Em um ano de pandemia, conta de energia ficou pelo menos 20% mais cara em Alagoas

A política econômica de Paulo Guedes e do governo Bolsonaro tem empobrecido o povo brasileiro e feito os preços dispararem, a maioria da população brasileira, com certeza vem sentindo no bolso o aumento constante em todos os setores da economia.

A conta de energia, por exemplo, sofreu pelo menos quatro aumentos durante o período de pandemia. Alguns consumidores relatam aumentos que superam os 25%, quando comparam as faturas referentes aos mesmos períodos do ano passado.

É o caso da professora Edileuza Ferreira, que registrou mais de R$100 de aumento ao comparar a fatura da Equatorial recebida em maio de 2020 e em maio de 2021.

“Não comprei nenhum eletrodoméstico e não mudei nenhuma conduta no uso da eletricidade em minha casa. Infelizmente a gente tem enfrentado reajustes desgovernados não só na energia, mas também nos produtos básicos do supermercado, na gasolina”, desabafou ela.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem concedido aumentos da energia elétrica que superam à inflação oficial do país. A Equatorial, concessionária de energia elétrica em Alagoas, finalizou o ano de 2020 com lucro líquido que supera os R$2,2 bilhões, um aumento que supera os 50% quando comparado ao lucro obtido em 2019.

Enquanto isso o povo sofre com as altas contas e os péssimos serviços. E para piorar, o governo Bolsonaro decretou a via agência, a cobrança da bandeira vermelha 1 aos consumidores, o que significa novo aumento na conta de luz.

Fonte: Redação com 7 Segundos Arapiraca

Espanha e Marrocos no centro da crise migratória

Vários milhares de pessoas chegaram, nos últimos dias, às praias de Ceuta, ao mesmo tempo que algumas centenas de pessoas têm saltado a vedação de Melilla. Elas estão apenas à procura de uma vida melhor, ou simplesmente de sobreviver.

O Governo espanhol “progressista” respondeu enviando o Exército, com tanques, para as praias de Ceuta, apressando as “devoluções a quente” de mais de 6.000 pessoas (usando a infame Lei-Mordaça que prometeu revogar) e amontoou um milhar de menores num armazém industrial, a dormir no chão e sem instalações sanitárias. Centenas de outros menores foram expulsos “a quente” (o que viola todas as leis). A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou publicamente nas redes sociais o “apoio e solidariedade” do Executivo que dirige para com Ceuta e Melilla, enquanto a comissária europeia para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, advertiu Marrocos de que a sua fronteira com Ceuta é também “fronteira com a União Europeia”, e exortou Rabat a cumprir os seus compromissos de controlo da passagem de migrantes irregulares e impedir a chegada “sem precedentes” que se está a registar desde 17 de Maio à cidade autónoma.

É evidente que a crise económica, multiplicada por cem num país dependente e oprimido como é Marrocos, atirou para o desespero e a emigração centenas de milhares de jovens. O culpado não é apenas o Regime marroquino mas também o Sistema capitalista e os acordos de exploração entre a União Europeia e Marrocos, que convertem este país num campo livre para a entrada das multinacionais.

A imprensa de todas as cores ataca Marrocos, que é acusado de “ter deixado sair” estas pessoas, em represália pela hospitalização, em Logroño, de um dos líderes da Frente Polisario. Um dirigente que “viaja com passaporte argelino”, talcomo os outros líderes da Frente Polisario, uma organização cuja base se situa em Tindouf (Argélia), protegida pelo Regime argelino. Regime este, não o esqueçamos, que tem a oposição da imensa maioria do seu povo.

Fazem coro com essa imprensa a líder “anti-capitalista” e antiga Coordenadora do Podemos na Andaluzia, Teresa Rodríguez, explicando que “Marrocos está a utilizar seres humanos para fazer chantagem com Espanha e poder continuar a ignorar os direitos humanos no Sahara. Isto deveria ser intolerável”.

Deste modo, todos eles mostram a fragilidade das fronteiras artificiais de Ceuta, para cuja defesa o muro de 10 metros de altura não é suficiente. Eles precisam, além disso, que a Polícia e o Exército marroquinos defendam essas fronteiras do exterior.

Ninguém assinala a inviabilidade destes enclaves coloniais que, juntamente com várias ilhas e afloramentos rochosos ao largo da costa de Marrocos, continuam a estar em poder do Estado espanhol. E apenas poucas pessoas protestaram contra as acções do Governo de Sanchéz.

Em Dezembro de 2020, Información Obrera publicou um artigo com o título “Não, Senhora ministra, Ceuta e Melilla são cidades de Marrocos”. O artigo terminava afirmando que ambas estas cidades “são enclaves coloniais em território marroquino, assim como a ilha de Perejil, os afloramentos rochosos de Al Hoceima e Velez de la Gomera, e as Ilhas Chafarinas. A única medida progressista é o seu regresso incondicional ao povo marroquino”. Recordamos que as fortalezas militares de Ceuta e de Melilla não são apenas um punhal cravado no povo marroquino; são ameaças directas às liberdades e direitos em Espanha porque – como declarou, em 1810, Dionisio Inca Yupanqui, deputado dos EUA, perante as Cortes de Cádiz – “um povo que oprime outro não pode ser livre”. Além disso, é suficiente recordar também o golpe militar de Franco e de onde ele partiu.

A esquerda institucional cerra fileiras com o aparelho de Estado

Enquanto o Governo enviava soldados e tanques para receber as pessoas pobres que desembarcavam esfomeadas e exaustas nas ruas de Ceuta, as reacções da chamada esquerda foram inadmissíveis. Yolanda Díaz e Ione Belarra, do Podemos, lançaram algumas tímidas críticas, mas apenas sobre o facto das mais de 6.000 “devoluções a quente” que foram efectuadas, em apenas alguns dias, pelas autoridades na fronteira de Ceuta. Mas em seguida, face a uma situação tão “crítica”, Podemos decidiu que, neste momento, “não pode gerar uma crise” sobre este ponto, e que se vai limitar a fazer pressão em privado sobre Marlaska (o ministro do Interior) para que este renuncie a aplicar a medida, mas sem que a controvérsia venha a público.

Ao mesmo tempo, a conta oficial de Podemos no twitter reagir indignada às declarações de Pablo Casado (o líder do PP) – as quais mais tarde este retirou – afirmando que Podemos defende o regresso de Ceuta e Melilla a Marrocos: “Esperamos a rectificação imediata destas falsas declarações, que procuram desestabilizar o Governo. É preciso que @pablocasado deixe de mentir aos cidadãos. O único traidor à pátria, que se encontrou há uma semana com quem pede a anexação de Ceuta e Melilla a Marrocos, és tu.”

Ao mesmo tempo o PCE, que tem dois ministros no Governo, apelou à defesa da “soberania” de Espanha contra a “chantagem de Marrocos”, a quem acusa de “não hesitar em pôr em risco a vida de milhares de pessoas”. Também apela a “uma posição europeia comum” e a “mais presença da UE em matéria de política externa”.

Pela sua parte, o “verde” Íñigo Errejón, declarou, também no twitter, que não aceita “mais nenhuma chantagem. As resoluções da ONU em relação ao Sahara devem ser cumpridas e Marrocos deve ser convidado a realizar eleições democráticas. E, pelo menos, a UE talvez devesse tomar medidas relativas a possíveis contas bancárias do Rei Mohamed VI na Europa.” É curioso como, no nosso país, se multiplicaram as “informações” sobre a fortuna do Rei de Marrocos, sem dúvida de acordo com o preceito bíblico “ver o grão nos olhos dos outros e não a viga no seu próprio olho”… Poucas lições podem ser dadas por Espanha a Marrocos – um país historicamente oprimido e explorado por empresas multinacionais, algumas delas espanholas, quando aqui “desfrutamos” da monarquia dos Bourbons, com séculos de corrupção.

Pelo seu lado, os Anticapitalistas asseguram que “o que está a acontecer em Ceuta é o resultado da externalização das fronteiras a países onde os direitos humanos são sistematicamente violados, como é o caso de Marrocos, em troca de uma chantagem permanente”, e apela ao Governo a “mostrar coragem e a gerir as suas próprias fronteiras sem depender de Marrocos”. E insiste, como todas as organizações políticas anteriores, para que a solução seja colocada nas mãos das instituições internacionais do capital financeiro, e, no que diz respeito ao Sahara, pede que sejam cumpridos os “mandatos das Nações Unidas”.

Em defesa dos trabalhadores e do Povo marroquino

Para a classe trabalhadora, a prioridade deve ser a defesa dos direitos dos trabalhadores imigrantes, incluindo o milhão de trabalhadores de origem marroquina que fazem parte da classe operária espanhola e sofrem níveis muito elevados de exploração. Assim como a defesa dos milhares de imigrantes, com ou sem papéis, que ganham o seu sustento como jornaleiros agrícolas, sofrendo a exploração dos patrões que tiram partido da sua situação precária para não cumprir as leis laborais e os acordos colectivos.

Não se trata de uma questão de solidariedade, mas de defesa dos seus próprios interesses: a existência de um grande grupo de trabalhadores sem direitos permite que os patrões baixem os salários e os direitos de todos.

Em segundo lugar, antes de falar sobre os bens na Europa do monarca marroquino – agente do capital financeiro e do imperialismo norte-americano – não deveríamos falar dos investimentos das multinacionais espanholas em Marrocos, para explorar a classe operária marroquina? Em Marrocos estão a operar 1.455 empresas com capital espanhol, e há um stock de investimento acumulado de mais de 4.750 milhões de euros (M€); e, em 2019 (antes da pandemia), mais de 21.800 empresas espanholas exportaram para a economia marroquina mercadorias no valor de 8,454 M€ (cerca de 1/13 do PIB de Marrocos, que é de 106,932 M€).

E, em terceiro lugar, os interesses dos trabalhadores e dos povos de todo o Estado espanhol exigem a entrega ao povo de Marrocos de Ceuta, Melilla e dos outros enclaves coloniais – que, aliás, são ninhos da reacção – da mesma forma que exigem o regresso de Gibraltar, ocupado pelo Exército britânico, ao Estado espanhol.

Publicado na Carta semanal nº 837 (de 31 de Maio de 2021) do Partido Operário Socialista Internacionalista (POSI), Secção da 4ª Internacional no Estado espanhol.

Fonte: POUS4

BRK Ambiental vai iniciar operação em Maceió e população teme aumento na conta de água

A empresa canadense BRK Ambiental, do grupo Brookfield, que comprou a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), numa operação questionada pelos trabalhadores e a população, irá explorar a partir de julho o fornecimento de água de mais de 1,5 milhão de pessoas na capital e Região Metropolitana.

A preocupação da população é de que a empresa privada, que visa o lucro em suas operações, aumente as tarifas de abastecimento e precarize a qualidade do serviço, como faz a Equatorial, a ponto de um ser das campeãs de reclamação em Alagoas.

Outro ponto que preocupa, é o da demissão dos atuais trabalhadores da Casal e a substituição por terceirizados recebendo salários inferiores. Segundo especialistas, essa é uma prática comum quando as empresas privadas assumem concessões de serviços públicos como o de água e energia.

Deputado Paulão recebe sindicato e reafirma compromisso com a luta dos professores da Uneal

O deputado federal Paulão (PT) recebeu na tarde dessa segunda-feira (31), diretores do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Alagoas que apresentaram a pauta de reivindicações da categoria.

O Sinduneal solicitou a mediação do deputado Paulão junto ao governo Renan Filho (MDB) para que as reivindicações de ampliação das 40 horas, concurso público, alterações no Plano de Carreia, reposição salarial, entre outras sejam apresentadas.

O deputado Paulão reafirmou seu compromisso com a luta dos professores e com o fortalecimento da Uneal e de articular uma reunião com representantes do governo.

Orçamento genocida corta verbas sociais

No Orçamento de 2021 sancionado por Bolsonaro (com cinco meses de atraso), as verbas emergenciais ao combate à Covid em 2021 representam apenas 14% daquelas do ano passado.

O pano de fundo aos cortes genocidas são as travas impostas pelas regras fiscais que têm se tornado cada vez mais draconianas. Tudo para garantir que a arrecadação de impostos seja mais e mais destinada ao pagamento de juros da dívida.

A própria constituição já estabelece, na “regra de ouro”, que o estado não pode endividar-se para realizar gastos. Nos anos 1990, FHC foi além e, com a DRU (Desvinculação de Receitas da União), desvinculou obrigação constitucional de certas receitas à gastos sociais para garantir pagamento juros. Em 2000, ele aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que faz os governos terem metas anuais de resultado primário (receita menos despesa – destinada a pagar juros) e impede novos gastos sociais sem aumento de arrecadação; permitindo contudo, novos gastos apenas com juros, óbvio.

Para o povo, cortes e mais cortes
Depois do golpe de 2016, Temer aprovou, com apoio de Bolsonaro, a Emenda Constitucional (EC) – 95 que congelou verbas de Saúde e Educação por 20 anos. E em março de 2021, o atual governo fez aprovar a EC-109 que institui mais cortes, incluindo a folha de pagamento, caso gatilhos sejam disparados (gastos ultrapassarem 85% das receitas correntes, por exemplo).

Isso tudo engessa qualquer ação social de um governo (federal, estadual ou municipal), mantendo-o frequentemente à beira de “crime de responsabilidade”. Pior, tais regras forçam queda nos gastos sociais enquanto o país e sua população crescem. E na crise, o povo demanda mais serviços públicos: seguro desemprego, renda emergencial, mais escolas e hospitais públicos aos milhões que não mais conseguem pagar mensalidades e planos de saúde etc. Mas como a recessão reduz a arrecadação, tais regras forçam cortes mais severos nos serviços.

Guedes usou essa desculpa para cortar os gastos emergenciais. Claro que se quisesse, Bolsonaro poderia, com um simples decreto presidencial no final de 2020, prorrogar todos os programas aprovados no Congresso no ano passado – pois a própria LRF permite suspender tais regras em situação de “calamidade”. Mas não só não o fez, como cortou os programas emergenciais, verbas ao SUS e à renda/salários a milhões de necessitados.

Para os parlamentares do centrão jorra verba
Bolsonaro só não cortou verbas aos parlamentares aliados. A eles, liberou R$ 32 bilhões em emendas parlamentares; aumentando particularmente as “emendas do relator”, que não têm destinação certa, controle ou transparência – fisiologismo puro!. Para isso, sancionou a Lei 14.143, que abriu espaço para driblar o teto de gastos em R$ 125 bilhões, permitindo ao Executivo desobrigar-se de indicar de onde tiraria dinheiro para cobrir algumas das despesas discricionárias. A lambança não parou aí. Mais recentemente veio à tona do tal orçamento secreto de $3bilhões!

É verdade que foram incluídos pelo Congresso (com a atuação do Senador Rogério Carvalho, do PT), que acabou sendo a boia de salvação do impasse que até então estava a discussão do orçamento, de R$ 50 bilhões na parte fora do teto para manter alguma merreca de programas emergenciais, incluindo uma renda emergencial muito reduzida, o Apoio às Microempresas (Pronampe) e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda – que permite reduzir ou suspender salários (algo que, aliás, não é do interesse dos trabalhadores). No mais, Bolsonaro vetou transferência de recursos a municípios e, ao final, Educação, Cultura e C&T perderam um terço de verbas discricionárias em relação ao ano passado. Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Agrário perderam 77%. A verba a investimentos e manutenção das Universidades Federais, por exemplo, voltou ao patamar de 2004 (quando tinham metade dos alunos atuais).

Fonte: O Trabalho

Manifestação exige fora Bolsonaro em Arapiraca

Liderado pela juventude, dezenas de pessoas foram às ruas de Arapiraca, nesse sábado (29) para protestar contra o presidente Bolsonaro.

Os manifestantes que usaram máscaras de proteção e álcool gel, se concentraram na antiga Praça da Prefeitura e depois seguiram em caminhada pelas ruas do Centro.

Os manifestantes reivindicavam vacina para todos, auxílio emergencial de R$ 600,00, recomposição orçamentária nas universidades federais e fora Bolsonaro.

Para Clarinha, dirigente da Juventude Revolução do PT e uma das organizadoras do ato, “a manifestação cumpriu o seu papel em dialogar com a população sobre o caráter genocida do governo Bolsonaro que sua política econômica está destruindo a educação e a nação brasileira”.

O encerramento da atividade ocorreu em frente à Caixa Econômica da Praça Marques, para simbolizar a luta pelo auxílio emergencial de R$ 600,00 negado pelo governo Bolsonaro.

Questão Palestina: Nakba

André Cabral – Historiador e professor

Quando assistimos os conflitos entre o estado sionista de Israel contra o povo palestino, nos perguntamos, onde começou esse conflito?

Do ponto de vista territorial, a região onde hoje chamamos de Oriente Médio, antes da primeira Guerra Mundial pertencia ao Império otomano. O moderno Oriente Médio surgiu após a Primeira Guerra Mundial, quando e a Palestina passou a ser administrada pela Inglaterra. Isso fez com que os conflitos entre árabes e judeus se intensificassem ainda mais.  A Inglaterra apoiava o movimento sionista, criado para fundar um Estado Judaico na Palestina que era considerada o berço do povo judeu, que vinha sofrendo perseguições (nazismo), mas sem violar os direitos dos Palestinos que já viviam ali. Assim, na década de 1920, ocorreu uma grande migração de judeus para a Palestina. O movimento sionista justifica como sendo o restabelecimento da soberania política do povo Judeu e o retorno à terra prometida.

Essa foi a justificativa encontrada pelos países Imperialistas para que a Organização da Nações Unidas, em 14 de maio de 1948, decidisse pela criação de Israel, numa resolução que previa a divisão da Palestina em dois estados, o que provocou a ira dos povos árabes da região.

Foram vários os conflitos que ocorreram em seguida. A Guerra da Independência, declarada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partição da Palestina. A Guerra dos Seis Dias, para derrotar Israel e refazer o mapa da Palestina e que liderada pelo Egito uma aliança com Jordânia e a Síria. E o Yom Kippur, com Egito e Síria abrindo fogo contra os postos israelenses que protegiam a região de Suez. Nesse contexto, existia unidade dos países da Liga Árabe contra o estado sionista de Israel, mas essas ofensivas foram derrotadas pelo Estado de Israel devido seu poder bélico financiando pelos EUA e seus aliados.

Organizações de resistência foram criadas, como a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) liderada por Yasser Arafat (1929-2004) e hoje Autoridade Nacional Palestina, chefiada por Mahmoud Zeidan Abbas, que administra partes da Cisjordânia ocupada por Israel; outra organização importante é o Hamas, criado 1987, grupo instituído a partir da Primeira Intifada (grande manifestação da população da Palestina contra a ocupação de Israel) e criada por Mohammad Taha, Abdel Aziz al-Rantissi e o lider atual Ahmed Yassin. O Hamas controla a Faixa de Gaza.

Nós acordo de Oslo, ocorrido em 1993, os tratados mediados pelos EUA, previam o término dos conflitos, a abertura das negociações sobre os territórios ocupados, a retirada de Israel do sul do Líbano, a questão do status de Jerusalém e o reconhecimento mútuo entre Israel e a OLP. O acordo estipulava que tropas israelenses deixariam a Cisjordânia e Gaza, que um governo interino palestino seria montado para um período de transição de cinco anos, abrindo caminho para a formação de um Estado palestino que nunca se consolidou.

Com a vitória do ultraconservador Donald Trump (Partido Republicano) na presidência dos EUA, sua política internacional parte para uma investida em relação a questão palestina, com o tal reconhecimento Jerusalém como capital de Israel e ordenando a transferência da Embaixada americana para Jerusalém o que provocou protestos entre os árabes.

A ofensiva hoje do estado sionista no distrito de Sheikh Jarrah com uma desocupação ilegal e violenta de famílias palestinas que moram neste distrito, com soldados israelenses fortemente armados invadindo as casas com uso de violência, assustando e agredindo moradores, esse massacre conta com apoio de organizações não governamentais dos EUA e Israel. Para agravar o quadro, grupos de judeus de extrema direita invadiram Jerusalém Oriental ocupada há mais de uma semana e gritavam “morte aos árabes”.

Com ataques da artilharia israelense, foram destruídos 15 fábricas e aviões bombardearam a Torre Al-Jalaa, que abrigava a sede da rede Al-Jazeera na Faixa de Gaza e da American Associated Press. Foram dez dias de bombardeios israelenses, que resultou em mais de 230 mortos e 1.700 feridos. Enquanto os Israel desferem seus ataques mortíferos, religiosos são impedidos de realizar suas orações e os extremistas judeus agridem cristãos e islâmicos.

A ofensiva sionista conta como sempre com o silencio e a omissão dos países europeus e dos Estados Unidos, o principal financiador dos armamentos do Estado de Israel. Depois do massacre ao povo Palestino, o presidente dos EUA, John Biden anuncia cinicamente um pacote de ajuda para a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Infelizmente essa Nakba, expressão árabe que significa “catástrofe”, se repete permanente com o povo palestino, que vive num verdadeiro campo de concentração, onde os israelenses tem controle absoluto sobre os recursos naturais, como a água e até proíbem os palestinos de desenvolverem a pesca na Faixa de Gaza. Na opinião do historiador judeu Yakov Rabkin “a comunidade internacional está fechando os olhos aos ataques de Israel aos palestinos meramente afirmando o direito de autodefesa. Tel Aviv é um criminoso que faz o papel de vítima”.

Milhares nas ruas pelo fim do governo Bolsonaro no dia 29

Em todo o país, milhares de pessoas foram as ruas pelo fim do governo Bolsonaro neste sábado, 29 de maio de 2021. As manifestações marcam uma retomada das ruas pelos trabalhadores, que recomeçou nos atos do dia 1° de maio, passando pelo dia 13.

Além do “Fora Bolsonaro”, manifestantes exigiram a recomposição do orçamento da educação, vacinas para todos pelo SUS, disseram não à Reforma Administrativa, que ameaça serviços públicos, e levantaram outras reivindicações como a retomada do auxilio emergencial de R$ 600,00.

Em todos os lugares, manifestantes usavam mascaras e procuraram respeitar o distanciamento social.

Em São Paulo, pelo menos 50 mil pessoas saíram da av. Paulista e desceram a rua da Consolação, com palavras de ordem e recebendo uma buzinaços e sinais de simpatia de carros e populares. Segundo Markus Sokol, da direção nacional do PT: “a coisa está virando, ninguém aguenta mais! Fora Boldonaro, e seus generais!”.

Mas não foi só na capital que ocorreram manifestações. Houve também em várias cidades do interior como Santos, Ribeirão Preto e outras cidades.

No Recife, a manifestação teve inicio na manhã e que acabou reprimida pela PM comandada pelo governo do PSB. Uma vereadora do PT acabou agredida, além de vários outros manifestantes. Depois de pressão popular denunciando a truculência policial, o governador está anunciando o afastamento dos responsáveis pela operação.

Uma grande manifestação também lotou a esplanada em Brasília, no Distrito Federal, de onde governa o Genocida de plantão. Ainda na região Centro Oeste, Goiânia também registrou importante manifestação, com a presença de militantes petistas, assim como Cuiabá, em Mato Grosso, estado que também teve manifestações em cidades do interior, como Cáceres.

Milhares de cariocas também tomaram as ruas do Rio de Janeiro

Em Minas Gerais a capital Belo Horizonte também foi inundada por manifestantes. Também houve expressivas manifestações em Juiz de Fora, Uberlândia, Ipatinga e até em pequenas cidades como Santos Dumont.

Outras capitais que testemunharam grandes manifestações foram Maceió, em Alagoas, Aracaju em Sergipe, e Belém do Pará.

Na Bahia, a militância do Dialogo e Ação Petista marcou presença em diversas manifestações, na capital e no interior.

No Ceará, petistas também marcaram presença na carreata e na manifestação de Fortaleza, além de Russas, cidade do Vale do Jaguaribe.

Na capital gaúcha também houve importante manifestação, que arrastou milhares às ruas, assim como em cidades do interior do estado do Rio Grande do Sul como Caxias e São Leopoldo.

O mesmo se pode dizer da capital catarinense, além de outros cidades do interior de Santa Catarina.

Curitiba, a capital Paranaense, também registrou uma manifestação com milhares de pessoas que percorreu diversas ruas da cidade.

O mesmo se pode de dizer de Vitória, capital do Espírito Santo.

Redação com O Trabalho

Mais de 2 mil pessoas protestaram contra Bolsonaro em Maceió

Dia Nacional de Luta pelo fora Bolsonaro leva mais de 2 mil pessoas as ruas em Maceió

Neste sábado(29), atos pelo fora Bolsonaro tomaram as ruas do país, centenas de cidades registraram manifestações contra o presidente Bolsonaro, e não foi diferente em Maceió, onde mais de 2 mil pessoas participaram, demonstrando sua indignação com o governo genocida de Bolsonaro e sua política econômica.

A manifestação em Maceió foi organizada pela CUT e os movimentos sociais que expressaram suas pautas como a luta por vacina para todos, auxílio emergencial de R$ 600, defesa do emprego e renda, dos serviços públicos, das estatais, dos direitos e conquistas sociais. A carestia e as mais de 450 mil mortes foram denunciadas pelo presentes.

A manifestação, que começou na praça Centenário e percorreu a Av. Fernandes Lima até o viaduto do Cepa, teve os cuidados sanitários como o uso de máscaras e álcool gel, que são cuidados sanitários que os organizadores tiveram o cuidado de orientar.

A grande presença da juventude foi um destaque e para Willames Nunes, coordenador da Juventude Revolução do PT, “a juventude saiu as ruas, porque Bolsonaro e Paulo Guedes declararam guerra aos jovens, negando vacina, emprego com direitos e ameaçando as universidades com cortes insuportáveis, tudo isso contribuiu para que os jovens ganhassem as ruas nesse movimento para acabar com esse governo genocida”.

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