Sindicatos denunciam 20 irregularidades documentadas no HGE de Maceió

As irregularidades abaixo são baseadas em denúncias formais de sindicatos, fiscalizações de conselhos de classe, investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, e reportagens jornalísticas com fontes identificadas. Algumas estão em apuração pelos órgãos competentes.

1. Superlotação crônica na Ala Vermelha (Trauma) — acima de 150% da capacidade

Durante vistoria do SINDPREV/AL em janeiro de 2026, o setor de Trauma, que deveria funcionar com 10 leitos, estava abrigando entre 20 e 30 pacientes a mais, numa superlotação de mais de 150%. Profissionais exaustos atendiam casos graves misturados com pacientes de ortopedia eletiva, aguardando regulação por dias. 

2. Pacientes em macas e cadeiras nos corredores — uso de “leito virtual”

A prática do “leito virtual” consiste em registrar pacientes no sistema como internados sem que haja cama física disponível, com pessoas acomodadas em cadeiras de ferro, macas de ambulância retidas ou colchões ou macas no chão dos corredores, distorcendo as métricas oficiais de ocupação.

3.Falhas na rede elétrica: 

Relatórios apontaram a inexistência ou inadequação de projetos para o sistema elétrico, sobrecarregando a rede e comprometendo o funcionamento de equipamentos.

Manutenção de geradores: Vistorias identificaram que parte dos geradores de energia do hospital estava inoperante, mantendo o sistema operando no limite.

Deficiência na refrigeração: Problemas persistentes nos sistemas de ar-condicionado impactam alas críticas, como a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), gerando condições insalubres.

Instalações físicas inadequadas: Vistorias técnicas apontaram corredores com pisos irregulares e setores amontoados com equipamentos quebrados.

Infraestrutura precária de conservação: 

Elevador que dá acesso ao segundo andar quebrado há meses, dificultando transporte de pacientes, reposição de água nos andares, transporte de alimentos para os pacientes internos etc

Goteiras na entrada do hospital com odor fétido, em frente ao refeitório, no setor da secretaria hospitalar, no segundo andar  etc há meses

Risco biológico no HGE de Maceió – Sala de Banho CTQ

“A diretora do SINDPREV-AL, Olga Chagas esteve reunida na  quarta-feira (17 de dezembro de 2025) com o Diretor Médico do Hospital Geral do Estado Miquéias Damasceno Júnior e o Coordenador de Assistência hospitalar Elton Fagner para apresentar um documento oficial da entidade contendo uma série de denúncias quanto às condições precárias de trabalho enfrentadas atualmente pelos servidores/as do Hospital. Esta não é a primeira vez que o Sindicato procura a direção do HGE e também a SESAU para apresentar demandas urgentes para o bom andamento do trabalho desempenhado de pelos trabalhadores e trabalhadoras da Saúde, em especial os/as Técnicos de Enfermagem.

Para se ter uma ideia, há um grande fluxo de pacientes na Ala Vermelha/Trauma e Ortopedia, onde em algumas situações, apenas quatro trabalhadores de saúde atendem entre 25 e 40 pacientes, o que é praticamente impossível, desumano, ultrapassando o dimensionamento legal, causando um estresse em alto nível.”

Encaminhamentos

“O Diretor Médico Miquéias Damasceno se comprometeu em repassar todas as demandas para o Diretor Geral para que sejam dados os devidos encaminhamentos. Ele se comprometeu ainda de rever o fluxo dos pacientes para a ALA Azul e distribuir nos leitos de retaguarda que forem disponibilizados.

Com relação ao problema das medicações, o Diretor informou que vai ser garantido o abastecimento, onde haverá kits disponíveis, para evitar que os trabalhadores e trabalhadoras se desloquem a todo instante para pegar estes medicamentos.

Um ponto importante é a reabertura da saída de emergência da Ala Vermelha, pois há relatos de risco a integridade física dos trabalhadores e trabalhadoras, exatamente por não terem como sair do local de forma segura. Uma vez que tem sido recorrentes as agressões praticadas aos trabalhadores.”

4. Racionamento formal de soro fisiológico no período natalino de 2025

Um comunicado interno assinado pela coordenadora de Assistência Farmacêutica do HGE formalizou limites diários para o uso de soro fisiológico entre 24 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026, solicitando que profissionais priorizassem a substituição de medicamentos intravenosos por vias orais em razão de restrição de estoque. 

5. Falta de insumos básicos — seringas e medicações para queimados e cirurgia plástica

Funcionário do hospital relatou, com pedido de anonimato, a falta de insumos básicos para atendimento de pacientes queimados e procedimentos plásticos, incluindo seringas e determinadas medicações, com profissionais sendo orientados a substituir medicamentos venosos por orais mesmo em situações clinicamente sensíveis. 

6. Escassez crítica de insumos — familiares obrigados a comprar materiais básicos

Em março e julho de 2025, o SINDPREV e o Sindicato dos Médicos denunciaram formalmente a escassez crítica de insumos, chegando ao ponto em que familiares de pacientes precisavam comprar materiais básicos para garantir o tratamento.

7. Medicamentos vencidos encontrados em fiscalização

Fiscalização do COFEN flagrou medicamentos vencidos no HGE, além de alimentos guardados em geladeiras que deveriam ser usadas exclusivamente para conservação de medicamentos, o que representa risco de contaminação cruzada.

8. Desperdício sistêmico de soro — frascos de 1 litro para procedimentos de 100 ml

O SINDPREV denunciou que a farmácia liberava bolsas de 1 litro de soro para procedimentos que exigiam apenas 100 ml, resultando em descarte de insumos públicos por ausência de frascos em tamanhos adequados. 

9. Assédio moral institucionalizado — ameaças de mudança de escala e represálias

Servidores de diversas alas do HGE denunciaram estar sendo assediados por coordenações em represália a discordâncias, com ameaças de alteração de escalas e, em um dos casos, uma coordenadora chegou a fornecer seu contato pessoal a pacientes para que monitorassem a conduta de funcionários. 

10. Aparelhamento político — substituição de servidores concursados por indicados

Funcionário interno denunciou insatisfação com mudanças administrativas no setor de farmácia, incluindo a retirada de servidores concursados de cargos de chefia, substituídos por pessoas ligadas a indicações políticas da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU). 

11. Funcionários “fantasmas” — presença registrada e saída imediata do hospital

Denúncias apontam que alguns funcionários, apesar de constarem na escala, burlavam o sistema de ponto eletrônico, marcando presença apenas visualmente e retornando para casa ou outros locais de trabalho, com possível conivência da gestão, o que configura potencial improbidade administrativa. 

12. Técnicos de enfermagem exercendo funções de enfermeiros — desvio de função ilegal

A fiscalização do COFEN constatou que técnicos e auxiliares de enfermagem estavam exercendo funções que seriam exclusivas de enfermeiros, em razão da insuficiência de profissionais habilitados no quadro, o que representa exercício irregular da profissão. 

13. Dimensionamento inadequado — 4 técnicos para 25 a 40 pacientes simultâneos

A Ala Vermelha (Trauma) registrou situações em que apenas quatro trabalhadores eram responsáveis pelo atendimento de 25 a 40 pacientes ao mesmo tempo, conforme denúncia formal do SINDPREV entregue à direção do HGE em 15 de dezembro de 2025. 

14. Trabalhadores contratados sem direito a férias e remuneração em licença médica

O SINDPREV-AL denunciou o tratamento imposto aos trabalhadores contratados pela Superintendência de Gestão de Valorização de Pessoas da SESAU, que eram obrigados a trabalhar doentes, sem direitos básicos garantidos como férias e remuneração durante licenças médicas. 

15. Ambulâncias sem ar-condicionado, com vazamento de gás e sem higienização

Em reunião com a direção do HGE em dezembro de 2025, o SINDPREV denunciou que ambulâncias do hospital operavam sem ar-condicionado, com vazamento de gás e sem higienização adequada, com condutores relatando chegarem exaustos e expostos a sangue e sujeira. Há também relatos de ambulâncias quebrando durante o transporte de pacientes por falta de manutenção. 

16. Infraestrutura degradada — mofo, infiltrações, buraco no teto tampado com papelão

Relatórios de fiscalização revelaram a existência de um buraco no teto de uma enfermaria tampado com papelão, setor que havia alagado anteriormente, enquanto o governo estadual divulgava investimentos milionários em novas unidades hospitalares. 

17. Centro Cirúrgico com expurgo inoperante — secreções descartadas em vasos sanitários comuns

O SINDPREV denunciou situação grave de risco sanitário no Centro Cirúrgico do HGE: com o expurgo inoperante, secreções estavam sendo descartadas em vasos sanitários comuns e materiais contaminados circulavam por corredores, elevando o risco de infecção hospitalar. 

18. Descarte irregular de materiais perfurocortantes no CME

O SINDPREV e o Sindicato dos Médicos denunciaram formalmente o descarte irregular de materiais perfurocortantes na Central de Material e Esterilização (CME), além da falta de fluxo na farmácia hospitalar, colocando em risco tanto servidores quanto usuários do hospital. 

19. COOPNEURO suspendeu atendimentos por 5 meses de atraso nos repasses da SESAU

A COOPNEURO, cooperativa responsável pelos serviços de Neurologia e Neurocirurgia no HGE, anunciou paralisação total das atividades a partir de outubro de 2025 após cinco meses consecutivos sem receber pagamentos da SESAU — de maio a setembro de 2025 —, deixando o hospital sem cobertura neurológica. 

20. Rombo de R$ 120 milhões na SESAU investigado pela Polícia Federal — impacto direto no HGE

A Polícia Federal revelou um rombo de R$ 120 milhões na SESAU, expondo esquema de corrupção com desvio de recursos e lavagem de dinheiro. O SINDPREV apontou que esses recursos, destinados à ampliação de leitos, compra de equipamentos e contratação de profissionais, foram subtraídos, agravando diretamente o colapso assistencial no HGE. 

“Durante visita ao HGE, realizada pelo SINDPREV/AL, na quarta-feira (07/01/26), foi constatado a superlotação extrema do setor, marcada pela alta demanda de pacientes em estado grave, misturados com pacientes da ortopedia de procedimentos eletivos, aguardando atendimento por horas, aguardando dias para serem encaminhados, além de profissionais exaustos trabalhando no limite, o que evidencia um sistema que opera em permanente estado de caos.“

Fonte: AR NEWS

SALVEM OS BURROS!

Flávio Show – Funcionário dos Correio

Maceió, 26 de Abril/ 2026

Acabou o BBB da Globo com a bolada nas mãos da Ana Paula Renault, progressista de carterinha, mas o Brasil, descoberto por Pedro Álvares Cabral tem um BBB que atormenta a vida de muitos brasileiros, há quem goste, acompanha, vota, torce e faz de tudo para que seus componentes não saiam da casa, nesse caso, da Casa do Povo, pois esse BBB é dividido em bancadas, a do boi, a da bala e s da bíblia. Bancadas que discutem sem nenhum pudor como defender seus pares, seus líderes e seus “projetos”, mesmo que isso seja a falência dos seus “brothes” televisivos. No confessionário nada confessam, no quarto branco planejam novas artimanhas, são sorrateiros e tentam alcançar a liderança traindo aqueles que apostaram suas fichas e confiaram neles. As bancadas fizeram do Congresso Nacional um reality que hipnotiza seus telespectadores, fazendo da Casa do Povo uma atração pouco satisfatória pra quem está do lado de fora. Não se deixe enganar, nenhuma delas tem anjo!

Por falar em Casa do Povo, essa semana a votação sobre o Fim da Escala 6×1 com avanço na CCJ, a discussão segue e as bancadas BBB ja estão com o plano pronto pra barrar o projeto. Sostenes Cavalcante, aquele que não explicou ate hoje os 470 mil achados em sua casa pela PF, tenta convencer suas ovelhas que trabalhar um dia a menos será a falência do país, seguindo seu brother Marco Feliciano( leia sobre ele na Reflexão 280).
Kim kataguiri que nunca assinou sua CTPS, discursou contra e foi rebatido pela Samia Bonfim. O Kim foi tatrorado com um 7×1 da Samia, na verdade com 5×2 .
O trabalho dignifica o homem, dizem os parlamentares BBB, mas trabalham apenas 3 dias por semana. Acham que o povo é burro. Será que são?

Por falar em burro, a Argentina de Javier Milei, que teve sua campanha apoiada pelas bancandas BBB aqui no Brasil não deve ta muito feliz, pois a aposta de Milei é passar a serra elétrica assassinando os bichinhos orelhudos e transforma-los em churrasco. A crise no país vizinho ja fez suas vitimas, o povo, que foi burro e o burro do povo, que é muito mais inteligente que o próprio povo! Os hermanos, invejados pelo Tango e pelos suculentos churrascos à base de picanha bovina estão com suas panelas cheias de costelas do peludinho carregador de carga!
A serra elétrica de Milei ta a todo vapor e é bom tirar os burrinhos das ruas, pois cabeças podem rolar, direto para as panelas do povo, claro!
“Fuera”, Javier!

Pra finalizar; as profecias do Paulo Guedes não se cumpriram, pois o Brasil não virou uma Venezuela e nem uma Argentina, apesar de termos muitos burros por aqui, falo dos bipedes. Mas tudo pode mudar se nas próximas eleições a extrema direita voltar ao poder, a fila do osso volta, a pele de frango nos supermercados volta, as bancadas BBB se fortalecem mais ainda e os burros brasileiros de duas pernas e sem cérebro terão comer os burros de quatro patas com cérebro!
“Ouremos” , pois mexeu com o burro, mexeu com todos.

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 281

SOCIALISMO VERDE E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Neste século XXI, que representa os primórdios do Terceiro Milênio, deve ser proposto um amplo debate que nos remeta a uma reflexão crítica da maior importância, que é a questão socioambiental. Trata-se de um diálogo universal urgente, fundamental e necessário. Temos que entender qual o melhor caminho para estabelecermos os nexos causais que determinam as ações e omissões existentes entre o homem e a natureza. O desenvolvimento humano deve ocorrer sempre considerando como uma prioridade máxima, a proteção ecológica nos mais diversos âmbitos da nossa relação com o planeta.

A preservação e cuidados com a “nossa casa comum”, como bem definiu o Papa Francisco na sua Encíclica “Laudato Si” (Louvado Sejas), inspirada no “Cântico das Criaturas” de São Francisco de Assis, Santo protetor do meio-ambiente e dos animais, não deve se restringir apenas a visão da conservação ambiental, mas, sobretudo, da conexão temporal desta necessidade com a própria existência humana. A proposta de Francisco neste documento pontifício foi a de mostrar que somos apenas parte da natureza e não os seus legítimos proprietários. Esta carta papal procura despertar uma consciência crítica em relação a esta questão tão sensível, levando a compreensão e a empatia pela preservação do verde, que queremos ver cada vez mais verde, tranformando-a em um libelo que denuncia a destruição da natureza e a importância do surgimento de um modelo de desenvolvimento autossustentável, que valorize, sobretudo, a biodiversidade na sociedade em geral.

O mundo está vivendo uma grande crise de contradição civilizatória, com a ascensão de uma extrema direita que representa o que existe de mais retrógrado na humanidade. Este fenômeno ocorre de tempos em tempos, com o surgimento de uma geração que é fruto dos próprios antagonismos existenciais, como consequência de eventos dos conflitos vividos e sentidos pelo planeta em confronto com suas próprias idiossincrasias. Estamos falando de uma geração resultante de crises econômicas, sociais e morais que questionam, em última instância, qual o sentido da vida. Trata-se de uma crise que tem raízes nos mais longínquos dilemas de natureza filosófica, do tipo “de onde viemos, quem somos e para onde vamos”.

Os primeiros sinais desta crise de proporções humanitárias ocorreram na década de 90, com a queda do Muro de Berlim, o colapso da União Soviética e a desintegração do bloco de países socialistas, sobretudo no leste europeu, que praticamente dizimou o mapa deste continente, encerrando, desta forma, o mundo bipolar surgido do conceito da Guerra Fria, emergido dos extertores e escombros da Segunda Guerra Mundial. Já neste primeiro quarto de século deste novo milênio, estamos assistindo a pulverização contínua do império americano, que cada vez mais perde aliados em todos os blocos geopolíticos do mundo, numa agudização da crise do capitalismo de tendência neoliberal.

Esta crise de identidade em escala planetária é o cenário perfeito para a escalada do protofascismo. Com a crise do socialismo clássico marxista e leninista e do capitalismo histórico proposto por Locke, Adam Smith e David Ricardo, começam a vingar as ideias extremistas que representam o “Ovo da Serpente”, como as propostas pelos ideólogos do nazifascismo do quilate do pensador fascista italiano Giovanni Gentile ou do “teórico do Terceiro Reich” alemão Carl Smith. É neste contexto que temos que começar a formular novos conceitos que atuem como modelos de contestação a uma ideologia totalitária como alternativa para uma nova ordem política, econômica e militar internacional.

O neofascismo está aí, batendo na porta do mundo e, particularmente, do Brasil também. Existe uma frase metafórica do dramaturgo Bertold Brecth, da qual confesso ter certa resistência, pelo fato de ser um defensor dos animais, cuja analogia ficou famosa para descrever que o fascismo não é um fenômeno historicamente superado, mas que ele representa uma constante ameaça de ressurgimento a qualquer momento de crise existencial universal. A frase de Brecth a que me refiro é na qual ele sentencia que “a cadela do fascismo está sempre no cio”, indicando que o surgimento de regimes totalitários são sempre uma possibilidade, sobretudo em sociedades com graves limitações cognitivas e alienadas mental e politicamente, como é o caso de expressiva parcela do nosso povo.

As propostas da extrema direita sempre serão de um modelo capitalista muito próximo do anarcocapitalismo libertarista, que defende uma pseuda maximização do individualismo libertário, com o fortalecimento da ideia de um Estado reduzido ao mínimo possível. Neste modelo econômico certamente teremos um agravamento inerente de um capitalismo predador, incompatível com o desenvolvimento autossustentável de respeito às pautas de defesa do meio ambiente e contra a degradação ecológica, na qual já estamos ultrapassando o ponto de retorno de segurança biopolitica Mundial.

Pelo exposto, resta claro a necessidade de pensarmos um novo modelo de desenvolvimento para a nossa “casa comum”, como pleiteava o Papa Francisco na sua mais famosa epístola pontifícia. Não temos como fugir, ao meu ver, de políticas desenvolvimentistas, entretanto, observando com muita acuidade a sustentabilidade para a preservação da natureza que mantém o planeta respirando. A minha visão do mundo é naturalmente anticapitalista, posto que entendo ser impossível obtemos neste modelo socioeconômico, condições de igualdade e oportunidades iguais para todos, pois a sua essência já está explicitada na sua denominação: o capital. O radical e o sufixo que defendo estão presentes na palavra social, base do socialismo.

Dito isto, entendo que o lucro não pode, em hipótese alguma, sobrepor a vida. Como sabemos, as margens de lucratividade é a mola mestre e o princípio fundamental que rege o capitalismo, desde que este modelo surgiu, primeiramente na idade média, com o feudalismo (do século V ao século XV), passando pelo mercantilismo ou capitalismo comercial (do século XV ao século XVIII) e pelo capitalismo indústrial e tecnológico, iniciados com a revolução industrial em 1760, até chegarmos ao atual capitalismo financeiro, aprofundando em muito e cada vez mais a inconcebível lógica, pelo menos para mim, da acumulação capitalista, quando atingimos o ápice da concentração de riquezas e, consequentemente, do aumento da pobreza em um ritmo de crescimento em escala geométrica.

O lucro e o crescimento desordenado do mercado, sem ao menos regras de regulações estatais mais rigorosas, são as causas fundamentais para a degradação ambiental e para o aprofundamento das desigualdades sociais. Entendo que o socialismo, mesmo com possíveis distorções, ainda é o modelo mais compatível com a democracia inventada na Grécia antiga. O ecossocialismo deve propor um modelo de gestão coletiva, em substituição à lógica do mercado excludente. O socialismo verde, baseado em uma economia social comunitária, pode até admitir a existência e atuação do livre mercado, porém, com um mínimo de planejamento preservasionista, devendo focar, sobretudo, nas necessidades humanas e de sustentabilidade, que permita avançarmos em direção a um mundo melhor para vivermos.

Trump é retirado às pressas de jantar em Washintgton após tiroteio

Disparos durante evento de jornalistas em Washington levam participantes a se abrigar e presidente é retirado por seguranças

 Um tiroteio durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado na noite de sábado (25), em Washington, provocou pânico entre os participantes e levou à retirada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do local sob escolta do Serviço Secreto. 

Vídeos gravados no local mostram convidados deixando o salão às pressas após o som de disparos, enquanto buscavam abrigo diante da situação de risco. O presidente e o vice J.D Vance foram rapidamente retirados por agentes de segurança, seguindo protocolos de emergência.

O jantar anual reúne jornalistas, autoridades e personalidades públicas em um ambiente tradicionalmente marcado por discursos e confraternização. A ocorrência de tiros transformou o cenário em um momento de tensão generalizada, com movimentação intensa e desordenada na saída do evento.

Fonte: Brasil 247

Senador dos EUA critica Netanyahu por violência contra comunidades cristãs

O senador dos EUA Chris Van Hollen criticou na quarta-feira o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pelo que descreveu como um padrão de violência e pressão contra comunidades cristãs na região, instando a uma ação mais enérgica do que meras declarações de preocupação, segundo a Anadolu.

Em uma mensagem de vídeo publicada na plataforma de mídia social americana X, Van Hollen fez referência a declarações de Netanyahu, que disse estar “triste” com as imagens de um soldado israelense vandalizando uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano.

O exército israelense confirmou que um de seus soldados danificou um símbolo religioso cristão durante operações no sul do Líbano.

Netanyahu condenou o incidente na manhã de segunda-feira, afirmando que Israel “respeita todas as religiões”.

Van Hollen questionou se essa preocupação se estendia a um âmbito mais amplo. “O primeiro-ministro Netanyahu disse estar triste com as imagens de um soldado israelense profanando uma estátua de Cristo no sul do Líbano. Mas será que ele também está triste com a pressão constante exercida sobre a comunidade cristã em Jerusalém e com os ataques diretos de colonos violentos contra a aldeia cristã de Taybeh, na Cisjordânia?”, questionou.

O senador mencionou sua própria visita à aldeia palestina em agosto passado, logo após o que descreveu como um desses ataques a Taybeh por “colonos violentos”. Ele alegou que as forças israelenses, por vezes, não conseguiram impedir tais incidentes.

“Visitei aquela aldeia em agosto passado, logo após um dos ataques ter sido lançado contra ela, e as Forças de Defesa de Israel (IDF) frequentemente dão cobertura a esses colonos violentos que atacam aldeias, incluindo a aldeia cristã de Taybeh.”

Van Hollen instou Netanyahu a ir além das expressões de simpatia e a tomar medidas concretas para resolver o problema.

“Talvez o primeiro-ministro Netanyahu devesse lamentar esses ataques, e não apenas lamentar, mas de fato fazer algo a respeito dos ataques de colonos violentos contra uma aldeia cristã como Taybeh ou outros lugares na Cisjordânia.

Fonte: Monitor do Oriente

Zanin barra manobra bolsonarista na Alerj e decide quem fica no comando do governo do Rio

Para o magistrado, a eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa não tem poder para derrubar a decisão do plenário do STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o presidente do Tribunal de Justiça fluminense (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, no exercício do governo do estado.

A decisão divulgada nesta sexta-feira (24) frustra a tentativa dos deputados estaduais de transferirem o comando do Palácio Guanabara para o recém-eleito presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), em meio à crise gerada pela dupla vacância no Executivo após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL).

Ruas pediu ao Supremo para assumir imediatamente o governo do estado em uma solicitação protocolada nesta quinta-feira (23) por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7.942), por conta de sua eleição para o comando da Casa Legislativa, em 17 de abril.

Como reação, nesta sexta, o PSD, partido do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, pediu à Corte que negasse o pedido de Ruas para assumir o governo estadual, já que a ação da mesa diretora da Alerj não trataria da linha sucessória, contrariando decisão do próprio Supremo e contribuindo “para desestabilizar o ambiente tão conturbado do estado”.

A análise de Zanin

Ao analisar o caso, Zanin afirmou que uma eleição interna do Legislativo estadual não tem o poder de atropelar uma determinação já fixada pela Corte.

O ministro ressaltou que a permanência do presidente do TJ-RJ no governo não se trata mais do resultado de uma liminar individual, mas sim de uma decisão colegiada do plenário do STF, o que impede qualquer alteração motivada por iniciativas políticas posteriores da Assembleia.

Nesse sentido, o magistrado citou expressamente o entendimento firmado pela Corte de que o desembargador deve permanecer no cargo “com todos os poderes e prerrogativas inerentes à chefia do Poder Executivo” até que o próprio STF delibere novamente sobre o tema.

Com a decisão de Zanin, qualquer tentativa de mudança forçada pela Alerj fica invalidada, garantindo a continuidade de Ricardo Couto no comando do Rio de Janeiro por tempo indeterminado.

Fonte: Revista Fórum

Corregedoria investiga 12 PMs de SP por cobrar taxa semanal de traficantes

Polícia de Tarcísio do 50º Batalhão do interior recebiam milhares de reais extorquidos de traficantes para que venda de drogas pudesse continuar

Doze policiais, entre soldados, cabos e sargentos, são investigados pela Corregedoria da Polícia Militar suspeitos de integrar um esquema de extorsão contra traficantes de drogas em São Roque e cidades vizinhas, no interior de SP. Segundo inquérito obtido pela reportagem, os agentes teriam exigido pagamentos semanais em troca de não realizar prisões, além de se apropriarem de drogas durante abordagens.

O órgão fiscalizador da PM cumpriu mandados de busca e apreensão na região de São Roque, no último dia 16, como afirmou ao Metrópoles a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A pasta não deu mais detalhes, alegando que o caso tramita em sigilo e ainda segue em apuração.

O inquérito indica que o grupo de policiais atuava de forma estruturada, com divisão de funções e participação de diferentes patentes. A cobrança, segundo a investigação, girava em torno de R$ 6 mil semanais em uma biqueira (ponto de venda de drogas). Há outros indícios de cobranças a criminosos, entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

As negociações entre PMs e traficantes eram iniciadas após abordagens em “biqueiras”. Em uma dessas ações, policiais teriam apreendido drogas e, em seguida, retornado ao local para exigir dinheiro como condição para não prender os envolvidos.

Há indícios de que as extorsões ocorram, ao menos, desde 2019. A identificação formal do esquema pela Corregedoria, porém, ocorreu em 2025.

No topo da dinâmica operacional aparece um 1º sargento, apontado como figura central nas abordagens que originavam as cobranças. Segundo depoimentos, ele participava diretamente das negociações com traficantes e conduzia ações que resultavam na fixação da “taxa” semanal.

Ao lado dele, um cabo e um soldado surgem como atuantes frequentes nas ocorrências. Ambos foram citados em episódios de abordagem, negociação e, posteriormente, em ameaças a testemunhas.

Cobrança semanal

O esquema, de acordo com a Corregedoria, tinha logística definida. O cabo é citado como responsável por realizar a retirada dos valores entregues por intermediários do tráfico. Para isso, ele utilizava um veículo particular, um Honda Civic.

Os pagamentos ocorriam, segundo testemunhas, sempre às sextas-feiras, em locais previamente combinados via WhatsApp, geralmente em ruas isoladas próximas à Rodovia Raposo Tavares. Havia ainda um sistema de revezamento entre os policiais para o recebimento das quantias.

Além da cobrança regular, a investigação identificou episódios anteriores de pagamentos pontuais — de até R$ 4 mil — feitos a policiais, entre eles outro cabo da PM, em negociações envolvendo diferentes pontos de venda de drogas.

Apropriação de drogas

O inquérito descreve que os policiais não apenas extorquiam valores, mas também se apropriavam de drogas durante as abordagens. Em um caso específico, a equipe liderada pelo 1º sargento teria recolhido drogas avaliadas em cerca de R$ 9,7 mil, iniciando, em seguida, a negociação de pagamento com traficantes.

Há relatos de que após a apreensão, os agentes retornaram ao local para receber dinheiro, consolidando o acordo semanal. Em outra frente, testemunhas contaram que drogas recolhidas em comunidades eram desviadas e repassadas a terceiros.

Um terceiro cabo da PM também aparece citado como beneficiário de pagamentos, tendo recebido valores de traficantes ligados a uma biqueira na cidade de Mairinque, conforme depoimentos colhidos pela Corregedoria.

Redação com Metrópoles

Cine Arte Pajuçara exibe “Memórias do 25 de Abril – 50 Anos da Revolução dos Cravos”

A Revolução dos Cravos, ocorrida em 25 de abril de 1974, foi um movimento militar e popular que derrubou a ditadura do Estado Novo em Portugal. O levante foi liderado por jovens oficiais do Movimento das Forças Armadas (MFA) e teve amplo apoio e participação popular.

Para relembrar esse importante fato histórico, o Cine Cidadania no Arte Pajuçara exibe “Memórias do 25 de Abril – 50 Anos da Revolução dos Cravos”, de Carlos Pronzato. O documentário propõe um olhar sobre o golpe militar de 1974 em Portugal e o período do PREC (Processo Revolucionário em Curso), junto com seus desdobramentos, reunindo relatos de quem viveu e estudou esse momento histórico.

Um convite ao debate e à reflexão.

🗓️ 25 de abril, às 14h
🎟️ R$15 + taxas.

Ingressos:
https://www.sympla.com.br/evento/cine-cidadania-memorias-do-25-de-abril-no-arte-pajucara/3385398

Estado genocida de Israel coloca milhares de mulheres grávidas em risco no Líbano

Deslocamentos forçados e colapso do sistema de saúde agravam a situação de ao menos 13 mil gestantes que deixaram suas casas no Líbano após ofensiva israelense.

Quando a libanesa Nour, de 32 anos, fugiu de sua casa em Beirute, concentrou-se em uma única coisa: manter a calma.

“Eu respirava devagar e segurava a barriga o tempo todo”, contou à DW, ao descrever a noite em que escapou de um intenso bombardeio em seu bairro, grávida de quatro meses – poucos dias antes de entrar em vigor, em 17 de abril, o cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Hezbollah.

“Estar grávida torna tudo mais pesado – não só fisicamente, mas emocionalmente”, disse Nour, que pediu que seu sobrenome não fosse publicado. “Fico me perguntando o tempo todo se meu bebê está seguro dentro de mim.”

Nour agora vive em um abrigo coletivo, um dos centenas montados em todo o país. As condições são difíceis: a falta de privacidade e o saneamento inadequado aumentam os riscos à saúde, especialmente para gestantes.

Os abrigos públicos chegaram ao limite da capacidade quando o Líbano foi arrastado para o conflito mais amplo no Oriente Médio. No início de março, o grupo Hezbollah, apoiada pelo Irã, atacou Israel após a morte do então líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

A retaliação israelense, aérea e por terra, deixou quase 2,5 mil mortos, 7 mil feridos e 1,2 milhão de pessoas deslocadas desde março, segundo Beirute. A maioria dos deslocados ainda não conseguiu voltar para casa, e a incerteza cresce em meio às frágeis negociações para o fim das agressões.

Sistema de saúde à beira do colapso

A situação de Nour está longe de ser única. Entre os deslocados estão 13,5 mil de mulheres que enfrentam a gravidez em condições extremas, segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Agências humanitárias alertam que o impacto sobre mulheres e meninas é especialmente severo.

“A situação para mulheres e meninas no Líbano é catastrófica”, disse Anandita Philipose, representante no Líbano do UNFPA. A organização estima que ao menos 1.500 mulheres devem dar à luz no próximo mês.

O acesso aos cuidados maternos também está se deteriorando rapidamente, com unidades de saúde danificadas e recursos sobrecarregados.

“O já frágil sistema de saúde do Líbano está agora à beira do colapso”, afirmou Philipose, ao apontar as crescentes barreiras ao acesso a serviços obstétricos.

A Organização Mundial da Saúde informou nesta semana que pelo menos 51 centros de atenção primária à saúde fecharam as portas em meio aos combates, que também mataram dezenas de profissionais de saúde.

Os hospitais que permanecem em funcionamento enfrentam dificuldades para atender à demanda.

“Não conseguimos trazer suprimentos suficientes e precisamos racionar medicamentos caso o conflito se estenda por mais de três meses”, disse Zeina Khouri Stevens, vice-presidente de serviços de saúde do LAU Medical Center, hospital de referência em Beirute. “Essa instabilidade enfraquece ainda mais o sistema de saúde.”

Milhares isolados no sul do Líbano

As condições são ainda mais precárias no sul do país, onde o acesso a unidades médicas é severamente restrito.

O UNFPA estima que cerca de 1.700 mulheres grávidas estejam entre as aproximadamente 150 mil pessoas isoladas do restante do país. “Essas mulheres correm um risco grave”, disse Philipose.

Os esforços de ajuda continuam, mas são limitados tanto pela insegurança quanto pela falta de recursos. Onde é possível, afirmou Philipose, foram mobilizadas unidades médicas móveis, além da distribuição de kits de saúde reprodutiva. Parteiras e médicos locais que permaneceram na região seguem oferecendo apoio.

Ainda assim, a resposta está aquém do necessário. Segundo Philipose, o apelo emergencial da agência para o período de março a maio pediu 12 milhões de dólares (R$ 59 milhões) para atender 225 mil pessoas, mas apenas uma fração desse valor foi recebida até agora. A escalada contínua do conflito já superou essas projeções.

Anos de pressão e incerteza

O sistema de saúde do Líbano, antes considerado robusto, já estava sob intensa pressão antes da última escalada.

“O sistema começou a se sobrecarregar com o grande fluxo de refugiados sírios a partir de 2013”, disse Jade Khx’alife, médica de saúde pública e epidemiologista baseada em Beirute. “O choque mais agudo veio no fim de 2019, com o colapso econômico.”

Após quatro anos imerso em uma crise econômica, agravada pela pandemia de covid-19, pela explosão no porto de Beirute em agosto de 2020 e por um prolongado vácuo político, o Líbano lançou sua estratégia nacional de saúde, a “Visão 2030”, em janeiro de 2023. À época, o então ministro da Saúde Pública, Firass Abiad, afirmou que o plano tinha como objetivo modernizar o setor de saúde do país.

“Apesar dos esforços consideráveis de profissionais e instituições de saúde em todo o país, e do aumento dos investimentos por parte de diversas organizações, o sistema continua altamente vulnerável”, disse Khalife.

Hoje, os serviços são distribuídos de forma desigual. Hospitais privados oferecem a maior parte do atendimento, enquanto unidades públicas e aquelas financiadas por ONGs ou pelo braço político do Hezbollah atendem a população de baixa renda. O acesso muitas vezes depende de custo, localização e conexões pessoais – barreiras que se intensificaram ainda mais durante o atual conflito, explica Khalife.

Para muitas mulheres próximas do parto, a incerteza é esmagadora.

Yara, de 28 anos, moradora do leste de Beirute, está grávida de 33 semanas e planejava dar à luz em um hospital público. Agora, não sabe se a unidade ainda estará em funcionamento quando chegar sua data prevista para o parto.

“Eu sonho com segurança e com um lar onde eu possa segurar meu bebê sem medo”, disse ela, “sem o som de explosões”.

Fonte: G1

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