Igreja Universal tirava ilegalmente US$ 120 milhões de Angola, dizem bispos

A Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo brasileiro Edir Macedo, levou ilegalmente de Angola para a África do Sul, a cada três meses, US$ 30 milhões, segundo denúncias de bispos angolanos às autoridades do país. Os valores somados chegam a US$ 120 milhões por ano.

O pastor e ex-diretor da TV Record África Fernando Henriques Teixeira foi apontado como o responsável por essa tarefa. A operação teria se repetido nos últimos 11 anos, desde quando o religioso brasileiro chegou ao país.

A denúncia foi feita à polícia angolana por bispos e pastores locais que se rebelaram contra a direção brasileira da Igreja Universal do Reino de Deus, no final de 2019. Eles confirmaram suas alegações ao UOL.

“A imagem para representar o que acontecia em Angola era a de um saco sem fundo: tudo o que entrava saía”, diz o ex-pastor angolano Armando Tavares.

A assessoria de imprensa da Universal em Angola, em nota, desmentiu as acusações.

Leia mais: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/11/18/igreja-universal-angola-dolares.htm

Fonte: Uol

Auxílio Brasil de Bolsonaro deixa quase 30 milhões sem receber renda do governo

Cálculo é da Rede Brasileira de Renda Básica, instituição que reúne professores e pesquisadores, baseado no fim do auxílio emergencial.

Brasileiros enfrentaram filas em agências da Caixa Econômica Federal e centros de referência de assistência social no primeiro dia de pagamento do programa que vai substituir o Bolsa Família. Em Salvador, a fila dobrou quarteirão.

Uma situação que se viu também em Goiânia, em Belo Horizonte, no Recife. Neste mês, também está sendo paga a última parcela para quem recebe o auxílio emergencial. A preocupação de muitos beneficiados é saber se vão ter direito ao novo programa.

Com o fim do auxílio emergencial, especialistas calculam que milhões de brasileiros vão deixar de receber ajuda do governo.

Wagner luta contra as dificuldades da vida como pode. Desempregado desde 2014, ele cuida do pai doente. Nos intervalos, junta latinhas para vender. Ele recebeu todas as parcelas do auxílio emergencial, e agora, sem os R$ 150 do programa, tudo ficou ainda mais incerto.

“Inteirava alguma coisa para comprar. Negócio de comida, entendeu? Era importante. Era importante”, diz Wagner Cheru.

No mercadinho de bairro que fica bem na esquina da casa do Wagner, as vendas despencaram no início da pandemia. Depois, com o auxílio emergencial, os corredores voltaram a ficar cheios. Agora, estão vazios de novo. Muitos moradores, enfrentando inflação alta e sem dinheiro no bolso, simplesmente deixaram de comprar lá.

“Muita gente recebia auxílio aqui. Eles dependem desse auxílio para viver. É muita gente desempregada”, ressalta Paulo Ronaldo Machado, funcionário do mercado.

Este ano, o auxílio emergencial chegou a mais de 39 milhões de brasileiros. A Rede Brasileira de Renda Básica, instituição que reúne professores e pesquisadores, calcula que o fim do programa deixa 29 milhões de pessoas sem qualquer renda do governo.

A outra parte, cerca de 10 milhões, já está incluída no Auxílio Brasil, o substituto do Bolsa Família. Este grupo vai se juntar a outros 4,5 milhões que estão inscritos no programa, totalizando 14,5 milhões de beneficiados.

. Beneficiários de auxílio emergencial que não se encaixam em Auxílio Brasil relatam desespero com futuro: ‘A gente precisa comer’

Especialistas defendem que mais pessoas precisam receber ajuda financeira do Poder Público.

“É muito importante compreender que a situação de pobreza que nós temos hoje se dá, também, em função de um mercado de trabalho que foi muito prejudicado pela pandemia. A necessidade de expandir essas transferências de renda estava colocada desde o primeiro dia da pandemia. É preciso aproximar as transferências, como a do Bolsa Família, de uma renda básica e caminhar na incorporação de um número maior de beneficiários”, afirma Leandro Ferreira, presidente da Rede Brasileira de Renda Básica.

O pesquisador Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, chegou ao mesmo número. Um drama que vai além do mercadinho e dos muros da casa do Wagner.

“Não só aumento de pobreza, mas a própria retomada da economia fica enfraquecida. Esses programas sociais têm um impacto muito grande no PIB. A cada real que você gasta com Bolsa Família ou com Auxílio Brasil agora, você gera R$ 1,80 em termos de PIB. Então, quando você corta esses recursos, a economia cai mais do que o corte de recursos, porque essas pessoas deixam de gastar, deixam de consumir, e as rodas da economia andam para trás”, diz Neri, diretor da FGV Social.

O Ministério da Cidadania declarou que o número de beneficiados pelo Auxílio Brasil passará para 17 milhões em dezembro. E que tem o compromisso de ampliar o alcance das políticas socioassistencialistas, superar com mais eficácia a pobreza e minimizar os efeitos da desigualdade.

Fonte: G1

Denúncia contra pastor José Olímpio está parada há mais de dois meses na Justiça

Denúncia contra pastor que quis morte de Paulo Gustavo segue na gaveta

A Justiça de Alagoas cozinha há mais de dois meses a denúncia do Ministério Público do estado contra o pastor que disse que rezaria pela morte do ator Paulo Gustavo, morto por complicações da Covid-19 em maio deste ano. O Ministério Público de Alagoas apresentou a denúncia no dia 8 de setembro.

Da Assembleia de Deus de Alagoas, o pastor José Olímpio fez um post, enquanto Paulo Gustavo ainda estava internado com o vírus, em que dizia estar “orando” pela morte do ator em “defesa do nome de Deus”.

Dias depois, Olímpio se desculpou publicamente, mas continuou alegando que estava tentando “defender a honra de Deus”.

O promotor de Justiça Lucas Sachsida, responsável pelo caso no MP de Alagoas, explicou que as declarações praticam, induzem e incitam a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A denúncia pede uma pena de 3 anos de reclusão e o pagamento de multa.

Fonte: Metrópoles

Governo Bolsonaro deu permissões de garimpo a narcotraficante com conexões no PPC

Reportagem da agência Spotlight afirma que “Grota” movimenta mais de R$ 30 milhões mensais obtidos através do tráfico de drogas. Ele obteve 18 permissões de “lavras garimpeiras”

Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e sua sistemática liberação do garimpo em áreas protegidas, a corrida pelo ouro se tornou alvo de criminosos. Além da própria obtenção do metal, a atuação no ramo abre amplas possibilidades para a lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas.

Um dos casos mais recentes, divulgado pela polícia federal no último dia 4 na “Operação Narcos Gold”, que tinha como um dos pilares o mandado de prisão preventiva de Heverton Soares Oliveira, o “Grota” ou “Garimpeiro”, foragido, reforça a presença efetiva de líderes do narcotráfico como beneficiários de autorizações para garimpar no atual governo.

Segundo a Agência Spotlight, durante o governo Bolsonaro, “Grota” obteve 18 “permissões de lavras garimpeiras”. Todas com protocolo de entrada em 19 de setembro de 2019, quando o presidente lançou o “Programa Mineração e Desenvolvimento” e as bases para o que sempre defendeu em seus discursos: o vale-tudo no garimpo.

A investigação da PF estima que o esquema de “Grota” movimente mais de R$ 30 milhões mensais obtidos através do tráfico de drogas. Dono de um prontuário de crimes rico e espalhado pelo Brasil, com processos na justiça do Maranhão, Rondônia e São Paulo por tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e homicídio, mesmo assim ele recebeu da Associação Nacional de Mineração (ANM) as permissões de lavras garimpeira.

Pior do que isso, as permissões para o narcotraficante não são ato isolado.

Leia a matéria completa: https://agenciasportlight.com.br/index.php/2021/11/16/de-bracos-abertos-para-o-crime-narcotraficante-com-conexoes-no-pcc-ganhou-18-autorizacoes-para-garimpar-no-governo-bolsonaro/

Fonte: Revista Forum

Bolsonaro comete crime ao manipular questões do Enem

Inep fez impressão prévia da prova do Enem para Bolsonaro escolher questões e já cortou questões do próximo Enem. Bolsonaro diz que a prova está ficando com a cara de seu governo.

O jornal O Estado de S.Paulo publica em sua edição desta quarta-feira (17) uma grave denúncia relacionada com as estratégias do governo Bolsonaro para influenciar na elaboração da prova do Enem. 

Uma dessas estratégias é a impressão de provas e a análise de pessoas externas ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), para tentar controlar o conteúdo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Servidores que pediram exoneração do órgão falam em pressão para trocar itens. Já houve supressão de questões consideradas “sensíveis” na prova que será aplicada nos dias 21 e 28.

Na segunda-feira, em meio à crise dos 37 pedidos de exoneração de servidores do Inep, que criticaram essa pressão e a “fragilidade técnica” da cúpula da autarquia responsável pelas provas, Jair Bolsonaro afirmou que o Enem começa agora a “ter a cara” do governo. 

Uma dessas estratégias é a impressão de provas e a análise de pessoas externas ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), para tentar controlar o conteúdo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Servidores que pediram exoneração do órgão falam em pressão para trocar itens. Já houve supressão de questões consideradas “sensíveis” na prova que será aplicada nos dias 21 e 28.

Na segunda-feira, em meio à crise dos 37 pedidos de exoneração de servidores do Inep, que criticaram essa pressão e a “fragilidade técnica” da cúpula da autarquia responsável pelas provas, Jair Bolsonaro afirmou que o Enem começa agora a “ter a cara” do governo. 

Fonte: Brasil 247

Servidores públicos “recepcionam” Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro

Servidores públicos em luta contra a PEC 32, que destrói os serviços públicos, recepcionam, no aeroporto de Brasília, o deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro, aos gritos de “ladrão de vacina”.

O protesto que ocorreu hoje de manhã, 16/11, marca a retomada da mobilização semanal em Brasília contra a aprovação da Reforma Administrativa de Bolsonaro e Paulo Guedes e que visa liquidar com os direitos dos servidores e os serviços públicos.

Assista o vídeo:

O Caso Collini e a cumplicidade do Estado alemão com os crimes do nazismo

Apesar das atrocidades e do trauma que provocou o regime nazista na Alemanha e no mundo, nem todos os nazistas foram devidamente julgados. Muitos foram repatriados pelos EUA e colaboram durante décadas em programas como o da Nasa e também como conselheiros de ditaduras militares na América Latina.

O filme O Caso Colline reacende essa polêmica. Ele é importante para se entender como o Estado alemão tratou essa questão. Desde o fim da guerra, muitos nazistas, se esconderam entre a sociedade, sem ser condenados pelos crimes, graças a cumplicidade do Estado.

O filme O Caso Collini, disponível na Netflix, desvela essa relação e mostra o Estado alemão pós guerra tributário dos crimes e atrocidades do regime nazista.

Tribunal do Genocídio julgará crimes de Bolsonaro durante a pandemia

Iniciativa é de professores e estudantes da Universidade Católica de São Paulo

Um júri simulado irá julgar crimes do governo Jair Bolsonaro na pandemia. A filósofa Sueli Carneiro, o ex-ministro Arthur Chioro, o dirigente do MST João Pedro Stedile, o padre e diretor do Educafro Brasil, Frei David, o líder indígena Edson Kayapó, a produtora Luana Hansen e a advogada Sheila de Carvalho integrarão o júri do “tribunal do genocídio” que será realizado na PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, no dia 25 deste mês.

A iniciativa é promovida por professores, estudantes e trabalhadores da PUC-SP e pretende julgar, simbolicamente, os crimes do governo Jair Bolsonaro na pandemia, informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

A desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Kenarik Boujikian atuará como magistrada no julgamento. 

Fonte: Brasil 247

Filha e esposa de Paulo Guedes participam de esquema em empresa nas Ilhas Virgens

Filha de Guedes é diretora de offshore nas Ilhas Virgens e esposa é sócia; informação foi omitida do governo

Denúncia é feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que analisou os documentos enviados por Guedes à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara

Apesar de ter deixado a diretoria de sua conta secreta num paraíso fiscal quando assumiu o cargo de ministro da Economia, em 2019, Paulo Guedes manteve na offshore sua filha, Paula Drumond Guedes, como diretora e sócia e sua esposa também como sócia. As duas informações foram omitidas do Palácio do Planalto.

A denúncia é do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que vai representar ao Ministério Público Federal a partir das novas informações sobre a offshore das Ilhas Virgens. O parlamentar analisou a documentação encaminhada pelo ministro à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e descobriu que Guedes omitiu as informações.

Em 2019, quando se tornou ministro, Guedes não apresentou essa informação na Declaração Confidencial de Informações (DCI) exigida pelo governo. Segundo a documentação a que o deputado teve acesso, ele foi diretor de 2014 a 2019 e a filha é diretora desde 2015. 

Fonte: Brasil 247

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