8 de março: mulheres se manifestam por direitos e fora Bolsonaro em Maceió

O Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras foi marcado por uma grande manifestação na cidade de Maceió, onde cerca de 2 mil mulheres se manifestaram em defesa dos direitos e conquistas e pelo fim do governo Bolsonaro.

A manifestação começou logo cedo na Praça dos Martírios, onde diversos movimentos de mulheres e sindicatos foram chegando já 8 horas. Depois de exposição de faixas e intervenções num carro de som, as manifestantes tomaram as ruas do centro de Maceió. Nas faixas e cartazes, as manifestantes pediam o fim do governo Bolsonaro, o fim da violência contra as mulheres, mais creches e escolas públicas, e a criação de emprego e renda.

A manifestação terminou na Praça Deodoro, como mais intervenções, onde as oradoras denunciaram a política de carestia e fome do governo Bolsonaro. Para Rilda Alves, presidenta da CUT Alagoas, “o povo não aguenta mais a política econômica de Bolsonaro que só gera desemprego, perda de renda e fome”. E para Adriana Emídio, dirigente do PT de Maceió, “só com o fim do governo Bolsonaro e a eleição de Lula é que poderemos voltar a ter esperança numa política que privilegie os trabalhadores e não os banqueiros e especuladores.”

Mais de 2 milhões de pessoas esperam por seus benefícios do INSS

Déficit de peritos, sistemas sucateados e falta de servidores estão entre as causas, segundo o sindicato do setor

Mais de 2 milhões de brasileiros aguardam a concessão de seus benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social. Nessa fila do INSS que pode levar meses, a maioria aguarda por perícia médica, segundo Pedro Totti, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP). De acordo com o dirigente, o atendimento já foi melhor, mas teve piorou muito. Isso depois que o governo de Jair Bolsonaro extinguiu as mais de 100 gerências espalhadas pelo país responsáveis pelo serviço. “Cada uma tinha de dar conta de seu estoque. Desse modo, com a criação de uma espécie de ‘fila única’, vieram os atrasos e os problemas foram se acumulando.”

No entanto, outros fatores contribuem para que o mau funcionamento e à nova fila do INSS, afetando a vida dos servidores e da populaçã. “Para se ter uma ideia do sucateamento, o rendimento aumentou depois que o trabalho passou a ser feito em home office porque a internet nas agências é mais lenta”, diz Totti.

A falta de servidores é outro fator que vem se agravando. “Nos governos do PT, colocaram pessoal da área para discutir previdência na lógica salarial dos servidores. Investiram em tecnologia, em internet. As filas que dobravam quarteirão acabaram. Foi feita gestão por espécie de benefício. No governo Dilma já não tinha mais fila do INSS. Além disso, foi apresentado plano de reposição de 5 mil servidores que se aposentaram e depois de mais 2 mil. Mas, com o golpe, Temer cancelou tudo e veio o sucateamento em toda a máquina”, conta Totti.

Na semana passada, os servidores deram início à chamada Operação Excelência, para chamar a atenção para esse processo que piorou o INSS para os trabalhadores e para quem depende de um benefício. A operação envolve todos os setores.

Na próxima quarta-feira (9), quando representantes de sindicatos se encontram com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Onyx Lorenzoni, será um dia de paralisação. O dirigente não descarta a deflagração de uma greve ainda sem data.

Fonte: Rede Brasil Atual

Rússia abre corredores humanitários em Kiev e outras quatro cidades da Ucrânia

Segundo agências internacionais, a Rússia anunciou que observará um cessar-fogo temporário em cinco cidades ucranianas para a criação de corredores humanitários. Eles serão usados para a retirada de civis de áreas de conflito e para o envio de mantimentos a cidades onde há combates a partir da manhã desta terça (8).

Essa medida, que havia sido sinalizada mais cedo e agora foi confirmada e detalhada, havia sido chamada de “imoral” pela Ucrânia, uma vez que, em sua versão inicial, quatro das seis rotas de fuga eram apenas para a Rússia e a Bielorrússia. Autoridades ucranianas defendem que cidadãos devem ter o dirieto de sair para todo o território do próprio país.

“A partir das 10 horas, horário de Moscou, será declarado um cessar-fogo e seis corredores humanitários estão se abrindo: um de Kiev a Gomel (Bielorrússia); dois de Mariupol a Zaporíjia (Ucrânia) e Rostov-no-Don (Rússia); um de Kharkiv a Belgorod (Rússia); e dois de Sumy a Belgorod (Rússia) e a Poltava (Ucrânia)”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, citado pela Interfax. Haverá ainda um corredor entre Chernigov e Gomel, na Bielorrússia.

De acordo com o ministério, os ucranianos deverão concordar com as rotas e os horários até as 3h da manhã pelo horário de Moscou, 21h pelo horário de Brasília, e fornecer garantias de segurança por escrito ao lado russo. Meia-hora antes do horário previsto para o cessar-fogo, segundo informa a RIA Novosti, os dois lados precisarão estabelecer uma comunicação contínua para a troca de informações sobre a operação.

Uso de drones no cessar-fogo da Rússia

“Informações detalhadas sobre corredores humanitários foram trazidas à atenção do lado ucraniano com antecedência, bem como às estruturas relevantes da ONU, da Osce (Organização para a Cooperação e Segurança da Europa) e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha”, disse Konashenkov. Drones também serão usados para monitorar o andamento da operação.

No fim de semana, uma tentativa de estabelecer corredores em cidades como Mariupol fracassou rapidamente, com russos e ucranianos trocando acusações sobre a violação do cessar-fogo. A abertura desses corredores foi estabelecida em conversas diretas entre representantes dos dois países, realizadas na Bielorrússia.

Fonte: DCM

Bolsonaristas divulgam fake de que Lula vai acabar com Pix 

Bolsonaristas estão espalhando pelas redes sociais uma notícia falsa, atribuída ao G1, de que o ex-presidente Lula (PT), caso volte à Presidência da República pela eleição deste ano, acabaria com o Pix.

A equipe do petista desmentiu o material. Leia:

“As milícias digitais bolsonaristas circulam a notícia falsa de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva suspenderia o PIX se fosse eleito presidente da República novamente. É mais um esforço dos seguidores de Bolsonaro para enganar o povo.

A mentira foi divulgada por meio de um print falso do portal G1. Obviamente que a imagem adulterada não traz o link original da notícia, mesmo por que, ela não existe. Um dos divulgadores da mentira foi o Secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciúncula, bolsonarista fanático e conhecido pelo desastre na cultura e por torrar cerca de R$ 20 mil em uma viagem de cinco dias a Los Angeles no mês de janeiro. A missão tinha como objetivo tratar de assuntos do audiovisual, mas, inicialmente, não havia ninguém do setor na comitiva. Porciúncula apagou posteriormente a mensagem, seguindo a operação padrão da milícia digital bolsonarista.

Como explica o site Boatos.org, fake news que se utilizam de ‘prints’ de portais de notícias como prova são recorrentes nas redes. O modus operandi deste tipo de balela é sempre o mesmo. Alguém entra em um portal de notícias, ‘inspeciona o código-fonte’ (por meio de uma ferramenta do Google Chrome), modifica o conteúdo da página, dá um print screen e sai compartilhando a imagem falsa por aí.

Inclusão

Lula nunca suspenderia o PIX. Afinal, ele sempre apostou nas políticas de inclusão das pessoas mais pobres na economia no centro de seus esforços. O ex presidente quer mais dinheiro circulando na mão — e na conta — de todo mundo, sobretudo dos mais pobres.

Para se ter uma ideia, entre 2003 e 2010, 45 milhões de pessoas passaram a ter acesso a serviços bancários — o número de cidadãos com acesso a bancos ou cooperativas saltou de 70 milhões para 115 milhões no período.

Em oito anos de governo Lula, o número de brasileiros com acesso a serviços bancários passou de 40% para 59%, e continuou crescendo com Dilma (63% no final de 2012)

Tal crescimento foi determinado pela política de dar mais crédito aos brasileiros por meio dos bancos públicos, inclusive durante a crise econômica mundial de 2008. A carteira de crédito para pessoa física cresceu 88,7% nos 12 meses posteriores.

Bolsonaro destrói economia

Enquanto isso, no ano passado, o governo Bolsonaro legou uma inflação oficial acima de 10% em 12 meses. Com um aumento de preços que equivale ao dobro disso no principal grupo de produtos consumidos pelos mais pobres, os alimentos. No período, eles subiram cerca de 20% — e quase 40% desde o início da pandemia. O forte aumento no período foi agravado pelo crescimento do desemprego na metade mais pobre do país.

Ao mesmo tempo, o lucro dos bancos bateu recordes no governo Bolsonaro. O lucro somado das três instituições somou R$ 51,79 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2021 – um crescimento de 46,1% em relação ao mesmo período de 2020.

É óbvio que fake news, como essa do PIX, são um esforço bolsonarista para esconder o debate sobre a tragédia do governo deles na economia nos últimos quatro anos”.

Fonte: Brasil 247

Casal de pastores preso por torturar fiel até a morte é alagoano 

Incineração e ocultação do corpo contaram com a participação dos dois filhos do casal. O casal de pastores alagoanos foi preso em SP. Eles são suspeitos de torturar fiel até a morte e esconder corpo em Alagoas

Um casal de pastores foi preso, na semana passada, no município de Araçatuba, no interior de São Paulo, suspeito de matar uma mulher, em Sergipe, após espancá-la até a morte, queimar o corpo e enterrá-lo em um canavial no interior de Alagoas. Um dos filhos dos dois também foi detido pelo mesmo crime.

A investigação da polícia sergipana dá conta de que trata-se de uma família que liderava uma igreja evangélica. Os pastores, de 43 e 44 anos, foram capturados na madrugada da última quinta-feira (24), por policiais militares. O filho deles, de 25 anos, foi preso por agentes da Divisão Especializada de Investigação e Capturas (DEIC).

De acordo com agências nacionais de notícias, eles são os principais suspeitos de matar, por espancamento, Edjane de Jesus Silva, 35 anos, em 3 de julho de 2020, no Conjunto Marivan, bairro Santa Maria, em Aracaju (SE). A investigação deste crime está sob a responsabilidade do delegado Mário Leony, de Sergipe.

A autoridade policial contou que a vítima era uma pessoa simples que foi acolhida pela família dos religiosos, mas teria passado a viver em situação análoga à de escravidão, sendo forçada a trabalhar para eles. Ela teria sido torturada até a morte.

Conforme a polícia, após o homicídio, o corpo da vítima foi transportado no automóvel do pastor, durante a madrugada, para o interior de Alagoas, onde teria sido queimado e enterrado em um canavial.

Segundo as investigações, a incineração e ocultação do corpo da vítima contaram com a participação dos dois filhos do casal. Um já está preso e o outro seria um adolescente. O inquérito ainda tenta confirmar se o casal, junto com os filhos, ainda explorou outros fiéis.

Ainda conforme as informações policiais, os investigados fugiram para o interior de Sergipe, especificamente para o município de Riachuelo, depois seguiram para cidade de Birigui, no interior de São Paulo.

A Secretaria de Segurança Pública antecipou, também, que o trio de investigados deve ser transferido a Sergipe para oitivas. Com as prisões, a polícia espera conseguir encontrar o corpo desaparecido.

As investigações contaram com o apoio da 9ª Delegacia Metropolitana, Divisão de Inteligência (Dipol) e o apoio operacional da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Fonte: Gazeta Web

Deputados se mobilizam para cassar o mandato de Mamãe Falei

Representação suprapartidária apresentada neste domingo pede ao Conselho de Ética a cassação do deputado por ter dito que “as mulheres ucranianas são fáceis porque são pobres”

A possível cassação do deputado estadual por São Paulo Arthur do Val, o Mamãe Falei (Podemos), por ter dito que “as mulheres ucranianas são fáceis porque são pobres”, será o tema que vai marcar as discussões entre deputados na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (7). Várias manifestações contra Arthur do Val, em defesa de sua cassação, devem ser apresentadas em comissões como a da Mulher e de Direitos Humanos.

A bancada do PT na Assembleia Legislativa divulgou nota em que afirmou ser “repulsiva a postura e a maneira abjeta com que o deputado Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, integrante do Podemos, se refere às mulheres ucranianas, vítimas das atrocidades inseridas no ambiente de guerra”.

A bancada das deputadas e deputados estaduais do Partido Trabalhadores sustenta que usará todos os recursos legais e regimentais para construir ações que apontem à sociedade que a Assembleia Legislativa de São Paulo agirá com rigidez e celeridade no combate ao machismo e misoginia explícitas no áudio do deputado divulgado pela imprensa.

“Diante da dimensão da gravidade do fato, nós, deputadas e deputados do PT atuaremos com rigor dentro dos parâmetros legais em defesa da integridade humana, ética, física e da dignidade das mulheres ucranianas, bem como de todas as mulheres”, afirma a nota.

Representação suprapartidária

Neste domingo foi apresentada uma representação suprapartidária ao Conselho de Ética com a adesão de 15 deputados, de diferentes cores políticas na Assembleia. Segundo a bancada do PT, que participou da articulação dessa representação, a cassação do deputado é importante porque ele já mostrou não ter escopo ético e moral para permanecer representando o povo paulista.

A representação apresentada neste domingo pelos deputados contra Mamãe Falei afirma que “as declarações são graves em qualquer contexto, em qualquer país e fosse no Brasil, poderiam ser enquadradas em crimes de assédio sexual pela lei brasileira – definido no artigo 216-A do Código Penal como ‘constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função’”.

“A sordidez dos áudios é ainda mais revoltante quando contextualizada no momento vivido pela Ucrânia e seu povo, em meio a um conflito armado, que fragiliza e vulnerabiliza suas mulheres, suas famílias e todo o seu povo”, diz ainda a representação.

Repúdio

Nesse sábado, a deputada estadual Professora Bebel (PT) repudiou a fala de Arthur do Val em sua conta no Twitter: “Repudio veementemente a postura asquerosa do deputado estadual e pré-candidato Artur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, que teria, em registro de áudio, afirmado que as ucranianas “são fáceis porque são pobres”.”

“A fala de Artur do Val, que é do mesmo partido do paladino da Justiça, o presidenciável Sergio Moro, é de causar ânsia de vômito, pelo machismo explícito e pela insensibilidade diante das vítimas de uma guerra insensata”, disse ainda a deputada.

Por respeito às mulheres ucranianas

O deputado Emídio de Souza (PT) postou em sua conta no twitter: “Fora Artur do Val! Por respeito às mulheres ucranianas, brasileiras e de todo o mundo, estou na luta pela cassação do mandato desse sujeito! #ForaArthurdoVal #CassacaoJa.”

“Ainda ontem eu propus que o Conselho de Ética casse o deputado. Outros deputados e deputadas também estão propondo e nós vamos agir conjuntamente para que esse cara não pise mais na Assembleia. Eu chamo de ‘esse cara’, porque ele não pode mais ser chamado de deputado”, disse Emídio em vídeo divulgado nas redes sociais.

Fonte: Rede Brasil Atual

Servidores denunciam o descarte de documentos sobre a ditadura

A ameaça estende-se a dados financeiros que nem sequer foram analisados pelo TCU

Não é só de fake news nas redes sociais que vive a desinformação propagada pelo governo federal. Internamente, um insidioso processo de apagamento da memória nacional espalha-se por instituições responsáveis pela análise e guarda de documentos históricos e parece intensificar-se neste último ano de mandato presidencial. O desmonte das estruturas da memória oficial atinge órgãos como a Biblioteca Nacional, o Museu Histórico Nacional e a Casa de Rui Barbosa, entre outros, mas é no Arquivo Nacional, gestor de sensíveis informações sobre o passado recente (e também sobre o presente), que assume forma particularmente grave.

Servidores denunciam a eliminação indiscriminada e sem embasamento técnico de documentos financeiros que nem sequer foram encaminhados para prestação de contas ao Tribunal de Contas da União, além de provas documentais de crimes cometidos pela ditadura (1964-1985) que deveriam estar anexados a processos analisados pela Comissão Nacional da Verdade. É uma verdadeira “queima de arquivo”.

Quando Bolsonaro era apenas um histriônico deputado do baixo clero, o negacionismo em relação aos crimes da ditadura e a reiterada implicância com os trabalhos da CNV soavam apenas folclóricos, embora condenáveis. Após três anos e dois meses de mandato, o presidente parece disposto a acelerar o desmonte iniciado em agosto de 2019 com o Decreto 10.148, que retirou do Arquivo Nacional a prerrogativa de decidir sobre a eliminação ou não de documentos, e teve seu ato mais recente com a exoneração no apagar das luzes de 2021 de ­duas servidoras que pretendiam tornar públicos alguns problemas internos. A demissão foi decidida pelo novo diretor-geral, Ricardo Borda D’Água, ex-subsecretário de Segurança Pública do Distrito Federal, que foi agraciado com o título de “Colaborador Emérito do Exército” e tem porte de arma por ser registrado como atirador esportivo. Além de ser aliado da família Bolsonaro, é claro.

Leia a reportagem completa: https://www.cartacapital.com.br/politica/servidores-denunciam-o-descarte-de-documentos-sobre-a-ditadura/

Fonte: Carta Capital

Bancos lucraram R$ 175 bilhões, mas fecharam 12 mil vagas em 2 anos

Nos últimos dois anos com o mundo vivendo a maior crise sanitária da história e a pandemia do novo coronavírus agravando as crises econômica e social, os cinco maiores bancos do Brasil fecharam 2021 com lucro líquido acumulado de R$ 174,9 bilhões e, apesar das altas taxas de desemprego, continuaram demitindo trabalhadores e trabalhadoras e fechando agências.

Enquanto mais de 650 mil  brasileiros e brasileiras morriam por complicações causadas pela Covid-19, o setor financeiro, o mais lucrativo do país, manteve a alta dos juros e tarifas, aumentou as metas dos trabalhadores, fechou balanços com altos percentuais de lucros mas, apesar de mais ricos, os banqueiros fecharam cerca de 12 mil vagas de trabalho e reduziram mais de três mil agências, desde 2020, em todo o país.

Somente os quatro principais bancos do país, Banco do Brasil (BB), Bradesco, Itaú e Santander registraram R$ 90,5 bilhões de lucro líquido em 2021, com aumento de 34,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, acumulando em dois anos de pandemia, R$ 157,6 bilhões de lucro.

Somados à Caixa Econômica Federal (CEF) que divulgou em seu balanço no final de fevereiro um lucro de R$ 17,3 bilhões – crescimento de 31,1% na comparação com 2020 -, os lucros desses cinco bancos somam a bagatela de R$ 174,9 bilhões.

Se contarmos apenas as instituições públicas, o BB e a CEF, que o governo de Jair Bolsonaro (PL) quer privatizar apesar dos imensos lucros em 2021, o valor chega a R$ 38,3 bilhões. O BB teve um lucro líquido recorde de R$ 21 bilhões, um crescimento anual de 51,4%.

Para Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a economia brasileira passa por um momento grave, com forte retração da atividade econômica, elevação do desemprego e queda na renda das famílias e os bancos deveriam desempenhar papel importante na retomada do crescimento. 

“Os bancos são uma concessão pública e têm um papel social importante no crescimento de um país. É importante que as instituições financeiras, responsáveis por cuidar do dinheiro da população, sejam um instrumento para o desenvolvimento econômico e não para fragilizar ainda mais a economia”, diz.

Taxa de juros

Segundo o Sindicato dos Bancários para pessoa física a taxa de juros está em 28,66% ao ano, chegando a 349,62% na linha de crédito mais cara que é o cartão de crédito rotativo. Seu uso em 2021, foi o maior nos últimos 10 anos.

O resultado desta equação foi o endividamento das famílias, que alcançou 50,41% de todos os seus rendimentos e comprometimento da renda de 27,87% com o Sistema Financeiro. Em um ano, o percentual de famílias com dívidas em atraso cresceu 10 pontos percentuais. O cartão de crédito é o principal vilão do endividamento dos brasileiros, 87,1% das dívidas referem-se a esta modalidade.

Demissões na pandemia

Os lucros bilionários também vêm das demissões de trabalhadores, que afetam o atendimento nas agências cada vez mais lotadas e com riscos de contaminação pela covid-19.

Para manter seus lucros bilionários, os bancos descumpriram um acordo de não demissão com o movimento sindical. E somente os quatro maiores bancos fecharam quase 12 mil postos de trabalho nos últimos dois anos e fecharam 3.180 agências desde 2020.

Em dois anos, o Bradesco foi o campeão em redução de postos de trabalho. Desde 2020, extinguiu 10.055 vagas, no período, apesar dos R$ 26 bi de lucro somente em 2021.

O resultado são agências lotadas, trabalhadores adoecidos e a população sem atendimento adequado. Os trabalhadores denunciam sobrecarga de trabalho, aumento da exploração e piora no atendimento ao cliente. Apenas com o que arrecada com tarifas, a instituição cobre 128,7% de sua folha de pagamento, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Ivone Silva ressalta que é importante lembrar que o movimento sindical esteve ao lado do trabalhador, reivindicando com os bancos o fim das demissões, o home office, a vacinação da categoria e a implementação das regras sanitárias, desde o início da pandemia.

” Foi uma luta diária, árdua, que salvou milhares de vidas, em todo o país, mas a ganância dos bancos se manteve e, além de demitir os trabalhadores e fechar postos de trabalho, aumentaram as metas para garantir seus lucros bilionários”, critica a dirigente.

Fonte: CUT

Pandemia: Brasil tem 11% das mortes no mundo

A Covid-19 encontrou no Brasil as condições propícias para infectar e matar, principalmente os pobres e pretos.
A desigualdade social, onde poucos têm tudo e a maioria não tem absolutamente nada, somada a um governo que nega e trabalha contra uma ação unificada e coordenada de combate à pandemia, à falta de acesso ao atendimento médico pela população e à demora na oferta de testes e vacinas, levou o país a maior taxa de mortalidade do mundo.

O Brasil, com 6,7% dos casos de Covid-19, é o responsável por 11% das mortes no mundo, de acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, uma mortalidade quatro vezes maior que a média mundial.

A pandemia matou 5,82 milhões de pessoas em todo o mundo e 412 milhões foram infectados, segundo o Our World. No Brasil, 27,5 milhões foram infectados e 639 mil morreram.

Um verdadeiro massacre, que poderia ser amenizado se o governo federal tivesse se preparado para o combate à pandemia, quando o vírus dava os primeiros passos na Europa e investisse nos centros de pesquisa nacional e nas universidades e não medisse esforços para adquirir vacinas, que se mostrou a maneira mais eficaz de combater a Covid-19. Em vez disso, os militares que tomaram de assalto o Ministério da Saúde apostaram no negacionismo e o governo faz campanha contra a vacina.

Os testes são essenciais no combate à pandemia para “quebrar” a cadeia de transmissão. Mas o Ministério da Saúde cancelou a compra de 14 milhões de testes e das 41 milhões de doses da vacina Jansen recebidas pelo país. De acordo com relatório publicado pelo Ministério da Saúde, somente 9,2 milhões de doses chegaram no braço das pessoas enquanto 32,8 milhões estão paradas num galpão. O Ministério diz que as doses não foram ainda distribuídas pois “alguns estados solicitaram a suspensão do envio do imunizante devido a saturação da rede de geladeiras e freezers usados na armazenagem da vacina”. Um escárnio com a saúde do povo brasileiro.

Hipocrisia capitalista!
Enquanto o governo cria dificuldades e senta em cima das vacinas, os patrões, que ganharam direito de demitir os não-vacinados, para evitar licença médica exigem que os trabalhadores continuem trabalhando, mesmo contaminados.

Depois de encurtarem o tempo de isolamento de 14 dias para 10 dias de afastamento do trabalho dos contaminados ou com suspeita de contaminação, além de não custear o teste, os patrões estão pressionando os trabalhadores para evitar atestados, abreviar o tempo e antecipar a volta ao trabalho mesmo contaminados, sob a alegação que o quadro da Covid-19 provocado pela variante Ômicron é mais leve. Pressionados e com medo de perderem o emprego, muitos trabalhadores voltam ao trabalho.

As portarias 19 e 20 assinadas por Bolsonaro estabelecem medidas de prevenção e controle da transmissão da Covid-19 e reduziram o tempo de isolamento, mas não obrigam o retorno antecipado dos trabalhadores antes dos sete dias de isolamento para pessoas assintomáticas e com teste pago pelo empregador. É importante realçar que os trabalhadores devem continuar recebendo o salário e os dias afastados não podem ser descontados na folha de pagamento.

Se forem disponibilizadas e ao alcance de todos, a exigência da comprovação vacinal pode ser exigida?

Pesquisa divulgada pelo Datafolha em 17/2, mostra que 81% dos brasileiros são favoráveis a exigência do comprovante de vacina contra o Covid-19, para frequentar lugares fechados. As mulheres são mais decididas no apoio (87%) que os homens (74%) e os ricos contrários ao Passaporte (28%), enquanto os pobres são 14%.

E quando a pandemia vai acabar e vamos voltar ao normal?

O tempo dirá, mas para o diretor da OMS, Tedros A. Ghebreyesus, com uma taxa de 70% de vacinação da população mundial até o meio do ano, “a expectativa é o fim da fase aguda da doença até o final de 2022”.

Para o povo trabalhador, o novo normal virá com o fim da fome, miséria, desemprego, saúde e educação para todos, numa sociedade justa e igualitária.

Osvaldo Martinez D’Andrade

Fonte: O Trabalho

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