu relatórios e mídias com transcrições de escutas envolvendo desembargadores do TRF-4 e outros agentes com foro privilegiado, realizadas por colaboradores da Vara. Esse material, segundo a investigação, permaneceu guardado e não foi encaminhado ao STF, apesar de solicitações formais.

Uso de delatores e omissão de relatórios

Tony Garcia, ex-deputado estadual e delator, relatou ao STF que atuou entre 2004 e 2005 realizando gravações telefônicas e ambientais por ordem de Moro, inclusive com câmeras ocultas. Parte dos relatórios de inteligência produzidos nesse período nunca foi juntada aos autos. A PF confirmou a omissão ao localizar documentos e mídias nas gavetas da Vara Federal.

Entre os registros, há menções genéricas a desembargadores do TRF-4 em situações de foro íntimo e referências ao temor de terem sido gravados. No caso do presidente do TCE-PR, havia apenas registros sumários enviados ao STF; a íntegra do áudio só foi encontrada agora.

“Moro é polícia, é promotor e é juiz”, diz Heinz

A transcrição integral da gravação possui cerca de 40 minutos. No diálogo, Heinz Herwig critica a atuação do então juiz. “Na verdade, ele é polícia, é promotor e é juiz”, afirma. Em outro trecho, Tony Garcia diz: “Tudo o que você fala ele diz que é mentira. Quem cair na mão desse cara está ferrado”.

O despacho de julho de 2005 registra: “Considerando os termos do acordo, reputa este Juízo conveniente tentativas de reuniões, com escuta ambiental, com Roberto Bertholdo, Michel Saliba e novamente com Heinz, visto que as gravações até o momento são insatisfatórias para os fins pretendidos”.

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Conversas entre Heinz Herwig e Tony Garcia. Foto: Reprodução

A ordem de busca na 13ª Vara foi expedida pelo ministro Dias Toffoli após reiteradas solicitações do STF por documentos que não haviam sido enviados, mesmo depois da saída de Moro da magistratura.

Toffoli apura denúncias de que delatores teriam sido usados para monitorar autoridades fora do alcance legal do juiz, com o objetivo de pressioná-las. O procedimento corre sob sigilo.

Procurado, Sergio Moro negou as acusações e afirmou, por meio de sua assessoria, que a investigação se baseia em “relatos fantasiosos do criminoso condenado Tony Garcia”. Disse ainda que os fatos remontam a 2004 e 2005 e que não teve acesso aos autos atuais, razão pela qual não poderia comentar o material.

Fonte: DCM

Não basta romper o contrato, é preciso reestatizar a Enel após apagão em SP

Silveira, Tarcísio e Nunes anunciam rompimento de contrato com a Enel após apagão em São Paulo. Decisão foi anunciada após reunião entre governador, prefeito e o ministro de Minas e Energia

O governo de São Paulo anunciou que irá romper o contrato com a concessionária Enel, responsável pela distribuição de energia elétrica em parte do estado. A decisão foi comunicada após um encontro entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. O encontro teve início por volta das 15h e ocorreu a portas fechadas, com foco na crise recente no fornecimento de energia elétrica em São Paulo. As informações são do UOL.

Reunião discutiu futuro da concessão

A reunião reuniu representantes dos governos estadual, municipal e federal para discutir o futuro da concessão da Enel no estado. O encontro ocorreu em meio ao aumento da pressão política sobre a empresa, após uma série de falhas no serviço de distribuição de energia.

Apagão após ciclone intensificou pressão sobre a Enel

O debate ganhou força depois que um ciclone, registrado na semana passada, deixou cerca de 2,2 milhões de endereços sem energia elétrica. O apagão atingiu diversas regiões da capital e da Grande São Paulo, ampliando críticas à capacidade de resposta da concessionária diante de eventos climáticos extremos.

Governo estadual cobra decisão do governo federal

Diante do cenário, a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual voltaram a cobrar uma posição do governo federal sobre a renovação do contrato da Enel. As administrações defendem que o vínculo não seja mantido, apontando falhas recorrentes na prestação do serviço e impactos diretos à população.

Fonte: Brasil 247

EUA atacam mais três embarcações no Pacífico e assassina oito pessoas

Casa Branca alega, sem provas, que ações são legais e contra ‘terroristas’; Operação Lança do Sul já executou mais de 80 pessoas no Caribe

O Comando Sul dos EUA informou na segunda-feira (15/12) que realizou ataques contra três supostos “narcobarcos” operados, supostamente, por “organizações terroristas designadas em águas internacionais”.

“Informações de inteligência confirmaram que as embarcações estavam navegando por rotas conhecidas de tráfico de drogas no Pacífico Oriental e estavam envolvidas em atividades de narcotráfico”, escreveu a agência em sua conta no Twitter, detalhando que a operação foi realizada sob a direção do Secretário de Guerra, Pete Hegseth.

A operação deixou um total de oito mortos: três no primeiro barco, dois no segundo e três no terceiro, detalhou a entidade militar.

A agressão dos EUA no Caribe, em resumo:

Desde agosto passado, os EUA mantêm uma força militar significativa na costa da Venezuela, justificando-a como parte da luta contra as drogas. Washington anunciou posteriormente a Operação Lança do Sul, com o objetivo oficial de “eliminar narcoterroristas” do Hemisfério Ocidental e “proteger” os EUA “das drogas que estão matando” seus cidadãos. Além disso, Trump afirmou que, para esse fim, lançará em breve ataques terrestres.

Como parte dessas operações, foram realizados atentados contra supostos navios de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, resultando em mais de 80 mortes e sem provas de que eles realmente traficavam narcóticos.

Em uma escalada de ações violentas dos EUA na região, militares norte-americanos atacaram um petroleiro na costa da Venezuela. Caracas classificou o ato como um “roubo descarado” e um “ato de pirataria internacional”. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou a situação como “um ato absolutamente criminoso e ilegal” e acusou a Casa Branca de agir “como piratas do Caribe contra uma embarcação mercante, comercial, civil, privada, um navio da paz”.

Washington acusou, sem apresentar provas, o presidente venezuelano de liderar um cartel de drogas e dobrou a recompensa por sua captura.

Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é a “mudança de regime” para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela. “A máscara deles caiu; o narcotráfico é ‘notícia falsa’; é o petróleo que eles querem roubar”, declarou ele após o ataque ao petroleiro que transportava petróleo bruto venezuelano em águas caribenhas.

A ONU e a própria DEA apontam que a Venezuela não é uma rota principal para o tráfico de drogas para território americano, já que mais de 80% das drogas utilizam a rota do Pacífico.

A Rússia, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e os governos da Colômbia, México e Brasil condenaram as ações dos EUA. Especialistas descrevem os ataques aos navios como “execuções sumárias” que violam o direito internacional.

Fonte: Ópera Mundi

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