OLHA O OLHO ALHEIO

  • Flávio Show – É funcionário dos Correios

Estamos em 2023 em pleno século 21 e não podemos, jamais, dizer que já vimos de tudo.
Teremos que atravessar mais alguns períodos para completarmos um ciclo de bizzarizes brazucas.

Assim como uma cena típica dos filmes de Alfred Hitchcock, cineasta de filmes como, Os Pássaros e Psicose, longas com fortes doses de suspense e terror, a semana começou com um estilo bastante assustador, porém com atores da vida real e cenário digno de um set de filmagens bastante cabuloso.
Michelle Bolsonaro em um evento do PL na Paraíba convida para uma fala, a vice presidente do partido da ala feminina, a Deputada Amalia Barros, antes mesmo da Deputada começar a falar, Michelle pede que a “amiga” retire sua prótese ocular e com um sorriso diabólico parecido com o da Noiva do Chuck, ela diz que ama ve-la sem um dos olhos. A “amiga” atendeu o pedido e viu seu olho parar no bolso da ex primeira dama.
Algo bizzaro e a pergunta que fica é se a Michelle, que não perdoou sequer as moedinhas do espelho d’ água do Palácio do Alvorada, teria devolvido o olho alheio no final da trama.
Sei que para os Bolsonaros, jóias e dinheiro vivo são mais atrativos e “olho de vidro” no bolso é só um passatempo teatral, circense e macabro.

Por falar em filme, o da Barbie tem dado o que falar, com um enorme sucesso de crítica e público. Confesso que não assisti, mas depois de ouvir os “cristãos ” moralistas dizerem que o filme veio das profundezas satânicas com o intuito de acabar com a típica família tupiniquim, já estou ancioso para curtir essa boneca vestida de rosa.
Já ouvimos tantas coisas dessa turminha do evangelistão, desde o disco da Xuxa, ouvido de trás para frente, onde diziam que se ouviria mensagens do Chifrudo enxofrado, passando pelo Mickey, Teletubbies, Cinderela, Peppa Pig e mais uma gama de desenhos animados que os desanimam.
Talvez quem tem assistido essas produções, esteja pendurado numa goiabeira. Afinal, meninos vestem azul e meninas vestem rosa. Xô queridona!

Nunca vi tanta preocupação da Direitinha Golpista defendendo os direitos humanos. A cena produzida e protagonizada pelos parlamentares Eduardo Girão, Magno Malta, Carlos Portinho e Marcel Van Hattem, teve um script digno de uma nova novela mexicana. A ideia consistia em denunciar os ” abusos” do Xandão contra os terroristas do 08 de Janeiro, as tais senhorinhas com a bíblia mão .O filme muito mal ensaiado e o enredo tomou o rumo errado. A denúncia que deveria ser feita na ONU em Genebra na Suiça, foi entregue ao vizinho, vizinho distante, muito distante, em Nova York nos EUA. Os parlamentares patriotas, cidadãos de bem e de familia, causaram inveja aos personagens do Chaves ao estrear uma comédia sem limites. Arrisco em dizer que o possível diretor desse filme de comédia, seria nada mais, nada menos que o ex Ministro Pazzuello, pois ele é um expert em confundir siglas, só não sei se ele teria a capacidade de confundir até os continentes, creio que sim, visto que parlamentares desse naipe costumam dizer que a África é um país.
O Brasil não é para iniciantes.

Enquanto a extrema direita no Brasil se enrola, o Presidente Lula desenrola.

Luz, câmera e ação, gravando!

Maceió, 22 de Julho de 2023

Decreto de Lula para regular armas vai salvar vidas

Lula e ministro Flávio Dino lançam Programa de Ação na Segurança, que põe fim ao “armamentismo irresponsável” instaurado no país pelo extremismo de Bolsonaro

Em evento realizado no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Flávio Dino, lançaram o Programa de Ação na Segurança (PAS). Entre outras novas propostas, o chefe de governo assinou o decreto para estabelecer nova política de regulação responsável de armas e munições.

Segundo Dino, o decreto encerra “um capítulo trágico de trevas na vida brasileira”.  O ministro acrescentou que Lula assinou hoje “o decreto que põe fim ao armamentismo irresponsável, que o extremismo politico semeou nos lares brasileiros”. Ele classificou o texto editado – que começa a vigorar imediatamente – como “ponderado”.

“Armas nas mãos certas e não armas nas mãos das pessoas que perpetuam feminicídio. O senhor (Lula) está salvando a vida de milhares de mulheres brasileiras, de crianças, de adolescentes do Brasil”, disse Dino.

Armas são para polícia e forças armadas

Lula afirmou que o PAS tem o objetivo de “trazer o país de volta à normalidade”. “A gente não tem informação de que essas armas (permitidas pelo governo de Jair Bolsonaro) estão sendo vendidas a pessoas decentes e honestas, que querem só se proteger. Quem tem que estar bem armado é a polícia brasileira e as Forças Armadas. O que precisamos baixar é o preço dos livros e o acesso às coisas culturais”, afirmou o presidente.

Flávio Dino disse ainda que o governo não quer “portas abertas para fraudadores e para desvio de armas pra quadrilhas e organizações criminosas”. Segundo ele, “o armamentismo irresponsável fortaleceu as organizações criminosas”. “Quem diz que tem que entregar uma arma a cada cidadão é inimigo da polícia, e nós confiamos na polícia”, destacou.

O pacote lançado hoje abrange cinco textos:

  • decreto da política de regulação responsável de armas e munições;
  • projeto de lei que visa alterar o Código Penal para “estabelecer causas de aumento de pena, e instituir crimes de incitação e liderança de atos contra estado de direito;
  • no Código de Processo Penal, instituir apreensão de bens e de contas bancárias nos casos de crimes contra o estado de direito;
  • projeto de lei que transforma em crime hediondo os atos de violência em instituição de ensino;
  • plano para estabelecer políticas de segurança na Amazônia para reduzir crimes ambientais.

Pelas normas de Bolsonaro, os clubes de tiro podiam funcionar em qualquer lugar por 24 horas. Com o novo regramento de Lula, poderão funcionar de 6h às 23h e devem ficar a 1 quilômetro de escolas. O PAS faz inúmeras alterações nas normas que regulam acesso às armas.

Veja como eram algumas regras e como ficam a partir de agora, em relação à quantidade de armas:

Para atiradores:

Bolsonaro:

Atiradores desportivos
– Até 60 armas, sendo 30 de uso restrito;
– Até mil munições por arma de uso restrito, por ano (30 mil/ano);
– Até 5 mil munições por arma de uso permitido, por ano (150 mil/ano)
– Até 20 kg de pólvora.

Decreto de Lula

Atirador nível 1
– Até 4 armas de fogo de uso permitido;
– Até 4.000 cartuchos por ano;
– Até 8.000 cartuchos .22 LR ou SHORT por ano.

Atirador Nível 2
– Até 8 armas de fogo de uso permitido;
– Até 10 mil cartuchos por ano;
– Até 16 mil cartuchos, por ano .22 LR ou SHORT.

Atirador Nível 3
– Até 16 armas de fogo, sendo 12 de uso permitido e até 4 de uso restrito;
– Até 20 mil cartuchos por ano;
– Até 32 mil cartuchos por ano .22 LR ou SHORT.

Para colecionadores e caçadores

Governo Bolsonaro:

Caçadores
– Até 30 armas, sendo 15 de uso restrito;
– Até 1 mil munições por arma de uso restrito por ano (15 mil/ano);
– Até 5 mil munições por arma de uso permitido por ano (75 mil/ano).

Colecionadores
– Até 5 armas de cada modelo;
– Vedadas as proibidas, automáticas, nãoportáteis ou portáteis semiautomáticas cuja data
de projeto do modelo original tenha menos de 30 anos.

Decreto de Lula:

Caçadores excepcionais
– Até 6 armas;
– Até 500 munições, por arma, por ano;
– Necessidade de autorização do Ibama.

Colecionadores
– Até 1 arma de cada modelo, tipo, marca, variante, calibre e procedência;
– Vedadas as automáticas e as longas semiautomáticas de calibre de uso restrito cujo primeiro lote de fabricação tenha menos de 70 anos.

Fonte: Rede Brasil Atual

Ruralistas despejam agrotóxico de avião e exterminam 100 milhões de abelhas

A fazenda está localizada na cidade de Sorriso, o 2º município com o maior PIB do agronegócio do estado; Saiba a importância das abelhas para o equilíbrio ambiental

A cidade de Sorriso, localizada a 420 km de Cuiabá, no Mato Grosso, registrou um verdadeiro extermínio de abelhas na região devido ao uso desenfreado de agrotóxicos por empresários do agronegócio. Cerca de 100 milhões de abelhas foram mortas por conta do excesso de Fipronil

Fipronil é conhecido como um inseticida letal aos insetos, pois age no cérebro dos animais e causa hiperexcitação neural. Em Sorriso, foi uma fazenda de algodão que causou a tragédia ambiental ao distribuir o agrotóxico sobre as plantações através de um avião no mês passado. Espalhar a substância em vias aéreas é proibido. 

Apicultores que estavam próximos à região, nas cidades de Sorriso, Sinop e Ipiranga do Norte, no Mato Grosso, perceberam a morte instantânea das abelhas na colmeia. De acordo com eles, cerca de 600 caixas foram contaminadas e perdidas. 

Cada caixa de colmeia possui de 170 a 220 mil insetos responsáveis pela produção de mel. Levando esse dado em consideração é que foi calculada a média de mortes pela distribuição do agrotóxico. 

As abelhas selvagens, que vivem na natureza não foram contabilizadas, podendo haver um impacto muito maior do que o contabilizado. O Fipronil viajou através do vento para as outras regiões que, somado à variação de temperatura, produziu uma espécie de “bolsão de ar”, que causou as mortes das abelhas.https://9ecbda4e0438d54b5c9d14d59258a1f8.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html?n=0

A Associação de Apicultores e Meliponicultores do Vale do Teles Pires de Sorriso (Apis Vale) denunciou a situação para o Instituto de Defesa da Agropecuária (Indea) de Mato Grosso, que iniciou as investigações na região e coletou as abelhas mortas, além de visitar 22 fazendas. 

O proprietário responsável recebeu uma multa de R$ 225 mil. O caso r no Ministério Público do Mato Grosso (MP-MT) como crime ambiental, assim como para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Mato Grosso. O MP quer ouvir o engenheiro que autorizou a aplicação ilegal do produto. 

A cidade de Sorriso foi eleita a 2ª do estado com o maior PIB advindo do agronegócio. O extermínio das abelhas da região afeta toda a biodiversidade local, prejudicando as plantações e, posteriormente, atingindo a produção de alimentação para humanos. 

A importância da presença das abelhas na agricultura

Não é apenas a produção de mel que é afetada quando tantas colmeias são atingidas fatalmente desta forma. As abelhas também são responsáveis pela polinização, processo natural essencial para o bom plantio e colheita de diversos alimentos. 

De acordo com a pesquisa da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossitêmicos (BPBES) e da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (REBIPP), as abelhas são responsáveis por cerca de 80% das plantas que geram os alimentos que consumimos no Brasil.

Alguns agricultores chegam a alugar colmeias ou a cultivar abelhas para que suas plantações sejam melhores cultivadas ou possuam mais qualidade no produto final. Outra forma de atrair as abelhas é preservando o meio ambiente da região pois, assim, as “abelhas solitárias” – aquelas que não produzem mel e nem formam colmeias – farão o trabalho de polinizar naturalmente.

Fonte: Revista Fórum

Bolsonaro deverá responder por desvio de R$ 202 bilhões em 5 ministérios

A CGU identifica irregularidades contábeis de R$ 202 bilhões em cinco ministérios da gestão Bolsonaro

Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram distorções contábeis que somam R$ 202 bilhões em 5 ministérios do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme levantamento realizado pela GloboNews.

De acordo com a reportagem, as incongruências nas contas foram constatadas nos seguintes ministérios:

Agricultura: distorção de R$ 142,9 bilhões

Infraestrutura: R$ 20,3 bilhões

Educação: R$ 17,1 bilhões

Saúde: R$ 15,9 bilhões

Cidadania: R$ 6,3 bilhões

Agricultura

O ministério que apresentou a maior distorção foi o da Agricultura, que, até a gestão anterior, englobava o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O Incra, responsável pela reforma agrária, possui um patrimônio estimado em R$ 124 bilhões em terrenos, além de R$ 95 bilhões em fazendas, parques e reservas.

Após selecionar 155 imóveis para verificar a compatibilidade das avaliações com os valores de mercado, os técnicos da CGU constataram uma defasagem de 63%. Neste caso, a estimativa da CGU é de uma distorção de cerca de R$ 140 bilhões.

MEC

A mais recente auditoria realizada no Ministério da Educação (MEC) apontou erros contábeis no valor de R$ 17 bilhões. Durante a análise, foram identificadas 26 inconformidades nas contas do órgão.

Uma das situações encontradas envolve imóveis utilizados por entidades vinculadas ao MEC através de cessão de uso, que foram indevidamente registrados como se pertencessem à própria pasta. Somente esse aspecto causou uma distorção de R$ 1,1 bilhão nas contas.

O valor de R$ 17 bilhões, identificado pela auditoria da CGU no MEC, não considera as distorções corrigidas após a notificação. Uma dessas correções refere-se aos dados do Fies, programa de financiamento estudantil, que lançou indevidamente como despesas operações no montante de R$ 124 bilhões.

Fonte: Terra

Lula denuncia corrida armamentista em guerra na Ucrânia

Sem nomear culpados ou atacar as potências ocidentais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu primeiro discurso em Bruxelas nesta segunda-feira (17) para criticar a guerra na Ucrânia.

A guerra no coração da Europa lança sobre o mundo o manto da incerteza e canaliza para fins bélicos recursos até então essenciais para a economia e programas sociais.

Ele afirmou também que “a corrida armamentista dificulta ainda mais o enfrentamento da mudança do clima”.

Lula defendeu que, diante de “todos esses desafios, cabe aos governantes, empresários e trabalhadores reconstituir o caminho da prosperidade, da retomada da produção, dos investimentos e dos empregos”.

O discurso ocorreu na abertura dos eventos empresariais que antecipam a Cúpula América Latina-Europa, programada para começar hoje na Bélgica.

Em 2022, o mundo gastou em armamentos mais de US$ 2 trilhões, um recorde segundo o Instituto de Pesquisas pela Paz, de Estocolmo.

Quando marcou o primeiro ano da guerra, em fevereiro de 2023, a Ucrânia já havia recebido em ajuda ocidental mais de US$ 100 bilhões. O valor supera o que países ricos ofereceram aos emergentes para lidar com mudanças climáticas.

Lula, ao longo dos últimos meses, havia criticado abertamente os europeus e americanos por prolongarem a guerra ao fornecer armas. Ele também sugeriu que a responsabilidade pelo conflito não deveria ser apenas colocada nos russos — o que gerou indignação pela Europa.

Agora, de uma forma mais sutil, ele volta a tocar no tema. Mas, em plena capital da Europa, o presidente brasileiro optou por não apontar culpados.

A cúpula entre a Europa e a América Latina, de fato, vive um impasse. Nas negociações sobre a declaração final, a guerra na Ucrânia está impedindo que os governos cheguem a um acordo sobre os termos que serão estabelecidos na relação entre os dois continentes.

Os europeus querem que a declaração final cite a “guerra de agressão” contra o território ucraniano, denunciando abertamente a Rússia pelo ataque. Mas governos latino-americanos se recusam a aceitar os termos. A opção da América Latina é de que a declaração apenas mencione a “guerra na Ucrânia”, sem apontar Moscou como culpado.

Governos como o de Cuba ou Nicarágua, contrários a qualquer gesto da Otan, sequer aceitam que o assunto entre na declaração final da cúpula, apontando que não se trata de um tema do encontro.

O Brasil, nos bastidores, também é contrário às referências de uma “guerra de agressão”. Mas, diante das posturas maximalistas de europeus e dos governos bolivarianos, a diplomacia nacional tentará costurar uma posição intermediária que possa ser aceita tanto por europeus como pelos latino-americanos.

Desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a questão da guerra na Ucrânia dividiu europeus e a nova diplomacia brasileira. O Palácio do Planalto insiste em buscar caminhos para negociar uma saída diplomática para o conflito, posição que irritou as potências ocidentais.

As propostas de Lula de criar um grupo para permitir uma facilitação para um acordo de cessar-fogo perderam força nas últimas semanas, diante da insistência de russos e ucranianos em apostar no caminho militar. Projetos de negociação liderados pela ONU, da China, de africanos e de intermediários do Vaticano tampouco prosperaram.

Fonte: Uol

Jornalista Maria Aparecida é presa pela Polícia Civil em Maceió

Famosa por caluniar personalidades, não é a primeira vez que a jornalista enfrenta problemas com a justiça

A jornalista Maria Aparecida de Oliveira foi presa na manhã desta sexta-feira, 21, em sua residência no bairro do Farol, em Maceió, por uma equipe da Polícia Civil de Alagoas, em cumprimento a uma ordem judicial. A jornalista Maria Aparecida de Oliveira foi presa na manhã desta sexta-feira, 21, em sua residência no bairro do Farol, em Maceió, por uma equipe da Polícia Civil de Alagoas, em cumprimento a uma ordem judicial.

Maria Aparecida ficou conhecida pelas polêmicas e controvérsias em seu canal no YouTube. O procedimento de detenção foi conduzido pelo delegado Daniel Mayer, e a jornalista encaminhada para a Central de Flagrantes.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o processo que levou à prisão de Maria Aparecida. A defesa da comunicadora ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

Não é a primeira vez que a jornalista enfrenta problemas com a justiça. Em janeiro de 2023, Maria Aparecida de Oliveira foi condenada a quatro anos e treze dias de detenção por divulgar informações falsas pela internet.

A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Henrique Pita Duarte, da 3.ª Vara Criminal de Maceió. Em 2018, ela já havia sido presa anteriormente após disseminar informações falsas sobre a vida pessoal do ex-procurador geral de Justiça e atual deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça.

Fonte: Emergência 190

Flórida aprova regras para escolas ensinarem que escravidão era benéfica para os escravos

Nesta quarta-feira (19), o Conselho de Educação do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, aprovou novas regras a respeito de como a história negra será ensinada nas escolas públicas. Os críticos estão chamando a mudança de “retrocesso”.

De acordo com os novos padrões, os alunos devem aprender que pessoas que foram escravizadas “desenvolveram habilidades” que “poderiam ser aplicadas para seu benefício pessoal”. Já em relação à violência contra os residentes negros, os professores devem observar “atos de violência perpetrados contra e por afro-americanos”.

“Esses padrões são um desserviço aos alunos da Flórida e um grande retrocesso para um estado que exige o ensino de história afro-americana desde 1994”, criticou a Florida Education Association (FEA), o maior sindicato de professores do estado, em um comunicado.

As novas leis são apoiadas pelo candidato presidencial republicano e governador da Flórida, Ron DeSantis, que disse que as medidas removem a “doutrinação acordada” e capacitam os pais. Os novos padrões proíbem o ensino da teoria crítica da raça, movimento intelectual que examina a maneira como as políticas e leis perpetuam o racismo sistêmico. Além disso, os professores não podem oferecer instrução que faça outros alunos “se sentirem culpados” por ações cometidas por outros no passado.

Fonte: DCM

Governo e parlamentares preparam ofensiva contra clubes de tiro

A base governista no Congresso Nacional prepara ofensiva contra clubes de tiro no segundo semestre desse ano. Em conjunto com o governo federal, parlamentares querem apresentar um decreto com regras mais rígidas para o funcionamento dos locais. A informação é da coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.

A proposta já foi protocolada pelo líder da Rede na Câmara dos Deputados, Túlio Gadêlha (PE), e pretende proibir que membros dos clubes transportem suas armas da 0h às 6h, horário em que os estabelecimentos deverão ficar fechados.

O projeto deve ser trabalhado junto com o um decreto do ministro da Justiça, Flávio Dino. A ideia de parlamentares é “batalhar em duas frentes” com o governo utilizando decretos para criar restrições e os deputados votando leis que endureçam regras para porte dos associados.

Aliados do governo no Congresso avaliam que muitos clubes de tiro passaram a funcionar 24 horas após novas regras de transporte de armas reguladas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, frequentadores dos estabelecimentos podem, em tese, transportar os armamentos a qualquer horário, o que garante uma posse indiscriminada.

Gadêlha diz que vai procurar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para pautar o projeto, mesmo com oposição da bancada armamentista. Ele argumenta que “o parlamento deve trabalhar para diminuir os índices de violência e garantir a eficiência da segurança pública”.

“O funcionamento irrestrito desses locais é uma ameaça à população e também é fruto da escalada armamentista implantada pelo último governo. A resposta da Casa de Leis tem de ser clara e rápida”, avalia.

Fonte: DCM

14 trabalhadores em condições análogas a escravidão são resgatados em MG

Ação ocorreu em propriedades rurais nos municípios de Patrocínio e Patos de Minas

ma operação do Grupo Móvel resgatou nesta semana 14 trabalhadores de condição análogo à escravidão, sendo 3 deles adolescentes, em propriedades rurais de Minas Gerais nos municípios de Patrocínio e Patos de Minas. O grupo estava alojado em duas fazendas da região, em condições extremamente degradantes, dormindo no chão, sendo cobrado deles valores de moradia, alimentação e das ferramentas de trabalho, como equipamentos de proteção e até a lona onde depositavam o café colhido. 

O grupo era composto por 73 trabalhadores, trazidos de diversas regiões de Minas Gerais, sobretudo o Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, estando 56 deles sem o devido registro do contrato de trabalho. Sete eram adolescentes, incluindo um de 13 anos de idade e outro de 15, laborando na colheita de café, atividade proibida e que se enquadra na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil – Lista TIP. Todos foram devidamente afastados do trabalho, mediante a lavratura do Termo de Afastamento do Trabalho. 

De acordo com o auditor fiscal do Trabalho, Anderson Miron Magalhães, que participou da ação, “o fato de haver o descumprimento da remuneração inicialmente prometida e de ocorrerem tantos descontos, aliado às condições precárias dos alojamentos e condições de trabalho, isso os coloca em situação de extrema vulnerabilidade, passando, até mesmo, a depender cada vez mais daquele trabalho para sobreviver.” 

De cada trabalhador, o “gato”, como é chamado empregador que alicia os trabalhadores, cobrava um valor de R$30,00 pela alimentação fornecida. Além da falta de móveis nas residências os trabalhadores não tinham acesso à água aquecida, sendo as instalações de chuveiro improvisadas por um cano de alumínio, o que fazia com que grande parte deles optasse por passar noites sem tomar banho – já que a temperatura no local costuma estar abaixo de 10 graus nesse período do ano. 

Apesar das condições precárias de moradia, visto que não havia no local fogão ou mesmo geladeira para conservação de alimentos, cada trabalhador tinha descontado do valor da saca de café colhida, que era por padrão R$14,00, o percentual de 1 real. O pagamento, segundo informou os trabalhadores à fiscalização, era por residir na fazenda. Fora isso, todas as ferramentas e materiais de trabalho, além dos equipamentos de proteção individual e dispositivos de proteção pessoal, não eram fornecidos. “Até a lona onde depositavam o café colhido, era cobrada de todos”, ressaltou o auditor. 

Regularização – Os empregadores foram notificados a regularizar o contrato de trabalho e a efetuar o pagamento das verbas trabalhistas decorrentes do tempo de serviço laborado nas fazendas, inclusive aos adolescentes, na presença dos responsáveis. Todos os resgatados receberam as guias para recebimento de 3 parcelas do seguro-desemprego.

A operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do Ministério do Trabalho e Emprego, conduzida pela auditora fiscal do Trabalho, Andrea Donin, contou com a participação do Ministério Público do Trabalho, da Defensoria Pública da União, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. 

O GEFM atua em todo território nacional desde 1995, quando foi iniciada a política pública de combate ao trabalho escravo. Desde então, são mais de 61 mil trabalhadores e trabalhadoras resgatados dessa condição e mais de 141 milhões de reais recebidos pelos trabalhadores a títulos de verbas salariais e rescisórias durante as operações. 

Os dados consolidados e detalhados das ações concluídas de combate ao trabalho escravo desde 1995 estão no Radar do Trabalho Escravo da SIT, no seguinte endereço: https://sit.trabalho.gov.br/radar . 

Denúncias de trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas de forma anônima no Sistema Ipê, no seguinte endereço: https://ipe.sit.trabalho.gov.br/.

Fonte: Gov.br

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