Nova pesquisa: Lula vence Bolsonaro por 45% a 37% no segundo turno

Pesquisa lançada na manhã desta sexta pelo Instituto Ideia aponta vitória de Lula num eventual segundo turno com Bolsonaro, com ampliação da vantagem em relação à rodada de abril. O levantamento indica que todos os candidatos da chamada “terceira via” perdem tanto para Bolsonaro como par Lula num eventual segundo turno

Pesquisa do Instituto Ideia indica que Lula teria 45% das intenções de voto contra 37% de Bolsonaro em um eventual segundo turno se as eleições fossem hoje. Lula ampliou a vantagem desde a última sondagem, realizada há um mês, pelo instituto, quando vencia Bolsonaro por 40% a 38%. A pesquisa deve ser lida com reserva porque foi feita por telefone, o que limita a escuta dos segmentos mais pobres da população. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 19 e 20 de maio. Na pesquisa presencial feita pelo Datafolha e divulgada em 12 de maio, a vitória de Lula era mais expressiva: 55% a 32%.

Nos cenários do segundo turno feitos pela pesquisa Ideia, Bolsonaro perde apenas para Lula, vencendo todos os eventuais adversários, o que indica a inviabilidade da chamada “terceira via”: Luciano Huck (45% a 39%), Ciro (40% a 37%), Sérgio Moro (40% a 36%), Doria (46% a 33%), Tasso (44% a 30%), Eduardo Leite (44% a 29%), Amôedo (46% a 26%) e Danilo Gentili (47% a 23%).

Na simulação de segundo turno, Lula vence todos os candidatos da chamada “terceira via”. Na disputa com Lula, o petista tem 43%, e Ciro, 35%. A eleição mais acirrada de uma terceira via com Lula é contra o ex-juiz Sergio Moro (43% X 40%).

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro estava em reunião que negou oxigênio a Manaus, admite Pazuello

O depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello à CPI da Covid-19, nesta quinta (20), reforçou a tese de omissões do governo federal durante a pandemia. De acordo com ele, o presidente Jair Bolsonaro estava presente na reunião interministerial em que foi negado ao Amazonas socorro por parte da União durante a crise de falta de oxigênio nos hospitais do estado, principalmente na capital Manaus

Pazuello relatou que a situação do Amazonas foi apresentada aos ministros pelo governador Wilson Lima (PSC), mas esquivou-se da responsabilidade. “Essa decisão não era minha”, resumiu. “Foi levado (o pedido de intervenção) à reunião de ministros com o presidente. E o governador, presente, se explicou, apresentou suas observações. E foi decidido pela não-intervenção. Foi dessa forma que aconteceu”.

Em seguida, novamente questionado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Pazuello repetiu a informação. “O presidente da República estava presente. A decisão foi tomada nessa reunião”, disse.

O pedido de intervenção tinha sido feito pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). Na ocasião o estado vivenciava o segundo pico da doença e sofria com falta de oxigênio para atender pacientes internados com Covid-19. Diversas pessoas morreram por asfixia sem conseguir acesso ao kit intubação. Wilson Lima é aliado do presidente Bolsonaro. Em maio deste ano, o vice-governador do Amazonas acusou o presidente Jair Bolsonaro de usar o estado para fazer uma “experiência” com a tese da imunidade de rebanho contra o coronavírus.

O depoimento de Eduardo Pazuello começou na manhã da terça-feira (19), mas foi interrompido após o general da ativa alegar que estava passando mal.

Fonte: Congresso em Foco

Professores e estudantes vão às ruas em defesa da educação e contra reforma administrativa

No dia 19, professores, técnicos e estudantes realizaram manifestações em defesa das universidades em diversas partes do país reivindicando a recomposição do orçamento.

As manifestações integraram um dia de paralisação convocado pelo ANDES – Sindicato Nacional, onde, além da luta contra o PL 5595, que propõe transformar a educação em atividade essencial, aproveitando a pandemia para tentar restringir o direito de greve, diversas associações de docentes também destacaram a luta contra a reforma administrativa, que ameaça o conjunto dos serviços públicos.

Na Universidade Federal de Santa Catarina os estudantes protagonizaram a luta e arrastaram cerca de 200 manifestantes que fizeram uma marcha nos arredores do campus. Os estudantes entregaram uma carta de reivindicações à reitoria, pautando a necessidade de reverter o corte de bolsas estudantis.

Já em Goiás, o ato colocou no centro a luta contra a reforma administrativa (PEC 32), e marchou da praça universitária até o monumento que homenageia os mortos da guerrilha do Araguaia. Estudantes da moradia universitária também levantaram a bandeira de luta pela recomposição das bolsas e a testagem regular dos moradores.

Na Universidade Federal da Paraíba, também houve uma manifestação que além das pautas gerais já citadas, exigiu a saída do interventor nomeado ilegalmente por Bolsonaro para a reitoria da instituição.

Na Universidade Federal da Bahia uma manifestação reuniu docentes, técnicos e estudantes. A professora Celi Taffarel, que encabeçou a chapa do Renova ANDES (oposição) na ultima eleição também esteve presente.

Também houve manifestação de docentes na Universidade Federal do Recôncavo Baiano, animada pela APUR (associação de docentes). Houve colagem de cartazes em Amargosa, contra a PEC 32.

Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco também foram às ruas em defesa da educação e contra a PEC 32. A manifestação ocorreu na manhã desta quinta feira (20), já que no dia 19 houve colação de grau na universidade.

Em Fortaleza, professores, servidores e estudantes fecharam o cruzamento das Avenidas da Universidade e 13 de maio, local tradicional de manifestações na cidade.

No dia 19 ainda houve outras pequenas manifestações de docentes, como na Universidade Estadual do Mato Grosso, em Cáceres e na Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Fonte: O Trabalho

Ferroviários protestam contra a Braskem e exigem reativação do trem

Trabalhadores ferroviários e moradores de bairros afetados pelo afundamento do solo protestaram hoje (20), contra a Braskem, empresa responsável pelo maior desastre ambiental da história de Maceió.

Os manifestantes denunciaram que o crime ambiental prejudicou milhares de pessoas que habitavam os bairros atingidos, que tiveram seus patrimônios destruídos e, principalmente o impedimento da circulação normal dos trens e VLTs que atendiam grande parte dos população.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários, Marcos Roberto Feijó, o sistema está praticamente paralisado e que “tivemos uma única reunião com representantes da mineradora, prometeram agilidade, mas, zero respostas até agora”. Segundo o sindicalista, “dos 29 mil passageiros transportados por dia, agora a CBTU só transporta cerca de 3 mil”.

Para Emmanuel Miranda, representante da CUT no ato, “O descaso da Braskem com os atingidos é escandaloso e que as entidades cobram do MPE (Ministério Público Estadual), Prefeitura e Estado uma ação mais efetiva”.

Redação com Tribuna Hoje

Foto: Tribuna Hoje

Governador do RJ sanciona lei da Escola Sem Mordaça

Foi publicada no Diário Oficial a sanção do governador Claudio Castro da Lei 9277/2021, de autoria dos deputados André Ceciliano (PT/RJ) e Carlos Minc  (PSB/RJ), que garante o livre debate de ideias nas escolas públicas e privadas do Estado do Rio de Janeiro. Minc comemorou a aprovação histórica do que chama de Lei da Escola Sem Mordaça:

A Lei da Escola Sem Mordaça, segundo Carlos Minc, um dos autores da lei “é a antítese da política censória Escola Sem Partido bolsonarista que, na realidade, seria a Escola Sem Liberdade. É a primeira lei do país que garante ampla liberdade de expressão de professores e alunos. Autonomia nas aulas, sem censura. Também proíbe filmar alunos e professores sem autorização dos próprios — como queriam os espiões das milícias bolsonaristas”.

Minc lembra que escola e universidade são ambientes de troca de ideias, de aprofundamento de discussões e de liberdade. “A ação de agentes e provocadores fascistas visa a impedir a discussão em aula sobre racismo, ditadura, LGBTFobia, devastação na Amazônia. Professores e alunos estão em festa. Alento no meio de tanta desgraça, devastação e mortes!  Vitória democrática! Outras virão! Resistir é possível e necessário!”, diz.

Fonte: Página do Minc

Justiça suspende instalação da 1ª escola cívico-militar do estado de São Paulo

Um dia depois da instalação oficial, a Justiça suspendeu nesta terça-feira, 18, a instalação da que seria a primeira escola cívico-militar do Estado, em Sorocaba, interior de São Paulo. A unidade funcionaria com 423 alunos do ensino fundamental 2 na Escola Municipal Matheus Maylasky, que tem um total de 875 estudantes. A juíza Erna Thecla Maria Hakvood apontou na decisão que a prefeitura não esperou a conclusão das análises pedidas pelo Conselho Municipal de Educação sobre o cumprimento das normas do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim).

Em março deste ano, o titular da secretaria municipal de Educação assinou um documento concordando com a não instalação da escola, enquanto o projeto não fosse submetido à análise técnica do conselho. A juíza fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. A prefeitura ainda não foi notificada, mas deve recorrer dessa decisão. O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) participou da instalação da escola. Os 13 oficiais militares da reserva que atuariam na gestão do estabelecimento chegaram a serem apresentados durante o evento. Mães de alunos fizeram um protesto contra a militarização do ensino.

No ano passado, quando a instalação da unidade foi anunciada, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) obteve liminar na justiça anulando o processo. Conforme a promotoria de Sorocaba, houve falhas na consulta pública feita junto aos pais de alunos e o processo não respeitou as regras do Pecim, já que a Maylasky apresenta Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) acima da média, aprova 99% dos alunos e, instalada no centro da cidade, não apresenta situação de vulnerabilidade.

Em nota, o Ministério da Educação informou que o município de Sorocaba teve a instalação da escola suspensa em 17 de dezembro de 2020 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e, diante disso, o MEC suspendeu a contratação dos militares que iriam atuar na unidade. “Em 4 de fevereiro, o MEC foi informado pela prefeitura da liminar que determinava a suspensão dos efeitos da decisão agravada. Diante disso, o MEC deu continuidade à implantação da escola”, disse. Segundo o ministério, a ação judicial não envolve o MEC.

Fonte: Uol Educação

NECROCAPITALISMO E PANDEMIA

PAULO MEMÓRIA – jornalista e cineasta

O nosso país é governado por um presidente negacionista, que combate as luzes do conhecimento, a evolução da cultura e o desenvolvimento econômico sustentável. Temos um governo de “sem biografias”, ou de elementos cujas trajetórias políticas ou profissionais, em uma perspectiva ética e moral, enrubesce até mesmo notáveis estelionatários que sempre atuaram na vida pública brasileira, sem o mínimo pudor ou esmero pelo dinheiro público do erário nacional. O grande problema brasileiro, entretanto, está longe de ser a grande roubalheira dos assaltantes oficiais, destes com fotos nas repartições públicas. Os bandidos de colarinho branco, tiraríamos de letra. Considerando apenas o contexto da corrupção, podemos dizer que ela representa, no máximo, 3% do PIB brasileiro. Em outras palavras, macroeconomicamente, somos um país tão abençoado, que suportamos a ladroagem nos três poderes constituídos: executivo, legislativo e judiciário, em seu três níveis de atuação: municipal, estadual e federal, bem como a maior corrupção existente no Brasil, que sequer é pública, tomando forma como a bilionária sonegação fiscal da iniciativa privada.

O capitalismo tupiniquim e alhures tomou forma definitiva neste século XXI, na sua versão mais perversa e selvagem, que é o neoliberalismo. As metas de “austeridade” a serem atingidas no chamado tripé macro econômico, caracterizado pelo câmbio flutuante, metas fiscais e metas de inflação, praticamente enterrou o liberalismo clássico, em sua versão keynesiana, que salvou o capitalismo em várias oportunidades. O capitalismo liberal e laboral, de viés produtivo, está sendo definitivamente substituído pela financeirização da economia mundial. O objetivo desta nova elite é a desconstrução do Estado de bem estar social, por intermédio das políticas de privatizações e a destruição dos mercados nacionais, fazendo desaparecer quaisquer resquícios de políticas de soberania nacional e da própria concepção do que conhecemos como nacionalismo. O que estamos assistindo é um grande complô corporativista, para maximizar o lucro do mercado financeiro, em detrimento de um modelo desenvolvimentista, que beneficia a todos, para cada vez mais concentrar a renda e o capital nas mãos da banca internacional. O modelo capitalista vigente, parece ver na pandemia uma janela de oportunidades para o extermínio em massa da população. O pensador polonês Zygmunt Bauman faz referências a “vidas desperdiçadas”, ou seja, àquelas que representam os trágicos efeitos colaterais do neoliberalismo dominante: os miseráveis resultantes da má distribuição da renda mundial, que não são viáveis sequer para o que Karl Marx denominava conceitualmente de Exército Industrial de Reserva, que atende as oscilações econômicas do capital internacional. Este é o cenário formado para o que o filósofo africano Aquiles Mbembe classifica de necrocapitalismo, no qual “a expressão máxima da soberania reside em definir quem deve viver ou morrer, é o controle da mortalidade como manifestação de poder, definindo quem é e quem não é descartável”. Até recentemente eram as guerras que cumpriam esta missão, agora a Covid-19 tem se prestado a este papel com muita eficiência. Quem será o Dr. Fantástico (filme de 1964, de Stanley Kubrick e estrelado por Peter Seller) por trás desta conspiração do mal para destruir os homens? Em “Os Condenados da Terra”, Frantz Fanon denúncia a violência do colonialismo, que leva a morte social dos povos colonizados, com a demolição dos estilos de vida autóctones da sociedade subjugada. Este novo salto do modelo assentado no capital, tem tudo para se transformar no apocalipse da humanidade.

Ricardo Salles é alvo de operação da Polícia Federal

O ministro Ricardo Salles é alvo de operação da Polícia Federal e o presidente do Ibama é afastado

O STF determinou o afastamento preventivo de dez agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no Ibama e no Ministério do Meio Ambiente

Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão em locais ligados ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nesta manhã de quarta-feira (19), na Operação Akuanduba, que está nas ruas do Distrito Federal, São Paulo e no Pará, e que apura crimes contra a administração pública praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

A PF está utilizando 160 policiais para cumprir 35 mandados de busca e apreensão, determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que além das buscas, determinou o afastamento preventivo de 10 agentes públicos que ocupam cargos e funções de confiança no Ibama e no Ministério do Meio Ambiente, e ainda a suspensão imediata do despacho emitido em fevereiro do ano passado, que permitiu a exportação de produtos florestais sem a necessidade de emissão de autorização de exportação.

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, também é alvo de busca e apreensão nesta manhã e foi afastado do cargo por determinação do Supremo. 

Segundo as investigações, esse despacho foi feito a pedido das empresas que tinham cargas apreendidas nos Estados Unidos e Europa e, com isso, possibilitou a regularização de mais de 8 mil cargas de madeiras exportadas ilegalmente entre 2019 e 2020.

As investigações começaram em janeiro deste ano após informações obtidas junto a autoridades estrangeiras que relataram desvio de conduta de servidores brasileiros no processo de exportação.

Fonte: CNN Brasil


Entidades participam de ato no dia da luta antimanicomial

Representantes de diversas entidades participaram do ato que marcou o dia da luta antimanicomial, nesse 18 de maio, em Maceió.

Os participantes denunciaram a política de desmantelamento dos serviços públicos, em particular, da atenção aos portadores de transtornos mentais por parte do governo Bolsonaro. Os manifestantes reivindicam a ampliação dos serviços, como a implantação dos CAPS III e mais residências terapêuticas.

A destruição da Braskem, que atingiu vários bairros e unidades de saúde especializadas em saúde mental também foi alvo de críticas dos participantes. Para Aguinaldo Almeida, psicólogo e representante do vereador Dr. Valmir na manifestação, “a tragédia provocada pela Braskem em Maceió não atingiu só as residências, mas também equipamentos públicos e a empresa precisa ser exemplarmente punida”.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS