PMs de Tarcísio suspeitos de extorsão, ameaçam testemunha em hospital no interior de SP

Policiais do interior paulista são investigados por supostamente extorquir dinheiro de traficantes para facilitar venda de drogas

O quarto de hospital virou palco de intimidação em São Roque, interior paulista. Internado sob custódia após ser preso, um homem relatou que teve o leito invadido por policiais militares (PMs) que, em vez de atuarem como agentes do Estado, teriam agido para silenciar qualquer menção a um esquema de extorsão envolvendo integrantes da corporação.

Segundo ele, os PMs entraram no quarto, fecharam a porta e passaram a ameaçá-lo para que não “abrisse o bico”.

De acordo com o depoimento prestado à Corregedoria, obtido pelo Metrópoles, o homem afirmou que os policiais — um 1º sargento, um cabo e um soldado que costumam acompanhá-lo — foram até o hospital por duas vezes após sua prisão, em 12 de agosto de 2025.

Na segunda ocasião, um deles ordenou o fechamento da porta do quarto, enquanto outro o agarrou pelo pescoço. Durante a ação, ouviu ameaças diretas como “o peixe morre pela boca” e a advertência de que seria morto caso revelasse informações sobre os policiais.

Os três PMs do 50º Batalhão de Polícia Militar do Interior (50º BPM/I) são investigados, assim como outros nove policiais, suspeitos de extorquir traficantes de drogas em troca de benefícios a criminosos na região. Os 12 foram alvo de mandados de busca e apreensão, cumpridos pela Corregedoria da PM, no último dia 16.

Ameaça dentro do hospital

O relato descreve uma cena na qual agentes públicos, fardados, acessaram uma unidade de saúde para pressionar uma testemunha. Segundo o homem, além do enforcamento, houve intimidação envolvendo familiares, com ameaças de atingir sua ex-companheira, e ordens explícitas para que não mencionasse nomes ou detalhes do esquema investigado.

O episódio ocorreu enquanto ele estava internado em um Hospital de Mairinque, no interior paulista. Mesmo nessa condição, afirma que não houve qualquer proteção institucional contra a abordagem dos policiais, que entraram no quarto e atuaram sem qualquer controle externo.

Extorsão semanal e domínio territorial

A cena no hospital é apenas uma das engrenagens descritas no inquérito da Corregedoria da PM, que investiga os 12 PMs do 50º BPM/I.

Segundo a apuração, o grupo cobrava R$ 6 mil semanais de operadores do tráfico para evitar prisões e permitir a continuidade das atividades ilícitas.

O esquema teria sido consolidado após abordagem realizada em 2 de fevereiro do ano passado, quando policiais apreenderam drogas avaliadas em cerca de R$ 9,7 mil e, em seguida, forçaram a abertura de negociação com traficantes para estabelecer pagamentos periódicos.

Fonte: Metrópoles

Tarifa zero de Lula poderá ser novo Bolsa Família e injetar R$ 60 bilhões na economia

A implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família. 

Essa é a principal conclusão de um estudo divulgado, nesta terça (5), por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Intitulada A Tarifa Zero no Transporte Público como Política de Distribuição de Renda, a pesquisa foi coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política da UnB, e defende que essa seria uma ação que poderia ajudar a combater desigualdades raciais.

O estudo foi financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, e conta com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.  

Liquidez imediata

Essa gratuidade estaria relacionada ao transporte metropolitano de ônibus e trilhos. Os pesquisadores utilizaram dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade, de 2024, e de indicadores das operadoras de ônibus e sistemas metroferroviários.

O estudo descontou 24,38% das isenções e gratuidades que já existem hoje – como idosos, estudantes e pessoas com deficiências. Isso representa cerca de R$ 14,7 bilhões, que já circulam na economia. Por isso, segundo os pesquisadores, a injeção real seria de R$ 45,6 bilhões.

“Estamos falando de uma injeção de liquidez imediata no bolso das famílias brasileiras. Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove um estímulo econômico que volta para a sociedade na forma de consumo e arrecadação de impostos sobre produtos”, explica o professor Thiago Trindade.

Salário indireto

Os pesquisadores defendem que, no atual cenário, a tarifa zero pode ter um papel tão relevante para o Brasil quanto o Programa Bolsa Família teve há duas décadas, já que poderia representar um “salário indireto”.

Isso porque a gratuidade beneficiaria mais as camadas vulneráveis, a população negra e os moradores de periferias.

Segundo o estudo, a gratuidade poderia ser tratada como um direito social, nos moldes do SUS ou da Educação Pública.

“A implementação da tarifa zero em escala nacional reforçaria o protagonismo do Brasil na vanguarda das experiências globais de redução de desigualdades e aprofundamento democrático.” 

Financiamento

As possibilidades para o financiamento de uma política nacional de transporte gratuito poderiam incluir, segundo argumentaram professores da UnB, no ano passado, a substituição do sistema de vale-transporte por um outro tipo de financiamento inicialmente de empresas privadas e públicas que tenham a partir de dez funcionários.

A estimativa do grupo de pesquisa é de que  81,5% dos estabelecimentos estariam isentos da contribuição. “A gente tem como fazer um programa de tarifa zero sem onerar o orçamento da União”, diz Trindade.

Fonte: Agência Brasil

Comunidade acadêmica comemora a posse dos 127 novos docentes da Uneal

O governador Paulo Dantas deu posse nesta segunda-feira (4), em solenidade no Campus de Arapiraca, a 127 docentes aprovados no concurso de 2025 da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). O governador entregou também à comunidade acadêmica o novo prédio da reitoria, cuja reforma foi de quase R$ 6 milhões.

Paulo Dantas disse que a posse dos professores e a reestruturação física da Uneal representam a responsabilidade e a priorização do Governo de Alagoas com a educação pública. “É com alegria que a gente firma todos os dias os nossos compromissos diante da educação pública do estado de Alagoas, e essa interiorização garante a muitas pessoas que não têm condições de pagar uma faculdade particular o acesso ao ensino superior”, afirmou o governador.

O governador também garantiu os recursos para a abertura dos restaurantes universitários de Arapiraca e Palmeira dos Índios e a realização do concurso público para técnicos administrativo da Uneal, com 101 vagas até junho.

Novos docentes

Dos 127 docentes, 58 são de Alagoas e os demais vêm de 12 estados de todas regiões do país. Os novos professores serão lotados nos campi de Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, União dos Palmares, São Miguel dos Campos e Maceió.

O reitor da Uneal, Odilon Máximo, enfatizou que a chegada dos novos professores encerra um intervalo de mais de 12 anos sem concurso para o quadro permanente, e abre caminho para a expansão acadêmica. “Hoje é um dia de muita felicidade, de muita celebração para a universidade. Esse foi o maior concurso da história da universidade e é uma honra, uma felicidade estar recebendo esses novos professores, que vão estar distribuídos em todas as nossas unidades”, comemorou Odilon.

Para o Professor Luizinho, presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal, “a nomeação é motivo de comemoração, pois a comunidade acadêmica lutou durantes anos, fazendo manifestações e protestos, inclusive na porta do Palácio do Governador, para que o concurso fosse realizado. Agora, temos outros pontos da pauta de reivindicações da categoria para tratar com o governo do Estado”, afirmou o sindicalista.

Redação com Tribuna Hoje

Banco Genial tem R$ 176 milhões bloqueados por suposta ligação com PCC

A Secretaria da Fazenda de São Paulo bloqueou R$ 176 milhões ligados ao grupo Genial Investimentos em ação cautelar fiscal no âmbito da Operação Carbono Oculto. A medida, proposta pela Procuradoria Geral do Estado (PGE-SP) e sob segredo de Justiça, envolve as empresas Áster e Copape, investigadas por sonegação de ICMS e organização criminosa.

O valor total cobrado chega a R$ 7,6 bilhões, incluindo juros e multas. Além das operações financeiras analisadas, a investigação aponta conexões indiretas com estruturas citadas em apurações sobre o PCC.

Um dos focos é o fundo Viena, administrado pelo Genial e descrito como um “fundo caixa-preta”, que investe no fundo Bariloche. A Bariloche Participações, por sua vez, é dona de aeronaves operadas pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa já mencionada em investigações com ligação com o PCC, segundo depoimentos colhidos no caso.

Fonte: DCM

Novo Desenrola Brasil começa nesta terça com desconto de até 90% nas dívidas

Lula anuncia novo Desenrola para quem ganha até R$ 8,1 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, nesta segunda-feira (4), a medida provisória que cria o novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população que ganha até cinco salários mínimos, hoje R$ 8.105. Será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo. 

Os detalhes do novo Desenrola Brasil estão sendo apresentados em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, comandada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com a presença do presidente Lula.

Para entrar no Desenrola, os endividados devem procurar os canais oficiais dos bancos e operadoras de cartão de crédito. A mobilização nacional terá duração de 90 dias.

A iniciativa prevê descontos significativos, de 30% a 90%, nas dívidas renegociadas e a possibilidade de uso de até R$ 1 mil ou 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

O cidadão terá um novo crédito para pagar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos. A taxa de juros máxima será de 1,99% ao mês com prazo de até 48 meses para pagar.

O limite da nova dívida, após os descontos, é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

O programa também prevê renegociação de dívidas de estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de micro e pequenas empresas, além de pequenos agricultores familiares.

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online, conhecidas como bets.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o presidente em pronunciamento de rádio e TV no dia 1º.

Fonte: Agência Brasil

Chuva deixa 27 cidades em situação de emergência em Pernambuco

Deslizamentos e afogamento mataram seis pessoas no Grande Recife, enquanto na Paraíba dois homens morreram eletrocutados; estados registram centenas de desabrigados e cidades em emergência.

A governadora Raquel Lyra (PSD) decretou, neste sábado (2), situação de emergência em 27 municípios atingidos pelas fortes chuvas em Pernambuco. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial, terá validade de 180 dias.

O decreto busca agilizar a adoção de ações emergenciais, além de facilitar a solicitação de apoio e recursos junto ao governo federal.

No estado, o balanço atual confirma seis mortes no Grande Recife, sendo cinco delas provocadas por deslizamentos de barreiras e uma por afogamento, em acidentes provocados pelo temporal que atingiu a região desde o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º).

Veja a lista de municípios em estado de emergência:

  • Abreu e Lima
  • Aliança
  • Araçoiaba
  • Buenos Aires
  • Camaragibe
  • Goiana
  • Glória do Goitá
  • Igarassu
  • Ilha de Itamaracá
  • Ipojuca
  • Itambé
  • Itapissuma
  • Jaboatão dos Guararapes
  • Limoeiro
  • Moreno
  • Nazaré da MataOlinda
  • Passira
  • Paudalho
  • Paulista
  • Pombos
  • Recife
  • São Lourenço da Mata
  • São Vicente Férrer
  • Timbaúba
  • Vicência
  • Vitória de Santo Antão

Cinco das vítimas foram mortas em deslizamentos de barreiras na Zona Norte da capital e em Olinda enquanto a sexta foi arrastada por uma correnteza em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana.

Ainda há o registro de um idoso desaparecido no bairro de Beberibe, na Zona Norte do Recife. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado para fazer o resgate na sexta-feira (1º), mas a vítima não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

Mortes e emergência na Paraíba

Na Paraíba, duas mortes foram registradas na cidade de Guarabira. Dois homens sofreram uma descarga elétrica e morreram eletrocutados enquanto realizavam preparativos para uma corrida de rua em comemoração ao Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º).

A situação no estado é crítica, com cerca de 1.800 famílias desabrigadas e diversos danos à infraestrutura. Entre os principais transtornos registrados estão:

  • Em Santa Rita: O Rio Paraíba subiu mais de sete metros, deixando comunidades ilhadas e exigindo resgates com motos aquáticas.
  • Em Rio Tinto, a cheia do Rio Mamanguape alagou cerca de 600 casas.
  • Interdições: Em Ingá, uma ponte se rompeu parcialmente, isolando o acesso à UPA local. Já em Pedras de Fogo, uma cratera se abriu na rodovia PB-032.

O Governo da Paraíba decretou situação de emergência em trechos de rodovias, e o município do Conde também emitiu decreto semelhante devido aos estragos. Equipes da Defesa Civil Nacional foram acionadas para auxiliar o estado no atendimento às vítimas.

Fonte: G1

Estado genocida de Israel impede acesso de próteses aos amputados de Gaza

Depois de massacar os palestinos de Gaza, o estado assassino de Israel continua castigando os amputados bloqueiando o acesso de próteses

A escassez de próteses na Faixa de Gaza aprofunda a crise humanitária vivida por milhares de palestinos que perderam braços ou pernas desde o início da guerra entre Israel e o Hamas. A falta de materiais básicos, como o gesso usado na confecção de moldes, impede que organizações médicas consigam atender a demanda crescente por reabilitação.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo, que ouviu vítimas, representantes de organizações humanitárias e profissionais envolvidos no atendimento a pessoas amputadas no território palestino. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 5.000 pessoas perderam ao menos um membro desde outubro de 2023, em um conflito que já matou mais de 70 mil palestinos.Play Video

Entre os atingidos está Ramadan Sabra, de 28 anos. Formado em engenharia, ele trabalhava na área e complementava a renda em um restaurante. Também jogava futebol e alimentava o sonho de viajar para fora de Gaza. A guerra, porém, mudou radicalmente sua vida. Após a família deixar a própria casa e passar a viver em tendas de refugiados na praia, Sabra foi ferido no pé esquerdo durante um bombardeio.

Sem acesso a tratamento adequado, os médicos precisaram amputar o membro. À Folha, ele resumiu o impacto da perda: “Naquele momento, minha vida parou”.

A situação de Sabra deixou de ser exceção em Gaza. Com hospitais destruídos, danificados ou sem condições de operar plenamente, muitos feridos não recebem atendimento rápido ou especializado. A consequência é o aumento de amputações que poderiam ser evitadas ou tratadas de outra forma em um sistema de saúde funcional.

O bloqueio israelense agrava o quadro. Israel restringe a entrada de materiais considerados de “duplo uso”, sob a alegação de que poderiam ter aplicação militar por grupos armados. Entre esses itens está o gesso, indispensável para produzir moldes de próteses. Sem ele, as filas de espera crescem e os serviços especializados correm o risco de paralisar parte dos atendimentos.

Pat Griffiths, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, afirmou que a estrutura médica local não consegue responder ao tamanho da crise. “Hoje, a infraestrutura médica é incapaz de atender à demanda”, disse ele à reportagem.

Griffiths, que estava em Gaza quando conversou com a Folha, relatou um cenário de devastação contínua, com “quilômetros e mais quilômetros de destruição”, “blocos de concreto destroçados” e “metal retorcido”. Segundo ele, “pessoas com deficiência, incluindo as que perderam membros, estão especialmente vulneráveis”.

A falta de próteses é ainda mais severa para quem perdeu um braço, área em que a escassez de equipamentos é maior. Sabra conseguiu receber um dos poucos membros artificiais disponíveis. A recuperação, no entanto, é lenta. “Voltei a andar, passo a passo. Tento me adaptar ao novo pé, mas ainda tenho alguma dificuldade de movimento”, afirmou.

O retorno ao futebol, seu antigo sonho, segue fora de alcance. Sabra planeja deixar Gaza para buscar tratamento mais adequado, mas a saída do território permanece praticamente inviável, já que as fronteiras seguem fechadas, salvo raras exceções.

Desde o cessar-fogo de outubro do ano passado, houve alguma melhora na entrada de equipamentos de apoio, como muletas e cadeiras de rodas. Ainda assim, a restrição ao gesso mantém o sistema de reabilitação em situação crítica. Sem moldes, especialistas não conseguem produzir novas próteses no ritmo necessário.

Organizações humanitárias têm recorrido a soluções improvisadas. No sul de Gaza, segundo a reportagem, um marceneiro passou a produzir muletas provisórias com pedaços de madeira. A medida ajuda pacientes em situações emergenciais, mas não substitui tratamento adequado nem equipamentos de reabilitação.

Para Griffiths, o impacto das restrições é direto sobre a capacidade de atendimento. “A restrição à entrada de material aleija o sistema de saúde”, afirmou.

Uma das poucas alternativas disponíveis é o Centro de Pólio e Membros Artificiais, que atua em Gaza há quase cinco décadas. O porta-voz da instituição, Hosny Mohanna, disse que a procura aumentou de forma intensa. “Recebemos centenas de novos casos todos os meses”, afirmou.

A limitação de insumos também obriga os profissionais a reaproveitar peças ou recorrer a materiais inferiores. “Às vezes, temos de reciclar componentes ou recorrer a alternativas de baixa qualidade”, disse Mohanna.

A reabilitação exige acompanhamento frequente de fisioterapeutas e psicólogos, especialmente no caso de crianças. Como seus corpos ainda estão em crescimento, elas precisam de ajustes constantes e substituições periódicas de próteses. Para Mohanna, o problema ultrapassa a emergência imediata. “É um desafio social de longo prazo”, afirmou.

Outro caso relatado é o de Aseel, cuja história foi divulgada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha na semana passada, sem informar sua idade nem seu sobrenome. Ela se preparava para o casamento quando um bombardeio israelense atingiu a tenda onde estava refugiada com a família.

Na manhã seguinte ao ataque, Aseel sentia dores intensas em uma das pernas. Diante da falta de tratamento, pediu aos médicos que amputassem o membro. Após o processo de reabilitação, foi informada de que receberia uma prótese e poderia voltar a andar. Segundo o relato da organização, ela descreveu aquele momento como o mais feliz de sua vida até então.

Mesmo com medo de que a prótese caísse durante a cerimônia, Aseel manteve os planos do casamento. Depois de muito treino, conseguiu dançar com o noivo. Hoje, o casal vive em um campo de refugiados.

A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou um ataque contra Israel que deixou 1.200 mortos. Em resposta, Israel iniciou uma campanha militar sobre Gaza. Diversas organizações e governos, incluindo o Brasil, acusam Israel de cometer genocídio contra os palestinos, acusação negada por Tel Aviv.

Além das restrições a materiais médicos, Israel também impede a entrada do papamóvel que o papa Francisco pediu, em sua herança, que fosse transformado em clínica ambulante e enviado para atender crianças em Gaza. Em meio à destruição de hospitais e à limitação de insumos, a crise das próteses expõe uma dimensão prolongada da guerra: a sobrevivência de milhares de amputados dependerá de atendimento contínuo, equipamentos adequados e reabilitação por muitos anos.

Fonte: Brasil 247

Mais de 300 músicos portugueses apoiam boicote à Eurovisão devido a Israel

Artistas portugueses, como Jorge Palma, Mayra Andrade ou The Legendary Tigerman, e internacionais, como Sigur Rós ou Brian Eno, estão entre os mais de mil subscritores de uma carta de apoio ao boicote à Eurovisão. 

Na carta aberta, divulgada esta-terça-feira pela organização «No Music for Genocide», a que o AbrilAbril teve acesso, os signatários, onde se incluem os antigos vencedores da Eurovisão Emmelie de Forest (Dinamarca, 2013) e Charlie McGettigan (Irlanda, 1994), afirmam que o concurso irá servir «para encobrir e normalizar o genocídio, o cerco e a ocupação militar brutal de Israel contra os palestinianos».

Entre os subscritores estão vários ex-participantes portugueses da Eurovisão – Cláudia Pascoal (2018), Iolanda (2024), Carlos Mendes (1968 e 1972), Ella Nor (Leonor Andrade, 2015), Vasco Duarte (2011) ou Beatriz Pessoa (2022, como coralista da concorrente Maro). À lista junta-se ainda Elisa, vencedora do Festival de Canção em 2020, que não participou na Eurovisão devido à situação pandémica de Covid-19 à data, que levou a que o festival fosse cancelado.

Recorde-se que, já no ano passado, dezenas de antigos participantes – incluindo os portugueses Salvador Sobral, Tatanka, Mimicat, António Calvário, Fernando Tordo ou Paulo de Carvalho, entre outros – haviam assinado uma carta aberta onde se opunham à participação de Israel no festival organizado anualmente pela União Europeia de Radiodifusão (EBU na sigla em inglês). Desde então, a contestação tem crescido, levando mesmo NEMO, vencedores da edição de 2024, a devolverem o troféu.

Mayra Andrade e Stereossauro, que actuaram na edição de 2018 da Eurovisão, em Lisboa, Luís Figueiredo, arranjador da canção Amar Pelos Dois, com a qual Salvador Sobral venceu o festival, Júlio Resende, Melo D e Ruca Rebordão são outros dos nomes que fazem dos músicos portugueses os mais numerosos neste apelo. A lista inclui ainda bandas como Linda Martini, Pop Dell’Arte, Vaiapraia ou Sensible Soccers e nomes de artistas emergentes, como Calcutá, Femme Falafel, Passo Real ou Sebastião Varela (Expresso Transatlântico).

O Comité de Solidariedade com a Palestina recorda num comunicado que, na sequência da 95.ª Assembleia-Geral da EBU, realizada em Genebra em Dezembro passado – onde a RTP e os restantes membros viram negada a possibilidade de votarem sobre a suspensão da emissora pública israelita KAN –, cinco emissoras europeias retiraram-se do Festival da Eurovisão.

«Aplaudimos a decisão das emissoras espanhola, irlandesa, islandesa, eslovena e holandesa de se retirarem, bem como dos muitos finalistas dos festivais nacionais que se comprometeram a recusar participar na Eurovisão. Tal como quando artistas se levantaram contra a opressão na África do Sul, também agora estamos unidos», afirmam os subscritores, fazendo alusão a casos como o do Festival da Canção, onde 13 dos 16 artistas em competição na edição deste ano assumiram uma posição prévia de boicote à Eurovisão em caso de vitória no festival português.

Após a Assembleia-Geral, a imprensa israelita revelou que o presidente israelita Isaac Herzog tinha lançado «uma campanha diplomática intensiva, que se prolongou por meses e decorreu em grande parte nos bastidores», pressionando as emissoras europeias para que apoiassem a inclusão de Israel. Em resposta a esta notícia, José Pablo López, presidente da emissora espanhola RTVE, afirmou: «Israel manobrou nas sombras durante meses. O que parecia ser um debate democrático em Genebra foi apenas uma farsa orquestrada nos bastidores… O governo de Israel continuará a usar o festival como bem entender.»

Os artistas, entre os quais Ólafur Arnalds, Ana Bacalhau (Deolinda), Peter Gabriel, João San Payo (Peste & Sida) e José Peixoto (ex-Madredeus), salientaram que Herzog é «citado, por incitamento ao genocídio, na queixa apresentada pela África do Sul ao Tribunal Internacional de Justiça». Também a Associação Internacional de Estudiosos do Crime de Genocídio afirmou que Israel cometeu um genocídio contra os palestinianos em Gaza, tal como afirmaram importantes organizações de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.

Os músicos, incluindo Henka, Rita Onofre, Miguel Pedro (Mão Morta) e Filipe Sambado, afirmam: «No entanto, mais de 30 meses de genocídio em Gaza – a par da limpeza étnica e da apropriação de terras na Cisjordânia ocupada – não são considerados suficientes para que as mesmas medidas se apliquem a Israel.»

A carta, cujos signatários incluem ainda Ana Deus, Inês Monstro, Bernardo Barata (ex-Diabo na Cruz), Sérgio Crestana (ex-Moonspell), Scuru Fitchádu, Selma Uamusse, Xullaji e Pedro Melo Alves (Memória De Peixe), acrescenta: «Há momentos em que o silêncio passivo não é uma opção. Recusamo-nos a ficar em silêncio quando a violência genocida de Israel abafa e silencia as vidas palestinianas.»

O Comité de Solidariedade com a Palestina salienta que «a adesão significativa de músicos portugueses a este apelo mostra, uma vez mais, que o apoio a esta causa não é circunstancial, mas crescente, sustentado e transversal a todo o meio musical nacional. É incompreensível e inaceitável que a RTP continue a associar os seus trabalhadores e a música portuguesa ao branqueamento de crimes contra a humanidade.»

Entre os signatários estão também os internacionais Black Country New Road, Brendan Perry (dos Dead Can Dance), Brian Eno, Chester Hansen (BADBADNOTGOOD), Dry Cleaning, Erika de Casier, Gus Gus, Henka, Hot Chip, IDLES, Julia Rigby, Kneecap, Macklemore, Massive Attack, Mogwai, Of Monsters And Men, Peter Gabriel, Primal Scream e Sigur Rós.

Fonte: Abrilabril

LETRA B 13

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 03 de Maio/ 2026

Nunca na história desse pais as Reflexões não sabe nem por onde começar, uma semana cheia de votos, cheia de vetos e cheia de vultos na surpreendente política abrasileirada. Então vamos tentar começar pelo começo!

A sabatina de Jorge Messias seria como aquela novela que sempre acompanhamos no Senado quando uma sessão era aberta para a aprovação ou não de um indicado do Presidente da República para ser Ministro do STF. Tudo corria na mais perfeita novela mexicana, brigas, intrigas, arritmias cardiacas, gritos, farpas voadoras, mas o resultado todo mundo ja sabia. Algo muito parecido com o bingo da quermesse, onde todos sonhavam com a cartela premiada, mas ao final da jogatina sempre a mãe ou algum parente do Padre levava a leitoa limpa e tratada pra casa.
Mas com Jorge Messias o dono do bingo embaralhou as cartelas e o globo girou no sentido anti- horário nos bastidores. Alcolumbre usou da sua influência com seus pares no Cogresso e no STF para mudar resultado da votação, e bem antes de ser proclamado, o próprio Alcolumbre ja sabia do resultado. A rejeição de Messias pelo Senado não se deu por ele não ter uma reputação ilibada ou saber jurídico insuficiente, requisitos que o cacifavam para o cargo, mas se deu por um motivo, ver o projétil atravessar seu corpo e atingir seu maior fiador, o Presidente Lula.
Alcolumbre e seus parças não estavam interessados em saber se Messias seria ou não um guardião da Constituição, longe disso, estavam apenas deixando à mostra que nem sempre a cartela premiada estará nas mãos do “padre”!

Depois dos votos que fecharam as portas para Jorge Messias no STF, o Congresso analisaria os vetos do Presidente Lula relacionados a Lei da Dosimetria aprovada em dezembro de 2025. Assim como o bingo da quermesse o resultado pela derrubada dos vetos ja era dada como certa e com isso os mesmos parlamentares que fecham portas são os mesmos que abrem, nesse caso falo das portas dos presídios para os condenados do 08 de janeiro e por tabela de outros inquilinos do sistema.
O lema da extrema direita que dizia: bandido bom é bandido morto, morreu de vez essa semana. O mesmo Congresso que havia aprovado a Lei Antifacção onde endurecia as penas para os bandidos no pais é o mesmo que ficou com pena dos maiores bandidos que a pátria ja produziu. Entre votos, vetos e vultos temos uma certeza; tentativas de Golpe de Estado no Brasil é menos grave que roubar galinha, pois no caso do ladrão da penosa, a pena é muito mais penosa!

Pra finalizar; essa semana foi comemorado o Dia do Trabalhador, que saiu às ruas aqui no Brasil Varonil para comemorar suas conquistas e reivindicar seus direitos. Esse ano o tema central foi o fim da escala 6×1 que será votado pelo Congresso, mais uma vez o Congresso, o mesmo que vetou Messias, votou Dosimetria pra bandido, os mesmos parlamentares que trabalham na escala 3×4 serão os responsáveis em aprovar ou não o fim da escala pra quem trabalha na 6×1. Ainda precisamos convencer 1/3 da classe trabalhadora de que folgar dois dias na semana é melhor que folgar apenas um. Se esse debate sobre o fim da escala tivesse sido feito antes o aparecimento do bolsonarismo as pesquisas apontariam que quase 100% dos trabalhadores seriam a favor da redução, mas, infelizmente de alguns anos pra K, o Brasil patriótico produziu em escala industrial com uma escala 7×0 um conjunto revolucionários às avessas, pra não chama-los de quadrúpedes que andam eretos!
Vai dar bingo para os trabalhadores, creio eu!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 282

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