General Braga Neto é investigado em desvio de R$ 1,2 bilhão em verba pública

(L to R) Army General Walter Souza Braga Netto, Brazil's President-elect Jair Bolsonaro and Minister of the Brazilian Military Superior Court (STM) General Luis Carlos Gomes Mattos, attend the graduation ceremony of new paratroopers at the Parachute Infantry Battalion Vila Militar, in Rio de Janeiro, Brazil, on November 24, 2018. / AFP / Fernando Souza

Operação Perfídia: Investigação sobre compra de coletes balísticos envolve ex-membros do Gabinete de Intervenção Federal Sigilo telefônico de Braga Netto quebrado em apuração de supostas irregularidades em contratos de R$ 1,2 bilhão Nesta terça-feira, a Polícia Federal (PF) lançou a Operação Perfídia, focada em ex-participantes do Gabinete de Intervenção Federal (GIF) no Rio de Janeiro. […]

Operação Perfídia: Investigação sobre compra de coletes balísticos envolve ex-membros do Gabinete de Intervenção Federal

Sigilo telefônico de Braga Netto quebrado em apuração de supostas irregularidades em contratos de R$ 1,2 bilhão

Nesta terça-feira, a Polícia Federal (PF) lançou a Operação Perfídia, focada em ex-participantes do Gabinete de Intervenção Federal (GIF) no Rio de Janeiro. A ação visa esclarecer possíveis fraudes em contratos que totalizam R$ 1,2 bilhão, firmados em 2018. Embora não seja alvo de mandados de busca e apreensão, o general Walter Souza Braga Netto, que liderou o GIF, teve seu sigilo telefônico quebrado.

Braga Neto era um dos homens mais poderosos no governo de Jair Bolsonaro, tendo ocupado sempre ministérios estratégicos. Em 2022, foi candidato a vice-presidente na chapa com Bolsonaro.

A operação mobilizou agentes em quatro estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. As investigações apontam para crimes como corrupção, dispensa ilegal de licitação e organização criminosa na aquisição de 9.360 coletes balísticos da empresa americana CTU Security LLC, com um sobrepreço estimado em R$ 4,6 milhões.

O início da investigação foi marcado por uma cooperação internacional com as autoridades americanas, que descobriram indícios de irregularidades enquanto investigavam o assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse. A empresa envolvida no caso brasileiro também estava ligada à investigação do crime no Haiti.

Em 2018, a segurança pública do Rio de Janeiro foi comandada pelas Forças Armadas, sob a liderança de Braga Netto, após um decreto do então presidente Michel Temer. O general já havia coordenado a segurança durante as Olimpíadas do Rio em 2016 e servido no setor de inteligência do Exército.

Quanto aos gastos, as Forças Armadas informaram, no encerramento da intervenção, que haviam utilizado R$ 890 milhões dos R$ 1,2 bilhão alocados para a iniciativa. Além da compra de coletes, a Operação Perfídia também investiga o envolvimento de duas empresas brasileiras que atuam no mercado de proteção balística, suspeitas de formar um cartel.

O Tribunal de Contas da União já havia apontado indícios de conluio entre as empresas e suspendeu o contrato em setembro de 2019, resultando no estorno do valor pago.

***

Texto divulgado pela PF hoje:

PF, no Rio de Janeiro, investiga possíveis fraudes na aquisição de coletes balísticos
Operação apura participação de servidores públicos em ações delituosas

PF — Na manhã desta terça-feira, 12/9, a Polícia Federal cumpre 16 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Perfídia nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.

A investigação visa apurar os crimes de patrocínio de contratação indevida, dispensa ilegal de licitação, corrupção ativa e passiva e organização criminosa supostamente praticadas por servidores públicos federais quando da contratação de uma empresa norte-americana pelo Governo Brasileiro para aquisição de 9.360 coletes balísticos com sobrepreço no ano de 2018, pelo Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

A investigação começou com a cooperação internacional de Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI), na qual informa que a empresa estrangeira e o Governo celebraram contrato, por meio do Gabinete de Intervenção Federal do Rio de Janeiro, com sobrepreço em coletes balísticos.

A autoridades americanas descobriram o crime no curso da investigação americana sobre assassinato do presidente haitiano Jovenel Moises, em julho de 2021, na qual a referida empresa ficou responsável pelo fornecimento de logística militar para executar a derrubar Moises e substituí-lo por Christian Sanon, um cidadão americano-haitiano.

Após a comunicação de crime pelas autoridades americanas, o TCU encaminhou os ofícios e processos referentes à Tomada de Contas das compras das contratações de coletes balísticos pelo Gabinete de Intervenção Federal na Segurança Público do Estado do Rio de Janeiro, apontando indícios de conluio entre as empresas e de estas terem conhecimento prévio da intenção de compra dos coletes pelo GIFRJ e estimou um valor total global do potencial sobrepreço de R$ 4.640.159,40.

Foi celebrado contrato com o Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro, após a dispensa de licitação, em dezembro de 2018, no valor de US$ 9.451.605,60 (valor global de R$ 40.169.320,80 do câmbio à época), tendo recebido integramente o pagamento do contrato no dia 23/01/2019.

Após a suspensão do contrato pelo Tribunal de Contas da União, o valor foi estornado no dia 24/09/2019.

Além desta contratação, a Operação Perfídia investiga o conluio de duas empresas brasileiras que atuam no comércio proteção balísticas e formam um cartel desse mercado no Brasil. Tais empresas possuem milhões em contratos públicos.

Fonte: O Cafezinho

CNJ vai investigar se houve participação de juízes nos atos golpistas de 08 de janeiro

Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Instituição quer apurar se servidores do Poder Judiciário e juízes participaram, inclusive, da organização e convocação para os atos de 8 de janeiro

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai investigar se servidores do Poder Judiciário e magistrados participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. A decisão foi tomada nesta terça-feira (12/9), pelo ministro Luis Felipe Salomão, depois de a instituição receber informações sobre o suposto envolvimento de membros do Judiciário nos atos antidemocráticos 

De acordo com informações recebidas pelo CNJ, parte desses suspeitos teriam se envolvido, inclusive, na organização ou na convocação para os atos de 8 de janeiro. Em despacho encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Felipe Salomão pede a Moraes que envie informações sobre a suposta participação de juízes nos atos golpistas. 

“Com efeito, é importante investigar a participação de servidores ou membros do Poder Judiciário tanto nas lamentáveis depredações dos dia 08/01 quanto nos períodos anteriores”, diz o documento. A decisão foi divulgada pela jornalista Camila Bomfim, da GloboNews.

Salomão também determinou aos tribunais de justiça, tribunais regionais federais, eleitorais e do trabalho, assim como às respectivas corregedorias, que informem em 15 dias se há investigações internas em andamento sobre a suspeita de participação de servidores ou integrantes do Poder Judiciário nos atos golpistas. 

“Oficia-se ao ministro Alexandre de Moraes para que sejam encaminhados a esta Corregedoria informações acerca da presença de servidores ou membros do Poder Judiciários em procedimentos investigativos e ações penais em curso, que tenham como objeto os episódios acima narrados”, diz o texto. 

Fonte: Estado de MG

Empresa recua e trabalhadores adiam paralisação na Casal

Apostando na continuidade das negociações, trabalhadores da CASAL adiam paralisação

Em assembleia realizada no dia 11 de setembro, os trabalhadores e trabalhadora da CASAL decidiram adiar a paralisação marcada para o dia 12/09, em protesto contra a falta de avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT. A assembleia, realizada de forma online, foi bastante representativa, contando com mais de 190 pessoas.

O adiamento foi aprovado após a empresa recuar e enviar uma nova proposta, bem como marcar nova rodada de negociação para a próxima sexta-feira, dia 15 de setembro.

Durante a assembleia a categoria rejeitou, mais uma vez, a proposta enviada, oferecendo 2,00% a partir de 01/10/2023, e 2,18 % a partir de 01/03/2024. A proposta foi duramente criticada por não atender minimamente à expectativa dos trabalhadores e trabalhadoras, que resolveram continuar apostando  no processo de negociação na reunião marcada para o dia 15 de setembro.

Segundo Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários, “a categoria está dando, mais uma vez, uma demonstração de equilíbrio e respeito ao processo de negociação. Ao adiar a paralisação, estamos mostrando que apostamos no diálogo, na certeza de que o governador Paulo Dantas terá a sensibilidade necessária para resolver essa situação”, afirma a presidenta.

A categoria decidiu ainda que, caso não haja avanço na negociação do dia 15/09, fará uma paralisação na próxima terça-feira, dia 19 de setembro, quando os trabalhadores prometem ocupar a sede da empresa.

Os trabalhadores e trabalhadoras da CASAL estão há mais de cinco meses da aprovação da pauta da categoria, quando a diretoria da empresa estava oferecendo reajuste zero e, ainda, propondo retirada de conquistas, alterando de forma prejudicial o plano de saúde atual.

PF vai apurar fake news de Alexandre Garcia sobre inundação no RS

Alexandre Garcia espalhou fake news grotesca de que enchentes no RS são culpa do PT

O ex-jornalista bolsonarista Alexandre Garcia espalhou uma fake news criminosa no canal da revista Oeste, mais conhecida como Faroeste, no YouTube.

Comentando sobre a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, que até agora deixou 46 mortos, o ex-porta-voz do ditador Figueiredo disse que “é preciso investigar porque não foi só a chuva”.

“A chuva foi a causa original. Mas no governo petista foram construídas, ao contrário do que recomendavam as medições ambientais, três represas pequenas que aparentemente abriram as comportas ao mesmo tempo”, inventou.

“Isso causou uma enxurrada parecida com aquelas que acontecem aqui perto de Brasília, na Chapada dos Veadeiros, e que levam as pessoas e que matam pessoas porque a água vem de repente”.

A cascata prosseguiu: “Imagina a ponte de ferro que caiu, que foi levada: o pilar da ponte tem uma altura que equivale a um prédio de seis andares. E a água subiu de repente”.

Garcia é um canalha irresponsável que precisa ser processado pelo governo federal, bem como os responsáveis pela Oeste, refugos da Jovem Pan. Esse delírio delinquente está no YouTube para quem quiser ver, correndo as redes da extrema-direita.

“Inventar que o Presidente da República mandou reter entrega de ajuda a atingidos por enchente para ‘tirar foto’ não é ‘CRÍTICA’. Inventar fatos para atingir honra de outrem também não é ‘CRÍTICA’. Por isso que a Polícia Federal deve apurar os casos. Não é faculdade, é dever jurídico”, escreveu o titular da pasta no Twitter.

advogado Geral da União, Jorge Messias, determinou que a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia investigue a notícia falsa divulgada pelo jornalista. O jornal O Globo foi contrário à iniciativa da AGU e tentou defender Garcia. A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), reagiu à reportagem do periódico da família Marinho. Nas redes, políticos fizeram críticas ao comentarista bolsonarista. 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, garantiu nesta segunda-feira (11) as investigações da Polícia Federal (PF) sobre a notícia falsa divulgada pelo jornalista Alexandre Garcia, de que barragens de represas construídas por governo petista no Rio Grande do Sul foram abertas de propósito para inundar o estado.

Fonte: DCM e Brasil 247

Plebiscito contra privatização da água e saneamento, metrô e trens metropolitanos é lançado em SP

Os movimentos sociais estão engajados em São Paulo na campanha do plebiscito contra privatização da água e saneamento, metrô e trens metropolitanos. A largada foi dada no 05 de setembro e a mobilização está a todo vapor.

Trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), metroviários, ferroviários e de outras categorias, como petroleiros, além da Coordenação dos Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), parlamentares e militantes de vários partidos, lotaram a quadra dos bancários em São Paulo na campanha contra a privatização da Sabesp, Metrô e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos no dia do lançamento do plebiscito, em agora batalham nas ruas contra a política de privatização do governador Tarcísio Freitas.

Com mais de mil, o ato foi dirigido pelos sindicatos – Sintaema, Metroviários e Ferroviários – e teve falas da CUT, CTB, InterSindical, UGT e CSP Conlutas, além dos partidos PT, PCdoB, PSol, PSB e UP, que centraram fogo no projeto do governador bolsonarista Tarcisio, que pretende vender a SABESP o quanto antes.

O plebiscito vai até o dia 4 de outubro. Foram impressas cédulas e distribuídas urnas com objetivo de coletar um milhão de votos, para dialogar com a população, apresentando os prejuízos da venda da Sabesp, que acabaria com a tarifa social e o subsídio cruzado, políticas que atendem comunidades e municípios que não lucram com o saneamento. O subsídio cruzado permite que 310 dos 375 municípios paulistas atendidos pela Sabesp acessem a universalização dos serviços de saneamento.

No plebiscito, a população está chamada a opinar: “você concorda com a privatização da Sabesp, Metrô e CPTM?” Vamos cravar o Não! E barrar esta ofensiva entreguista do governador Tarcísio.

As urnas estarão distribuídas em estações de trem, metrô e nos bairros em escolas, locais de trabalho e lazer na capital e no interior do estado.

Para isso, urge a construção de comitês de base, nos bairros e cidades, reunindo partidos, sindicatos e movimentos populares da região, para organizar o plebiscito e a divulgação dessa luta, questão que infelizmente não foi tocada no ato. Na construção do plebiscito esta lacuna pode ser resolvida: vamos construir comitês que reúnam todos os setores sociais que querem as estatais para o bem público e não beneficiar o capital privado e vamos, unidos, para a luta!

Fonte: O Trabalho

Prefeitura de Maceió ainda não pagou artistas populares que se apresentaram no São João

Os artistas de fora receberam muito dinheiro, já os da terra tiveram baixos cachês e muitos ainda não receberam

Após a repercussão da matéria – Produtores cobram dívidas do ‘São João Massayó… Sol, Mar, Forró 2023’ – publicada no Blog Kléverson Levy, a Prefeitura de Maceió enviou uma nota oficial para justificar a falta de pagamento para para alguns artistas que se apresentaram no “Massayó… Sal, Mar, Forró 2023”e produtores que – ainda – não receberam pela festa realizada em junho deste ano.

No texto enviado pela Secom-Maceió, a assessoria informou – ainda – que “grande parte das apresentações já foi quitada e o restante está sendo regularizado”. Além disso, o Executivo reforçou que ‘ nesta semana pagará mais um grupo estabelecido dentro do cronograma de pagamento’.

A Prefeitura de Maceió garante que nenhum artista que trabalhou no São João Massayó de 2023 ficará sem receber. Grande parte das apresentações já foi quitada e o restante está sendo regularizado. Em tempo, o Município informa ainda que nesta semana pagará mais um grupo estabelecido dentro do cronograma de pagamento“, diz a nota oficial da Prefeitura de Maceió.

Por outro lado, vale lembrar que – mesmo diante da promessa que acontece há meses – os empresários tentarão judicializar a dívida para re-forçar que o prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PL), quite o débito do  “maior São João do Litoral do Brasil”, o “Massayó… Sal, Mar, Forró 2023”.

Por fim, vale destacar que a ascensão política e pesquisas dando margem de vitórias ao prefeito de Maceió, em 2024, não podem servir de prêmio ou troféus de uma eleição garantida. Tem muito chão pela frente e muitas situações de bastidores (internas na Prefeitura) que podem se tornar públicas e vir à tona. Será?

É isto!

Fonte: PublicaNew

Lula assume presidência do G20 e propõe força-tarefa contra fome

Nova Delhi, Índia, 10.09.2023 - Presidente Lula recebe muda de árvore em cerimônia no Bharat Mandapam, Plenário da Cúpula. Nova Delhi – Índia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, neste domingo (10), a presidência do G20, durante o encerramento da 18ª Cúpula de Chefes de Governo e Estado do grupo, que ocorre em Nova Déli, na Índia. Durante a cerimônia, a liderança do bloco foi transmitida do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para Lula.

A presidência brasileira no G20 terá três prioridades: a inclusão social e a luta contra a desigualdade, a fome e a pobreza; o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção do desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental; e a defesa da reforma das instituições de governança global, que reflita a geopolítica do presente.

“Todas essas prioridades estão contidas no lema da presidência brasileira, que diz ‘Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável’”, disse Lula durante discurso no encerramento do encontro. Ele anunciou que serão criadas duas forças-tarefas: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra a Mudança do Clima.

O presidente brasileiro lembrou a tragédia no Rio Grande do Sul em decorrência da passagem de um ciclone extratropical. De acordo com o último balanço, divulgado às 18h deste sábado (9), o estado contabiliza 41 mortes e 46 pessoas seguem desaparecidas. São 88 municípios em estado de calamidade pública.

“Isso nos chama a atenção porque fenômenos como esse têm acontecido nos mais diferentes lugares do nosso planeta”, apontou. Ontem (9), durante discurso em outro evento da cúpula, Lula cobrou recursos de países ricos contra aquecimento global. “A natureza continua dando demonstração de que nós precisamos cuidar dela com muito mais carinho”, acrescentou o presidente. 

O G20 reúne 19 das maiores economias do mundo e a União Europeia. A União Africana também tornou-se membro permanente durante a cúpula na Índia.

Combate à fome

“Precisamos redobrar os esforços para alcançar a meta de acabar com a fome no mundo até 2030, caso contrário estaremos diante do maior fracasso multilateral dos últimos anos. Agir para combater a mudança do clima exige vontade política e determinação dos governantes, e também recursos e transferência de tecnologia”, disse Lula, sobre as linhas basilares da presidência brasileira.

Ele também destacou a necessidade de que países emergentes tenham mais participação nas decisões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). “A insustentável dívida externa dos países mais pobres precisa ser equacionada. A OMC [Organização Mundial do Comércio] tem que ser revitalizada e seu sistema de solução de controvérsias precisa voltar a funcionar. Para recuperar sua força política, o Conselho de Segurança da ONU precisa contar com a presença de novos países em desenvolvimento entre seus membros permanentes e não permanentes”, defendeu.

G20 no Brasil

A presidência brasileira começa em 1º de dezembro de 2023 e se encerra em 30 de novembro de 2024. A agenda do G20 será decidida e implementada pelo governo do Brasil, com apoio direto da Índia, última ocupante da presidência, e da África do Sul, país que exercerá o mandato em 2025. Esse sistema é conhecido como troika e é um dos diferenciais do grupo em relação a outros organismos internacionais.

Entre dezembro de 2023 e novembro de 2024, o Brasil deverá organizar mais de 100 reuniões oficiais em várias cidades do país, que incluem cerca de 20 reuniões ministeriais, 50 reuniões de alto nível e eventos paralelos. O ponto alto será a 19ª Cúpula de chefes de Estado e governo do G20, nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

De acordo com Lula, no G20, o Brasil pretende organizar os trabalhos em torno de três orientações gerais. Primeiro, ele propõe uma aproximação entre a trilha de política, mais ampla e onde se discutem políticas públicas, e a trilha de finanças, onde se discutem as questões de financiamento, de forma que “se coordenem e trabalhem de forma mais integrada”. “Não adianta acordarmos a melhor política pública se não alocarmos os recursos necessários para sua implementação”, avaliou.

A presidência brasileira deve criar ainda um canal de diálogo entre os líderes e a sociedade civil, assegurando que os grupos de engajamento da sociedade, entidades de classe e órgãos públicos tenham a oportunidade de reportar suas conclusões e recomendações aos representantes de governo.

Para o presidente, também é preciso evitar discussões sobre questões geopolíticas, como guerras, para não esvaziar a agenda de discussões das várias instâncias do bloco. “Não nos interessa um G20 dividido. Só com uma ação conjunta é que podemos fazer frente aos desafios dos nossos dias. Precisamos de paz e cooperação em vez de conflitos”, disse.

Agenda internacional

É a primeira vez que o Brasil assume a presidência do G20 desde a sua criação, em 1999. O país esteve presente desde o início, quando as 20 maiores economias do mundo se reuniram com o objetivo de buscar uma solução para a grave crise financeira que abalou todos os mercados e que levou à quebra de um número enorme de bancos e outras companhias.

O grupo reunia, à época, apenas ministros de finanças e presidentes de bancos centrais. Em 2008, para enfrentar nova crise financeira internacional, passou a ter o formato atual, com chefes de Estado e de governo.

“Nossa atuação conjunta nos permitiu enfrentar os momentos mais críticos, mas foi insuficiente para corrigir os equívocos estruturais do neoliberalismo. A arquitetura financeira global mudou pouco e as bases de uma nova governança econômica não foram lançadas. Novas urgências surgiram, os desafios se acumularam e se agravaram, vivemos num mundo em que a riqueza está mais concentrada, em que milhões de seres humanos ainda passam fome, em que o desenvolvimento sustentável está sempre ameaçado, em que as instituições de governança ainda refletem a realidade de meados do século passado”, alertou Lula em seu discurso em Nova Déli.

Para ele, a redução das desigualdades deve estar no centro da agenda internacional. “Só vamos conseguir enfrentar todos esses problemas se tratarmos da questão da desigualdade. A desigualdade de renda, de acesso à saúde, educação e alimentação, de gênero e raça e de representação está na origem de todas essas anomalias”, destacou.

Além dos líderes dos países-membros do G20 – África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia –, participaram da cúpula, na condição de convidados da presidência indiana, os líderes de Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Maurício, Nigéria, Omã, Países Baixos, Singapura e União Africana.

O principal documento resultante da 18ª Cúpula do G20 foi a Declaração de Líderes, que incluiu temas como necessidade do desenvolvimento sustentável, da cooperação econômica e científica, de ações contra desigualdade e da redução do sofrimento causado pelas guerras.

A presidência da Índia iniciou-se em dezembro de 2022 sob o lema Uma Terra, Uma Família, Um Futuro. Durante o período, o G20 teve como prioridades gerais estilos de vida sustentáveis, tecnologia, crescimento inclusivo, multilateralismo e liderança de mulheres.

Fonte: Agência Brasil

SEM ALTERAÇÃO NO DIA 07

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 10 de Setembro de 2023

“Permissão concedida” , assim Lula deu inicio ao desfile do 07 de Setembro. Uma espécie de ” Eu autorizo” do bem, diferentemente daquilo que o Excrementissimo ouviu dos seus lunáticos seguidores no último ano do seu catastrófico mandato.
O desfile da Independência teve de tudo, desde o Zé Gotinha em cima do carro dos bombeiros até a famosa moto pirâmide, tudo normal no cerrado.
Nesse ano não desfilou os “patriotas”, pedindo o fechamento do STF, não desfilou os cristãos com a camisa da seleção, suada e com odor de naftalina, pedindo intervencao militar, não desfilou as senhorinhas com a bíblia na mão, que num futuro próximo marchariam para a quebradeira da Praça dos Três Poderes, não vimos desfilar tratores e caminhões do Agro, financiados com dinheiro público do BNDES, não teve brasileiros saindo dos seus sítios para pedir um tal de Estado de Sítio, não desfilou a ira sob as urnas eletrônicas, não desfilou famílias com seus tanques cheios de cloroquina e muito menos ivermectina, o 07 de Setembro voltou a ser aquele 07 de Setembro, com os mesmas cores, no entanto, sóbrio e sem ódio.

Na esteira da semana da independência, o grito do Ypiranga veio da prisão, dado pelo ajudante de ordens do ex. Mauro Cid resolveu fazer a delação premiada e isso caiu como um morteiro no colo da Michelle e do Bolsonaro, mas calma, falta o STF autorizar. Oi? O Xandão autorizou?
Cid livre!
Então, segue o desfile e
a régua do tempo agora está dividida assim: AC/DC, antes de CID e depois de CID. Tudo indica que Mijóias pode se transformar em Mijaulas.
“Ouremos” !

Lula desfila na Índia como o novo Presidente do G20 com um objetivo muito simples, tentar entrar no grupo do G7. São 13 posições que Lula tenta conquistar para que o Brasil da independência, seja um Brasil independente.
Porém antes de ir, para o país indiano, Lula protagonizou uma cena que bombou nas redes. Ele ao se aproximar de um pé de jabuticaba e comer algumas, disse uma frase que ficou marcada; quem planta, colhe. Ficou claro que Lula se referia ao atos que o ex presidente, que gosta mais de jóias, que jabuticabas, praticou nos últimos 4 anos do seu mandato e pelo andar da carruagem, esse desfile o levará muito além do Eixo Monumental, marchando mais alguns quilômetros até a Papuda. Bolsonaro conseguiu trocar a jabuticaba doce do Palácio, por uma quentinha azeda com frango xadrez, no xadrez!
Eu autorizo!

Moraes confirma delação premiada de Cid e deixa Bolsonaro mais encrencado

Na decisão, o ministro do STF determinou a Mauro Cid o cumprimento de uma série de medidas cautelares e o afastou do Exército. Ex-ajudante de ordens do governo Bolsonaro estava preso desde 3 de maio, acusado de fraudar cartões de vacinação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes homologou neste sábado (9) o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na decisão, o ministro concedeu liberdade provisória a Cid, mas determinou o cumprimento de uma série de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, limitação de sair de casa aos finais de semana e também à noite, e afastamento das funções do Exército.

O ex-ajudante de ordens também teve suspensos seus passaportes, o porte de arma de fogo e o registros de Colecionador, Atirador Esportivo e de Caça (CAC). Além de estar proibido de fazer uso de redes sociais e falar com outros investigados, inclusive por meio de seus advogados. As exceções são a mulher, filha e pai dele. As determinações de Moraes atendem a homologação do acordo de colaboração fechado com Cid e a Polícia Federal.

Na quarta (6), o ministro recebeu em seu gabinete a proposta de delação referente ao inquérito das milícias digitais, que apura a existência de uma organização criminosa que teria a finalidade de atentar contra o Estado Democrático de Direito, e investigações conexas, como a que apura o desvio de joias e presentes de governos estrangeiros na gestão Bolsonaro. O ex-ajudante de ordens está preso desde o dia 3 de maio, acusado de fraudar cartões de vacinação dele, de sua família e de Bolsonaro e filha.

Do silêncio à delação

Cid vinha se mantendo em silêncio nas oitivas. Mas adotou postura de maior cooperação com autoridades policiais após mudar de defesa, em agosto. Seu advogado Cezar Bitencourt chegou a afirmar em entrevista à Revista Veja que o cliente assumiria que vendeu, nos Estados Unidos, as joias recebidas por Bolsonaro, atendendo as ordens do então presidente. No dia seguinte, porém, o advogado deu uma versão diferente na Globonews, afirmando que Cid prestaria “esclarecimentos”. No final do mesmo mês, o ex-ajudante de ordens passou a prestar vários depoimentos à PF, em meio à negociação sobre a delação.

Ao justificar sua decisão neste sábado, Moraes destacou que “a manutenção da prisão não se revela, portanto, adequada e proporcional, podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas”.

Fonte: Rede Brasil Atual

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