PF prende desembargador do RJ que relata caso TH Joias

Prisão do desembargador Macário Judice Neto se deu em operação da PF que dá continuidade à ação que levou Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, para a cadeia por vazar informações a TH Joias, acusado de vender armas ao CV.

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta terça-feira (16) o desembargador Macário Judice Neto, relator do caso envolvendo o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, o TH Joias, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

A prisão se deu durante a operação Unha e Carne 2, que dá continuidade à ação que levou à cadeira o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que teria vazado informações privilegiadas sobre a investigação a TH Joias, que está preso por fornecer armas ao Comando Vermelho.

“A Polícia Federal deflagrou a Operação Unha e Carne 2 para investigar a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun, deflagrada em setembro”, diz a corporação em nota.

Estão sendo cumpridos, além do mandado de prisão preventiva de Judice Neto, dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

“A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”, diz a PF.

Macário foi promovido a desembargador do TRF-2 em 2023 após se afastar da magistratura por quase duas décadas em razão de denúncias do Ministério Pública Federal (MPF). Uma das denúncias apontava o envolvimento do então juiz em um esquema de venda de sentenças.

A esposa dele, Flávia Judice, atuou no gabinete da diretoria-geral da Alerj até a prisão de Bacellar.

Operação Zargun

Rodrigo Bacellar foi preso preventivamente no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal como parte das investigações sobre o vazamento de dados sigilosos da Operação Zargun, deflagrada em setembro deste ano e que prendeu o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), conhecido como TH Joias, acusado de intermediar a venda de armas para a facção criminosa Comando Vermelho.

Em comunicação interceptada pela Polícia Federal em 2 de setembro, na noite anterior à prisão, TH Joias ativou um novo número de celular e logo depois procurou Bacellar, a quem chamou de “01”.

Ainda de acordo com a PF, Bacellar orientou o ex-deputado a remover objetos de sua residência para ocultar provas. Os dois também se falaram, pelo mesmo número, na manhã da operação, antes de TH ter a prisão preventiva decretada.

Afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Bacellar assinou pedido de licença do mandato para resolver assuntos particulares, após ser solto por decisão dos colegas parlamentares – veja como votou cada deputado.

A decisão ocorreu um dia após Moraes autorizar sua soltura, mediante o cumprimento de medidas restritivas. Bacellar está usando tornozeleira eletrônica e proibido de manter contato com outros investigados. Ele também teve o passaporte retido e suspensa a licença de porte de arma.

O regimento interno da Casa dá ao parlamentar o direito de se afastar por até 120 dias, mas Bacellar pediu o afastamento por apenas 10 dias, até o início do recesso, marcado para começar em 19 de dezembro.

Fonte: Revista Fórum

Desvio de mais de R$120 milhões do SUS é alvo de operação da PF em Alagoas

Um amplo esquema de desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro na área da saúde é alvo da Operação Estágio IV, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal em Alagoas e outros dois estados. As investigações indicam prejuízos que se aproximam de R$ 120 milhões, envolvendo contratos emergenciais e ressarcimentos fraudulentos pagos com verbas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão, além de diversas medidas cautelares determinadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), entre elas a suspensão do exercício de função pública por 180 dias. Também houve determinação de sequestro de bens de alto valor pertencentes aos investigados, incluindo veículos e imóveis.

As ordens judiciais foram executadas em Alagoas, Pernambuco e no Distrito Federal, mobilizando cerca de 170 policiais federais e 26 auditores, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), da Receita Federal e do Departamento Nacional de Auditoria do SUS.

Segundo a investigação, entre 2023 e 2025, contratos emergenciais firmados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) com duas empresas — uma fornecedora de material hospitalar e outra do ramo da construção civil — teriam sido direcionados de forma irregular, resultando no pagamento de vantagens indevidas a integrantes do esquema. Somente essas contratações diretas somam quase R$ 100 milhões, sendo que parte significativa dos recursos ainda está em execução.

Além disso, os investigadores apuram o desvio de mais de R$ 18 milhões por meio de ressarcimentos superfaturados de consultas e procedimentos médicos que não teriam sido realizados. Os repasses ocorreram entre setembro de 2023 e agosto de 2025. Em um dos casos, pagamentos por procedimentos de fisioterapia apresentaram valores incompatíveis com a capacidade operacional de uma clínica privada.

De acordo com a Polícia Federal, parte do dinheiro público foi distribuída aos integrantes do grupo criminoso por meio de transferências bancárias, saques em espécie e pagamentos indiretos, caracterizando um esquema sofisticado de corrupção e ocultação patrimonial. Para dificultar o rastreamento dos valores, foram utilizadas pessoas interpostas, familiares e terceiros, especialmente na aquisição de imóveis.

Um dos bens identificados foi uma pousada localizada no município de Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas, adquirida em 2023 por R$ 5,7 milhões. O pagamento, conforme o inquérito, teria sido feito por empresários beneficiados pelo esquema. Os recursos desviados também eram usados para custear viagens internacionais e despesas pessoais dos investigados.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam grande quantidade de dinheiro em espécie, em moeda nacional e estrangeira, além de duas armas de fogo.

O nome da operação faz referência ao estágio terminal de determinados tipos de câncer, em alusão ao impacto considerado devastador das ações da organização criminosa sobre o sistema público de saúde em Alagoas.

Fonte: 7 Segundos

Pastor Gil e compansas serão julgados pelo STF por desvio de emenda

STF marca julgamento de deputados do PL acusados de desvios de emendas parlamentares

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a ação penal contra deputados do PL acusados de desviar emendas parlamentares.

Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e do suplente Bosco Costa (PL-SE), por corrupção passiva e organização criminosa.

Eles são acusados de cobrar propina em troca do repasse e liberação dos recursos.

Na denúncia, a PGR afirma que as provas reunidas ao longo da investigação apontam que o grupo pediu R$ 1,6 milhão em propina para garantir a liberação de R$ 6,6 milhões em emendas de saúde destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).

O relator da ação penal é o ministro Cristiano Zanin. O caso será julgado também pelos demais integrantes da primeira turma: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente do colegiado.

Relembre o caso

A investigação começou em novembro de 2020, quando Eudes Sampaio, então prefeito da cidade maranhense, denunciou o possível esquema de desvio de recursos federais.

De acordo com os investigadores, a organização criminosa – que contava com a participação dos deputados do PL, de lobistas e até de um agiota – exigia a devolução de 25% dos valores de emendas destinadas a ações na área de saúde na cidade de São José de Ribamar.

▶️ Ou seja: os envolvidos, inclusive os parlamentares, cobravam irregularmente uma propina de 25% em cima de emendas destinadas aos municípios. Os pagamentos deveriam ser realizados por gestores públicos, como os prefeitos.

O caminho da propina era: agiotas emprestavam dinheiro para parlamentares. Esses parlamentares indicavam emendas para as prefeituras. Os agiotas cobravam o empréstimo dos prefeitos.

💵 São alvos da apuração três emendas, que, somadas, totalizaram R$ 6,67 milhões. Desse montante, segundo as investigações, R$ 1,6 milhão foi exigido do gestor de São José de Ribamar como contrapartida pelo grupo criminoso.

O que dizem os investigados?

A defesa de Josimar Maranhãozinho afirmou que não houve a indicação da prova de autoria das emendas enviadas ao município maranhense. Sustentou que é adversário político do prefeito da cidade e, por isso, não teria motivo para enviar recursos.

Advogados de Pastor Gil e Bosco Costa fizeram questionamentos sobre a competência do Supremo Tribunal Federal para o caso. Também apontaram cerceamento de defesa e falta de acesso integral aos autos.

Fonte: G1

Greve dos petroleiros começa com adesão em massa e prisão de sindicalistas no RJ

ategoria critica distribuição bilionária de lucros e denuncia repressão policial na Refinaria de Duque de Caxias

greve nacional dos petroleiros teve início à meia-noite desta segunda-feira (15), com forte adesão nas bases operacionais da Petrobras em diversas regiões do país, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Desde as primeiras horas do dia, trabalhadores de plataformas e refinarias suspenderam atividades em protesto contra a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025–2026 apresentada pela empresa, considerada rebaixada pela categoria.

Além da paralisação, o primeiro dia de greve foi marcado por denúncias de repressão policial no Rio de Janeiro. Durante mobilização na porta da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), dois dirigentes do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) de Caxias foram detidos após ação da Polícia Militar. Segundo a FUP, os sindicalistas foram agredidos e algemados enquanto realizavam atividades de convencimento junto aos trabalhadores. Ainda de acordo com a FUP, eles foram liberados por volta das 10h.

O sindicalista Eduardo Henrique Soares da Costa, diretor do Sindipetro RJ, classificou o episódio como um “absurdo” e responsabilizou a Petrobras pela presença da polícia. “Até que se prove o contrário, a PM só age quando é chamada pela empresa. A intervenção foi desproporcional e violenta. Um dos companheiros filmava a abordagem quando foi agredido e algemado. O outro tentou intervir e também foi detido”, relatou. Ambos foram liberados ainda pela manhã, após passarem por exame de corpo de delito.https://www.instagram.com/reel/DSSHJi9jkWb/embed/?cr=1&v=14&wp=540&rd=https%3A%2F%2Fwww.brasildefato.com.br&rp=%2F2025%2F12%2F15%2Fgreve-dos-petroleiros-comeca-com-adesao-em-massa-e-fup-denuncia-prisao-de-dirigentes-no-rj%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A839.8000000007451%2C%22ls%22%3A236.90000000223517%2C%22le%22%3A724.1000000014901%7D

Brasil de Fato solicitou posicionamento sobre o episódio à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Se houver retorno, o texto será atualizado.

Categoria rejeita proposta e denuncia política da atual gestão

A crítica à destinação de lucros bilionários aos acionistas segue no centro da mobilização. Segundo a Petrobras, apenas no terceiro trimestre deste ano foram aprovados R$ 12,16 bilhões em remuneração aos acionistas, valor que será pago em duas parcelas entre fevereiro e março de 2026. A quantia integra os R$ 32,7 bilhões já anunciados pela empresa como lucro distribuído até setembro. Para os petroleiros, trata-se de uma política que privilegia o mercado financeiro enquanto nega avanços à categoria no Acordo Coletivo de Trabalho.

A greve foi aprovada em assembleias por quase unanimidade e, segundo relatos das federações FUP e FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), começou com força superior à paralisação de 2020. No setor das plataformas – tradicionalmente mais mobilizado – a adesão foi total no Espírito Santo, Norte Fluminense e Amazonas. Trabalhadores de seis refinarias também cruzaram os braços sem realizar a troca de turno.

De acordo com Eduardo Henrique, setores que normalmente não aderem às mobilizações desta vez participaram do movimento, reflexo da insatisfação crescente diante da condução da estatal sob a presidência de Magda Chambriard. “É uma política de austeridade a ferro e fogo, que privilegia os acionistas com dividendos extraordinários enquanto impõe arrocho à categoria”, afirmou.

Para o dirigente, a greve não se volta contra o governo federal, mas sim contra o modelo de gestão da Petrobras, que, segundo ele, trata a empresa como exportadora de óleo cru e não como uma empresa integrada, voltada à soberania energética. “Menos acionista, mais ACT. Queremos valorização dos trabalhadores e um acordo digno para ativos, aposentados e terceirizados”, defendeu.

Além da greve, aposentados e pensionistas seguem em vigília em frente ao edifício-sede da Petrobras, o Edisen, no Rio de Janeiro. O ato já dura cinco dias e cobra o fim dos planos de equacionamento da Petros, que têm provocado perdas financeiras graves para esse segmento da categoria.

Reivindicações da categoria

Entre os principais pontos da pauta apresentada pelos trabalhadores estão:

  • ACT com validade de um ano (2025–2026) e garantia de ultratividade;
  • Solução para a questão do setor offshore e fim dos “desimplantes”;
  • Reajuste na tabela da Hora Extra Troca de Turno (HETT);
  • Criação de uma tabela salarial unificada para trabalhadores da holding e subsidiárias;
  • Valorização dos aposentados, com fim dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) da Petros;
  • Retorno do Programa Jovem Universitário e ampliação do benefício educacional;
  • Implementação do regime 14×21 para trabalhadores embarcados próprios e terceirizados;
  • Destravamento das negociações sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários;
  • Revogação da escala 6×1 para médicos e dentistas da área de SMS;
  • Combate à terceirização e fim da contratação de empresas caloteiras;
  • Cancelamento do processo de privatização da Petrobras Biocombustível (PBIO);
  • Concessão de vale alimentação nas unidades com refeição in natura, conforme legislação.

Procurada pelo Brasil de Fato, a Petrobras informou que registrou manifestações em suas unidades e que “não há impacto na produção de petróleo e derivados”. A empresa afirmou ter adotado medidas de contingência para garantir a continuidade das operações e disse que “o abastecimento ao mercado está garantido”.

A estatal também declarou que respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém “canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas”. Sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, a Petrobras afirmou que a negociação está em curso desde o final de agosto e que a proposta apresentada em 9 de dezembro contempla “avanços aos principais pleitos sindicais”. Segundo a empresa, há empenho em concluir a negociação na mesa com as entidades.

O Ministério de Minas e Energia (MME) também foi procurado, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Fonte: Brasil de Fato

Manifestantes realizam atos nas capitais contra a anistia para condenados do 8 de Janeiro

Protestos contra ‘anistia’ a Bolsonaro reúnem manifestantes em 47 cidades

Movimentos sociais e políticos ligados à esquerda foram às ruas neste domingo, 14/12, em protesto contra a aprovação do chamado PL da Dosimetria, uma anistia disfarçada, projeto aprovado pela Câmara dos Deputados.

Segundo os organizadores dos protestos, pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. As manifestações ocorreram em ao menos 47 cidades do país. Como informa o Uol.

Em São Paulo, o principal ato acontece na avenida Paulista, onde milhares de pessoas se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o Congresso Nacional foram os principais alvos das críticas.

Com um carro de som, organizadores e manifestantes se revezaram em discursos e palavras de ordem, como “sem anistia” a Bolsonaro e aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas, em Brasília.

Além do PL da Dosimetria, os manifestantes também protestaram contra a aprovação do marco temporal e pediram o fim das emendas parlamentares. Para o gerente administrativo Maicon Santana, de 46 anos, a atuação do Legislativo tem sido motivo de indignação.

“É uma situação absurda. A gente não pode mais continuar mantendo deputados que só fazem aquilo que eles bem entendem, protegendo uns aos outros”, afirmou, ao criticar a permanência da deputada Carla Zambelli (PL-SP) no cargo, decisão que foi posteriormente derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Zambelli renunciou ao mandato neste sábado.

Críticas à Câmara também vieram de outros participantes do ato. “Os parlamentares de esquerda não têm quórum e os da direita não são punidos. Deixarem a Zambelli no cargo é o cúmulo do absurdo”, disse Michael Santana, gerente de consultório, de 46 anos.

Já a analista de recrutamento Edenir Barrionovo, de 48 anos, afirmou que a aprovação do projeto fere a Constituição. “Articularam a votação às escondidas, na madrugada. Hugo Motta não tem o respeito de ninguém”, declarou.

A aposentada Josefa Laurindo Roriz, de 86 anos, disse que não pretende deixar de participar das mobilizações. “Não admito esse Congresso. Onde tiver protesto eu vou”, afirmou. “Se um dia eu tiver problema de mobilidade, meu marido vai me trazer de cadeira de rodas.”

No Rio de Janeiro, manifestantes se reuniram para um ato com apresentações musicais. O cantor Caetano Veloso subiu ao trio elétrico por volta das 16h30, vestindo roupas verde e amarelas. Gilberto Gil e Paulinho da Viola também participaram da programação cultural do protesto.

Deputados federais marcaram presença no ato carioca. Entre eles, Glauber Braga (PSOL-RJ), que discursou no trio elétrico após ter sido afastado temporariamente do cargo nesta semana.

Também participaram os líderes Lindbergh Farias (PT), Talíria Petrone (PSOL), além das deputadas Benedita da Silva (PT) e Jandira Feghali (PCdoB).

Nesse sentido, Lindbergh comemorou a renúncia de Zambelli e classificou o episódio como uma vitória política, afirmando que continuará pressionando para que o mandato da parlamentar seja formalmente cassado.

Pela manhã, protestos já haviam ocorrido em cidades como Salvador, João Pessoa, Belo Horizonte e Brasília, com pautas que incluíram, além do PL da Dosimetria, críticas ao aumento dos casos de feminicídio no país.

Assim sendo, a mobilização nacional é uma resposta direta à aprovação do projeto na Câmara dos Deputados por 291 votos a 148. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado Federal e, caso seja aprovado, seguirá para sanção do presidente Lula da Silva (PT).

Fonte: BNC Amazonas

Microsoft enfrenta ação judicial por seu papel no genocídio de Israel em Gaza

A Microsoft está enfrentando crescente escrutínio legal e ético por sua suposta cumplicidade no genocídio de Israel em Gaza. Uma coalizão de organizações jurídicas e de direitos humanos emitiu uma notificação formal à gigante da tecnologia, acusando-a de auxiliar e instigar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, por fornecer conscientemente tecnologia usada pelos militares israelenses em seu ataque contínuo a Gaza.

A carta, entregue em 2 de dezembro por grupos como o Centro para os Direitos Constitucionais, a Avaaz, a GLAN (Rede Global de Ação Jurídica) e o Centro Europeu de Apoio Jurídico, notifica a Microsoft e seus executivos seniores sobre sua potencial exposição à responsabilidade civil e criminal sob as leis internacionais e nacionais.

“Há uma base razoável e crível para acreditar que a Microsoft, por meio do fornecimento de tecnologia e serviços às forças armadas israelenses, desempenhou um papel direto na prática de crimes graves por Israel”, afirma a carta, que descreve como os serviços de computação em nuvem e inteligência artificial da Microsoft foram integrados ao aparato de vigilância e direcionamento em massa de Israel.

A coalizão destaca que o ataque de Israel a Gaza matou mais de 70.000 palestinos desde outubro de 2023, com mais de 170.000 feridos. A infraestrutura foi devastada, a fome está se alastrando e quase toda a população de Gaza foi deslocada. Apesar disso, a Microsoft estreitou seus laços com as forças armadas de Israel, com documentos internos mostrando um aumento nas vendas de serviços de nuvem e IA para unidades israelenses ativamente envolvidas na campanha genocida.

Entre as revelações mais condenatórias está o trabalho da Microsoft com a Unidade 8200 de Israel, uma unidade de inteligência militar responsável pela vigilância em massa de palestinos. Engenheiros da Microsoft construíram uma plataforma de nuvem Azure personalizada, usada para armazenar mais de 11.500 terabytes de ligações telefônicas e dados palestinos interceptados, permitindo o desenvolvimento de “listas de alvos” para ataques aéreos.

A gigante da tecnologia também vendeu milhares de horas de suporte técnico ao Ministério da Defesa de Israel, e seus serviços alimentaram unidades e aplicativos militares importantes, como a Unidade Ofek, Mamram, Unidade 81 e Al-Munaseq, todos os quais apoiaram o ataque de Israel à Faixa de Gaza.

A gigante da tecnologia também vendeu milhares de horas de suporte técnico ao Ministério da Defesa de Israel, e seus serviços alimentaram unidades e aplicativos militares importantes, como a Unidade Ofek, Mamram, Unidade 81 e Al-Munaseq, todos os quais apoiaram o ataque de Israel à Faixa de Gaza. “O genocídio de Israel seria impossível sem que grandes empresas de tecnologia privadas equipassem as forças armadas israelenses com tudo, desde armazenamento em nuvem até tecnologia de vigilância”, disse Bassel El-Rewini, pesquisador de direitos humanos do Abolitionist Law Center. “Diante de um crescente conjunto de evidências, as empresas envolvidas, incluindo a Microsoft, não têm desculpa para continuar apoiando Israel e devem ser responsabilizadas.”

A carta foi emitida dias antes da Assembleia Geral Anual da Microsoft, em 5 de dezembro, enfatizando os riscos financeiros e de reputação que a empresa agora enfrenta. Os acionistas estão sendo instados a exigir o fim do envolvimento da empresa com as operações militares israelenses.

“Os serviços e tecnologias da Microsoft foram usados ​​para violar os direitos humanos dos palestinos, e os acionistas devem estar cientes de quanto isso expõe a empresa à responsabilidade legal”, disse Eric Sype, da 7amleh.

Críticos argumentam que a Microsoft não apenas facilitou os crimes de guerra israelenses, como também lucrou com eles. Conforme demonstram investigações jornalísticas e documentos internos, as vendas da Microsoft para as forças armadas de Israel dispararam após outubro de 2023. A empresa correu para oferecer descontos e expandir seus serviços enquanto Israel intensificava sua campanha.

“A escala e a velocidade do genocídio de Israel teriam sido impossíveis de serem executadas sem a intervenção da Microsoft”, conclui a carta.

Fonte: Monitor do Oriente

EUA atacam mais um navio e confiscam carga iraniana

Citando oficiais norte-americanos, as forças de Operações Especiais americanas entraram no navio a várias centenas de quilómetros da costa do Sri Lanka, apreenderam a carga e permitiram depois que o navio continuasse o seu curso, noticiou o Wall Street Journal, citando autoridades norte-americanas. Os EUA tinham estado a monitorizar a remessa com antecedência, de acordo com esses funcionários e uma fonte informada.

O ataque faz parte das ações do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, destinadas a perturbar os esforços do Irão para reconstruir o programa de mísseis de Teerão e compras secretas de Pequim após a guerra de 12 dias.

Nos últimos anos, é a primeira vez que os Estados Unidos intercetam um carregamento originário da China para o Irão, disseram as fontes.

Na quarta-feira, os Estados Unidos também anunciaram a apreensão de um petroleiro sancionado anteriormente, utilizado para transportar petróleo da Venezuela e do Irão. Os acontecimentos sinalizam a intenção da administração do Sr. Trump de adotar táticas marítimas agressivas contra os seus adversários. Os Estados Unidos raramente usaram essas táticas antes.

Segundo outro funcionário dos EUA e fonte informada, a remessa deveria ser entregue a empresas especializadas no fornecimento de componentes para o programa de mísseis do Irão.

Além das forças de operações especiais norte-americanas, as forças militares convencionais do país também estiveram presentes na operação de assalto ao navio e apreensão da carga, disse uma autoridade norte-americana.

Os EUA apreenderam vários carregamentos de armas e petróleo iranianos nos últimos anos. O Comando Central Americano (CENTCOM) anunciou, em janeiro de 2024, que tinha apreendido uma carga que incluía peças de mísseis balísticos e de cruzeiro fabricadas pelo Irã, ao largo da costa da Somália. O carregamento deveria chegar às mãos dos militantes houthi no Iémen, segundo o CENTCOM.

A China tornou-se há muito tempo aliada diplomática e económica do Irão. O país considera ilegais as sanções dos EUA contra o Irão e importa petróleo iraniano. Não está claro, no entanto, se o governo chinês tem conhecimento de carregamentos ligados aos programas de mísseis de Teerão que estão a ser enviados para o Irão. As cargas são geralmente transportadas para o Irão por navios controlados por Teerão.

Trump escancara o caráter pirata e ilegal das operações contra os povos e nações de todo o mundo.

Redação com MSN

Maceió realiza manifestação contra anistia para golpistas

Em Maceió o povo foi pra rua contra esse congresso e levou as suas lutas! Vamos devolver o Congresso ao povo!

Manifestantes ocuparam a praça Sete Coqueiros, na Praia da Pajuçara, em Maceió, na manã deste domingo (14/12), em protesto contra a aprovação, na Câmara dos Deputados, do PL da Dosimetria — projeto que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado. Outros atos também ocorreram nas principais cidades do país. 

Os manifestantes seguraram faixas e cartazes contra a anistia para golpistas, congresso inimigo do povo e fora Hugo Motta. Além da crítica as propostas conservadoras do Congresso Nacional, os manifestantes pediram o fim do orçamento secreto e da imediata aprovação de projetos que de fato beneficiem a população, como o fim da escala 6×1.

O ato em Maceió contou com a representação da CUT, sindicatos, MST, movimentos sociais e partidos e políticos de esquerda.

A MAGA É NOSSA!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceio, 14 de Dezembro/ 2025

A semana no Brasil Varonil foi cheia e a Extrema Direita ficou com uma dor de cotovelo sem tamanho.
Depois da comemoração na Câmara dos Deputados pela aprovação do projeto que reduz as penas dos golpistas do 08 de janeiro, o bolsonarismo se viu diante das maiores derrotas em 2025. Mas antes disso o Deputado Glauber Braga se rebelou contra Hugo Mota por ele ter colocado em votação sua cassação junto com a da Deputada Carla Zambelli, Glauber ocupou a cadeira do fraquinho Presidente da Câmara, Hugo Mota. É bom lembrar que a mesma ocupação foi feita pela Direitinha Golpista meses atrás, porém diferente dos golpistas que ficaram dois dias trancando a pauta com um Hugo Mota inerte, o Glauber, por dua vez foi arrancado pela policia legislativa, a mando do ” destemido” Mota em menos de duas horas, tudo sem a imprensa registrar, pois havia sido expulsa do plenário. Cadê a liberdade de imprensa, Huguinho?

A Semana seguia seus rumos e o mandato do Glauber foi à votação, mas numa reviravolta espetacular o Deputado conseguiu manter- se no cargo, sendo punido com apenas uma suspensão de 6 meses.
A vez de Zambelli chegara e o seu mandato foi salvo pelos parças, mesmo condenada e presa em outro pais, os deputados chegaram à brilhante conclusão que o cidadão pode usar seus impostos para bancar uma parlamentar trancada numa cela na Itália. Porém no outro dia o Xandão acabou com a festa e ordenou que a Câmara cassasse o mandato da Zambelli. Xandão meteu água no chopp da gangue!

Por falar em Xandão, a semana guardou o melhor para sexta feira e a notícia veio lá da gringa, Trump depois de conversar com Lula resolveu retirar o Ministro e sua esposa da Lei Magnitsky, causando um terremoto no bolsonarismo com múltiplas acusações entre eles e um desânimo sem dosimetria! O camisa 10 do Lula. Eduardo Bolsonaro, confirmou que suas jogadas nos EUA serviram para aproximar Lula do tetra. Agora é aguardar pra ver se o jogo com Lula em 2026 termina no 1° tempo, digo, no 1° turno.

Pra finalizar; Lula mostrou mais uma vez que o dialogo é fundamental nas relações entre as duas potências. Nessa jogada o Barba fez a barba, cabelo e bigode.
Lula é magnânimo, Lula foi magnífico( ponto)

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 262

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