O senador dos EUA Chris Van Hollen criticou na quarta-feira o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pelo que descreveu como um padrão de violência e pressão contra comunidades cristãs na região, instando a uma ação mais enérgica do que meras declarações de preocupação, segundo a Anadolu.
Em uma mensagem de vídeo publicada na plataforma de mídia social americana X, Van Hollen fez referência a declarações de Netanyahu, que disse estar “triste” com as imagens de um soldado israelense vandalizando uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano.
O exército israelense confirmou que um de seus soldados danificou um símbolo religioso cristão durante operações no sul do Líbano.
Netanyahu condenou o incidente na manhã de segunda-feira, afirmando que Israel “respeita todas as religiões”.
Van Hollen questionou se essa preocupação se estendia a um âmbito mais amplo. “O primeiro-ministro Netanyahu disse estar triste com as imagens de um soldado israelense profanando uma estátua de Cristo no sul do Líbano. Mas será que ele também está triste com a pressão constante exercida sobre a comunidade cristã em Jerusalém e com os ataques diretos de colonos violentos contra a aldeia cristã de Taybeh, na Cisjordânia?”, questionou.
O senador mencionou sua própria visita à aldeia palestina em agosto passado, logo após o que descreveu como um desses ataques a Taybeh por “colonos violentos”. Ele alegou que as forças israelenses, por vezes, não conseguiram impedir tais incidentes.
“Visitei aquela aldeia em agosto passado, logo após um dos ataques ter sido lançado contra ela, e as Forças de Defesa de Israel (IDF) frequentemente dão cobertura a esses colonos violentos que atacam aldeias, incluindo a aldeia cristã de Taybeh.”
Van Hollen instou Netanyahu a ir além das expressões de simpatia e a tomar medidas concretas para resolver o problema.
“Talvez o primeiro-ministro Netanyahu devesse lamentar esses ataques, e não apenas lamentar, mas de fato fazer algo a respeito dos ataques de colonos violentos contra uma aldeia cristã como Taybeh ou outros lugares na Cisjordânia.
Fonte: Monitor do Oriente






