Gestão de JHC é uma festa: Maceió vai bancar bolsas de estudos a procuradores com salários de R$ 30 mil

Por ordem do Conselho Superior da Procuradoria Geral de Maceió, a Prefeitura vai bancar bolsas de estudo aos procuradores em especialização, mestrado e doutorado no Brasil ou o exterior. A determinação está publicada na edição desta terça, do Diário Oficial do Município.

O pagamento da bolsa inclui as despesas com matrículas, mensalidades, passagens e transporte, hospedagens e material didático. A medida também alcança os procuradores que estão se licença remunerada.

Um procurador em Maceió recebe, em média, R$ 30.510,05.

Em nota, a PGM informou que o pagamento judicial feito pelos devedores inscritos na Dívida Ativa é quem banca as bolsas dos procuradores.

Disse também que a resolução publicada nesta terça-feira no diário oficial do município é para dar transparência o que está regulamentado através de uma lei delegada de 2014. Veja nota completa mais abaixo.

Ao assumir a administração municipal, o prefeito JHC revelou um rombo de 300 milhões de reais deixado pela gestão Rui Palmeira.

A Secretaria de Economia anunciou política de cortes incluem aumento zero ao funcionalismo e suspensão de novos concursos públicos.

Nota completa da PGM

A Procuradoria Geral do Município de Maceió esclarece que a publicação da Resolução 001/2021 , do Conselho Superior da PGM Maceió, apenas regulamentou a Lei Delegada n. 2/2014 (Lei Orgânica da PGM), em vigor, justamente para garantir a transparência e o cuidado com o bem público. Com isso, não está sendo liberado nenhum ressarcimento imediato.

A concessão de bolsas de estudo para o procurador do município está prevista no inciso VII, do art. 106 da referida Lei Delegada. A publicação disciplina ainda que os pedidos devem ser formulados em requerimento dirigido ao Procurador-Geral do Município, que encaminhará o caso à análise do Conselho Superior da Procuradoria-Geral de Maceió.

Também há um limite de pagamento de bolsas que deve ser respeitado, podendo apenas serem ressarcidas as bolsas dentro do valor atendido por deliberação do Conselho.

É importante ressaltar que os recursos utilizados para essa finalidade, previstos na Lei Delegada, não são verba municipal, mas oriundos de pagamento judicial feito pelos devedores inscritos na Dívida Ativa. Logo, o eventual ressarcimento dessas despesas não acarretarão em qualquer custo ao erário municipal.FacebookTwitterWhatsApp

Fonte: Repórter Nordeste

Com energia privatizada, nordestinos sofrem com preços altos e serviços ruins

Aumentos acima da inflação, apagões e falhas no atendimento são algumas das reclamações dos moradores de três estados do Nordeste e um do Norte, onde as estatais foram vendidas para a Equatorial Energia

Moradores de das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul sentem no dia a dia o resultado negativo das privatizações das companhias estaduais de energia. Os relatos são de aumentos exorbitantes de tarifas, apagões e serviços prestados de péssima qualidade aos clientes. Esses problemas podem se espalhar para todos os estados do país se a Eletrobras for privatizada, como quer o governo de Jair Bolsonaro (Ex-PSL).

Todos os compradores das empresas públicas são, é claro, donos de empresas privadas que, em nome do lucro, como era previsível e foi alertado pela CUT e pelos sindicalistas da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), deixam a população sem atendimento decente, mesmo cobrando altos valores nas tarifas de energia. ´

O Portal CUT listou alguns exemplos de como essas privatizações, ao contrário do que diz o governo, trazem enormes prejuízos ao país e ao povo brasileiro.  

Na primeira matéria, vamos mostrar o que vem ocorrendo no Nordeste desde que empresas estaduais foram privatizadas. Na região, a mesma empresa, a Equatorial Energia, comprou as companhias estaduais de Alagoas, Piauí e Maranhão. Incluímos o estado do Pará, que apesar de ser na região Norte, também teve sua companhia de energia comprada pela Equatorial.

Veja o que ocorreu nesses estados.

Alagoas

Desde que Equatorial Energia comprou em leilão, em dezembro de 2018, ainda sob o governo do golpista Michel Temer (MDB-SP), a antiga Companhia Energética do Estado de Alagoas (CEAL) pela bagatela de R$ 50 mil (cinquenta mil reais), as contas dos 3,35 milhões de moradores do estado sofreram reajustes de energia de 26,3%, todos autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Só no ano passado o reajuste foi de 10% – índice maior do que a inflação de 4,52%. O acumulado do índice de 2019 a 2010 é de 8,83% – índices bem abaixo das correções nos valores das contas de energia.

Mesmo pagando mais caro, as reclamações contra a Equatorial Energia no Procon, em 2020, somaram 1.300. As principais queixas são sobre contas cobradas a maior e cortes de energia sem o devido prazo legal, em plena crise sanitária, com as pessoas em isolamento social, consumindo mais energia em suas casas, com renda reduzida e sem poder trabalhar e, portanto, muitas vezes, sem pagar suas contas. Insensível, a Equatorial continua cortando a energia e cobrando além do valor realmente utilizado.

Uma preocupação a mais para a idosa e pensionista Nilda Vieira, que tem toda a responsabilidade de pagar todas as despesas da casa e de mais s três pessoas, com a pensão de três salários mínimos.

“As contas de energia na minha casa chegam entre R$300 e R$ 500. Nosso dinheiro mal dá para pagar todas as contas, e esses aumentos dificultaram muito mais a nossa vida. É revoltante, eu já não sei o que fazer. Eu tento economizar, mas não sei mais o que desligar. Eu acho uma estupidez os preços da Equatorial. Este mês chegou R$502. Ainda tem o gás e a alimentação que também sempre aumentam, afirma a consumidora da Equatorial.

Lucros milionários e demissões

“A Equatorial teve lucros milionários em 2020, graças principalmente ao esforço de seus trabalhadores e trabalhadoras. O aumento no seu lucro líquido foi nada menos que 52,1%, saltando de R$ 1.484 bilhão para R$ 2.257 bilhões, em 2020 comparativamente a 2019”, afirma Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas. 

Apesar do lucro bilionário, a empresa só demite. Antes da privatização eram 1.200 trabalhadores. Hoje a Equatorial mantém apenas 700, e no início do mês ainda houve mais 10 demissões injustificadas.

Para Rilda Alves, presidenta da CUT Alagoas, os prejuízos da privatização da CEAL estão principalmente ligados aos trabalhadores que perderam seus postos de trabalho e aos usuários que tiveram aumento na tarifa do serviço.

“Quando foi discutida a privatização, o argumento apresentado para o leilão foi a melhoria nos serviços e atendimentos. Infelizmente não foi isso que vimos. Hoje, a queda de energia é muito mais frequente e ficamos sem ter a quem recorrer”, diz a dirigente.

Quedas de Energia

Moradores de todas as partes da capital alagoana, e também do interior, sofrem com as constantes quedas de energia. Na capital, Maceió, na Ponta Verde e bairros adjacentes, várias quedas são constatadas todas as semanas. Os consumidores reclamam que por causa das quedas de energia constantes estão perdendo equipamentos elétricos. O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado para checar como andam os investimentos que a Equatorial tem a obrigação de fazer, mediante contrato em Alagoas, no valor de 545 milhões.

Piauí

Depois que a Equatorial Energia comprou a Companhia de Energia do Piauí (Cepisa), em outubro de 2018, já foram demitidos 1.500 trabalhadores concursados e houve aumento de 47,5% nas tarifas de luz. Para vender a Cepisa, em 2017, o governo de Michel Temer (MDB-SP) autorizou um reajuste imediato de 27,5% e mais 12,5% após a privatização. Também houve reajuste de mais 7,5%, desde entre 2008 e 2010.

Quem também sofreu com a privatização foram os trabalhadores da Cepisa. O Piauí tinha 2.200 trabalhadores do quadro próprio e quase a mesma quantidade de trabalhadores terceirizados.

“Éramos quase 5 mil trabalhadores, hoje já são 1.700 os demitidos, mas a empresa não nos dá acesso ao número de terceirizados. Os concursados são agora somente 650”,  critica Herbert Marinho, dirigente do Coletivo Nacional dos Eletricitários, trabalhador da  Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf/Piauí).

A Equatorial é responsável pela rede de distribuição em todo o estado do Piauí. A empresa pública, Chesf, é a geradora de energia, contudo,  também tem subestações que ligam à geração, passando pela transmissão e chegando até a rede de distribuição da Equatorial.

Maranhão

O processo de privatização da energia no Maranhão teve início na gestão da ex-governadora Roseane Sarney, na década de 1990. A empresa estadual foi vendida a um grupo norte-americano e chileno, mas faliu. Por causa disso, no houve uma nova venda em 2 de Maio de 2004. Hoje quem comanda o setor energético no estado é a Equatorial Energia.

As maiores queixas da população são a falta de energia nas cidades distantes dos principais centros, a falta de postos de atendimento que registrem reclamações e as altas tarifas. Apesar de ser um dos estados mais pobres do país, o Maranhão tem a terceira maior tarifa cobrada sobre a energia.

“A Aneel tem um mecanismo diferente para aumentar a tarifa no Maranhão. Num ano ele diz que é reajuste, no outro diz que é reposição tarifária”, ironiza Fernando Pereira, presidente do Sindicato dos Eletricitários do Maranhão (STIU-MA) e secretário de Energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), sobre os aumentos nas tarifas que atingiram 13,1%, de 2018 a 2020.

O precário atendimento à população é outro problema enfrentado pelos consumidores da Equatorial. Segundo Pereira, há apenas três postos instalados em São Luís para atender os 1,5 milhão de moradores da capital do estado, e o resultado são apagões que chegam a durar de dois a três dias em cidades longe dos principais centros urbanos do Maranhão.

Trabalhador terceirizado

Desde que foi privatizada, a empresa já demitiu quase 2.500 trabalhadores, mas para manter a média de 1.200, ela demite e recontrata, seis meses depois,  o mesmo trabalhador com salário menor, tíquetes de refeição também menores e sem plano de saúde, denuncia Pereira.

“É por isso que em 2 de Maio de 2004 a empresa tinha 1.280 trabalhadores e até 19 de março deste ano tem 1.164. Enquanto o ticket para o trabalhador direito é de R$ 1100, o terceirizado ganha R$ 300 na 55 Soluções, empresa criada pelo grupo Equatorial para administrar as contratações e demissões, da área administrativa”, afirma Pereira.

Já os trabalhadores de campo, que fazem consertos e manutenção das linhas de transmissão e outros serviços, são administrados por três empresas cujos contratos sociais são de construção civil, e não pertence ao grupo Equatorial, o que dificulta a atuação sindical dos eletricitários.

“Os CNPJs dessas empresas são de construção civil, não de energia, e até na hora de uma reclamação trabalhista quem vai lá defender a Equatorial é o terceirizado, da empresa ligada ao sindicato da construção civil”, critica o presidente do STIU-MA.

Pará

A Equatorial Energia comprou, em 2012, a companhia no Pará, que já havia sido privatizada em 1998. Em 23 anos de privatização da então Companhia de Energia do Pará (Celpa) já foram cinco mil, o número de trabalhadores demitidos, o que corresponde a mais de dois quadros de pessoal que a empresa possui.

“Antes da privatização eram 2.500 trabalhadores, hoje são 1.150, mas se contarmos desde 1998, o número de demitidos é muito maior. Também aumentou absurdamente o número de terceirizados. Antes a cada um trabalhador próprio direto havia um trabalhador terceirizado. Hoje de cada um próprio existem 5,5 trabalhadores terceirizados”, conta Ronaldo Romeiro, um dos coordenadores do Sindicato dos Eletricitários do Pará (STIU-PA).

Sofrem os trabalhadores e sofre a população com o descaso da empresa. A Equatorial desligou o sistema de atendimento pelo número 0800 e instalou um posto de atendimento dentro do próprio Procon, onde era uma das campeãs de reclamações. Para Romeiro, este fato deixa claro que a empresa quer diminuir as estatísticas negativas no órgão.

“É como se alguém chegasse no Procon para fazer uma reclamação contra uma empresa e o próprio dono a recebesse. É um absurdo um órgão de defesa do consumidor deixar que uma empresa privada atue dentro de suas instalações”, critica.

A maior queixa dos consumidores, segundo o dirigente, são os preços altos das tarifas. Apesar do estado do Pará ser um exportador de energia para outros estados, a população paga uma das cinco tarifas mais caras do país.

“ A Aneel é uma agência reguladora a serviço do grande capital e não da população brasileira. O grupo Equatorial faz muita propaganda, mas o índice de satisfação do cliente está nas piores posições”, afirma Romeiro.

*Colaboraram: Sandra Sena (CUT-AL) e Ronaldo Granja (Sindicato dos Urbanitários de Alagoas)

*Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT Brasil

Pastor José Olímpio vai ser investigado pelo MP/AL

MP/AL vai apurar crime de homofobia de pastor evangélico contra o ator Paulo Gustavo. Pena para esse ilícito penal é de reclusão de um a três anos e mais pagamento de multa

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), instaurou, nesta segunda-feira (19), a notícia de fato nº MP 01.2021.00001344-0 para apurar o crime de racismo praticado pelo pastor José Olímpio, da igreja evangélica Assembleia de Deus. A 60ª Promotoria de Justiça também requisitou instauração de inquérito à Delegacia-Geral da Polícia Civil para investigar o fato. Na semana passada, o líder religioso fez uma publicação no seu perfil do Instagram desejando a morte do ator e humorista Paulo Gustavo, que está internado há mais de um mês num leito de UTI, no estado do Rio de Janeiro, tentando vencer a luta contra a Covid-19. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que declarações homofóbicas devem ser enquadradas no crime de racismo.

No documento enviado à chefia da PC, o promotor de Justiça Lucas Sachsida explicou que as declarações promovidas na rede social do pastor evangélico “têm possíveis consequências penalmente típicas da Lei nº 7.716/89, artigo 20, que estabelece como crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena para esse ilícito penal é de reclusão de um a três anos e mais pagamento de multa, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.

“Tratam-se de notícias veiculadas na mídia sobre a manifestação de um pastor residente nesta capital, senhor José Olímpio, da Assembleia de Deus de Maceió, sobre o estado de saúde do ator Paulo Gustavo, que está internado em estado grave devido a Covid-19. Na postagem, o pastor coloca a imagem do ator em uma cena, conhecida nacionalmente, na qual Paulo Gustavo interrompe uma cerimônia para pedir ao padre a realização de um casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre os personagens interpretados por ele e outro ator. Na legenda da imagem o seguinte texto é postado ‘Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si’. Verifica-se clara referência de que estaria, o líder religioso, orando pela morte do ator e as razões são justificadas pela escolha da imagem, representativa da defesa do ator pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo”, diz um trecho do ofício encaminhado à polícia.

Para o MP/AL, apesar do pedido de desculpas feito, não há, no caso, uma vez que a publicação fora disposta nas redes sociais, na rede mundial de computadores, a aplicação do instituto da desistência voluntária (Código Penal, art. 15), razão pela qual a apuração do crime deve ser iniciada de imediato.

“Ao menos a priori e, em tese, verifica-se, neste caso, o induzimento, discriminação e preconceito, penalmente típicos nos moldes do artigo 20 da Lei nº 7.716/89”, completou Lucas Sachsida, ao lembrar a decisão do Supremo Tribunal Federal no bojo da ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) – ADO 26/DF e do mandado de injunção – MI 4733/DF.

Fonte: Tribuna Hoje

Angola suspende TV Record de Edir Macedo

O governo angolano vai suspender, a partir de quarta-feira, a atividade da rede Record, bem como jornais, revistas, sites e rádios sem atividade efetiva nos últimos dois anos após detetar “inconformidades legais”, segundo um comunicado do ministério da tutela.

O comunicado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), a que a Lusa teve acesso refere que a empresa Rede Record de Televisão (Angola), Limitada, que responde pela TV Record África, tem como diretor-executivo um cidadão não nacional.

Indica também que os quadros estrangeiros da Record Angola, que exercem a atividade jornalística no país, não se encontram acreditados nem credenciados no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, “inconformidades legais”  que levam à suspensão, a partir das 00h00 do dia 21 de abril, do exercício de atividade de televisão das empresas Rede Record de Televisão Angola Limitada/Recrd TV África e dos jornalistas estrangeiros a ela vinculados

A rede Record é detida pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), cuja liderança tem sido disputada em Angola pela liderança brasileira e angolana, recentemente legitimada pelo governo, tem divulgado várias reportagens críticas do governo, afirmando que os religiosos brasileiros são alvo de xenofobia em Angola.O MINTTIC detetou também que as empresas provedoras de televisão por assinatura, TV Cabo, DSTV Angola e FINSTAR (detentora da ZAP TV), embora estejam devidamente legalizadas, distribuem os canais Zap Viva, Vida TV e Rede Record “sem o registo para o exercício da atividade de televisão em Angola”, pelo que os canais Zap Viva e Vida TV têm de assegurar a sua “veiculação“.

O comunicado dá também conta da suspensão dos registos provisórios dos jornais, revistas, páginas web (site) de notícias e estações de rádio sem atividade efetiva nos últimos dois anos.

Fonte: DCM

TCU determina que governo Bolsonaro utilize 3 milhões de testes de Covid estocados

O ministro do Tribunal de Contas da União, Benjamin Zymler determinou, em 12 de abril, que o Ministério da Saúde dê destinação imediata aos kits de diagnóstico de Covid fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde e que vencem entre maio e junho de 2021. Essa é a segunda vez que uma grande quantidade de testes está prestes a vencer nos porões do governo federal.

De acordo com o TCU, são 30.404 kits de testes parados, cada um com cem testes cada. No despacho, Zymler dá 15 dias para que o ministério informe ao TCU as providências adotadas para cumprir a determinação. Até agora o Ministério da Saúde não se pronunciou.

O Brasil é um dos países que menos testa, proporcionalmente, em todo o mundo.
No mês passado, um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo com base nos dados da plataforma “Our World In Data”, de Oxford, demonstrou que entre os 10 países com mais casos de covid atualmente no mundo, o Brasil é o que menos testa.

Considerando todos os 110 países monitorados constantemente pela plataforma, o Brasil ocupa a 81ªposição, com apenas 78 testes por 100 mil habitantes. O País está atrás de nações como Cazaquistão (422 por mil), Belarus (548 por mil) e Iraque (181 por mil). Na América do Sul, o Brasil só fica à frente da Bolívia e do Equador no número de testes.

A testagem e o rastreio de casos é uma das estratégias fundamentais de combate ao coronavírus.

Publicado originalmente no site O Trabalho

Vereador Leonardo Dias pode perder mandato

Vereador é tido como inimigo do movimento negro e das pautas progressistas.

No dia de hoje (19), o Movimento Caras Pintadas, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral ( MCCE-AL) e o Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa (NCIA), protocolizaram expediente direcionado ao Presidente da Câmara Municipal de Maceió, Vereador Galba Neto, solicitando informações acerca do Processo de Pedido de Cassação de Mandato do Vereador Leonardo Fonseca Dias, e providências em caráter de “Urgência”, com esteio na suposta quebra de decoro parlamentar, quando o Edil  atrapalhou a vacinação de idosos, no estacionamento do Jaraguá , revoltando vários idosos que tiveram dificuldades para sua vacinação.
 Na ocasião o ato irresponsável do Parlamentar que liderava a manifestação, não teve a mínima sensibilidade nas milhares de mortes ocasionadas pelo vírus Covid-19, fazendo campanhas de negacionismo, seguindo seu líder maior Bolsonaro. 
“A Câmara Municipal de Maceió, precisa dar uma resposta a sociedade maceioense,  referente este ato vil, de total falta de compromisso com a vida humana”, desabafa Raudrin de Lima, Coordenador Nacional do Movimento Caras Pintadas. 
“Somos defensores da vida humana, neste momento triste da humanidade , parlamentares dessa baixa categoria , não pode está no parlamento, torcendo e fomentando o cada pior melhor , para defender sua posição política de extrema-direita”, afirma Fernando Cpi, Coordenado Estadual do MCCE-AL. 
“Os nossos idosos merecem ter seus direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, atos como esse praticados pelo vereador Leonardo, tem que ser veementemente combatido, e a Câmara Municipal de Maceió, através do seu regimento e do Conselho de ética precisa fazer cumprir com seu Mister de investigar a conduta e aplica a sanção cabível que as regras impõem “, concluiu Devis Klinger, Coordenador do NCIA.

Fonte: O Fato AL

A fome e a política econômica perversa do governo Bolsonaro

Cid Olival Feitosa

Doutor em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e Professor de Economia da UFAL

Não é novidade para ninguém que a sociedade brasileira sempre conviveu com elevados índices de desigualdade socioeconômica. Essa realidade, aliada à ausência de políticas públicas voltadas à segurança alimentar, produziu (e produz) grande contingente de pessoas com fome.

As raízes desse problema remontam à nossa formação histórica-econômica-social-política, que sempre privilegiou uma pequena parcela da população, em detrimento da grande maioria dos não proprietários. Com menor nível de renda, a maior incidência da fome ocorre sobre pessoas negras, de baixa escolaridade, do sexo feminino e localizadas nas regiões Norte e Nordeste do país.

A situação começou a mudar a partir dos anos 2000, quando a pobreza e a fome passaram a fazer parte do centro da política econômica do governo federal. Um conjunto articulado de políticas públicas foi implantado, com diversas ações, tais como: i) elevação da renda dos mais pobres, por meio do aumento real do salário mínimo; ii) maior oferta de alimentos, com o fortalecimento de programas de apoio à agricultura familiar; iii) programas de transferência de renda e assistência social (Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada); iv) programas de inclusão produtiva; v) fortalecimento da merenda escolar, com o Programa de Aquisição de Alimentos; etc.

Essas medidas levaram o Brasil a reduzir, entre 2002 e 2013, em 82% o número de pessoas em situação de subalimentação[i]. Ademais, o número de moradores em situação de insegurança alimentar grave caiu de 8,2%, em 2004, para 3,6%, em 2013. A melhora desses indicadores levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a declarar, pela primeira vez na história, que o Brasil tinha saído do Mapa da Fome[ii].

Depois de diminuírem significativamente ao longo do período citado, a fome e a insegurança alimentar voltaram a crescer no Brasil. Segundo dados do IBGE, em 2018, eram quase 85 milhões de pessoas que estavam sem acesso pleno e permanente a alimentos, um aumento de mais de 60%, em cinco anos. Além disso, 10,3 milhões de brasileiros se situavam em um quadro de insegurança alimentar grave, correspondendo a 5% dos moradores do país (ver tabela 1).

A volta ao Mapa da Fome, quando a insegurança alimentar grave atinge 5% da população do país, tem relação direta com as políticas econômicas adotadas pelo governo brasileiro após o golpe de 2016. Desde aquele momento, a orientação ideológica neoliberal tem provocado estragos severos para o conjunto da sociedade. O que se tem observado é um brutal ataque à classe trabalhadora e aos mais pobres, com aumento do desemprego, perda de direitos trabalhistas, queda na renda das famílias e desmonte dos mecanismos de proteção social. No plano da segurança alimentar, a redução de recursos orçamentários e o enfraquecimento das políticas de apoio à agricultura familiar têm levado não apenas ao aumento da fome e da pobreza, mas também à inflação de alimentos.

As ações do governo Bolsonaro têm agravado ainda mais uma situação que já era bastante preocupante. Para se ter ideia, no seu primeiro dia de governo, o presidente extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), fragilizando as medidas de combate à fome em todo país. Os ataques se deram também com as políticas de austeridade fiscal, com cortes de recursos em praticamente todos os setores da economia, sobretudo na área social. O Orçamento de 2021, por exemplo, corta em 35% os recursos para a agricultura familiar.

A combinação da política econômica austera, que visa eliminar a atuação do Estado na economia, com a crise sanitária tem provocado efeitos ainda mais perversos. Pesquisa da VigiSAN (2021)[i], mostrou que mais da metade da população está em situação de insegurança alimentar (55,2%, em 2020, contra 36,7%, em 2018). São quase 117 milhões de pessoas sem acesso permanente a alimentos, em situação de insegurança alimentar leve ou moderada. Desse total, 19,1 milhões de brasileiros estão passando fome, o que corresponde a 9,0% da população do país.  

Gráfico 1: Brasil – Situação de Segurança Alimentar – 2004-2020

Fonte: VigiSAN (2021)

Os dados são bastante preocupantes. Entre 2013 e 2018, a insegurança alimentar grave cresceu 8% ao ano. Entre 2018 e 2020, o aumento da fome foi de 27,6%, corroborando o intenso retrocesso econômico-político-social vivenciado sob a gestão Bolsonaro. A situação só não foi mais dramática porque o Congresso Nacional aprovou um auxilio emergencial de R$ 600,00 para a população mais vulnerável, contrariando a proposta do governo federal que era de R$ 200,00. Para 2021, a situação não parece promissora, já que a equipe econômica continua com sua política de corte de gastos e o novo auxílio emergencial aprovado varia entre R$ 150,00 e R$ 350,00, bastante aquém das necessidades básicas da população.

A solução para o problema já é conhecida, passa por políticas públicas que pretendam, de fato, erradicar a fome no país. No momento atual, passa também por um programa de transferência de renda robusto, como aconteceu ao redor do mundo, que garanta a sobrevivência das pessoas no período pandêmico.  Mas esse não parece ser o objetivo do governo. Para ele, as metas fiscais se sobrepõem a qualquer medida que vise a redução da fome, da pobreza, das iniquidades e a promoção da vida e do desenvolvimento econômico e social do país.


[i] Link de acesso à pesquisa: http://olheparaafome.com.br/VIGISAN_Inseguranca_alimentar.pdf


[i] http://mds.gov.br/area-de-imprensa/noticias/2014/setembro/brasil-sai-do-mapa-da-fome-das-nacoes-unidas-segundo-fao

[ii] Link de acesso ao documento da FAO. http://www.fao.org/3/i4030e/i4030e.pdf

A Petrobras é nossa

PAULO MEMÓRIA – jornalista e cineasta

Quando o presidente Getúlio Vargas pronunciou a frase “O petróleo é nosso”, por ocasião da descoberta de reservas deste rico mineral, encontrado em abundância no subsolo brasileiro, provavelmente não imaginava que ela viraria o slogan de uma das maiores campanhas de mobilização de massas da nossa história, lançada em 1948 pelo CEDPEN – Centro de Estudos e Defesa do Petróleo. Na deflagração desta campanha nos anos 40, já havia uma forte disputa ideológica entre os “nacionalistas”, que unia a esquerda e parte da direita militar, na defesa da nossa soberania e os “entreguistas”, que vaticinavam a tese da quebra do monopólio do petróleo e sua “entrega” as empresas de capital estrangeiro. Um dos mais ardoroso defensores da manutenção do petróleo nas mãos do Estado, foi o general Felicíssimo Cardoso, pai do futuro presidente Fernando Henrique Cardoso, que viria a revogar este controle estatal meio século depois, com sua criminosa política lesa-pátria de privatizações de empresas que tinham importância estratégica para a Nação.

O liberal Governo Collor deu um importante passo na abertura da economia ao mercado internacional em nosso país, sem que isso significasse uma política de entrega do nosso patrimônio as potências estrangeiras, como assistimos na era FHC e após o golpe do impeachment em 2016, nos governos Temer e Bolsonaro, ambos a serviço do que existe de mais retrógrado no capitalismo mundial e brasileiro. A histórica campanha do “O Petróleo é nosso” foi fundamental para derrotar o projeto de entrega do petróleo brasileiro, liderados pelos economistas subservientes a iniciativa privada, Eugênio Gudin e Robert Campos, o “Bob Fields”. O governo Bolsonaro, sob o comando do Ministro da Economia Paulo posto Ipiranga Guedes, retoma a narrativa das privatizações das nossas estatais lucrativas, dentre elas a nossa petroleira, que serão vendidas a preço de banana, pois está mais do que claro que não existe um compromisso deste governo com a sociedade brasileira e sim, exclusivamente, com os agente que representam o mercado e, particularmente, as instituições financeiras e as multinacionais. A impressão que tenho é de que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff ocorreu para que as reformas trabalhista e previdenciária pudessem ocorrer, mas, sobretudo, em razão da descoberta do Pré-Sal, com tecnologia predominantemente brasileira, desenvolvida pela Petrobras, empresa de capital misto, fundada por Getúlio Vargas em 1953, com a finalidade de explorar, produzir, refinar, comercializar e transportar nosso óleo e gás, transformando-se na nossa mais importante matriz energética. Nos Governos Lula e Dilma, foi determinado à ANP – Agência Nacional de petróleo, que fosse instituído o regime de partilha para o Pré-Sal, pelo qual ficava determinado que metade do petróleo descoberto em nosso solo, seria propriedade da União, onde os resultados seriam destinados, integralmente, 75% para a educação e 25% para a saúde , garantindo ainda a obrigatoriedade de 65% de conteúdo local para as encomendas de bens e serviços e salvaguardando a Petrobrás, 30% de participação nos consórcios das operadoras vencedoras. Ato contínuo ao golpe de 2016, o senador José Serra (PSDB/SP), após anos de tentativas, conseguiu aprovar o nefasto Projeto de Lei No 3178/19, que revoga o regime de partilha para o de concessão, eufemismo para privatização do Pré-sal. E assim foi-se a última oportunidade de redenção do atraso educacional de décadas em nosso país. Falam agora em privatizar nossa água, cujas consequências trágicas podem ser assistidas no documentário “O Verde Está do Outro Lado – Os Donos da Água”, filme de estreia do diretor brasileiro Daniel A. Rubio em 2019, sobre a privatização da água no Chile em 1981, na ditadura Pinochet, que o “Chicago Boy” Paulo Guedes tanto admira e defende.

Mamata militar: Instituto de general Villas Bôas recebe verba federal

O IGVB tem se dedicado a acordos com órgãos ligados ao governo federal que envolvem apoio institucional e, em ao menos um caso, financiamento.

Prestes a completar um ano e meio, o instituto criado pelo general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, mantém relações próximas com o governo federal, apesar de ser formalmente independente. O general de 69 anos, que chefiou a Força de 2015 a 2019, cultiva ligação estreita com Jair Bolsonaro e já chegou a ameaçar o STF em 2018 caso a Corte concedesse liberdade a Lula. No começo do governo, chegou a ser nomeado para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, ao deixar o cargo de comandante do Exército, ele criou o Instituto General Villas Bôas (IGVB), em dezembro de 2019, com sede em Brasília.

Desde então, o IGVB tem se dedicado a acordos com órgãos ligados ao governo federal que envolvem apoio institucional e, em ao menos um caso, financiamento. Um dos parceiros é a Fundação Habitacional do Exército, entidade que financia a compra de imóveis por militares e doou R$ 60 mil ao instituto.

O instituto também tem convênios com ao menos quatro órgãos federais: Ministério da Educação, Secretaria Especial da Cultura, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e Ministério da Ciência e Tecnologia.

Fonte: Brasil 247

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