Rodoviários não aceitam redução de direitos e devem parar no dia 9

Em assembleia geral realizada no dia 03, os trabalhadores rodoviários de Maceió, recusaram a proposta patronal de retirar direitos e preparam greve para a próxima semana.

Os empresários querem reduzir o valor do vale alimentação de R$ 500,00 para R$ 200,00 e acabar com o plano de saúde da categoria.

Segundo o SINTTO, sindicato da categoria “os rodoviários estão trabalhando estressados porque correm risco de contaminação por Covid-19 e os patrões ainda querem tirar os poucos direitos que temos e isso a categoria não vai aceitar”.

O SINTTRO vai organizar na próxima semana três dias de protestos e na sexta-feira dia 09, os trabalhadores irão paralisar suas atividades.

Ainda na assembleia, a categoria criticou o prefeito JHC de só favorecer os empresários com subsídios públicos e aprovação por parte de sua bancada de uma lei que permite demitir os cobradores.

Porque a morte não pode parar: ministro Kassio Nunes atende evangélicos e igrejas poderão abrir em plena pandemia

Já está em vigor a polêmica decisão do ministro do STF Kassio Nunes que permite abrir igrejas em plena pandemia

Para o jornalista Fabio Pannunzio, o ministro Kassio Nunes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “se associou ao genocídio” do governo Jair Bolsonaro ao liberar cultos e missas em meio ao aumento de mortes da Covid-19. E o objetivo, segundo o jornalista, é enriquecer empresários da fé, como Edir Macedo e Silas Malafaia

“O ministro Nunes Marques se associa ao genocídio de Bolsonaro ao liberar os cultos para encher o rabo do Malafayas e Macedos de dinheiro e a fila da UTI de moribundos. Lembrando o velho Barão de Itararé, de onde nada se espera, daí é que não sai nada mesmo!”, escreveu o jornalista em suas redes sociais.

Já o advogado e ex-deputado federal Wadih Damous,”O Ministro Kassio Nunes, ao que parece, acha que os evangélicos estão protegidos do vírus por graça divina. Mas, ao que parece também, o vírus é ateu e mata qualquer um que não segue as recomendações da ciência. O ministro novato acaba dando a sua contribuição ao genocídio em curso”, postou o advogado Wadih Damous, em suas redes sociais.

SUS vai pagar R$ 4 mil por leito de UTI do setor privado que custava R$ 800

Projeto aprovado pelo Congresso, além de quadruplicar valor pago por um leito de UTI, dá desconto no imposto de renda de R$ 2,5 bilhões para a rede privada de hospitais. PT tentou barrar aprovação

O Senado Federal aprovou esta semana um projeto de lei, intitulado “Pró-Leitos”, que permite que os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) cedidos pelos hospitais particulares ao Sistema Único de Saúde (SUS,) para os pacientes com Covid-19, sejam pagos pela tabela da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), no valor de R$ 4 mil cada um. A ANS é a agência reguladora dos planos de saúde privados.

O SUS pagava por cada leito R$ 800, mas por causa da pandemia do novo coronavírus o valor subiu para R$ 1.600 e agora, quadruplicou com a aprovação do projeto. Além do aumento no valor do leito de UTI, os empresários do setor da saúde, de quebra, ganharam um desconto de R$ 2,5 bilhões no Imposto de Renda (IR) para àqueles hospitais que cederem vagas ao SUS.

O Partido dos Trabalhadores ainda tentou barrar a aprovação do projeto. O senador Humberto Costa (PT/PE) questionou:  por que, os invés de dar o desconto no imposto de renda, o Congresso não destinava todo o valor das emendas parlamentares da saúde, de R$ 9 bilhões, para o combate à Covid?, se referindo ao fato de que dinheiro havia, mas parte dos parlamentares preferiu atender as demandas do empresariado.

Alegando que mexer no PL provocaria a volta do texto à Câmara para nova aprovação, os senadores rejeitaram a proposta de Humberto Costa. Assim, a tabela usada na contratação dos leitos será a da ANS, mais cara, e não a do SUS, além do desconto na arrecadação do imposto de renda.

“A perda do imposto de renda vai recair também para estados e municípios que recebem parte do que é arrecadado pela União. Tanto estados como municípios usam parte deste dinheiro na saúde, e sabemos que esses entes estão gastando muito mais, por causa da pandemia”, diz o economista e assessor do PT no Senado, Bruno Moretti.

O economista se preocupa com a brecha dada aos empresários na “disponibilidade” de leitos de UTI. Segundo ele, os R$ 1.600 pagos anteriormente pelo SUS eram valores de referência que estados e municípios definam se subiam ou não.

“Isto é muito grave por que além de não ter recursos no orçamento para o combate à pandemia, você ainda tem aprovado, pelo Congresso, a redução de receitas. É uma combinação terrível que só gera lucro para o setor privado”, critica Moretti.

Projeto ainda proíbe cirurgias eletivas nos hospitais públicos e privados

Antes de ir para a votação no Senado, o programa Pró-Leitos, de autoria do deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), foi aprovado na Casa, no dia 24 de março.

O relator do Projeto de Lei  (PL 1010/2021) na Câmara, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), propôs que em cada estado sejam automaticamente suspensas as cirurgias eletivas nos hospitais públicos e privados sempre que os leitos atinjam a taxa de ocupação de 85%, ficando excluídos procedimentos de oncologia e cardiologia.  

Tanto o novo valor para cobrança de leito de UTI como a proibição de cirurgias  eletivas foram aprovados na Câmara e no Senado, apesar dos protestos da oposição, e segue para sanção presidencial.

*Edição: Marize Muniz 

Fonte: CUT Brasil

MST Alagoas lamenta falecimento do militante José Marcone

Marcone é mais uma vítima da Covid-19 e faleceu na manhã de hoje (03)

Em Alagoas, o MST se despede de José Marcone, assentado no Agreste do estado e militante do Setor de Produção, Cooperação e Meio Ambiente do Movimento. Marcone é mais uma vítima da Covid-19 e faleceu na manhã de hoje (03).

“É com profunda tristeza que recebemos na manhã de hoje (03) a notícia do falecimento de José Marcone, mais uma vítima da Covid-19 em Alagoas. Marcone lutava contra o vírus há semanas e não resistiu às consequências da doença, nos deixando fisicamente neste sábado”, destaca trecho da nota de despedida e solidariedade do MST Alagoas.

Confira na íntegra:

Nota de despedida e solidariedade

É com profunda tristeza que recebemos na manhã de hoje (03) a notícia do falecimento de José Marcone, mais uma vítima da Covid-19 em Alagoas. Marcone lutava contra o vírus há semanas e não resistiu às consequências da doença, nos deixando fisicamente neste sábado.

Assentado da Reforma Agrária no Agreste de Alagoas, Marcone atuava no Setor de Produção, Cooperação e Meio Ambiente do MST, onde construiu sua militância na tarefa do fortalecimento da cooperação e da produção de alimentos saudáveis na região onde era assentado.

Sempre com sorriso no rosto e com muita alegria, Marcone será sempre lembrado pela sua disposição, paciência e compromisso com a luta pela Reforma Agrária Popular.

Estendemos ainda toda a nossa solidariedade aos familiares de Marcone e de toda a militância Sem Terra de Alagoas que sofre com essa partida precoce.

Nos solidarizamos ainda com as milhares de famílias que, em Alagoas e no Brasil, choram com a morte de seus familiares em virtude da Pandemia da Covid-19, além de repudiar a irresponsabilidade que o Governo Brasileiro vem tratando a situação em nosso país.

Para que mais vidas sejam preservadas e que outras famílias não passem pela dor da despedida, faz-se urgente e necessária uma verdadeira política de enfrentamento à Pandemia no Brasil, garantindo vacina para toda a população e preservando os direitos dos brasileiros e brasileiras.

Que o sorriso de Marcone permaneça em nós!

Alagoas, 03 de abril de 2021

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

Lutar, construir Reforma Agrária Popular!

O marketing barato de JHC

O prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC) anunciou pelo Twitter no dia 02, o início da Vacina Solidária, com objetivo de arrecadar e doar alimentos não perecíveis e de higiene pessoal.

O material arrecadado será enviado para instituições de caridades e profissionais que foram afetados diretamente pela pandemia.

Mas, no dia 30 de março, o prefeito decidiu subsidiar o transporte público em Maceió com R$ 2,5 milhões por mês, dinheiro que será cortado certamente da saúde e da educação.

Ou seja, para os empresários do transporte uma negociata que irá render para eles 2, 5 milhões ao mês dos cofres públicos, aos pobres a caridade alheia.

Produtora promove curso de cinema com celular gratuito e on-line

A produtora Filmes das Piabas está realizando no período de 14 a 6 de abril, das 09 às 11 horas, um curso de cinema com celular totalmente gratuito e on-line.  

A produtora de áudio visual é voltada para o cinema periférico e foi contemplada num edital da Fundação Municipal de Ação Cultural com recursos oriundos da Lei Aldir Blanc e como contrapartida vai oferecer o curso.

O objetivo do curso, segundo seus organizadores é despertar o interesse pelo fazer cinema de forma acessível para todos. O Curso é introdutório e abordará construção de roteiro, fotografia e som e montagem no celular.

A inscrição para o curso é através de um formulário on-line (forms.gle/tjgc5e3ZFTjeQ2ME7)

e as vagas são limitadas. Para mais informações confiram o Instagram @filmesdaspiabas.

Bolsonaro aumenta o preço dos remédios e do gás de cozinha em plena pandemia

O governo Bolsonaro está aproveitando a pandemia para fazer passar a boiada. Depois do aumento dos remédios, agora é vez do gás de cozinha.

A partir do dia 01 de abril de 2021 os medicamentos ficaram mais caros. O governo autorizou um aumento de até 10% nos remédios em todo o país. A decisão já foi publicada no Diário Oficial da União.

Agora, Bolsonaro vai aumentar o preço médio de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP) em 5% para as distribuidoras nesta sexta-feira (2). O valor passará a ser de R$ 3,21 por quilo, com um aumento médio de R$ 0,15 por quilo, valendo tanto para o uso em indústrias quanto para o uso doméstico.

Por apoiar Bolsonaro, Edir Macedo recebe 3,2 milhões da TV Brasil

Estatal TV Brasil paga R$ 3,2 milhões para exibir novela ‘Os Dez Mandamentos’, da Record

A TV Brasil, parte integrante da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), irá passar a exibir a novela “Os Dez Mandamentos”, da Record TV, em sua nova grade de programação.

Para adquirir os direitos de transmissão das duas temporadas da novela, a estatal pagou cerca de R$ 3,2 milhões para a emissora do bispo e fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, que é próximo do presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi publicada na coluna do jornalista Guilherme Amado na Revista Época.

CartaCapital pediu um posicionamento da EBC sobre o valor informado, mas ainda não obteve retorno. 

Fonte: DCM

Átila, presente!

O companheiro Átila Vieira faleceu de Covid-19. Mais uma vítima da política genocida de Bolsonaro, que já provocou a morte de mais de 320 mil pessoas. São milhares de pessoas que enlutam parentes e amigos.

Mas, diante do acontecido, assumi a tarefa de escrever algumas linhas sobre o companheiro.

Conheci o Átila quando ele era muito jovem, um garoto ainda. Foi no início dos anos 90. Depois de algumas atividade de agitação política no Cepa, organizamos uma reunião de divulgação da Juventude Revolução. A reunião já ia começar quando Átila chegou para participar, acompanhado da sua mãe, que queria saber onde o filho estava se metendo. Escalamos o saudoso companheiro Joaquim Calado para falar com a mãe de Átila. Joaquim voltou dizendo que a barra estava livre e que a mãe dele era professora, que entendia nossa luta.

A partir daí, Átila se engajou na Juventude Revolução e tivemos uma militância em comum durantes anos. Junto com Carlos Pereira, Átila ajudou a construir o grêmio livre na Escola Laura Dantas e assumiu tarefas importantes na condução da Juventude Revolução. Como militante da Corrente O Trabalho do PT, cumpriu com muita dedicação as mais diversas tarefas.

Ele também militou no movimento estudantil da Ufal organizando o núcleo da Juventude Revolução e participando do Diretório Central dos Estudantes. Participação que abriu caminho para a nossa vitória na eleição do DCE-Ufal com a chapa “Não vamos pagar nada” e na realização do épico levante dos estudantes contra o aumento das passagens em 2001.

Sempre animado, disposto e com um sorriso contagiante, foi um dos mais destacados militantes de sua geração. Por divergências sobre o papel das ONGs, ele se afastou da militância conosco.

Tempo depois, ele passou a militar com Heloísa Helena e fez parte da sua assessoria durante o mandato da vereadora. Ele seguiu com Heloísa, inclusive no apoio a Aécio Neves no segundo turno das eleições de 2014. Quando o encontrei na rua, pensei em provoca-lo, mas ele, com aquele jeito calmo, me escutou tão pacientemente que desisti do intento. Essa talvez tenha sido a última vez que falamos de política.

A trajetória de Átila Vieira está profundamente marcada pela sua opção pelos oprimidos e sua militância em defesa dos direitos humanos. E essa opção, tão rara no mundo de hoje, deve ser enaltecida e preservada.

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