Polícia Civil prende pastor evangélico por crime de pedofilia no Paraná

Dois homens foram presos em flagrante pelo crime de pedofilia no bairro Guarituba, em Piraquara. Segundo a Polícia Civil do Estado, um dos envolvidos é um pastor evangélico de 54 anos, o outro suspeito, de 68 anos, já tinha um mandado de prisão em aberto por homicídio.

Ambos foram detidos durante a Operação Anjo da Guarda, que permanentemente investiga casos de estupros de vulneráveis na cidade da Região Metropolitana de Curitiba.
O crime só foi descoberto depois que o celular de um dos suspeitos foi para a assistência técnica, como explica o delegado responsável pelas prisões, Paulo Renato Caldas.

No momento da prisão o homem disse que o celular era de outra pessoa e as imagens pornográficas também. Segundo o delegado, no aparelho foram encontrados mais de 50 vídeos de crianças de três anos até adolescentes.

De acordo com a Polícia Civil, foram apreendidos computador, notebooks celular e pendrive com conteúdos pornográficos envolvendo crianças.
O delegado de Piraquara afirma que essas prisões só foram feitas porque o técnico que encontrou as imagens no aparelho celular não foi omisso e incentiva a população a denunciar.

As denúncias de suspeita de pedofilia podem ser feitas pela central de atendimento do Disque 100.

Fonte: CBN Curitiba

MST denuncia nova ameaça ao acampamento Marielle Franco em Atalaia

O MST usou as redes sociais para denunciar uma nova ameaça ao acampamento Marielle Franco em Atalaia (AL). Segue a postagem do movimento:

“Durante a manhã de hoje (17) as famílias do Acampamento Marielle Franco, em Atalaia, na Zona da Mata de Alagoas, foram surpreendidas com a chegada inesperada de um suposto oficial de justiça que, em tom ameaçador, sinalizou que sua presença era para alertar os acampados e acampadas de que teriam uma surpresa em breve.

O suposto oficial que se apresentou somente como Artur, estava em um carro branco, do modelo Argo, de placa QOP 3722, e em sua passagem insistiu em saber quais eram as lideranças do acampamento, ressaltando que a área estava na justiça e de que ele já havia tirado famílias de outras propriedades rurais.

Em abordagem a uma das coordenadoras do Acampamento, ele chegou a reforçar que já sabia qual era o barraco em que ela morava e que ficaria mais fácil de procurar quando fosse ao acampamento fazer a surpresa que ele havia mencionado.”

Bolsonaro está planejando fugir dos debates de TV

Apesar já ter declarado de que vai aos debates das eleições deste ano, o presidente Bolsonaro (PL), na prática, emite sinais de que não vai comparecer aos programas que visam apresentar os candidatos e suas respectivas propostas ao eleitor. 

Segundo informações da revista Veja, Bolsonaro é o único candidato que não envia representante para participar das reuniões com as emissoras de televisão para discutir o formato dos debates eleitorais. 

De acordo com a publicação nas reuniões do SBT, CNN, Jovem Pan, TV Bandeirantes, Record, UOL e na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/ TV Aparecida, Bolsonaro é o único sem representante. 

Os interlocutores das campanhas nas reuniões são fundamentais para acertar com os canais regras, o que será feito em relação a candidatos que não comparecem etc.

Nas eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro venceu e se tornou presidente do Brasil, o então candidato participou de dois debates: na TV Bandeirantes e RedeTV!. Por causa de sua participação desastrosa em ambos os debates, a campanha de Bolsonaro emitiu sinais de que ele não participaria dos outros. Com a facada, ele ficou de fora dos demais debates. 

O primeiro debate da eleição deste ano está marcado para acontece no dia 6 de agosto, na CNN Brasil. Em seguida, ocorre na Jovem Pan (9 de agosto), Bandeirantes (14 de agosto), RedeTV! (2 de setembro), CBN/Valor/O Globo (14 de agosto), TV Aparecida (13 de setembro), Folha/UOL (22 de setembro), SBT/Veja/Estadão e Rádio NovaBrasil (24 de setembro) e Globo (29 de setembro). 

Fonte: Revista Fórum

Entidades lançam campanha por revogação da reforma trabalhista

Entidades do mundo acadêmico, jurídico e sindical se uniram para lançar campanha pela revogação da “reforma” trabalhista (Lei 13.467, de 2017). O passo inicial do movimento “Revoga Já” foi dado no último sábado (14), com seminário durante todo o dia, presencial e virtual, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). A recente experiência na Espanha foi um dos cenários examinados. Para o professor Francisco José Trillo Párraga, mais conhecido como Paco Trillo, da Universidade de Castilla-La Mancha, nenhuma reforma pode ser feita pelo caminho autoritário, “mas por acordo, por diálogo social”.

O caso brasileiro pode ser visto como exemplo. O secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, lembrou que originalmente o projeto de reforma do Executivo tinha sete artigos e 19 dispositivos. Saiu do Congresso com 117 artigos e 138 dispositivos. “E foi feita a toque de caixa”, lembrou. “Foi apresentado relatório na segunda, na terça aprovado o regime de urgência e aprovado na mesma semana na Câmara, sem nenhum tipo de debate.” 

Argumentos falaciosos

No Senado, o dirigente acredita que alguns parlamentares foram iludidos com a promessa feita por líderes do governo de que uma medida provisória “corrigiria” alguns pontos do projeto. Essa MP nunca apareceu. “Foi sancionado na íntegra.” No mesmo período, acrescentou, outro projeto que liberou completamente a terceirização (Lei 13.429, também em 2017). “A pejotização aumentou de forma assustadora, o trabalho intermitente, precário. Todos os dias tem uma tentativa (de aprofundar a reforma trabalhista), com artigos e emendas nefastas para a classe trabalhadora”, afirmou o sindicalista.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), os governistas “venderam muitas ilusões para convencer a população acerca da necessidade de flexibilização dos direitos”. A argumentação recorrente era de que isso precisava ser feito para que o emprego crescesse. “Nós sabíamos e denunciamos que os argumentos eram falaciosos. E a aprovação da terceirização deixou claro que o interesse era tirar direitos e aumentar a exploração da mão de obra.”

Trabalhador empobreceu

O cenário é de empobrecimento, disse Paim. Ele citou dados do Dieese mostrando que, em março, mais da metade dos acordos salariais ficou aquém do INPC. Situação agravada pelo fim da política de valorização do salário mínimo. O piso nacional chegou a corresponder a US$ 350, e hoje está em torno de US$ 250. Além disso, novas modalidades de trabalho, como os aplicativos, se caracterizam por jornadas extenuantes “e não têm sequer reconhecidos os seus direitos trabalhistas básicos”. “Que país é este?”, indagou o senador, que é relator do projeto que prevê o chamado Estatuto do Trabalho, apresentado ainda em 2018.

Paco Trillo apontou reformas que foram impostas ao longo do anos, que desenvolveram certa cultura na Espanha de que, por exemplo, “um mau emprego seria melhor do que o desemprego.” Isso abriu caminho, lembrou, para a contínua degradação das modalidades de contratação e ampliando os contratos temporários, com alta rotatividade, o que prejudicava tanto a situação do trabalhador como a própria economia. “Uma tendência de sempre, sempre, sempre rebaixar e degradar condições de trabalho”, afirmou o pesquisador, para quem um certo “déficit democrático” proporcionou a reforma trabalhista de 2012, agora revisada. Mas a mudança obtida representa apenas um “ponto de partida”, lembrou.

A ministra Delaíde Miranda Arantes, do Tribunal Superior do Trabalho, lembrou que 17 dos 27 integrantes do TST assinaram manifesto em que fundamentavam sua posição contrária ao projeto. “Nós havíamos falado sobre o resultado nefasto que teria a reforma trabalhista”, afirmou a também integrante da Associação Juízes para a Democracia (AJD). Ela observou, por exemplo, que o princípio do legislado sobre o negociado, defendido pelo setor patronal, sempre se aplicou em prejuízo do trabalhador. A rigor, acrescentou a ministra, “o Brasil nunca teve um Estado de bem-estar social completo”.

Fonte: CUT

Maceió e cidades vizinhas vivem o caos no abastecimento de água

Apesar do aviso da BRK que bairros de Maceió devem ficar sem água nesta terça-feira (17), a verdade é a privatização da Casal e a venda do serviço para a BRK piorou e muito o abastecimento de água em Maceió e em cidades vizinhas.

Para uma manutenção no sistema Pratagy, o abastecimento dos bairros da orla marítima, que vai do Poço até Cruz das Almas, além de Jacintinho, Farol, Gruta de Lourdes e Benedito Bentes, ficará suspenso durante a realização dos trabalhos. Ou seja, uma parte de Maceió ficará sem água. O problema é com aviso ou sem aviso, com manutenção ou sem manutenção, parte da população de Maceió sofre com a falta de água.

O mesmo ocorre em Marechal Deodoro, onde água não falta. Ou melhor não faltava. Porque depois que a BRK assumiu a gestão do serviço que ela do SAE, a população não para de reclamar que falta água, mas a conta chega todo mês.

Em Rio Largo, a população tem ficado até 8 dias sem água. Em Pilar, o prefeito Renato Filho usou as redes sociais para criticar os serviços da BRK e anunciou que a empresa vai ser processada por deixar até postos de saúde sem água.

Depois do aumento da tarifa de água e energia e da precariedade da prestação desses serviços, fica cada vez mais difícil para os que defendem a privatização sustentarem seus argumentos.

Participe da Campanha Ajude a SALVAR o Arte Pajuçara!

A RCP Alagoas se engaja na campanha de solidariedade ao Centro Cultural Arte Pajuçara, um dos mais importantes projetos culturais do nosso estado. O Arte Pajuçara é patrimônio do povo alagoano! Participe você também!

Ajude a SALVAR o Arte Pajuçara!

Último cinema de arte da cidade de Maceió, o Arte Pajuçara tem lutado para manter as portas abertas nos últimos anos. O espaço resistiu à pandemia de Covid-19, que provocou o fechamento de várias salas importantes pelo país, graças a Lei Aldir Blanc.

Mas, como reflexo do longo período sem atividade, agora passa por uma ordem de despejo em decorrência de uma dívida de aluguel acumulada entre 2015 e 2018, cobrada com juros e correção.

Após tentativas de negociação em torno de um parcelamento, sem sucesso, a única forma de manter o espaço aberto é quitando a dívida à vista. Por isso fazemos um apelo urgente: colaborem para salvar o espaço que é um símbolo de resistência cultural e vem formando gerações de cinéfil@s há mais de 40 anos.

Não deixe o Arte Pajuçara acabar! Colabore!

Para ajudar, transfira qualquer valor usando a chave Pix 2848169@vakinha.com.br ou contribua pelo site do Vakinha: http://vaka.me/2848169

Assembleia Constituinte no Chile aprovou o ensino superior gratuito e a saúde pública

O plenário da Assembleia Constituinte consagrou no texto da nova Constituição as duas principais reivindicações das grandes mobilizações de 2019.

Convenção Constitucional do Chile aprovou normas de direitos sociais, entre as quais se destaca o ensino superior gratuito , financiado com contribuições do Estado, bem como a saúde por prestadores públicos e privados, normas que são incorporadas ao anteprojeto da nova Carta Magna, que poderia substituir a de 1980 herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Tanto a educação quanto a saúde foram as principais reivindicações durante O plenário da Assembleia Constituinte consagrou no texto da nova Constituição as duas principais reivindicações das grandes mobilizações de 2019, que desencadeou esse processo constituinte.

Em relação ao ensino superior, o texto diz: “O Estado deve financiar este sistema de forma permanente, direta, pertinente e suficiente, por meio de contribuições básicas, a fim de cumprir plena e equitativamente os propósitos e princípios da educação”.

Por outro lado, foi aprovado que o Estado “deve articular, gerir e financiar um Sistema Público de Educação, laico e gratuito, composto por estabelecimentos e instituições estatais de todos os níveis e modalidades de ensino”.

“A educação pública constitui o eixo estratégico do Sistema Nacional de Educação; sua ampliação e fortalecimento é dever primordial do Estado”, acrescenta o texto.

Hoje, a educação pública no Chile é financiada da mesma forma que a educação privada e concede um subsídio básico por aluno, embora na educação privada as famílias devam fazer uma contribuição adicional.

Já a educação superior é financiada pelo aluno ou família e tem benefícios do Estado de acordo com seu nível socioeconômico.

Também foi estabelecido que a educação será de acesso universal em todos os níveis e obrigatória desde o nível básico até o ensino médio.

Além disso, a Convenção Constitucional aprovou que ” o Sistema Nacional de Saúde pode ser constituído por prestadores públicos e privados. A Lei determinará os requisitos e procedimentos para a integração dos prestadores privados no Sistema Nacional de Saúde”.

Além disso, ele apoiou um artigo que afirma que “os povos e nações indígenas têm direito a seus próprios medicamentos tradicionais , para manter suas práticas de saúde e conservar os componentes naturais que os sustentam”.

Atualmente, o Sistema Público de Saúde é administrado pelo Fundo Nacional de Saúde (Fonasa), que consiste em um esquema solidário financiado com contribuições do Estado mais aquelas feitas pelos trabalhadores através de 7% do salário.

Se a nova Constituição for aprovada, o presidente Gabriel Boric terá que apresentar um projeto de lei para implantar o novo Sistema Único de Saúde, o que segundo a previdência e os prestadores privados de serviços pré-pagos significaria o fim do setor.

Em 4 de julho deste ano expira o prazo para entrega do projeto da nova Constituição, que será votado em plebiscito de saída obrigatória em 4 de setembro.

O inédito processo constitucional, democrático, conjunto com a participação dos povos originários, foi resultado das mobilizações e manifestações massivas do chamado surto social de outubro de 2019, que levou a um acordo com a maioria dos partidos no poder e oposição elaborar uma nova Carta Magna.

As multidões que tomaram as ruas chilenas apontaram então a atual Constituição como fonte da desigualdade e exigiram um novo modelo de Estado que garantisse saúde pública, educação universal de qualidade e melhorias nas aposentadorias.

Em 25 de outubro de 2020, por meio de plebiscito nacional, a redação da nova Constituição foi aprovada por quase 80% e, poucos meses depois, em maio de 2021, foram eleitos os 155 convencionalistas que elaboram a nova Carta Magna.

Fonte: Redação com Ámbito

O que a trajetória de Maryam Mirzakhani tem a nos ensinar?

Natércia Lopes – Matemática, Doutora em Ciências da Educação e Professora da UNEAL e Semed/Maceió

Maio é um mês cheio de significados para quem é da área da Matemática. No dia 6, é comemorado o Dia Nacional da Matemática, exatamente no dia da Coragem – uma virtude que acompanha a todas/os as/os que estão na área de exatas e que buscam superar as intimidações.

No dia 12, perdemos o patrono da Educação Matemática no Brasil, Ubiratan D’Ambrosio, que sempre defendia uma maior presença feminina na Matemática, principalmente neste dia 12, em que é comemorado o Dia Internacional das Mulheres na Matemática, devido ao nascimento de Maryam Mirzakhani.

Maryam, nasceu em 12 de maio de 1977, no Teerã. Em seu registro, só há o nome do pai, que era engenheiro. Cabe ressaltar que no Teerã, se os pais não forem legalmente casados ou se a mãe não for iraniana, ou a criança não é registrada ou só recebe o nome do pai. Não se sabe se foi essa a razão.

Mirzakhani estudou em escolas públicas e se graduou em Matemática pela Universidade de Tecnologia de Sharif, aos 22 anos. Devido ao seu potencial para a área de exatas, foi aprovada no doutorado em Matemática na Universidade de Harvard, concluindo-o em 2004, aos 27 anos. Em 2005, casou-se com Jan Vondrak, Cientista da Computação e Matemático, professor em Stanford. Teve uma filha a quem chamou de Anahita Vondráková, nome da deusa iraniana da fertilidade, também traduzida em persa como imaculada.

Maryam tem seu berço num dos países com as maiores desigualdade de gênero do mundo, segundo o “Global Gender Gap Report”. No Irã, a renda de uma mulher é, em média, apenas 18% da do homem. Após a Revolução Islâmica de 1979, as mulheres foram obrigadas a usar o hijab (único país no mundo que possui essa compulsoriedade). Assim, as roupas não podem marcar seus corpos e nem serem decotadas. As mulheres não podem ir à praia com homens, nem usar trajes de banho em público, como também são barradas em estádios de futebol. Além disso, é proibido o acesso de mulheres a redes sociais, como whatsapp, instagram e facebook. O próprio regime possui seus veículos de informação e acesso à internet também é controlado.

Maryam Mirzakhani, de 1,57m e 50 kg, após ganhar várias medalhas de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, sendo a primeira aos 17 anos. Tornou-se professora titular na Universidade de Stanford em 2008 e foi agraciada, em 2014, quando já lutava contra um câncer de mama, com a Medalha Fields a maior honraria que um Matemático pode receber, considerado o Prêmio Nobel de Matemática, que a cada quatro anos é oferecido a, no máximo, quatro matemáticas/os, com até 40 anos, devido à sua genialidade e grande contribuição à Matemática. Com uma plateia formada por homens, Maryam subiu ao palco para receber o maior prêmio da área.

Três anos depois, aos 40 anos, Maryam faleceu.

E o que os 45 anos de Maryam Mirzakhani tem a nos ensinar? Ao assistir “Secrets of the Surface: The Mathematical Vision of Maryam Mirzakhani”, é possível perceber o quanto Maryam lutou para poder estudar num País em que as mulheres perderam todos os seus direitos com a Revolução Islâmica e passaram a ser controladas a partir das regras da Sharia, o sistema jurídico do Islã. Numa área mundialmente dominada pelo sexo masculino, Maryam se destacou, enfrentou os preconceitos e, mesmo quando começou a morar nos EUA, fazia questão de compartilhar com as mulheres iranianas suas descobertas. Ela não se subordinava a condutas machistas e desafiava o poder local, além de que se negava a usar o hijab quando visitava a família.

Em Harvard, ela continuava a fazer suas anotações sem abandonar suas origens. Tudo o que escrevia era em sua língua materna: o persa. Distinguida pela determinação e questionamentos implacáveis, Maryam não admitia que ninguém dissesse que se destacar como Matemática era impossível para uma mulher.

Uma célebre frase de Maryam mostra o quanto ela aprendeu com o sofrimento que foi imposto a ela durante seus estudos. Maryam era capaz de suportar a dor, as dificuldades, sem nunca desistir para poder atingir seu objetivo. Ela dizia que “a beleza da Matemática só se revela a quem a persegue pacientemente”.

A indicação do Dia Internacional das Mulheres na Matemática foi feita por Curtis McMullen, orientador de Maryam no doutorado, por ela ter uma ambição destemida quando se tratava de Matemática.

Em sua Matemática, Maryam usava a geometria algébrica, diferencial e complexa, sistemas dinâmicos, probabilidade, topologia de dimensão baixa, numa integração surpreendente, que nos mostra o quanto ela conseguia extrair a beleza da Matemática de forma elegante. Ao transitar por uma Matemática dura de forma leve e ávida, Maryam inspira as mulheres a lutarem pelo que acreditam, a não abandonarem seus objetivos e a celebrarem suas conquistas.

Maryam teve na Matemática alemã Emmy Noether¹, a ‘mãe da álgebra moderna’, seu estímulo para seguir na Matemática. Atualmente, tem-se nessas mulheres inspiração para muitas vidas.

Coragem!

¹ Emmy Noether nasceu na Alemanha, em 23 de março de 1882, e faleceu em 14 de abril de 1935, estudou Matemática num período em que as mulheres ainda eram proibidas de entrar na universidade. Quando se formou, por ser mulher, precisou de autorização para dar aula. Teve a autorização consentida, porém, seu salário deveria ser dado a um professor, assim como todas suas produções deveriam ser publicadas no nome de um homem. Para Albert Einstein, “Emmy Noether foi o gênio matemático criativo mais importante que já existiu desde que as mulheres passaram a ter acesso à educação superior”.

Mobilização impede privatização dos SUS em Palmeira dos Índios

Após pressão do SINDPREV, Conselho Municipal de Saúde e Fórum Estadual em Defesa do SUS, prefeito de Palmeira dos Índios revoga edital de privatização do SUS

Na última quinta-feira (12/05), às 10h, o SINDPREV-AL representado  pela diretora estadual  Aparecida Flores, Diretoria Regional de Palmeira dos Índios: Reliete Araújo, Valdenise Nunes, José Eleutério, Joseilda dos santos, Dr.Valdemir Augustinho (jurídico do SINDPREV-AL) participaram   da audiência pública em  Palmeira dos Índios para discutir  sobre a Privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) prestes a ser implantada no município.  A audiência contou também com a participação do prefeito Júlio César, secretário municipal de Saúde, Conselho Municipal de Saúde, representante do Fórum Estadual em Defesa do SUS e  representantes da sociedade civil.

A privatização dos serviços de saúde, das áreas meio e fins, vinha sendo elaborada para ser implantada pela gestão do prefeito Júlio César. Face a concretização dessa nefasta realidade, Dr. Valdemir Augustinho explanou  para todos/as as  consequências e agravantes  que a população de Palmeira dos Índios irá sofrer caso as áreas meio e fins forem privatizadas. “Vários   municípios que implantaram as OSs   não deram certo, hoje há vários processos em tramitação solicitando a suspensão da administração da gerência dessa instituição”, afirmou Dr. Valdemir.

Após as tratativas e explanação de vários participantes, o procurador do município Dr. Klenaldo alegou que a gestão não cometeu nenhuma irregularidade ao tomar a decisão de querer implantar a OS, porém cabe ao prefeito   rever as falhas que foram apresentadas e decidir pela revogação ou não da mesma. O Prefeito Júlio César acatando as ponderações dos vários interlocutores, tomou a decisão de suspender por trinta dias todas as atribuições da instituição contratada, limitando-a gerenciar as atividades meio, deixando ciente que as áreas fins  serão administradas pela gestão municipal.

Outro  importante avanço das negociações  foi a  implantação do Grupo de Trabalho(GT) para fazer o levantamento de dados das atividades meios, das Unidades de Saúde, organizar o plano de trabalho e outros documentos que forem necessários para conduzir os trabalhos  em  equipe.

Ficou  agendado para a próxima terça-feira (17/05) reunião com a Gestão Municipal, Diretoria do Instituto,  SINDPREV-AL, Conselho Municipal de Saúde e Fórum.

A audiência foi encerrada com o pedido de desculpas do prefeito, reconhecendo que errou quando não solicitou a participação dos conselhos e do sindicato antes da tomada de decisão, porém o importante é rever os erros e corrigi-los.

O SINDPREV-AL avalia uma grande vitória para o SUS que vem sendo ameaçado  de extinção e também  para a população que é  usuária dos serviços de saúde.

Fonte: Sindprev Alagoas

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