Lula dispara e vence no primeiro turno conforme pesquisa Ipec

Ex-presidente Lula tem 46% e todos os outros juntos 44%

Pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (12), encomendada pela Globo, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 46% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31% na eleição para a Presidência da República em 2022.

Em relação ao levantamento anterior do Ipec, de 5 de setembro, Lula oscilou dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para cima ou para baixo –antes, tinha 44%; Bolsonaro se manteve com o mesmo percentual de então.

Segundo o Ipec, o resultado indica um cenário de estabilidade na disputa.

Ciro Gomes (PDT) vem em seguida, com 7% das intenções. Na pesquisa anterior, ele tinha 8% –também uma oscilação dentro da margem de erro. Simone Tebet (MDB) se manteve com os 4% do Ipec da semana passada.

Felipe d’Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil) se mantiveram com 1%. Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Sofia Manzano (PCB) foram citados, mas não chegam a 1% cada um. Pablo Marçal (Pros) deixou de constar no levantamento do Ipec porque o TSE indeferiu a candidatura dele.

Fonte: G1

Sindicato dos Bancários lança o documentário “Petrúcio Lages, O Bancário que Não Se Rende!”

Em comemoração aos seus 89 anos de existência, o Sindicato dos Bancários de Alagoas lança na próxima terça feira, 20, no Cinearte Pajuçara, o documentário “Petrúcio Lages, O Bancário que Não Se Rende !”
Produzido e dirigido pelo jornalista e historiador João Marcos Carvalho, com direção de fotografia de André Feijó, o filme conta a história de um servidor do Banco Nordeste do Brasil que, em decorrência de sua militância política no campo da esquerda, foi preso nos primeiros dias do golpe militar de 1964 e dispensado sumariamente da instituição no mesmo ano.
Reintegrado pela Justiça em 2016, 52 anos após sua primeira demissão, foi demitido novamente em 2020 e readmitido em 2021.
Em agosto de 2022, o Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região decidiu demití-lo pela terceira vez.
Inconformado com a nova demissão, o Sindicato, por meio do presidente Márcio dos Anjos, informa que já tomou todas as providências no sentido de contestar judicialmente a resolução dos desembargadores.
“Vamos nos valer de todos os instrumentos legais disponíveis para tentar reverter a decisão do TRF 19”, garante Márcio, afirmando que conseguir nova reintegração para Petrúcio é questão de honra para os bancários, já que o servidor, de 82 anos, é, segundo ele, um exemplo de resiliência e resistência para às novas gerações.
A expectativa do presidente é compartilhada pelo diretor do documentário.
“Creio que a história de Petrúcio, marcada por uma luta heróica contra as arbitrariedades cometidas contra ele, está registrada claramente neste trabalho, onde procuro mostrar que os lados humano e político do personagem estão absolutamente entrelaçados em sua jornada”, comenta João Marcos, que acrecenta: “É fundamental destacar que esse servidor é hoje o mais antigo bancário atividade no País, e isso representa muito para uma categoria que tem uma gloriosa história de lutas no movimento sindical brasileiro”, finaliza.
A apresentação do documentário acontece a partir das 19 horas, com entrada franca.

Fonte: Assessoria

Armas liberadas por Bolsonaro estão sendo usadas por traficantes de drogas e pelo crime organizado

Quadrilhas do ‘novo cangaço’ também se beneficiaram da ampla liberação de armas promovida por Jair Bolsonaro

Os decretos de Jair Bolsonaro que liberaram armas para colecionadores e atiradores estão favorecendo, na verdade, traficantes e grandes quadrilhas do crime organizado. É o que aponta reportagem do jornalista Rafael Soares, do Globo, que levantou diversos casos em que armas de supostos atiradores caíram nas mãos de quadrilhas de roubo de cargas, tráfico de drogas e do chamado ‘novo cangaço’.

“O número de armas e munição nas mãos dos CACs explodiu no Brasil nos últimos quatro anos, em decorrência de uma série de decretos do presidente Jair Bolsonaro que ampliou os direitos da categoria. O número de integrantes da categoria cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Por decreto, o presidente aumentou o limite de armas e munição a integrantes da categoria. Atualmente, atiradores podem ter até 60 armas e comprar 180 mil por ano; antes o limite máximo era de 16 armas e 40 mil cartuchos. Por isso, o arsenal nas mãos da categoria passou de 350 mil armas em 2018 para mais de 1 milhão”, lembra o jornalista.

“Para o policial federal Roberto Uchôa, que estuda políticas de controle de armas e é pesquisador associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a série de decretos do governo sobre armas beneficiou o crime organizado”, acrescenta o repórter. “Na festa das armas, o crime organizado é um dos convidados principais. Hoje, com a flexibilização das regras promovida pelo governo, existem diversas maneiras de armas compradas legalmente irem parar nas mãos de criminosos. As quadrilhas podem cooptar alguém sem antecedentes para se registrar como CAC e comprar armas, usar laranjas, usar brechas no controle para que seus próprios integrantes virem CACs e, por fim, ainda podem atacar transportadoras e lojas de armas. No mercado ilegal, um fuzil custa R$ 50 mil, ficou muito mais fácil buscar essa mesma arma três vezes mais barata no mercado interno, legal”, afirma.

Fonte: Brasil 247

Juízes e desembargadores alagoanos insistem em receber licença-prêmio milionária

Mesmo após o veto do governador Paulo Dantas ao projeto que concedia pagamento de licença remunerada milionária, magistrados insistem em querer receber tais privilégios.

No dia 16 de agosto, foi realizada a votação em segundo turno, do Projeto de Lei (PL) 792/2022, oriundo do Poder Judiciário, que foi aprovado e institui a Licença-Prêmio a juízes e desembargadores.

Entre os deputados estaduais que participaram da votação, apenas Jó Pereira (PSDB) e Davi Maia (UB) foram contra a matéria.

A licença-prêmio de 60 dias, sem prejuízo do subsídio do magistrado – e sem substituir as férias normais e os recessos do Judiciário, seria concedida a cada triênio de efetivo exercício ininterrupto da função e podia ser convertida em pagamento em dinheiro.

Conforme tabela anexada pelo TJ ao PL, a estimativa de impacto financeiro para pagamento retroativo da licença-prêmio para um magistrado que recebe, mensalmente, um salário-base em torno de R$ 33 mil, pode variar entre R$ 60 mil (para cada juiz em início de carreira), até uma média, em alguns casos, entre meio milhão e um milhão, por magistrado. O impacto total é estimado em cerca de R$ 67 milhões.

Na justificativa, o Poder Judiciário cita que a iniciativa tem como base a Constituição Federal, acerca da competência dos tribunais para disciplinarem suas estruturas. Pontua ainda que o pagamento não resultará em aumento de despesas não autorizado em lei, e que a medida visa valorizar àqueles que possuam maior tempo de serviço, prestigiando os anos dedicados à prestação jurisdicional.

Caso opte em usufruir os dois meses da licença-prêmio, no ano em questão o magistrado terá direito a, aproximadamente, quatro meses de folga (dois meses da licença, um mês de férias e os dias relativos aos recessos do meio e do final do ano).

Todos esse privilégios previstos no projeto de lei foram vetados pelo governador Paulo Dantas no dia 06 de setembro, entretanto, os magistrados trabalham nos bastidores para derrubarem o veto do governador.

Redação com Jornal de Alagoas e

Governo Bolsonaro gasta R$ 1,2 bilhão com escavação de poços que nunca levaram água ao Nordeste

Os poços abertos pelo programa tiveram que ser lacrados dois anos após a promessa. As obras pararam pela metade e bombas de retirada de água não foram instaladas

O sonho de moradores de Oeiras, no Piauí, de ter água potável nas torneiras foi frustrado pelo governo Bolsonaro. Famílias de pequenos agricultores contemplados por uma “força-tarefa das águas” anunciada por Jair Bolsonaro para o Nordeste e o norte de Minas, até hoje não sabem o que é água potável, alerta o jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo moradores, os poços abertos pelo programa tiveram que ser lacrados dois anos após a promessa. As obras pararam pela metade e bombas de retirada de água não foram instaladas.

Ainda de acordo com a reportagem, foram gastos R$ R$ 1,2 bilhão para a construção de poços no sertão. A maioria dos contratos que o jornal teve acesso  mostra irregularidades em pregões milionários feitos em menos de dez minutos e a reserva de recursos para abertura de novos poços sem que outros sejam concluídos. 

Fonte: Brasil 247

Ucrânia: Uma guerra mundializada

A entrega de armas à Ucrânia está a aumentar, enquanto as tropas de Putin continuam a bombardear, o que as tropas ucranianas também estão a fazer. Esta guerra está agora mundializada. O imperialismo norte-americano e os países da NATO são cobeligerantes, com os seus fornecimentos de armas e instrutores militares.

Biden acaba de anunciar, a 4 de Setembro, um novo pacote de 11 mil milhões de euros de ajuda à Ucrânia, ao longo de três anos, mostrando assim acreditar que a guerra irá durar anos.

Ao contrário do que os governos ocidentais explicam, não é a guerra que provoca a inflação, pois ela já estava a acontecer antes dela. A guerra é apenas uma expressão da crise do Sistema capitalista mundial. É isto que eles querem esconder, procurando razões externas para a guerra, da mesma forma que, em 2019, inculparam a pandemia pela crise do Sistema capitalista.

A declaração de Macron de que “estamos em guerra” faz sentido. A economia de guerra é um meio de impor a inflação aos trabalhadores e às populações. E a inflação é uma necessidade para o capital, para baixar o custo da mão-de-obra e aumentar os lucros, numa situação de crise generalizada do Sistema.

Nesta situação, o imperialismo norte-americano procura realinhar todas as relações mundiais e enfraquecer e isolar a Rússia, mas visa sobretudo a China e o seu lugar na economia mundial. Putin, Jinping e Biden estão a tentar defender os seus interesses, mas dentro do quadro do mercado mundial capitalista de que todos eles dependem e que nenhum deles pretende pôr em causa.

Para o povo ucraniano bombardeado, para o povo russo sancionado e para todos os povos do planeta é preciso pôr fim a esta guerra que ameaça toda a Humanidade.

Nem Putin nem NATO!

Não à união nacional!

Levantamento dos estados de emergência, fim da repressão!

Parar as reformas dos Códigos do Trabalho!

Fonte: POUS4

“Procurem uma princesa!” e “Vamos comer ela” – O impacto dos discursos machistas no combate à violência política contra as mulheres

Natércia Lopes – Matemática, Doutora em Ciências da Educação e Professora da UNEAL e Semed/Maceió

De acordo com a ONU, no mundo uma em cada três mulheres sofrem violências. Buscamos falar sobre o empoderamento feminino e as questões de equidade de gênero, mas, a bem da verdade, na criação dos meninos quase nada mudou nos últimos 50 anos. Os homens continuam sendo criados tendo que manter um conjunto de ideias e crenças simplesmente por pertencerem ao sexo masculino. Homem não chora, não pode ser sensível, não pode ter nenhuma característica que remeta a algo feminino, afinal, menino usa azul e menina veste rosa. É a ideia de que quanto mais distante o homem está do universo feminino mais “macho” ele será.

Parte da sociedade acredita que para ser homem é preciso seguir regras que constituem a “masculinidade”, que o mantenha como um ser viril, que tenha valor no grupo a que pertence. Comportamentos manipuladores, assediadores, de traição, diminuição e objetificação das mulheres é algo esperado vindo dos homens.

O menino precisa se revestir de potência e legitimar sua posição superior às mulheres porque ele tem o falo, o mesmo “pau” que era carregado nos antigos festivais em honra ao Deus grego Dionísio para simbolizar a força geradora da natureza. A forma como se tem ensinado aos meninos a mostrarem sua força acaba por transformar uma parcela da sociedade em seres altamente agressivos em palavras e atos.

Essas atitudes ficam ecoando na mente humana e, com o passar do tempo, são internalizadas e acabam definindo a maneira de agir do homem. A mulher, por sua vez, é o ser que precisa ser obediente, sensível, que não pode sentar de pernas abertas, que deve servir ao homem, fazer o trabalho doméstico, ser prendada, educada e a famosa “bela, recatada e do lar”. Os homens, desde meninos, têm toda liberdade com o corpo, podem se relacionar com muitas mulheres, mas não podem brochar, porque isso é uma afronta à sua virilidade.

Os arquétipos mencionados até aqui precisam ser desconstruídos. Os homens precisam encontrar as formas de conviver entre eles, dados os altos índices de violência entre os homens, que se estendem contra as mulheres. Não é à toa que a maior população carcerária do Brasil é constituída por homens; acidentes de trânsito também são em sua maioria causadas por homens. O machismo acaba matando não só as mulheres, mas eles próprios.

Lutamos contra esses comportamentos machistas, defendemos a equidade de gênero, buscamos eleger pessoas que levantam a bandeira feminina e que, verdadeiramente, apoiam as mulheres, porém, infelizmente, a chamada masculinidade tóxica, construída socialmente, ainda pode ser percebida em declarações como “vamos comer ela!”, “procurem uma princesa!”, “imbrochável!”. Ocorre que tais declarações só reafirmam o machismo enraizado em nossa sociedade e no meio político. O machismo do homem viril, marcado pela força, que nunca fraqueja, que é superior por ser o detentor do falo, que é mito por ter um poder sexual incomum. Ele se coloca numa posição acima de todas as mulheres e de outros homens, e, nesse pacote de discursos de mentalidade patriarcal, a sociedade perde. Todas e todos saímos fragilizados.

Mal saímos do agosto lilás, um mês de conscientização e combate à violência contra as mulheres e entramos no mês primaveril, no entanto, ao invés de flores, recebemos um soco no estômago ao perceber que quem tinha a obrigação de colaborar com a formação da consciência política e da constituição da cidadania de nossa população, acaba por nos colocar como centro de um vexame global.

Deixo esta reflexão e meu repúdio a todo e qualquer ato de intolerância, opressão e/ou de violência contra as mulheres.

Bolsonaro tem as mãos sujas do sangue do eleitor de Lula assassinado no MT

Bolsonaro é o responsável por mais um assassinato de eleitor de Lula. Ele tem as mãos sujas de sangue e isso preciso ser dito. Sua pregação de ódio precisa ser detida. Bolsonaro precisa ser derrotado no primeiro turno.

Na noite de quarta-feira (7), durante uma discussão política, o apoiador de Bolsonaro, Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, matou com 15 facadas e uma machadada o eleitor de Lula, Bendito Cardoso dos Santos, de 44 anos, em uma chácara em Agrovila, zona rural de Confresa, cidade que fica a 1.160 km de Cuiabá, capital do Mato Grosso.

Rafael confessou o crime na delegacia e foi preso em flagrante.

No despacho em que transformou a prisão do assassino em preventiva – sem data para acabar, o  juiz Carlos Eduardo Pinho Bezerra de Menezes, da 3ª Vara de Porto Alegre do Norte, destacou: “A intolerância não deve e não será admitida, sob pena de regredirmos aos tempos de barbárie”.

Este foi o segundo crime eleitoral do ano provocado pela intolerância política, consequência do estímulo ao ódio, como disse o ex-presidente Lula em entrevista ao Jornal Nacional (JN) da TV Globo no dia 25 de agosto.

“Você tem divergência, você briga, você diverge, você tem divergência programática, mas você não é inimigo”, disse Lula na sabatina do JN.

“A polarização é saudável no mundo inteiro. Polarização tem nos Estados Unidos, tem na Alemanha, tem na França, tem na Noruega, tem na Finlândia, tem em tudo quanto é lugar”, concluiu o ex-presidente.

Em julho, o guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda, pai de 4 filhos, militante do PT e dirigente do sindicato dos servidores municipais de Foz do Iguaçu (PR), foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos pelo bolsonarista  Jorge José da Rocha Guaranho, policial federal penitenciário.

A presidente nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann, lembrou o assassinato de Marcelo Arruda em postagem onde comentou o crime no Mato Grosso.

“Benedito foi morto porque defendia Lula, da mesma forma que Marcelo Arruda, vítima de um assassino bolsonarista em Foz do Iguaçu”, disse Gleisi, que criticou Bolsonaro e seus apoiadores, chamando-os de “milicianos” e relembrou que o presidente mandou “extirpar” adversários no 7 de setembro

Fonte: Redação com CUT

Datafolha: Lula tem 45% contra 34% de Bolsonaro

Nova pesquisa mostra 11% de vantagem para o presidente Lula sobre Bolsonaro.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece em primeiro lugar na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (09).

De acordo com o novo levantamento, o petista tem 45% das intenções de votos, enquanto o atual chefe do executivo federal foi citado por 34%. Ciro Gomes (PDT) tem 7% e Simone Tebet (MDB), 5%.

Lula manteve-se com a mesma pontuação, enquanto Bolsonaro oscilou positivamente em 2 pontos.

Na pesquisa anterior, divulgada em 01 de setembro, Lula tinha 45%, Bolsonaro 32%, Ciro Gomes 9%.

O Datafolha ouviu 2.676 pessoas em 191 cidades, em trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo sob o número BR-07422/2022 no Tribunal Superior Eleitoral.

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